sexta-feira, agosto 09, 2019

Dinossauros da Transilvânia

Um dos países da Europa mais interessantes para escavar dinossauros é a Roménia, sobretudo na Transilvânia território que viu nascer o Barão Nopcsa e as famosas lendas do Drácula. A Roménia de hoje é um país em plena mudança, em crescimento económico, em limpeza e melhoramento geral com claro apoio da União Europeia. Faz lembrar Portugal há cerca de vinte anos atrás. As pessoas são muito simpáticas e prestáveis. Além dos romenos, convivem vários grupos étnicos, sobretudo romenos de origem húngara (6.5%), e romenos de etnia cigana (3%).

Percurso pela Roménia



Balaur bondoc, um dos mais espectaculares fósseis da Roménia

Nopcsa

Franz Nopcsa von Felső-Szilvás (1877 - 1933), também conhecido por Barão Nopcsa, foi um paleontólogo da Transilvânia de origem húngara de famílias poderosas. Paleontólogo excepcional, de carácter excêntrico cuja vida daria um filme de espionagem, intriga, drama, guerra e ciência. Figura incontrolável na paleontologia romena.
Em termos paleontológicos e de dinossauros, a Roménia é conhecida pelas descobertas do Barão Franz Nopcsa, cuja vida está sumarizada no livro Rise and Fall of Dinosaurs de Steve Brusatte. Nopcsa debruçou-se sobre os dinossauros de Hațeg de estrutura anã. Ver a sua entrada na Wikipédia.
Barão Nopcsa

Hațeg

A paleo-ilha Hațeg (lê-se Hatseg) no que hoje é parte da Transilvânia, na Roménia, era uma grande ilha no mar de Tétis que existia durante o Cretácico Superior. Fósseis Maastrichtianos de dinossauros de pequeno porte foram encontrados nas rochas da ilha, que foi formada principalmente pela elevação durante a orogenia alpina, causada pela colisão das placas africana e eurasiática.

Logo do Geoparque Hateg

O paleontólogo Franz Nopcsa teorizou que "recursos limitados" encontrados na ilha têm um efeito de "reduzir o tamanho dos animais" ao longo das gerações, produzindo uma forma localizada de nanismo. A teoria de nanismo insular de Nopcsa foi mais tarde demonstrada noutro local com o saurópode Europasaurus holgeri.

Fauna fóssil

Na Transilvânia conhece-se ainda o terópode dromeossauro Balaur com duas garras alteadas e as seguintes espécies ou géneros:
  • Testudinata: Pleurosternon, Kallokibotion bajazidi, Muehlbachia. 
  • Lepidosauria: Beckesius nopcsai, Bicuspidon hatzegiensis, Barbateius vremiri, Madtsoidea
  • Loricata: Musturzabalsuchus, Theriosuchus sympiestodon, Doratodon, Acynodon, Allodaposuchus precedens, Aprosuchus girai
  • Ornithischia: Struthiosaurus transilvanicus, Rhabdodon priscus, Zalmoxes robustus, Telmatosaurus transylvanicus.
  • Mammalia: Barbatodon, Kogaionon ungureanui, Litovoi tholocephalos.
  • Pterosauria: Hatzegopteryx thambema, Eurazhdarcho langendorfensis.
  • Sauropods: Magyarosaurus dacus, Paludititan nalatzensis.
  • Theropoda: Elopteryx nopcsai, "Megalosaurus hungaricus", Balaur bondoc, Bradycneme draculae, Paranychodon, Richardoestesia, Heptasteornis.
  • Amphibia: Albanerpeton, Paralatonia transylvanica, Hatzegobatrachus grigorescui.
  • Actinopterygii: Lepisosteus, Atractosteus, Acipenser.

Cascas de ovos descobertos em Boița.

10 sítios de interesse paleontológico a visitar

1. Hațeg: Centro de interpretação do Geopark Hațeg (Geoparcul Dinozaurilor „Țara Hațegului”). Tem ovos de dinossauros em exposição. É onde trabalham Alexandru Andrășanu (coordenador, www.hateggeoparc.ro) e o casal Dan Horatio Popa e Adina Popa que fizeram a sua formação na Universidade do Minho, em Braga.


Ovos de dinossauro em Hateg
Adina e Dan Horatio Popa


2. Sânpetru. House Dwarf Dinosaurs. Centro de interpretação do Geopark Hațeg. Tem ossos de Zalmoxes e saurópode em exposição.


