sábado, abril 29, 2017

Afinal é possível uma luta entre Lourinhanosaurus e T.rex

Apesar de terem vivido com 80 milhões de anos de diferença e a milhares de quilómetros de distância um do outro, afinal é possível uma luta entre Lourinhanosaurus e T.rex. Isso ficou claro na visita de uma equipa do congresso do EJIP ao Museu da Lourinhã: o Lourinhanosaurus travou uma épica batalha com o T.rex., como ficou testemunhado no canal de YouTube, El Pakozoico, de F. Gascó:

Luta épica entre Lourinhanosaurus e T. rex a partir do minuto 11:18.


Aparentemente o T. rex sobreviveu e, dias depois, apareceu a fazer ginástica na ExpoLourinhã, como testemunhou a Associação de Desenvolvimento da Lourinhã, num registo de Margarida Nobre:




Estas e outras desaventuras do Lourinhanosaurus na sua página no Facebook: www.facebook.com/Lourinhanosauruswww.facebook.com/Lourinhanosaurus.


sexta-feira, abril 28, 2017

Novos artigos na Paleontologia Portuguesa

Novos artigos na Paleontologia Portuguesa:

Miguez-Salas, O., Rodríguez-Tovar, F.J. & Duarte, L.V. 2017: Selective incidence of the toarcian oceanic anoxic event on macroinvertebrate marine communities: a case from the Lusitanian basin, Portugal. Lethaia, DOI: 10.1111/let.12212


Thalassinoides e Spongeliomorpha da Fonte Coberta (Miguez-Salas et al. 2017)


Malafaia, E., Mocho, P., Escaso, F. and Ortega, F., New data on the anatomy of Torvosaurus and other remains of megalosauroid (Dinosauria, Theropoda) from the Upper Jurassic of Portugal. Journal of Iberian Geology, pp.1-27.

Torvosaurus da Praia da Vermelha (Malafaia et al. 2017)



Mocho, P., Royo‐Torres, R., Malafaia, E., Escaso, F. and Ortega, F., 2017. Sauropod tooth morphotypes from the Upper Jurassic of the Lusitanian Basin (Portugal). Papers in Palaeontology.


Dentes de saurópodes (Mocho et al., 2017)


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terça-feira, abril 18, 2017

XXII Bienal da Real Sociedad Española de História Natural


 A XXII Bienal da Real Sociedad Española de História Natural este ano irá decorrer em Portugal organizada em conjunto com os departamentos de Ciências da Terra, de Ciências da Vida e do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra do qual se integra o paleontólogo Pedro M. Callapez. O tema principal são os Mapas da Natureza.

Conforme indica o respectivo site:

XXII Bienal da Real Sociedad Española de Historia Natural

XXII-RSEHN
A Real Sociedade Espanhola de História Natural (RSeHN) é a sociedade científica mais antiga de Espanha e o seu objetivo principal consiste no estudo e na difusão da Biologia e da Geologia.
Esta tarefa ficaria incompleta se não se ampliasse ao conjunto da Península Ibérica. Por essa razão, e para fortalecer laços com os nossos colegas portugueses, a Sociedade celebrará a sua XXII reunião Bienal em colaboração com a Universidade de Coimbra, através dos seus departamentos de Ciências da Terra (DCT) e Ciências da Vida (DCV) e do Museu da Ciência (MC); durante os dias 6 a 9 de setembro de 2017.
O tema principal da reunião será "OS MAPAS DA NATUREZA" e este tentará conferir uma visão de conjunto de como a representação cartográfica ajudou - e também hoje é essencial - na formação de uma ideia cabal a respeito da Natureza.


Áreas temáticas

Poderão apresentar-se trabalhos relacionados com o tema principal "os mapas da Natureza" e com outras áreas temáticas tais como:
  • Botânica e Zoologia 
  • Geologia geral e Paleontologia 
  • Museologia das Ciências Naturais 
  • Ensino das Ciências Naturais e das Ciências Ambientais nos ciclos Básico, Secundário e Licenciaturas 
  • Historia das investigações em Ciências Naturais 
  • Outros trabalhos relacionados com a Historia Natural 

Excursões previstas

  • Jurássico e Cretácico da Região de Coimbra e Figueira-da-Foz 
  • Paisagens naturais da Serra de Sicó e do Baixo Mondego 
  • Visita ao Jardim Botânico de Coimbra 
  • Visita ao Campo Arqueológico de Conimbriga

sexta-feira, abril 14, 2017

Centenário do paleontólogo Octávio da Veiga Ferreira (1917-1997)

Completaram-se, há poucos dias, os 100 anos do nascimento de Octávio da Veiga Ferreira e hoje (14 de Abril) passam 20 anos sobre a sua morte.

Octávio Reinaldo da Veiga Ferreira (Lisboa, 28 de Março de 1917 - Lisboa, 14 de Abril de 1997) foi um brilhante paleontólogo e arqueólogo português, com uma colaboração prolongada com George Zbyszewski nos Serviços Geológicos de Portugal. A ele devemos numerosos estudos na paleontologia. Ferreira é reputado sobretudo pelo seu trabalho no domínio da Arqueologia (Cardoso, 1997) mas o seu contributo para a Paleontologia em Portugal também foi importante. Na temática dos dinossauros, Veiga Ferreira foi incansável, embora tenha sido co-autor de apenas uma nota (Lapparent et al., 1951) sobre pegadas de dinossauros num artigo de 1951 com de Lapparent, Zbyszewski e Fernando Moitinho de Almeida sobre a jazida do Cabo Mondego, onde Gomes (1916) assinalara pegadas.

