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domingo, setembro 03, 2017

VI Simpósio "Dinosaur Eggs and Babies" 2017

A sexta edição do Simpósio Dinosaur Eggs and Babies a decorrer de 3 a 8 de Outubro de 2017, terá lugar no Monte da Caparica, Portugal.

O simpósio sobre ovos e bebés de dinossauros é um dos mais importantes e prestigiados do mundo nos âmbitos da Paleoologia, a ciência dos ovos fósseis, e do desenvolvimento dos dinossauros e ontogenia. Com a primeira edição em 1999, sobre a alçada da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa em colaboração com Museu da Lourinhã, e realizado regularmente a cada três a quatro anos desde então, tem representado um impulso significativo nestes campos.


Para a edição deste ano, o principal tópico de discussão proposto é a formação das cascas de ovo.

O programa científico inclui ainda três sessões plenárias, cada uma delas direccionada para um dos temas nucleares: biomineralização de ovos e ossos, ovos de dinossauros e desenvolvimento de dinossauros.


Mais informações no site da FCT-UNL:

+(351) (212 948 573) ext 10205

Ou nas redes sociais:

Twitter: @VIDinoEggsBabi
Facebook: /VIDinoeggsandBabies/


terça-feira, julho 25, 2017

Guegoolithus turolensis e a estrutura conservativa da casca de ovo


Foi recentemente publicado na revista científica Journal of Iberian Geology, o artigo The conservative structure of the ornithopod eggshell: electron backscatter diffraction characterization of Guegoolithus turolensis from the Early Cretaceous of Spain, dos investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã, Miguel Moreno-Azanza e Octávio Mateus, e da Universidade de Zaragoza, Blanca Bauluz e José Ignacio Canudo.
A ooespécie em análise, Guegoolitus turolensis, da família Spheroolithidae, do Cretácico Inferior de Espanha, foi primeiramente descrita no Barremiano da Bacia Ibérica e posteriormente identificada no Valanginiano-Hauteriviano da Formação de Cameros, dois achados separados espacialmente por uma centena de quilómetros e temporalmente por mais de dez milhões de anos.

Moreno-Azanza et al., 2017.

Estudos levados a cabo por este grupo de investigadores permitiram identificar não só diferenças pouco significativas entre os espécimes destas duas ocorrências (separadas por dez milhões de anos), interpretadas como sendo derivadas do facto de serem ovos de postura pertencentes a duas espécies diferentes, mas também semelhanças cristalográficas importantes com as cascas de ovos de Maiasaura do Cretácico Superior da América do Norte.
A análise das semelhanças e diferenças cristalográficas e estruturais encontradas sugere que as propriedades físicas das cascas de ovos desta espécie de dinossauros ornitópodes se mantiveram invariáveis durante, pelo menos, oitenta milhões de anos, implicando comportamentos de reprodução, nidificação e incubação semelhantes nesta linhagem de dinossauros ornitísquios. 




segunda-feira, julho 03, 2017

Anfíbio e réptil do Triásico expostos no Museu Nacional de Arqueologia

Está patente, desde o passado dia 21 de Junho, na galeria poente do Museu Nacional de Arqueologia, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, a exposição monográfica "Loulé. Territórios, Memórias e Identidades".

Fachada da entrada da exposição. Fotografia por Nathaly Rodrigues.

A exposição é uma iniciativa conjunta dos Museus Nacional de Arqueologia e Municipal de Loulé e reúne um acervo com mais de 500 bens culturais que testemunham os últimos sete milénios de história do maior e mais povoado concelho do Algarve, Loulé. Os bens culturais provêm de 13 instituições distintas, entre as quais se destacam o Museu Municipal de Loulé e o Museu Monográfico do Cerro da Villa, o Museu Nacional de Arqueologia, o Arquivo Municipal de Loulé, a UNIARQ – Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, os Museus Municipais de Faro, da Figueira da Foz, de Arqueologia de Albufeira e de Silves, a Universidade do Algarve, a Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa, o Museu da Lourinhã e a Imprensa Nacional Casa da Moeda.
A mostra divide-se em vários núcleos que revelam os achados paleontológicos e arqueológicos que melhor testemunham a história do concelho de Loulé. 
O ponto de partida da exposição é dedicado ao apontamento "Loulé há mais de 220 milhões de anos" onde se destacam os achados paleontológicos, com 227 milhões de anos, realizados por uma equipa internacional de investigadores, liderada pelo paleontólogo e investigador da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã, Octávio Mateus. 
Acompanhados por ilustrações de Joana Bruno, alguns dos resultados de seis anos de escavações paleontológicas, um crânio e uma mandíbula de Metopossaurus algarvensis e uma mandíbula e dentes de fitossauro, anfíbio e réptil do Triásico respectivamente, compõem este primeiro momento expositivo.
Núcleo expositivo dedicado aos achados paleontológicos da região de Loulé. Fotografia por Nathaly Rodrigues.