3. Valea Dinozaurilor. Jazida com Zalmoxes e Hatzegopteryx https://maps.app.goo.gl/M7S4LLzpBRjY682w7


Vale dos dinossauros

4. Boița. Jazida com ovos.
Boița




Boița

5. Rio Barbat (perto de Pui), jazida com ossos de dinossauros e mamíferos GPS:45.510, 23.094



Rio Barbat (perto de Pui).

6. Sălașu de Sus, povoação com uma óptima reconstrução de Magyarosaurus dacus no centro da praça.



Modelo de Magyarosaurus dacus.



7. Deva: Museum of Dacian and Roman Civilisation. www.mcdr.ro. Com numerosos fósseis incluindo Rhabdodon priscus, Zalmoxes robustus, Telmatosaurus transylvanicus. Tem também uma exposição sobre a cultura Romana Dácia, com uma fabulosa forma para fundição de bronze com a alusão a vários animais, incluindo leopardo, leão, rinoceronte, elefante e hipopótamo (https://skfb.ly/6HTuW).








8. Cluj Napoca: a. EME, Transylvanian Museum Society, onde está o holótipo de Balaur bondoc e trabalha o paleontólogo Mátyás Vremir.
b. UBB, Babeș-Bolyai University, Department of Geology-Palaeontology. Onde estão numerosos fósseis incluindo Theriosuchus.

9. Bucareste: a. National Museum of Natural History "Grigore Antipa" é um surpreendente museu com paleontologia, antropologia, anatomia comparada, entomologia e numerosos dioramas com a fauna das várias regiões climáticas. A peça central é o impressionante holótipo do Deinotherium. Tem ainda esqueletos de moa e dodo.
b. Universidade de Bucareste tem o primeiro laboratório de paleontologia do país, com numerosos fósseis, mas sem área expositiva. É onde trabalha o paleontólogo Zoltán Csiki-Sava

Com o paleontólogo Zoltán Csiki-Sava







Holótipo de Deinotherium, Museu Antipa, em Bucareste




Esqueleto de equidna, Bucareste.




Esqueletos de moa e dodo.


10. Râşnov: Dino Park Râşnov, parque semelhante ao DinoParque Lourinhã.


E o Drácula?

Transilvânia é uma região famosa devido à história do Drácula, um romance de ficção gótica publicado em 1897, escrito pelo autor irlandês Bram Stoker, tendo como protagonista o vampiro Conde Drácula. Nunca um romance influenciou tanto a visão externa de uma região, de tal forma que as palavras Transilvânia e Drácula são quase indissociáveis. A história é obviamente ficção, mas inspirada na mitologia local e nas lendas de Vlad III, o empalador, o cruel vovoide (príncipe) da Valáquia do século XV, filho de Vlad II da ordem do dragão, em romeno Dracul, e que chegou a assinar como Dracula, no qual Bram Stoker se inspirou para o seu famoso romance, e que, por sua vez, influenciou tantos filmes e histórias da cultura popular. Uma longa lista de filmes coloca Drácula como uma das personagens mais representadas na história do cinema.

A volta pela Roménia não estaria completa sem visitar o castelo do Vlad em Bran, a casa onde nasceu em Sighișoara, e claro, ler o livro Drácula, que agora é de domínio público. A mais antiga versão portuguesa que consegui descobrir é de 1953 segundo a Biblioteca Nacional. Vale a pena ler.

Retrato do cruel Vlad III, o Empalador

Castelo de Bran, onde viveu Vlad



E ainda... um banho em Constanta no Mar Negro, de noite!


Octávio Mateus 20190809

sábado, julho 27, 2019

Pegadas de dinossauros carnívoros gigantes e dispersão entre África e Europa

As pegadas de dinossauros carnívoros mostra que existiam dois gigantes e dispersão entre África e Europa durante o Jurássico Superior


Trilhos e pegadas de dinossauro terópodes do jurássico superior são muito comuns no Norte da África e na Europa. Dois icnotaxa recentemente descritos, Megalosauripus transjuranicus e Jurabrontes curtedulensis, do Kimmeridgiano da Suíça mostram a coexistência de dois predadores no mesmo paleoambiente e pegadas semelhantes podem ser encontradas na Península Ibérica e do Marrocos.

