quinta-feira, fevereiro 07, 2013

Empregos em Paleontologia

O site Geological Curator's Group tem um excelente portal de emprego para a área da conservação em paleontologia, e existem alguns empregos interessantes:


National Museum, Cardiff
Geology Facilitator, Clore Discovery CentreSalary: £22,448.26 - £28,911.21 per annum (pro rata)Contract up to December 2013 (maternity cover) - 30 hours per weekSource: Leicester Museum Studies Jobsdesk

The Natural History MuseumHead of Department, Department of Earth SciencesVacancy reference: NHM/HES/GSPermanent positionSalary: £50,776 to £84,735 plus £10,000 HoD allowance per annumSource: NHM Current Vacancies

Royal Tyrrell MuseumPreparation Lab and Field TechnicianSalary is based on experience and education applicable to each position.Seasonal: May 1 to August 31, 2013Source: Canadian Heritage Information Network

Glasgow LifeCurator (Geology)Salary: £24,909.23 - £29,328.94Full timePermanentRef: GLA001670Source: Personal communication

British Geological SurveyConservatorSalary: £19,540 - £23,150 paContract Type: Open-EndedFull time (37h per week)Reference number: IRC82411Source: GCG Jisc Mailing List

Royal Ontario MuseumMineralogistFull TimeSalary and years in rank are commensurate with experience, as stipulated in the Collective Agreement between the ROM and ROM Curatorial Association.Source: ROM Jobs

Natural History Museum of DenmarkCollections ManagerSalary and employment conditions are in accordance with the collective agreement between the Ministry of Finance and the Danish Academic Trade Union. It is possible to negotiate additional salary according to documented previous experience and special qualifications.Source: Global Museum Jobs

American Museum of Natural HistoryAssistant Curator of Invertebrate PalaeontologySource: Palaeonet jobs

Natural History Museum of Los Angeles CountyPreparatorFull timeSalary is commensurate with experienceSource: NHM jobs

San Diego Natural History MuseumReport Writer- Department of PaleoServicesSalary: annual salary range $45,000 to $53,000Source: San Diego Natural History Museum Employment

Denver Museum of Nature and ScienceVice President of Research and CollectionsJob reference: 309Full timeSource: SPNHC jobs

Harvard Mineralogical and Geological MuseumInternships Opportunities2 x part-time internship opportunitiesSource: Work@theMGMH

Florida Museum of Natural HistoryCuratorial Assistant [preliminary announcement]Full time (40 hours per week)Temporary: 2 year contractStarting May 1st / July 1st 2013
Source: Global Museum Jobs

Quando as galinhas tinham dentes e os porcos tiverem asas - Ciclo de Conversas


Vai decorrer uma série de palestras num Ciclo de Conversas associado à exposição "T.rex, quando as galinhas tinham penas" que está patente no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

Eu irei participar com uma conversa sobre "Dinossauro Portugueses", dia 20 de Abril | Museu da Lourinhã


Dinossauros portugueses 
com Octávio Mateus (FCT-UNL + Museu da Lourinhã)

Há 150 milhões de anos, a região que conhecemos hoje como Portugal era muito diferente. Os dinossauros dominavam. Lourinhanosaurus e Lusotitan de pescoços e caudas compridos e Miragaia com espigões assustadores são alguns exemplos de dinossauros encontrados na Região Oeste, para além de ovos e embriões únicos. A conversa será seguida de uma visita ao Museu da Lourinhã e aos seus laboratórios.

Mais informações: geral@museulourinha.org | 261 414 003




23 de Fevereiro | Museu Nacional de História Natural e da Ciência
Dinossáurios, expedições, museus: histórias contadas e por contar, com Bruno Ribeiro, Pedro Dantas e Vanda Santos (MNHNC)
23 de Março | Museu Geológico
Quem diz que as rochas não falam?, com Miguel Ramalho (Museu Geológico)
20 de Abril | Museu da Lourinhã
Dinossauros portugueses , com Octávio Mateus (FCT/UNL + Museu da Lourinhã)

25 de Maio | Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva 
O nosso património paleontológico, com Galopim de Carvalho e Sofia Castel-Branco da Silveira (ICNF)

22 de Junho | Núcleo Arqueológico do Castelo de S. Jorge
O futuro humano: sobrevivência ou convivência? com Alexandre Quintanilha (Univ. Porto), António Bracinha Vieira (CFCUL), Boaventura de Sousa Santos (CES), Isabel Allegro de Magalhães (FCSH-UNL), João Seixas (ICS-UL) e Teresa Pizarro Beleza (FD-UNL).

