| Globuligerina tojeiraensis sp. nov. e Conoglobigerina grigelisi sp. nov. (Gradstein 2017) |
quinta-feira, março 09, 2017
Duas novas espécies de foraminíferos do Jurássico de Portugal
terça-feira, novembro 03, 2015
Porque é que Portugal tem tantos dinossauros e outros fósseis?
"Porque é que Portugal tem tantos dinossauros? A ocorrência dos numerosos fósseis de dinossauros do Jurássico, sobretudo no Oeste de Portugal, tem três razões principais: 1) naquela altura a região era uma área continental com condições de vida, com muita água doce e vegetação, onde os dinossauros nasceram, viveram e morreram; 2) numa bacia sedimentar que estava a afundar e enterrava os restos de animais com a geoquímica certa que permitia fossilizarem, e 3) essas rochas hoje afloram à superfície e estão disponíveis ao achado e recolha. Outras regiões do país não têm vestígios de dinossauros porque não reúnem uma ou mais destas três condições.
domingo, maio 17, 2009
Entrevista a Phil Mannion, PhD Student
RA: How can we assess diversity from 65M.y old creatures?
PM: We can do simple things like counting the number of genera or species through time. This gives us a rough idea of fluctuations in diversity. However, this can be affected by various processes in the geological record, so, we need to consider where the amount of terrestrial rock varies through time, for instance. Maybe if we have an increase of rock exposure and an increase in diversity, so that increase cannot be genuine. So we can plot diversity against rock record and various proxies like that. We can also correct phylogenies. We know phylogenies are hypothesis of relationships, so we can use those lineages against time and we get another view and explore taxic diversity.
RA: OK, but that has an underlying assumption which is valid. How can this affect your work?
PM: Yes, a phylogeny is only a hypothesis and there is space for mistake in there. We hope that most of the space is small, so it won’t make much difference. Perhaps if a group is in a completely wrong place we will get very long ghost-lineages and the reason why we haven’t look at any taxon there is not because there is a ghost-lineage, but that we just got things wrong. However if you do things like phylogenetic diversity estimate and you do it to various proxies, such as the rock record, than hopefully you can compare them all and you start seeing certain points where you get the same results again and again.
RA: What are the next steps on your research?
PM: The real next step is to finish my thesis! [laughs] I should finish it in the next four to five months.
RA: No… but I mean in scientific terms?...
PM: Well, yeah… Carry on the diversity work. Trying to resolve where the taxic diversity is genuine or logically predicted from the fluctuations of the rock record. And that is sort of near an end. But I also want to go on broader macroevolutionary questions, look at what happened at the K-T boundary. And also use the methodologies I have used for my PhD to other groups like lissamphibians and sharks.
RA: This is a broad question that I have also made to Paul. What is lacking in the Vertebrate Paleontology community?
PM: mmmhh.. We need sauropods to be feathered! [laughs] I think it is getting better, people are applying better methodologies and using things like statistics… more and more people are getting more rigorous with their analysis. Nevertheless, I think people shoud be more rigorous in terms of ages of formations, there are lots of problems in places in China for example. But I think there is still a lot of scope for many avenues in paleontology…
RA: What is a typical day for you as a paleontologist?
PM: A typical day will, at the moment, largely involves me processing large amounts of data through my database of sauropod occurrences and testing it from various criteria to do things like environmental associations, and gradually – somewhat groovenly – writing up my thesis. When I am not doing something directly related with my thesis I am writing descriptive papers, or sometimes coming to Museums like Lourinhã to study specimens.
sexta-feira, maio 08, 2009
Encontrada proteína em fóssil de dinossauro pela segunda vez
Encontrada proteína em fóssil de dinossauro pela segunda vez 2009-04-30 22:40:00 PÚBLICO Confirma-se, é possível recolher proteínas conservadas de fósseis tão antigos como os dos dinossauros. Os resultados são publicados hoje na revista Science. A primeira vez que isto aconteceu foi em 2007 a partir de um fóssil de T-rex com 68 milhões de anos. A comunidade científica na altura ficou desconfiada sobre estes resultados, por isso a equipa da investigadora Mary Schweitzer da Universidade Estatadual da Carolina do Norte, EUA, foi à procura de fósseis que estivessem em locais onde o ambiente daria as condições perfeitas para manter as proteínas conservadas. A equipa procurou numa formação geológica em Montana e encontrou o fóssil de um fémur de uma espécie de hadrossauro com 80 milhões de anos, que tinha preservado colagénio - uma proteína importante para a coesão dos tecidos. Ao analisarem a molécula, viram ainda que estava mais próxima do colagénio das aves do que dos crocodilos. |
quinta-feira, março 05, 2009
O que é, realmente, um fóssil?

