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quinta-feira, maio 26, 2016

Palestra "Mosasaurs and the reptile conquest of the sea"

Palestra "Mosasaurs and the reptile conquest of the sea"  por Michael Polcyn (SMU, Dallas, USA)
27 de Maio de 2016 pelas 10:30

Local: Ed. IX, sala 3.34- Departamento de Ciências da Terra, Faculdade de Ciências e Tecnologia, FCT, Universidade Nova de Lisboa, 2829-526 Caparica


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Artwork by MCDinosaurhunter CC BY-SA 3.0 


Evolução de mosassauros e grandes répteis mesozóicos na sua adaptação ao meio marinhos e implicações anatómicas, ecológicas e evolutivas. 

Enquadrado no Mestrado em Paleontologia (FCT-UNL+UÉ)

segunda-feira, maio 25, 2015

Projecto PaleoAngola faz 10 anos


O Projecto PaleoAngola faz 10 anos e precisamente hoje marca-se os 10 anos da descoberta do Angolatitan adamastor, o primeiro dinossauro de Angola, aos 25 de Maio de 2005, que coincidentemente é o dia de África.
Mosassauro Prognathodon kianda no terreno em 2005
O primeiro encontro dos membros estrangeiros do Projecto PaleoAngola tinha ocorrido antes, em Denver, Colorado, entre Louis Jacobs, Mike Polcyn, Octávio Mateus e Anne Schulp em Novembro de 2004, com a decisão de fazer uma visita preliminar a Angola no ano seguinte. Nessa visita de poucos dias, em Maio de 2005, participaram Louis Jacobs da Southern Methodist University e eu (OM) da FCT-Universidade Nova de Lisboa, com a tentativa de localizar antigas jazida e novos locais, assim como criar e nutrir as importantes parcerias institucionais, nomeadamente  com a Universidade Agostinho Neto (UAG), em Luanda. Munidos da obra de Miguel Telles Antunes (1964), com a descrição detalhada da geologia e paleontologia de vertebrados de Angola, a tarefa era desafiante pois o país tinha mudado muito em 40 anos.
Os contactos iniciais em Luanda foram feitos com Maria Luísa Morais, Professora de Geologia da UAG e partimos para o terreno assim que possível com o destino de revisitar a localidade tipo dos mosassauro Angolasaurus bocagei Antunes 1964 e Tylosaurus iembeensis (Antunes 1964), em Iembe, a norte de Luanda, Província do Bengo. O sítio exacto demorou a localizar nessa viagem de um só dia, mas uma vez feito, a abundância de vestígios de vertebrados era muito evidente. Nesse mesmo dia foi recolhido um crânio de Angolasaurus praticamente completo e muitos outros ossos mosassauros e dentes de tubarões.
Tartaruga Angolachelys mbaxi no terreno em 2005
A saída de campo seguinte já foi mais longa, para o sul do país, pois requereu um voo doméstico para o Namibe e uma longa viagem de carro até Bentiaba. Aí descobrimos de imediato uma enorme quantidade de ossos, sobretudo de mossassauro e plesiossauros.
Os dias passaram e Louis Jacobs teve de regressar aos Estados Unidos. Eu voltei a Bentiaba e foi feita a recolha do crânio de mosassauro que viria a ser o holótipo de Prognathodon kianda Schulp et al. 2008. Voltei a Luanda para voltar aos contactos e conversas institucionais, mas nessa quarta-feira era feriado, Dia de África, e as intituições estavam fechadas. De forma a optimizar o tempo, fui a Iembe de novo à procura de novas localidades. Nesse dia extraordinário foi feito o achado do primeiro dinossauro de Angola, o Angolatitan adamastor Mateus et al. 2011 e da tartaruga marinha Angolachelys mbaxi Mateus et al. 2009 além de numerosos outros ossos. 25 de Maio de 2005 foi um dia em cheio.
Ossos de dinossauro Angolatitan adamastor no
terreno em 25 de Maio de 2005
Desde então o Projecto PaleoAngola contou com muitas parcerias, descobertas e alegrias.


