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domingo, maio 30, 2021

Ave gigante conviveu com os últimos dinossauros na Europa antes da grande extinção no final do Cretácico

Paleontólogos espanhóis e da Universidade NOVA mostram que é a primeira descoberta de um fóssil de ave gigante que conviveu com os últimos dinossauros da Península Ibérica. A nova descoberta reforça a importância dos Pirenéus de Huesca (Espanha) para estudar a biodiversidade do fim dos tempos dos dinossauros


Um novo estudo realizado por um grupo internacional de paleontólogos liderado por membros da Universidade de Zaragoza (Espanha) e com a participação da Universidade NOVA de Lisboa (FCT NOVA) descreve, pela primeira vez, um fóssil de uma ave gigante do Cretácico Superior nos Pirenéus. Pesquisadores de universidades das Ilhas Canárias, Portugal e Argentina têm colaborado no trabalho publicado na prestigiosa revista internacional Journal of Vertebrate Paleontology.

O fóssil é uma vértebra cervical pertencente a uma ave grande, semelhante em tamanho a um casuar (1,5-1,8 m de altura), e que teria um pescoço longo e flexível. O fóssil foi comparado com vértebras de dinossauros terópodes e pássaros atuais e extintos de todo o mundo, após o que sua natureza aviária foi claramente evidenciada, embora mais primitiva do que as aves atuais. Durante o desenvolvimento da investigação, foi realizada uma Microtomografia Axial Computadorizada (micro TAC) da vértebra, no laboratório do Centro Nacional de Investigación de La Evolución Humana (CENIEH, Espanha), para estudar sua estrutura interna. Isso permitiu observar uma estrutura oca com múltiplas cavidades e câmaras, típica de um sistema respiratório de sacos aéreos semelhante ao das aves modernas.

O fóssil foi encontrado em 2009 nos afloramentos de rochas sedimentares continentais da Formação Tremp em Beranuy, na área da Ribagorza. A datação desta área situam essas rochas nos últimos 250.000 anos do Cretáceo, temporariamente muito próximas do limite Cretáceo/Paleogénico e da extinção dos dinossauros.

O achado desta ave é muito relevante para a paleontologia de vertebrados europeus, pois embora a presença de aves de grande porte fosse conhecida no Cretáceo da Europa, nunca havia sido registrada uma tão perto do limite Cretácico/Paleogénico. Esta vértebra, portanto, é a evidência mais moderna de um pássaro mesozóico na Europa, e mostra que pássaros grandes coexistiram com outros dinossauros pouco antes de sua extinção. Isso pressupõe que as comunidades animais continentais no final do Cretácico na Península Ibérica eram mais diversificadas do que se conhecia anteriormente. Futuras descobertas ajudarão a desvendar o papel que esse animal desempenhou nesses ecossistemas e suas relações de parentesco com outras aves.


Link do artigo: https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/02724634.2021.1900210 




Uma vértebra cervical de avestruz atual (à esquerda) e a vértebra de ave deste novo estudo. Autor: Manuel Pérez Pueyo




Diferentes visões da vértebra. Autor: Manuel Pérez Pueyo







Extensão temporal de diferentes grupos de pássaros gigantes na Europa, mostrando a localização temporal da vértebra (MPZ 2019/264) deste estudo.

Autor: Manuel Pérez Pueyo


 

terça-feira, setembro 22, 2020

Os ovos dos últimos dinossauros de Europa

Uma equipa internacional de paleontólogos portugueses e espanhóis escavou perto dos Pirineus espanhóis uma jazida com 68 milhões de anos que preserva uma grande área de nidificação de dinossauros .


Até agora, os paleontólogos identificaram mais de vinte ovos à superfície mas indica que pode ser mais de uma centena. Os ovos, esféricos e com cerca de 20 centímetros de diâmetro, apresentam um excepcional estado de conservação, e estão agrupados, sugerindo a existência de vários ninhos. Uma análise preliminar indica que eles pertencem aos dinossauros saurópodes titanossauros, herbívoros quadrúpedes com caudas e pescoços longos, que podem chegar a 30 metros de comprimento.