Programa completo [PDF]

domingo, dezembro 16, 2012

Kaatedocus: Nova espécie de dinossauro descrita por paleontólogos da Faculdade de Ciências e Tecnologia (UNL) e Museu da Lourinhã




Nova espécie de dinossauro descrita por paleontólogos da Faculdade de Ciências e Tecnologia (UNL) e Museu da Lourinhã


Chama-se Kaatedocus siberi e é o mais recente dinossauro descrito pelos paleontólogos da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã. Este dinossauro jurássico foi escavado por uma equipa suíça, em 1991, liderada por Hans-Jakob "Kirby" Siber , no Wyoming, nos Estados Unidos, mas estudado por dois paleontólogos destas instituições portuguesas: o suíço Emanuel Tschopp e o português Octávio Mateus. Ambos os paleontólogos colaboram há vários anos com  o Sauriermuseum Aathal, Suíça, pelo que foram escolhidos para estudar os dinossauros saurópodes.

Semelhante ao famoso dinossauro Diplodocus, esta nova espécie é mais  antiga e mais pequena, o que justifica o nome Kaatedocus, que alude ao um pequeno Diplodocus, já que Kaate é um diminutivo na língua dos nativos americanos Crow. O nome foi escolhido em homenagem aos habitantes daquela região do Wyoming.
Os saurópodes diplodocídeos estão entre os dinossauros mais emblemáticos. Com seus pescoços e caudas muito alongados, apresentam a forma de corpo típico de saurópodes. Além dos populares e bem conhecidos Diplodocus e Apatosaurus, são já conhecidos outros géneros. Atualmente, há 12 a 15 espécies diferentes consideradas válidas, incluindo a espécie portuguesa Dinheirosaurus  lourinhanensis, descoberta na Lourinhã nos anos 80. O Dinheirosaurus tinha cerca de 25 metros de comprimento e o Kaatedocus tinha entre 12 e 14.
A grande maioria das espécies de diplodocídeos é oriunda do Jurássico da Formação de Morrison, Oeste dos EUA. O Kaatedocus, porém, foi encontrado mais a Norte e é ligeiramente mais antigo do que os restantes, sendo, por isso, um elemento importante para compreender a evolução desta família.
Deste dinossauro foram recolhidos o pescoço e o crânio, em excelente estado de conservação, que estão agora em exposição no Museu de Dinossauros de Aathal, na Suíça.
A descrição da nova espécie, que constituiu um avanço significativo na compreensão da família dos diplodocídeos, consta de um artigo publicado na ultima edição online do reputado Journal of Systematic Palaeontology.
Kaatedocus siberi, por Davide Bonadonna
O paleontólogo Octávio Mateus já descreveu várias novas espécies e géneros de dinossauros, incluindo saurópodes em quatro continentes como o LusotitanDinheirosaurus ou Europasaurus, na Europa, Angolatitan em África, Tangvayosaurus na Ásia e agora o Kaatedocus na América do Norte. É o orientador de doutoramento de Emanuel Tschopp, na Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.


sábado, dezembro 15, 2012

Kaatedocus... um nova espécie de dinossauro




Tschopp, E., & Mateus O. (2012).  The skull and neck of a new flagellicaudatan sauropod from the Morrison Formation and its implication for the evolution and ontogeny of diplodocid dinosaurs. Journal of Systematic Palaeontology

quinta-feira, novembro 22, 2012

Projecto PalNiassa: Nelson Nhamutole no Museu da Lourinhã e Salimo Murrula na Universidade do Minho (by Ricardo Araújo)

O novo estagiário Moçambicano chegou a Portugal no início do mês de Novembro e iniciará agora a sua formação como preparador de fósseis durante um ano no Museu da Lourinhã. Salimo Murrula, por sua vez, tendo terminado a sua formação como preparador, ingressou na Licenciatura de Geologia na Universidade do Minho. Ricardo Araújo

sexta-feira, novembro 09, 2012

Foto do dia: afloramentos jurássicos

Afloramentos jurássicos em Vale Pombas, a norte da Lourinhã

quinta-feira, novembro 08, 2012

Palestra "Dinossauros da Lourinhã na Amadora" - 17 de Novembro




No âmbito da exposição "Dinossauros da Lourinhã na Amadora" que decorre no Núcleo Museográfico do Casal da Falagueira"realizar-se-á no próximo dia 17 de novembro (sábado), com a colaboração do Museu da Lourinhã, uma palestra subordinada ao tema da exposição e será proferida pelo Paleontólogo Octávio Mateus. Esta decorrerá no auditório da Biblioteca Piteira Santos e terá início às 12.00h.
A exposição está patente até dia 15 de dezembro.




Mais informações:
Museu Municipal de Arqueologia - Núcleo Museográfico do Casal da Falagueira  museu.arqueologia@cm-amadora.pt ou para o nº 214 369 090
ou
Museu da Lourinhã www.museulourinha.org

quarta-feira, novembro 07, 2012

Um osso quadrado... uma problemática bicuda!