Principais artigo científicos:
Araújo et al. (2015). New aristonectine elasmosaurid plesiosaur specimens from the Early Maastrichtian of Angola and comments on paedomorphism in plesiosaurs. Netherlands Journal of Geosciences-Geologie en Mijnbouw, 94(01), 93-108.
Jacobs et al. (2006). The occurrence and geological setting of Cretaceous dinosaurs, mosasaurs, plesiosaurs, and turtles from Angola. Paleont. Soc. Korea, 22(1).
Jacobs et al (2009). Cretaceous paleogeography, paleoclimatology, and amniote biogeography of the low and mid-latitude South Atlantic Ocean. Bulletin de la Société géologique de France, 180(4), 333-341.
Mateus e al. (2009). The oldest African eucryptodiran turtle from the Cretaceous of Angola. Acta Palaeontologica Polonica, 54(4), 581-588.
Mateus et al  (2011). Angolatitan adamastor, a new sauropod dinosaur and the first record from Angola. Anais da Academia Brasileira de Ciências, 83(1), 221-233.
Mateus et al. (2012). Cretaceous amniotes from Angola: dinosaurs, pterosaurs, mosasaurs, plesiosaurs, and turtles. V Jornadas Internacionales sobre Paleontología de Dinosaurios y su Entorno.
Polcyn et al (2010). The North African Mosasaur Globidens phosphaticus from the Maastrichtian of Angola.Historical Biology, 22(1-3), 175-185.
Polcyn et al. (2014). Physical drivers of mosasaur evolution. Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology, 400, 17-27.
Schulp et al. (2013). Two rare mosasaurs from the Maastrichtian of Angola and the Netherlands. Netherlands Journal of Geosciences, 92(01), 3-10.
Schulp et al. (2008). A new species of Prognathodon (Squamata, Mosasauridae) from the Maastrichtian of Angola, and the affinities of the mosasaur genus Liodon. In Proceedings of the Second Mosasaur Meeting, Fort Hays Studies Special Issue (Vol. 3, pp. 1-12).

Strganac et al. (2015). Stable oxygen isotope chemostratigraphy and paleotemperature regime of mosasaurs at Bentiaba, Angola. Netherlands Journal of Geosciences-Geologie en Mijnbouw, 94(01), 137-143.



Mosassauro Angolasaurus bocagei no terreno em 2005

Octávio Mateus e Louis Jacobs (Maio de 2005)

terça-feira, abril 08, 2014

Os factores físicos que influenciam a evolução dos mosassauros

Apresentamos novos estudo liderado por Michael Polcyn (SMU) sobre a influência de vários factores físicos na evolução dos mosassauros.

Resumo:
Mosassauros são lagartos marinhos com uma história de 32,5 milhões anos desde a sua aparição aos 98 Ma até à sua extinção na fronteira K- Pg (65,5 Ma). Usando uma base de dados de 43 géneros e  94 espécies, comparamos a diversidade e os padrões de disparidade morfológica na mosassauros com o nível do mar, a temperatura da superfície do mar, e as curvas de isótopos de carbono estáveis ​​para o Cretácico Superior para explorar os factores que podem ter influenciado a sua evolução. Não existe nenhum factor único inequivocamente responsável por todas as radiações, diversificação e extinção; no entanto, os padrões mais amplos de diversificação taxonómica e a disparidade morfológica apontam para uma diferenciação de nicho, com cenários "fishing up" sob a influência de pressões seletivas de base ("bottom-up"). A força mais provável na evolução dos mosassauros foi elevada produtividade no Cretácico Superior , impulsionada pelo nível do mar controlado tectonicamente e estratificação oceânica climaticamente controlada e a disponibilidade de nutrientes. Os mosassauros extinguem-se quando a produtividade colapsa no final do Cretácico, coincidindo com impacto do meteorito.

Evolução dos mosassauros (Polcyn et al., 2014).
Abstract:
Zonas de upwelling ao longo do tempo (Polcyn et al 2014)
Mosasaurs are marine squamates with a 32.5 million-year history from their appearance at 98 Ma to their extinction at the K–Pg boundary (65.5 Ma). Using a database of 43 generic and 94 species-level taxa, we compare the taxonomic diversity and patterns of morphological disparity in mosasaurs with sea level, sea surface temperature, and stable carbon isotope curves for the Upper Cretaceous to explore factors that may have influenced their evolution. No single factor unambiguously accounts for all radiations, diversification, and extinctions; however, the broader patterns of taxonomic diversification and morphological disparity point to niche differentiation in a “fishing up” scenario under the influence of “bottom-up” selective pressures. The most likely driving force in mosasaur evolution was high productivity in the Late Cretaceous, driven by tectonically controlled sea levels and climatically controlled ocean stratification and nutrient delivery. When productivity collapsed at the end of the Cretaceous, coincident with bolide impact, mosasaurs became extinct.