O local foi localizado no início do ano por José Manuel Gasca, paleontólogo espanhol e adepto de corrida todo o terreno  (trail running), durante uma sessão de treino. O Doutor Gasca colabora habitualmente com a equipa da Universidade Nova de Lisboa, onde trabalham dois dos maiores especialistas em ovos de dinossauros da Europa, Octávio Mateus e o Miguel Moreno Azanza. Após uma primeira avaliação no final de janeiro, o sítio foi notificado à Direção-Geral do Património Cultural, que autorizou a presente ação. José Manuel Gasca e Miguel Moreno Azanza, da Universidade Nova de Lisboa e colaborador do Museu de Lourinhã, conduziram as escavações que vão decorrer nos meses de setembro e outubro. Curiosamente, o paleontólogo Moreno-Azanza que desde há 2015 está a trabalhar em Portugal, nasceu apenas 20 quilómetros desta nova jazida. Ele declarou que "depois de viajar o mundo inteiro estudando ovos de dinossauros em cinco continentes, descobri que um dos depósitos mais importantes era nas montanhas, onde brinquei com meus dinossauros de plástico quando criança".


Octávio Mateus, líder da equipa de investigação de vertebrados da Universidade Nova de Lisboa, e pesquisador de ovos de dinossauro há mais de trinta anos, insistiu na importância da descoberta, que comparou com os mundialmente famosos ovos de dinossauro de Portugal, bem mais antigos, com mais do dobro da idade. Como curiosidade passou mais tempo entre a postura dos ovos de Portugal e de Espanha, do que dos ovos espanhóis até hoje. Mateus recalcou que os novos ovos ajudaram a completar os estudos sobre a reprodução dos dinossauros que decorre na Universidade Nova de Lisboa, já que em Portugal, apesar de se conhecerem muitos tipos de ovos, nunca  nunca foram descobertos ovos de titanossauros, o que vem a preencher um vazio  do conhecimento. 


A escavação está a ser efetuada por uma equipa composta por investigadores da Universidade Nova de Lisboa e do Museu de Lourinhã, Portugal, e do Grupo Aragosaurus da Universidade de Saragoça. Está enquadrado no contexto de um projeto de investigação sobre a reprodução de dinossauros financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia de Portugal, dirigido por Miguel Moreno Azanza e Octávio Mateus.









Lope Ezquerro e Eduardo Puértolas, da FCT-NOVA trabalham na extração de um dos ninhos.


Um ovo de dinossauro na rocha.


Ester Diaz e Raquel Moyá, da Universidade de Saragoça


Um dos primeiros ovos de titanossauro coletados na jazida.

Miguel Moreno Azanza e José Manuel Gasca, diretores da escavação, a estudar um dos ovos de dinossauro.


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segunda-feira, abril 09, 2018

Descoberta nova espécie de sirénio com patas

Uma nova espécie para a ciência de herbívoro marinho, Sobrarbesiren cardieli, descoberto em Espanha, é o primeiro sirénio quadrúpede conhecido. Este grupo de animais, os sirénios, inclui os manatins e dugongues, também conhecidos por vacas-marinhas, são herbívoros que pastam em pradarias marinhas. Ainda sobrevivem cinco espécies actuais, todas ameaçadas de extinção. Este novo estudo teve a participação de Miguel Moreno-Azanza, da Universidade Nova de Lisboa.

Sobrarbesiren por Rosa Alonso


Investigador da FCT NOVA descobre novo mamífero primitivo


O investigador Miguel Moreno-Azanza, do Departamento de Ciências da Terra da FCT NOVA, e colaborador do Museu da Lourinhã faz parte de uma equipa internacional de Investigadores portugueses e espanhóis, que descobriram e descreveram uma nova espécie de Sirénio, um mamífero marinho primitivo que viveu nas águas de Sobrarbe nos Pirinéus.



Este novo mamífero é o primeiro sirénio com 4 membros da Eurásia e o mais antigo da Europa Ocidental, com cerca de 42 milhões de anos. Os Sirénios são os únicos mamíferos marinhos herbívoros e por isso ganharam a alcunha de “vaca-marinha”. Esta nova “vaca-marinha”, foi encontrada nos Pirinéus espanhóis e foi descrita na revista Scientific Reports. O nome da espécie, Sobrarbesiren cardieli, honra o território de Sobrarbe e o arqueologista amador Jesús Cardiel Lalueza que encontrou o fóssil. Esta descoberta representa um passo chave na evolução dos sirénios.

