quinta-feira, maio 23, 2013

Paleontólogo Michael Benton

O nosso paleontólogo do mês é o Prof. Michael Benton, que estará em breve em Portugal.

Michael J. Benton (n. Abril 1956) é um paleontólogo britânico, membro da Royal Society of Edinburgh, e professor de paleontologia de vertebrados do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Bristol. Tem trabalhado em macroevolução e paleobiologia, em que se destaca a evolução de répteis, eventos de extinção e mudanças de fauna no registro fóssil, diversificação de vida, qualidade do registro fóssil, formas de filogenias, extinções em massa, evolução do ecossistema, filogenia de diapsídeos e  arcossauros basais e origem dos dinossauros. 
Ele é o autor de vários livros de texto paleontologia (por exemplo, Paleontologia de Vertebrados) e livros infantis. Ele também é conselheiro  em muitas produções de média, incluindo da BBC Walking with Dinosaurs e foi consultor do programa para Paleoworld no Discovery Science. 
É autor de cerca de 50 livros e centenas de artigos científicos que totalizam cerca de 12.000 citações, e um índice H de 56, um dos maiores entre todos os paleontólogos de vertebrados.
Ele foi condecorado com a Medalha Lyell da Sociedade Geológica de Londres, em 2007, foi um Edward Baixo Distinguido Visiting Scholar na Universidade de Yale em 2009, e atualmente é presidente da  International Paleontological Association.
Prof. Michael Benton (foto daqui)
Exemplo de algumas obras:
Benton, M. J. (2009). Vertebrate palaeontology. Wiley-Blackwell.
Benton, M. J. (1995). Diversification and extinction in the history of life.Science(Washington)268(5207), 52-58.
Benton, M. J., & Donoghue, P. C. (2007). Paleontological evidence to date the tree of life. Molecular biology and evolution24(1), 26-53.

O Prof. Michael Benton visitou o Museu da Lourinhã em 1998. Actualmente, ele e Octávio Mateus co-orientam o paleontólogo português Bruno Pereira, na sua tese sobre Equinodermes do Mesozóico de Portugal, na Universidade de Bristol e Universidade Nova de Lisboa.

Fontes:

quarta-feira, maio 15, 2013

Exposição no Porto "Terra em Transformação - Evolução da Vida na Terra"

A Universidade do Porto está a fazer uma exposição denominada «Terra em Transformação - Evolução da Vida na Terra» na Sala de Exposições Temporárias 345, do Edifício Histórico da Reitoria da Universidade do Porto.

sábado, abril 27, 2013

Horácio Mateus (1950-2013)

Morreu ontem, aos 62 anos de idade, Horácio Mateus, fundador do Museu da Lourinhã.

Nascido na Lourinhã em 1950, Horácio Mateus esteve envolvido, com outros lourinhanenses, na origem do GEAL, Grupo de Etnografia e Arqueologia da Lourinhã. Nesse seio, o Horácio foi, sem dúvida, o principal promotor do que seria a realização mais óbvia desta associação: o Museu, no qual empenhou o seu tempo e devoção e dedicou o seu espírito. 
Apesar de uma criação conjunta e imprescindível de muitos, Horácio Mateus merece o título do Fundador do Museu da Lourinhã.

Com a esposa, Isabel Mateus, foram os descobridores do famoso ninho de dinossauros de Paimogo, com embriões, o que lhes valeu, a nomeação de Figuras Nacionais do Ano em 1997, pela Revista Expresso. Foi um animado museógrafo e co-autor de três artigos científicos. Ocupou o cargo de Conservador do Museu da Lourinhã durante muitos anos. Apesar da visibilidade pública da temática dos dinossauros, a parte etnográfica e arqueológica era a sua grande paixão.

Adeus pai.

sexta-feira, abril 19, 2013

Palestra sobre os dinossauros portugueses, Sábado, 16h


Amanhã, sábado, farei uma palestra sobre os dinossauros portugueses, pelas 16h na Lourinhã. 
Mais informação no site do Museu da Lourinhã reproduzida de seguida:

Decorre no próximo sábado, dia 20, pelas 16:00, no auditório do Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira, uma palestra subordinada ao tema “Dinossauros portugueses”.

Esta palestra insere-se no designado “ciclo de conversas: quando as galinhas tinham dentes e os porcos tiverem asas”, promovida no âmbito da exposição “T rex: quando as galinhas tinham dentes”, patente ao público no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, até ao final do mês de agosto.

A exposição, muito visitada desde outubro passado, resulta da iniciativa do programa Ciência Viva, que convocou a comunidade científica nacional e conta com a colaboração de três museus: “Museu Geológico”, “Museu Nacional de História Natural e de Ciência” e “Museu da Lourinhã”.

Esta inédita mostra da paleontologia portuguesa é complementada pelo ciclo de conversas que vai ocorrendo mensalmente nos locais de referência.


Esta palestra, proferida por Octávio Mateus, aborda a riqueza, a diversidade e alguns aspetos curiosos dos dinossauros portugueses. Desde a descoberta dos primeiros vestígios em Portugal, há 150 anos, a riqueza de espécies de vertebrados fósseis não tem parado de aumentar, com achados que vão desde o Jurássico Inferior, há cerca de 195 milhões de anos (M.a.), até à extinção dos dinossauros não-avianos, no final do Cretácico, há 66 M.a.

