iNaturalist é um app e site de internet que estava a fazer falta entre os naturalistas, as pessoas que observam e estudam a natureza, sejam amadores ou profissionais. Ainda não dá para paleontologia mas para todos os que adoram identificar e observar vida selvagem, este site é app agora disponíveis são extraordinários.
iNaturalist, www.inaturalist.org, é um projecto científico e de ciência cidadã e uma rede social que conecta naturalistas, cientistas e biólogos com o objetivo de construir e mapear a biodiversidade em todo o globo partilhando observações. As observações podem ser acrescentadas através da página web ou desde uma aplicação móvel. Permite identificar e arquivar todo o tipo de vida selvagem actual.
Em Portugal, estão associados. ao site biodiversity4all.org, que teve apoio da FCT, Fundação para a Ciência e Tecnologia.
A grande vantagem é que cada observação está associado a um excelente identificador de espécies suportado por um poderoso motor de inteligência artificial que depois pode ser validada pela comunidade.
sábado, setembro 28, 2019
iNaturalist, a app que faltava para os naturalistas
PaleoFall 2019
Está a decorrer a conferência PaleoFall Meeting que começou na Universidade de Évora.
Replicamos aqui a notícia que saiu no Diário Campanário disponível aqui:
https://www.radiocampanario.com/ultimas/regional/novos-horizontes-da-paleontologia-em-debate-na-universidade-de-evora
quarta-feira, setembro 18, 2019
Tese sobre vertebrados fósseis da Gronelândia defendida na Univ. Nova de Lisboa
O (agora) Doutor Marco Marzola defendeu ontem (17.9.2019) a sua tese de Doutoramento em Geologia sobre vertebrados fósseis da Gronelândia na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, numa titulação conjunta com a Universidade de Copenhaga.
A tese, aprovada por unanimidade, inclui uma ampla abordagem taxonómica: peixes pulmonados, anfíbios e répteis, e demonstrou um excelente conhecimento de anatomia. A tese é acompanhada por quatro artigos científicos e cinco apresentações em congressos internacionais.
Fernando Lidon (FCT-UNL)
Josep Fortuny Terricabres (Ins. Catalan Paleontologia)
Stephen Gatesy (Univ. Brown)
Christian J. Bjerrum (Univ. Copenhaga)
Miguel Moreno-Azanza (FCT-UNL)
Octávio Mateus (FCT-UNL)
Título: The Late Triassic vertebrate fauna of the Jameson Land Basin, East Greenland: description, phylogeny, and paleoenvironmental implications
Orientadores: Octávio Mateus e Lars Clemmensen.
Parabéns Doutor Marzola!
terça-feira, setembro 17, 2019
Doutoramento sobre vertebrados do triásico da Gronelândia
No dia 17 de Setembro de 2019 decorreram as provas de Doutoramento em Geologia de Marco Marzola sobre o vertebrados do triásico da Gronelândia.
Título da Dissertação: "The Late Triassic vertebrate fauna of the Jameson Land Basin, East Greenland: description, phylogeny and paleoenvironmental implications"
Constituição do Júri:
Presidente:
• Doutor Fernando José Cebola Lidon, Professor Catedrático da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa
Vogais:
• Doutor Octávio João Madeira Mateus, Professor Associado da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa
• Doutor Stephen Miles Gatesy, Professor of the University of Brown, USA
• Doutor Christian Jannik Bjerrum, Professor with special responsabilities University of Copenhagen, Denmark