Octávio da Veiga Ferreira participou e orientou escavações (nomeadamente escavação do saurópode Lourinhasaurus alenquerensis no Moinho do Carmo (Alenquer), escavado em 1949 juntamente com G. Zbyszewski), realizou prospecção e recolha (pelo menos, no Cabo Espichel e Boca do Chapim, onde obteve, em 1951, um magnífico dente de Iguanodon; Lapparent & Zbyszewski, 1957: Pl. XII, fig. 13), e as ilustrações da obra de Lapparent & Zbyszewski (1957).
 A ele devemos os primeiros estudos sobre ictiossauros em Portugal, em 1958, sobre espécimes da Praia de N. S. da Vitória, cerca de 1000 m para Sul de S. Pedro de Muel, no Pliensbaquiano, aquando na companhia do Professor Abade Mouterde, Abade Rossé e Christiane Perrot.
Em 1959, Veiga Ferreira apontou a ocorrência do crocodilo Pelagosaurus tomarensis, no Jurássico inferior de Tomar, mais tarde reclassificado como Mystriosaurus bollensis.
Descreveu ainda numerosa fauna Miocénica e quaternária, da qual destacamos a fauna miocénica de Leiria e  urso-pardo de S. Bartolomeu dos Galegos (Lourinhã).

A biografia de Octávio da Veiga Ferreira é-nos dada por Cardoso (1997).

Aqui algumas das suas obras da Paleontologia de Vertebrados:

Octávio da Veiga Ferreira (por Cardoso, 1997)
Octávio da Veiga Ferreira, em 1986 (Diário Popular)
Octávio da Veiga Ferreira, retrato exposto no Museu Geológico.
Ferreira, O.V. 1958. Novos restos de «lctyosauridae»  e «Stenopterygidae» encontrados no Lias  de Portugal. Comunicações dos Serviços Geológicos de Portugal. - Tomo XLII (1958), p. 175-183.
Ferreira, O.V. 1959. Nota sobre a presença do género Pelagosaurus no Lias de Tomar. Anais da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. - vol. XLI, nº 2 (1959), p. 121-125.
Furtado et al. (1973-1974). Descoberta de uma jazida quaternária com Ursus arcto no lugar de S. Bartolomeu, Lourinhã. Cesaraugusta : publicaciones del Seminario de Arqueología y Numismática Aragonesas. - 37-38 , p. 5-8
Zbyszewski, G., & O. da Veiga Ferreira 1967. Découverte de vertébrés fossiles dans le Miocène de la région de Leiria. Comunicações dos Serviços Geológicos de Portugal, t. LII, 1967, p. 5-10.
Ferreira, O.V. 1961. Fauna ictyológica do Cretácico de Portugal. Comunicações dos Serviços Geológicos de Portugal, tomo XLV, p. 251-278
Lapparent et al. 1951. Empreintes de pas de Dinosauriens dans le Jurassique du Cap Mondego, Portugal. C. R. S. de la Société Géologique de France, Nº 14, séance du 19 novembre 1951, p. 251-252.
Ferreira, O.V. (1975). Os rinocerontes quaternários encontrados em Portugal. Comunicações dos Serviços Geológicos de Portugal. - Tomo LIX (1975), p. 15-25


Cardoso, J.L., 1997. Octávio da Veiga Ferreira (1917-1997). Trabajos de Prehistoria, 54(2), p.5.

sexta-feira, abril 07, 2017

Portugal tem uma nova espécie de anuro actual: o sapinho-português, Pelodytes atlanticus

Portugal tem uma nova espécie de anuro actual: o sapinho-português, Pelodytes atlanticus
O sapinho-de-verrugas-verdes, cientificamente conhecido por Pelodytes punctatus, que se julgava ocorrer em Portugal afinal é uma espécie diferente do que se pensava até hoje. Este anuro actual que ocorre em Portugal afinal trata-se de uma nova espécie agora baptizada de Pelodytes atlanticus por Jesús Díaz-Rodriguez e colegas numa publicação de Zootaxa.
Conforme a distribuição apresentada no artigo, esta nova espécie ocorre exclusivamente em Portugal, sendo por isso, a nosso conhecimento, a única espécie de tetrápode actual endémica e exclusiva de Portugal continental.
Como os autores não sugerem um nome comum e por este sapinho ter uma distribuição restrita ao território de Portugal, sugiro, que esta espécie receba o nome vernáculo de sapinho-português!


Sapinho-português, Pelodytes atlanticus nov. sp. (Díaz-Rodriguez et al. 2017)
Distribuição de Pelodytes (transformado a partir de Díaz-Rodriguez et al. 2017)
Filogenia de Pelodytes (Díaz-Rodriguez et al. 2017)

quinta-feira, abril 06, 2017

Palinomorfos da Bacia Lusitana e a drástica mudança paleoambiental do Toarciano


Na história geológica da Terra existiram intervalos de tempo, relativamente breves, em que ocorreram episódios de forte redução dos níveis de oxigénio nos oceanos, numa ampla escala geográfica. Estes eventos ficaram impressos no registo geológico e fóssil e, muitos deles, coincidiram com várias extinções em massa, podendo mesmo ter contribuído para a ocorrência das mesmas.