Referência:
Polcyn, M. J., Jacobs, L. L., Araújo, R., Schulp, A. S., & Mateus, O. (2013). Physical drivers of mosasaur evolution. Palaeogeogr Palaeoclim Palaeoecol.
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sexta-feira, abril 05, 2013

Número de répteis conhecidos Cretácicos de Angola aumentou substancialmente

Um novo artigo mostra a existência de uma elevada diversidade de répteis no Cretácico de Angola, incluindo géneros de tartarugas nunca referenciadas em África e uma falange que parece ser de hadrossauro, o único em África.
O conhecimento dos répteis do Cretácico de Angola expandiu substancialmente nos últimos anos, com o trabalho do Projecto PaleoAngola. Conhecem-se agora 21 taxa do Cretácico, incluindo novas espécies como Prognathodon kiandaAngolatitan adamastor, e Angolachelys mbaxi.


Referência
Mateus, O., Polcyn M. J., Jacobs L. L., Araújo R., Schulp A. S., Marinheiro J., Pereira B., & Vineyard D.
 (2012).  Cretaceous amniotes from Angola: dinosaurs, pterosaurs, mosasaurs, plesiosaurs, and turtles. V Jornadas Internacionales sobre Paleontología de Dinosaurios y su Entorno. 71-105., Salas de los Infantes, Burgos.
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Barbatana de plesiossauro


Abstract
Although rich in Cretaceous vertebrate fossils, prior to 2005 the amniote fossil record of Angola was poorly known. Two horizons and localities have yielded the majority of the vertebrate fossils collected thus far; the Turonian Itombe Formation of Iembe in Bengo Province and the Maastrichtian Mocuio Formation of Bentiaba in Namibe Province. Amniotes of the Mesozoic of Angola are currently restricted to the Cretaceous and include eucryptodire turtles, plesiosaurs, mosasaurs, pterosaurs, and dinosaurs. Recent collecting efforts have greatly expanded our knowledge of the amniote fauna of Angola and most of the taxa reported here were unknown prior to 2005.
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domingo, março 31, 2013

Azulejos com répteis mesozóicos no Campo Grande, Lisboa

Quem gosta da temática dos dinossauros na arte e cultura pode observar no viaduto que percorre o Campo Grande, em Lisboa,  os pilares com azulejos deveras interessantes, assinados por Eduardo Nery (1936-2013) em 1998. Três dos painéis têm motivos mesozoicos, com mosassauros, plesiossauros e dinossauros (um anquilossauro).

Azulejos com temática mesozoica em Lisboa






quarta-feira, maio 18, 2011

Prognathodon kianda, o mosassauro de Angola

Até 2005, eram conhecidos três géneros de répteis mesozóicos em Angola, todos mosassaros: Globidens, Angolasaurus e Tylosaurus.
Desde esse ano que tenho feito trabalho de campo regular naquele país como colegas Portugueses, Angolanos, Norte-Americanos e Holandeses. Os resultados falam por si: desde então, a contagem de géneros de tetrápodes subiu para cerca de vinte.
Alguns são novos, como o dinossauro Angolatitan adamastor, e a tartaruga Angolachelys mbaxi e o mosassauro Prognathodon kianda.
Maxila de Prognathodon kianda de Angola
O Prognathodon, classificado como um Globidensini (grupo dentro da família dos Mosasauridae, foi um mosassauro que viveu nos mares de quase todo o mundo. Conhecem-se exemplares na Nova Zelândia, Israel, Marrocos, Rússia, e Estados Unidos durante o final do Cretácico e seis espécies (embora seja possível que nem todas sejam válidas): Prognathodon compressidens, P. currii, P. kianda, P. mosasauroides, P. sectorius, e P. waiparaensis.

Este género é um dos assuntos de pesquisa e paixão do meu colega holandês Anne S. Schulp [e sim, é um homem apesar de ter o nome “Anne”, pois este pode ser nome masculino na sua região da Holanda].

Referências:

  1. A. S. Schulp, M. J. Polcyn, O. Mateus, L. L. Jacobs, and M. L. Morais. 2008. A new species of Prognathodon (Squamata, Mosasauridae) from the Maastrichtian of Angola, and the affinities of the mosasaur genus Liodon. Proceedings of the Second Mosasaur Meeting 1-12. PDF
  2. A. S. Schulp, M. J. Polcyn, O. Mateus, L. L. Jacobs, and M. L. Morais, &; Tavares, T.S. 2006. New mosasaur material from the Maastrichtian of Angola, with notes on the phylogeny, distribution and palaeoecology of the genus Prognathodon. Publicaties van het Natuurhistorisch Genootschap in Limburg Reeks XLV aflevering 1. Stichting Natuurpublicaties Limburg, Maastricht: 57-67. PDF
  3. Schulp, A.S., Mateus, O., Polcyn, M.J., Jacobs, L.L. (2006). A New Prognathodon (Squamata: Mosasauridae) from the Cretaceous of Angola. Journal of Vertebrate Paleontology, 26 (Suppl. To 3): 122A.PDF

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quinta-feira, setembro 30, 2010

Fósseis de Angola permitem compreender os mosassauros


Um novo esqueleto de um mosassauro, um réptil marinho aparentado aos lagartos monitores, descoberto em Angola permite compreender melhor a anatomia e evolução de um grupo de mosassauros, os globidensinos, adaptado a uma dieta durófoga (à base de animais de carapaça ou concha dura, como moluscos e crustáceos).
Este tipo de mosassauros têm os dentes arrendondados (justificando o nome Globidens) e muito fortes para poderem esmagar as suas presas.

A espécie em causa, Globidens phosphaticus, era conhecida a partir de dentes isolados do Cretácico superior de Marrocos, mas esta descoberta pela equipa PaleoAngola, que inclui elementos da Universidade Nova de Lisboa e Museu da Lourinhã, vem dar a conhecer muito melhor a sua anatomia pois trata-se do esqueleto mais completo da espécie. O estudo foi liderado por Michael Polcyn (SMU).




Polcyn, M., Jacobs, L., Schulp, A.S., Mateus, O. 2010. The North African Mosasaur Globidens phosphaticus from the Maastrichtian of Angola. Historical Biology. 22 (1 – 3): 175–185 DOI: 10.1080/08912961003754978 PDF

Abstract: New mosasaur fossils from Maastrichtian beds at Bentiaba, Angola, representing elements of the skull and postcranial axial skeleton from two individuals of the durophagous genus Globidens, are reported. Based on dental morphology, specifically the inflated posterior surface and vertical sulci, the Bentiaba specimens are identified as Globidens phosphaticus, a species defined by characters of a composite dentition from the Maastrichtian of Morocco. Comparisons indicate that G. phosphaticus is most closely related to G. schurmanni, from the late Campanian of South Dakota, the youngest north American Globidens species at about 72.5 Ma. The morphology of the premaxilla and its relationship with the maxillae is unique among mosasaurs, and supports the taxonomic validity of G. phosphaticus. In contrast with earlier species of the genus, G. phosphaticus is currently known from north and west Africa, the Middle East and the central eastern margin of South America, suggesting it may have been restricted to the Maastrichtian tropical zone as previously hypothesised.

terça-feira, junho 15, 2010

Following in heroes' footsteps


“The unhappy officer, the revered winner of Chaimite, the celebrated captor of Gungunhana, has just commited suicide” [translated from Portuguese: “O desditoso oficial, o chorado vencedor de Chaimite, o celebrado captor de Gungunhana, tinha acabado de se suicidar”] (Jornal O Século, 1902). It is a condemnation that the history of heroes is tragic: Joaquim Mouzinho de Almeida was an intrepid explorer of Mozambique that captured one of the most redoubtable tribal leaders that fought against Portuguese colonial forces. It will not be like Mouzinho de Almeida that we are going to Mozambique this year, but it is with the exact same spirit of mission and curiosity to understand something else about our own life by capturing a picture of what happened 250 million years ago.



I am Portuguese. My hero is not Livingstone that explored the region of the Great African Lakes; it is Serpa Pinto who honored the Lisbon Administration by going far East away from the Angolan Coast. Without him the Portuguese Overseas African Territory would be small, and, what is nowadays Angola would be only a thin strip of land along the coast. In my language we do not say Lake Malawi; Lake Niassa it is how it is called.

It is interesting that with such legacy the Portuguese people are irredeemably pessimistic and we do not value our national conquests. In the same way Mouzinho de Almeida has fallen into disgrace, what was once called the Portuguese Empire it is now reduced to a 10-million country in the Iberian Peninsula. That is not necessarily bad, it is just not inspiring. To know and value our History it is a good excuse to make good (great!) things as well.

The PaleoAngola project does not have behind the heroes that will write the pages of the History textbooks, but it certainly holds the dream of discovery, the passion of exploration, the fierceness of those who can envision beyond a cloudy sky. Initially a group of four people, that still form the hardcore of the group, acknowledged the great potential for Vertebrate Paleontology along the Angolan coast. They are Louis Jacobs and Mike Polcyn from SMU, Octávio Mateus from Museu da Lourinhã (Portugal) and Anne Schulp from Natuurhistorisch Museum Maastricht (The Netherlands). The omnipresent figure of Paleontology in Portugal, Miguel Telles Antunes, back in the 1960’s had done his PhD on vertebrate material collected from Cabinda (the northernmost Angolan Province) to Cunene (the southernmost river that limits the border with Namibia). Angola at that time was still part of the Portuguese Overseas Territory, whereas most African colonies were already independent. Antunes studies revealed, most importantly, new species of mosasaurs, a type of large marine lizards. However, for nearly half a century, nearly no new work was published. In fact, most of Antunes material was collected during the pioneering geological recognition campaigns in Angola. Thus, excepting in 1961 and 1962 Antunes trips to the coast of Angola, virtually no other vertebrate paleontologists had stepped that country’s soil.

In 2005 what was initially aimed to be a diplomatic trip, Louis Jacobs and Octávio Mateus, travelled to Luanda and decided to visit one of the outcrops just out of curiosity… They just found the first dinosaur from Angola, a new species of turtle and a complete skull of one of Antunes’ species. Not bad for a first try! Evidently giving this success there was subsequent trips in 2006 and 2007. In 2007 more than one ton of fossils were shipped.
Mike, Louis, Octávio, and Anne did not fought against any tenacious tribal leader as Mouzinho de Almeida, but with the same tenacity have just unearthed, pacifically, how life looked like more than 65 million years ago in the South Atlantic... when Africa west coast and South America east coast were much closer, when dinosaurs could not even guess how much a meteorite could harm. Would Caesar ever think that his troops could not hold the Roman Empire together? Would the King D. João V during the construction of the megalomaniac Convento de Mafra in Portugal could ever anticipate the country’s economical collapse? Life oscillates on Earth as did the Great Empires; mosasaurs and dinosaurs are now entombed.

The weight on my shoulders is heavy. The mission that has been appointed to me is to find, excavate and study the remains of marine creatures called plesiosaurs. Plesiosaurs resemble the mythological animal that patrols a lake in Scotland: the Loch Ness Monster.

The intentions of the Portuguese were hampered by the powerful British Empire. Once the Portuguese wished to link coast to coast in Africa (Mozambique to Angola), but those intents were readily frustrated given the British interests in the area. The “Pink Map”, how it was called, was then no more than a mirage. This year on my trip to Africa I will make the Pink Map come true, flying from Luanda to Maputo, linking them by the same paleontological endeavor. In 2009, Rui Castanhinha and I, two just-graduates from Portuguese universities have decided with our own pocket money and savings (and some support from Museu da Lourinhã) revisit a long-lost Mozambican fossil locality in the remote region of Niassa, right along Lake Malawi. After a lot of hand-shaking work and promises of a successful trip we got the administrative support from the Museu Nacional de Geologia de Moçambique and Universidade Eduardo Mondlane. However, that was not enough, the money of our savings together was not even enough to rent a car for one day in Mozambique. On a desperate attempt we decided to call the Ministry of Transports who gave us a contact from an administrative agency from the Niassa Province who could probably support us logistically. We went to Niassa without any prospect that we could actually get to see the geological exposures… But, the Mozambican people demonstrated all their generosity when we came and our trip was a success. We found more than 10 localities with abundant fossil material to be salvaged and a nearly complete skeleton of a minute synapsid (mammal common ancestors). Niassa was shown to us in all its mystery and splendor. Our local guide, Luís Macuango, fought against the colonial Portuguese to conquer the independence and right for self-determination of Mozambique; and our driver, Ângelo Madrugas, has fought on the Mozambican Civil War that opposed the communist party Frelimo and the pro-colonialists Renamo when he was still a child. They formed two generations of warriors, after being themselves heroes, honored us with their help exploring the banks of the Lunho River in Niassa. Luís Macuango is the brother of the highly influential and witch Queen of Muchenga. One night after many frustrated days of slim findings I asked him to pray for us, he just said: “Amanhã vamos andar bem”, which means “Tomorrow we will walk good”. In the next day we hit the jackpot.

Pode tambem ver em Student Adventures.

quinta-feira, abril 29, 2010

Filme "Sea Rex 3D"

Mais um "trailer" de um filme a não perder: Sea Rex 3D. Com plesiossauros, mosassauros e outros aspectos dos mares mesozóicos.

quinta-feira, novembro 06, 2008

Mosassauros, ictiossauros e plesiossauros

Dinossauros marinhos? Não! Na verdade estes répteis marinhos do mesozóico nem sequer são próximos dos dinossauros.

Plesiosaurus por Xavier MacPherson

Os plesiossauros (acima) são membros dos Sauropterygia viveram durante quase todo o Mesozóico. Usavam sobretudo as barbatana para locomoção.

Os mosassauros (abaixo) são aparentados com os lagartos monitores, dos quais o Varano de Komodo é o mais famoso. Viveram durante o Cretácico Superior. Oscilavam todo o corpo, com auxílio da comprida cauda para propulsão.

 Mosasaurus por Brian Choo

Mosasaur por Hans-Dieter Zeschke


Os ictiossauros (abaixo) viveram durante quase todo o Mesozóico, mas tiveram o seu máximo durante o Jurássico. Usavam a cauda em forma de barbatana para nadarem.

Platypterygius por Brian Choo

As imagens fazem parte do Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros organizado pelo Museu da Lourinhã.

Ver também este post: http://lusodinos.blogspot.com/search/label/Ictiossauros


sábado, janeiro 19, 2008

Répteis marinhos de Portugal . SVP 2007.


Clicar na imagem para aumentar.
Aqui vai a referência bibliográfica, resumo e poster sobre os répteis Mesozóicos marinhos (ictiossauros, plesiossauros e mosassauros) de Portugal:
CASTANHINHA, R. & MATEUS, O. 2007. Short review on the marine reptiles of Portugal: ichthyosaurs, plesiosaurs and mosasaurs. Journal of Vertebrate Paleontology. Journal of Vertebrate Paleontology, 27(suppl. to 3): 57A. http://omateus.googlepages.com/JVP07_supplement_to_3.pdf


Publicado simultaneamente em http://www.conjurado.blogspot.com/

quarta-feira, junho 29, 2005

4º Mini-Simpósio de Paleontologia no Museu da Lourinhã: Mosassauros

O Museu da Lourinhã organiza o 4º Mini-Simpósio de Paleontologia, dedicado aos Mosassauros, répteis marinhos do tempo dos dinossauros.



Este é o quarto Mini-Simpósio realizado no Museu da Lourinhã, com cientistas estrangeiros visitantes no Museu da Lourinhã, e desta feita conta com a participação dos paleontólogos Mike Polcyn da Universidade Metodista do Sul (Estados Unidos), Anne Schulp do Museu de Maastricht (Holanda) e Octávio Mateus do Museu da Lourinhã e Universidade Nova de Lisboa.
Os dois primeiros oradores são paleontólogos reconhecidos e especialistas em mosassauros, répteis marinhos que colonizaram os mares durante o tempo dos dinossauros.
O mote para este simpósio é dado pela presença dos paleontólogos em Portugal e pela descoberta recente de novos vestígios de mosassauros em Angola pelo paleontólogo Octávio Mateus do Museu da Lourinhã.

