Mostrar mensagens com a etiqueta Torvosaurus. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Torvosaurus. Mostrar todas as mensagens

sábado, julho 27, 2019

Pegadas de dinossauros carnívoros gigantes e dispersão entre África e Europa

As pegadas de dinossauros carnívoros mostra que existiam dois gigantes e dispersão entre África e Europa durante o Jurássico Superior


Trilhos e pegadas de dinossauro terópodes do jurássico superior são muito comuns no Norte da África e na Europa. Dois icnotaxa recentemente descritos, Megalosauripus transjuranicus e Jurabrontes curtedulensis, do Kimmeridgiano da Suíça mostram a coexistência de dois predadores no mesmo paleoambiente e pegadas semelhantes podem ser encontradas na Península Ibérica e do Marrocos.

No artigo Late Jurassic globetrotters compared: A closer look at large and giant theropod tracks of North Africa and Europe publicado no Journal of African Earth Sciences foram exploradas ainda mais as semelhanças entre os ichnotaxa suíços e as outros trilhos da Alemanha (Kimmeridgiano), Espanha (Titoniano-Berriasiano), Marrocos (Kimmeridgiano) e Portugal (Oxfordiano-Titoniano) através de novas comparações de dados tridimensionais. Este artigo liderado por Matteo Belvedere e que contou com a participação de paleontólogos da Suíça, Espanha e Portugal: Diego Castanera, Christian A.Meyer, Daniel Marty, Octávio Mateus, Bruno Camilo Silva, Vanda F. Santos, e Alberto Cobos. A icnologia digital permitiu a comparação 3D de trilhos de diferentes caminhos e paleoambientes e as revisões icnotaxonómicas beneficiam com a icnologia digital. Os espécimes foram agrupados em dois morfotipos: 1) grande e grácil (30 <Comprimento do Pé <50cm) e 2) gigante e robusto (FL> 50cm).

As análises mostram uma grande sobreposição morfológica entre estes dois morfotipos e os icnotaxa suíços (Megalosauripus transjuranicus e Jurabrontes curtedulensis, respectivamente), mesmo com diferenças no ambiente sedimentar e na idade. Ou seja, as análises mostram que havia dois tipos de predadores de topo nesses paleoambientes. Isto sugere uma ocorrência generalizada de icnotaxa semelhante ao longo da margem ocidental de Tétis durante o Jurássico Superior. Os novos dados suportam a hipótese de uma troca de fauna Gondwana-Laurásia durante o Jurássico Médio ou início do Jurássico, e a presença de rotas migratórias ao redor do Tétis. A dispersão de fauna entre o Gondwana e a Laurásia são prováveis, mas as rotas não são evidentes.

As pegadas Jurabrontes curtedulensis são possivelmente feitas pelo terópode Torvosaurus gurneyi.


segunda-feira, janeiro 05, 2015

Jornal norte-americano escolhe dinossauro da Lourinhã entre as "15 descobertas mais magníficas de dinossauros de 2014"

O dinossauro carnívoro Torvosaurus gurneyi do Jurássico Superior da Formação da Lourinhã, foi considerada uma das "15 descobertas mais magníficas de dinossauros de 2014", sendo a única da Europa. A escolha foi feita pelo jornal de notícia online norte-americano Huffington Post, e incluiu ainda novas espécies ou novos achados. A lista total é:
  1. Aquilops americanus
  2. Tachiraptor admirabilis
  3. Rhinorex condrupus
  4. Rukwatitan bisepultus
  5. Dreadnoughtus schrani,
  6. Laquintasaura venezuelae
  7. Changyuraptor yangi
  8. Anzu wyliei
  9. Mercuriceratops gemini
  10. Qianzhousaurus sinensis
  11. Torvosaurus gurneyi
  12. Novo espécime de Microraptor
  13. Novo espécime de Spinosaurus aegyptiacus
  14. Novo espécime de Argentinosaurus 
  15. Novo espécime de Deinocheirus mirificus
O Torvosaurus gurneyi foi baptizado no início de 2014 pelos paleontólogos Christophe Hendrickx e Octávio Mateus da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNL e do Museu da Lourinhã.

sábado, novembro 01, 2014

Dentes de dinossauros mostram a existência de terópodes abelissaurídeos no Jurássico de Portugal


Um estudo recente que se focou em quatro dentes de dinossauros terópodes do Jurássico Superior de Portugal mostra, pela primeira vez, a existência de terópodes abelissaurídeos em Portugal. Este grupo de dinossauros tornou-se abundante no Cretácico de Gonduana, pelo que a ocorrência no Jurássico de Portugal é, no mínimo, inesperada. Outro dos dentes, o maior, é atribuído a Torvosaurus gurneyi. Além disso, o estudo faz uma abordagem cladística aos dentes de dinossauros terópodes e mostra que podem ser úteis para uma identificação até a nível da família e por vezes até ao género.
O estudo publicado na revista Zootaxa é assinado por Christophe Hendrickx e Octávio Mateus e é um dos resultados do doutoramento do primeiro pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
Alguns destes dentes estão em exposição no Museu da Lourinhã.