Sirénio actual (Zoomarine Algarve) Foto. Octávio Mateus CC SA BY
Para mais informação consultar:

Díaz-Berenguer, E., Badiola, A., Moreno-Azanza, M., Canudo, J.I. 2018. First adequately-known quadrupedal sirenian from Eurasia (Eocene, Bay of Biscay, Huesca, northeastern Spain).

Scientific Reports https://www.nature.com/articles/s41598-018-23355-w

domingo, fevereiro 25, 2018

Extinção no K/Pg (Cretácico -Paleogénico)

Novo estudo aborda a extinção dos vertebrados no K/Pg (Cretácico -Paleogénico) de Espanha, liderado por Eduardo Puértolas-Pascual da Universidade Nova de Lisboa.

Há 66 milhões de anos, um evento alterou o clima, ecossistema e a química das águas e ares a nível global. Muito se debate qual a causa e duas teorias prevalecem: i) intensa actividade vulcânica e ii) impacto de um meteorito. Seja qual for a causa, a consequência foi uma alteração profunda e indelével nos ecossistemas de tal forma que o cortejo de fauna e flora mudou para sempre, numa extinção em massa, deixando para trás o Cretácico (simbolo convencionado: K) e entrando no Paleogénico (Pg). O K/Pg é um momento, uma transição, de duas grandes eras: do Mesozóico para o Cenozóico. Até há poucos anos usava-se o termo Terciário (T), mas foi recentemente substituído por Paleogénico, daí usar-se actualmente K/Pg em vez de K/T.

Um novo estudo liderado por Eduardo Puértolas-Pascual da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, publicado na prestigiada revista Cretaceous Research fornece mais informações sobre a cronoestratigrafia e novos sítios vertebrados do Maastrictiano superior de Huesca (Espanha) e a sua relação com o limite K/Pg.

A Formação de Tremp a sul dos Pirinéus, em Espanha, contêm um dos melhores registros de vertebrados continentais do Cretácico Superior na Europa. Esta área dos Pirenéus é, portanto, um local excepcional para estudar a extinção de vertebrados continentais através do limite K/Pg, sendo um dos poucos lugares na Europa que tem um registro relativamente contínuo que varia desde o Campaniano Superior ao Eoceno inferior. A área de Serraduy tem abundantes restos de vertebrados, destacando-se a presença de dinossauros hadrosaurídeos e crocodilomorfos.

Crocodilomorfos do Cretácico de Tremp: A: dentes de cf. Thoracosaurus. B e C: dentes de Allodaposuchidae. D. vértebra. E: crânio de Agaresuchus subjuniperus. (Puértolas-Pascula et al. (2018)

Cronologia da região estudada por Puértolas-Pascual et al. 2018.


Puértolas-Pascual et al. (2018) apresentam um estudo detalhado estratigráfico, magnetostratigráfico e bioestratigráfico pela primeira vez nesta área, possibilitando a atribuição da maioria dos sites de vertebrados da região de Serraduy, uma idade Maastrichtian terminal. Estes resultados confirmam que os sítios vertebrados de Serraduy estão entre os mais modernos do Cretácico Superior na Europa, sendo muito próximos do limite K / Pg.


 Puértolas-Pascual, E., Arenillas, I., Arz, J.A., Calvín, P., Ezquerro, L., GarcíaVicente, C., Pérez-Pueyo, M., Sánchez-Moreno, E.M., Villalaín, J.J., Canudo, J.I., Chronostratigraphy and new vertebrate sites from the upper Maastrichtian of Huesca (Spain), and their relation with the K/Pg boundary, Cretaceous Research (2018), doi: 10.1016/j.cretres.2018.02.016.