• Doutor Josep Fortuny Terricabras, Investigador; Institut Català de Paleontologia Miquel Crusafont, Espanha
• Doutor Miguel Moreno-Azanza, Investigador pós-doc FCT/MTCES da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa
A tese foi orientada por Octávio Mateus e Lars Clemmensen.
sexta-feira, agosto 09, 2019
Dinossauros da Transilvânia
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| Percurso pela Roménia |
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| Balaur bondoc, um dos mais espectaculares fósseis da Roménia |
Nopcsa
Franz Nopcsa von Felső-Szilvás (1877 - 1933), também conhecido por Barão Nopcsa, foi um paleontólogo da Transilvânia de origem húngara de famílias poderosas. Paleontólogo excepcional, de carácter excêntrico cuja vida daria um filme de espionagem, intriga, drama, guerra e ciência. Figura incontrolável na paleontologia romena.Em termos paleontológicos e de dinossauros, a Roménia é conhecida pelas descobertas do Barão Franz Nopcsa, cuja vida está sumarizada no livro Rise and Fall of Dinosaurs de Steve Brusatte. Nopcsa debruçou-se sobre os dinossauros de Hațeg de estrutura anã. Ver a sua entrada na Wikipédia.
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| Barão Nopcsa |
Hațeg
A paleo-ilha Hațeg (lê-se Hatseg) no que hoje é parte da Transilvânia, na Roménia, era uma grande ilha no mar de Tétis que existia durante o Cretácico Superior. Fósseis Maastrichtianos de dinossauros de pequeno porte foram encontrados nas rochas da ilha, que foi formada principalmente pela elevação durante a orogenia alpina, causada pela colisão das placas africana e eurasiática.
Logo do Geoparque Hateg
O paleontólogo Franz Nopcsa teorizou que "recursos limitados" encontrados na ilha têm um efeito de "reduzir o tamanho dos animais" ao longo das gerações, produzindo uma forma localizada de nanismo. A teoria de nanismo insular de Nopcsa foi mais tarde demonstrada noutro local com o saurópode Europasaurus holgeri.
Fauna fóssil
Na Transilvânia conhece-se ainda o terópode dromeossauro Balaur com duas garras alteadas e as seguintes espécies ou géneros:- Testudinata: Pleurosternon, Kallokibotion bajazidi, Muehlbachia.
- Lepidosauria: Beckesius nopcsai, Bicuspidon hatzegiensis, Barbateius vremiri, Madtsoidea
- Loricata: Musturzabalsuchus, Theriosuchus sympiestodon, Doratodon, Acynodon, Allodaposuchus precedens, Aprosuchus girai
- Ornithischia: Struthiosaurus transilvanicus, Rhabdodon priscus, Zalmoxes robustus, Telmatosaurus transylvanicus.
- Mammalia: Barbatodon, Kogaionon ungureanui, Litovoi tholocephalos.
- Pterosauria: Hatzegopteryx thambema, Eurazhdarcho langendorfensis.
- Sauropods: Magyarosaurus dacus, Paludititan nalatzensis.
- Theropoda: Elopteryx nopcsai, "Megalosaurus hungaricus", Balaur bondoc, Bradycneme draculae, Paranychodon, Richardoestesia, Heptasteornis.
- Amphibia: Albanerpeton, Paralatonia transylvanica, Hatzegobatrachus grigorescui.
- Actinopterygii: Lepisosteus, Atractosteus, Acipenser.
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| Cascas de ovos descobertos em Boița. |
10 sítios de interesse paleontológico a visitar
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| Ovos de dinossauro em Hateg |
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| Adina e Dan Horatio Popa |
3. Valea Dinozaurilor. Jazida com Zalmoxes e Hatzegopteryx https://maps.app.goo.gl/M7S4LLzpBRjY682w7

