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terça-feira, fevereiro 11, 2014

Dinossauros saurópodes em doutoramento de Emanuel Tschopp (FCT-UNL)

Decorrem na próxima sexta-feira, dia 14 de Fevereiro, pelas 15:30, as provas de Doutoramento em Geologia do candidato Emanuel Tschopp sobre a evolução de dinossauros saurópodes. Tschopp irá apresentar a sua dissertação intitulada "The evolution of diplodocid sauropod dinosaurs, with emphasis on specimens from Howe Ranch (Wyoming, USA)" [A evolução dos dinossauros saurópodes diplodocídeos, com ênfase em espécimes de Howe Ranch (Wyoming, EUA)], realizada sob a orientação do Prof. Octávio Mateus (FCT-UNL).
 As provas decorrerão na Sala de Actos (Ed. IV) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Na imagem vê-se a reconstrução artística do dinossauro Kaatedocus siberi Tschopp e Mateus 2012, espécie descrita como nova, no resultado dos estudos de doutoramento, e aqui representada pelo artista Davide Bonadonna.


segunda-feira, novembro 04, 2013

Ilustrações de dinossauro Kaatedocus vencem prestigiado prémio

O dinossauro Kaatedocus siberi que descrevemos em Dezembro de 2012 foi objecto do magnífico trabalho de ilustração pelo artista italiano Davide Bonadonna e agora reconhecido com o prémio Lazendorf PaleoArt Prize da prestigiada Society of Vertebrate Paleontology, em duas categorias: duas dimensões e ilustração científica. Foi a primeira vez que o mesmo artista ganha duas categorias em simultâneo. Parabéns Davide!

Ilustração do crânio de Kaatedocus siberi, ilustrado por Davide Bonadonna, vencedor do prémio Lazendorf Science Illustration Award.

Jazida de Kaatedocus siberi, ilustrado por Davide Bonadonna, vencedor do prémio Lazendorf 2D PaleoArt Award.

Além disso, este dinossauro começa a ser tema por outros artistas, como Nabu Tamura.
Kaatedocus siberi interpretado por Nabu Tamura (http://spinops.blogspot.pt/2012/12/kaatedocus-sileri.html)



quinta-feira, setembro 12, 2013

Estudante de paleontologia Emanuel Tschopp


A Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Univ. Nova, conta, desde há cerca de três anos, com um bolseiro de doutoramento a estudar dinossauros saurópodes, o suíço Emanuel Tschopp. Divulgamos assim o perfil de um estudante internacional de paleontologia radicado em Portugal e a viver na Lourinhã.

Emanuel Tschopp realizou o seu mestrado em paleontologia em 2008 na Universidade de Zurique, na Suíça. Em 2010, ele começou o seu doutoramento no Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, Portugal, sob a supervisão do Prof Octávio Mateus. Seus principais interesses investigação são a filogenia e evolução dos dinossauros saurópodes, em particular das faunas do Jurássico Superior  da Formação de Morrison nos EUA e da Lourinhã em Portugal, onde também participou de várias campanhas de escavação.
E. Tschopp e O. Mateus descreveram recentemente uma nova espécie de saurópode, Kaatedocus siberi, e postulam sobre a existência do osso interclavícula em saurópodes que previamente se pensava ser ausente em dinossauros.
Os projetos em curso são a análise filogenética dos saurópodes diplodocídeos baseada em espécimes, uma revisão de Camarasaurus, e uma análise morfométrica 3D da coluna vertebral de saurópodes.


Tema de tese: Evolução dos dinossauros saurópodes diplodocídeos com ênfase em amostras de Howe Ranch (Wyoming, EUA)


Obras publicadas:

Tschopp, E., & Dzemski, G. (2012). 3-dimensional reproduction techniques to preserve and spread paleontological material–a case study with a diplodocid sauropod neck. Journal of Paleontological Techniques, 10, 1-8.

Tschopp, E., & Mateus, O. (2012). The skull and neck of a new flagellicaudatan sauropod from the Morrison Formation and its implication for the evolution and ontogeny of diplodocid dinosaurs. Journal of Systematic Palaeontology, (ahead-of-print), 1-36.

Tschopp, E., & Mateus, O. (2012). A sternal plate of a large-sized sauropod dinosaur from the Late Jurassic of Portugal. Fundamental, 20, 263-266.

Christiansen, N. A., & Tschopp, E. (2010). Exceptional stegosaur integument impressions from the Upper Jurassic Morrison Formation of Wyoming. Swiss Journal of Geosciences, 103(2), 163-171.

Tschopp, E., & Mateus, O. (2013). Clavicles, interclavicles, gastralia, and sternal ribs in sauropod dinosaurs: new reports from Diplodocidae and their morphological, functional and evolutionary implications. Journal of anatomy.

Tschopp, E., Russo, J., & Dzemski, G. (2013). Retrodeformation as a test for the validity of phylogenetic characters: an example from diplodocid sauropod vertebrae. Palaeontologia Electronica, 1998, 16.


sexta-feira, abril 05, 2013

Saurópodes podiam ter interclavícula, um osso previamente desconhecido em dinossauros

Novo estudo levanta a possibilidade de os saurópodes terem interclavícula, um osso previamente desconhecido em dinossauros.
O estudo por uma equipa de paleontologia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa focou-se nos dinossauros diplodocídeos, em particular no recentemente descrito Kaatedocus., e sugere que a origem da fúrcula ("wish-bone") pode ser uma interclavícula em vez de duas clavículas fundidas.