Contudo é do Jurássico Superior (150 M.a.) que provem a maioria dos achados. Lourinhanosaurus e Lusotitan, com pescoços e caudas muito compridos, ou Miragaia longicollum, com espigões assustadores, são alguns exemplos de dinossauros encontrados na Região Oeste, para além de ovos e embriões únicos.

A “conversa” será seguida de uma visita ao Museu da Lourinhã e aos seus laboratórios.

O doutor Octávio Mateus colabora com o Museu da Lourinhã desde muito jovem, o que seguramente contribuiu para determinar a sua profissão: paleontólogo especialista em dinossauros.

Tendo realizado o doutoramento sobre os dinossauros de Portugal, com destaque para o Jurássico Superior, é atualmente professor na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Contam-se por mais de uma centena os artigos e comunicações científicas onde surge como autor ou coautor, tendo descrito mais de uma dezena de novas espécies para a Ciência e participado em múltiplas expedições internacionais, com destaque para Angola, Mongólia, Moçambique e Gronelândia.


sexta-feira, abril 05, 2013

Número de répteis conhecidos Cretácicos de Angola aumentou substancialmente

Um novo artigo mostra a existência de uma elevada diversidade de répteis no Cretácico de Angola, incluindo géneros de tartarugas nunca referenciadas em África e uma falange que parece ser de hadrossauro, o único em África.
O conhecimento dos répteis do Cretácico de Angola expandiu substancialmente nos últimos anos, com o trabalho do Projecto PaleoAngola. Conhecem-se agora 21 taxa do Cretácico, incluindo novas espécies como Prognathodon kiandaAngolatitan adamastor, e Angolachelys mbaxi.


Referência
Mateus, O., Polcyn M. J., Jacobs L. L., Araújo R., Schulp A. S., Marinheiro J., Pereira B., & Vineyard D.
 (2012).  Cretaceous amniotes from Angola: dinosaurs, pterosaurs, mosasaurs, plesiosaurs, and turtles. V Jornadas Internacionales sobre Paleontología de Dinosaurios y su Entorno. 71-105., Salas de los Infantes, Burgos.
LINK

Barbatana de plesiossauro


Abstract
Although rich in Cretaceous vertebrate fossils, prior to 2005 the amniote fossil record of Angola was poorly known. Two horizons and localities have yielded the majority of the vertebrate fossils collected thus far; the Turonian Itombe Formation of Iembe in Bengo Province and the Maastrichtian Mocuio Formation of Bentiaba in Namibe Province. Amniotes of the Mesozoic of Angola are currently restricted to the Cretaceous and include eucryptodire turtles, plesiosaurs, mosasaurs, pterosaurs, and dinosaurs. Recent collecting efforts have greatly expanded our knowledge of the amniote fauna of Angola and most of the taxa reported here were unknown prior to 2005.
.

Saurópodes podiam ter interclavícula, um osso previamente desconhecido em dinossauros

Novo estudo levanta a possibilidade de os saurópodes terem interclavícula, um osso previamente desconhecido em dinossauros.
O estudo por uma equipa de paleontologia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa focou-se nos dinossauros diplodocídeos, em particular no recentemente descrito Kaatedocus., e sugere que a origem da fúrcula ("wish-bone") pode ser uma interclavícula em vez de duas clavículas fundidas.


Referência
Tschopp, E., & Mateus O. (2013).  Clavicles, interclavicles, gastralia, and sternal ribs in sauropod dinosaurs: new reports from Diplodocidae and their morphological, functional and evolutionary implications. Journal of Anatomy. 222,321-340.
LINK

Abstract
Ossified gastralia, clavicles and sternal ribs are known in a variety of reptilians, including dinosaurs. In sauropods, however, the identity of these bones is controversial. The peculiar shapes of these bones complicate their identification, which led to various differing interpretations in the past. Here we describe different elements from the chest region of diplodocids, found near Shell, Wyoming, USA. Five morphotypes are easily distinguishable: (A) elongated, relatively stout, curved elements with a spatulate and a bifurcate end resemble much the previously reported sauropod clavicles, but might actually represent interclavicles; (B) short, L-shaped elements, mostly preserved as a symmetrical pair, probably are the real clavicles, as indicated by new findings in diplodocids; (C) slender, rod-like bones with rugose ends are highly similar to elements identified as sauropod sternal ribs; (D) curved bones with wide, probably medial ends constitute the fourth morphotype, herein interpreted as gastralia; and (E) irregularly shaped elements, often with extended rugosities, are included into the fifth morphotype, tentatively identified as sternal ribs and/or intercostal elements. To our knowledge, the bones previously interpreted as sauropod clavicles were always found as single bones, which sheds doubt on the validity of their identification. Various lines of evidence presented herein suggest they might actually be interclavicles – which are single elements. This would be the first definitive evidence of interclavicles in dinosauromorphs. Previously supposed interclavicles in the early sauropodomorph Massospondylus or the theropods Oviraptor and Velociraptor were later reinterpreted as clavicles or furculae. 
Região do peito de dinossauro saurópode, com presença de clavículas e interclavícula .