Dente de dinossauro abelissaurídeo do Jurássico de Portugal (Hendrickx e Mateus, 2014)

Resumo:
Os dinossauros terópodes formam um clado altamente diversificado, e seus dentes são alguns dos elementos mais comuns do registo fóssil de dinossauros do Mesozóico. Este é o caso da Formação Lourinhã (Jurássico Superior, Kimmeridgian-Tithonian) de Portugal, onde os dentes de terópodes são particularmente abundantes e diversificadas. Quatro dentes de terópodes isolados são descritos e identificados com base em dados morfométricos e anatómicos. Eles são incluídos numa análise filogenética com base numa matriz de 141 caracteres de dentes e 60 taxa, bem como numa combinação deste conjunto de dados com seis de supermatrizes baseadas em todo o esqueleto de terópodes. A árvore de consenso resultante da matriz de dados com base na dentição revela que os dentes de terópodes fornecem dados confiáveis ​​para a identificação a nível familiar. Portanto, métodos filogenéticos ajudam a identificar os dentes de terópodes com mais confiança. Embora os caracteres dentários não indicam de forma confiável as relações entre os clados mais elevados de terópodes, eles demonstram padrões interessantes de homoplasia sugerindo convergência na dieta em (1), alvarezssauróides, terrizinossauros e troodontídeos; (2) celofisóides e espinossaurídeos; (3) compsognatídeos e dromeossaurídeos; e (4), ceratosaurídeos, alossaurídeos e megalossaurídeos.

Classificação dos dinossauros terópodes (Hendrickx e Mateus, 2014)
         Com base em análises morfométricas e cladísticas, o maior dente da Lourinhã é uma coroa mesial do megalossaurídeo Torvosaurus. O dente é menor identificado como Richardoestesia, e como um parente próximo do R. gilmorei com base na constrição entre a coroa e raiz, o contorno da base de coroa e, por carina distal "em forma de oito", a média de dez dentículos. Finalmente, os dois dentes de tamanho médio pertencem ao mesmo táxon e exibem pronunciada goteira interdenticular entre dentículos distais, dentículos distais em forma de gancho, uma textura de esmalte irregular, e uma margem distal recta, uma combinação de características observadas apenas em terópodes abelissaurídeos. Estes dentes fornecem o primeiro registo de Abelisauridae no Jurássico da Laurásia e um dos registros mais antigos deste clado no mundo, sugerindo uma possível radiação de Abelisauridae na Europa bem antes do Cretácico Superior.

Dentículos de dinossauros carnívoros (Hendrickx & Mateus, 2014)
Referências:
Hendrickx, C., & Mateus O. (2014). Abelisauridae (Dinosauria: Theropoda) from the Late Jurassic of Portugal and dentition-based phylogeny as a contribution for the identification of isolated theropod teeth. Zootaxa. 3759, 1-74. PDF
http://biotaxa.org/Zootaxa/article/view/zootaxa.3759.1.1

Abstract:


Theropod dinosaurs form a highly diversified clade, and their teeth are some of the most common components of the Mesozoic dinosaur fossil record. This is the case in the Lourinhã Formation (Late Jurassic, Kimmeridgian-Tithonian) of Portugal, where theropod teeth are particularly abundant and diverse. Four isolated theropod teeth are here described and identified based on morphometric and anatomical data. They are included in a cladistic analysis performed on a data matrix of 141 dentition-based characters coded in 60 taxa, as well as a supermatrix combining our dataset with six recent datamatrices based on the whole theropod skeleton. The consensus tree resulting from the dentition-based data matrix reveals that theropod teeth provide reliable data for identification at approximately family level. Therefore, phylogenetic methods will help identifying theropod teeth with more confidence in the future. Although dental characters do not reliably indicate relationships among higher clades of theropods, they demonstrate interesting patterns of homoplasy suggesting dietary convergence in (1) alvarezsauroids, therizinosaurs and troodontids; (2) coelophysoids and spinosaurids; (3) compsognathids and dromaeosaurids; and (4) ceratosaurids, allosauroids and megalosaurids.