Vale dos dinossauros
4. Boița. Jazida com ovos.
Boița
Boița
5. Rio Barbat (perto de Pui), jazida com ossos de dinossauros e mamíferos GPS:45.510, 23.094

Rio Barbat (perto de Pui).
6. Sălașu de Sus, povoação com uma óptima reconstrução de Magyarosaurus dacus no centro da praça.

Modelo de Magyarosaurus dacus.
7. Deva: Museum of Dacian and Roman Civilisation. www.mcdr.ro. Com numerosos fósseis incluindo Rhabdodon priscus, Zalmoxes robustus, Telmatosaurus transylvanicus. Tem também uma exposição sobre a cultura Romana Dácia, com uma fabulosa forma para fundição de bronze com a alusão a vários animais, incluindo leopardo, leão, rinoceronte, elefante e hipopótamo (https://skfb.ly/6HTuW).



8. Cluj Napoca: a. EME, Transylvanian Museum Society, onde está o holótipo de Balaur bondoc e trabalha o paleontólogo Mátyás Vremir.
b. UBB, Babeș-Bolyai University, Department of Geology-Palaeontology. Onde estão numerosos fósseis incluindo Theriosuchus.
9. Bucareste: a. National Museum of Natural History "Grigore Antipa" é um surpreendente museu com paleontologia, antropologia, anatomia comparada, entomologia e numerosos dioramas com a fauna das várias regiões climáticas. A peça central é o impressionante holótipo do Deinotherium. Tem ainda esqueletos de moa e dodo.
b. Universidade de Bucareste tem o primeiro laboratório de paleontologia do país, com numerosos fósseis, mas sem área expositiva. É onde trabalha o paleontólogo Zoltán Csiki-Sava
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| Com o paleontólogo Zoltán Csiki-Sava |

Holótipo de Deinotherium, Museu Antipa, em Bucareste

Esqueleto de equidna, Bucareste.