É um osso curioso, o quadrado! Apesar do nome... não é quadrado! Nos répteis é o osso do crânio que faz a articulação com a mandíbula e por isso tem uma série de funcionalidades motoras às quais acumula funções na audição. Nos mamíferos, o quadrado transformou-se num dos ossículos de ouvido.

O estudante de doutoramento Christophe Hendrickx está a estudar a evolução do aparelho bocal do dinossauros carnívoros e dedicou muito tempo a observar o osso quadrado.
Divulga-se aqui dois resumos apresentados em congressos internacionais:
Referências
Hendrickx, C., Araújo, R. & Mateus O. (2012). The nonavian theropod quadrate: systematics usefulness, major trends and phylogenetic morphometrics analysis. : Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2012, p.110. ISSN 1937-2809 PDF

Hendrickx, C., & Mateus O. (2012). Ontogenetical changes in the quadrate of basal tetanurans.. 10 th Annual Meeting of the European Association of Vertebrate Paleontologist ¡Fundamental! . 20, 101-104. PDF


Abstract:
The quadrate in nonavian theropods is incredibly diverse morphologically; however this morphological disparity has been underestimated for taxonomic purposes. The quadrate topological homologies and anatomy, as well as the terminology, among nonavian theropod clades are reviewed. In order to evaluate the phylogenetic potential and investigate the evolutionary transformations of the quadrate, we conducted a Catalano-Goloboff phylogenetic morphometric analysis using 3 morphometric characters, a total
of 28 landmarks coded for 23 taxa, as well as a cladistic analysis using 115 discrete quadrate-related characters coded for 43 taxa. The cladistic analysis provides a fully resolved tree mirroring the current classification of nonavian theropods. The quadrate morphology by its own provides a wealth of data with strong phylogenetic signal. Several unambiguous synapomorphies support nonavian theropod relationships and the resulting consensus tree allows inference of major trends in the evolution of this bone. Important
synapomorphies include: for Abelisauridae, a lateral ramus extending to the ectocondyle; for Tetanurae, the absence of the lateral process; for Spinosauridae, a medial curvature of the ventral part of the pterygoid ramus occurring just above the mandibular articulation; for Neotetanurae, an anterior margin of the pterygoid flange formed by a roughly parabolic margin; and for Tyrannosauroidea, a semi-oval pterygoid flange shape in medial view. The Catalano-Goloboff phylogenetic morphometric analysis reveals two main morphotypes of the mandibular articulation of the quadrate linked to function. The first morphotype, characterized by an anteroposteriorly broad mandibular articulation with two ovoid/ subcircular condyles roughly subequal in size, is found in Ceratosauria, Tyrannosauroidea and Oviraptorosauria. This morphotype allows a very weak displacement of the mandible laterally. The second morphotype is characterized by an elongate and anteroposteriorly narrow mandibular articulation and a long and parabolic/sigmoid ectocondyle. Present in Megalosauroidea, Carcharodontosauridae and Dromaeosauridae, this morphotype permits the lower jaw rami to be displaced laterally when the mouth opened.

segunda-feira, novembro 05, 2012

Embriões de dinossauro, de Paimogo, Lourinhã


O Mesozóico de Portugal tem mostrado uma diversidade de abundância de fósseis de dinossauros e outros vertebrados. Ossos, ovos, embriões, pegadas, pele, coprólitos, e gastrólitos são algumas das descobertas que enriquecem lista de achados na Bacia Lusitânica, sobretudo do Jurássico Superior da Formação da Lourinhã.
Várias espécies únicas sublinham a importância, que acompanhadas com a ocorrência de ovos, ninhos e embriões, como no caso do terópode Lourinhanosaurus antunesi, permitem compreender mais sobre a reprodução, comportamento, crescimento, metabolismo e evolução dos dinossauros.

Parte deste trabalho foi apresentado no congresso Society of Vertebrate Paleontology Meeting, e o resumo é o seguinte:



Referência:
Mateus, O., Carrano, M.T., Taquet P. (2012). Osteology of the embryonic theropods from the Late Jurassic of Paimogo, Portugal. Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2012, p.137. ISSN 1937-2809. 137.

Resumo / Abstract:
Osso de embrião
Among the more than one dozen dinosaur egg- and eggshell-bearing localities in the Upper Jurassic Lourinhã Formation of Portugal (upper Kimmeridgian–Tithonian), the nest from Paimogo was the first to be found and remains the largest and most significant. Located within the Amoreira-Porto Novo Member (uppermost Kimmeridgian), this nest has yielded about 300 embryonic bones and bone fragments identified as belonging to a theropod dinosaur.