Ver notícia no site do Departamento de Ciências da Terra da FCT NOVA.

terça-feira, julho 25, 2017

Guegoolithus turolensis e a estrutura conservativa da casca de ovo


Foi recentemente publicado na revista científica Journal of Iberian Geology, o artigo The conservative structure of the ornithopod eggshell: electron backscatter diffraction characterization of Guegoolithus turolensis from the Early Cretaceous of Spain, dos investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã, Miguel Moreno-Azanza e Octávio Mateus, e da Universidade de Zaragoza, Blanca Bauluz e José Ignacio Canudo.
A ooespécie em análise, Guegoolitus turolensis, da família Spheroolithidae, do Cretácico Inferior de Espanha, foi primeiramente descrita no Barremiano da Bacia Ibérica e posteriormente identificada no Valanginiano-Hauteriviano da Formação de Cameros, dois achados separados espacialmente por uma centena de quilómetros e temporalmente por mais de dez milhões de anos.

Moreno-Azanza et al., 2017.

Estudos levados a cabo por este grupo de investigadores permitiram identificar não só diferenças pouco significativas entre os espécimes destas duas ocorrências (separadas por dez milhões de anos), interpretadas como sendo derivadas do facto de serem ovos de postura pertencentes a duas espécies diferentes, mas também semelhanças cristalográficas importantes com as cascas de ovos de Maiasaura do Cretácico Superior da América do Norte.
A análise das semelhanças e diferenças cristalográficas e estruturais encontradas sugere que as propriedades físicas das cascas de ovos desta espécie de dinossauros ornitópodes se mantiveram invariáveis durante, pelo menos, oitenta milhões de anos, implicando comportamentos de reprodução, nidificação e incubação semelhantes nesta linhagem de dinossauros ornitísquios. 




sábado, julho 01, 2017

Europatitan eastwoodi, o novo saurópode do Cretácico Inferior de Espanha

A equipa de investigadores constituída por Miguel Moreno-Azanza, do GeoBioTec - Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia - Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã, Fidel Torcida Fernández-Baldor (Museo de Dinosaurios de Salas de los Infantes, Burgos), José Ignacio Canudo (Universidad de Zaragoza), Pedro Huerta (Colectivo Arqueológico-Paleontológico de Salas) e Diego Montero (Colectivo Arqueológico-Paleontológico de Salas), trouxe a descoberto os restos fósseis de uma nova espécie de dinossauro saurópode. O artigo, publicado na prestigiada revista científica Peer J, dá conta desta nova espécie, descrita a partir dos restos fósseis encontrados nas escavações efectuadas entre 2004 e 2006, no local de Oterillo II, entre Barbadillo del Mercado e Sala de los Infantes, em Espanha.

Europatitan eastwoodi. Ilustração de Davide Bonadonna.

Europatitan eastwoodi, o exemplar saurópode titanosauriforme do Cretácico Inferior, com 125 milhões de anos, medindo entre 25 a 27 metros de comprimento, com um longo pescoço de 11 metros e pesando cerca de 35 toneladas, foi assim nomeado tendo em conta o continente da sua descoberta e o seu tamanho (Europatitan) e homenageando Clint Eastwood (eastwoodi), o famoso actor e realizador cinematográfico, que, durante as filmagens para o filme "O Bom, o Feio e o Mau", passou pela zona da descoberta.
Um dos aspectos mais importantes a reter deste achado é o que os actuais e futuros estudos irão revelar acerca do possível intercâmbio faunístico entre a África e a Europa e a evolução e diversificação deste grupo de dinossauros.


Comparação de tamanho entre Europatitan eastwoodi e Clint Eastwood. 

Abstract
The sauropod of El Oterillo II is a specimen that was excavated from the Castrillo de la Reina Formation (Burgos, Spain), late Barremian–early Aptian, in the 2000s but initially remained undescribed. A tooth and elements of the axial skeleton, and the scapular and pelvic girdle, represent it. It is one of the most complete titanosauriform sauropods from the Early Cretaceous of Europe and presents an opportunity to deepen our understanding of the radiation of this clade in the Early Cretaceous and study the paleobiogeographical relationships of Iberia with Gondwana and with other parts of Laurasia. The late Barremian–early Aptian is the time interval in the Cretaceous with the greatest diversity of sauropod taxa described in Iberia: two titanosauriforms, Tastavinsaurus and Europatitan; and a rebbachisaurid, Demandasaurus. The new sauropod Europatitan eastwoodi n. gen. n. sp. presents a series of autapomorphic characters in the presacral vertebrae and scapula that distinguish it from the other sauropods of the Early Cretaceous of Iberia. Our phylogenetic study locates Europatitan as the basalmost member of the Somphospondyli, clearly differentiated from other clades such as Brachiosauridae and Titanosauria, and distantly related to the contemporaneous Tastavinsaurus. Europatitan could be a representative of a Eurogondwanan fauna like Demandasaurus, the other sauropod described from the Castrillo de la Reina Formation. The presence of a sauropod fauna with marked Gondwananan affinities in the Aptian of Iberia reinforces the idea of faunal exchanges between this continental masses during the Early Cretaceous. Further specimens and more detailed analysis are needed to elucidate if this Aptian fauna is caused by the presence of previously unnoticed Aptian land bridges, or it represents a relict fauna from an earlier dispersal event.

