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segunda-feira, março 12, 2018

Apresentação do catálogo: Loulé. Territórios, Memórias, Identidades.

O Museu Nacional de Arqueologia, a Câmara Municipal de Loulé e a Imprensa Nacional - Casa da Moeda, S. A. apresentam no próximo dia 15, em Lisboa, o Catálogo da exposição “Loulé. Territórios, Memórias, Identidades”, uma obra que se constitui como um "Estado da Arte sobre a Arqueologia, a Paleontologia e a História do concelho".



O catálogo é resultado de toda a investigação científica criada a partir das colecções em exposição e resulta na compilação de 29 textos de 31 autores e na apresentação de fichas dos objectos realizadas por 25 autores. A exposição, que já ultrapassou os 100.000 visitantes, vai ficar patente no Museu Nacional de Arqueologia até ao final de 2018, integrando o programa comemorativo dos 125 anos da instituição, aniversário que coincide com a celebração do Ano Europeu do Património Cultural.

sábado, fevereiro 10, 2018

O Museu da Lourinhã mudou e agora conta a história do Atlântico




O Jornal Público divulgou a nova exposição do Museu da Lourinhã, num excelente trabalho jornalístico por Teresa Serafim e Nuno Ferreira Santos, que aqui replicamos:

O Museu da Lourinhã mudou e agora conta a história do Atlântico


Tem novas peças para mostrar ao público desde o início de Fevereiro, todas contribuem para percebermos melhor como aconteceu a abertura do Atlântico.

TERESA SERAFIM
9 de Fevereiro de 2018, 7:45









Foto Octávio Mateus com os ovos de dinossauro encontrados em 1987 NUNO FERREIRA SANTOSBem-vindos ao Dino Parque: aqui estão os dinossauros que já viveram em Portugal
Antepassado monstruoso das salamandras descoberto no Algarve
Testemunho da extinção dos dinossauros
LER MAIS
E na Lourinhã voltaram a encontrar-se os ovos de dinossauros carnívoros mais antigos do mundo
Museu da Lourinhã encerra temporariamente para remodelar colecção



O sítio é o mesmo. Não há como confundir o Museu da Lourinhã mesmo no centro da vila. Afinal, era lá que estavam muitos fósseis de dinossauros da Lourinhã. Mas as aparências iludem e há uma nova história a ser contada. Com a abertura do Dino Parque – Parque dos Dinossauros da Lourinhã, muitos dos fósseis “migraram” para lá. Portanto, no museu na vila o percurso é outro desde 3 de Fevereiro: conta agora como aconteceu a abertura do Atlântico. Há também fósseis e réplicas que vamos poder observar pela primeira vez no museu.
Este edifício não foi construído para ser um museu. Em tempos, foi um tribunal. Como ficou livre, um grupo de amadores que fazia espeleologia, entre os quais o paleontólogo amador Horácio Mateus, ocupou-o. Acabou por abrir em 1984 pelas mãos da associação Grupo de Etnologia e Arqueologia da Lourinhã. Ao todo, tem três colecções: a de paleontologia, arqueologia e a de etnografia. Por ano, tem cerca de 25 mil visitantes.





