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sexta-feira, novembro 14, 2014

Paleontologia de Angola em Mestrado premiado pela Universidade de Évora



Realizou-se no passado dia 1 de Novembro a sessão comemorativa de mais um aniversário da Universidade de Évora, com a cerimonia de abertura solene do ano lectivo. Esta cerimónia, onde têm lugar os tradicionais discursos da Reitora, do Presidente do Conselho Geral e do Presidente da Associação Académica, é também marcada pela imposição das insígnias aos novos doutores e pela atribuição de bolsas de estudo e prémios de mérito aos alunos com o melhor desempenho académico do ano anterior.

A Joana Bruno, que desenvolveu o seu trabalho final de mestrado em Ilustração Científica no âmbito das actividades do Projecto PaleoAngola, diplomou-se com média final de 19 valores e foi distinguida como a melhor aluna de Mestrado da Universidade de Évora no ano 2013/2014, tendo recebido o prémio de excelência da Universidade de Évora/Novo Banco.

A Joana dedicou o seu trabalho final de mestrado à ilustração e reconstrução de espécies extintas de Angola. O trabalho final de mestrado, intitulado «Vertebrados fósseis do Cretácico e Cenozóico de Angola: a comunicação e divulgação de Ciência através da Ilustração Científica», orientado por Octávio Mateus e Pedro Salgado, foi aprovado com 20 valores em Janeiro passado.

segunda-feira, maio 19, 2014

Agradecimento


Muito obrigado à ADL- Associação de Desenvolvimento da Lourinhã pela distinção de PERSONALIDADE DO ANO 2013 que me foi atribuída sábado (17.5.2014). Este prémio é de todos os que contribuem para a Capital dos Dinossauros.



É altura de agradecer a todos os que têm trabalhado comigo ou ajudado de alguma forma. Sem querer, nem poder, ser exaustivo, destaco:
  • Os meus pais, Horácio e Isabel Mateus (co-fundadores do Museu da Lourinhã) e irmãos, Simão e Marta. 
  • As sucessivas Direcções do GEAL- Museu da Lourinhã que, de forma, voluntária e não remunerada, ajudam a criar um Museu e a promover a paleontologia, e à equipa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (Dept. Ciências da Terra).
  • O meu ex-orientador Prof. Miguel Telles Antunes.
  • Os descobridores de fósseis que doam os seus achados à Ciência.
  • Estudantes para quem trabalhamos e que é um prazer vê-los crescer profissionalmente.
  • Os voluntários que afincadamente ajudam a preparar os importantes fósseis.
  • Todos os meus amigos. 

Bem Hajam!
                                Octávio Mateus (19.5.2014)


segunda-feira, novembro 04, 2013

Ilustrações de dinossauro Kaatedocus vencem prestigiado prémio

O dinossauro Kaatedocus siberi que descrevemos em Dezembro de 2012 foi objecto do magnífico trabalho de ilustração pelo artista italiano Davide Bonadonna e agora reconhecido com o prémio Lazendorf PaleoArt Prize da prestigiada Society of Vertebrate Paleontology, em duas categorias: duas dimensões e ilustração científica. Foi a primeira vez que o mesmo artista ganha duas categorias em simultâneo. Parabéns Davide!

Ilustração do crânio de Kaatedocus siberi, ilustrado por Davide Bonadonna, vencedor do prémio Lazendorf Science Illustration Award.

Jazida de Kaatedocus siberi, ilustrado por Davide Bonadonna, vencedor do prémio Lazendorf 2D PaleoArt Award.

Além disso, este dinossauro começa a ser tema por outros artistas, como Nabu Tamura.
Kaatedocus siberi interpretado por Nabu Tamura (http://spinops.blogspot.pt/2012/12/kaatedocus-sileri.html)



quarta-feira, dezembro 03, 2008

Novo programa de apoio.


É um orgulho apresentar um novo programa de apoio a estudantes desenvolvido para apoiar a paleontologia de vertebrados nos países onde menos se investe na Ciência.

