quinta-feira, agosto 28, 2008

Pegadas na Praia dos Olhos de Água

Deixo uma sugestão de Verão: a jazida de pegadas, na praia de Olhos de Água,
a sul da Praia do Cortiço, no concelho de Óbidos é sempre uma boa visita,
aproveitando os últimos dias de Agosto, numa das mais bonitas praias da
região. Veja a localização no Google Maps aqui.




Foi descoberta inicialmente pelo Sr. António Miranda e publicada em 2003 por
mim e Prof. Miguel Telles Antunes. A referência é:

Mateus, O. & Antunes, M.T. (2003). A new dinosaur tracksite in the Lower
Cretaceous of Portugal. Ciências da Terra (UNL), 15: 253-262. (em PDF)

O resumo da publicação de 2003:

É descrita uma nova jazida de pistas de dinossauros no Cretácico inferior (Aptiano-Albiano) na praia de Olhos de Água, a primeira ocorrência de fósseis de vertebrados na Unidade estratigráfica em causa. Foram observadas 128 pegadas e 17 pistas numa superfície de ca. de 80 m2, permitindo reconhecer três morfotipos de pegadas tridáctilas: - Tipo 1 ("Iguanodontipus") – pistas D, F, K, J e P; - Tipo 2 (Terópode de grande porte), pegadas típicas de terópode, semelhantes a Grallator, i.e. pistas A, B, H e O; Tipo 3 (Terópode de porte médio), representadas só na pista M.
Além destas há algumas pistas mal conservadas, não identificadas. A pista B, de terópode, é sinuosa e foi produzida por um animal que coxeava. Outro caso interessante é o da pista M, dirigida de início para Este mas que muda drasticamente de direcção, para Oeste, ao mesmo tempo que o movimento se acelerou; o dinossauro decidiu virar-se e correr em sentido oposto.
Esta jazida evidencia pistas segundo três direcções principais: para Sul, para Este e para Oeste. Com a excepção da pista O, os grandes terópodes dirigiam-se para Sul (pistas A, B, G e H).
Perpendicularmente a estas, há pistas de ornitópodes, pequenos terópodes e dinossauros não identificados dirigidas para Este (5) e para Oeste (7). A repartição segregada em grupos de pistas e de direcções (com pistas de grandes terópodes dirigidas para Sul e de outros dinossauros para Oeste ou para Este pode significar que grandes terópodes vigiavam áreas de acesso a um recurso importante, muito provavelmente água, frequentemente procurada por ornitópodes e terópodes de menor porte. Não há indícios de comportamento social ou de gregarismo; a sobreposição de
pegadas mostra que os grandes terópodes que se dirigiam para Sul passaram em várias ocasiões. Foi possível caracterizar três sequências de pistas por ordem cronológica.

segunda-feira, agosto 11, 2008

Gruta do Frade

Fantástica! Maravilhosa!.. não há palavras para descrever a Gruta do Frade, em Sesimbra. Este fim de semana fomos visitar a Gruta do Frade, que é seguramente a mais bela de Portugal e uma das melhores da Europa. O grupo era constituído por mim, o Ricardo Araújo e o pessoal do NECA, Núcleo de Espeleologia da Costa Azul: o Francisco Rasteiro, o Carzé, o Chico e a cadela Maggie.

Está tanto por compreender relativamente às estruturas e formações desta gruta que estamos a precisar de geólogos, sobretudo a estudarem mineralogia, que nos ajudem a explicar alguns dos fenómenos observados (os tipos de estalagites, as excêntricas, os "cotonetes", etc).

A postura do NECA em prol da preservação daquela gruta é absolutamente impecável. O acesso é muito restrito e a limpeza é crucial, por exemplo, todos nós tinhamos esponjas para ir limpando os pés para não sujar a calcite de gruta. As regras de etiqueta espeleológica são estritamente mantidas o que permite conservar aquela gruta.

Aqui vai uma pequena selecção fotográfica:

O acampamento à estrada da gruta.

A entrada da Gruta do Frade.

A "Torre de Pisa" e a chuva de estalagtites tubulares.

Um dos lagos.

