Quarta-feira, Maio 15, 2013
Sábado, Abril 27, 2013
Horácio Mateus (1950-2013)
Nascido na Lourinhã em 1950, Horácio Mateus esteve envolvido, com outros lourinhanenses, na origem do GEAL, Grupo de Etnografia e Arqueologia da Lourinhã. Nesse seio, o Horácio foi, sem dúvida, o principal promotor do que seria a realização mais óbvia desta associação: o Museu, no qual empenhou o seu tempo e devoção e dedicou o seu espírito. Sexta-feira, Abril 19, 2013
Palestra sobre os dinossauros portugueses, Sábado, 16h
Amanhã, sábado, farei uma palestra sobre os dinossauros portugueses, pelas 16h na Lourinhã.
Decorre no próximo sábado, dia 20, pelas 16:00, no auditório do Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira, uma palestra subordinada ao tema “Dinossauros portugueses”.
Esta palestra insere-se no designado “ciclo de conversas: quando as galinhas tinham dentes e os porcos tiverem asas”, promovida no âmbito da exposição “T rex: quando as galinhas tinham dentes”, patente ao público no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, até ao final do mês de agosto.
A exposição, muito visitada desde outubro passado, resulta da iniciativa do programa Ciência Viva, que convocou a comunidade científica nacional e conta com a colaboração de três museus: “Museu Geológico”, “Museu Nacional de História Natural e de Ciência” e “Museu da Lourinhã”.
Esta inédita mostra da paleontologia portuguesa é complementada pelo ciclo de conversas que vai ocorrendo mensalmente nos locais de referência.
Esta palestra, proferida por Octávio Mateus, aborda a riqueza, a diversidade e alguns aspetos curiosos dos dinossauros portugueses. Desde a descoberta dos primeiros vestígios em Portugal, há 150 anos, a riqueza de espécies de vertebrados fósseis não tem parado de aumentar, com achados que vão desde o Jurássico Inferior, há cerca de 195 milhões de anos (M.a.), até à extinção dos dinossauros não-avianos, no final do Cretácico, há 66 M.a.
Contudo é do Jurássico Superior (150 M.a.) que provem a maioria dos achados. Lourinhanosaurus e Lusotitan, com pescoços e caudas muito compridos, ou Miragaia longicollum, com espigões assustadores, são alguns exemplos de dinossauros encontrados na Região Oeste, para além de ovos e embriões únicos.
A “conversa” será seguida de uma visita ao Museu da Lourinhã e aos seus laboratórios.
O doutor Octávio Mateus colabora com o Museu da Lourinhã desde muito jovem, o que seguramente contribuiu para determinar a sua profissão: paleontólogo especialista em dinossauros.
Tendo realizado o doutoramento sobre os dinossauros de Portugal, com destaque para o Jurássico Superior, é atualmente professor na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Contam-se por mais de uma centena os artigos e comunicações científicas onde surge como autor ou coautor, tendo descrito mais de uma dezena de novas espécies para a Ciência e participado em múltiplas expedições internacionais, com destaque para Angola, Mongólia, Moçambique e Gronelândia.
Sexta-feira, Abril 05, 2013
Número de répteis conhecidos Cretácicos de Angola aumentou substancialmente
O conhecimento dos répteis do Cretácico de Angola expandiu substancialmente nos últimos anos, com o trabalho do Projecto PaleoAngola. Conhecem-se agora 21 taxa do Cretácico, incluindo novas espécies como Prognathodon kianda, Angolatitan adamastor, e Angolachelys mbaxi.
Referência
Mateus, O., Polcyn M. J., Jacobs L. L., Araújo R., Schulp A. S., Marinheiro J., Pereira B., & Vineyard D. (2012). Cretaceous amniotes from Angola: dinosaurs, pterosaurs, mosasaurs, plesiosaurs, and turtles. V Jornadas Internacionales sobre Paleontología de Dinosaurios y su Entorno. 71-105., Salas de los Infantes, Burgos.
LINK
| Barbatana de plesiossauro |
Abstract
Although rich in Cretaceous vertebrate fossils, prior to 2005 the amniote fossil record of Angola was poorly known. Two horizons and localities have yielded the majority of the vertebrate fossils collected thus far; the Turonian Itombe Formation of Iembe in Bengo Province and the Maastrichtian Mocuio Formation of Bentiaba in Namibe Province. Amniotes of the Mesozoic of Angola are currently restricted to the Cretaceous and include eucryptodire turtles, plesiosaurs, mosasaurs, pterosaurs, and dinosaurs. Recent collecting efforts have greatly expanded our knowledge of the amniote fauna of Angola and most of the taxa reported here were unknown prior to 2005.