Esqueletos de moa e dodo.
10. Râşnov: Dino Park Râşnov, parque semelhante ao DinoParque Lourinhã.
E o Drácula?
Transilvânia é uma região famosa devido à história do Drácula, um romance de ficção gótica publicado em 1897, escrito pelo autor irlandês Bram Stoker, tendo como protagonista o vampiro Conde Drácula. Nunca um romance influenciou tanto a visão externa de uma região, de tal forma que as palavras Transilvânia e Drácula são quase indissociáveis. A história é obviamente ficção, mas inspirada na mitologia local e nas lendas de Vlad III, o empalador, o cruel vovoide (príncipe) da Valáquia do século XV, filho de Vlad II da ordem do dragão, em romeno Dracul, e que chegou a assinar como Dracula, no qual Bram Stoker se inspirou para o seu famoso romance, e que, por sua vez, influenciou tantos filmes e histórias da cultura popular. Uma longa lista de filmes coloca Drácula como uma das personagens mais representadas na história do cinema.A volta pela Roménia não estaria completa sem visitar o castelo do Vlad em Bran, a casa onde nasceu em Sighișoara, e claro, ler o livro Drácula, que agora é de domínio público. A mais antiga versão portuguesa que consegui descobrir é de 1953 segundo a Biblioteca Nacional. Vale a pena ler.
sábado, julho 27, 2019
Pegadas de dinossauros carnívoros gigantes e dispersão entre África e Europa
As pegadas de dinossauros carnívoros mostra que existiam dois gigantes e dispersão entre África e Europa durante o Jurássico Superior
Trilhos e pegadas de dinossauro terópodes do jurássico superior são muito comuns no Norte da África e na Europa. Dois icnotaxa recentemente descritos, Megalosauripus transjuranicus e Jurabrontes curtedulensis, do Kimmeridgiano da Suíça mostram a coexistência de dois predadores no mesmo paleoambiente e pegadas semelhantes podem ser encontradas na Península Ibérica e do Marrocos.
As análises mostram uma grande sobreposição morfológica entre estes dois morfotipos e os icnotaxa suíços (Megalosauripus transjuranicus e Jurabrontes curtedulensis, respectivamente), mesmo com diferenças no ambiente sedimentar e na idade. Ou seja, as análises mostram que havia dois tipos de predadores de topo nesses paleoambientes. Isto sugere uma ocorrência generalizada de icnotaxa semelhante ao longo da margem ocidental de Tétis durante o Jurássico Superior. Os novos dados suportam a hipótese de uma troca de fauna Gondwana-Laurásia durante o Jurássico Médio ou início do Jurássico, e a presença de rotas migratórias ao redor do Tétis. A dispersão de fauna entre o Gondwana e a Laurásia são prováveis, mas as rotas não são evidentes.
domingo, julho 21, 2019
A vida de Charles Darwin em Banda Desenhada
quarta-feira, junho 26, 2019
O futuro da paleontologia: será substituída por inteligência artificial?
Se estamos à procura de emprego, as perguntas essenciais nos nossos dias são:
No influente artigo de 2017 "The future of employment: how susceptible are jobs to computerisation?" os autores Carl Benedikt Frey & Michael Osborne examinaram como os empregos são suscetíveis à informatização, implementando uma nova metodologia para estimar a probabilidade de informatização de 702 empregos. Com base nessas estimativas, eles examinam os impactos esperados da informatização futura sobre os resultados do mercado de trabalho dos EUA, com o objetivo principal de analisar o número de empregos em risco e a relação entre a probabilidade de informatização, salários e níveis de escolaridade de uma ocupação. Os três parâmetros medidos foram parcelas de inteligência social, inteligência criativa e percepção e manipulação.
De acordo com suas estimativas, cerca de 47% do total de empregos nos EUA está em risco.
Os valores oscilam entre 0.28% de risco de os terapeutas recreativos perderem o seu emprego para os robots e computadores e 99% de risco dos empregos de telemarketing deixarem de ser feitos por pessoas.
Estas são as estimativas para algumas das 702 ocupações:
0.28% Terapeutas recreativos
0.77% Arqueólogos e antropólogos
0.78% Professores de escola secundária
1.5% Cientistas biólogos
14% Engenharia Geológica e Minas
30% Zoólogos
59% Técnicos de museologia e conservadores
91% Técnicos e geólogos de petróleo
99% Telemarketing
Os resultados dos 702 empregos podem ser consultados em https://www.oxfordmartin.ox.ac.uk/downloads/academic/The_Future_of_Employment.pdf
Não há estimativa para paleontólogos, mas indicam 0.77% para arqueólogos e antropólogos, que
é um dos valores mais baixos. É bem verdade que o objecto de estudo é bem diferente entre a arqueologia que estuda os humanos e seus vestígios e a paleontologia que estuda os fósseis e seres extintos.
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| Inteligência artificial e paleontologia. Montagem. Fonte: https://media.defense.gov e www.kisspng.com |
É por isso razoável propôr os mesmos valores: há 0.77% de probabilidade de a paleontologia ser substituída por inteligência artificial (IA).
Sabemos contudo que a IA e métodos de Deep Learning podem contribuir na identificação de ossos, caracteres anatómicos, preparação mecânicas, etc. A IA já é usada na paleontologia, sobretudo na micropaleontologia:
https://www.scientificamerican.com/article/artificial-intelligence-used-home-in-new-fossil-sites/
https://mc.ai/artificial-intelligence-paleontology-use-deep-learning-to-search-for-microfossils/
Mas o facto da paleontologia ser uma ocupação com poucos profissionais (em comparação os milhares de professores ou vendedores, por exemplo) a probabilidade de investimento em grandes projectos de aplicação de AI em paleontologia é também menor.
Mais uma razão para estudar no Mestrado em Paleontologia.
segunda-feira, junho 24, 2019
35º aniversário do Museu da Lourinhã
O Museu da Lourinhã celebra hoje o seu 35º aniversário. É um caso extraordinário de um museu criada pela população aglomerada à volta de uma associação, o GEAL, num movimento social que hoje se apela de grassroot movement (a partir de baixo) e não por desígnio político (a partir de cima).
Abriu portas em 1984 sendo Horácio Mateus o seu fundador.