Um dos responsáveis por este projecto é Octávio Mateus, a instituição que atribui do fundo é a SVP (Society of Vertebrate Paleontology).

Mais um pequeno passo na promoção da Ciência... e estão de parabéns!


sábado, maio 24, 2008

Jurassic Foundation dá prémio a dois portugueses





Reposição integral da notícia por FILOMENA NAVES em Diário de Notícias (http://dn.sapo.pt/2008/05/24/ciencia/jurassic_foundation_premio_a_dois_po.html)

Projecto visa estudar ovos de dinossauros
Rui Castanhinha veio da biologia. Ricardo Araújo acabou há pouco engenharia geológica. Mas é à paleontologia - "ciência a meio caminho entre as duas", diz o primeiro - que se dedicam. Agora estão a estudar ninhos de ovos de dinossauros descobertos na região da Lourinhã e foi exactamente com esse projecto (Dinosaur Eggs and Embryos of the Lourinhã Formation, Upper Jurassic, Portugal) que ganharam um prémio da Jurassic Foundation - uma fundação criada com os lucros dos filmes Jurassic Park de Spielberg para apoiar pesquisas de paleontologia em todo o mundo.


A par da satisfação do reconhecimento internacional, os 2100 dólares (cerca de 1900 euros) do prémio "são um estímulo para avançarmos com a investigação", explicou ao DN Rui Castanhinha.


O arranque do trabalho de campo que ainda há a fazer está agendado para a próxima semana. "Vamos escavar mais ovos e recolher mais fragmentos de cascas, porque sabemos que eles estão lá", adianta o mesmo jovem investigador que, aos 25 anos (Ricardo Araújo é ainda mais novo, tem apenas 22), não é nenhum principiante nestas lides.


Tanto Rui Castanhinha como Ricardo Araújo já desenvolvem há pelo menos três anos trabalho de investigação em paleontologia, em regime de voluntariado, no Museu da Lourinhã, sob a orientação do paleontólogo Octávio Mateus, da Universidade Nova.


O projecto apoiado pela Jurassic Foundation não é de agora. "Já o tínhamos submetido à FCT [Fundação para a Ciência e Tecnologia, o principal organismo financiador da investigação em Portugal], em 2006, mas foi chumbado", conta Rui Castanhinha, sublinhando a satisfação de o prémio ser "um reconhecimento internacional da importância deste estudo".


Com 150 milhões de anos, "estes são os ovos de carnívoros mais antigos do mundo, não os estudar seria pecado mortal", diz o investigador.


O material que os dois vão analisar (sob a orientação de Octávio Mateus), além do que conseguirem escavar durante os próximos meses, inclui cinco ninhos de ovos de dinossauro encontrados em 1998 em Paimogo, cinco quilómetros a norte da Lourinhã, e um outro descoberto em 2007, em Porto das Barcas (na mesma região) que ainda não está sequer descrito. E há muita informação - sobre as espécies em causa, a sua reprodução, desenvolvimento embrionário, etc. - que o estudo pode arrancar aos fósseis.


Encontrar ninhos de ovos de dinossauros, muitos deles intactos, com os pequenos embriões lá dentro e ossinhos minúsculos todos muito bem definidos, não é exactamente comum. Na região da Lourinhã, porém, há vários sítios onde existem estes fósseis e ao logo de toda costa, naquela zona, podem encontrar-se com alguma facilidade fragmentos de ovos daquela época remota e daqueles animais extintos há 65 milhões de anos. Fazer esta investigação poderá ajudar a esclarecer também porque razão aquela zona tem esta riqueza.


Um dos ninhos de Paimogo, que já está estudado e que pode ser visto na exposição do Museu da Lourinhã, já contou a sua história: uma cheia matou a ninhada. Mas, com os outros, o que aconteceu? Dentro de um ano, Rui Castanhinha e Ricardo Araújo poderão ter uma resposta.