Magnífico!

Sala das bolas.

Bandeiras

Os "cotonetes"

Mas como é que isto se forma???

O descobridor da Gruta do Frade e o principal animador do NECA, Francisco Rasteiro.

quarta-feira, agosto 06, 2008

O Google Earth dos mapas geológicos!

Já pensou em ter um Google Earth com camadas enquadrando mapas geológicos de Portugal?



Finalmente temos possibilidade de ter o mapa geológico mundial à distância de uns cliques e de o exportar para o Google Earth.

Essa possibilidade está disponível no Portal One Geology (http://portal.onegeology.org/) no qual pode visualizar muitos mapas geológicos, inclusive o mundial e europeu, e descarregar para diversos formatos digitais, inclusive o do Google Earth. O mapa geológico de Portugal só pode ser visto no enquadramento europeu (aqui vai um link do ficheiro) ou mundial e ainda temos de esperar para termos o nosso país em geologia digital gratuita neste formato com maior detalhe. E quando é que o LNEG disponibilizará gratuitamente os mapas geológicos de Portugal em formato digital e vectorial, tal como fazem nuestros hermanos espanhóis?

domingo, agosto 03, 2008

Evolução e Criacionismo - uma relação impossível»

Acabei por nunca fazer um post sobre um livro em que participei.
Aproveito parte do texto do site da Ciência Hoje e aqui vai:


Livro «Evolução e Criacionismo - uma relação impossível»

Editor: Quasi Edições
Colecção: dragões do éden
ISBN: 9789895523078
Ano de Edição/ Reimpressão: 2007
N.º de Páginas: 448
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 16 x 23,5 x 3,5 cm


Os autores do livro - Augusta Gaspar, Teresa Avelar, Octávio Mateus e Frederico Almada - explicam a sua razão de ser no seguinte texto: «Porquê, no início do século XXI, um livro em Portugal sobre a aceitação da evolução? Não é a Evolução já suficientemente conhecida, uma realidade que dá unidade às ciências biológicas? Sim, claro que sim! Há ainda realmente na nossa sociedade quem acredite que os organismos vivos foram criados em 6 dias como relata o livro do Génesis? A resposta é sim. Mas isso não seria um problema para a ciência e para a sociedade se os actuais movimentos de Criacionismo Científico, não estivessem empenhados em redefinir e subjugar a ciência a uma percepção da realidade baseada nas Escrituras, tendo tomado como principal alvo a derrubar - a evolução das espécies! Tentando fazer passar religião por ciência, usam como máscara teorias alegadamente científicas que oferecem como alternativas à teoria da evolução.


Comprometem a ciência, pois esta explica a realidade por processos naturais. Alguns dos seus patrocinadores nos EUA, já assumiram publicamente ser o seu fim último, promover uma sociedade, onde leis, ensino e ciência (!) se baseiam na Bíblia. Ou seja, reverter as conquistas da secularização. Socorrem-se de toda a espécie de recursos e meios de divulgação. Têm criado muitos problemas no ensino da Biologia nos EUA, invadiram a Europa há alguns anos e começam agora a movimentar-se em Portugal.


Neste livro relata-se a a história do Criacionismo Científico até à conclusão da escrita do livro em Junho de 2007. Descrevem-se os vários movimentos criacionistas e apresentam-se alguns dos seus principais proponentes, ideias e estratégias de divulgação. Por outro lado, apresenta-se uma síntese da evolução darwiniana, como é entendida actualmente, incluindo as modificações e debates mais recentes em biologia evolutiva.


Esclarecem-se as principais objecções levantadas publicamente pelos movimentos criacionistas contra a Teoria da evolução, repondo a realidade com factos e exemplos que ao mesmo tempo tornam a compreensão da evolução acessível a todos. Analisam-se deturpações comuns da evolução darwiniana usadas para justificar práticas moralmente condenáveis como a discriminação baseada na raça, no género ou na espécie. E, dado que para muitos, a resistência em aceitar a evolução, resulta sobretudo de um receio de perda das referências morais (que só poderiam ser ditadas pela religião), mostra-se como as ciências do comportamento e a Antropologia acumulam evidência de que os humanos têm disposições naturais para a moral, desenvolvidas durante a sua evolução biológica. E é em consequência disto que não é preciso ter medo da evolução».