Independent from their identification, the existence of the reported bones has both phylogenetic and functional significance. Their presence in non-neosauropod Eusauropoda and Flagellicaudata and probable absence in rebbachisaurs and Titanosauriformes shows a clear character polarity. This implicates that the ossification of these bones can be considered plesiomorphic for Sauropoda. The proposed presence of interclavicles in sauropods may give further support to a recent study, which finds a homology of the avian furcula with the interclavicle to be equally parsimonious to the traditional theory that furcula were formed by the fusion of the clavicles. Functional implications are the stabilizing of the chest region, which coincides with the development of elongated cervical and caudal vertebral columns or the use of the tail as defensive weapon. The loss of ossified chest bones coincides with more widely spaced limbs, and the evolution of a wide-gauge locomotor style.

Descrição de bizarras baleias-de-bico (Odontoceti, Ziphiidae)

Descrição de fósseis de bizarras baleias-de-bico (Odontoceti, Ziphiidae) pescado do fundo do Oceano Atlântico ao largo da Península Ibérica.

Referência:
Bianucci, G., Miján I., Lambert O., Post K., & Mateus O. (2013).  Bizarre fossil beaked whales (Odontoceti, Ziphiidae) fished from the Atlantic Ocean floor off the Iberian Peninsula. Geodiversitas. 35(1), 105-153.LINK


Abstract: 
Forty partial fossil skulls belonging to beaked whales (Cetacea, Odontoceti, Ziphiidae) were collected by trawling and long-line fishing on Neogene (probably Late Early to Middle Miocene) layers of the Atlantic floor off the coasts of Portugal and Spain (Asturias and Galicia). e systematic study of the most diagnostic Iberian specimens, those preserving the rostrum and the dorsal part of the cranium, led to the recognition of two new genera (Globicetus n. gen. and Imocetus n. gen.) and four new species (Choneziphius leidyi n. sp., G. hiberus n. gen., n. sp., I. piscatus n. gen., n. sp., and Tusciziphius atlanticus n. sp.).

Based on the matrix of a previous work, the phylogenetic analysis places all the new taxa in the subfamily Ziphiinae Gray, 1850. More fragmentary specimens are tentatively referred to the genera Caviziphius Bianucci & Post, 2005 and Ziphirostrum du Bus, 1868. Among these new ziphiids, extremely bizarre skull morphologies are observed. In G. hiberus n. gen., n. sp. the proximal portion of the rostrum bears a voluminous premaxillary spheroid. In T. atlanticus n. sp. a medial premaxillary bulge is present on the rostrum; together with asymmetric
rostral maxillary eminences at the rostrum base, this bulge displays various degrees of elevation in different specimens, which may be interpreted as sexual dimorphism. Specimens of I. piscatus n. gen., n. sp. bear two sets of even crests: spur-like rostral maxillary crests and longitudinal maxillary crests laterally bordering a wide and long facial basin. A preliminary macroscopic observation of these elements indicates very dense bones, with a compactness comparable with that of cetacean ear bones. Questioning their function, the high medial rostral elements (the premaxillary spheroid of G. hiberus n. gen., n. sp. and the medial bulge of T. atlanticus n. sp.) remind the huge rostral maxillary crests of adult males of the extant Hyperoodon ampullatus (Forster, 1770). In the latter, the crests are very likely related to head-butting. However, they are made of much more spongy bone than in the fossil taxa studied here, and therefore possibly better mechanically suited for facing impacts. Other interpretations of these unusual bone specializations, related to deep-diving (ballast) and echolocation (sound reflection), fail to explain the diversity of shapes and the hypothetical sexual dimorphism observed in at least part of the taxa. e spur-like rostral maxillary crests and long maxillary crests limiting the large facial basin in I. piscatus n. gen., n. sp. and the excrescences on the maxilla at the rostrum base in Choneziphius spp. are instead interpreted as areas of origin for rostral and facial muscles, acting on the nasal passages, blowhole, and melon. From a palaeobiogeographic point of view, the newly described taxa further emphasize the differences in the North Atlantic (including Iberian Peninsula) and South African Neogene ziphiid faunal lists. Even if the stratigraphic context is poorly understood, leaving open the question of the geological age for most of the dredged specimens, these differences in the composition of cold to temperate northern and southern hemisphere fossil ziphiid faunas may be explained by a warm-water equatorial barrier.

Crânio de Globicetus hiberus

Osteologia do saurópode Lusotitan atalaiensis


O saurópode português Lusotitan atalaiensis é alvo de uma nova re-descrição anatómica, publicada no Zoological Journal of the Linnean Society. 