No último artigo publicado na revista científica Review of Palaeobotany and Palynology, a investigadora do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA) da Universidade do Algarve, Vânia F. Correia e restante equipa documentaram os palinomorfos do Jurássico Inferior das áreas da Figueira da Foz e Rabaçal, na parte norte da Bacia Lusitana, e examinaram a sua resposta ao primeiro grande evento anóxico do Mesozóico, associado a uma importante excursão negativa de isótopos de carbono, extinção em massa, transgressão marinha e aquecimento global, ocorrido no Toarciano (Jurássico Inferior).


Secções estudadas, localização e enquadramento geológico in V.F. Correia et al. / Review of Palaeobotany and Palynology 237 (2017) 75–95


Abstract

The lower and middle Toarcian (Lower Jurassic) successions of the northern Lusitanian Basin in western Portugal were examined for palynomorphs. Two localities, the Maria Pares and the Vale das Fontes sections, were sampled. The sections span the Dactylioceras polymorphum, Hildaites levisoni and Hildoceras bifrons ammonite biozones. The samples produced relatively low diversity dinoflagellate cyst floras which are typical of those from coeval European successions; the most abundant species is Luehndea spinosa. The other forms encountered were Mancodinium semitabulatum, Mendicodinium microscabratum, M. spinosum subsp. spinosum, Mendicodinium sp., Nannoceratopsis ambonis, N. gracilis and N. senex. Dinoflagellate cysts typically dominate throughout the Dactylioceras polymorphum ammonite biozone; their abundance significantly decreased in the overlying Hildaites levisoni and Hildoceras bifrons ammonite biozones. The low diversity Luehndea-Nannoceratopsis dinoflagellate cyst flora of the northern Lusitanian Basin is characteristic of the Sub-Boreal region of Europe. This is a transitional region, intercalated between the Boreal and Tethyan realms. The Toarcian Oceanic Anoxic Event (T-OAE) in the northern Lusitanian Basin is characterised by a sudden decline in palynomorph abundance and diversity, including the virtual absence of acritarchs and dinoflagellate cysts. Following the T-OAE, Mancodinium semitabulatum and Mendicodinium spp. were the only dinoflagellate cysts recorded. This ‘blackout’ of dinoflagellate cysts during the T-OAE, and their partial recovery following the event, shows that dinoflagellate populations were responding to a major palaeoenvironmental change.

I Congresso sobre o Planalto das Cesaredas

Ocorreu de 31 de Março a 2 de Abril, o I Congresso sobre o Planalto das Cesaredas, na Lourinhã, com algumas vertentes geológicas e paleontológicas, nomeadamente as comunicações por José Carlos Kullberg "Geologia do Planalto das Cesaredas", Bruno Pereira e colegas "Invertebrados Fósseis do Planalto das Cesaredas" e ainda por Octávio Mateus e colegas "Vertebrados Fósseis do Planalto das Cesaredas".

Coral Favia cesaredensis Koby

Dos fósseis do planalto destacam-se os invertebrados com 226 espécies identificadas, 16 das quais com o epíteto específico cesaredensis.

Mas o melhor relato sobre o Congresso é-nos fornecido pela Comunidade InterMunicipal do Oeste no seu site, que aqui replicamos: 

I Congresso do Planalto das Cesaredas
04-04-2017
    No passado dia 31 de março, 1 e 2 de abril realizou-se o I Congresso do Planalto das Cesaredas no Auditório Municipal da Lourinhã 

    No passado dia 31 de março, 1 e 2 de abril realizou-se o I Congresso do Planalto das Cesaredas no Auditório Municipal da Lourinhã, promovido pela Associação de Amigos do Planalto das Cesaredas e pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

    No evento foi divulgado o conhecimento que existe nas várias áreas de estudo sobre o património natural e edificado, sobre as pessoas e as tradições, sobre os instrumentos que permitem e condicionam a gestão territorial, e ainda as ameaças àquele território bem como o seu potencial. Foi um congresso participado, em que houve interação entre palestrantes e participantes, sempre com uma abordagem construtiva, até mesmo sobre os temas mais sensíveis.

    A par de todo o conhecimento, foi também possível observar uma exposição fotográfica sobre a atual fauna e flora do planalto, e ainda, degustar as iguarias da Lourinhã, como a doçaria tradicional e os bombons artesanais.

    Foram dias cheios, intensos, com verdadeiros momentos de partilha sobre o Planalto das Cesaredas. Partilha de conhecimento, de emoções, de convívio - de quem lá vive, de quem o avista, de quem o visita e fica, e de quem o estuda. E pela importância que assume nas suas vidas, querem dar o seu contributo para que os seus filhos e netos tenham a mesma oportunidade de o vivenciar em condições semelhantes.