Metopossaurus algarvensis. Ilustração por Joana Bruno. Fotografia por Nathaly Rodrigues.

Crânio e mandíbula de Metopossaurus algarvensis. Fotografia por Nathaly Rodrigues.

Fitossauro. Ilustração por Joana Bruno. Fotografia por Nathaly Rodrigues.

Mandíbula e dentes de fitossauro. Fotografia por Nathaly Rodrigues.

Seguem-se outros testemunhos importantes para o concelho, divididos em três secções: a secção Territórios, que apresenta o concelho na sua diversidade geomorfológica - o litoral, a serra e o barrocal, a secção Memórias, que expõe, por ordem cronológica, sete núcleos arqueológicos onde figuram, a título exemplificativo, a escrita do sudoeste e as mais antigas actas conhecidas em Portugal , e a secção Identidades, onde são revelados os rostos de achadores, cuidadores e doadores de bens culturais de Loulé. 
A exposição, comissariada por Victor S. Gonçalves, Catarina Viegas e Amílcar Guerra, da Universidade de Lisboa, Helena Catarino, da Universidade de Coimbra e Luís Filipe Oliveira, da Universidade do Algarve, estará aberta ao público até 30 de Dezembro de 2018.

sábado, maio 13, 2017

Cyclotosaurus naraserluki, o novo anfíbio do Triásico da Gronelândia

Há cerca de 208 milhões de anos atrás, o grande anfíbio Cyclotosaurus naraserluki, habitou e dominou um vasto sistema lagunar no que hoje é a Jameson Land Basin na Gronelândia.
Cyclotosaurus naraserluki, nomeado e descrito pelos investigadores Marco Marzola, Octávio Mateus, Neil Shubin e Lars B. Clemmensen no artigo publicado na revista científica Journal of Vertebrate Paleontology, é o maior anfíbio até agora relatado na Gronelândia e um dos vertebrados do Triásico Superior com o registo da maior paleolatitude conhecida. O registro de Cyclotosaurus da Formação Fjord, juntamente com Gerrothorax pulcherrimus, mostra uma estreita correlação entre a fauna anfíbia do Triásico Superior da Gronelândia e a fauna anfíbia das bacias europeias, nomeadamente de Portugal.

Vista dorsal do holótipo Cyclotosaurus naraserluki. Trabalho artístico por Ana Luz (Museu da Lourinhã) 

As faunas de temnospôndilos da Europa e do Árctico Escandinavo são caracterizadas por táxons não encontrados nas faunas da América do Norte, mostrando uma ligação geográfica entre a Gronelândia Oriental e a Europa Central, apesar da abertura do Atlântico Norte.
A Gronelândia é, e sempre foi, parte constituinte do continente norte-americano e, apesar da abertura precoce do Atlântico Norte, a fauna e a flora triásicas mostram mais afinidades com a da Europa Central. Isto pode ser explicado por vários factores: (1) a paleolatitude equivalente da Gronelândia e da Europa Central promoveu faunas semelhantes, em contraste com a posição paleo-atitudinal subequatorial das ocorrências fósseis norte-americanas conhecidas no Texas, no Novo México e no Arizona; (2) a distância geográfica entre a Gronelândia e a Europa Central era mais curta do que a da distância entre a Gronelândia e o sul da América do Norte, o que pode ter facilitado a dispersão; E (3) os desertos e as regiões áridas que separam a Gronelândia e o Texas, Novo México e Arizona podem ter constituído uma barreira muito mais eficiente do que o proto-atlântico entre a Gronelândia e a Europa. 



Marzola, M., O. Mateus, N. H. Shubin, and L. B. Clemmensen. 2017. Cyclotosaurus naraserluki, sp. nov., a new Late Triassic cyclotosaurid (Amphibia, Temnospondyli) from the Fleming Fjord Formation of the Jameson Land Basin (East Greenland). Journal of Vertebrate Paleontology. 

DOI: 10.1080/02724634.2017.1303501

terça-feira, março 14, 2017

Laboratório de MacroPaleontologia na NOVA

Decorreu ontem, dia 13 de Março de 2017, pelas 12:00 horas, no piso térreo do Departamento de Ciências da Terra da FCT - Universidade Nova de Lisboa a inauguração do "Laboratório Professor Miguel Telles Antunes - Laboratório de Macropaleontologia". Estiveram presentes, entre outros, o Sr. Diretor da FCT -UNL, Prof. Fernando Santana, o Director do Departamento de Ciências da Terra, Prof. José Carlos Kullberg e, naturalmente, o homenageado, Prof. Miguel Telles Antunes.

Laboratório de Macro Paleontologia de Vertebrados - FCT UNL

quinta-feira, fevereiro 16, 2017

I Congresso sobre Planalto das Cesaredas

Decorrerá este ano, entre 31 de Março e 2 de Abril, na Lourinhã (Portugal) o I Congresso sobre o Planalto das Cesaredas.