No artigo Late Jurassic globetrotters compared: A closer look at large and giant theropod tracks of North Africa and Europe publicado no Journal of African Earth Sciences foram exploradas ainda mais as semelhanças entre os ichnotaxa suíços e as outros trilhos da Alemanha (Kimmeridgiano), Espanha (Titoniano-Berriasiano), Marrocos (Kimmeridgiano) e Portugal (Oxfordiano-Titoniano) através de novas comparações de dados tridimensionais. Este artigo liderado por Matteo Belvedere e que contou com a participação de paleontólogos da Suíça, Espanha e Portugal: Diego Castanera, Christian A.Meyer, Daniel Marty, Octávio Mateus, Bruno Camilo Silva, Vanda F. Santos, e Alberto Cobos. A icnologia digital permitiu a comparação 3D de trilhos de diferentes caminhos e paleoambientes e as revisões icnotaxonómicas beneficiam com a icnologia digital. Os espécimes foram agrupados em dois morfotipos: 1) grande e grácil (30 <Comprimento do Pé <50cm) e 2) gigante e robusto (FL> 50cm).

As análises mostram uma grande sobreposição morfológica entre estes dois morfotipos e os icnotaxa suíços (Megalosauripus transjuranicus e Jurabrontes curtedulensis, respectivamente), mesmo com diferenças no ambiente sedimentar e na idade. Ou seja, as análises mostram que havia dois tipos de predadores de topo nesses paleoambientes. Isto sugere uma ocorrência generalizada de icnotaxa semelhante ao longo da margem ocidental de Tétis durante o Jurássico Superior. Os novos dados suportam a hipótese de uma troca de fauna Gondwana-Laurásia durante o Jurássico Médio ou início do Jurássico, e a presença de rotas migratórias ao redor do Tétis. A dispersão de fauna entre o Gondwana e a Laurásia são prováveis, mas as rotas não são evidentes.

As pegadas Jurabrontes curtedulensis são possivelmente feitas pelo terópode Torvosaurus gurneyi.


domingo, julho 21, 2019

A vida de Charles Darwin em Banda Desenhada


A vida de Charles Darwin (1809- 1882) é agora retratada numa banda desenhada em dois volumes de óptima qualidade e que recomendamos. Os autores são o explorador suíço Christian Clot, da Societé des Explorateurs Français e o ilustrador italiano Fabio Bono. A editora é a Gradiva. O primeiro volume, lançado em Janeiro de 2019, aborda as viagens no Beagle enquanto que o segundo volume aborda os dilemas de Darwin, as reacções ao livro e o confronto com o capitão Fitzroy, tendo sido publicado em Maio de 2019. 







Darwin. 1. A Bordo do Beagle
Edição Janeiro 2019
Colecção Fora de Colecção
ISBN 978-989-616-869-8
Páginas 60
Capa Capa dura
Dimensões 23,4x31

Darwin (vol. 2). A Origem das Espécies
Edição Maio 2019
ISBN 978-989-616-899-5
Páginas 56
€14,85 cada um 

quarta-feira, junho 26, 2019

O futuro da paleontologia: será substituída por inteligência artificial?

Se estamos à procura de emprego, as perguntas essenciais nos nossos dias são:

O meu emprego está em risco devido à inteligência artificial? 
Os computadores e robots vão substituir o emprego que eu quero? 

E no caso da paleontologia: será substituída por computadores e inteligência artificial?

No influente artigo de 2017 "The future of employment: how susceptible are jobs to computerisation?" os autores Carl Benedikt Frey & Michael Osborne examinaram como os empregos são suscetíveis à informatização, implementando uma nova metodologia para estimar a probabilidade de informatização de 702 empregos. Com base nessas estimativas, eles examinam os impactos esperados da informatização futura sobre os resultados do mercado de trabalho dos EUA, com o objetivo principal de analisar o número de empregos em risco e a relação entre a probabilidade de informatização, salários e níveis de escolaridade de uma ocupação. Os três parâmetros medidos foram parcelas de inteligência social, inteligência criativa e percepção e manipulação.

De acordo com suas estimativas, cerca de 47% do total de empregos nos EUA está em risco.
Os valores oscilam entre 0.28% de risco de os terapeutas recreativos perderem o seu emprego para os robots e computadores e 99% de risco dos empregos de telemarketing deixarem de ser feitos por pessoas.

Estas são as estimativas para algumas das 702 ocupações:
0.28%  Terapeutas recreativos
0.77%  Arqueólogos e antropólogos
0.78%  Professores de escola secundária
1.5%   Cientistas biólogos
14%   Engenharia Geológica e Minas
30%   Zoólogos
59%   Técnicos de museologia e conservadores
91%   Técnicos e geólogos de petróleo
99%   Telemarketing
Os resultados dos 702 empregos podem ser consultados em https://www.oxfordmartin.ox.ac.uk/downloads/academic/The_Future_of_Employment.pdf

Não há estimativa para paleontólogos, mas indicam 0.77% para arqueólogos e antropólogos, que
é um dos valores mais baixos. É bem verdade que o objecto de estudo é bem diferente entre a arqueologia que estuda os humanos e seus vestígios e a paleontologia que estuda os fósseis e seres extintos.

