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quarta-feira, novembro 25, 2015

Novos governantes na área da Ciência e os sinais positivos


Portugal terá novo governo a partir de amanhã. Esperemos que haja maior apoio para a Ciência. Para já, temos dois bons sinais: 1) a pasta a "ciência e ensino superior" sobe de novo a nível de ministério (em vez de secretaria de estado no governo anterior); 2) querem continuar o excelente legado de Mariano Gago.
O novo Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior será Manuel Heitor do IST.  A nova secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior é a historiadora Maria Fernanda Rollo, Professora Associada na FSCH-Universidade Nova de Lisboa. 
Votos de sucesso para os desafios que tem pela frente.

Replicamos aqui o perfil traçado pelo Jornal Público:

Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

O ministro que quer continuar o legado de Mariano Gago

Aos 57 anos, o investigador Manuel Heitor torna-se ministro da Ciência e do Ensino Superior – pasta que conheceu bem como secretário de Estado durante seis anos, entre 2005 e 2011, período em que José Mariano Gago foi o ministro responsável por essas duas áreas nos governos socialistas de José Sócrates.
Professor catedrático, Manuel Heitor era até agora director do Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de Desenvolvimento (do Instituto Superior Técnico de Lisboa, ou IST), que fundou em 1998. Foi no IST que se licenciou em engenharia mecânica, em 1981. Quatro anos depois, doutorou-se no Imperial College, em Londres, também em engenharia mecânica, a que se seguiu um pós-doutoramento na Universidade da Califórnia em San Diego, em 1986.
Depois da formação e estadia no estrangeiro, desenvolveu a sua carreira académica e de investigação no IST, na área de mecânica de fluidos e combustão experimental. A partir do início da década de 1990 dedicou-se também ao estudo de políticas de ciência, tecnologia e inovação, incluindo políticas e gestão do ensino superior.
Foi pela primeira vez para um governo com o antigo ministro Mariano Gago, como secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Mariano Gago, que morreu em Abril deste ano, já antes disso tinha sido ministro da Ciência, entre 1995 a 2002, nos governos de António Guterres, e foi quem em Portugal deu peso político à investigação científica. Para pôr a ciência na agenda política, Mariano Gago escreveu o livro Manifesto para a Ciência em Portugal, apresentado há 25 anos, em 1990, e que era um programa de governo para esta área.
É a partir deste legado que, ao longo deste ano, Manuel Heitor tem estado envolvido na organização de várias homenagens a Mariano Gago e no lançamento de um novo manifesto para a ciência como um desígnio nacional (“O conhecimento como futuro – Uma nova agenda política para a ciência, a tecnologia e o ensino superior em Portugal”), no qual se defende o aumento do dinheiro do Estado para a investigação.
“Passados 25 anos sobre o Manifesto para a Ciência em Portugal é imperativo reafirmar que a ciência é necessária, para todos; apostando nas pessoas, na sua formação exigente e motivada, prosseguindo o sucesso do desenvolvimento científico e tecnológico; urge, em suma, reclamar a ideia forte de que Portugal é país de ciência (…)”, escreveu num artigo de opinião em Maio no PÚBLICO, em co-autoria com Maria Fernanda Rollo, da Universidade Nova de Lisboa. “Investir na ciência é, como há 25 anos, investir no futuro de Portugal.”
Agora que está à frente da pasta da Ciência, Manuel Heitor vai decidir se vai desfazer muitas das políticas científicas dos últimos quatro anos do Governo Pedro Passos Coelho – a começar pela avaliação muito polémica que a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) fez aos centros de investigação do país (o programa eleitoral do PS prometia um novo processo de avaliação) e a acabar nos cortes nas bolsas de doutoramento e pós-doutoramento. Teresa Firmino
Quanto à Secretária de Estado, replicamos também o perfil traçado pelo Jornal Público:

Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

Maria Fernanda Rollo

A historiadora Maria Fernanda Rollo, a nova secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, tem um percurso académico e de investigação na área da inovação, engenharia, organização da ciência e economia do século XX português. A sua parceria em vários projectos com o novo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, é já de longa data — por exemplo, foram dois dos responsáveis da exposição Engenho e Obra — História da Engenharia em Portugal no Século XX, no início de 2003 na Cordoaria Nacional, em Lisboa.
Começou por escolher História da Arte na licenciatura, concluída em 1987 na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL), mas o percurso de Maria Fernanda Rollo, agora com 50 anos, encaminhou-a depois para a história contemporânea. O mestrado, em 1993, foi sobre Portugal e o Plano Marshall, e o mesmo tema voltaria a ser explorado na sua tese de doutoramento, intitulada Portugal e Reconstrução Económica do Pós-Guerra – o Plano Marshall e a Economia Portuguesa dos Anos 50.
Actualmente era presidente do Instituto de História Contemporânea da FCSH-UNL, além de professora associada com agregação do Departamento de História da mesma faculdade.
Nos últimos tempos, Maria Fernanda Rollo e Manuel Heitor tinham tomado posições públicas relativas à ciência em Portugal, nomeadamente em artigos de opinião no PÚBLICO e na organização de homenagens a José Mariano Gago (1948-2015), antigo ministro da Ciência entre 1995 a 2002 e 2005 a 2011. E ainda, retomando o livro Manifesto para a Ciência em Portugal, apresentado há 25 anos por Mariano Gago, Maria Fernanda Rollo e Manuel Heitor estão entre os autores que lançaram em Junho deste ano um novo manifesto para a ciência como um desígnio nacional (O conhecimento como futuro – Uma nova agenda política para a ciência, a tecnologia e o ensino superior em Portugal). T.F.
Perfil: 
http://www.ihc.fcsh.unl.pt/pt/ihc/investigadores/item/1067-maria-fernanda-rollo
http://www.fcsh.unl.pt/faculdade/docentes/mffr
https://www.researchgate.net/profile/Maria_Fernanda_Rollo
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quinta-feira, agosto 27, 2015

Bolsas FCT de doutoramento Ciências da Terra mantêm descida


A Fundação para a Ciência e Tecnologia, que atribui as bolsas de investigação de Doutoramento e Pós-Doutoramento em Portugal anunciou os resultados do concurso deste ano.
As candidaturas decorreram em Fevereiro tendo sido aprovadas oito bolsas de doutoramento e quinze de pós-doutoramento em 60 candidaturas em cada um dos concursos (120 no total).

Evolução de atribuição de bolsas de doutoramento em Ciências da Terra nos últimos 4 anos.

O resultado demonstra continua a tendência de decréscimo nas bolsas de Ciências da Terra: 16, 5, 9 e 8 bolsas atribuídas de 2012 a 2015.

Em resumo das bolsas 2015:
BD: 60 candidatos (46 candidaturas validadas): 8 candidaturas aprovadas (13%), para 4 universidades
BPD: 60 candidatos: 15 candidaturas aprovadas (25%)
Dados dos anos anteriores (sem contar com recursos) para Bolsas de Doutoramento (BD):
2014: 53 candidaturas, 9 bolsas aprovadas; 17% de aprovação
2013: 41 candidaturas ; 5 bolsas aprovadas*; 12% de aprovação; para 2 universidades
2012: 59 candidaturas, 16 bolsas aprovadas; 27% de aprovação; para 8 universidades 

sexta-feira, janeiro 23, 2015

Bolsas em Geociências 2014 com recuperação e distribuição mais justa

Após o descalabro do ano passado, com apenas 4 bolsas atribuídas em Geociências pela FCT e praticamente a uma só universidade, este ano assistimos a uma recuperação (9 bolsas) e a uma distribuição mais justa entre as universidades portuguesas, a julgar pela origem dos candidatos.


Número de bolsas no concurso nos últimos três anos:
2012: 16
2013: 4
2014 (anunciadas agora): 9

sábado, novembro 01, 2014

Orçamento de Estado de 2015 reduz "Ciência e Ensino Superior" para 3%


A rubrica da "Ciência e Ensino Superior" no Orçamento de Estado de 2015, desce para 3,0% da despesa do Estado. O valor absoluto é de 1.438,4M€, o que representa uma redução de 2,1% relativa ao ano anterior.

O "Ensino Básico e Secundário e Administração Escolar" também sofre um corte de 11,4% para o valor de 5.291M€, o que representa 10.9% da despesa total.

Curiosamente, a rubrica "Órgãos de Soberania" tem um aumento de 3,5%, para 3.086,3M€, que representa  6,3% da despesa, mais do dobro da Ciência e Ensino Superior.

Despesa em Paleontologia: 0,0000000000000000000000001% (com sorte!)


Despesa por sector no Orçamento de Estado 2015. Fonte: O insurgente

Ensino Básico e Secundário e Administração Escolar:  5.291M€, 10.9% (redução de 11,4% relativo a 2014)
Órgãos de Soberania: 3.086,3M€  6,3%  (aumento de 3,5%)
Ciência e Ensino Superior 1.438,4M€  3,0%  (redução de 2,1%)

quarta-feira, outubro 24, 2012

Universidades portuguesas cada vez com menos financiamento



Evolução da dotação OE para o Orçamento de Funcionamento das Universidades Públicas - 2005 a 2013



Gráfico divulgado hoje (24 de Outubro de 2012) pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP)