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quinta-feira, setembro 22, 2011

Espectacular impressão de pele de dinossauro com 150 milhões de anos

Por vezes, as pegadas podem apresentar a impressão da pele. Em condições extraordinárias, fossilizações extraordinárias!

No novo artigo agora publicado (Mateus et al., 2011) mostra-se a existência de pegadas com pele do Jurássico Superior de Portugal.

Pele de dinossauro estegossauro impressa em pegada do Jurássico Superior da Lourinhã


Mateus, O., Milàn, J., Romano, M., and Whyte, M.A. 2011. New finds of stegosaur tracks from the Upper Jurassic Lourinhã Formation, Portugal. Acta Palaeontologica Polonica 56(1): 651-658. doi: 10.4202/app.2009.0055

e disponível aqui: PDF

segunda-feira, setembro 20, 2010

Pele de estegossauro do Jurássico





Saiu um interessante artigo sobre preservação de pele num estegossauro Hesperasaurus mjosi dos Estados Unidos, assinado por Nicolai Christiansen e Emanuel Tschopp.
O primeiro foi preparador de fósseis no Museu da Lourinhã e mais tarde foi meu orientando de mestrado pela Universidade Marie et Pierre et Marie Currie (Paris VI). O segundo é actual estudante de doutoramento sob minha orientação na Universidade Nova de Lisboa.



Abstract

Dinosaur skin impressions are rare in the Upper Jurassic Morrison Formation, but different sites on the Howe Ranch in Wyoming (USA), comprising specimens from diplodocid, camarasaurid, allosaurid and stegosaurian dinosaurs, have proven to be a treasure-trove for these soft-tissue remains. Here we describe stegosaurian skin impressions from North America for the first time, as well as the first case of preservation of an impression of the integument that covered the dorsal plates of stegosaurian dinosaurs in life. Both have been found closely associated with bones of a specimen of the stegosaurianHesperosaurus mjosi Carpenter, Miles and Cloward 2001. The scales of the skin impression of H. mjosi are very similar in shape and arrangement to those of Gigantspinosaurus sichuanensis Ouyang 1992, the only other stegosaurian dinosaur from which skin impressions have been described. Both taxa show a ground pattern of small polygonal scales, which in some places is interrupted by larger oval tubercles surrounded by the small scales, resulting in rosette-like structures. The respective phylogenetic positions of G.sichuanensis as a basal stegosaurian and H. mjosi as a derived form suggest that most stegosaurians had very similar skin structures, which also match the most common textures known in dinosaurs. The integumentary impression from the dorsal plate brings new data to the long-lasting debate concerning the function of dorsal plates in stegosaurian dinosaurs. Unlike usual dinosaur skin impressions, the integument covering the dorsal plates does not show any scale-like texture. It is smooth with long and parallel, shallow grooves, a structure that is interpreted as representing a keratinous covering of the plates. The presence of such a keratinous covering has affects on all the existing theories concerning the function of stegosaurian plates, including defense, thermoregulation, and display, but does not permit to rule out any of them.

Christiansen, N., & Tschopp, E. (2010). Exceptional stegosaur integument impressions from the Upper Jurassic Morrison Formation of Wyoming Swiss Journal of Geosciences DOI: 10.1007/s00015-010-0026-0

sábado, maio 30, 2009

Nova Publicação: Técnicas de preparação de fósseis de vertebrados



Uma nova publicação no Journal of Preparation Techniques acabou de sair neste mês. Esta publicação revela os bastidores que estão por detrás de um artigo descritivo de uma nova espécie, por exemplo. Desde a recolha e escavação dos fósseis até à sua descrição anatómica existe um grande número de passos que têm de ser dados, e, infelizmente essas metodologias são raramente alvo do escrutínio nos artigos. Não obstante, a importância que estas técnicas têm é de tal modo grande que sem elas os próprios fósseis não podem ser estudados convenientemente. Demoram imenso tempo! São horas e horas de trabalho intenso com pequenos instrumentos pneumáticos ou com rebarbadores. A rocha tem de ser desgastada progressivamente sem que haja o mínimo de risco para os ossos que vêm finalmente a luz do dia ao fim de mais de 150 milhões de anos. Já tudo passou por eles: a Segunda Guerra Mundial, o Homo neanderthalensis, as Glaciações, a Megafauna de Mamíferos Cenozóica, a abertura dos continentes por força da tectónica de placas, a grande extinção no final do Mesozóico provocada por um meteorito...

Neste artigo exploramos novas aproximações e técnicas usadas pela primeira vez no Museu da Lourinhã. Fizémos recurso das mais desenvolvidas tecnologias de ponta: scanning 3D, por exemplo. Com essa tecnologia conseguimos visualizar a três dimensões ossos que, numa ilustração estariam inevitavelmente a duas dimensões. É uma maneira de se poder trocar informação anatómica entre especialistas sem se ter de estar fisicamente diante dos espécimes.

Descarreguem o artigo daqui!

Imagem da esquerda - vértebra cervical do Miragaia digitalizada usando tecnologia 3D scanning. Imagem por Blizzard.

Fotografia da direita - Montagem do esqueleto do Miragaia em posição de vida. As réplicas e modelos compreendem também uma série de técnicas e materiais específicos. Foto Octávio Mateus.

sábado, fevereiro 28, 2009

Miragaia longicollum: um novo dinossauro português



Um novo dinossauro apresentado pelo Museu da Lourinhã desafia a visão tradicional dos estegossauros


O Museu da Lourinhã apresenta um novo género e nova espécie de dinossauro do Jurássico publicado na conceituada revista Proceedings of the Royal Society e que baptizou como Miragaia longicollum.


Os dinossauros estegossauros são normalmente identificados pelas suas placas no dorso, espinho na cauda, membros pequenos e pescoço curto. Contudo, um novo estegossauro com 150 milhões de anos, descoberto perto da Lourinhã, surpreendeu os paleontólogos do Museu da Lourinhã, Universidade Nova de Lisboa e Universidade de Cambridge pelo seu pescoço comprido.


Ainda que o pescoço de cerca de metro e meio do Miragaia longicollum possa parecer pequeno quando comparado com o dos gigantes saurópodes, as 17 vértebras cervicais representam mais cinco do que as do Stegosaurus e mais dez do que a girafa - sendo o mesmo número mais alto entre todos os dinossauros não-avianos.

O alongamento do pescoço ocorreu por dois processos evolutivos: pela adição de mais vértebras do pescoço e pela cervicalização, isto é, a transformação de vértebras do dorso em pescoço.


O aumento no comprimento do pescoço deste dinossauro demonstra a evolutiva flexibilidade dos dinossauros e sua capacidade de se adaptar às mudanças.

Mas o que levou este estegossauro a evoluir para um pescoço comprido? Os paleontólogos levantam duas hipóteses: a competição com outros dinossauros leva a explorar áreas de alimentação menos usadas por outros herbívoros, ou a selecção sexual, em que os indivíduos de pescoço maior seriam mais facilmente seleccionados pelos parceiros.

O nome Miragaia longicollum tem duplo significado: se por um lado Miragaia é a povoação perto da Lourinhã, onde foi descoberto, também significa "bela Gaia" (deusa da Terra), de pescoço longo.

O estudo baseia-se na parte da frente de um esqueleto e inclui o único conhecido craniano de um estegossauro na Europa, em exposição no Museu da Lourinhã.

Neste estudo identificou-se não só uma nova espécie e género, mas também um novo grupo (equivalente a uma sub-família) de dinossauros: os Dacentrurinae.

 

Artigo científico: Mateus, O., Maidment, S.C.R., and N.A. Christiansen. 2009. A new long-necked ‘sauropod-mimic’ stegosaur and the evolution of the plated dinosaurs. Proceedings of the Royal Society B, first online. DOI 10.1098/rspb.2008.1909.

 
 


quinta-feira, novembro 13, 2008

Stegosaurus no Museu da Lourinhã


Durante uns anos, uma réplica de um esqueleto completo do dinossauro Stegosaurus era a peça central na sala da paleontologia do Museu da Lourinhã, o que fazia as delícias dos visitantes, tendo sido substituído o ano passado por outro dinossauros semelhante, o Dacentrurus armatus

Aqui ficam algumas fotografias do testemunho da passagem deste esqueleto pela Lourinhã.