Ver http://www.webboom.pt/ficha.asp?ID=165436

Pode obter um dos capítulos (GASPAR, A., AVELAR, T. & MATEUS, O. 2007. Criacionismo e Sociedade no Séc. XX. In pp.133-160, Evolução e Criacionismo: Uma Relação Impossível. Quasi ed.) em PDF, aqui.

quinta-feira, julho 31, 2008

Como identificar um dente de crocodilo?


Os dentes de crocodilo são, em geral, todos muito semelhantes independentemente da parte da boca onde estão implantados, ao contrário dos mamíferos que têm dentição diferenciada. A forma geral de um dente de crocodilo é cónica e recurvada, de secção circular.

Já existiram crocodilos na Lourinhã (há 150 milhões de anos atrás) e alguns deles possuíam estas características gerais, contudo alguns tipos peculiares de crocodilos como o Goniopholis e o Machimosaurus possuíam outros caracteres distintivos. O Goniopholis tinha aproximadamente 50 estrias longitudinais em cada dente e não excediam em geral mais de 0,5cm. Já o Machimosaurus era um crocodilo de maior porte cujos dentes atingiam cerca de 2 a 3cm, para além disso possuíam uma ornamentação mais detalhada que o Goniopholis pois, não só as estrias longitudinais eram muito mais densas, mas também mais finas e menos proeminentes; também o recurvamento dos seus dentes é menos acentuado.

Se nos pusessem à frente um dente de dinossauro (o Allosaurus por exemplo), seria facilmente diferenciável. Um dente de Allosaurus tem uma secção aproximadamente acicular e, visto lingualmente ou labialmente (designação anatómica para quando se vêem dentes lateralmente; do lado da língua ou do lado do lábio respectivamente). Para além disso os dentes de téropodes são quase todos zyphodontes, ou seja, têm uma serilha ao longo do ‘gume’ do dente (esta serilha é composta por dentículos, em que a sua densidade é diagnóstica, muitas vezes de espécie para espécie). Existe, apesar de tudo, um grupo de crocodilos que têm serilha – os Zyphosuchia – que apresentam a mesma condição, contudo, estes não existiram durante o Jurássico superior da Lourinhã.

O Machimosaurus pertencia a um grupo chamado Thalattosuchia (etimologicamente: crocodilos marinhos), e de facto possuía uma série de adaptações adequadas à vida aquática. Alguns crocodilos deste grupo tinham glândulas para secreção do sal e autopódios (termo anatómico para designar mãos ou pés) elongados funcionando como barbatanas. Já o Goniopholis – tendo em conta os sedimentos onde tem vindo a ser encontrado – parecia tolerar quer ambientes mais marinhos quer continentais.

Em Portugal para além destes dois géneros já foram descritos outros tipos de dentes de crocodilos do Jurássico superior como o Theriosuchus, Bernissartia ou o Lisboasaurus.


Doutoramentos em Geologia e Eng. Geológica (FCT-UNL, modelo de Bolonha)

Replico informação da Universidade Nova de Lisboa (DCT-FCT) originalmente transmitida por Paulo Legoinha para a Geopor:

Estão abertas vagas para Doutoramentos em Geologia ou em Engenharia
Geológica, segundo o modelo de Bolonha, no Departamento de Ciências da
Terra, da FCT-UNL. Os Doutoramentos estão registados na Direcção Geral do
Ensino Superior e os respectivos objectivos, planos de estudo e
regulamentos podem ser consultados nas seguintes páginas:


- Doutoramento em Geologia (10 vagas):

http://www.dct.fct.unl.pt/index.asp?menu=ensino&item=doutoramentos&ensino=8


- Doutoramento em Engenharia Geológica (10 vagas):

http://www.dct.fct.unl.pt/index.asp?menu=ensino&item=doutoramentos&ensino=9


Para esclarecimentos adicionais contactar o Presidente do Departamento,
Professor João Pais ( jjp @ fct.unl.pt ).


Agradece-se divulgação a eventuais interessados, nomeadamente:

i) Licenciados na área das Ciências da Terra (Geociências) ou das Ciências
de Engenharia afins, detentores de um currículo escolar ou científico
especialmente relevante, que seja reconhecido pelo Conselho Científico da
FCT-UNL como atestando capacidade para a realização deste ciclo de
estudos;

ii) Detentores de um currículo escolar, científico ou profissional na área
das Ciências da Terra (Geociências) ou das Ciências de Engenharia afins
que seja reconhecido pelo Conselho Científico da FCT-UNL sob proposta da
Comissão Científica do DCT, como atestando capacidade para a realização
deste ciclo de estudo.

iii) Detentores do grau de mestre (2º Ciclo) na área científica das
Ciências da Terra (Geociências) ou das Ciências de Engenharia afins.

Apresentação do maior dinossauro carnívoro do Jurássico em Portugal


O Museu da Lourinhã, convida todos os associados e população em geral a comparecer à apresentação do maior dinossauro carnívoro do Jurássico em Portugal que decorrerá na sequência do acto público abaixo, no próximo sábado, dia 2 de Agosto, pelas 15h,no Auditório Municipal da Lourinhã.

Com a participação de:
Prof. Doutor Miguel Telles Antunes da Academia das Ciências de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa e Museu da Lourinhã, o Doutor Octávio Mateus do Museu da Lourinhã e Universidade Nova de Lisboa.

Dentre os dinossauros, Torvosaurus – "lagarto selvagem", 150 milhões de anos, aproximadamente – é o maior carnívoro do Jurássico. Com efeito, os maiores carnívoros são mais recentes. São exemplos o Spinosaurus – "lagarto com espinhos" que data de há cerca de 95 milhões de anos – e o famoso Tyrannosaurus – "lagarto tirano" de há cerca de 66 Ma; ambos datam do Período Cretácico.


Torvosaurus, descoberto em 1972 no Colorado, Estados Unidos, e descrito por Peter Galton e James Jensen, em 1979, era o maior dinossauro carnívoro do Jurássico até então conhecido.

Em Portugal, o primeiro Torvosaurus foi identificado a partir de um osso da perna pelos paleontólogos do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa, Octávio Mateus e M. Telles Antunes. Estes anunciaram em 2006 a descoberta de parte de um crânio, incluindo o maxilar, que serviu de base para reconstituir o crânio – reconstituição que passa, agora, a integrar a exposição do Museu da Lourinhã.

O espécime foi encontrado em 27 de Julho de 2003 por um rapaz holandês, então com 10 anos, Jacob Walen, quando passeava com o pai, experiente colector de fósseis. Este, entregou o exemplar ao Museu da Lourinhã.

O espécime português tem dimensões que excedem ligeiramente as do norte-americano; é, por isso, o maior predador terrestre do Período Jurássico actualmente conhecido.

O crânio, com um metro e quarenta de comprimento, está munido de dentes cortantes, achatados lateralmente em forma de lâmina, com 13 cm. Estará exposto ao público a partir de sábado, 2 de Agosto.


In Museu da Lourinhã www.museulourinha.org


quinta-feira, julho 24, 2008

Dromaeosaurus

Como tenho estado em trabalho de campo, o post de hoje é apenas uma foto de um crânio de Dromaeosaurus, disparada no Museu do Jurássico das Astúrias.



Foto por Ricardo Araújo.


Boas férias para todos!

quinta-feira, julho 17, 2008

Livro sobre Pegadas de Dinossauros


Novo livro: 'Pegadas de Dinossáurios em Portugal', da paleontóloga Vanda Santos.

Felicitações à autora!

terça-feira, julho 15, 2008

Evolução: história e argumentos

Vai sair, em breve, um novo livro sobre evolução. A não perder!