Torcida Fernández-Baldor F, Canudo JI, Huerta P, Moreno-Azanza M, Montero D. (2017) Europatitan eastwoodi, a new sauropod from the lower Cretaceous of Iberia in the initial radiation of somphospondylans in Laurasia. PeerJ 5:e3409 https://doi.org/10.7717/peerj.3409

segunda-feira, fevereiro 27, 2017

Sobre uma panorâmica de um ecossistema do Cretácico Inferior de Espanha num novo artigo


Imagens do artigo por Gasca et al. (2017)
O estudo agora publicado na revista Palaeo3 por uma equipa de investigadores de Portugal, Espanha, Argentina e da Alemanha, da qual faz parte Miguel Moreno-Azanza, investigador da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT NOVA) e colaborador do Museu da Lourinhã, revela a preservação de diferentes tipos de dinossauros e outros restos fósseis de vertebrados (ossos, cascas de ovo e pegadas) do Barremiano (Cretácico Inferior) da Formação de Mirambel (Bacia do Maestrazgo, Cadeia Ibérica, NE de Espanha).
Só dentro desta unidade, na área de Ladruñán, na província de Teruel, foram reconhecidos 31 locais contendo fósseis de variados vertebrados e trilhos de dinossauros.

O registro de dinossauros identificado inclui ornitópodes, terópodes e saurópodes; os trilhos permitem concluir que estes frequentavam zonas costeiras de lagos, planícies aluviais e cursos fluviais. Os fragmentos de cascas de ovos são frequentes em toda a unidade, mas são claramente mais comuns em depósitos lacustres. 



O resumo, em inglês, é o seguinte:
The Barremian Mirambel Formation (Maestrazgo Basin, Iberian Chain, NE Spain) preserves different types of dinosaur and other vertebrate fossils (skeletal, eggshell and ichnological remains). A total of 31 vertebrate fossil sites and tracksites have been recognized within this unit in the Ladruñán area (Teruel province). Detailed stratigraphic, sedimentological and micropalaeontological analyses have also been performed in the unit. A vertical sedimentary trend from alluvial-dominated facies (meandering river and related overbank areas) to palustrine-lacustrine facies and back has been defined for the Mirambel Formation in this area. The depositional system was located close to the coastline, as indicated by sporadic marine input in the lower part of the unit.
Most fossil remains were recovered by surface collection as well as by the usual techniques used for macrovertebrate excavations. The dinosaur record identified comprises ornithopods, theropods and sauropods. Four distinct track-bearing horizons have been identified. The heterolithic nature and aggradation characteristic of the Mirambel Formation are favourable factors for track formation and preservation. The dinosaur tracks consist of convex hyporeliefs or concave epireliefs that record the trackmakers as they frequented lakeshores, alluvial floodplains and fluvial courses. Macrovertebrate bonebeds occur in alluvial settings (poorly-drained floodplains and “ponds”). Microvertebrate concentrations are located in shallow lacustrine deposits. Isolated skeletal elements can be found in a great variety of deposits. Attritional accumulation in a low-energy depositional context is the general pattern of origin for the bone-bearing fossil sites of the Mirambel Formation. As regards the genetic framework, the resulting skeletal assemblages are predominantly the result of physical factors, with sedimentology as a key factor, rather than biological phenomena. Eggshell fragments are frequent throughout the unit but are clearly more common in palustrine-lacustrine deposits. These can be taken to be parautochthonous bioclasts from nearby areas and might be indicative of the preferential affinity of the egg-layers for wetlands and lakeshores.


