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quinta-feira, setembro 24, 2020

Preparação de fósseis: equipamentos e consumíveis

A preparação laboratorial de fósseis usa uma imensidão de equipamentos e consumíveis mas dois são incontornáveis: 

  1. Resina acrílica consolidante. O nome comercial é Paraloid B-72 e pode ser adquirido aqui: http://www.restaurarconservar.com/epages/298256.sf/en_GB/?ViewObjectPath=%2FShops%2F298256%2FProducts%2F%22Paraloid%20B-72%22
  2. Micromartelo pneumático (airscribe). O mais eficiente é fornecido pela empresa alemã HW.
    1. http://www.hw10.de/alle_werkzeuge/hw60/hw60_01.html
    2. http://www.hw10.de/alle_werkzeuge/hw25/hw25_01.html



quinta-feira, novembro 22, 2012

Projecto PalNiassa: Nelson Nhamutole no Museu da Lourinhã e Salimo Murrula na Universidade do Minho (by Ricardo Araújo)

O novo estagiário Moçambicano chegou a Portugal no início do mês de Novembro e iniciará agora a sua formação como preparador de fósseis durante um ano no Museu da Lourinhã. Salimo Murrula, por sua vez, tendo terminado a sua formação como preparador, ingressou na Licenciatura de Geologia na Universidade do Minho. Ricardo Araújo

sexta-feira, junho 04, 2010

Interview: Ricardo Araújo on Journal of Paleontological Techniques

Interview: Ricardo Araújo on Journal of Paleontological Techniques

Post Mirrored from The Open Source Paleontologist

Fossil preparators are the unsung heroes of paleontology. For every paper on a spectacular Archaeopteryxskeleton, or an exquisite new ceratopsian skull, there is at least one talented preparator who freed the fossil from its rocky tomb. Despite the importance of preparators for paleontology, there are surprisingly few formal publications devoted to the trade (beyond the occasional symposium volume). Even rarer are open access publications on fossil preparation. Thus, it is a real pleasure to share this interview with Ricardo Araújo, the executive editor for Journal of Paleontological Techniques.

Tell us a little about Journal of Paleontological Techniques. How did the journal get started?
The Journal of Paleontological Techniques got started due to the difficulties that we felt in the Museu da Lourinha (in Portugal) to get access information relative to preparation. Unfortunately it is extremely hard for a peripheral country to have access to the know-how developed in the great centers of knowledge, namely central Europe and the US. So, we had to find an economical way without detriment of scientific rigor; publishing and editing articles using an open access philosophy seemed the right solution. Furthermore, the lack of a systematic compilation of paleontological techniques is evident in the literature.

What makes Journal of Paleontological Techniques unique?
There are a few things that make our journal unique:
  1. There is no other journal focused on the practical side of paleontology. Some typical paleontological journals publish sporadically on paleontological techniques, and there are a handful of printed publications. However, there is an immense quantity of knowledge acquired by generations of preparators that is hard to access if you cannot go to the main conferences or workshops.
  2. Also, preparation is practical in its essence. Thus, our papers can include videos and as many photos as necessary to make a technique easily perceptible. Most of the time it is difficult to express these techniques in words.
  3. Our publications are edited in volumes. Each article is published by itself as a volume, which decreases the total amount of time for publication. This flexibility allows us, for example, to publish annals of congresses or symposia.
  4. Our journal is totally open access and double-blind peer-reviewed. This doesn’t make our journal unique but certainly a “rare specimen.”

What advice would you give to authors who are interested in submitting their manuscripts to JPT?
Write! The preparation community is not used to writing about their findings, some of which are extremely important and can save thousands of euros for paleontological institutions. To spread paleontological techniques is to advance paleontology as a whole. Preparation is a science as well, in its most Popperian essence. To test and refute paleontological techniques is possible, and in fact, is done by all preparators everyday when we use different products, methods and tools, striving for the best way to do something efficiently.

What kind of difficulties, if any, have you encountered in editing JPT? How have these been solved?
When we embraced this project we quickly realized that the challenge was not to create the space to publish practical-paleontological ideas, but almost to change the status quo that preparators face nowadays. Institutions hire preparators to prepare fossils, not to write scientific articles. However, to my eyes, that is a rather limited view about the role of preparation. Preparation is the technical side of paleontology, and like any other science paleontology has its own methods—methods that are publishable. Actually, methods that are required to be published. Moreover, thinking strictly in an economic perspective, by spreading this sort of knowledge, preparator’s employers will quickly realize that they can save money by KNOWING and SHARING their knowledge.

In order to circumvent this problem, we are trying to present at as many events related to preparation as possible, not only to publicize the journal itself but also to spread the ideas behind it. We are part of mailing lists, groups of geosciences journals, and a gazillion things like that. For every preparation-related paleontological event that we know, we try to contact the organizers in order to publish the abstracts or edit a volume with selected papers. We are currently trying to organize an opinion paper that will be submitted in a mainstream paleontological journal, about the underestimation of the importance of preparation/paleontological techniques as a legitimate science. We recently got a wave of papers submitted, and hopefully it will be sustainable.

What has been the best part of editing a journal like JPT?
What I enjoy most about this project is actually the spirit of the journal and the challenge it represents. I believe the actual scenario is difficult, but not impossible to surpass. Ideally we would like to get help and cooperation from various areas of the preparation community, starting from the preparators themselves, up to the heads of departments, and paleontologists.