Começo por dizer que assumo desde já a minha "douta ignorância" e, talvez, em de esta ser uma “pergunta a quem sabe” seja, isso sim, a quem sabe mais um bocadinho ou a quem pensou um bocadito mais sobre um determinado assunto. Estas questões de definições são muitas vezes meros exercícios académicos mas, sem dúvida que pensar sobre eles pode gerar conclusões engraçadas. As definições são, como é claro, importantes mas restringem a um número finito de palavras aquilo que é inefável: uma determinada realidade. Mas, por outro lado, criam limites mais objectivos a um conceito abstracto. Neste caso o conceito que queremos definir é: fóssil. É um conceito e não uma realidade. Passo a explicar: geralmente quando se pensa em fósseis
imaginam-se calhaus com a forma de osso, ou dentes muito preservados, duros que nem pedra. Mas, não é nestes casos que incide o problema da definição. Sabemos que não é nos vestígios de organismos mineralizados (i.e. transformados em pedra) que incide o nosso problema, mas sim nos casos limite: será um mamute siberiano congelado um fóssil? Será uma múmia egípcia um fóssil? Serão fósseis os vestígios ósseos de cadáveres de elefantes no Serengueti? Não deixa de ser difícil estabelecer uma fronteira clara.Para contornar esta questão alguns paleontólogos erigiram uma
barreira arbitrária aos 10.000 anos, que é a fronteira do Holocénico e, além disso, coincide com o aparecimento do Homo sapiens e uma glaciação. Ou seja, a partir do momento em que o Homem começou a ter impacto substancial na alteração do meio ambiente (sim! porque não foi só a partir da Revolução Industrial, já há 10.000 anos
eventos de extinção tem sido atribuídos à caça feita pelos homens; por exemplo, a extinção das megafaunas Norte-Americana e Australiana). Mas repare-se que esta definição não é inerente ao fóssil em si, mas sim a uma realidade que lhe é paralela e, de certo modo, independente: é uma definição antropocêntrica, em vez de ser
relativa ao fóssil em si. Isto é, que raio tem o aparecimento do Homem a ver com o estado de fossilização de um mamute, suponhamos? Não me parece correcto! Repare-se ainda que podemos encontrar vestígios com 8.000 anos muito mais diageneticamente alterados que vestígios com 14.000 anos (chama-se diagénese ao conjunto de processos de transformação dos sedimentos em rochas, nos quais se podem incluir os sedimentos orgânicos que darão origem aos fósseis). Portanto, a questão do Homem e dos 10.000 anos parece passar um pouco ao lado deste assunto. Isto leva-nos a crer que a nossa
definição tem de ser intrínseca aos próprios vestígios e tem de abranger estas situações limite. Parece-me então que uma boa definição seria: "todos os vestígios
somáticos de organismos afectados por um qualquer processo diagenético". Somático, porque exclui os chamados trace fossils, mas também pegadas e afins. De organismos e não orgânicos, porque a evidência tem de ser directa, e isto exclui os coprólitos
(defecações fossilizadas), ou sinais orgânicos peculiares tais como alterações dos níveis de isótopos estáveis de oxigénio – ao contrário dos isótopos radioactivos, que se desintegram, há alguns isótopos que não variam as suas concentrações ao longo do tempo. Contudo, esta definição exclui, por exemplo os mamutes siberianos...
porque eles estão simplesmente dessecados e congelados, e não diageneticamente alterados. Pelo que, ao abrigo desta definição, mamutes congelados não são fósseis.
Mas poderíamos tentar incluir também os mamutes, e poderíamos alterar a nossa definição para algo do género: "todos os vestígios somáticos de organismos cujo decaimento biológico esteja inibido". Ou seja, não são permitidas alterações por
bactérias aos vestígios dos organismos. Mas isto é um bocado estranho, porque então qual é a legitimidade que teríamos para dizer que o mamute é fóssil mas o frango que temos no congelador não é? Apesar de ser mais exclusiva, a primeira definição parece ser a mais adequada.
Fotografia: Ricardo Araújo
Publicado concomitantemente no Boletim do Museu da Lourinhã nº 13.
segunda-feira, dezembro 15, 2008
Quanto tempo decorre até se poder considerar uma planta ou animal como fóssil?