    Conclui-se, assim, que há um Grupo, composto por vários grupos e por várias pessoas, que de forma abnegada, estão empenhadas em continuar a trabalhar, e a dar o seu tempo e a sua energia, e a fazerem-se ouvir, em prol de um bem comum, que encerra um valor maior do que o que se conhece, e que tem a capacidade de provocar um bem-estar revigorante e apaziguador. É assim que é, o Planalto das Cesaredas. E foi assim que se experienciou o I Congresso do Planalto das Cesaredas, num ambiente rico e salutar, que deixa vontade para explorar, ainda mais, os temas abordados, num segundo congresso.

    Crescimento da Produção Científica Portuguesa

    As estatísticas divulgadas no passado mês de Março pela Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) colocam Portugal nos primeiros cinco países que mais evoluíram ao nível do indicador de produção científica, entre 2005 e 2015.

    A liderar esta lista europeia encontra-se a Dinamarca, seguida da Suécia e da Finlândia. Portugal, colocado entre países como o Reino Unido e a Alemanha, posiciona-se como o país do sul da Europa que mais publicou na referida década. Registando uma taxa média anual de crescimento de 10%, Portugal ficou assim colocado em 11.º lugar, num total de 27, no que diz respeito ao número de artigos publicados por milhão de habitantes.


    Número de publicações indexadas na Web of Science por milhão de habitantes nos vários países da União Europeia: 2005 e 2015. Fonte: DGEEC.
    Taxa de crescimento médio anual, entre 2005 e 2015, do número de publicações indexadas na Web of Science por milhão de habitantes nos vários países da União Europeia. Fonte: DGEEC

    Para se ter uma ideia quantificadora, no ano de 2015 foram publicados mais de 21 mil revisões e artigos científicos (numa média de 57,8 artigos por dia) em que pelo menos um dos autores tem afiliação a uma instituição nacional. 


    As análises a seguir apresentadas, referentes unicamente à produção científica portuguesa, resultam de apuramentos efetuados a partir da base de dados internacional InCitesTM (2016).
    Número de publicações portuguesas indexadas na Web of Science, por área científica: 2005, 2010 e 2015. Fonte: DGEEC.

    Quando se analisa o número de publicações portuguesas agrupadas por área científica, os primeiros três lugares vão para as Ciências Médicas e da Saúde, seguidas das Ciências Exactas, como a Matemática, a Física e a Química, e as Ciências da Engenharia e Tecnologias.

    A maior taxa de crescimento anual regista-se ao nível das publicações portuguesas multidisciplinares (31%). Neste ponto, a Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência salienta que o número de publicações indexadas numa determinada área científica da Web of Science pode verificar um aumento devido um aumento real da produção científica nessa área e/ou à inclusão de mais revistas científicas dessa área no sistema de indexação da Web of Science. Estes dois motivos podem ter pesos distintos nos valores estimados para as diferentes áreas científicas.

    Taxa de crescimento médio anual, entre 2005 e 2015, do número de publicações portuguesas indexadas na Web of Science, por área científica. Fonte: DGEEC.

    A base de dados internacional InCitesTM (2016) comtempla a informação disponível em diversas bases de dados da Web of Science (SCI – Science Citation Index; SSCI – Social Science Citation Index; A&HCI – Arts & Humanities Citation Index; CPCI-S - Conference Proceedings Citation Index - Science; CPCISSH - Conference Proceedings Citation Index - Social Science & Humanitiese contém todos os registos bibliográficos, publicados nas revistas científicas indexadas, que possuam pelo menos um autor com endereço de uma instituição portuguesa.

    Colaboração internacional: percentagem de publicações portuguesas em co-autoria com instituições de outros países, 2005 e 2015. Fonte: DGEEC.

    Evolução entre 2005 e 2015 do número de publicações portuguesas indexadas na Web of Science, por tipo de documento. Fonte: DGEEC.


    Fonte: Produção Científica Portuguesa, 1990-2015: Séries Estatísticas, Principais Resultados

    Equipa renovada na Ordem dos Biólogos


    Das eleições na Ordem dos Biólogos que decorreram dia 31 de Março de 2017 é vencedor e reconduzido o bastonário José Matos com uma nova equipa, desta feita, e pela primeira vez, com um toque de paleontologia.

    Logótipo da Ordem dos Biólogos.

    Novos Órgão Sociais da Ordem dos Biólogos para o quadriénio 2017-2020

    Conselho Diretivo
    Bastonário: José António dos Santos Pereira de Matos
    Vice-Presidente: Francisco Arnaldo de Leite Andrade
    Secretária-Geral: Maria do Mar Jácome Félix Oom
    Tesoureira: Daniela Filipa Marques Antunes Tomás Casimiro
    Vogais:
    José Manuel Viegas de Oliveira Neto Azevedo
    Cláudia de Matos Júlio
    Maria de Jesus Silva Fernandes
    Bárbara Sofia Nunes Lopes Marques
    Paula Cristina de Almeida Maria Castelhano
    Rui Manuel Cabral e Silva
    Vogal Henrique José de Barros Brito Queiroga

    Conselho Nacional
    Eduardo José de Frias Gonçalves Crespo
    João José Oliveira Dias Coimbra
    Carlos José Fialho da Costa Faro

    Mesa da Assembleia Geral
    Presidente: Maria Amélia Botelho de Paulo Martins Campos Loução
    Vice-Presidente: Luís Manuel Gonçalves Alves
    Vice-Presidente: Pablo Tavares Pereira
    Secretário: Ana Cristina Cais Eusébio do Rosário