Image credit: courtesy Ricardo Araújo, originally published at Palaeontologia Electronica.

segunda-feira, junho 15, 2009

Fotografia Paleontológica: Introdução

Geralmente, é sempre preferível a ilustração científica à fotografia, mas, quando não se pode ilustrar (ou não se tem esse talento), há que dar o melhor uso possível à máquina fotográfica. Para tirar boas fotos o modo “Automático” não é suficiente… é necessário dominar alguns conceitos fundamentais da fotografia genérica e ter muita paciência. Alguns dos conceitos que têm de ser entendidos são: abertura do obturador, velocidade de exposição, exposição da fotografia, distância focal, sensibilidade do sensor, profundidade de campo, balanço de brancos... e pronto, acho que são esses os mais importantes! É verdade (!), a fotografia é uma tarefa complexa e cheia de variáveis que precisam de ser testadas, mas por isso mesmo representa um desafio interessante. Eu ainda sou um leigo na matéria, mas o pouco que sei pretendo, assim, transmitir a outros leigos. Antes de imergirmos nos conceitos fotográficos, há que pensar naquilo que pretendemos com a fotografia. Será uma fotografia para publicação? Será uma fotografia para rapidamente se fazer um levantamento fotográfico das colecções de um museu? Será uma fotografia que pretende ser artística? Será uma fotografia que irá registar o decurso de uma escavação ou da preparação de um espécime? Todas as fotografias têm os seus propósitos específicos, e, o tempo e qualidade dos materiais que despendemos nelas são directamente
proporcionais à qualidade final da fotografia. Ao longo de uma série de artigos focar-nos-emos principalmente na fotografia para publicação. É, talvez, a mais exigente mas também a que mais permite explorar as potencialidades infinitas de uma máquina fotográfica.Apesar da fotografia de fósseis ter especificidades aracterísticas não é, na sua essência, em nada diferente da fotografia dita genérica. Depende - como é claro - das dimensões dos fósseis; se são mandíbulas de
salamandras com dois milímetros de tamanho ou se são fémures de saurópodes com dois metros de comprimento. Em qualquer um dos casos podem ser usadas máquinas vulgares compactas ou máquinas que custam vários milhares de euros. A fotografia de fósseis é, graças à tecnologia actual, acessível a todos! O que falta é meter mãos à obra!

Publicado concomitantemente no Boletim do Museu da Lourinhã.

sábado, maio 30, 2009

Nova Publicação: Técnicas de preparação de fósseis de vertebrados



Uma nova publicação no Journal of Preparation Techniques acabou de sair neste mês. Esta publicação revela os bastidores que estão por detrás de um artigo descritivo de uma nova espécie, por exemplo. Desde a recolha e escavação dos fósseis até à sua descrição anatómica existe um grande número de passos que têm de ser dados, e, infelizmente essas metodologias são raramente alvo do escrutínio nos artigos. Não obstante, a importância que estas técnicas têm é de tal modo grande que sem elas os próprios fósseis não podem ser estudados convenientemente. Demoram imenso tempo! São horas e horas de trabalho intenso com pequenos instrumentos pneumáticos ou com rebarbadores. A rocha tem de ser desgastada progressivamente sem que haja o mínimo de risco para os ossos que vêm finalmente a luz do dia ao fim de mais de 150 milhões de anos. Já tudo passou por eles: a Segunda Guerra Mundial, o Homo neanderthalensis, as Glaciações, a Megafauna de Mamíferos Cenozóica, a abertura dos continentes por força da tectónica de placas, a grande extinção no final do Mesozóico provocada por um meteorito...

Neste artigo exploramos novas aproximações e técnicas usadas pela primeira vez no Museu da Lourinhã. Fizémos recurso das mais desenvolvidas tecnologias de ponta: scanning 3D, por exemplo. Com essa tecnologia conseguimos visualizar a três dimensões ossos que, numa ilustração estariam inevitavelmente a duas dimensões. É uma maneira de se poder trocar informação anatómica entre especialistas sem se ter de estar fisicamente diante dos espécimes.

Descarreguem o artigo daqui!

Imagem da esquerda - vértebra cervical do Miragaia digitalizada usando tecnologia 3D scanning. Imagem por Blizzard.

Fotografia da direita - Montagem do esqueleto do Miragaia em posição de vida. As réplicas e modelos compreendem também uma série de técnicas e materiais específicos. Foto Octávio Mateus.

domingo, outubro 26, 2008

Nova publicação: guilhos e cimento expansivo


Como escavar dinossauros quando se têm várias toneladas de rochas por cima da camada fossilífera? É a esta pergunta que o mais recente artigo de Octávio Mateus e Ricardo Araújo pretende responder. Este artigo foi publicado no Journal of Paleontological Techniques, este é uma revista de rês nacional com peer-review e com ISSN. Queremos também apelar à colaboração de todos aqueles que tenham ideias ou técnicas que julguem relvantes o suficiente para dar a conhecer ao mundo da paleontologia.

Aqui fica o resumo do artigo que pode ser descarregado aqui:

Duas técnicas (guilhos e agentes demolidores) revelaram-se eficientes para remover grandes blocos em escavações paleontológicas difíceis. Em determinadas condições – em que factores de segurança, questões burocráticas, condições de terreno e propriedades da rocha são problemáticas – os métodos tradicionais para demolir grandes massas de rocha (e.g. retro-escavadoras ou explosivos) não podem ser aplicados. Após se perfurarem buracos equidistantes, os guilhos e os agentes demolidores expansivos não só são soluções baratas, rápidas e seguras, como também permite uma remoção precisa de blocos com, pelo menos, nove toneladas. O guilho é uma ferramenta constituída por três partes que quando incrustada linearmente e em orifícios equidistantes na rocha permite uma factura precisa.