De organização conjunta entre a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e a Associação dos Amigos do Planalto das Cesaredas, o congresso visa promover o conhecimento científico, nas suas diversas vertentes - Geologia, Geomorfologia, Arqueologia, Espeleologia, Fauna, Flora, Património e Cultura - desta região que abrange os municípios da Lourinhã, Peniche, Bombarral e Óbidos.


Mais informações em:

http://www.dct.fct.unl.pt/congresso-cesaredas
http://www.aaplanaltocesaredas.pt/

domingo, junho 26, 2016

Mestrado em Paleontologia, inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para o Mestrado em Paleontologia numa iniciativa conjunta entre a FCT - Universidade NOVA de Lisboa e a Universidade de Évora.

Esta é a 5.ª edição deste mestrado que está a ter grande sucesso e que pretende treinar a nova geração de paleontólogos de Portugal e da Europa.

Aprender sobre paleontologia e fósseis é apaixonante e cativante! É uma disciplina multidisciplinar para uma carreira científica e Portugal é muito rico de fósseis o que oferece dezenas de oportunidades entusiasmantes pela frente. 

Informações e candidaturas (FCT-UNL):



sexta-feira, maio 20, 2016

Baleias-de-bico em nova tese em paleontologia por João Muchagata


A estrutura bizarra no crânio da baleia-de-bico extinta Globicetus hiberus levou à tese por João Muchagata integrado no Mestrado em Paleontologia da FCT-Universidade Nova de Lisboa + Universidade de Évora. Parabéns ao João Muchagata que agora é Mestre com uma classificação de 18 valores.



Data: 18 de Maio de 2016
Mestrado em Paleontologia
Dissertação: "Função, dimorfismo sexual e variação intraespecífica das estruturas rostrais bizarras na baleia-de-bico extinta Globicetus hiberus"
Júri: Doutores Carlos Ribeiro (UÉ), Mário Estevens (CM Almada) e Octávio Mateus (FCT-UNL, orientador).

Defesa de tese de João Muchagata: candidato, júri e orientadores.


Resumo: Zifídeos são odontocetes ecolocalizadores capazes de efetuar mergulhos de grande profundidade. O recentemente nomeado Globicetus hiberus do Plioceno, exibe uma peculiar e grande esfera óssea no rostro, o processo mesorostral da pré-maxila ou MPP. A origem e função do MPP é misterioso, mas algumas hipóteses são abordadas: 1. malformação, doença ou deformidade; 2. lastro; 3. luta intraespecífica; 4. reflexão e orientação do feixe de som; 5. aumento da velocidade das ondas sonoras; 6. barreira sonora; e 7. órgão sexual. Algumas hipóteses são rejeitadas (1, 2, 6), outros podem desempenhar um papel secundário (3, 4, 5) e sugerimos o órgão sexual secundário (7) como a melhor hipótese. O MPP varia de tamanho nos seis espécimes estudados. Durante a vida, o MPP cresce alométricamente nos machos, mas não nas fêmeas, o que sugere que é um caso de dimorfismo sexual. Estas baleias seriam capazes de detetar ossos como imagens ecóicas distintas, portanto, o MPP poderia funcionar como um órgão sexual secundário, a chamado hipótese das “hastes internas”.

quinta-feira, maio 12, 2016

NOVApaleo'16: Programa do simpósio

Decorre amanhã, 13 de Maio de 2016, o Simpósio de Paleontologia NOVApaleo, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, com a seguinte programação:



08:30h – 9:00 Receção dos Participantes
9:00 – 9:15h Sessão de Abertura
9:15h – 10:15 – PALESTRA: Moluscos del Mioceno de Portugal. Paleoecologia e Patrimonio Geologico / Prof. José Angel González-Delgado & Prof. A. M. Martínez-Graña (Univ. Salamanca)
10:15 – 12:45 – Comunicações  (duração 12 min. + 3 min. discussão)
Rúben Domingos, Pedro Callapez, Paulo Legoinha, Pedro Correia, Ausenda Balbino (2016)  - Contributo para o conhecimento paleontológico do Devónico do Anticlinal de Valongo (Portugal)
Catarina Caprichoso, Artur A. Sá, Paulo Legoinha (2016) - The endemic species “Homalonotus mendes-correiai” (Trilobita: Devonian) from São Mamede, Portugal – a revision
Patrícia Rita, M. Reolid, Luís V. Duarte (2016) - Efeitos do EOA-T nas dimensões das carapaças de foraminíferos no perfil de Peniche (Bacia Lusitânica)
Bruno C. Pereira, Pedro Pereira, Carlos Neto Carvalho, Susana Machado, Lia Mergulhão, José Anacleto, Jorge Carvalho (2016) - Echinoderms from Cabeço da Ladeira, Porto de Mós (Portugal): an update
11:15-11:30 cofee-break
Alexandre Guillaume, Francisco Costa, Octávio Mateus (2016) - Stegosaur tracks from the Late Jurassic of Portugal new occurences and perspectives
Miguel Moreno-Azanza, Blanca Bauluz Lázaro, Octavio Mateus, Manuel Tricas (2016) - Sliced eggs: the use of thin sections in the study of eggshells
Simão Mateus, Ausenda Balbino, Paulo Legoinha,Filipe Barata (2016) - Main mesozoic portuguese tetrapod fauna and an exhibition proposal methodology
João Pereira, Pedro Callapez,Paulo Legoinha (2016) - O Cenomaniano Superior de Tentúgal (Coimbra): estratigrafia, microfácies e análise tafonómica de Vascoceras (Cephalopoda, Ammonoidea)
Pedro Oliveira, Lígia Castro, Zélia Pereira, Pedro Callapez (2016) - Contributo para o conhecimento de quistos de dinoflagelados do Cretácico Superior de Portugal: estudo das associações lagunares do Cenomaniano da Nazaré.