Não é a primeira vez que estes paleontólogos se encontram em Portugal. Em Janeiro, tiveram a oportunidade de participar no 3º Mini-Simpósio de Paleontologia no Museu da Lourinhã, dessa feita sobre Vertebrados Fósseis Africanos, e que precedeu a viagem de Octávio Mateus e do norte-americano Louis Jacobs a Angola em Maio passado. Juntamente com os paleontólogos da Universidade Nova de Lisboa, os convidados vão agora participar no estudo dos fósseis de mosassauros que foram recolhidos recentemente em Angola.

Mike Polcyn irá abordar a origem, evolução e a distribuição dos mosassauros. Completamente adaptados à vida marinha, os mosassauros foram répteis carnívoros que dominaram os mares há, pelo menos, 65 milhões de anos, enquanto os dinossauros dominavam a terra firme. Embora sejam semelhantes aos lagartos e às cobras, os mosassauros fazem lembrar uma mistura entre um lagarto, um crocodilo e um golfinho, embora não estejam relacionados com estes dois últimos.

Anne Schulp falará sobre os mosassauros de Maastricht, onde foi descoberto o primeiro mosassauro, sendo um fóssil de especial interesse histórico porque é considerado o primeiro fóssil reconhecido como tal, isto é, como sendo um antigo animal extinto em tempos passados. A posse deste exemplar histórico é hoje uma fonte de discórdia entre dois países, pois o fóssil é reclamado pela Holanda depois de ter sido levado para França durante as evasões napoleónicas, onde se encontra desde aí.

O paleontólogo do Museu da Lourinhã irá contra a sua experiência em Angola, país que visitou recentemente e onde encontrou muitos vestígios de mosassauros e outros animais pré-históricos, tal como um braço de um dinossauros saurópode, o primeiro dinossauro alguma vez descoberto em Angola. Em Portugal não são conhecidos vestígios de mosassauros.


o PROGRAMA é o seguinte:
4º Mini-Simpósio de Paleontologia no Museu da Lourinhã: Mosassauros
11 Julho 2005; 17h30 na Sala de Paleontologia do Museu da Lourinhã


Mike Polcyn
Early evolution and biogeography of mosasaurs

Anne Schulp
Mosasaurs from Maastricht, Monsters from the Late Cretaceous seas

Octávio Mateus
Mosassauros e outros fósseis de Angola

A entrada é gratuita.

SUMÁRIOS DAS PALESTRAS E PERFIL DOS ORADORES
EARLY EVOLUTION AND BIOGEOGRAPHY OF MOSASAURS
por MIKE POLCYN

Mike Polcyn is Sr. Vice-President of Research and Development and Chief Technology Officer for Intervoice Inc., a Dallas based telecommunications company and Research Associate at Southern Methodist University. His current research interests include the early evolution of Mosasauroidea and adaptations in secondarily aquatic tetrapods. Research also includes application of technology to problems in paleontology

MOSASAURS FORM MAASTRICHT, MONSTERS FROM THE LATE CRETACEOUS SEAS, por ANNE SCHULP
Summary:
New discoveries of mosasaur fossils from the Maastricht area (in the south of the Netherlands) yielded fascinating insights in the behaviour, diet, and diseases of these giant extinct marine reptiles. Why did the giant Prognathodon saturator have such strange jaws? And what's its relationship with North American mosasaurs?Ongoing research provided some preliminary answers to this and other questions. What, for example, did the mysterious mosasaur Carinodens eat? Experiments above the kitchen sink yielded some explanation - and a tasty gumbo.
How about cannibalism in the Maastricht seas? Many mosasaurs seem to have practised a rather rough lifestyle. Broken bones as well as massive abscesses abound in the fossil record, and tell us painful stories about the life of a mosasaur. Research with the Amsterdam Free University may tell us a bit more about the diet of mosasaurs and the climate of the Maastricht seas. But in order to acquire the data, a mosasaur tooth has to be sacrificed first.
This and more will be discussed during Anne Schulp's lecture. If time permits, the joys and benefits of a forked tongue will be discussed, and maybe there is some disappointing news from the Milan fashion district to be revealed, too.