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Saurópodes podiam ter interclavícula, um osso previamente desconhecido em dinossauros
O estudo por uma equipa de paleontologia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa focou-se nos dinossauros diplodocídeos, em particular no recentemente descrito Kaatedocus., e sugere que a origem da fúrcula ("wish-bone") pode ser uma interclavícula em vez de duas clavículas fundidas.
Referência
Tschopp, E., & Mateus O. (2013). Clavicles, interclavicles, gastralia, and sternal ribs in sauropod dinosaurs: new reports from Diplodocidae and their morphological, functional and evolutionary implications. Journal of Anatomy. 222,321-340.
LINK
Abstract
| Região do peito de dinossauro saurópode, com presença de clavículas e interclavícula . |
Independent from their identification, the existence of the reported bones has both phylogenetic and functional significance. Their presence in non-neosauropod Eusauropoda and Flagellicaudata and probable absence in rebbachisaurs and Titanosauriformes shows a clear character polarity. This implicates that the ossification of these bones can be considered plesiomorphic for Sauropoda. The proposed presence of interclavicles in sauropods may give further support to a recent study, which finds a homology of the avian furcula with the interclavicle to be equally parsimonious to the traditional theory that furcula were formed by the fusion of the clavicles. Functional implications are the stabilizing of the chest region, which coincides with the development of elongated cervical and caudal vertebral columns or the use of the tail as defensive weapon. The loss of ossified chest bones coincides with more widely spaced limbs, and the evolution of a wide-gauge locomotor style.
Descrição de bizarras baleias-de-bico (Odontoceti, Ziphiidae)
Referência:
Bianucci, G., Miján I., Lambert O., Post K., & Mateus O. (2013). Bizarre fossil beaked whales (Odontoceti, Ziphiidae) fished from the Atlantic Ocean floor off the Iberian Peninsula. Geodiversitas. 35(1), 105-153.
Forty partial fossil skulls belonging to beaked whales (Cetacea, Odontoceti, Ziphiidae) were collected by trawling and long-line fishing on Neogene (probably Late Early to Middle Miocene) layers of the Atlantic floor off the coasts of Portugal and Spain (Asturias and Galicia). e systematic study of the most diagnostic Iberian specimens, those preserving the rostrum and the dorsal part of the cranium, led to the recognition of two new genera (Globicetus n. gen. and Imocetus n. gen.) and four new species (Choneziphius leidyi n. sp., G. hiberus n. gen., n. sp., I. piscatus n. gen., n. sp., and Tusciziphius atlanticus n. sp.).
Based on the matrix of a previous work, the phylogenetic analysis places all the new taxa in the subfamily Ziphiinae Gray, 1850. More fragmentary specimens are tentatively referred to the genera Caviziphius Bianucci & Post, 2005 and Ziphirostrum du Bus, 1868. Among these new ziphiids, extremely bizarre skull morphologies are observed. In G. hiberus n. gen., n. sp. the proximal portion of the rostrum bears a voluminous premaxillary spheroid. In T. atlanticus n. sp. a medial premaxillary bulge is present on the rostrum; together with asymmetric
rostral maxillary eminences at the rostrum base, this bulge displays various degrees of elevation in different specimens, which may be interpreted as sexual dimorphism. Specimens of I. piscatus n. gen., n. sp. bear two sets of even crests: spur-like rostral maxillary crests and longitudinal maxillary crests laterally bordering a wide and long facial basin. A preliminary macroscopic observation of these elements indicates very dense bones, with a compactness comparable with that of cetacean ear bones. Questioning their function, the high medial rostral elements (the premaxillary spheroid of G. hiberus n. gen., n. sp. and the medial bulge of T. atlanticus n. sp.) remind the huge rostral maxillary crests of adult males of the extant Hyperoodon ampullatus (Forster, 1770). In the latter, the crests are very likely related to head-butting. However, they are made of much more spongy bone than in the fossil taxa studied here, and therefore possibly better mechanically suited for facing impacts. Other interpretations of these unusual bone specializations, related to deep-diving (ballast) and echolocation (sound reflection), fail to explain the diversity of shapes and the hypothetical sexual dimorphism observed in at least part of the taxa. e spur-like rostral maxillary crests and long maxillary crests limiting the large facial basin in I. piscatus n. gen., n. sp. and the excrescences on the maxilla at the rostrum base in Choneziphius spp. are instead interpreted as areas of origin for rostral and facial muscles, acting on the nasal passages, blowhole, and melon. From a palaeobiogeographic point of view, the newly described taxa further emphasize the differences in the North Atlantic (including Iberian Peninsula) and South African Neogene ziphiid faunal lists. Even if the stratigraphic context is poorly understood, leaving open the question of the geological age for most of the dredged specimens, these differences in the composition of cold to temperate northern and southern hemisphere fossil ziphiid faunas may be explained by a warm-water equatorial barrier.