Mannion, P. D., Upchurch P., Barnes R. N., & Mateus O. (2013).  Osteology of the Late Jurassic Portuguese sauropod dinosaur Lusotitan atalaiensis (Macronaria) and the evolutionary history of basal titanosauriforms. Zoological Journal of the Linnean Society. 1-109. LINK



Abstract Titanosauriforms represent a diverse and globally distributed clade of neosauropod dinosaurs, but their inter-relationships remain poorly understood. Here we redescribe Lusotitan atalaiensis from the Late Jurassic Lourinhã Formation of Portugal, a taxon previously referred to Brachiosaurus. The lectotype includes cervical, dorsal, and caudal vertebrae, and elements from the forelimb, hindlimb, and pelvic girdle. Lusotitan is a valid taxon and can be diagnosed by six autapomorphies, including the presence of elongate postzygapophyses that project well beyond the posterior margin of the neural arch in anterior-to-middle caudal vertebrae. A new phylogenetic analysis, focused on elucidating the evolutionary relationships of basal titanosauriforms, is presented, comprising 63 taxa scored for 279 characters. Many of these characters are heavily revised or novel to our study, and a number of ingroup taxa have never previously been incorporated into a phylogenetic analysis. We treated quantitative characters as discrete and continuous data in two parallel analyses, and explored the effect of implied weighting. Although we recovered monophyletic brachiosaurid and somphospondylan sister clades within Titanosauriformes, their compositions were affected by alternative treatments of quantitative data and, especially, by the weighting of such data. This suggests that the treatment of quantitative data is important and the wrong decisions might lead to incorrect tree topologies. In particular, the diversity of Titanosauria was greatly increased by the use of implied weights. Our results support the generic separation of the contemporaneous taxa Brachiosaurus, Giraffatitan, and Lusotitan, with the latter recovered as either a brachiosaurid or the sister taxon to Titanosauriformes. 



Vértebras caudais de Lusotitan atalaiensis 
Although Janenschia was recovered as a basal macronarian, outside Titanosauria, the sympatric Australodocus provides body fossil evidence for the pre-Cretaceous origin of titanosaurs. We recovered evidence for a sauropod with close affinities to the Chinese taxon Mamenchisaurus in the Late Jurassic Tendaguru beds of Africa, and present new information demonstrating the wider distribution of caudal pneumaticity within Titanosauria. The earliest known titanosauriform body fossils are from the late Oxfordian (Late Jurassic), although trackway evidence indicates a Middle Jurassic origin. Diversity increased throughout the Late Jurassic, and titanosauriforms did not undergo a severe extinction across the Jurassic/Cretaceous boundary, in contrast to diplodocids and non-neosauropods. Titanosauriform diversity increased in the Barremian and Aptian–Albian as a result of radiations of derived somphospondylans and lithostrotians, respectively, but there was a severe drop (up to 40%) in species numbers at, or near, the Albian/Cenomanian boundary, representing a faunal turnover whereby basal titanosauriforms were replaced by derived titanosaurs, although this transition occurred in a spatiotemporally staggered fashion.

quinta-feira, abril 04, 2013

Quatro novas espécies fósseis de baleias-de-bico descobertas no Atlântico



Uma equipa internacional de investigadores, constituída por Giovanni Bianucci (Università di Pisa, Itália), Miján Ismael (Sociedade Galega de Historia Natural, Espanha), Olivier Lambert (Institut Royal des Sciences
Naturelles, Bélgica), Post Klaas (Natuurhistorisch Museum Rotterdam, Holanda) e Octávio Mateus (Museu da Lourinhã, Portugal), acaba de publicar importantes achados na Geodiversitas, revista científica
especializada em Paleontologia. Durante os últimos cinco anos, a equipa estudou fósseis de cetáceos
recuperados, durante a pesca por arrasto, a profundidades que variam entre 500 e 1500 metros, e descreveu quatro novas espécies de baleias-de-bico que viveram em águas atlânticas próximas da Península
Ibérica, provavelmente, entre 20 e 14 milhões de anos atrás, durante o Miocénico.
Pescadores doaram aqueles exemplares ao Museu da Sociedade Galega de História Natural (SGHN) e ao Museu da Lourinhã, para que o seu estudo pudesse ser realizado.

Investigadores que estudaram os cetáceos fósseis: K. Post, G. Bianucci, I. Mijàn, O. Lambert, e O. Mateus (foto: Jornal Alvorada)

Esta descoberta é uma das mais importantes, a nível mundial, dada a sua repercussão no conhecimento da
biologia evolutiva dos cetáceos, à qual se têm dedicado vários cientistas, tal é a relevância deste tema na
Paleontologia. Em 2007, Ismael Miján publicou um relatório preliminar sobre dois crânios doados à SGHN que foram o ponto de partida para a investigação. Durante os últimos cinco anos, a equipa conseguiu examinar mais de 40 crânios pertencentes a coleções oficiais (guardados e, em muitos casos, esquecidos, a maioria deles estão na SGHN e na Lourinhã, cujas coleções de fósseis de baleias-de-bico estão entre as mais importantes do mundo), assim como cerca de uma centena de espécimes de coleções não oficiais, muitas delas correspondentes a espécies desconhecidas para a ciência.
As quatro espécies foram agora designadas como Choneziphius leidyi, Tusciziphius atlanticus, Imocetus
piscatus e Globicetus hiberus. Têm características anatómicas únicas, nunca antes encontradas noutras
espécies de cetáceos, e apresentam claro dimorfismo sexual (diferenças entre machos e fêmeas) nas estruturas ósseas. O Globicetus hiberus, por exemplo, tem na parte frontal do crânio uma grande esfera de muito elevada densidade óssea e de grandes proporções que serviria de proteção contra golpes de cabeça infligidos durante os combates entre machos e, além disso, poderia desempenhar um papel peculiar no seu sistema bioacústico (sonar natural) desconhecido até ao momento.
Dois destes géneros tinham sido já encontrados em costas europeias e na costa leste dos Estados Unidos,
evidenciando que as baleias-de-bico estiveram amplamente distribuídas no Atlântico Norte durante o
Neogénico. Mas, surpreendentemente, nenhum destes zifídeos ibéricos foi encontrado na África do Sul (onde alguns dos investigadores da equipa estudaram uma grande coleção de fósseis de baleias-de-bico) e isso poderia sugerir que as águas quentes equatoriais terão funcionado como barreira natural, separando as duas populações de baleias-de-bico, as de águas frias e as de águas temperadas.
As instituições envolvidas na pesquisa, e especialmente a SGHN e o GEAL – Museu da Lourinhã, valorizam a colaboração dos pescadores que doaram os espécimes, uma atitude generosa e indispensável para a realização do estudo.