Anne Schulp:
Drs. Anne S. Schulp (1974) is curator of vertebrate palaeontology at the Maastricht Natural History Museum, in Maastricht, The Netherlands. Apart from care for the vertebrate palaeontological collections, he is also involved in exhibition development and educational work at the museum.
Next to the museum duties, he is affiliated with the Faculty of Earth and Life Sciences of the Vrije Universiteit Amsterdam, where he is a guest researcher in the PhD-programme.
He is a regular contributor on the field of paleontology, geology, and natural sciences in general for popular scientific magazines and a nationwide daily newspaper in The Netherlands.
Anne Schulp's main field of interest is in mosasaurs. His research interests in marine Maastrichtian paleontology took him in the past few years to New Zealand, Mozambique, the USA, Croatia, the Sultanate of Oman, Jordan and Israel.

MOSASSAUROS E OUTROS FÓSSEIS DE ANGOLA
por OCTÁVIO MATEUS

Sumário:
A orla costeira de Angola é rica do ponto de vista de fósseis de vertebrados mesozóicos e cenozóicos, embora muito trabalho esteja ainda por fazer. O paleontólogo Miguel Telles Antunes, da Universidade Nova de Lisboa, tem feito investigação sistemática e contínua sobre os vertebrados fósseis de Angola, com base nas recolhas realizadas durante os anos 60. Nos seus trabalhos reportou novos achados e descreveu novas espécies em que se destacam o mosassauro Angolasaurus bocagei, recolhido perto de Iembe, província de Bengo. Tubarões, plesiossauros, tartarugas e outros vertebrados foram identificados por Miguel Telles Antunes,
Desde a presença de Antunes nos anos 60, que não se procederam recolhas sistemáticas de vertebrados fósseis em Angola devido à guerra e instabilidade que assolou o país nas últimas décadas. Uma viagem realizada recentemente (Maio 2005), permitiu revisitar as localidades já apontadas por Miguel Telles Antunes e descobrir uma extraordinária elevada variedade e qualidade de fósseis de vertebrados, especialmente na província do Namibe e de Bengo. Foram recolhidos vestígios de mosassauros, plesiossauros, tubarões, peixes ósseos, tartarugas, amonites, e dinossauros. O vestígio de dinossauro é o primeiro que se encontra em Angola.

Octávio Mateus:
O paleontólogo do Museu da Lourinhã, Octávio Mateus, encontra-se a terminar o doutoramento em paleontologia dos dinossauros do Jurássico Superior de Portugal pela Universidade Nova de Lisboa. Tem estudado os dinossauros da Lourinhã, e não só, com destaque para os ovos e embriões e para a descrição de novos géneros, tais como o Lourinhanosaurus, Draconyx, Dinheirosaurus, Tangvayosaurus e Lusotitan. Sob a orientação científica de Miguel Telles Antunes, Octávio tem coordenado as escavações de dinossauros na Lourinhã, de onde tem recolhido muitos novos exemplares. O seu interesse por dinossauros fizeram-no viajar pelos Estados Unidos, Brasil, Laos, Tunísia, Moçambique, Marrocos, África do Sul e Angola.




Anteriores "Mini-Simpósios de Paleontologia no Museu da Lourinhã"
1º Mini-Simpósio (2004): Jesper Milan (pegadas de dinossauros), Cristiano dal Sasso (dinossauros de Itália),
2º Mini-Simpósio (2004): Remmert Schouten (Thecodontosaurus), Jesper Milan (pegadas de dinossauros), Ricardo Araújo (preparação de fósseis), Octávio Mateus (terópodes de Portugal).
3º Mini-Simpósio (Janeiro 2005) Vertebrados Fósseis Africanos: Louis Jacobs (Dinosaurs of Africa), Anne Schulp (Fossil Vertebrates in Oman), Mike Polcyn (Fossils of 'Ein Yabrud, Israel), Aart Walen (Expeditions in Tanzania, South Africa and Ziwbabwe).

Próximos "Mini-Simpósios de Paleontologia no Museu da Lourinhã": 22 de Agosto e 5 de Setembro com programa a anunciar brevemente.