Evolução: História e Argumentos


Esfera das Ciências / 3
200 pp

Formato: 16cm x 23,50cm
ISBN: 978-989-8025-55-5
Data de Publicação: Julho de 2008
PVP: 17,30 euros
Ed. Esfera do Caos
NAS LIVRARIAS: 15 DE JULHO


"Nada em Biologia faz sentido excepto à luz da evolução" (T. Dobzhansky, 1973). Se aceitarmos que esta afirmação é válida para a prática científica da Biologia, será então igualmente válido afirmar-se que nada no ensino da Biologia faz sentido excepto à luz da evolução. Acontece, porém, que estas afirmações não são consensuais fora dos contextos científico e académico. Podemos aliás colocá-las no cerne de uma complexa e já antiga polémica ― aquela que opõe os criacionis­tas aos evolucionistas.
Os livros da série «Fundamentos e Desafios do Evolucionismo», que a colecção «Esfera das Ciências» agora acolhe, querem contribuir para a clarificação e difusão do conhecimento sobre a evolução biológica, situando a análise das diversas questões que ele suscita no território que lhe é próprio: o da ciência e da filosofia da ciência.

Sobre o livro:
Como explicar que animais tão diferentes como a baleia e o morcego partilhem estruturas ósseas tão semelhantes? Que durante o desenvolvimento embrionário humano surjam estruturas semelhantes a guelras de peixes? Que todos os seres vivos apresentem o mesmo mecanismo de hereditariedade? Que nos últimos cinquenta anos tenham surgido bactérias resistentes a todos os antibióticos desenvolvidos pela indústria farmacêutica?
Em 1859, Charles Darwin publica A Origem das Espécies. Nesta obra monumental, de forma estruturada e consistente, lança os alicerces da biologia evolutiva. Para entendermos o sentido e o significado do mundo vivo, desde a bactéria até ao homem, precisamos de compreender os fenómenos que nele têm lugar e os mecanismos que os regem. O conhecimento da história evolutiva das espécies é crucial para compreendermos a unidade, a diversidade e o dinamismo dos seres vivos, assim como o passado e o presente da vida na Terra.
Os trabalhos que compõem este livro ― textos seminais inéditos e textos originais que abordam a história da teoria evolutiva e apresentam a contribuição de várias áreas científicas para o estudo da evolução ― constituem um contributo importante para que o leitor adquira as ferramentas adequadas à compreensão e descodificação de um dos maiores enigmas de todos os tempos: a vida.

Inclui textos inéditos de Charles Darwin e Alfred Wallace (Capítulo 1) e de Theodosius Dobzhansky (Capítulo 4). São documentos históricos e científicos de primeira grandeza, nunca antes publicados em Portugal.

Os Autores
:
Charles Darwin, Alfred Wallace, Carlos Almaça, Dora Batista, Theodosius Dobzhansky, Octávio Mateus, Nuno Ferrand, Helena Gonçalves, António Afonso, Pedro Patraquim, Élio Sucena, Maria M. Romeiras, Maria S. Pais, André Levy

Série Fundamentos e Desafios do Evolucionismo
Direcção Científica:
André Levy, Francisco Carrapiço, Helena Abreu, Marco Pina

Volume 1 Evolução: História e Argumentos
No prelo:
Volume 2 Evolução: Conceitos e Debates
Volume 3 Evolução Química e Origem da Vida
Volume 4 Origem e Evolução do Homem

As obras desta série são publicadas no âmbito de uma parceria com o CFCUL Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa, e com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e da Fundação Calouste Gulbenkian.



segunda-feira, julho 14, 2008

Mestrados em Geociências - UC


CURSO DE MESTRADO EM GEOCIÊNCIAS

(DE ACORDO COM O MODELO DE BOLONHA, QUE VISA A ACREDITAÇÃO DE COMPETÊNCIAS NO ESPAÇO COMUM EUROPEU)



O 2.º Ciclo em Geociências forma mestres em temas essenciais das Ciências da Terra. Pretende-se fornecer uma formação teórica e prática sólida em áreas de grande relevância para a ciência e para o desenvolvimento económico e social do país. As três áreas de especialização propostas reflectem a diversidade de recursos humanos existentes no Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, os seus interesses científicos e a sua interacção com a comunidade científica internacional e a comunidade empresarial.