Tarde
14:30-15:15 – PALESTRA: Sobre a pesquisa de vertebrados não-marinhos no Miocénico da Bacia do Tejo / Prof. Telles Antunes (UNL e Academia das Ciências de Lisboa)
15:15 – 16:30 – Comunicações  (duração 12 min. + 3 min. discussão)
Pedro R. Fialho, Ausenda Balbino, Miguel Telles Antunes (2016) - Seláceos do Langhiano da Bacia do Baixo Tejo (Brielas, Portugal)
Joana Ferreira, Francisco Sierro, Paulo Legoinha (2016) - Foraminíferos de Montemayor-1 (Huelva, Espanha) e inferência de mudanças climáticas de há 5,6 a 5,5 Ma
João Muchagata, Octávio Mateus (2016) - Tales from the deep: fossil ziphiids from the Atlantic sea floor, Southwest of the Farilhões Islands, Portugal
João Marinheiro, Octávio Mateus, A. Alaoui, F. Amani, M. Nami, C. Ribeiro (2016) - Report on Holocene Cave Fauna from Taghrout, Morocco
Simão Mateus, Ausenda Balbino, Paulo Legoinha, Filipe Barata (2016) - Panorama legal da Paleontologia portuguesa
POSTERS
Joana Damas, Pedro Callapez, Paulo Legoinha (2016) - Sobre o histórico de estudos de equinídeos do Neogénico português
João Barros, Pedro Callapez, Pedro Dinis (2016) - Contribuição para o conhecimento da malacofauna holocénica do litoral de Angola: Moluscos marinhos da restinga de Tômbwa (Namibe)
16: 30 - Sessão de encerramento
Dia 14 de Maio

9.00h -18h – Workshop - Curso ‘R’

quinta-feira, abril 14, 2016

Mini-simpósio sobre dinossauros ornitísquios: próxima segunda-feira, 18 de Abril

Na próxima segunda-feira, 18 de Abril decorre um mini-simpósio sobre dinossauros ornitísquios na FCT-UNL com os convidados especiais James Kirkland, paleontólogo do Utah Geological Survey (UGS) e  Mark Loewen professor na Universidade de Utah (UU).

Os dinossauros ornitísquios blindados, os tireóforos, são o foco deste mini-simpósio que decorre no Auditório da Biblioteca no campus da Faculdade de Ciências e Tecnologia, FCT, Universidade Nova de Lisboa, na Caparica, a partir das 15:00 com entrada livre.

Mini-Symposium on Ornithischian Dinosaurs
James Kirkland (UGS): Ankylosaur dinosaurs and Dinosaurs of Utah
Mark Loewen (UU): Ankylosaur Europelta
Octávio Mateus (FCT_UNL): Ornithischians in Portugal

Organizado pelo Departamento de Ciências da Terra da FCT, com apoio do American Corner e do Museu da Lourinhã.

http://www.dct.fct.unl.pt/noticias/2016/04/mini-simposio-sobre-dinossauros-ornitisquios-proxima-segunda-feira-18-de-abril

segunda-feira, setembro 14, 2015

Dentes de terópodes megalossauros

Foi publicado mais um artigo (em versão final), o terceiro neste verão de 2015, sobre dentes de dinossauros carnívoros como resultado do doutoramento de Christophe Hendrickx pela Universidade NOVA de Lisboa, desta vez sobre a dentição de dinossauros terópodes megalossauros.






É um estudo baseado em dezenas de dentes da Europa, África, América do Norte, América do Sul e Ásia. O estudo inclui dentes de Torvosaurus gurneyi do Jurássico Superoor de Portugal, em exposição no Museu da Lourinhã.