Globicetus hiberus (foto por Ismael Mijàn)

domingo, março 31, 2013

Azulejos com répteis mesozóicos no Campo Grande, Lisboa

Quem gosta da temática dos dinossauros na arte e cultura pode observar no viaduto que percorre o Campo Grande, em Lisboa,  os pilares com azulejos deveras interessantes, assinados por Eduardo Nery (1936-2013) em 1998. Três dos painéis têm motivos mesozoicos, com mosassauros, plesiossauros e dinossauros (um anquilossauro).

Azulejos com temática mesozoica em Lisboa






segunda-feira, março 18, 2013

Bolsas de Investigação 2013





Duas Bolsas de Investigação para licenciados em Paleontologia: Projecto DINOEGGS - Ovos e embriões de dinossauros de Portugal

Encontra-se aberto concurso para a atribuição de duas Bolsas de Investigação para licenciados, no âmbito do projecto de I&D “DINOEGGS - Ovos e embriões de dinossauros de Portugal: implicações paleobiológicas e enquadramento paleoambiental” PTDC/BIA-EVF/113222/2009, financiado por fundos nacionais através da FCT/MEC (PIDDAC) nas seguintes condições:

Área Científica: Ciências da Vida; Ciências da Terra
Requisitos de admissão: Os candidatos devem possuir Licenciatura em Geologia, Biologia, Geoquímica, ou áreas afins ao plano de trabalhos citado abaixo. Dominar língua inglesa.
Plano de trabalhos: As tarefas estão relacionadas com a paleontologia de vertebrados, nomeadamente com o estudo de ovos e ossos de dinossauros, respectiva geoquímica, estratigrafia, morfologia, e sistemática. Em acréscimo, as tarefas das duas bolsas são, em parte, semelhantes, com uma especialização na geoquímica (B1) e imagiologia (B2) aplicadas à paleontologia.
  1. (BI) Bolsa de Investigação (Lic.) B1: Estratigrafia, análise de isótopos, preparação laboratorial de fósseis, trabalho de campo de prospecção e recolha de fósseis, preparação de lâminas e análise de histologia de cascas de ovos.
  2. (BI) Bolsa de Investigação (Lic.) B2: Análise de dados de tomografia e imagiologia, preparação laboratorial de fósseis, trabalho de campo de prospecção e recolha de fósseis, preparação de lâminas e análise de histologia de cascas de ovos
Legislação e regulamentação aplicável: Lei Nº. 40/2004, de 18 de Agosto com a redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei Nº 202/2012 de 27 de Agosto (Estatuto do Bolseiro de Investigação Científica); Regulamento de Bolsas de Investigação da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P. - 2012 e Regulamento de bolsas da Fundação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Local de trabalho: Os trabalhos serão desenvolvidos no Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e no Museu da Lourinhã sob a orientação científica do Doutor Octávio Mateus.

Duração das bolsas: As bolsas terão a duração de 6 meses, com início previsto em Abril de 2013. Os contratos de bolsa poderão ser eventualmente renovados dentro da vigência do projecto.

Valor do subsídio de manutenção mensal: O montante das bolsas corresponde a 745€, conforme tabela de valores das bolsas atribuídas directamente pela FCT, I.P. no País (http://alfa.fct.mctes.pt/apoios/bolsas/valores), sendo o pagamento efectuado mensalmente por transferência bancária.

Métodos de selecção: Os métodos de selecção a utilizar serão os seguintes: trabalhos de investigação anteriores na área (30%), classificação curricular (30%) e motivação (20% ). Serão seleccionados para eventual entrevista os candidatos que obtenham as melhores classificações na avaliação curricular. A fluência em língua inglesa (20%) será avaliada em entrevista.

Composição do Júri de Selecção: Doutor Octávio Mateus (Presidente), Doutor Rui Martins e Doutor José Carlos Kullberg (Vogais Efectivos), Prof. Doutor João Pais e Profª Doutora Ausenda Albino (Vogais Suplentes).