| Crânio de Globicetus hiberus |
Osteologia do saurópode Lusotitan atalaiensis
Mannion, P. D., Upchurch P., Barnes R. N., & Mateus O. (2013). Osteology of the Late Jurassic Portuguese sauropod dinosaur Lusotitan atalaiensis (Macronaria) and the evolutionary history of basal titanosauriforms. Zoological Journal of the Linnean Society. 1-109. LINK
Abstract Titanosauriforms represent a diverse and globally distributed clade of neosauropod dinosaurs, but their inter-relationships remain poorly understood. Here we redescribe Lusotitan atalaiensis from the Late Jurassic Lourinhã Formation of Portugal, a taxon previously referred to Brachiosaurus. The lectotype includes cervical, dorsal, and caudal vertebrae, and elements from the forelimb, hindlimb, and pelvic girdle. Lusotitan is a valid taxon and can be diagnosed by six autapomorphies, including the presence of elongate postzygapophyses that project well beyond the posterior margin of the neural arch in anterior-to-middle caudal vertebrae. A new phylogenetic analysis, focused on elucidating the evolutionary relationships of basal titanosauriforms, is presented, comprising 63 taxa scored for 279 characters. Many of these characters are heavily revised or novel to our study, and a number of ingroup taxa have never previously been incorporated into a phylogenetic analysis. We treated quantitative characters as discrete and continuous data in two parallel analyses, and explored the effect of implied weighting. Although we recovered monophyletic brachiosaurid and somphospondylan sister clades within Titanosauriformes, their compositions were affected by alternative treatments of quantitative data and, especially, by the weighting of such data. This suggests that the treatment of quantitative data is important and the wrong decisions might lead to incorrect tree topologies. In particular, the diversity of Titanosauria was greatly increased by the use of implied weights. Our results support the generic separation of the contemporaneous taxa Brachiosaurus, Giraffatitan, and Lusotitan, with the latter recovered as either a brachiosaurid or the sister taxon to Titanosauriformes.
| Vértebras caudais de Lusotitan atalaiensis |
Quinta-feira, Abril 04, 2013
Quatro novas espécies fósseis de baleias-de-bico descobertas no Atlântico
Uma equipa internacional de investigadores, constituída por Giovanni Bianucci (Università di Pisa, Itália), Miján Ismael (Sociedade Galega de Historia Natural, Espanha), Olivier Lambert (Institut Royal des Sciences
Naturelles, Bélgica), Post Klaas (Natuurhistorisch Museum Rotterdam, Holanda) e Octávio Mateus (Museu da Lourinhã, Portugal), acaba de publicar importantes achados na Geodiversitas, revista científica
especializada em Paleontologia. Durante os últimos cinco anos, a equipa estudou fósseis de cetáceos
recuperados, durante a pesca por arrasto, a profundidades que variam entre 500 e 1500 metros, e descreveu quatro novas espécies de baleias-de-bico que viveram em águas atlânticas próximas da Península
Ibérica, provavelmente, entre 20 e 14 milhões de anos atrás, durante o Miocénico.
Pescadores doaram aqueles exemplares ao Museu da Sociedade Galega de História Natural (SGHN) e ao Museu da Lourinhã, para que o seu estudo pudesse ser realizado.
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| Investigad |
Esta descoberta é uma das mais importantes, a nível mundial, dada a sua repercussão no conhecimento da
biologia evolutiva dos cetáceos, à qual se têm dedicado vários cientistas, tal é a relevância deste tema na
Paleontologia. Em 2007, Ismael Miján publicou um relatório preliminar sobre dois crânios doados à SGHN que foram o ponto de partida para a investigação. Durante os últimos cinco anos, a equipa conseguiu examinar mais de 40 crânios pertencentes a coleções oficiais (guardados e, em muitos casos, esquecidos, a maioria deles estão na SGHN e na Lourinhã, cujas coleções de fósseis de baleias-de-bico estão entre as mais importantes do mundo), assim como cerca de uma centena de espécimes de coleções não oficiais, muitas delas correspondentes a espécies desconhecidas para a ciência.
As quatro espécies foram agora designadas como Choneziphius leidyi, Tusciziphius atlanticus, Imocetus
piscatus e Globicetus hiberus. Têm características anatómicas únicas, nunca antes encontradas noutras
espécies de cetáceos, e apresentam claro dimorfismo sexual (diferenças entre machos e fêmeas) nas estruturas ósseas. O Globicetus hiberus, por exemplo, tem na parte frontal do crânio uma grande esfera de muito elevada densidade óssea e de grandes proporções que serviria de proteção contra golpes de cabeça infligidos durante os combates entre machos e, além disso, poderia desempenhar um papel peculiar no seu sistema bioacústico (sonar natural) desconhecido até ao momento.
Dois destes géneros tinham sido já encontrados em costas europeias e na costa leste dos Estados Unidos,
evidenciando que as baleias-de-bico estiveram amplamente distribuídas no Atlântico Norte durante o
Neogénico. Mas, surpreendentemente, nenhum destes zifídeos ibéricos foi encontrado na África do Sul (onde alguns dos investigadores da equipa estudaram uma grande coleção de fósseis de baleias-de-bico) e isso poderia sugerir que as águas quentes equatoriais terão funcionado como barreira natural, separando as duas populações de baleias-de-bico, as de águas frias e as de águas temperadas.
As instituições envolvidas na pesquisa, e especialmente a SGHN e o GEAL – Museu da Lourinhã, valorizam a colaboração dos pescadores que doaram os espécimes, uma atitude generosa e indispensável para a realização do estudo.
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| Globicetus hiberus (foto por Ismael Mijàn) |
Domingo, Março 31, 2013
Azulejos com répteis mesozóicos no Campo Grande, Lisboa
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| Azulejos com temática mesozoica em Lisboa |
Segunda-feira, Março 18, 2013
Bolsas de Investigação 2013
Encontra-se aberto concurso para a atribuição de duas Bolsas de Investigação para licenciados, no âmbito do projecto de I&D “DINOEGGS - Ovos e embriões de dinossauros de Portugal: implicações paleobiológicas e enquadramento paleoambiental” PTDC/BIA-EVF/113222/2009, financiado por fundos nacionais através da FCT/MEC (PIDDAC) nas seguintes condições:
Área Científica: Ciências da Vida; Ciências da Terra
Requisitos de admissão: Os candidatos devem possuir Licenciatura em Geologia, Biologia, Geoquímica, ou áreas afins ao plano de trabalhos citado abaixo. Dominar língua inglesa.
Plano de trabalhos: As tarefas estão relacionadas com a paleontologia de vertebrados, nomeadamente com o estudo de ovos e ossos de dinossauros, respectiva geoquímica, estratigrafia, morfologia, e sistemática. Em acréscimo, as tarefas das duas bolsas são, em parte, semelhantes, com uma especialização na geoquímica (B1) e imagiologia (B2) aplicadas à paleontologia.
- (BI) Bolsa de Investigação (Lic.) B1: Estratigrafia, análise de isótopos, preparação laboratorial de fósseis, trabalho de campo de prospecção e recolha de fósseis, preparação de lâminas e análise de histologia de cascas de ovos.
- (BI) Bolsa de Investigação (Lic.) B2: Análise de dados de tomografia e imagiologia, preparação laboratorial de fósseis, trabalho de campo de prospecção e recolha de fósseis, preparação de lâminas e análise de histologia de cascas de ovos
Local de trabalho: Os trabalhos serão desenvolvidos no Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e no Museu da Lourinhã sob a orientação científica do Doutor Octávio Mateus.
Duração das bolsas: As bolsas terão a duração de 6 meses, com início previsto em Abril de 2013. Os contratos de bolsa poderão ser eventualmente renovados dentro da vigência do projecto.
Valor do subsídio de manutenção mensal: O montante das bolsas corresponde a 745€, conforme tabela de valores das bolsas atribuídas directamente pela FCT, I.P. no País (http://alfa.fct.mctes.pt/apoios/bolsas/valores), sendo o pagamento efectuado mensalmente por transferência bancária.