PERFIL GENÉRICO DE FORMAÇÃO EM GEOCIÊNCIAS

O Mestre em Geociências será um profissional capaz de realizar autonomamente:
  • Trabalhos de cartografia geológica, geral e temática;
  • Trabalhos de prospecção geológica e de recursos naturais;
  • Colaborar em estudos e trabalhos nas áreas do ambiente, planeamento e ordenamento do território;
  • Trabalhos de investigação em áreas específicas das Geociências e de recolher,
  • analisar, interpretar e comunicar eficientemente a informação geológica, não só para especialistas mas também para outros públicos.

ÁREA CIENTÍFICA DO CURSO: Ciências da Terra
NÚMERO DE VAGAS: 30
DURAÇÃO DO CURSO: 4 semestres
NÚMERO DE CRÉDITOS PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE MESTRE: 120 ECTS
PRAZOS DE CANDIDATURA - ANO LECTIVO 2008-2009
  • 1ª Fase: 30 de Abril a 18 de Maio
  • 2ª Fase: 2 a 20 de Julho
  • 3ª Fase: 22 a 30 de Setembro
Candidaturas através do site: http://www.blogger.com/www.fct.uc.pt


ÁREA DE ESPECIALIZAÇÃO EM GEOLOGIA OPERACIONAL

O Mestre em Geociências, na área de especialização em Geologia Operacional, será um profissional especializado nas aplicações da Geologia à prospecção e aproveitamento de recursos geológicos, à Geologia de Engenharia e na cartografia geológica.

PLANO CURRICULAR

1º ANO 1º Semestre
  • Detecção Remota e SIG
  • Avaliação e Gestão de Recursos Geológicos
  • Hidrogeologia Operacional
  • Geofísica Aplicada
  • ou Seminário de Aquisição e Interpretação de Dados
  • Avaliação de Impactes e Requalificação Ambiental
1º ANO 2º Semestre
  • Cartografia Temática
  • Tectónica Complementar
  • Geotecnia
  • Prospecção Geoquímica
  • ou Recursos Hídricos
  • Prospecção e Sondagens
2º ANO
  • Dissertação em Geologia Operacional

ÁREA DE ESPECIALIZAÇÃO EM AMBIENTE E ORDENAMENTO

O Mestre em Geociências, na área de especialização em Ambiente e Ordenamento, será um profissional especializado nas aplicações da Geologia aos estudos de avaliação de impactes, monitorização e gestão ambientais e ao ordenamento do território.

PLANO CURRICULAR

1º ANO 1º Semestre
  • Detecção Remota e SIG
  • Avaliação de Impactes e Requalificação Ambiental
  • Mudanças Globais
  • Seminário de Geologia Ambiental ou Geofísica Aplicada
  • Análise e Gestão de Recursos Naturais
1º ANO 2º Semestre
  • Cartografia Temática
  • Recursos Hídricos
  • Geoquímica Ambiental
  • Seminário de Geologia e Ordenamento
  • ou Geoconservação
  • Bacias Fluviais e Sistemas Costeiros
2º ANO
  • Dissertação em Ambiente e Ordenamento

ÁREA DE ESPECIALIZAÇÃO EM GEOLOGIA DO PETRÓLEO

O Mestre em Geociências, na área de especialização em Geologia do Petróleo, será um profissional especializado nas aplicações da Geologia à prospecção e acompanhamento da prospecção de hidrocarbonetos.

PLANO CURRICULAR

1º ANO 1º Semestre
  • Detecção Remota e SIG
  • Análise de Bacias Sedimentares
  • Seminário de Geologia de Bacias Atlânticas I
  • Seminário de Aquisição e Interpretação de Dados
  • ou Geofísica Aplicada
  • Avaliação de Impactes e Requalificação Ambiental
1º ANO 2º Semestre
  • Cartografia Temática
  • Petrologia e Análise de Diagénese
  • Estruturas Geológicas e Interpretação Geofísica
  • Micropaleontologia
  • ou Seminário de Geologia de Bacias Atlânticas II
  • Organização e Comunicação Institucional
2º ANO
  • Dissertação em Geologia do Petróleo

domingo, julho 13, 2008

Cursos em Engenharia Geológica (UNL)




Estão abertas inscrições para cursos em Engenharia Geológica da FCT-UNL (2008/2009):


> Licenciatura (1º ciclo de Bolonha – 3 anos) em Engenharia Geológica (35 vagas):

http://www.fct.unl.pt/candidato/cursos/1_ciclo/geologia/intro

A esta licenciatura podem candidatar-se alunos com nota superior a 9,5 na prova específica de Matemática, do 12º ano.