Agora houve mudanças e o museu tem outra narrativa. “O que é que temos para mostrar que não sejam os dinossauros da Lourinhã? Pensámos na abertura do Atlântico. Toda a investigação que fazemos pelo mundo fora tem uma história transversal: a abertura do Atlântico. Até os próprios dinossauros da Lourinhã estão relacionados com isso”, conta-nos o paleontólogo Octávio Mateus sobre a escolha da nova história. É ele quem nos vai guiar por uma viagem com milhões de anos. É a nova viagem do museu.
Antes da história propriamente dita, são mencionadas (e explicadas) na exposição duas teorias: a da tectónica de placas e a teoria darwiniana da evolução das espécies. Vamos precisar delas para perceber melhor a abertura do Atlântico. Iniciemos então a viagem e comecemos no Triásico, período geológico entre há 250 e 200 milhões de anos. “O Atlântico começou a abrir-se durante o Triásico na nossa costa portuguesa até à Gronelândia”, relata Octávio Mateus. O supercontinente Pangeia começou a rasgar-se e a criar bacias sedimentares. É nestas bacias que vamos encontrar fósseis. Aliás, foi no Triásico que surgiram os dinossauros.
Nas expedições científicas na Gronelândia e no Algarve, lideradas por Octávio Mateus, descobriram-se alguns desses fósseis. Alguns podem ser vistos pela primeira vez no museu. Há o fóssil de uma mandíbula do Metoposaurus algarvensis (um anfíbio gigante que podia atingir os dois metros e faz lembrar uma salamandra), que foi encontrada no Algarve. Há ainda o crânio original de um prossaurópode, um antepassado dos dinossauros saurópodes, assim como ossos de um fitossauro, ambos da Gronelândia.
Passemos para o Jurássico, entre há 200 milhões e 145 milhões de anos. “No Jurássico Inferior e Médio era notório que em Portugal tínhamos um mar profundo. Basicamente, todos os sedimentos que temos do Jurássico Inferior e Médio eram marinhos”, continua a explicar. Portanto, na exposição temos ictiossauros e plesiossauros.





Mas o paleontólogo guarda o melhor para o Jurássico Superior, quando o Atlântico ainda não era um oceano, havia uma série de ilhas e o que é agora Portugal e a Terra Nova já se separavam. No museu já estiveram expostos os ovos de Lourinhanosaurus antunesi encontrados na praia de Paimogo em 1993, cuja descoberta foi revelada ao mundo em 1997 e fez sensação. Agora está exposto pela primeira vez um outro bloco de ovos de Lourinhanosaurus antunesi encontrados nas arribas da praia da Peralta, também na Lourinhã, em 1987. “Temos mais de uma centena deles”, diz com entusiasmo o paleontólogo. “Estes estão mais bem preservados [do que os anunciados em 1997].” Nestes ovos não há embriões.
No Cretácico há mais surpresas trazidas pelo projecto Paleoangola, em Octávio Mateus participa. Mas, antes, o paleontólogo adianta que neste período (entre há 145 milhões e 65 milhões de anos) houve dois grandes eventos: passou a haver um fundo oceânico, ou seja, nasceu o oceano Atlântico; e a abertura do Atlântico Sul, com a separação entre a América do Norte, a América do Sul e África. Depois, lá nos mostra peças de Angola expostas pela primeira vez no museu: há uma réplica de um crânio do mosassauro Angolasaurus bocagei, um grande predador marinho contemporâneo dos dinossauros; uma amonite; e vértebras e costelas do plesiossauro Cardiocorax.


Por fim (nesta história), há 65 milhões de anos (no Cretácico) deu-se a extinção de grande parte dos dinossauros. E o museu tem agora uma secção de estratos de transição desde o Cretácico até ao Paleogénico (entre há 65 milhões e 23 milhões de anos). “Temos aqui uma rocha que testemunha a extinção dos dinossauros. Esta também é a primeira vez que a expomos.” A peça geológica é de Stevns Klint, na Dinamarca, e foi oferecida ao museu por um coleccionador dinamarquês. Esse foi um dos locais em que o geólogo Walter Alvarez encontrou irídio (elemento químico presente nos meteoritos) e assim pôde apoiar a sua hipótese de que os dinossauros se tinham extinguido devido à queda de um meteorito no Iucatão, no Golfo do México. Há ainda outra hipótese que diz que a extinção dos dinossauros foi causada pela erupção de um megavulcão no Decão (Índia). “Independentemente da causa, esta rocha testemunha esse momento”, salienta Octávio Mateus.
Por enquanto, termina aqui esta viagem, mas já há planos para que continue em breve: haverá ainda a história de outros tempos mais recentes. O trabalho de investigação no museu também continua. Numa sala onde estão estudantes, vê-se um placard com vários artigos científicos de 2017, como o dos ovos de crocodilos mais antigos do mundo. Outra das actividades do museu é o voluntariado. Micael Martinho, de 21 anos, é um dos voluntários e trabalha atentamente no Laboratório de Paleontologia do museu repleto de fósseis. Frequenta o 12.º ano e também ele, um dia, quer ser paleontólogo. Nos últimos tempos, até já descobriu um fóssil e contribuiu para este extenso património de dinossauros ,

terça-feira, janeiro 02, 2018

Exposição temporária "Ibéria, onde nascem dinossauros"