    Secretário: Sara Maria Monteiro Duarte

    Conselho Fiscal
    Presidente: Élio Alexandre Salvador Rodrigues Vicente
    Vice-Presidente: Margarida Santos Reis Guterres da Fonseca
    Secretário: Nelson José Madeira Saibo

    Conselho Profissional e Deontológico
    Vítor Manuel Rosado Marques
    Margarida Thierstein Romão Duarte Teixeira Santos
    Octávio Mateus
    Ricardo Manuel Nogueira Mendes
    Joana Isabel Espírito Santo Robalo
    Otília da Conceição Alves Correia Vale de Gato
    Sónia Alexandra Leite Velho Mendo Barroso

    A importância da ilustração científica na reconstrução paleontológica

    A ilustração científica é uma componente visual de extrema importância na divulgação científica. A associação de uma referência visual, como a representação desenhada do objecto de estudo, a um contexto de transmissão de conhecimento agiliza a sua compreensão, assimilação e divulgação.

    No artigo agora publicado na revista científica Journal of Paleontological Techniques, Simão Mateus e Emanuel Tschopp, colaboradores do GEAL - Museu da Lourinhã,  descrevem a metodologia de ilustração subjacente à reconstrução de um crânio de dinossauro saurópode Galeamopus da colecção do Sauriermuseum Aathal, na Suiça.


    "Apatosaurus Max", desenhado por Simão Mateus publicado no Journal of Paleontological Techniques, Number 17, Mar 2017

    Abstract
    High-quality scientific illustration is an important visualization tool for natural sciences. In paleontology, drawings help to guide the reader to important features of the fossils under study, and to remove irrelevant information or strong shadows that might obscure parts of photographs. Furthermore, drawings allow for the deformation of the fossils to be corrected. However, for an accurate interpretation of these reconstruction drawings, it is important to provide a detailed report about the creation of the drawings. Herein, we describe the methodology of the reconstruction drawing of a skull of the sauropod dinosaur Galeamopus. After preparation and reconstruction of the skull in the laboratory, illustrations were needed to correct natural deformations, restore missing parts, and highlight critical features for anatomical recognition of the several bones. The illustrations were successful thanks to the collaborative work between the paleontologist and the illustrator.


    segunda-feira, março 27, 2017

    Fotos do dia: modelos de dinossauros nas ruas da Lourinhã

    Modelos à escala real de dinossauros nas ruas da Lourinhã (foto: Francisco Costa).

    quinta-feira, março 23, 2017

    Dinossauros em tamanho real vão invadir ruas da Lourinhã

    Dinossauros em tamanho real vão invadir ruas da Lourinhã. Replicamos aqui integralmente a notícia da TVI:

    Dinossauros à solta

    São seis modelos, em tamanho real, vão ser colocados em diversas ruas, a partir da próxima segunda-feira


    Seis modelos em tamanho real de dinossauros que viveram há 150 milhões de anos vão, a partir de segunda-feira, ser colocados em diversas ruas da Lourinhã para promover a ‘capital dos dinossauros', anunciou hoje a câmara.
    O maior dinossauro, o carnívoro tiranossauro rex, tem 13 metros de comprimento e quatro de altura e vai ficar exposto frente aos Paços do Concelho, enquanto o mais pequeno, um carnívoro alossauro juvenil, tem 2,90 metros de comprimento e 1,30 metros de altura e pode ser visitado no Posto de Turismo da vila, disse o vereador do planeamento estratégico, Vital do Rosário, à agência Lusa. Os dinossauros do Jurássico Superior, período a que pertence a maior parte dos achados paleontológicos do concelho (distrito de Lisboa), vão ficar expostos até agosto.
    Com a iniciativa, o município tem como objetivos "promover a Lourinhã como ‘capital dos dinossauros' e lançar o novo projeto museológico do Parque dos Dinossauros", cuja construção arrancou em janeiro e deverá abrir ao público no início de 2018.
    "Estamos a cumprir os prazos previstos", afirmou em nota de imprensa Franz-Josef Dickmann, um dos promotores alemães, também detentores do Dinopark, um museu dos dinossauros localizado na cidade alemã de Münchenagen, e representante da empresa PDL, constituída para construir e gerir o Parque dos Dinossauros da Lourinhã.