Forma de publicitação/notificação dos resultados: Os resultados finais da avaliação serão publicitados, através de lista ordenada por nota final obtida e afixados em local visível e público do Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, sendo os candidatos aprovados notificados através de e-mail.

Prazo de candidatura e forma de apresentação das candidaturas: O concurso encontra-se aberto no período de 29/03/2013 a 12/04/2013. As candidaturas devem ser formalizadas, obrigatoriamente, através do envio de carta de candidatura acompanhada dos seguintes documentos: Curriculum Vitae, Carta(s) de Recomendação(s), e outros documentos considerados relevantes. Poderá incluir PDF ou URL de trabalhos publicados (se aplicável). As candidaturas deverão ser enviadas por correio electrónico para Doutor Octávio Mateus (omateus@fct.unl.pt) com indicação do seguinte assunto: “Candidatura a Projecto Dinoeggs”.

quarta-feira, março 13, 2013

Mark Norell (AMNH) na FCT-UNL dia 21 de Março




Um dos mais destacados paleontólogos mundiais, Mark Norell, vai estar em Portugal e fará uma palestra na FCT-UNL, integrado no Mestrado em Paleontologia.

21 de Março | 14:30h

Auditório da Biblioteca da FCT/UNL
Entrada Livre 
Palestra: The assembly of birds new clues from the fossil record

Orador: Mark Norell

Moderador: Professor Octávio Mateus


Siga a palestra através de vídeo-difusão em: http://elearning.fct.unl.pt/webcast-assembly-of-birds.html



Morada:
Auditório da Biblioteca da FCT/UNL
Faculdade de Ciências e Tecnologia / UNL
Campus de Caparica
2829-516 Caparica
Coordenadas GPS 38º 39' 36'' N/ 9º 12' 11'' W
Mais info: Blogue da Biblioteca FCT/UNL

Paleontólogo Mark Norell (AMNH)


Mark A. Norellnascido a 1957, é um paleontólogo norte-americano de renome mundial.
Investigador associado do Museu Americano de História Natural (AMNH), Nova York, onde dirige a divisão de paleontologia.
É Doutor em ciências pela Yale University (1988), prémio John Spanger Nichols para a melhor tese.
Mark Norell (Créditos das imagemaqui)

De entre os paleontólogos vivos, é reconhecidamente um dos mais citados no que respeita a vertebrados.

É conhecido por ter descoberto o primeiro embrião de terópode, no deserto de Gobi, Mongólia, e pela descrição de dinossauros com penas.
Publica regularmente nas principais revistas científicas da especialidade (com honras de capa na “Science" "Nature”).
Na categoria “histórias de ciência”, consta do top-10 da revista Time, nos anos de 1994 e 1996, e do top-50 da revista Discovery, nos anos 1993, 1994, 1996, 1998 e 2001.
Está evidenciado nas listas: "Who's Who in Science and Engineering" (desde 1993), "Who's Who in America" (desde 1995) e "American Men and Women of Science" (desde 1995).
Dos prémios que recebeu, destacam-se: Orbis Pictus (2000), New York City Leader of the Year (1998), Scientific American's Young Readers Book of the Year (1995).

É membro do Explorer's Club e da Willi Hennig Society e já apelidado pelo Wall Street Journal como "the coolest dude alive".

Mark Norell vem a Portugal dia 21 de Março (14:30) dar uma palestra na FCT-UNL

Mais informações:
Página de Mark Norell na Wikipédia.

Artigos de Mark Norell mais citados:
  • A nesting dinosaur. Nature
  • Important features of the dromaeosaurid skeleton. American Museum Novitates
  • Two feathered dinosaurs from northeastern China. Nature
  • Taxic origin and temporal diversity: the effect of phylogeny
De acordo com o Google Citation, Mark Norell tem um índice h: 50; 7326 citações, e 232 publicações (em Março 2013).
Imagem: daqui

terça-feira, março 12, 2013

Próximas palestras sobre dinossauros (Março e Abril 2013)


Temos uma série de eventos que incluem palestras e actividades sob alçada de diferentes organizações, a começar já amanhã:


13 de Março - Ossos e ovos do ofício
14:30 - Palestra por Octávio Mateus (FCT-UNL), na Universidade de Évora (Sala de Conferências da Mitra)

16 de Março - Mexe nos fósseis 
15:00 - Workshop para jovens 10-13 anos integrado no dia da evolução. Lisboa (Pavilhão do Conhecimento)
Mais informação neste link

21 de Março - Evolução e origem das aves
14:30 - Palestra por Mark Norell (AMNH), na Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNL, Caparica (Biblioteca)

2 de Abril
II Alumni meeting de Biologia da Universidade de Évora (UE)

15 de Abril 
14:00: Escola Ciência Viva, Pavilhão do Conhecimento, Lisboa

20 de Abril
16:00 - Conversa "dinossauros portugueses" por Octávio Mateus, no Museu da Lourinhã associado à exposição "T.rex, quando as galinhas tinham dentes".