Terminou esta semana a exposição temporária "Ibéria, onde nascem dinossauros" no Museu da Lourinhã. Esta mostra, que esteve patente deste 24 de Junho de 2017 até final de 2017, focava-se nos ovos e embriões de dinossauros e crocodilomorfos em Portugal e Espanha, destacando a unicidade do registo oológico.
Toda a exposição girava em torno de três conceitos principais, que definem os espaços e o discurso:
Os excepcionais embriões jurássicos de Portugal
A rica diversidade do Cretáceo Inferior da Espanha
As abundantes posturas do Cretácico Superior da Catalunha

A exposição coincidiu com a semana de actividades "Dinossauros saem à rua" e com o simpósio de ovos e bebés de dinossauros em Outubro.

A exposição estava localizada na planta superior do Paleontologia do Museu da Lourinhã.
O curador foi Miguel Moreno-Azanza com a participação científica de Àngel Galobart, Albert Sellés, Bernat Vila, Ester Díaz Berenguer e Octávio Mateus. Textos e museologia de Moreno-Azanza, Alexandre Audigane, Ana Luz, Bruno Pereira e João Muchagata.

Aqui fica uma curta reportagem fotográfica da exposição:







segunda-feira, julho 03, 2017

Anfíbio e réptil do Triásico expostos no Museu Nacional de Arqueologia

Está patente, desde o passado dia 21 de Junho, na galeria poente do Museu Nacional de Arqueologia, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, a exposição monográfica "Loulé. Territórios, Memórias e Identidades".

Fachada da entrada da exposição. Fotografia por Nathaly Rodrigues.

A exposição é uma iniciativa conjunta dos Museus Nacional de Arqueologia e Municipal de Loulé e reúne um acervo com mais de 500 bens culturais que testemunham os últimos sete milénios de história do maior e mais povoado concelho do Algarve, Loulé. Os bens culturais provêm de 13 instituições distintas, entre as quais se destacam o Museu Municipal de Loulé e o Museu Monográfico do Cerro da Villa, o Museu Nacional de Arqueologia, o Arquivo Municipal de Loulé, a UNIARQ – Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, os Museus Municipais de Faro, da Figueira da Foz, de Arqueologia de Albufeira e de Silves, a Universidade do Algarve, a Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa, o Museu da Lourinhã e a Imprensa Nacional Casa da Moeda.
A mostra divide-se em vários núcleos que revelam os achados paleontológicos e arqueológicos que melhor testemunham a história do concelho de Loulé. 
O ponto de partida da exposição é dedicado ao apontamento "Loulé há mais de 220 milhões de anos" onde se destacam os achados paleontológicos, com 227 milhões de anos, realizados por uma equipa internacional de investigadores, liderada pelo paleontólogo e investigador da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã, Octávio Mateus. 
Acompanhados por ilustrações de Joana Bruno, alguns dos resultados de seis anos de escavações paleontológicas, um crânio e uma mandíbula de Metopossaurus algarvensis e uma mandíbula e dentes de fitossauro, anfíbio e réptil do Triásico respectivamente, compõem este primeiro momento expositivo.
Núcleo expositivo dedicado aos achados paleontológicos da região de Loulé. Fotografia por Nathaly Rodrigues.

Metopossaurus algarvensis. Ilustração por Joana Bruno. Fotografia por Nathaly Rodrigues.

Crânio e mandíbula de Metopossaurus algarvensis. Fotografia por Nathaly Rodrigues.

Fitossauro. Ilustração por Joana Bruno. Fotografia por Nathaly Rodrigues.

Mandíbula e dentes de fitossauro. Fotografia por Nathaly Rodrigues.