> Mestrado (2º ciclo de Bolonha – 2 anos) em Engenharia Geológica (georrecursos) - 15 vagas:

http://www.fct.unl.pt/candidato/cursos/2_ciclo/georrecursos/mestrado-eng-geologica-georrecursos


> Mestrado (2º ciclo de Bolonha – 2 anos) em Engenharia Geológica (geotécnia) - 15 vagas:

http://www.fct.unl.pt/candidato/cursos/2_ciclo/geotecnia/mestrado-eng-geologica-geotecnia


Aos Mestrados em Engenharia Geológica da UNL podem candidatar-se detentores de um certificado de conclusão de uma das seguintes licenciaturas: Engenharia Geológica, Engenharia Geológica e Mineira, Engenharia de Georrecursos, Geoengenharia, Engenharia Geoambiental, Engenharia de Minas, Geologia e outras de universidades de países subscritores da Declaração de Bolonha e consideradas afins tendo em atenção a respectiva estrutura curricular.

Candidaturas online: https://clip.unl.pt/candidatura/segundo_ciclo









quinta-feira, julho 10, 2008

MUJA


O Museu Jurásico de Asturias é um Museu exemplar sob vários pontos de vista. Não só promove a investigação de um dos espólios mais impressionantes (principalemente pela diversidade) de pegadas do Jurássico superior, como também está vocacionado para o público em geral. Os conteúdos do museu são apresentados de forma muito didática e fácil de apreender. Isto explica-se possivelmente pelo recurso a informação visual e ideias-chave, como formas de transmissão de informação.
Queria deixar uma lista dos espécimes de réplicas em exibição, pois poderá servir como ferramenta a qualquer outro paleontólogo que precise:

Osteichthyes
Lepidotes

Dinosauria
Saurischia
Prosauropoda
Plateosaurus

Sauropoda
Camarasaurus
Diplodocus

Theropoda
Allosaurus
Giganotosaurus
Dromeosaurus
Herrerasaurus
Tyrannosaurus
Deinonychus
Ornithischia
Ornithopoda
Hypsilophodon
Marginocephalia
Ankylosaurus
Triceratops

Therapsida
Estemmenosuchus
Lystrosaurus
Rauisuchia
Prestosuchus
Prolacertiformes
Tanystropheus
Plesiosauria
Thalassomedon
Crocodiliformes
Steneosaurus
Pterosaria
Dsungaripterus
Campylognathoides

quarta-feira, julho 02, 2008

Paleontólogos Pioneiros: Henri-Émile Sauvage (1842-1917)

O zoólogo francês Henri-Émile Sauvage (1842-1917) foi o primeiro a publicar um artigo científico citando a ocorrência de dinossauros em Portugal.



Embora tenha desenvolvido sobretudo trabalho na ictiologia, os peixes fósseis devem ter sido a ponte para o seu interesse na paleontologia e nos dinossauros.


Sauvage é autor de, pelo menos, 50 artigos científicos de 1873 a 1898, sobretudo concertantes peixes, mas também das duas obras sobre a paleontologia portuguesa:



H.E. Sauvage, Les crocodiliens et les dinosauriens des terrains Mésozoïques du Portugal, Bull. Soc. géol. France 24 (1896) 46–49.



H.E. Sauvage, Vertébrés Fossiles du Portugal, Contribution à l'étude des poissons et des reptiles du Jurassique et du Crétacé. Direction des Travaux Géologiques du Portugal, 1897–1898, pp. 1–46.



Agradeço à Natalie Bardet (http://www.mnhn.fr/) por ter disponibilizado estas imagens de Henri Sauvage.