As entradas são livres.



segunda-feira, fevereiro 25, 2013

Candidatura da Arrábida a Património Mundial

Contributo do património geológico e geomorfológico na candidatura da Arrábida (Portugal) a Património Mundial Misto


Geologia da Arrábida (fonte: Powerpoint da apresentação por Kullberg et al 2012)
Por Kullberg et al. (2012):
Adaptando os conceitos originais de Paul Choffat - geólogo - e Orlando Ribeiro - geógrafo -a Arrábida pode ser definida como uma pequena cordilheira situado na parte meridional da Península de Setúbal (uma faixa de 6 km com 35 km de extensão), em Portugal, onde afloram em continuidade rochas predominantemente carbonatadas de praticamente todo o Mesozóico. É também local de extrema relevância relativamente à flora e a ecossistemas únicos no Planeta. Para além dos valores naturais, os culturais testemunham uma ocupação desde o Paleolítico Inferior até aos primórdios da nacionalidade, no conturbado início do 2º milénio d.C. com as reconquistas aos muçulmanos. A História e a ocupação do território estão indissociável e harmoniosamente associadas com o meio natural, através das tradições no uso e ocupação das terras e dos próprios credos, lendas e poesia. A Geologia - rochas e processos - e as formas que ela condicionou, estão também na origem de muitos destes valores culturais. Por esta diversidade e quantidade de valores excepcionais, únicos a nível mundial, a Arrábida encontra-se actualmente em processo de pré-candidatura à UNESCO a Património Mundial (Misto) da Humanidade, com base nos critérios culturais (4, 6) e naturais (7, 8, 9 e 10), reunidos através de um suporte de SIG's. A Arrábida está localizada na área mais meridional da Bacia Lusitaniana, a única bacia do Atlântico Norte que expõe à superfície toda a sequência de rifting anterior à oceanização e consequente separação entre as placas da América do Norte a da Eurásia. Mas é na Arrábida que se encontra praticamente toda a sucessão mesozóica em contínuo, devido à inversão tectónica resultante da colisão entre a África e a sub-placa ibérica durante o Cenozóico de que resultou a própria cordilheira actual. Por isso apresenta uma variedade notável de estruturas e litologias únicas ou extremamente raras resultantes dum conjunto de processos geológicos que testemunham, sucessivamente: 
1º) a evolução, desde o Triásico até ao Cretácico inferior, do rift intracontinental relacionado com as primeiras fases de fragmentação da Pangeia; 
2º) vulcanismo em margem passiva, durante o Cretácico terminal; 
3º) diapirismo associado àquele vulcanismo; 
4º) inversão tectónica relacionada com a proximidade do limite convergente entre as placas Africana e Euroasiática, principalmente durante o Cenozóico; 
5º) a consequente formação de relevos na Meseta Ibérica e estruturação de grandes redes de drenagem intracontinentais; 
6º) o modelado recente das formas do terreno, em parte controlado por movimentos de neo-tectónica, e também por variações eustáticas quaternárias, pelo menos nas regiões litorais da MOI. 

Através de ocorrências únicas de que se realçam apenas três, a Geologia está intimamente relacionada com aspectos culturais da região, nomeadamente: 
1- o conjunto de pegadas de dinossauros de Pedra da Mua com a lenda de Nª Senhora do Cabo Espichel; 
2- a Brecha da Arrábida com um dos desenvolvimentos do estilo Manuelino e 
3- a cordilheira da Arrábida no seu todo, mas em particular a Serra do Risco, "a onda da Arrábida" eternizada pela poesia de Sebastião da Gama.



Kullberg, J. C., Pais J., Almeida J. A., & Mateus O. (2012).  Contributo do património geológico e geomorfológico na candidatura da Arrábida (Portugal) a Património Mundial Misto. 46º Cong. Brasileiro Geologia / 1º Cong. Geologia Países Língua Portuguesa. , Set-Oct 2012, Santos (Brasil)

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

O caso da misteriosa Baleia-franca-pigméia


A única espécie viva da família de baleias Neobalaenidae é a Baleia-franca-pigméia (Caperea marginata) e também os fósseis são raríssimos. A sua origem continua envolta em mistério.


Caperea marginata (source: Wikipedia)

Através do trabalho de campo em  Angola, sob os auspícios do Projecto PaleoAngola, recolheram-se cetáceos fósseis em depósitos do Miocénico, oferecendo novos perspectivas sobre a diversificação inicial dos cetáceos ao longo da costa oeste africana.
Entres eles, dois novos taxa de baleias misticetes (baleias de barba): um dos exemplares (PA 165) compreende um crânio incompleto e vértebras, enquanto que o outro exemplar (PA 166) compreende um crânio parcial articulado incluindo a região posterior e incluindo as nasais. 
Ambos os espécimes foram recuperados a partir de aquilo que parece ser a formação Luanda, um arenito calcário de idade Miocénico. A análise filogenética indica que estes fósseis representam dois novos taxa aninhados com Caperea marginata, a baleia-franca pigméia, na família Neobalaenidae, uma família restrita a uma espécie actual que habita águas frias temperaturas do hemisfério sul. 
Neobalaenidae é um grupo irmão Eschrichtiidae e Alaenopteridae. Estes novos taxa são os únicos representantes conhecidos fósseis da família, que triplica a diversidade conhecida, e alarga a cronologia para o Miocénico de Benguela.