Resumo no original:
Theropod teeth are particularly abundant in the fossil record and frequently reported in the literature. Yet, the dentition of many theropods has not been described comprehensively, omitting details on the denticle shape, crown ornamentations and enamel texture. This paucity of information has been particularly striking in basal clades, thus making identification of isolated teeth difficult, and taxonomic assignments uncertain. We here provide a detailed description of the dentition of Megalosauridae, and a comparison to and distinction from superficially similar teeth of all major theropod clades. Megalosaurid dinosaurs are characterized by a mesial carina facing mesiolabially in mesial teeth, centrally positioned carinae on both mesial and lateral crowns, a mesial carina terminating above the cervix, and short to well-developed interdenticular sulci between distal denticles. A discriminant analysis performed on a dataset of numerical data collected on the teeth of 62 theropod taxa reveals that megalosaurid teeth are hardly distinguishable from other theropod clades with ziphodont dentition. This study highlights the importance of detailing anatomical descriptions and providing additional morphometric data on teeth with the purpose of helping to identify isolated theropod teeth in the future.

Hendrickx, C., Mateus, O., Araújo, R. 2015. The dentition of megalosaurid theropods. Acta Palaeontologica Polonica 60 (3): 627–642.  www  PDF

Este artigo já tinha sido divulgado pela APP mas sai agora em versão final.

Após o doutoramento na FCT-UNL, o Christophe está agora a fazer o pós-doutoramento na Universidade de Witwatersrand, em África do Sul.


quinta-feira, setembro 10, 2015

Mestrado de Paleontologia: candidaturas até 15 de Setembro

As candidaturas para o Mestrado de Paleontologia (em associação entre a FCT-UNL e Universidade de Évora) estão abertas até 15 de Setembro.
Replica-se aqui a página oficial da FCT do Mestrado em Paleontologia:


ENSINO

Mestrado em Paleontologia

(em Associação com a Universidade de Évora)
Entrou em funcionamento no ano letivo de 2012/2013. O número mínimo de créditos para a obtenção do grau é de 120 (2 anos).
Este curso só funcionará se tiver 10 ou mais inscrições confirmadas, conforme decisão do Conselho Executivo da FCT/UNL

Objetivos

No sentido de aproveitar conhecimentos, valências e instalações laboratoriais, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT/UNL) e a Universidade de Évora juntaram-se para propor um 2º ciclo de Paleontologia.
Este 2º ciclo de estudos está concebido para ser aberto a um público com formação de base diversa, permitindo atrair estudantes de várias áreas do saber. Destacamos os que finalizarem o 1º ciclo de estudos nas áreas da, biologia, geologia, arqueologia e outras. Está também gizado para atrair docentes dos Ensinos Básico e Secundário que, tendo terminado a sua formação no sistema pré Bolonha, queiram agora actualizar os seus conhecimentos e aperfeiçoar competências na área da Paleontologia.
O objectivo geral do ciclo de estudos é formar alunos pós-graduados sobre as questões actuais da evolução da Terra e da Vida. O mestrado promoverá um conjunto de ensinamentos coeso,com valor de empregabilidade e que actue como protecção e valorização sócio-económica do património paleontológico. Este mestrado preenche uma lacuna, em termos de oferta nacional nesta área de formação.
São objectivos do curso de mestrado em Paleontologia: 
a) Aprofundar a formação na área da Paleontologia, a fim de adquirir bases sustentáveis para transmissão de conhecimentos relacionados com esta área científica.
b) Adquirir formação científica e técnica no domínio da Paleontologia, permitindo compreender e resolver novos paradigmas em contextos multidisciplinares, nomeadamente para um melhor e mais consciente desempenho de atividades técnicas de classificação e gestão do meio natural, particularmente do Paleontológico, da responsabilidade de entidades públicas (Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, e autarquias).
c) Desenvolver capacidades de integração de conhecimentos em situações complexas de âmbito geológico.
d) Desenvolver uma visão crítica sobre o registo fóssil e sua importância para a compreensão dos processos evolutivos.
e) Analisar e discutir os aspectos biológicos dos organismos do passado.
f) Discutir e aplicar teorias, paradigmas e conceitos a fim de obter uma visão global e adequada da História da Terra e da Vida.
g) Adquirir competências e autonomia para a formulação de propostas de projetos científicos a submeter, especialmente, a programas nacionais da responsabilidade da administração central e regional, num país com uma riqueza paleontológica ainda, em boa parte, por explorar.
h) Ganhar competências que permitam continuar a desenvolver e a adquirir formação ao longo da vida nas áreas disciplinares e afins da Paleontologia, com elevado grau de autonomia, nomeadamente a progressão para um 3º ciclo de estudos.