A referência completa do artigo é:
Gasca, J. M., Moreno-Azanza, M., Bádenas, B., Díaz-Martínez, I., Castanera, D. , Canudo, J. I., Aurell, M. 2017. Integrated overview of the vertebrate fossil record of the Ladruñán anticline (Spain): Evidence of a Barremian alluvial-lacustrine system in NE Iberia frequented by dinosaurs, Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology, Volume 472: 192-202 

domingo, maio 16, 2010

V Jornadas de Paleontologia de Dinossauros

Reproduzo aqui a informação dos colegas espanhóis sobre as:



Del 16 al 18 de septiembre de 2010 se celebrará en Salas de los Infantes (Burgos, España) la quinta edición de las Jornadas Internacionales de Paleontología de Dinosaurios y su Entorno.
Ya está disponible la segunda circular en la que hay incluida más información sobre la organización, el lugar del evento, el programa provisional, la preinscripción o los pagos de tasas.
En esta quinta edición se cuenta con importantes conferenciantes a nivel internacional, como:

Dra. Dª Else Mari Friss, Swedish Museum of Natural History

D. Greg Paul, Independent palaeontologist and paleoartist

Dr. D. James Farlow, Indiana University- Purdue University Fort Wayne

Dr. D. Joaquín Moratalla, Instituto Geológico y Minero de España

Dr. D. José Luis Barco, Paleoymás

Dr. D. Octavio Mateus, Universidade Nova de Lisboa

Dr. D. Paul Upchurch, University Collage London

Dr. D. Rofolfo Coria, CONICET, Museo Carmen Funes, Argentina

Toda la información en el blog creado para las V Jornadas Internacionales de Paleontología de Dinosaurios y su Entorno

domingo, maio 10, 2009

Curso de verão de paleontologia em La Rioja (Espanha



Informação sobre curso de verão de paleontologia em La Rioja (Espanha):

Huellas de dinosaurios en los cursos de verano de la Universidad de la Rioja


En julio y agosto de 2009 tendrán lugar los cursos de verano de la Universidad de la Rioja. Bajo el nombre Huellas de Dinosaurio se celebrarán campos de trabajo, cursos y conferencias relacionadas con los yacimientos de huellas de dinosaurio y su conservación y restauración.

Los campos de trabajo se celebrarán en Igea, Enciso y Hornillos de Cameros (La Rioja) y Tabant (Marruecos), en julio y la primera quincena de agosto, mientras que el 30 de julio tendrá lugar en Enciso un ciclo de conferencias a cargo de un grupo de expertos.

Más información en:

http://fundacion.unirioja.es/cursosdeverano/campos_trabajo.shtml
http://www.icog.es/_portal/noticias/noticias.asp?bid=1101&ini=1

quinta-feira, julho 10, 2008

MUJA


O Museu Jurásico de Asturias é um Museu exemplar sob vários pontos de vista. Não só promove a investigação de um dos espólios mais impressionantes (principalemente pela diversidade) de pegadas do Jurássico superior, como também está vocacionado para o público em geral. Os conteúdos do museu são apresentados de forma muito didática e fácil de apreender. Isto explica-se possivelmente pelo recurso a informação visual e ideias-chave, como formas de transmissão de informação.
Queria deixar uma lista dos espécimes de réplicas em exibição, pois poderá servir como ferramenta a qualquer outro paleontólogo que precise:

Osteichthyes
Lepidotes

Dinosauria
Saurischia
Prosauropoda
Plateosaurus

Sauropoda
Camarasaurus
Diplodocus

Theropoda
Allosaurus
Giganotosaurus
Dromeosaurus
Herrerasaurus
Tyrannosaurus
Deinonychus
Ornithischia
Ornithopoda
Hypsilophodon
Marginocephalia
Ankylosaurus
Triceratops

Therapsida
Estemmenosuchus
Lystrosaurus
Rauisuchia
Prestosuchus
Prolacertiformes
Tanystropheus
Plesiosauria
Thalassomedon
Crocodiliformes
Steneosaurus
Pterosaria
Dsungaripterus
Campylognathoides