Inteligência artificial e paleontologia.
Montagem. Fonte: https://media.defense.gov e www.kisspng.com

Mas é verdade é que as técnicas são muito semelhantes: prospecção, escavação, preparação laboratorial, estudo anatómico, descrição, compreensão da evolução, museologia, etc.
É por isso razoável propôr os mesmos valores: há 0.77% de probabilidade de a paleontologia ser substituída por inteligência artificial (IA).
Sabemos contudo que a IA e métodos de Deep Learning podem contribuir na identificação de ossos, caracteres anatómicos, preparação mecânicas, etc. A IA já é usada na paleontologia, sobretudo na micropaleontologia:
https://www.scientificamerican.com/article/artificial-intelligence-used-home-in-new-fossil-sites/
https://mc.ai/artificial-intelligence-paleontology-use-deep-learning-to-search-for-microfossils/

Mas o facto da paleontologia ser uma ocupação com poucos profissionais (em comparação os milhares de professores ou vendedores, por exemplo) a probabilidade de investimento em grandes projectos de aplicação de AI em paleontologia é também menor.

Mais uma razão para estudar no Mestrado em Paleontologia.

segunda-feira, junho 24, 2019

35º aniversário do Museu da Lourinhã

O Museu da Lourinhã celebra hoje o seu 35º aniversário. É um caso extraordinário de um museu criada pela população aglomerada à volta de uma associação, o GEAL, num  movimento social que hoje se apela de grassroot movement (a partir de baixo) e não por desígnio político (a partir de cima).
Abriu portas em 1984 sendo Horácio Mateus o seu fundador.



Histórico dos Presidentes de Direcção
Horácio Mateus ( -1994)
Jorge Moniz (1994-1996)
Mário João Ribeiro da Silva (1996-2000)
Dário de Matos (2001-2007)
Alexandra Pereira (2007-2008)
Hernâni Mergulhão (2008-2015)
Lubélia Gonçalves (2015- )


Escavações de dinossauros na Lourinhã: mais um grande ninho de dinossauro carnívoro

Escavações de dinossauros na Lourinhã: mais um grande ninho de dinossauro carnívoro

Terminaram mais uma campanha de escavações de dinossauros na Lourinhã. Este ano focaram-se num grande ninho de dinossauro carnívoro, descoberto na Praia do Caniçal, na Lourinhã, possivelmente de Lourinhanosaurus antunesi. A confirmar-se, este é o quarto ninho desta espécie a enquadrar as coleções do Museu da Lourinhã e a ser encontrado neste concelho. Os restantes, nas localidades de Paimogo, Peralta e Casal da Rola, têm as mesmas características: ovos de cerca de 12 cm numa grande acumulação que pode chegar aos cem ovos, cascas negras de cerca de 1 mm de espessura, com poros que permitem a sua identificação. Com 152 milhões de anos, estes são também os ninhos de dinossauros mais antigos da Europa. Os paleontólogos ainda não sabem a razão para se descobrirem tantos ovos desta espécie na região, mas uma coisa é certa: este parecia ser o local ideal para os Lourinhanosaurus nidificarem.



As escavações organizadas pelo Museu da Lourinhã, contaram com a coordenação científica da Universidade Nova de Lisboa, bem como com o apoio financeiro desta instituição, através do projeto XTaleggs e pelo Dino Parque da Lourinhã, através da contrapartida financeira pelas entradas dos visitantes.



Desta vez, o ninho estava a meio da encosta da arriba costeira, dificultando a sua escavação.  As primeiras cascas de ovo, caídas na base da encosta, foram descobertas em 2017 pelos voluntários Pedro Marrecas, Filipe Vieira e Micael Martinho que informaram os paleontólogos. As escavações foram coordenadas cientificamente pelos paleontólogos Miguel Moreno Azanza e Octávio Mateus, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã. O acesso difícil à sua localização era apenas possível através de cordas, impossibilitando a sua extracção total imediata. Esta tornou-se uma das mais complicadas para os paleontólogos: o ninho era bastante grande, resultando a sua extracção num bloco de cerca de uma tonelada. As escavações que começaram já em 2017 onde o ninho foi sendo recolhido ao longo de três campanhas de verão, tendo finalmente terminado a semana passada.