Seguem-se outros testemunhos importantes para o concelho, divididos em três secções: a secção Territórios, que apresenta o concelho na sua diversidade geomorfológica - o litoral, a serra e o barrocal, a secção Memórias, que expõe, por ordem cronológica, sete núcleos arqueológicos onde figuram, a título exemplificativo, a escrita do sudoeste e as mais antigas actas conhecidas em Portugal , e a secção Identidades, onde são revelados os rostos de achadores, cuidadores e doadores de bens culturais de Loulé. 
A exposição, comissariada por Victor S. Gonçalves, Catarina Viegas e Amílcar Guerra, da Universidade de Lisboa, Helena Catarino, da Universidade de Coimbra e Luís Filipe Oliveira, da Universidade do Algarve, estará aberta ao público até 30 de Dezembro de 2018.

terça-feira, março 07, 2017

Dinossauros da Lourinhã em exposição em França



Decorrerá, entre 18 de Março e 8 de Abril, na vila francesa de Deuil-La Barre, a exposição "Jurassic Deuil", fruto da colaboração entre a Câmara Municipal da Lourinhã, a congénere francesa de Deuil-La Barre, nos arredores de Paris, e o Museu da Lourinhã. Apresentar-se-à ao público com actividades diversas que incluem ateliers temáticos, exposições e conferências.

Programa completo disponível aqui.




Segundo o site do Museu da Lourinhã:

Exposição do Museu da Lourinhã viaja até França!
No âmbito do protocolo de geminação existente entre os Municípios da Lourinhã e de Deuil-la Barre (França), o Museu da Lourinhã e estas duas entidades abraçaram o projeto de levar de novo a Lourinhã a terras francesas, através da realização de uma exposição temporária de paleontologia intitulada “Os Dinossauros da Lourinhã em Deuil-la Barre”. Esta exposição decorrerá entre os dias 18 de março e 8 de abril do corrente ano, simultaneamente em dois espaços distintos da vila francesa.

Num dos espaços, onde estará patente a exposição propriamente dita, o público poderá apreciar vários fósseis e réplicas de algumas das espécies mais emblemáticas da Lourinhã, como sejam o Lourinhanosaurus antunesi, o Miragaia longicollum ou o Zby atlanticus. Também estarão presentes réplicas de crânios de Ceratossauro e Brachiosauro, ossos longos doutras espécies, pegadas e invertebrados, assim como de ovos de dinossauros!
Na outra sala, dirigida principalmente ao público mais novo, a exposição irá funcionar como um complemento contextual e pedagógico. O que é a geologia, o que é a paleontologia, porque a Lourinhã é tão rica em fósseis de dinossauro? São algumas das perguntas a que a exposição irá responder. As crianças poderão tocar em réplicas e até mesmo num fóssil, simular a descoberta e a escavação de fósseis numa caixa de areia! Serão ainda organizados ateliers para os mais novos, afim de encenarem trabalhos de preparação de fósseis.
Finalmente, dois dos nossos investigadores, Octávio Mateus e Bruno Pereira, irão estar presentes em dois momentos distintos, para apresentarem a riqueza do espólio da Lourinhã e de Portugal. Outros investigadores franceses também irão conferenciar sobre temas da paleontologia.

Este é um grande trabalho de colaboração para estreitar os laços entre as nossas comunidades e divulgar mais uma vez o nome e o trabalho do Museu da Lourinhã além-fronteiras!

exposição temporária Museu Lourinhã em França


Fontes:
http://www.deuillabarre.fr
http://www.museulourinha.org
http://www.leparisien.fr/deuil-la-barre-95170/deuil-la-barre-veut-devenir-la-capitale-europeenne-du-dinosaure-05-02-2016-5518505.php



quarta-feira, outubro 29, 2014

PaleoMuseu


Hoje, 29 de Outubro de 2014, é criado o primeiro passo de um museu virtual, o PaleoMuseu, pelos nossos estudantes de Mestrado de Paleontologia FCT-UNL+UÉ, Pedro Fialho e Joana Damas. O financiamento do museu é por Crowd Funding.




segunda-feira, maio 19, 2014

Dinossauros às Quintas, na FCT-UNL

Os dinossauros e outros fósseis são destaque num atelier e exposição na sala de reuniões da Biblioteca da Faculdade de Ciências e Tecnologia - Universidade Nova de Lisboa, no Campus da Caparica, todas as quintas-feiras até ao final de julho.