Fonte:
  • Graf J, Jacobs L, Polcyn M, Mateus O, Schulp A (2011) New fossil whales from Angola. J Vert Paleontol Abstracts 2011:119  LINK
Ver também:
  • Fordyce, R. E., & Marx, F. G. (2013). The pygmy right whale Caperea marginata: the last of the cetotheres. Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, 280(1753).
  • Marx, F. G., Buono, M. R., Fordyce, R. E., & Boessenecker, R. W. (2013). Juvenile morphology: A clue to the origins of the most mysterious of mysticetes?. Die Naturwissenschaften.

quinta-feira, fevereiro 07, 2013

Empregos em Paleontologia

O site Geological Curator's Group tem um excelente portal de emprego para a área da conservação em paleontologia, e existem alguns empregos interessantes:


National Museum, Cardiff
Geology Facilitator, Clore Discovery CentreSalary: £22,448.26 - £28,911.21 per annum (pro rata)Contract up to December 2013 (maternity cover) - 30 hours per weekSource: Leicester Museum Studies Jobsdesk

The Natural History MuseumHead of Department, Department of Earth SciencesVacancy reference: NHM/HES/GSPermanent positionSalary: £50,776 to £84,735 plus £10,000 HoD allowance per annumSource: NHM Current Vacancies

Royal Tyrrell MuseumPreparation Lab and Field TechnicianSalary is based on experience and education applicable to each position.Seasonal: May 1 to August 31, 2013Source: Canadian Heritage Information Network

Glasgow LifeCurator (Geology)Salary: £24,909.23 - £29,328.94Full timePermanentRef: GLA001670Source: Personal communication

British Geological SurveyConservatorSalary: £19,540 - £23,150 paContract Type: Open-EndedFull time (37h per week)Reference number: IRC82411Source: GCG Jisc Mailing List

Royal Ontario MuseumMineralogistFull TimeSalary and years in rank are commensurate with experience, as stipulated in the Collective Agreement between the ROM and ROM Curatorial Association.Source: ROM Jobs

Natural History Museum of DenmarkCollections ManagerSalary and employment conditions are in accordance with the collective agreement between the Ministry of Finance and the Danish Academic Trade Union. It is possible to negotiate additional salary according to documented previous experience and special qualifications.Source: Global Museum Jobs

American Museum of Natural HistoryAssistant Curator of Invertebrate PalaeontologySource: Palaeonet jobs

Natural History Museum of Los Angeles CountyPreparatorFull timeSalary is commensurate with experienceSource: NHM jobs

San Diego Natural History MuseumReport Writer- Department of PaleoServicesSalary: annual salary range $45,000 to $53,000Source: San Diego Natural History Museum Employment

Denver Museum of Nature and ScienceVice President of Research and CollectionsJob reference: 309Full timeSource: SPNHC jobs

Harvard Mineralogical and Geological MuseumInternships Opportunities2 x part-time internship opportunitiesSource: Work@theMGMH

Florida Museum of Natural HistoryCuratorial Assistant [preliminary announcement]Full time (40 hours per week)Temporary: 2 year contractStarting May 1st / July 1st 2013
Source: Global Museum Jobs

Quando as galinhas tinham dentes e os porcos tiverem asas - Ciclo de Conversas


Vai decorrer uma série de palestras num Ciclo de Conversas associado à exposição "T.rex, quando as galinhas tinham penas" que está patente no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

Eu irei participar com uma conversa sobre "Dinossauro Portugueses", dia 20 de Abril | Museu da Lourinhã


Dinossauros portugueses 
com Octávio Mateus (FCT-UNL + Museu da Lourinhã)

Há 150 milhões de anos, a região que conhecemos hoje como Portugal era muito diferente. Os dinossauros dominavam. Lourinhanosaurus e Lusotitan de pescoços e caudas compridos e Miragaia com espigões assustadores são alguns exemplos de dinossauros encontrados na Região Oeste, para além de ovos e embriões únicos. A conversa será seguida de uma visita ao Museu da Lourinhã e aos seus laboratórios.

Mais informações: geral@museulourinha.org | 261 414 003




23 de Fevereiro | Museu Nacional de História Natural e da Ciência
Dinossáurios, expedições, museus: histórias contadas e por contar, com Bruno Ribeiro, Pedro Dantas e Vanda Santos (MNHNC)
23 de Março | Museu Geológico
Quem diz que as rochas não falam?, com Miguel Ramalho (Museu Geológico)
20 de Abril | Museu da Lourinhã
Dinossauros portugueses , com Octávio Mateus (FCT/UNL + Museu da Lourinhã)

25 de Maio | Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva 
O nosso património paleontológico, com Galopim de Carvalho e Sofia Castel-Branco da Silveira (ICNF)

22 de Junho | Núcleo Arqueológico do Castelo de S. Jorge
O futuro humano: sobrevivência ou convivência? com Alexandre Quintanilha (Univ. Porto), António Bracinha Vieira (CFCUL), Boaventura de Sousa Santos (CES), Isabel Allegro de Magalhães (FCSH-UNL), João Seixas (ICS-UL) e Teresa Pizarro Beleza (FD-UNL).

Programa completo [PDF]