Os paleontólogos ainda não sabem se os ninhos de Lourinhanosaurus eram comunitários, com várias fêmeas a pôr os ovos no mesmo local, como o elevado número de ovos parece sugerir. A existência de embriões, conhecidos em Paimogo e na Peralta, também ainda não estão confirmados neste novo ninho. As escavações envolveram estudantes e voluntários de dez nacionalidades distintas que aproveitam para aprender técnicas de paleontologia na Lourinhã, orientados pelos profissionais acima referidos e ainda pelo paleontólogo Eduardo Puértolas-Pascual, da mesma equipa. Os ovos estão num enorme bloco de pedra que foi envolvido em gesso e serapilheira para segurar e manter a coesão e retirado com uma máquina com um guindaste de 17 metros que teve de descer para a Praia do Caniçal. As arribas do Concelho da Lourinhã são destino frequente de visitas de campo organizadas pelo Museu da Lourinhã, agora com mais uma história para contar. O bloco com os ovos vai ser preparado no laboratório do Dino Parque da Lourinhã vai ser gradualmente exposto à medida que é escavado, num processo visível para os visitantes. Paralelamente com esta nova descoberta, o Dino Parque prepara-se para realizar uma série de visitas às áreas de diversas descobertas para que os mais curiosos possam conhecer melhor as características geológicas que permitiram estas descobertas na região.





Ver também em:
http://www.alvorada.pt/index.php/lourinha/633-ninho-de-dinossauro-carnivoro-retirado-da-praia-do-canical-pelo-museu-da-lourinha https://nit.pt/out-of-town/back-in-town/foi-descoberto-mais-um-ninho-de-dinossauro-carnivoro-na-lourinha https://www.dn.pt/vida-e-futuro/interior/paleontologos-escavam-quarto-ninho-de-dinossauro-na-lourinha--11021405.html https://www.jn.pt/local/noticias/lisboa/lourinha/interior/paleontologos-escavam-quarto-ninho-de-dinossauro-na-lourinha-11021617.html

9º Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros

Os resultados da IX Edição do CIID - Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros, foram anunciados hoje (24 de Junho de 2019) durante a celebração do 35º aniversário do Museu da Lourinhã.

Os vencedores foram:
1º Prémio: Zby atlanticus - Sergey Krasovskiy
2ª Prémio: Pelagornis miocaenus - Sérgio Ibarra Mellado
3º Prémio: Swimmers of the submerged land - Simone Giovanardi

Menções honrosas:
Cyclotosaurus naraserluki - Ana Luz
A Amonite - Uma Nova Era de Mares e Oceanos - Sharon Mendes
Viagem no tempo - Paula Vaz


 Zby atlanticus - Sergey Krasovskiy

Pelagornis miocaenus - Sérgio Ibarra Mellado

Swimmers of the submerged land - Simone Giovanardi

Cyclotosaurus naraserluki - Ana Luz

A Amonite - Uma Nova Era de Mares e Oceanos - Sharon

Viagem no tempo - Paula Vaz

O júri foi composto por Miguel Moreno-Azanza, Octávio Mateus, Pedro Fialho, Vanda dos Santos, Fernando Correia e Nuno Farinha.

Comunicado do Museu da Lourinhã:
Esta edição contou com o patrocínio da empresa PDL-Parque dos Dinossauros da Lourinhã. O CIID é um concurso destinado a premiar ilustrações sobre a temática dos dinossauros, e outras espécies já extintas, iniciado em 2000/2001. O conjunto das suas edições reuniu a participação de cerca de 516 obras de 205 artistas, oriundos de 36 países, dos 5 continentes.
É reconhecido internacionalmente como um concurso de valor científico e com uma alta qualidade técnica, não só pelos trabalhos premiados, como pela qualidade geral das obras apresentadas. É, sem dúvida alguma, um estímulo importante para que os artistas continuem a trabalhar neste domínio.
O júri das várias edições deste concurso avaliou as obras submetidas, sendo composto por paleontólogos e ilustradores de renome, que garantem a qualidade das obras premiadas. Nesta edição o júri teve um trabalho difícil na sua decisão, devido à excelente qualidade das obras submetidas.




segunda-feira, junho 17, 2019

Lista de dinossauros de Portugal

Lista de dinossauros de Portugal


Ornithischia
Trimucrodon cuneatus Thulborn, 1973
Taveirosaurus costai Antunes & Sigogneau-Russell, 1991
Miragaia longicollum Mateus et al., 2009
?Dacentrurus armatus Owen, 1875
Stegosaurus sp.
Dracopelta zbyszewskii Galton, 1980
Lusitanosaurus liasicus Lapparent & Zbyszewski, 1957
Alocodon kuehnei Thulborn, 1973
Phyllodon henkeli Thulborn, 1973
Eousdryosaurus nanohallucis Escaso et al., 2014
Draconyx loureiroi Mateus & Antunes, 2001
cf. Iguanodon sp.