Esta actividade consiste na exposição de fósseis, ossos de dinossauros e outros animais, na pintura de réplicas de dinossauros da Mongólia, cedidos pelo American Museum of Natural History (EUA) e na preparação laboratorial de fósseis reais de dinossauros. Entre os dinossauros expostos destacam-se ossos originais de um tirreóforo do Jurássico Superior de Portugal e réplicas de Sinornithosaurus, Velociraptor, Citipati e Oviraptor do deserto de Gobi, da Mongólia e China. A curadoria desta actividade é do paleontólogo Prof. Octávio Mateus, do Departamento de Ciências da Terra da FCT-UNL, com a participação, todas as quintas-feiras, de Francisco Costa que fará várias demonstrações, entre as quais pintura de réplicas e preparação de fósseis.


Organização: Departamento de Ciências da Terra | Divisão de Documentação e Biblioteca Faculdade de Ciências e Tecnologia - Universidade Nova de Lisboa

Apoio: American Corner | American Museum of Natural History | Museu da Lourinhã


Acesso ao Campus da FCT/NOVA
http://www.fct.unl.pt/faculdade/como-chegar-fct
GPS 38º 39' 36'' N/ 9º 12' 11'' W
http://www.biblioteca.fct.unl.pt/
http://www.facebook.com/Biblioteca_Fct
Blog: http://bibliotecaunl.blogspot.pt/
Evento no Facebook

Acesso livre e Entrada Gratuita 

quarta-feira, outubro 16, 2013

Evolução e dinossauros no Porto


Crânio de Triceratops na Universidade do Porto (Foto: Univ. Porto)

A Universidade do Porto tem, desde Maio, alguns dinossauros no âmbito da exposição “Terra em Transformação”. Em Novembro, o Edifício da Reitoria da Universidade do Porto vai também receber um ciclo de palestras sobre evolução com o nome "Histórias da Terra e da Vida: do Big Bang ao Homem".

Programa:

19 novembro – 21.30h
Big Bang - a origem do universo – Orfeu Bertolami
Sistema solar e planetas – Nuno Santos

23 novembro – 15.00h
Um olhar sobre a Terra – Frederico Borges
Evolução da Vida: dos estromatólitos às trilobites – Helena Couto

30 novembro – 15.00h
Evolução das plantas ao longo da história da Terra– João Pais
Evolução dos Dinossauros e outros vertebrados – Octávio Mateus

12 dezembro - 21.30h
Origem das espécies – António Amorim
A origem do homem do ponto de vista da Arqueologia– João Pedro Ribeiro

quinta-feira, julho 25, 2013

20.º aniversário da descoberta do ninho de Paimogo






O Museu da Lourinhã inaugura no próximo sábado, pelas 11 horas, a exposição temporária que celebra o 20.º aniversário da descoberta do “ninho de Paimogo”.
O GEAL – Grupo de Etnologia e Arqueologia da Lourinhã, que fundou e administra aquele Museu, assinala assim um dos achados que mais marcou a história da paleontologia de dinossauros em Portugal.
Descoberto nas arribas de Paimogo, concelho da Lourinhã, em 1993, o ninho foi escavado e estudado por equipas do GEAL, vindo a comprovar-se que se trata de uma peça de importância mundial, devido à presença de embriões bem conservados e à grande quantidade de ovos que o compunham, elevando-o à categoria de um dos maiores e mais interessantes ninhos fósseis que se conhece.
Entre os elementos que integram a “temporária”, os visitantes podem também observar o “ninho de Porto das Barcas” que, contendo um elevado número de cascas de ovos, ossos e dentes de embrião, atribuíveis ao grande terópode Torvosaurus, esteve na origem de um importante artigo científico, recentemente publicado na revista Scientific Reports, da prestigiada editora Nature.
A exposição abre a 27 de julho e encerra a 15 de setembro. Durante agosto o Museu está aberto todos os dias das 10:00 às 13:00 e das 14:30 às 18:30, com visitas guiadas às 11:00, 15:00 e 17:00 e, durante setembro, de terça a domingo, das 10:00 às 13:00 e das 14:30 às 18:00, com visitas guiadas às 11:00, 15:00. 