Referência
Tschopp, E., & Mateus O. (2013).  Clavicles, interclavicles, gastralia, and sternal ribs in sauropod dinosaurs: new reports from Diplodocidae and their morphological, functional and evolutionary implications. Journal of Anatomy. 222,321-340.
LINK

Abstract
Ossified gastralia, clavicles and sternal ribs are known in a variety of reptilians, including dinosaurs. In sauropods, however, the identity of these bones is controversial. The peculiar shapes of these bones complicate their identification, which led to various differing interpretations in the past. Here we describe different elements from the chest region of diplodocids, found near Shell, Wyoming, USA. Five morphotypes are easily distinguishable: (A) elongated, relatively stout, curved elements with a spatulate and a bifurcate end resemble much the previously reported sauropod clavicles, but might actually represent interclavicles; (B) short, L-shaped elements, mostly preserved as a symmetrical pair, probably are the real clavicles, as indicated by new findings in diplodocids; (C) slender, rod-like bones with rugose ends are highly similar to elements identified as sauropod sternal ribs; (D) curved bones with wide, probably medial ends constitute the fourth morphotype, herein interpreted as gastralia; and (E) irregularly shaped elements, often with extended rugosities, are included into the fifth morphotype, tentatively identified as sternal ribs and/or intercostal elements. To our knowledge, the bones previously interpreted as sauropod clavicles were always found as single bones, which sheds doubt on the validity of their identification. Various lines of evidence presented herein suggest they might actually be interclavicles – which are single elements. This would be the first definitive evidence of interclavicles in dinosauromorphs. Previously supposed interclavicles in the early sauropodomorph Massospondylus or the theropods Oviraptor and Velociraptor were later reinterpreted as clavicles or furculae. 
Região do peito de dinossauro saurópode, com presença de clavículas e interclavícula .


Independent from their identification, the existence of the reported bones has both phylogenetic and functional significance. Their presence in non-neosauropod Eusauropoda and Flagellicaudata and probable absence in rebbachisaurs and Titanosauriformes shows a clear character polarity. This implicates that the ossification of these bones can be considered plesiomorphic for Sauropoda. The proposed presence of interclavicles in sauropods may give further support to a recent study, which finds a homology of the avian furcula with the interclavicle to be equally parsimonious to the traditional theory that furcula were formed by the fusion of the clavicles. Functional implications are the stabilizing of the chest region, which coincides with the development of elongated cervical and caudal vertebral columns or the use of the tail as defensive weapon. The loss of ossified chest bones coincides with more widely spaced limbs, and the evolution of a wide-gauge locomotor style.

domingo, dezembro 16, 2012

Kaatedocus: Nova espécie de dinossauro descrita por paleontólogos da Faculdade de Ciências e Tecnologia (UNL) e Museu da Lourinhã




Nova espécie de dinossauro descrita por paleontólogos da Faculdade de Ciências e Tecnologia (UNL) e Museu da Lourinhã


Chama-se Kaatedocus siberi e é o mais recente dinossauro descrito pelos paleontólogos da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã. Este dinossauro jurássico foi escavado por uma equipa suíça, em 1991, liderada por Hans-Jakob "Kirby" Siber , no Wyoming, nos Estados Unidos, mas estudado por dois paleontólogos destas instituições portuguesas: o suíço Emanuel Tschopp e o português Octávio Mateus. Ambos os paleontólogos colaboram há vários anos com  o Sauriermuseum Aathal, Suíça, pelo que foram escolhidos para estudar os dinossauros saurópodes.

Semelhante ao famoso dinossauro Diplodocus, esta nova espécie é mais  antiga e mais pequena, o que justifica o nome Kaatedocus, que alude ao um pequeno Diplodocus, já que Kaate é um diminutivo na língua dos nativos americanos Crow. O nome foi escolhido em homenagem aos habitantes daquela região do Wyoming.
Os saurópodes diplodocídeos estão entre os dinossauros mais emblemáticos. Com seus pescoços e caudas muito alongados, apresentam a forma de corpo típico de saurópodes. Além dos populares e bem conhecidos Diplodocus e Apatosaurus, são já conhecidos outros géneros. Atualmente, há 12 a 15 espécies diferentes consideradas válidas, incluindo a espécie portuguesa Dinheirosaurus  lourinhanensis, descoberta na Lourinhã nos anos 80. O Dinheirosaurus tinha cerca de 25 metros de comprimento e o Kaatedocus tinha entre 12 e 14.
A grande maioria das espécies de diplodocídeos é oriunda do Jurássico da Formação de Morrison, Oeste dos EUA. O Kaatedocus, porém, foi encontrado mais a Norte e é ligeiramente mais antigo do que os restantes, sendo, por isso, um elemento importante para compreender a evolução desta família.
Deste dinossauro foram recolhidos o pescoço e o crânio, em excelente estado de conservação, que estão agora em exposição no Museu de Dinossauros de Aathal, na Suíça.
A descrição da nova espécie, que constituiu um avanço significativo na compreensão da família dos diplodocídeos, consta de um artigo publicado na ultima edição online do reputado Journal of Systematic Palaeontology.
Kaatedocus siberi, por Davide Bonadonna
O paleontólogo Octávio Mateus já descreveu várias novas espécies e géneros de dinossauros, incluindo saurópodes em quatro continentes como o LusotitanDinheirosaurus ou Europasaurus, na Europa, Angolatitan em África, Tangvayosaurus na Ásia e agora o Kaatedocus na América do Norte. É o orientador de doutoramento de Emanuel Tschopp, na Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.


sábado, dezembro 15, 2012

Kaatedocus... um nova espécie de dinossauro




Tschopp, E., & Mateus O. (2012).  The skull and neck of a new flagellicaudatan sauropod from the Morrison Formation and its implication for the evolution and ontogeny of diplodocid dinosaurs. Journal of Systematic Palaeontology