Sauropoda
Zby atlanticus Mateus et al., 2014
Dinheirosaurus lourinhanensis Bonaparte & Mateus, 1999
Lourinhasaurus alenquerensis (Lapparent & Zbyszewski, 1957)
Lusotitan atalaiensis (Lapparent & Zbyszewski, 1957)
Oceanotitan dantasi Mocho et al. 2019

Theropoda
Abelisauridae ind.
Ceratosaurus nasicornis Marsh, 1884
Torvosaurus gurneyi Hendrickx and Mateus, 2014
Baryonyx walkeri Charig & Milner, 1986
Carcharodontosauria indet.
Allosaurus europaeus Mateus et al., 2006
?Allosaurus fragilis Marsh, 1877
Lourinhanosaurus antunesi Mateus, 1997
Aviatyrannis jurassica Rauhut, 2003
cf. Compsognathus sp.
cf. Paronychodon sp.
cf. Dromaeosaurus sp.
Richardostesia cf. gilmorei Currie, 1990
Euronychodon portucalensis Antunes & Sigogneau-Russell, 1991

Parada dos dinossauros terópodes (por Pedro Andrade).

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Quantos dinossauros existiram?

Quantos dinossauros existiram? Parece uma pergunta simples mas a resposta é bem mais complicada. Já foram reconhecidas cerca de 1500 espécies de dinossauros mesozoicos e actualmente existem cerca de 10.000 espécies de aves, que são dinossauros. Portanto podemos afirmar, com toda a segurança que existem e existiram pelo menos 11.500 espécies de dinossauros, entre os actuais e extintos.

Filogenia dos dinossauros. Ilustração por Gabriel Ugueto.
Mas o registo fóssil é muito incompleto e de certeza que existiram dinossauros que não ainda identificámos e muitos que nunca iremos conhecer.

Num artigo publicado em 2016, o número estimado de espécies de dinossauros mesozoicos foi estimado em 1 543 a 2 468, o que parece um número ridiculamente baixo.

Os nossos dados apontam que o registo de tetrápodes fósseis quaternários (excluindo o registo de grutas) em Portugal representam apenas cerca de 10% da fauna actual. O registo fóssil no Mesozoico nunca será melhor ao do quaternário devido ao tempo que passou e seus efeitos da diagénese, tafononia e disponibilidade de afloramentos.
Se considerarmos que as 1500 espécies conhecidas de dinossauros representam 10% do registo fóssil, temos uma estimativa de mais de 15.000 espécies de dinossauros que terão existido durante o mesozoico.
É interessante, mas mesmo assim parece pouco.





Portugal é o 16º país com mais cientistas por habitante

Portugal tem 3799 investigadores por cada milhão de habitantes, o que o faz o 16º país com mais investigadores por habitante, à frente de países como a Alemanha, China, França, Holanda e Espanha. Em primeiro lugar estão a Finlândia, Islândia, Singapura, Dinamarca e Japão.


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PosiçãoPaísInvestigadores por milhão de habitantes
1Finland7707
2Iceland7315
3Singapore6088
4Denmark5670
5Japan5573
6Norway5468
7Sweden5239
8Luxembourg4748
9United States of America4663
10Republic of Korea4627
11New Zealand4365
12UK4269
13Canada4260
14Australia4224
15Austria4123
16Portugal3799
17Germany3532
18France3496
19Slovenia3490
20Switzerland3436
21Belgium3435
22Russian Federation3191
23Ireland3090
24Netherlands3089
25Jordan3030
26Estonia2966
27Spain2944
28Czech Republic2886
29China2650
30Lithuania2547

Fonte: http://data.uis.unesco.org/Index.aspx?DataSetCode=SCN_DS&lang=en  + http://chartsbin.com/view/1124?fbclid=IwAR1KnVsgAN5YKP72f4sAWovLEcZQIdeilaiFShrhjKcH5L5gpwb69orol3E