Saídas profissionais

  • Autarquias e Associações de Municípios 
  • Áreas Protegidas 
  • Geoparqes,
  • Departamentos governamentais 
  • Museus 
  • Investigação
  • Profissão liberal
  • Empresas do sector Energético (Petróleo, Gás Natural e Carvão) 
  • Mestrado reconhecido pelo Ministério da Educação para efeitos da aplicação do Artigo 54º do Estatuto da Carreira Docente (DL nº 270/2009 de 30 de Setembro), regulamentado pela portaria nº 344/2008 de 30 de Abril, aos grupos de recrutamento 230 e 520 do 2º ciclo e 3º ciclo de Ensino Básico.
CONHECIMENTOS, CAPACIDADES E COMPETÊNCIAS A ADQUIRIR PELOS ESTUDANTES
Na aprendizagem, a tónica é posta na elaboração e apresentação de relatórios técnico-científicos e na capacidade de discussão crítica com sólida argumentação. A consolidação de competências no âmbito da pesquisa bibliográfica, escrita cientifíca e o desenvolvimento da comunicação oral são também estimuladas. Há que fornecer competências e qualificações práticas, bem como formação mais aprofundada aos actuais licenciados em Biologia e em Geologia e a um leque alargado de interessados, bem como proporcionar aos docentes do ensino básico e secundário mais adequada preparação para o desempenho da sua actividade. 
O 2º ciclo de Paleontologia inclui 8 disciplinas obrigatórias e 2 disciplinas optativas (total de 60 ECTS), no primeiro ano lectivo. No segundo ano terá lugar a dissertação aplicando os conhecimentos adquiridos a um caso de estudo. Todas as unidades curriculares terão uma tónica aplicada. Parte das horas de contacto terá lugar no campo ou no laboratório, valorizando e desenvolvendo competências, previligiando a aprendizagem da autonomia como auto desenvolvimento. 

Horário de funcionamento:

Diurno. Prevê-se que um semestre funcione nas instalações da UE e o outro semestre seja leccionado nas instalações da FCT-UNL.

Propinas:

Estudantes nacionais: 1.063,47€
Estudantes internacionais: 1.063,47€

Prazo de candidatura:

15 maio a 15 setembro
CANDIDATURAS INTERNACIONAIS

segunda-feira, abril 27, 2015

Universidade Nova de Lisboa (FCT) com aulas práticas no Jurássico da Lourinhã

Três turmas de alunos da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT-UNL) estiveram a aprender geologia e paleontologia este fim de semana com aulas práticas nas arribas do Jurássico da Formação da Lourinhã e Consolação. Além da visita ao Museu da Lourinhã, as atividades contaram com saídas ao campo a Paimogo, Porto Batel e Porto das Barcas. 
Estas turmas incluem alunos de licenciatura e mestrado, nomeadamente Licenciatura em Engenharia Geológica (disciplinas de Estratigrafia e Paleontologia), Mestrado em Paleontologia (disciplinas de Paleontologia e Vertebrados e Estratigrafia e Processos Sedimentares), e Mestrado em Educação (Complementos de Geologia para Ensino II). Todos os anos deslocam-se turmas da FCT-UNL e alguns estudantes de mestrado e doutoramento optaram mesmo por fixar residência na capital dos dinossauros.





terça-feira, abril 07, 2015

O Brontosaurus está de volta! Paleontólogos da FCT-UNL recuperam um dos nomes mais famosos de dinossauros

O Brontosaurus está de volta!


Paleontólogos de Portugal anunciam que o famoso dinossauro de pescoço longo afinal não era o Apatosaurus


Paleontólogos da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade de Oxford do Reino Unido refizeram a árvore da vida de uma família de grandes dinossauros herbívoros, os diplodocídeos, e obtiveram revelações surpreendentes: um dos nomes mais icónicos de dinossauro, o Brontosaurus, está de volta, baptizam um novo género de dinossauro Galeamopus e reclassificam uma espécie portuguesa como Supersaurus.
Brontosaurus, Credit: Davide Bonadonna, Milan, Italy. Creative commons license CC- BY NC SA.


Embora sendo conhecido como um dos dinossauros mais emblemáticos, o Brontosaurus (o "lagarto trovão") tem sido classificado de forma errada. Desde 1903, que a comunidade científica acreditava que afinal o género Brontosaurus era de facto o Apatosaurus. Agora, um novo estudo exaustivo levado a cabo por paleontólogos Emanuel Tschopp e Octávio Mateus da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e Roger Benson de Oxford, no Reino Unido, fornece evidências conclusivas de que Brontosaurus é distinto do Apatosaurus e, como tal, pode agora ser reintegrado como um próprio e único género.


O Brontosaurus é um dos mais carismáticos dinossauros de todos os tempos e que tem inspirado gerações de crianças, graças ao seu tamanho e nome sugestivos. No entanto, como todos os paleontólogos sabem, o Brontosaurus era de facto um equívoco devendo ser correctamente referido como Apatosaurus. Pelo menos, isso é o que os cientistas acreditavam desde 1903, quando foi decidido que as diferenças entre o Brontosaurus excelsus e o Apatosaurus eram tão pequenas que era melhor colocar os dois no mesmo género. Como o Apatosaurus foi classificado primeiro, foi o único que foi usado sob as regras da nomenclatura científica.