Métodos de selecção: Os métodos de selecção a utilizar serão os seguintes: trabalhos de investigação anteriores na área (30%), classificação curricular (30%) e motivação (20% ). Serão seleccionados para eventual entrevista os candidatos que obtenham as melhores classificações na avaliação curricular. A fluência em língua inglesa (20%) será avaliada em entrevista.
Composição do Júri de Selecção: Doutor Octávio Mateus (Presidente), Doutor Rui Martins e Doutor José Carlos Kullberg (Vogais Efectivos), Prof. Doutor João Pais e Profª Doutora Ausenda Albino (Vogais Suplentes).
Forma de publicitação/notificação dos resultados: Os resultados finais da avaliação serão publicitados, através de lista ordenada por nota final obtida e afixados em local visível e público do Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, sendo os candidatos aprovados notificados através de e-mail.
Prazo de candidatura e forma de apresentação das candidaturas: O concurso encontra-se aberto no período de 29/03/2013 a 12/04/2013. As candidaturas devem ser formalizadas, obrigatoriamente, através do envio de carta de candidatura acompanhada dos seguintes documentos: Curriculum Vitae, Carta(s) de Recomendação(s), e outros documentos considerados relevantes. Poderá incluir PDF ou URL de trabalhos publicados (se aplicável). As candidaturas deverão ser enviadas por correio electrónico para Doutor Octávio Mateus (omateus@fct.unl.pt) com indicação do seguinte assunto: “Candidatura a Projecto Dinoeggs”.
Quarta-feira, Março 13, 2013
Mark Norell (AMNH) na FCT-UNL dia 21 de Março
21 de Março | 14:30h
Auditório da Biblioteca da FCT/UNLEntrada Livre
Palestra: The assembly of birds new clues from the fossil record
Orador: Mark Norell
Moderador: Professor Octávio Mateus
Siga a palestra através de vídeo-difusão em: http://elearning.fct.unl.pt/webcast-assembly-of-birds.html
Morada:
Auditório da Biblioteca da FCT/UNLFaculdade de Ciências e Tecnologia / UNL
Campus de Caparica
2829-516 Caparica
Coordenadas GPS 38º 39' 36'' N/ 9º 12' 11'' W
Mais info: Blogue da Biblioteca FCT/UNL
Paleontólogo Mark Norell (AMNH)
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| Mark Norell (Créditos das imagem: aqui) |
É conhecido por ter descoberto o primeiro embrião de terópode, no deserto de Gobi, Mongólia, e pela descrição de dinossauros com penas.
- A nesting dinosaur. Nature
- Important features of the dromaeosaurid skeleton. American Museum Novitates
- Two feathered dinosaurs from northeastern China. Nature
- Taxic origin and temporal diversity: the effect of phylogeny
Terça-feira, Março 12, 2013
Próximas palestras sobre dinossauros (Março e Abril 2013)

Temos uma série de eventos que incluem palestras e actividades sob alçada de diferentes organizações, a começar já amanhã:
Segunda-feira, Fevereiro 25, 2013
Candidatura da Arrábida a Património Mundial
Contributo do património geológico e geomorfológico na candidatura da Arrábida (Portugal) a Património Mundial Misto
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| Geologia da Arrábida (fonte: Powerpoint da apresentação por Kullberg et al 2012) |
Adaptando os conceitos originais de Paul Choffat - geólogo - e Orlando Ribeiro - geógrafo -a Arrábida pode ser definida como uma pequena cordilheira situado na parte meridional da Península de Setúbal (uma faixa de 6 km com 35 km de extensão), em Portugal, onde afloram em continuidade rochas predominantemente carbonatadas de praticamente todo o Mesozóico. É também local de extrema relevância relativamente à flora e a ecossistemas únicos no Planeta. Para além dos valores naturais, os culturais testemunham uma ocupação desde o Paleolítico Inferior até aos primórdios da nacionalidade, no