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quinta-feira, abril 06, 2017

Crescimento da Produção Científica Portuguesa

As estatísticas divulgadas no passado mês de Março pela Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) colocam Portugal nos primeiros cinco países que mais evoluíram ao nível do indicador de produção científica, entre 2005 e 2015.

A liderar esta lista europeia encontra-se a Dinamarca, seguida da Suécia e da Finlândia. Portugal, colocado entre países como o Reino Unido e a Alemanha, posiciona-se como o país do sul da Europa que mais publicou na referida década. Registando uma taxa média anual de crescimento de 10%, Portugal ficou assim colocado em 11.º lugar, num total de 27, no que diz respeito ao número de artigos publicados por milhão de habitantes.


Número de publicações indexadas na Web of Science por milhão de habitantes nos vários países da União Europeia: 2005 e 2015. Fonte: DGEEC.
Taxa de crescimento médio anual, entre 2005 e 2015, do número de publicações indexadas na Web of Science por milhão de habitantes nos vários países da União Europeia. Fonte: DGEEC

Para se ter uma ideia quantificadora, no ano de 2015 foram publicados mais de 21 mil revisões e artigos científicos (numa média de 57,8 artigos por dia) em que pelo menos um dos autores tem afiliação a uma instituição nacional. 


As análises a seguir apresentadas, referentes unicamente à produção científica portuguesa, resultam de apuramentos efetuados a partir da base de dados internacional InCitesTM (2016).
Número de publicações portuguesas indexadas na Web of Science, por área científica: 2005, 2010 e 2015. Fonte: DGEEC.

Quando se analisa o número de publicações portuguesas agrupadas por área científica, os primeiros três lugares vão para as Ciências Médicas e da Saúde, seguidas das Ciências Exactas, como a Matemática, a Física e a Química, e as Ciências da Engenharia e Tecnologias.

A maior taxa de crescimento anual regista-se ao nível das publicações portuguesas multidisciplinares (31%). Neste ponto, a Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência salienta que o número de publicações indexadas numa determinada área científica da Web of Science pode verificar um aumento devido um aumento real da produção científica nessa área e/ou à inclusão de mais revistas científicas dessa área no sistema de indexação da Web of Science. Estes dois motivos podem ter pesos distintos nos valores estimados para as diferentes áreas científicas.

Taxa de crescimento médio anual, entre 2005 e 2015, do número de publicações portuguesas indexadas na Web of Science, por área científica. Fonte: DGEEC.

A base de dados internacional InCitesTM (2016) comtempla a informação disponível em diversas bases de dados da Web of Science (SCI – Science Citation Index; SSCI – Social Science Citation Index; A&HCI – Arts & Humanities Citation Index; CPCI-S - Conference Proceedings Citation Index - Science; CPCISSH - Conference Proceedings Citation Index - Social Science & Humanitiese contém todos os registos bibliográficos, publicados nas revistas científicas indexadas, que possuam pelo menos um autor com endereço de uma instituição portuguesa.

Colaboração internacional: percentagem de publicações portuguesas em co-autoria com instituições de outros países, 2005 e 2015. Fonte: DGEEC.

Evolução entre 2005 e 2015 do número de publicações portuguesas indexadas na Web of Science, por tipo de documento. Fonte: DGEEC.


Fonte: Produção Científica Portuguesa, 1990-2015: Séries Estatísticas, Principais Resultados

sábado, novembro 01, 2014

Orçamento de Estado de 2015 reduz "Ciência e Ensino Superior" para 3%


A rubrica da "Ciência e Ensino Superior" no Orçamento de Estado de 2015, desce para 3,0% da despesa do Estado. O valor absoluto é de 1.438,4M€, o que representa uma redução de 2,1% relativa ao ano anterior.

O "Ensino Básico e Secundário e Administração Escolar" também sofre um corte de 11,4% para o valor de 5.291M€, o que representa 10.9% da despesa total.

Curiosamente, a rubrica "Órgãos de Soberania" tem um aumento de 3,5%, para 3.086,3M€, que representa  6,3% da despesa, mais do dobro da Ciência e Ensino Superior.

Despesa em Paleontologia: 0,0000000000000000000000001% (com sorte!)