    Os seis modelos de dinossauros à escala real são os primeiros a chegar à Lourinhã dos cerca de 120 que o parque vai ter como uma das atrações turísticas. O projeto museológico corresponde a um investimento de 3,5 milhões de euros, dos quais dois milhões são financiados por fundos comunitários já aprovados, no âmbito do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização - COMPETE 2020.
    O Parque Jurássico da Lourinhã vai ocupar, numa primeira fase, dez dos 30 hectares do terreno onde funcionou a antiga lixeira municipal.
    Contempla a construção de um edifício com área de exposição de achados paleontológicos, loja e laboratório de preparação de fósseis e de um parque ao ar livre, para exposição de mais de uma centena de modelos de dinossauro em tamanho real. "O maior dinossauro terá um comprimento superior a 23 metros", adiantou Franz-Josef Dickmann.
    Para o Turismo de Portugal, o Parque Jurássico da Lourinhã é um "projeto de características marcadamente diferenciadoras, tomando como base um recurso particularmente relevante do ponto de vista científico e histórico" - achados de dinossauros com 150 milhões de anos.
    Para aquela entidade, o Parque dos Dinossauros da Lourinhã é visto como um projeto de "grande impacto para o desenvolvimento turístico da região", pela capacidade de atrair turistas e dinamizar a economia local. O parque deverá receber por ano 200 mil visitantes.
    Desde há dez anos que a Câmara Municipal ambiciona ter um novo museu, para dar a conhecer os achados paleontológicos. Contudo, o projeto, cujas construção e abertura ao público chegaram a ser anunciadas várias vezes, tem vindo a ser adiado por falta de financiamento. O atual museu, por ser exíguo e não ter dimensão para expor toda a coleção de fósseis de dinossauro, atrai por ano 25 a 30 mil visitantes.

    Fonte:
    http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/camara/dinossauros-em-tamanho-real-vao-invadir-ruas-da-lourinha

    quarta-feira, março 22, 2017

    Árvore dos dinossauros é abanada, com mudança radical na classificação

    Até agora a classificação dos dinossauros tem sido estável numa coisa: o grupo Dinosauria divide-se em Ornithischia e  Saurischia. Mas toda essa sistemática é agora posta em causa num novo artigo publicado na revista Nature por Matthew G. Baron, David B. Norman e Paul M. Barrett "A new hypothesis of dinosaur relationships and early dinosaur evolution".
    Nesta nova hipótese, os terópodes e os ornitísquios são um grupo-irmão (os Ornithoscelida) separado dos sauropodomorfos que começam a incluir Herrerasaurus. Isto é um grande abanão na árvore dos dinossauros, com rearranjo de grupos que se julgavam estáveis. Esta classificação muda todos os livros clássicos sobre dinossauros.


    As novas definições dos clados passam a ser:

    Dinosauria: The least inclusive clade that includes P. domesticus, T. horridus and D. carnegii
    Ornithoscelida: The least inclusive clade that includes P. domesticus and T. horridus
    Saurischia: The most inclusive clade that contains D. carnegii, but not T. horridus
    Theropoda: The most inclusive clade that contains P. domesticus, but not D. carnegii or T. horridus
    Ornithischia: The most inclusive clade that contains T. horridus, but not P. domesticus or D. carnegii
    Sauropodomorpha: The most inclusive clade that contains D. carnegii,but not T. horridus, P. domesticus or H. ischigualastensis
    Herrerasauridae: The least inclusive clade that includes H. ischigualastensis and Staurikosaurus pricei.



    E algumas das sinapomorfias dos Ornithoscelida:

    1, anterior premaxillary foramen; 2, diastema; 3, sharp ridge on maxilla; 4, jugal excluded from antorbital fenestra;5, anteroventrally oriented quadrate; 6, elongate quadrate–squamosal contact; 7, elongate paroccipital processes; 8, post-temporal foramen enclosed within paroccipital processes; 9, supraoccipital that is taller than it is wide; 10, foramen on lateral surface of dentary; 11, straightretroarticular process; 12, scapula, length>3× distal width; 13, ventrally bowed humerus; 14, open acetabulum; 15, broadened anterior trochanter, partially separated from femoral shaft; 16, fibular crest; 17, oblique distal surface of tibia; 18, fusion of distal tarsals to metatarsals.

    terça-feira, março 14, 2017

    Laboratório de MacroPaleontologia na NOVA

    Decorreu ontem, dia 13 de Março de 2017, pelas 12:00 horas, no piso térreo do Departamento de Ciências da Terra da FCT - Universidade Nova de Lisboa a inauguração do "Laboratório Professor Miguel Telles Antunes - Laboratório de Macropaleontologia". Estiveram presentes, entre outros, o Sr. Diretor da FCT -UNL, Prof. Fernando Santana, o Director do Departamento de Ciências da Terra, Prof. José Carlos Kullberg e, naturalmente, o homenageado, Prof. Miguel Telles Antunes.

    Laboratório de Macro Paleontologia de Vertebrados - FCT UNL

    quinta-feira, março 09, 2017

    Duas novas espécies de foraminíferos do Jurássico de Portugal


    Foram agora reportadas duas novas espécies de foraminíferos do Jurássico de Portugal:
    Globuligerina tojeiraensis sp. nov. e Conoglobigerina grigelisi sp. nov. do Kimmeridgiano da Formação de Tojeira, em Montejunto por Felix M. Gradstein.



    Globuligerina tojeiraensis sp. nov. e Conoglobigerina grigelisi sp. nov. (Gradstein 2017)


    Estes foraminíferos pertencem ao clade Globigerinida que são encontrados como plâncton marinho. Produzem testes hialinos calcários e são conhecidos como fósseis a partir do período Jurássico. O grupo incluiu mais de 100 géneros e para cima de 400 espécies, das quais existem actualmente cerca de 30 espécies. Um dos géneros mais importantes é Globigerina; Vastas áreas do fundo do oceano são cobertas com Globigerina, dominado pelas conchas de formas planctônicas.