conturbado início do 2º milénio d.C. com as reconquistas aos muçulmanos. A História e a ocupação do território estão indissociável e harmoniosamente associadas com o meio natural, através das tradições no uso e ocupação das terras e dos próprios credos, lendas e poesia. A Geologia - rochas e processos - e as formas que ela condicionou, estão também na origem de muitos destes valores culturais. Por esta diversidade e quantidade de valores excepcionais, únicos a nível mundial, a Arrábida encontra-se actualmente em processo de pré-candidatura à UNESCO a Património Mundial (Misto) da Humanidade, com base nos critérios culturais (4, 6) e naturais (7, 8, 9 e 10), reunidos através de um suporte de SIG's. A Arrábida está localizada na área mais meridional da Bacia Lusitaniana, a única bacia do Atlântico Norte que expõe à superfície toda a sequência de rifting anterior à oceanização e consequente separação entre as placas da América do Norte a da Eurásia. Mas é na Arrábida que se encontra praticamente toda a sucessão mesozóica em contínuo, devido à inversão tectónica resultante da colisão entre a África e a sub-placa ibérica durante o Cenozóico de que resultou a própria cordilheira actual. Por isso apresenta uma variedade notável de estruturas e litologias únicas ou extremamente raras resultantes dum conjunto de processos geológicos que testemunham, sucessivamente:
1º) a evolução, desde o Triásico até ao Cretácico inferior, do rift intracontinental relacionado com as primeiras fases de fragmentação da Pangeia;
2º) vulcanismo em margem passiva, durante o Cretácico terminal;
3º) diapirismo associado àquele vulcanismo;
4º) inversão tectónica relacionada com a proximidade do limite convergente entre as placas Africana e Euroasiática, principalmente durante o Cenozóico;
5º) a consequente formação de relevos na Meseta Ibérica e estruturação de grandes redes de drenagem intracontinentais;
6º) o modelado recente das formas do terreno, em parte controlado por movimentos de neo-tectónica, e também por variações eustáticas quaternárias, pelo menos nas regiões litorais da MOI.
Através de ocorrências únicas de que se realçam apenas três, a Geologia está intimamente relacionada com aspectos culturais da região, nomeadamente:
1- o conjunto de pegadas de dinossauros de Pedra da Mua com a lenda de Nª Senhora do Cabo Espichel;
2- a Brecha da Arrábida com um dos desenvolvimentos do estilo Manuelino e
3- a cordilheira da Arrábida no seu todo, mas em particular a Serra do Risco, "a onda da Arrábida" eternizada pela poesia de Sebastião da Gama.
Kullberg, J. C., Pais J., Almeida J. A., & Mateus O. (2012). Contributo do património geológico e geomorfológico na candidatura da Arrábida (Portugal) a Património Mundial Misto. 46º Cong. Brasileiro Geologia / 1º Cong. Geologia Países Língua Portuguesa. , Set-Oct 2012, Santos (Brasil)
Quinta-feira, Fevereiro 21, 2013
O caso da misteriosa Baleia-franca-pigméia
A única espécie viva da família de baleias Neobalaenidae é a Baleia-franca-pigméia (Caperea marginata) e também os fósseis são raríssimos. A sua origem continua envolta em mistério.
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| Caperea marginata (source: Wikipedia) |
Fonte:
- Graf J, Jacobs L, Polcyn M, Mateus O, Schulp A (2011) New fossil whales from Angola. J Vert Paleontol Abstracts 2011:119 LINK
- Fordyce, R. E., & Marx, F. G. (2013). The pygmy right whale Caperea marginata: the last of the cetotheres. Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, 280(1753).
- Marx, F. G., Buono, M. R., Fordyce, R. E., & Boessenecker, R. W. (2013). Juvenile morphology: A clue to the origins of the most mysterious of mysticetes?. Die Naturwissenschaften.