Brontosaurus em mural em Nova York desenhado por Neave Parker (foto por Octávio Mateus)
Na verdade, é claro, o Brontosaurus nunca desapareceu realmente - ele era simplesmente tratado como uma espécie do género Apatosaurus: Apatosaurus excelsus. Assim, enquanto os cientistas pensavam que o género Brontosaurus era o mesmo que o do Apatosaurus, eles sempre concordaram que as espécies excelsus eram diferentes das outras espécies de Apatosaurus. Agora, os paleontólogos Emanuel Tschopp, Octávio Mateus, e Roger Benson vêm dizer que o Brontosaurus sempre foi um género único. Mas vamos começar do princípio.


A história do Brontosaurus é complexa, e é uma das histórias mais intrigantes da ciência. Na década de 1870, no oeste dos Estados Unidos foram descobertas dezenas de novas espécies fósseis, principalmente dinossauros. Equipas de campo escavaram inúmeros novos esqueletos principalmente para os famosos e influentes paleontólogos Marsh e Cope. Durante esse período, a equipa de Marsh descobriu dois enormes esqueletos parciais de dinossauros de pescoço comprido e enviaram-nos para o Peabody Museum de Yale, em New Haven, onde Marsh trabalhava. Marsh descreveu o primeiro desses esqueletos como sendo o Apatosaurus ajax, o "lagarto enganador", segundo o herói grego Ajax. Dois anos depois, ele deu o nome de Brontosaurus excelsus ao segundo esqueleto, o "lagarto trovão nobre". No entanto, como em nenhum dos esqueletos foram encontrados com um crânio, Marsh reconstrui um para Brontosaurus excelsus. O Brontosaurus era um animal enorme, como o Apatosaurus, e como outro dinossauro de pescoço comprido do oeste dos Estados Unidos, o Camarasaurus. Devido a essa semelhança, parecia lógico nessa altura que o Brontosaurus, tivesse um crânio em forma de caixa semelhante ao do Camarasaurus. No entanto, esta reconstrução foi mais tarde considerada errada.


Pouco depois da morte de Marsh, uma equipa do Museu Field de Chicago encontrou um outro esqueleto semelhante ao Apatosaurus ajax e ao Brontosaurus excelsus. Na verdade, este esqueleto era intermédio quanto à sua forma em muitos aspectos. Desta forma, os paleontólogos pensaram que o Brontosaurus excelsus era realmente tão semelhante ao Apatosaurus ajax que seria mais correto tratá-los como duas espécies diferentes do mesmo género. Esta foi a segunda extinção do Brontosaurus - uma extinção científica: a partir dessa altura, o Brontosaurus excelsus ficou conhecido como Apatosaurus excelsus e o nome Brontosaurus não foi mais considerado cientificamente válido.


O golpe final para o Brontosaurus aconteceu na década de 1970, quando investigadores mostraram que o Apatosaurus não estava relacionado com o Camarasaurus, mas sim com Diplodocus. Como o Diplodocus tinha um crânio delgado, semelhante ao crânio de um cavalo, o Apatosaurus e também o  Brontosaurus deviam de ter tido um crânio mais parecido com o Diplodocus em vez de com o Camarasaurus - e por isso nasceu o mito popular, mas falso, sobre o Brontosaurus ser um Apatosaurus com uma cabeça errada.


Agora, neste novo estudo publicado na revista científica PeerJ, contendo mais de 300 páginas, os cientistas de Portugal e do Reino Unido relatam três conclusões principais: um novo género semelhante ao Diplodocus, que eles chamam de Galeamopus; o género Supersaurus, originário  da América, inclui agora também o género português Dinheirosaurus, proveniente da Lourinhã e em exposição no Museu da Lourinhã; e, mais notavelmente, os cientistas mostraram que o  Brontosaurus era distinto do Apatosaurus e depois de tudo isto - o lagarto trovão está de volta!


Como pode um único estudo derrubar mais de um século de pesquisas? "A nossa pesquisa não teria sido possível com este nível de detalhe há 15 ou mais anos atrás", explica Emanuel Tschopp, um suíço que liderou o estudo, durante o seu doutoramento na Universidade Nova de Lisboa, em Portugal, “na verdade, até muito recentemente, a alegação de que o Brontosaurus era o mesmo que o Apatosaurus com base no conhecimento que tínhamos, era tida como completamente razoável.” Somente com as inúmeras novas descobertas de dinossauros semelhantes ao Apatosaurus e ao Brontosaurus ocorridas nos últimos anos, tornou-se possível realizar uma nova investigação detalhada de quão diferente eles realmente eram.