Fonte: GEAL 

quarta-feira, maio 15, 2013

Exposição no Porto "Terra em Transformação - Evolução da Vida na Terra"

A Universidade do Porto está a fazer uma exposição denominada «Terra em Transformação - Evolução da Vida na Terra» na Sala de Exposições Temporárias 345, do Edifício Histórico da Reitoria da Universidade do Porto.

terça-feira, outubro 30, 2012

Pavilhão Cretácico: os dinossauros chegaram ao Pavilhão do Conhecimento!




Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva 


Pavilhão Cretácico: os dinossauros chegaram ao Pavilhão do Conhecimento!





O T. rex foi um dos maiores carnívoros terrestres de todos os tempos. Mas o que sabemos realmente sobre ele? Terá vivido em Portugal? Era caçador ou necrófago? Teria escamas ou penas? Como era o mundo na altura em que viveram os dinossauros e o que causou a sua extinção? Será que desapareceram todos, ou ainda haverá dinossauros por aí?

Recue até ao final do Cretácico, qualquer coisa como 66 milhões de anos, com a nova exposição temporária do Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva. T.rex: quando as galinhas tinham dentes é uma exposição concebida pelo Museu de História Natural de Londres, cuja adaptação para o Pavilhão do Conhecimento contou com o apoio científico do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, do Museu Geológico e do Museu da Lourinhã.

Tal como os verdadeiros paleontólogos, os visitantes observam fósseis, analisam dados e comparam modelos de várias espécies de dinossauros. Prepare-se para olhar nos olhos de um Tyrannosaurus rex em tamanho real, com mais de cinco metros de comprimento, e assista a cenas de enorme realismo com animais robotizados, tais como um T. rex a alimentar-se de um Triceratops ou um Ankylosaurus a defender-se com a sua impressionante cauda.

Toque num fóssil de pegada de saurópode, sinta como era a sua pele e conheça um dos maiores e mais antigos ninhos de dinossauro do mundo, que pertenceu à espécie portuguesa Lourinhanosaurus. Acredite que vai sentir-se pequenino ao lado destes gigantes!

Embarque nesta aventura e visite a exposição até Agosto de 2013. Esteja atento à programação em torno de T.rex: quando as galinhas tinham dentes, que nos próximos meses transformará o Pavilhão do Conhecimento num verdadeiro Parque Cretácico. Depois desta exposição, provavelmente não irá olhar para os dinossauros da mesma maneira.
E já agora, quando foi a última vez que comeu um dinossauro ao almoço?

Mais informações em www.pavconhecimento.pt


quinta-feira, outubro 11, 2012

Exposição "T.rex: quando as galinhas tinham dentes" no Pavilhão do Conhecimento



15 de Outubro, às 18h00 é a inauguração da exposição T.rex: quando as galinhas tinham dentes, que terá lugar no Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva, Parque das Nações, Lisboa.

Com a chancela do Museu de História Natural de Londres, esta exposição foi adaptada ao contexto nacional pelo Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva, com a colaboração do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, do Museu da Lourinhã e do Museu Geológico.








quarta-feira, agosto 10, 2011

Fósseis de África no Museu da Lourinhã

O Museu da Lourinhã apresenta, entre os dias 6 de Agosto e 9 de Outubro, uma exposição temporária, representativa das descobertas paleontológicas efectuadas em Angola e Moçambique por paleontólogos do Museu, em colaboração com investigadores de universidades locais e estrangeiras.

Nesta exposição, o visitante poderá ver exemplares de Angola, incluindo a tartarura marinha Angolachelys mbaxi, o dinossauro Angolatitan adamastor ou os mosassauros Angolasaurus bocagei e Prognathodon kianda, do Cretácico superior. Entre as peças expostas, está um fóssil de Sinapsídeo (grupo de animais que estão na origem de todos os mamíferos), proveniente de Moçambique e que conta mais de 250 milhões de anos (período Pérmico).
Estes fósseis regressam aos respectivos países de origem depois desta exposição e estudo.