Histórico dos Presidentes de Direcção
Horácio Mateus ( -1994)
Jorge Moniz (1994-1996)
Mário João Ribeiro da Silva (1996-2000)
Dário de Matos (2001-2007)
Alexandra Pereira (2007-2008)
Hernâni Mergulhão (2008-2015)
Lubélia Gonçalves (2015- )
Escavações de dinossauros na Lourinhã: mais um grande ninho de dinossauro carnívoro
Escavações de dinossauros na Lourinhã: mais um grande ninho de dinossauro carnívoro
Terminaram mais uma campanha de escavações de dinossauros na Lourinhã. Este ano focaram-se num grande ninho de dinossauro carnívoro, descoberto na Praia do Caniçal, na Lourinhã, possivelmente de Lourinhanosaurus antunesi. A confirmar-se, este é o quarto ninho desta espécie a enquadrar as coleções do Museu da Lourinhã e a ser encontrado neste concelho.
Os restantes, nas localidades de Paimogo, Peralta e Casal da Rola, têm as mesmas características: ovos de cerca de 12 cm numa grande acumulação que pode chegar aos cem ovos, cascas negras de cerca de 1 mm de espessura, com poros que permitem a sua identificação. Com 152 milhões de anos, estes são também os ninhos de dinossauros mais antigos da Europa. Os paleontólogos ainda não sabem a razão para se descobrirem tantos ovos desta espécie na região, mas uma coisa é certa: este parecia ser o local ideal para os Lourinhanosaurus nidificarem.
Desta vez, o ninho estava a meio da encosta da arriba costeira, dificultando a sua escavação. As primeiras cascas de ovo, caídas na base da encosta, foram descobertas em 2017 pelos voluntários Pedro Marrecas, Filipe Vieira e Micael Martinho que informaram os paleontólogos. As escavações foram coordenadas cientificamente pelos paleontólogos Miguel Moreno Azanza e Octávio Mateus, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã. O acesso difícil à sua localização era apenas possível através de cordas, impossibilitando a sua extracção total imediata. Esta tornou-se uma das mais complicadas para os paleontólogos: o ninho era bastante grande, resultando a sua extracção num bloco de cerca de uma tonelada. As escavações que começaram já em 2017 onde o ninho foi sendo recolhido ao longo de três campanhas de verão, tendo finalmente terminado a semana passada.
Os paleontólogos ainda não sabem se os ninhos de Lourinhanosaurus eram comunitários, com várias fêmeas a pôr os ovos no mesmo local, como o elevado número de ovos parece sugerir. A existência de embriões, conhecidos em Paimogo e na Peralta, também ainda não estão confirmados neste novo ninho. As escavações envolveram estudantes e voluntários de dez nacionalidades distintas que aproveitam para aprender técnicas de paleontologia na Lourinhã, orientados pelos profissionais acima referidos e ainda pelo paleontólogo Eduardo Puértolas-Pascual, da mesma equipa. Os ovos estão num enorme bloco de pedra que foi envolvido em gesso e serapilheira para segurar e manter a coesão e retirado com uma máquina com um guindaste de 17 metros que teve de descer para a Praia do Caniçal. As arribas do Concelho da Lourinhã são destino frequente de visitas de campo organizadas pelo Museu da Lourinhã, agora com mais uma história para contar. O bloco com os ovos vai ser preparado no laboratório do Dino Parque da Lourinhã vai ser gradualmente exposto à medida que é escavado, num processo visível para os visitantes. Paralelamente com esta nova descoberta, o Dino Parque prepara-se para realizar uma série de visitas às áreas de diversas descobertas para que os mais curiosos possam conhecer melhor as características geológicas que permitiram estas descobertas na região.
Ver também em:
http://www.alvorada.pt/index.php/lourinha/633-ninho-de-dinossauro-carnivoro-retirado-da-praia-do-canical-pelo-museu-da-lourinha https://nit.pt/out-of-town/back-in-town/foi-descoberto-mais-um-ninho-de-dinossauro-carnivoro-na-lourinha https://www.dn.pt/vida-e-futuro/interior/paleontologos-escavam-quarto-ninho-de-dinossauro-na-lourinha--11021405.html https://www.jn.pt/local/noticias/lisboa/lourinha/interior/paleontologos-escavam-quarto-ninho-de-dinossauro-na-lourinha-11021617.html
9º Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros
Os vencedores foram:
1º Prémio: Zby atlanticus - Sergey Krasovskiy
2ª Prémio: Pelagornis miocaenus - Sérgio Ibarra Mellado
3º Prémio: Swimmers of the submerged land - Simone Giovanardi
Menções honrosas:
Cyclotosaurus naraserluki - Ana Luz
A Amonite - Uma Nova Era de Mares e Oceanos - Sharon Mendes
Viagem no tempo - Paula Vaz
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| Zby atlanticus - Sergey Krasovskiy |
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| Pelagornis miocaenus - Sérgio Ibarra Mellado |
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| Swimmers of the submerged land - Simone Giovanardi |
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| Cyclotosaurus naraserluki - Ana Luz |
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| A Amonite - Uma Nova Era de Mares e Oceanos - Sharon |
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| Viagem no tempo - Paula Vaz |
O júri foi composto por Miguel Moreno-Azanza, Octávio Mateus, Pedro Fialho, Vanda dos Santos, Fernando Correia e Nuno Farinha.
Comunicado do Museu da Lourinhã:
Esta edição contou com o patrocínio da empresa PDL-Parque dos Dinossauros da Lourinhã. O CIID é um concurso destinado a premiar ilustrações sobre a temática dos dinossauros, e outras espécies já extintas, iniciado em 2000/2001. O conjunto das suas edições reuniu a participação de cerca de 516 obras de 205 artistas, oriundos de 36 países, dos 5 continentes.
É reconhecido internacionalmente como um concurso de valor científico e com uma alta qualidade técnica, não só pelos trabalhos premiados, como pela qualidade geral das obras apresentadas. É, sem dúvida alguma, um estímulo importante para que os artistas continuem a trabalhar neste domínio.
O júri das várias edições deste concurso avaliou as obras submetidas, sendo composto por paleontólogos e ilustradores de renome, que garantem a qualidade das obras premiadas. Nesta edição o júri teve um trabalho difícil na sua decisão, devido à excelente qualidade das obras submetidas.

segunda-feira, junho 17, 2019
Lista de dinossauros de Portugal
Lista de dinossauros de Portugal
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| Parada dos dinossauros terópodes (por Pedro Andrade). |






