Quinta-feira, Fevereiro 07, 2013
Empregos em Paleontologia
O site Geological Curator's Group tem um excelente portal de emprego para a área da conservação em paleontologia, e existem alguns empregos interessantes:
National Museum, Cardiff
Geology Facilitator, Clore Discovery CentreSalary: £22,448.26 - £28,911.21 per annum (pro rata)Contract up to December 2013 (maternity cover) - 30 hours per weekSource: Leicester Museum Studies Jobsdesk
| Escavações paleontológicas em Angola |
Royal Tyrrell MuseumPreparation Lab and Field TechnicianSalary is based on experience and education applicable to each position.Seasonal: May 1 to August 31, 2013Source: Canadian Heritage Information Network
Glasgow LifeCurator (Geology)Salary: £24,909.23 - £29,328.94Full timePermanentRef: GLA001670Source: Personal communication
British Geological SurveyConservatorSalary: £19,540 - £23,150 paContract Type: Open-EndedFull time (37h per week)Reference number: IRC82411Source: GCG Jisc Mailing List
Royal Ontario MuseumMineralogistFull TimeSalary and years in rank are commensurate with experience, as stipulated in the Collective Agreement between the ROM and ROM Curatorial Association.Source: ROM Jobs
Natural History Museum of DenmarkCollections ManagerSalary and employment conditions are in accordance with the collective agreement between the Ministry of Finance and the Danish Academic Trade Union. It is possible to negotiate additional salary according to documented previous experience and special qualifications.Source: Global Museum Jobs
American Museum of Natural HistoryAssistant Curator of Invertebrate PalaeontologySource: Palaeonet jobs
Natural History Museum of Los Angeles CountyPreparatorFull timeSalary is commensurate with experienceSource: NHM jobs
San Diego Natural History MuseumReport Writer- Department of PaleoServicesSalary: annual salary range $45,000 to $53,000Source: San Diego Natural History Museum Employment
Denver Museum of Nature and ScienceVice President of Research and CollectionsJob reference: 309Full timeSource: SPNHC jobs
Harvard Mineralogical and Geological MuseumInternships Opportunities2 x part-time internship opportunitiesSource: Work@theMGMH
Florida Museum of Natural HistoryCuratorial Assistant [preliminary announcement]Full time (40 hours per week)Temporary: 2 year contractStarting May 1st / July 1st 2013
Source: Global Museum Jobs
Quando as galinhas tinham dentes e os porcos tiverem asas - Ciclo de Conversas
Vai decorrer uma série de palestras num Ciclo de Conversas associado à exposição "T.rex, quando as galinhas tinham penas" que está patente no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.
Eu irei participar com uma conversa sobre "Dinossauro Portugueses", dia 20 de Abril | Museu da Lourinhã
Há 150 milhões de anos, a região que conhecemos hoje como Portugal era muito diferente. Os dinossauros dominavam. Lourinhanosaurus e Lusotitan de pescoços e caudas compridos e Miragaia com espigões assustadores são alguns exemplos de dinossauros encontrados na Região Oeste, para além de ovos e embriões únicos. A conversa será seguida de uma visita ao Museu da Lourinhã e aos seus laboratórios.
Mais informações: geral@museulourinha.org | 261 414 003
Dinossáurios, expedições, museus: histórias contadas e por contar, com Bruno Ribeiro, Pedro Dantas e Vanda Santos (MNHNC)
Quem diz que as rochas não falam?, com Miguel Ramalho (Museu Geológico)
Dinossauros portugueses , com Octávio Mateus (FCT/UNL + Museu da Lourinhã)
25 de Maio | Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva
O nosso património paleontológico, com Galopim de Carvalho e Sofia Castel-Branco da Silveira (ICNF)
22 de Junho | Núcleo Arqueológico do Castelo de S. Jorge
O futuro humano: sobrevivência ou convivência? com Alexandre Quintanilha (Univ. Porto), António Bracinha Vieira (CFCUL), Boaventura de Sousa Santos (CES), Isabel Allegro de Magalhães (FCSH-UNL), João Seixas (ICS-UL) e Teresa Pizarro Beleza (FD-UNL).
Domingo, Dezembro 16, 2012
Kaatedocus: Nova espécie de dinossauro descrita por paleontólogos da Faculdade de Ciências e Tecnologia (UNL) e Museu da Lourinhã
Chama-se Kaatedocus siberi e é o mais recente dinossauro descrito pelos paleontólogos da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã. Este dinossauro jurássico foi escavado por uma equipa suíça, em 1991, liderada por Hans-Jakob "Kirby" Siber , no Wyoming, nos Estados Unidos, mas estudado por dois paleontólogos destas instituições portuguesas: o suíço Emanuel Tschopp e o português Octávio Mateus. Ambos os paleontólogos colaboram há vários anos com o Sauriermuseum Aathal, Suíça, pelo que foram escolhidos para estudar os dinossauros saurópodes.
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| Kaatedocus siberi, por Davide Bonadonna |
https://picasaweb.google.com/102033075966493569384/KaatedocusSiberiSauropod
http://docentes.fct.unl.pt/omateus/kaatedocus
http://www.tandfonline.com/doi/pdf/10.1080/14772019.2012.746589
www.museulourinha.org
www.cicege.fct.unl.pt
www.sauriermuseum.ch
http://docentes.fct.unl.pt/omateus
www.lusodinos.blogspot.com