O Museu da Lourinhã está envolvido em dois projectos dedicados a África: PaleoAngola e PalNiassa respectivamente em Angola e Moçambique. Estes Projectos têm como missão descobrir, recolher, preparar, estudar, preservar e expor fósseis, sobretudo de vertebrados. Constituem um contributo muito importante para a ciência e, em particular, para a afirmação daqueles países, no campo da investigação paleontológica, bem como para o fomento do gosto pela ciência, designadamente, junto das populações locais.

Durante o mês de Agosto existem visitas guiadas às 11:00, 15:00 e 17:00, estando o Museu aberto todos os dias (no resto do ano encerra às segundas-feiras e feriados).

Saiba mais sobre estes projectos visitando
http://www.paleoangola.org/
https://sites.google.com/site/palniassa/home

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Exposição na FCG: A Evolução de Darwin



A Fundação Calouste Gulbenkian irá apresentar a exposição "A Evolução de Darwin". A inauguração terá lugar no dia 12 de Fevereiro de 2009 pelas 19.00h na galeria de exposições temporárias da Fundação Calouste Gulbenkian (piso 0).
A exposição permanecerá entre 13 a 24 de Maio de 2009
Av. de Berna, 45-A LisboaTerça-feira a domingo das 10.00h às 18.00h

A equipa do Blog Lusodinos dá as felicitações por esta fantástica exposição e recomenda-a vivamente!

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Allosaurus: um dinossáurio, dois continentes?

Allosaurus: um dinossáurio, dois continentes? 


Informação recebida do Museu Nacional de Historia Natural, Lisboa:

Inaugurou dia 6, pelas 18 horas, no Museu Nacional de História Natural, na Rua da Escola Politécnica, em Lisboa, a exposição "Allosaurus: um dinossáurio, dois continentes?"

Nesta exposição o visitante poderá ver numerosos fósseis autênticos de ossos de dinossáurios encontrados em Portugal no decurso de escavações efectuadas ou lideradas pelo Museu Nacional de História Natural. Estarão também expostas 16 réplicas de esqueletos ou crânios de diferentes espécies de dinossáurios, painéis informativos, fotografias e ilustrações científicas, assim como um dispositivo interactivo e jogos muito simples.

A exposição mostra não só fósseis e objectos mas também metodologia científica, resultados e perguntas para a investigação futura, que continua.

Todos os meses, na primeira sexta feira, pelas 21 horas, mediante marcação prévia, realizar-se-ão visitas guiadas para grupos organizados.

A inauguração contará com a presença do Ministro da Ciência Tecnologia e Ensino Superior José Mariano Gago e do reitor da Universidade Lisboa, António Nóvoa.

sábado, março 08, 2008

Exposição de dinossauros robots em Alcochete


O Freeport de Alcochete vai receber a exposição de dinossauros robots do Museu de História Natural de Londres, a partir do próximo dia 12 de Março.


As entradas no centro, que funcionará entre as 12 e as 22 horas, vão custar cinco euros para os adultos, dois euros para crianças e seniores e um euro para as visitas escolares.


Veja notícia mais desenvolvida aqui.

Foto daqui.

Exposição sobre Allosaurus

Excertos da notícia em Ciência Hoje de 2008-03-04:

O Museu Nacional de História Natural de Lisboa (MNHNL) comemora este ano 150 anos de existência com uma exposição sobre o Alossauro e um ciclo de conferências que começa domingo, anunciou hoje o director da entidade.



Na foto: Allosaurus jimmadseni (daqui).

Em Abril será apresentada uma exposição dedicada ao Alossauro, um dinossáurio carnívoro bípede que media cerca de nove metros de comprimento e quatro e meio de altura. "Logo a seguir aos Estados Unidos, Portugal foi o primeiro país do mundo a descobrir a existência de Alossauros no seu território", disse, acrescentando que até hoje foram encontrados três exemplares no país.

O ciclo de conferências inicia-se domingo, dia 09 de Março.

Veja notícia completa em http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=25379&op=all

quinta-feira, setembro 07, 2006

Dinossauros da Lourinhã numa mega exposição no Japão.

Dinossauros da Lourinhã irão para uma mega exposição no Japão.