Based on morphometric and cladistic analyses, the biggest tooth from Lourinhã is referred to a mesial crown of the megalosaurid Torvosaurus, due to the elliptical cross section of the crown base, the large size and elongation of the crown, medially positioned mesial and distal carinae, and the coarse denticles. The smallest tooth is identified as Richardoestesia, and as a close relative of R. gilmorei based on the weak constriction between crown and root, the “eight-shaped” outline of the base crown and, on the distal carina, the average of ten symmetrically rounded denticles per mm, as well as a subequal number of denticles basally and at mid-crown. Finally, the two medium-sized teeth belong to the same taxon and exhibit pronounced interdenticular sulci between distal denticles, hooked distal denticles for one of them, an irregular enamel texture, and a straight distal margin, a combination of features only observed in abelisaurids. They provide the first record of Abelisauridae in the Jurassic of Laurasia and one of the oldest records of this clade in the world, suggesting a possible radiation of Abelisauridae in Europe well before the Upper Cretaceous.

quarta-feira, março 05, 2014

Nova espécie de dinossauro encontrado em Portugal é o maior predador terrestre da Europa



Uma nova espécie de dinossauro descoberta em Portugal é o maior dinossauro carnívoro do Jurássico e o maior predador terrestre descoberto na Europa. O estudo foi anunciado por paleontólogos da FCT-Universidade Nova de Lisboa e Museu da Lourinhã. Torvosaurus gurneyi, um primo distante do Tyrannosaurus rex, estava no auge da cadeia alimentar na Península Ibérica 150 milhões de anos.


Material pertencente a este dinossauro foi descoberto 70 km ao norte de Lisboa e pensado para ser Torvosaurus tanneri, uma espécie da América do Norte. Primeiro foi encontrado um osso da perna, posteriormente, noutro local, um maxilar superior, dentes, e uma vértebra da cauda por um amador e doado ao Museu da Lourinhã. O dinossauro foi estimado atingir 10 metros de comprimento e peso de 4 a 5 toneladas. "Este não é o maior dinossauro predador pois o Tyrannosaurus , Carcharodontosaurus e Giganotosaurus do Cretácico eram maiore" disse Christophe Hendrickx da Universidade Nova de Lisboa e Museu da Lourinhã e primeiro autor do estudo. "Com um crânio de 115 cm, Torvosaurus gurneyi foi, porém, o maior carnívoro terrestre nesta época, o Jurássico, e um predador ativo que caçavam outros grandes dinossauros como evidenciado pelos dentes forma de lâmina até 10 cm".
O novo dinossauro é a segunda espécie de Torvosaurus a ser conhecida e é o equivalente europeu de Torvosaurus tanneri da América do Norte. Ambas as espécies foram descobertos em rochas da mesma idade geológica e viviam em ambientes semelhantes dominados por dinossauros. "A fauna do que é hoje Portugal foi extremamente diversificada no final do Jurássico", disse Octávio Mateus , da Universidade Nova de Lisboa e Museu da Lourinhã , e co -autor do estudo . "Esta nova espécie de dinossauro carnívoro vem aumentar um pouco mais a diversidade de dinossauros de Portugal. E mostra que estava em prática um mecanismo de especiação que ocorreu durante o Jurássico, quando o Atlântico já estava bem formado e a Europa era um arquipélago" adianta Mateus.
O nome gurneyi homenageia os ilustradores de dinossauro, nomeadamente o artista James Gurney, criador e ilustrador da série de livros Dinotopia que fascinou Hendrickx : "Sempre admirei a reconstrução deste mundo utópico , onde dinossauros e humanos vivem juntos, ele também é um excelente artista e pedagogo".
Torvosaurus by Scott Hartman

Torvosaurus gurneyi pertence aos terópodes, um grupo de dinossauros bípedes que deram origem às aves. Embriões de dinossauros descritos recentemente de Portugal também são atribuídas às novas espécies de Torvosaurus.
A descrição detalhada, em que a espécie recebe o seu nome científico, foi publicada na revista PLoS ONE.

Torvosaurus gurneyi (arte por Sergey Krasovskiy http://atrox1.deviantart.com/gallery)



Hendrickx, C., Mateus, O. 2014 Torvosaurus gurneyi n. sp., the largest terrestrial predator from Europe, and a proposed terminology of the maxilla anatomy in nonavian theropods. PLOS One.
http://dx.plos.org/10.1371/journal.pone.0088905

terça-feira, fevereiro 25, 2014

Pegada gigante de dinossauro carnívoro

Durante o Jurássico Superior, há cerca de 150 milhões de anos, existiam dinossauros carnívoros gigantescos, o que é visível pelos ossos e por pegadas. Na costa da Lourinhã foi recolhida uma pegada com 96 cm de comprimento total, o que é quase da dimensão da pegadas equivalentes conhecidas de Tyranossaurus, mas neste caso devem ter sido feitas por Torvosaurus, pois este era o maior terópode do Jurássico.