Se definirmos fóssil como sendo qualquer vestígio natural de origem biológica preservado em rocha, sedimento ou gelo, então temos algo que pode levar desde alguns minutos até centenas de milhões de anos a formar-se. No primeiro caso temos o exemplo de um animal que fica aprisionado numa tempestade de neve, areia ou na lava de um vulcão e no segundo temos o exemplo típico da esmagadora maioria dos dinossauros Jurássicos que encontramos na Lourinhã. Sendo um processo contínuo, iniciado com a morte e soterramento até à formação do substrato geológico é impossível dizer quanto tempo demoram a formar-se os fósseis. É como perguntar quando tempo demora a formar-se um monte de areia se partirmos de uma superfície plana e diariamente acrescentarmos um grão de areia: a partir de que momento podemos dizer que se temos um monte? Não há nenhuma barreira nítida. A resposta não é fácil e existe até uma ciência dedicada exclusivamente ao estudo dos processos de fossilização: A Tafonomia (do grego tafós, enterramento, sepultura e nómos, lei).
Quanto aos fósseis que encontramos na Lourinhã seguramente que não sofreram fortes alterações geológicas desde o Jurássico (150 milhões de anos atrás). Caso contrário não se teriam preservado da forma que o fizeram. O seu soterramento e preservação deveram ter sido rápidos (possivelmente apenas dias ou semanas). No entanto, nada disto quer dizer que a gradual substituição dos químicos iniciais por minerais menos perenes (processo de fossilização) tenha sido rápido provavelmente demorou vários milhões de anos até obterem as características que hoje podemos observar sempre que escavamos um dinossauro.
Assim sendo temos no sentido mais lato de fóssil um espectro temporal muito amplo quanto ao que dura a fossilização de um (ou o vestígio de um) organismo. No sentido mais restrito, se pensarmos nos dinossauros descobertos na Lourinhã estamos a falar de vários milhões de anos. Outro tema interessante é sabermos como sabemos que esses mesmos animais viveram há milhões e não milhares de anos, mas isso é outra história…
PS: O estado norte-americano do Oregon tem uma localidade chamada Fossil, este, deve ser sem dúvidas o fóssil mais curioso do mundo e seguramente que não demorou milhões de anos a formar-se.
Foto: Casca de ovo de dinossauro do Museu Britânico de História Natural (Londres).
Quanto tempo demora a fossilização?
Um fóssil é um resto ou vestígio de um organismo biológico preservado em rochas, sedimentos, gelo ou âmbar. Os fósseis são o objecto de estudo da paleontologia. A palavra "fóssil" deriva do termo latino fossile que significa "extraído da terra".

A clonagem de dinossauros, como este embrião de terrizinossauro, é uma miragem científica e é ainda considerada impossível .
Há alguns caso em que a fossilização é relativamente rápida, isto é, apenas em poucos milhares de anos, como é o caso de humanos em turfeiras no norte da Europa, ou no dos romanos de Pompeia cobertos com cinzas do Vesúvio.
Ao contrário do que se julgava, a substituição por matéria mineral pode não ser total em fósseis da idade dos dinossauros, e ainda é possível extrair matéria orgânica original dos ossos de dinossauros e mosassauros do Cretácico (com 66 milhões de anos), embora seja ainda um feito muito difícil. Não tenho conhecimento, contudo, que tenha sido identificado material orgânico anterior ao Cretácico, isto é, do Jurássico ou anterior (pelo menos 145 milhões de anos), mas não ficaria surpreendido que fosse possível isolar algumas proteínas ou outras moléculas orgânicas originais. A extracção de DNA em dinossauros é possível mas a má conservação dessas molécula e muitos outros problemas técnicos impedem a realização de clonagem como o ilustrado no filme Parque Jurássico.
sábado, dezembro 27, 2003
Fossilização
A fossilização, processo que conserva os vestígios de seres vivos, requer muito tempo. O processo mais comum de fossilização é a petrificação em que a matéria orgânica de um animal ou planta é substituída pelos minerais do sedimento circundante.
Os ossos fossilizados não têm a cor branca original porque absorveram os minerais dos sedimentos circundantes que alteraram a sua cor.
sexta-feira, novembro 14, 2003
Os ossos de dinossauros na Lourinhã foram fossilizados com que processo de fossilização?
> Os ossos de dinossauros na Lourinhã foram fossilizados com que processo de fossilização?
Carlos Marques (Madeira)
Resposta
Existem vários tipos de fossilização. A mais frequente é a vulgarmente denominada de petrificação em que os componentes orgânicos dos ossos (e, às vezes, de ovos, pele, tendões, etc.) são substituídos por minerais, fossilizando-os.
Os ossos da Lourinhã foram assim fossilizados.