Em ciência, a distinção entre espécies e géneros não tem regras claras. Será que isso significa que a decisão de ressuscitar o Brontosaurus é apenas uma questão de preferência pessoal? "Nem um pouco", explica Tschopp, "nós tentamos ser o mais objectivos possível sempre que tomamos uma decisão que possa diferenciar espécie de género". Os investigadores aplicaram métodos estatísticos para calcular as diferenças entre outras espécies e géneros de dinossauros diplodocídeos, e foram surpreendidos com o resultado. "As diferenças que encontramos entre o Brontosaurus e o Apatosaurus foram pelo menos tão numerosas como aquelas entre outros géneros intimamente relacionados, e muito mais do que as que normalmente se encontram entre as espécies", explicou Roger Benson, um co-autor da Universidade de Oxford.


Assim sendo, Tschopp e seus colegas concluíram que é agora possível ressuscitar o Brontosaurus como um género distinto do Apatosaurus. "É o exemplo clássico de como a ciência funciona", disse um dos autores, Professor Octávio Mateus, da Universidade Nova e colaborador do Museu da Lourinhã. "Especialmente quando as hipóteses se baseiam em fósseis parciais é possível que novas descobertas derrubem anos de pesquisa."


A ciência é um processo, sempre em movimento na direcção de uma visão mais clara do mundo que nos rodeia. Às vezes, isso também significa que nós temos que recuar um pouco, antes de continuar a avançar. Isso é o que faz com que a curiosidade continue. Por isso, é apropriado dizer-se que o Brontosaurus, que despertou a curiosidade de milhões de pessoas em todo o mundo, agora voltou a fazê-lo novamente.





Citação do artigo: Tschopp, E., Mateus, O. e Benson, R.  (2015), A specimen-level phylogenetic analysis and taxonomic revision of Diplodocidae (Dinosauria, Sauropoda). PeerJ 3:e857; DOI 10.7717/peerj.857








Infografia do estudo do Brontosaurus (PeerJ).
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Emanuel Tschopp e Octávio Mateus medindo um fémur de dinossauro saurópode no Museu da Lourinhã.

Emanuel Tschopp e Octávio Mateus junto do dinossauro saurópode Supersaurus lourinhanensis no Museu da Lourinhã



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Abstract (do artigo):
Os Diplodocidae encontram-se entre os dinossauros saurópodes mais conhecidos. Várias espécies foram descritas no final de 1800 ou no início de 1900 a partir da Formação Morrison da América do Norte. Desde então, numerosos espécimes adicionais foram recuperados nos EUA, Tanzânia, Portugal e Argentina, bem como, possivelmente, em Espanha, Inglaterra, Geórgia, Zimbabwe, e na Ásia. Até o momento, o clado inclui cerca de 12 a 15 espécies nominais, alguns deles com status taxonómico questionável (por exemplo, 'Diplodocus" hayi ou Dyslocosaurus polyonychius) e com idades que vão variando do Jurássico Cretáceo. No entanto, as relações intra-genéricas do icónico, géneros multi-espécies do Apatosaurus e do Diplodocus ainda são pouco conhecidas. A maneira de resolver este problema é através de uma análise filogenética baseada em amostras, o que foi previamente implementado para o Apatosaurus, mas que aqui é realizada pela primeira vez para todo o clado de Diplodocidae. A análise inclui 81 unidades taxonómicas operacionais, das quais 49 pertencem a Diplodocidae. O conjunto de todos os OTUs inclui todos os espécimes com nome anteriormente proposto para pertencerem ao Diplodocidae, ao lado de um conjunto relativamente completo de espécimes já referidos, o que aumenta a quantidade sobreposta de material anatómico.

Grupos não pertencentes ao Diplodocidae foram posteriormente selecionados para testar as afinidades dos potenciais espécimes diplodocídeos, em relação aos quais tinha sido subsequentemente sugerido que pertencessem fora do clado. Os espécimes foram classificados para 477 caracteres morfológicos, que representam uma das mais extensas análises filogenéticas de dinossauros saurópodes. Os estados de caracteres foram desenhados e as tabelas foram dadas, no caso de caracteres numéricos. O cladograma resultante recupera o arranjo clássico das relações dos diplodocídeos. Duas abordagens numéricas foram utilizadas ​​para aumentar a capacidade de reprodução na nossa delimitação taxonómica das espécies e dos géneros. Isso resultou na proposta de que algumas espécies anteriormente incluídas em géneros conhecidos, como Apatosaurus e Diplodocus, são genericamente distintas. É importante destacar que o famoso género Brontosaurus é considerado válido pela nossa abordagem quantitativa. Além disso, o Diplodocus hayi representa um género único, que será aqui designado por Galeamopus gen. nov. Por outro lado, estas abordagens numéricas implicam a sinonimização do Dinheirosaurus a partir do Jurássico Superior de Portugal com o género Supersaurus da Formação Morrison. A nossa utilização de uma abordagem por espécimes, ao invés de uma abordagem baseada em espécies, aumenta o conhecimento da variação intraespecífica e intragenérica em diplodocídeos, e o estudo demonstra como a análise filogenética baseada na espécie é uma ferramenta valiosa na taxonomia de saurópode e, potencialmente, na paleontologia e taxonomia como um todo.

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