Despesa por sector no Orçamento de Estado 2015. Fonte: O insurgente

Ensino Básico e Secundário e Administração Escolar:  5.291M€, 10.9% (redução de 11,4% relativo a 2014)
Órgãos de Soberania: 3.086,3M€  6,3%  (aumento de 3,5%)
Ciência e Ensino Superior 1.438,4M€  3,0%  (redução de 2,1%)

domingo, maio 17, 2009

Entrevista a Phil Mannion, PhD Student

RA: How can we assess diversity from 65M.y old creatures?

PM: We can do simple things like counting the number of genera or species through time. This gives us a rough idea of fluctuations in diversity. However, this can be affected by various processes in the geological record, so, we need to consider where the amount of terrestrial rock varies through time, for instance. Maybe if we have an increase of rock exposure and an increase in diversity, so that increase cannot be genuine. So we can plot diversity against rock record and various proxies like that. We can also correct phylogenies. We know phylogenies are hypothesis of relationships, so we can use those lineages against time and we get another view and explore taxic diversity.

RA: OK, but that has an underlying assumption which is valid. How can this affect your work?

PM: Yes, a phylogeny is only a hypothesis and there is space for mistake in there. We hope that most of the space is small, so it won’t make much difference. Perhaps if a group is in a completely wrong place we will get very long ghost-lineages and the reason why we haven’t look at any taxon there is not because there is a ghost-lineage, but that we just got things wrong. However if you do things like phylogenetic diversity estimate and you do it to various proxies, such as the rock record, than hopefully you can compare them all and you start seeing certain points where you get the same results again and again.

RA: What are the next steps on your research?

PM: The real next step is to finish my thesis! [laughs] I should finish it in the next four to five months.

RA: No… but I mean in scientific terms?...

PM: Well, yeah… Carry on the diversity work. Trying to resolve where the taxic diversity is genuine or logically predicted from the fluctuations of the rock record. And that is sort of near an end. But I also want to go on broader macroevolutionary questions, look at what happened at the K-T boundary. And also use the methodologies I have used for my PhD to other groups like lissamphibians and sharks.

RA: This is a broad question that I have also made to Paul. What is lacking in the Vertebrate Paleontology community?

PM: mmmhh.. We need sauropods to be feathered! [laughs] I think it is getting better, people are applying better methodologies and using things like statistics… more and more people are getting more rigorous with their analysis. Nevertheless, I think people shoud be more rigorous in terms of ages of formations, there are lots of problems in places in China for example. But I think there is still a lot of scope for many avenues in paleontology…

RA: What is a typical day for you as a paleontologist?

PM: A typical day will, at the moment, largely involves me processing large amounts of data through my database of sauropod occurrences and testing it from various criteria to do things like environmental associations, and gradually – somewhat groovenly – writing up my thesis. When I am not doing something directly related with my thesis I am writing descriptive papers, or sometimes coming to Museums like Lourinhã to study specimens.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Portugal em 34º lugar em produção de artigos científicos


Este mapa do site WorldMapper mostra a cultura científica no mundo em que a área é proporcional ao número de artigos científicos por ano e por milhão de habitantes.

Portugal está em 34º lugar, no qual produzimos 214 artigos contra 380 em Espanha. Estamos abaixo de territórios como a Gronelândia, Eslovénia ou Estónia, enquanto que no topo da tabela estão a Suécia, Suíça, Israel, Finlândia e Dinamarca.

Aqui vão os valores dos 34ºs primeiros lugares:

Rank

País

Artigos científicos por ano

1

Sweden

1159

2

Switzerland

1126

3

Israel

1030

4

Finland

980

5

Denmark

924

6

United Kingdom

806

7

Netherlands

783

8

New Zealand

764

9

Australia

758

10

Canada

723

11

Norway

723

12

United States

690

13

Singapore

620

14

Monaco

618

15

Belgium

581

16

Iceland

580

17

Holy See

569

18

Austria

559

19

Greenland

534

20

Germany

529

21

France

524

22

Liechtenstein

515

23

Japan

450

24

Slovenia

438

25

Ireland

427

26

Italy

388

27

Spain

380

28

Greece

303

29

Estonia

261

30

Hong Kong (China)

260

31

Czech Republic

257

32

Hungary

250

33

Republic of Korea

233

34

Portugal

214


Fonte: http://www.worldmapper.org/display.php?selected=205.

Em termos de iliteracia (ver tabela) estamos num vergonhoso 71º lugar! Estudar deveria ser a prioridade de todos os jovens deste país!!