    Gradstein, F.M., 2017. New and emended species of Jurassic planktonic foraminifera. Swiss Journal of Palaeontology, pp.1-25.

    quarta-feira, março 08, 2017

    Ovos fósseis de Portugal mostram uma evolução muito lenta dos ovos de crocodilo desde o Jurássico


    Uma nova pesquisa com ovos fósseis de Portugal com 152 milhões de anos mostrou que se tratam de parentes próximos dos crocodilos e que seu tipo de ovo mudou muito pouco desde então. Os ovos foram encontrados nas rochas do Jurássico Superior nas arribas costeiras do oeste de Portugal.

    Os ovos agora descritos foram encontrados em rochas cerca de 152 milhões de anos de idade tornando-os os mais antigos ovos fósseis de crocodilomorfos conhecidos até agora. Os crocodilomorfos são o grupo do antepassado comum a todos os crocodilos. O ovo mais antigo deste tipo que se conhecia até então era do Texas e tinha cerca de 112 milhões de anos. Assim, a nova descoberta de Portugal alarga o conhecimento deste tipo de ovos em cerca de 40 milhões de anos.
    Postura de ovos de crocodilomorfo.


    Um dos aspectos mais notáveis ​​destes ovos é como são semelhante aos de crocodilos modernos, indicando que a evolução da morfologia do ovo foi muito lenta e que mudou muito pouco nos últimos 152 milhões de anos de história dos crocodilos e dos seus antepassados. Obviamente, há um certo grau de variação entre ovos diferentes, por exemplo, no tamanho do ovo ou mudanças microscópicas na casca do ovo, mas as características morfológicas fundamentais são as mesmas. Os ovos foram considerados ligeiramente diferentes de quaisquer outros ovos previamente descritos, portanto, foram consideradas duas novas oospécies, que são equivalentes a novas espécies, mas apenas aplicadas aos ovos.



    De facto, o registo fóssil diz-nos que os crocodilos e seus parentes (formando o grupo maior dos crocodilomorfos) eram muito mais diversos no passado, com diferentes hábitos alimentares, distribuição de nicho ecológico ou morfologia. "Este estudo mostra que os ovos permaneceram praticamente inalterados ao longo da evolução do grupo durante pelo menos os últimos 150 milhões de anos" diz João Russo, o primeiro autor do estudo, que resulta da tese de Mestrado em Paleontologia.

    Suchoolithus portucalensis, oogen. and oosp. nov.

    A tese, que foi orientada por Octávio Mateus da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã, e co-autor do estudo publicado na revista PLOS ONE, mostrou através de uma análise microscópica detalhada que algumas destas cascas de ovos são quase idênticas aos crocodilos modernos, como o aligator. Além disso, um dos espécimes descritos é um dos melhores exemplos de uma postura não eclodidas e também uma das mais pequenas pois cada ovo é do tamanho de um polegar. Alguns ovos tinham restos de embriões, mas demasiados pequenos e fragmentados para serem identificados com mais detalhe.

    A colecção de fósseis do Museu da Lourinhã, em Portugal, já é conhecida pelo extenso e único registo de ossos e ovos de dinossauros do Jurássico Superior, incluindo a presença de ninhos e embriões, mas os ovos de crocodilomorfos do Jurássico eram praticamente desconhecidos até agora.

    Referência: Russo, Mateus, Marzola and Balbino. 2017 Two new ootaxa from the Late Jurassic: the oldest record of crocodylomorph eggs, from the Lourinhã Formation, Portugal. PLOSONE.

    As primeiras mulheres na paleontologia de Portugal

    Neste Dia da Mulher (8 de Março) fazemos uma referência às primeiras mulheres que trabalharam em fósseis de Portugal. Estas foram as pioneiras na paleontologia de Portugal:


    Geneviéve Termier (1917-2005)
    Geneviéve Termier (n. 2 de Abril de 1917, Paris; f. 27 de Maio de 2005)
    Geneviéve Termier 
    Trabalhou com espongiários do Jurássico com Miguel Ramalho e com Berthou nos moluscos do Cenomaniano.
    Autora de:
    Termier, G., Termier, H. and Ramalho, M., 1985. Spongiofaunes du Jurassique supérieur du Portugal. Comunicações dos serviços geológicos de Portugal, 7, pp.197-222.
    Termier, H., Termier, G. and Ramalho, M., 1985. Sur les spongiofaunes de l'Oxfordien supérieur et du Kimmeridgien du Portugal; description du Neuroporidé Periomipora elegantissima nov. Comptes rendus de l'Académie des sciences. Série 2, Mécanique, Physique, Chimie, Sciences de l'univers, Sciences de la Terre, 300(19), pp.975-980.
    Fonte: http://www.rareresource.com/paleontologists/Genevieve-Termier.html


    Catharina Groot (1921?-2002?)
    Catharina R. Groot publicou com Johan J. Groot um único trabalho em Portugal, sobre microfósseis de plantas do Cretácico. O contexto leva-nos a deduzir, que se trata de sua esposa. Publicou muitos trabalhos com ele.
    Obras publicadas:
    Groot, J. J., & Groot, C. R. (1962). Plant microfossils from Aptian, Albian and Cenomanian deposits of Portugal.