Desde 2004 que o Museu da Lourinhã e instituições japonesas têm vindo a preparar uma grande exposição de dinossauros que terá lugar este Verão em Makuhari Messe, perto de Tokyo.

Anteriores exposições de dinossauros no Japão atingiram mais de um milhão de visitantes em apenas dois meses e estima-se que esta exposição, patrocinada pela empresa de multimédia Nikkei, possa atingir valores semelhantes. Esta aderência a exposições e museus mostra o fascínio dos japoneses pelo tema dos dinossauros. Foi recentemente inaugurado no Japão o maior museu de dinossauros do mundo, em Fukui.

A exposição, que estará patente de 15 de Julho a 10 de Setembro, conta com mais de 100 espécimes de todo o mundo. Para esta exposição, o Museu da Lourinhã dispensa réplicas e originais de alguns dos melhores fósseis de dinossauros de Portugal sendo alguns destes apresentados ao público pela primeira vez.
O elenco dos fósseis inclui réplicas do esqueleto completo do dinossauro carnívoro português Lourinhanosaurus de 4,5 metros de comprimento e do herbívoro Dacentrurus de 7 metros, uma vértebra de Dinheirosaurus lourinhanensis, um membro anterior de Camarasaurus com quatro metros de altura, e os fósseis originais de plantas e mamíferos do Jurássico superior da Lourinhã, com 150 milhões de anos.

Além disso, o Museu da Lourinhã também coordenou a participação na exposição de um fémur de Lourinhasaurus cedido pelo Museu Geológico e do esqueleto completo do Europasaurus, um dinossauro anão da Alemanha recentemente descrito na revista Nature pelo paleontólogo do Octávio Mateus e paleontólogos alemães, sendo exposto ao público pela primeira vez.

Esta colaboração entre Japão e Portugal para a concretização da exposição de dinossauros começou em 2004 num encontro em Denver, nos Estados Unidos, entre museólogos japoneses e o paleontólogo do Museu da Lourinhã e Universidade Nova de Lisboa, Octávio Mateus.
Todas as peças estão seguradas contra todos os riscos e o paleontólogo do museu lourinhanense irá deslocar-se ao Japão para aprofundar as relações institucionais, assegurando as condições de montagem e exposição dos fósseis lusos nesta "The World Giant Dinosaurs Expo 2006”. Esta exposição de dinossauros faz parte da estratégia de abertura e internacionalização do Museu da Lourinhã. No final da exposição, em Setembro, os fósseis regressarão a Portugal onde serão expostos no Museu da Lourinhã

terça-feira, março 02, 2004

Em que época começaram a desaparecer e quais os motivos da sua extinção?

Gisela Catarino Antunes (gisela.antunes@cgd.pt)

RESPOSTA
Desde o aparecimento dos dinossauros há 230 milhões de anos, que as espécies se foram sucedendo por aparecimento e extinção contínuas.
A extinção total dos dinossauros não-avianos deu-se repentinamente há 65 milhões de anos, marcando assim o fim do Cretácico.
Os dinossauros "tradicionais", os dinossauros não-avianos, extinguiram-se há 65 M.a. devido a grandes alterações climáticas. A grande questão ainda persiste sobre o que causou essas alterações climáticas. A teoria mais popular é que um gigantesco meteorito de cerca de 12 km de diâmetro atingiu a Terra na Bacia de Iucatão, no México, provocando cataclismos com precurssões globais, arrefecimento geral do planeta, com consequente extinção de muitas formas de Vida, incluindo os dinossauros. Mas a teoria do meteorito não explica, na totalidade, a extinção dos dinossauros. Deve ter havido uma junção de factores que, conjugados, fizeram extinguir esses magníficos répteis.
(Octávio Mateus)

Qual a última espécie [de dinossauro] existente?

Gisela Catarino Antunes (gisela.antunes@cgd.pt)

RESPOSTA
Muitos dinossauros que viviam nos momentos que precederam a última grande extinção, há 65 milhões de anos. Os mais famosos eram o Tyrannosaurus rex, Triceratops, Parasaurolophus, vários hadrossauros, etc.
As aves são os representantes actuais dos dinossauros e, portanto, em última análise são os últimos dinossauros.
(Octávio Mateus)