Pegada de Torvosaurus, em exposição no Museu da Lourinhã




Ref: Mateus, O., & Milan J. (2010).  A diverse Upper Jurassic dinosaur ichnofauna from central-west Portugal. Lethaia. 43, 245–257. link

sexta-feira, maio 31, 2013

Ovos de embriões de Torvosaurus na Lourinhã

Ovos de embriões de Torvosaurus na Lourinhã

Maxila de embrião de Torvosaurus (desenho de Simão Mateus)
Na Formação da Lourinhã foram descobertos ossos de embriões numa postura de ovos esmagados, numa primeira ocorrência de ovos e embriões de um grupo de dinossauros conhecido como megalossaurídeos, provenientes do Jurássico Superior.
Uma equipa de paleontólogos, como o artigo liderado por Ricardo Araújo, descreveu um elevado número de  cascas de ovos, ossos e dentes de embrião, atribuíveis ao grande terópode Torvosaurus, que poderão agora ser observados (em laboratório) no Museu da Lourinhã, fundado e mantido pelo GEAL – Grupo de Etnologia e Arqueologia da Lourinhã, que possuía já outros fósseis de Torvossauro.
A publicação deste artigo científico na revista Scientific Reports, da prestigiada editora Nature, vem dar reconhecimento à mais importante descoberta, na área da Paleontologia de vertebrados, feita em Portugal na última década (pelo menos desde a publicação do ninho de Paimogo, igualmente originária de investigadores que colaboram com o GEAL – Museu da Lourinhã).
Simultaneamente o Museu da Lourinhã torna-se pioneiro na utilização de tecnologias de ponta no estudo dos seus dinossauros. Foram utilizadas pela primeira vez diversas técnicas inovadoras para o estudo das cascas de ovos de dinossauro (nomeadamente: PIXE – proton-induced X-ray emission; microtomografia computorizada por feixe de sincrotrão; e XRD – difração de raios-X).
(Texto adaptado do site do Museu da Lourinhã)


Embrião de Torvosaurus (Araújo et al., 2013)

Cascas de ovo de Torvosaurus (Araújo et al., 2013)

Cascas de ovo de Torvosaurus (Araújo et al., 2013)

Ovos e embriões de Torvosaurus e outros dinossauros(Araújo et al., 2013)

Terópode megalossaurídeo cuidando do seu ninho (c) Vladimir Bondar e Museu da Lourinhã


http://www.nature.com/srep/2013/130530/srep01924/full/srep01924.html

Araújo, R., Castanhinha R., Martins R. M. S., Mateus O., Hendrickx C., Beckmann F., Schell N., & Alves L. C. (2013).  Filling the gaps of dinosaur eggshell phylogeny: Late Jurassic Theropod clutch with embryos from Portugal. Scientific Reports. 3(1924)

quinta-feira, julho 31, 2008

Apresentação do maior dinossauro carnívoro do Jurássico em Portugal


O Museu da Lourinhã, convida todos os associados e população em geral a comparecer à apresentação do maior dinossauro carnívoro do Jurássico em Portugal que decorrerá na sequência do acto público abaixo, no próximo sábado, dia 2 de Agosto, pelas 15h,no Auditório Municipal da Lourinhã.

Com a participação de:
Prof. Doutor Miguel Telles Antunes da Academia das Ciências de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa e Museu da Lourinhã, o Doutor Octávio Mateus do Museu da Lourinhã e Universidade Nova de Lisboa.

Dentre os dinossauros, Torvosaurus – "lagarto selvagem", 150 milhões de anos, aproximadamente – é o maior carnívoro do Jurássico. Com efeito, os maiores carnívoros são mais recentes. São exemplos o Spinosaurus – "lagarto com espinhos" que data de há cerca de 95 milhões de anos – e o famoso Tyrannosaurus – "lagarto tirano" de há cerca de 66 Ma; ambos datam do Período Cretácico.


Torvosaurus, descoberto em 1972 no Colorado, Estados Unidos, e descrito por Peter Galton e James Jensen, em 1979, era o maior dinossauro carnívoro do Jurássico até então conhecido.

Em Portugal, o primeiro Torvosaurus foi identificado a partir de um osso da perna pelos paleontólogos do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa, Octávio Mateus e M. Telles Antunes. Estes anunciaram em 2006 a descoberta de parte de um crânio, incluindo o maxilar, que serviu de base para reconstituir o crânio – reconstituição que passa, agora, a integrar a exposição do Museu da Lourinhã.

O espécime foi encontrado em 27 de Julho de 2003 por um rapaz holandês, então com 10 anos, Jacob Walen, quando passeava com o pai, experiente colector de fósseis. Este, entregou o exemplar ao Museu da Lourinhã.

O espécime português tem dimensões que excedem ligeiramente as do norte-americano; é, por isso, o maior predador terrestre do Período Jurássico actualmente conhecido.

O crânio, com um metro e quarenta de comprimento, está munido de dentes cortantes, achatados lateralmente em forma de lâmina, com 13 cm. Estará exposto ao público a partir de sábado, 2 de Agosto.


In Museu da Lourinhã www.museulourinha.org