    Joaquina Monteiro de Andrade (1922-?)
    Joaquina Borges Baltazar de Pinho Montenegro de Andrade (1922- ) foi autora de:
    de Andrade, M. M., & de Andrade, J. B.M. (1957). Estado actual dos conhecimentos sobre a paleontologia de Angola.

    Nicole Grambast-Fessard (1927-2010)
    Nicole Grambast-Fessard, nasceu em Paris em 1927 e morreu a 10 de agosto de 2010 em Montpellier. Estudou carófitas.
    Autora de:
    Grambast-Fessard, N. and Ramalho, M., 1985. Charophytes du Jurassique supérieur du Portugal. Revue de micropaléontologie, 28(1), pp.58-66.
    Grambast-Fessard, N., 1980. Quelques espèces de Clypeator Grambast (Clavatoraceae) et les charophytes associées du Crétacé inférieur du Portugal. Revue de Micropaléontologie, 23(1), pp.33-47.
    Grambast-Fessard, N., 1980. Quelques espèces de Clypeator Grambast (Clavatoraceae) et les charophytes associées du Crétacé inférieur du Portugal. Revue de Micropaléontologie, 23(1), pp.33-47.
    Grambast, L. and Grambast-Fessard, N., 1972. Étude sur les Charophytes tertiaires d'Europe occidentale (Vol. 1). Laboratoire de paléobotanique, Université des sciences et techniques.


    Solange Vallin
    Dedicou-se à paleobotânica. Baptizou algumas espécies de vegetais fósseis como Cupressinoxylon lusitanensis Vallin 1966 e Leguminoxylon teixeirae Vallin.
    Artigos publicados:
    Vallin, S. 1965. Sur une Cupressaceae fossile du Portugal. Boletim da Sociedade Geológica de Portugal, Vol. XVI, 1965, p. 125-136
    Vallin, S., 1965. Sur une Legumineuse fossile nouvelle du Portugal. Bol. Soc. geol. Portugal, 16, pp.111-24.
    Boureau, E. and Vallin, S., 1965. Sur la presence du Leguminoxylon aff. schoelleri Boureau au Portugal. Bol. Soc. geol. Portugal, 16, pp.137-52.
    Vallin, S., Contribution à l'étude des flores fossiles du Portugal: Les Cupressinoxylon, répartition stratigraphique, intérêt paléoclimatique (Doctoral dissertation).
    Vallin, S., Contribution à l'étude des flores fossiles du Portugal.

    terça-feira, março 07, 2017

    Dinossauros da Lourinhã em exposição em França



    Decorrerá, entre 18 de Março e 8 de Abril, na vila francesa de Deuil-La Barre, a exposição "Jurassic Deuil", fruto da colaboração entre a Câmara Municipal da Lourinhã, a congénere francesa de Deuil-La Barre, nos arredores de Paris, e o Museu da Lourinhã. Apresentar-se-à ao público com actividades diversas que incluem ateliers temáticos, exposições e conferências.

    Programa completo disponível aqui.




    Segundo o site do Museu da Lourinhã:

    Exposição do Museu da Lourinhã viaja até França!
    No âmbito do protocolo de geminação existente entre os Municípios da Lourinhã e de Deuil-la Barre (França), o Museu da Lourinhã e estas duas entidades abraçaram o projeto de levar de novo a Lourinhã a terras francesas, através da realização de uma exposição temporária de paleontologia intitulada “Os Dinossauros da Lourinhã em Deuil-la Barre”. Esta exposição decorrerá entre os dias 18 de março e 8 de abril do corrente ano, simultaneamente em dois espaços distintos da vila francesa.

    Num dos espaços, onde estará patente a exposição propriamente dita, o público poderá apreciar vários fósseis e réplicas de algumas das espécies mais emblemáticas da Lourinhã, como sejam o Lourinhanosaurus antunesi, o Miragaia longicollum ou o Zby atlanticus. Também estarão presentes réplicas de crânios de Ceratossauro e Brachiosauro, ossos longos doutras espécies, pegadas e invertebrados, assim como de ovos de dinossauros!
    Na outra sala, dirigida principalmente ao público mais novo, a exposição irá funcionar como um complemento contextual e pedagógico. O que é a geologia, o que é a paleontologia, porque a Lourinhã é tão rica em fósseis de dinossauro? São algumas das perguntas a que a exposição irá responder. As crianças poderão tocar em réplicas e até mesmo num fóssil, simular a descoberta e a escavação de fósseis numa caixa de areia! Serão ainda organizados ateliers para os mais novos, afim de encenarem trabalhos de preparação de fósseis.
    Finalmente, dois dos nossos investigadores, Octávio Mateus e Bruno Pereira, irão estar presentes em dois momentos distintos, para apresentarem a riqueza do espólio da Lourinhã e de Portugal. Outros investigadores franceses também irão conferenciar sobre temas da paleontologia.

    Este é um grande trabalho de colaboração para estreitar os laços entre as nossas comunidades e divulgar mais uma vez o nome e o trabalho do Museu da Lourinhã além-fronteiras!

    exposição temporária Museu Lourinhã em França


    Fontes:
    http://www.deuillabarre.fr
    http://www.museulourinha.org
    http://www.leparisien.fr/deuil-la-barre-95170/deuil-la-barre-veut-devenir-la-capitale-europeenne-du-dinosaure-05-02-2016-5518505.php