The Paimogo nest comprised about 100 eggs (or eggshell concentrations that represented individual eggs), but much of the nest had been eroded, indicating that an even greater number of eggs would have been present originally. There is no clear nest structure, but eggs are more highly concentrated in the center, along with the majority of embryonic bones (suggesting a more advanced ontogenetic stage). All the eggs were crushed, but despite this compression, some eggs are complete and retain embryonic bones inside.
The embryonic anatomy is has been favorable compared to the holotype of Lourinhanosaurus antunesi Mateus 1998 from the same stratum and region. However, most Lourinhanosaurus autapomorphies are in the pelvis and vertebral laminae, rarely preserved in the embryos, making their positive identification more difficult. A single autapomorphy is present in both subadult and embryo: a medial condyle of the tibia that is half the transverse width of the fibular condyle. Other contemporary theropods differ from the embryos in specific details: the embryonic maxilla lacks an antorbital fenestra (present in Allosaurus), the ilium lacks a vertical ridge (present in Aviatyrannis), and the tibial cnemial crest is short (unlike Ceratosaurus). One other nest with embryo from Lourinhã area, in Porto das Barcas has been provisionally ascribed to Torvosaurus. This embryos specimen are much larger in size, and the eggshell structure is entirely different. If such ascription of Porto das Barcas embryos is correct, then Paimogo embryos cannot be Torvosaurus.
In general, the embryos are morphological miniatures of the adults, fully equipped for predation of small prey, and thus may have been precocial (i.e. relatively mature and mobile from the moment of birth or hatching). The teeth have large denticles on the distal carina only and bear some resemblance to those of more derived theropods, suggesting a role for pedomorphosis in theropod evolution.



sábado, novembro 03, 2012

Coprólitos da Gronelândia


A nossa expedição à Gronelândia em Julho passado descobriu uma grande quantidade de fósseis que agora aguardam estudo. Um dos artigos mais imediatos sobre as descobertas é relativo a excrementos fósseis (coprólitos). E sim, eu sei que podemos fazer muitas piadas sobre este tipo de investigação!


Artigo:
Milàn, J., Clemmensen L. B., Adolfssen J. S., Estrup E. J., Frobøse N., Klein N., Mateus O., & Wings O. (2012).  A preliminary report on coprolites from the Late Triassic part of the Kap Stewart Formation, Jameson Land, East Greenland. New Mexico Museum of Natural History and Science, Bulletin. 57, 203-205.


Abstract: The basal part of the Triassic-Jurassic (Rhaetian-Sinemurian) Kap Stewart Formation, exposed at Jameson Land, East Greenland, yields an extensive coprolite collection from black, parallel-laminated mudstone ("paper shale"), representing an open lacustrine system. Preliminary investigations show three different types of coprolites: elongated cylindrical masses, composed of irregularly wrapped layers; elongated cylindrical masses with constriction marks; and spirally-coiled specimens.








Idade dos dinossauros e outros vertebrados do Jurássico Superior de Portugal

O Jurássico Superior (163.5 a 145.0 Milhões de anos) é claramente o período de tempo sobre o qual temos mais vestígios de dinossauros em Portugal. Mas esta época representa 17.5 milhões de anos pelo é importante melhorar a resolução destas idades e compreender a correlação estratigráfica dos achados. Esse trabalho, desenvolvido por Vasco Ribeiro e por mim, foi apresentado no congresso Society of Vertebrate Paleontology Meeting.

Este é o resumo:

Chronology of the Late Jurassic dinosaur faunas, and other reptilian faunas, from Portugal

The chronostratigraphy of Late Jurassic vertebrates from Portugal, including those from the Lourinhã Formation, which is known for its rich vertebrate fauna, is poorly understood due to the continental nature of the sediments and the diachrony of the lithostratigraphic units. 
Recent results using Sr87/86 isotopes confirmed the position of the Kimmeridgian-Tithonian boundary (150.8 Ma) in the Lusitanian Basin central sector. This boundary, within a marly layer representative of the more southernly limestone Farta Pão Formation, lies within the siliciclastic Lourinhã Formation and is assumed to be the transgressive upper Kimmeridgian -lower Tithonian event. The most productive vertebrate-bearing Upper Jurassic formations in Portugal are: the Alcobaça Formation, Lourinhã Formation (divided into the Amoreira-Porto Novo, Sobral, Bombarral, and Freixial (pars) members), and the Porto da Calada Formation.
The chronological range (given by biostratigraphy, eustatic curves, general regional context, and calibrated by strontium isotope curves) for important Portuguese specimens of chelonians, pterosaurs, dinosaurs, crocodylomorphs, and other reptilians is as follows: 
Early (to late?) Kimmeridgian (Alcobaça Beds Formation): Theriosuchus guimarotae, Machimosaurus hugii, Goniopholis baryglyphaeus, Lusitanisuchus mitrocostatus, Phyllodon henkeli, Parviraptor estesi, Marmoretta sp., Aviatyrannis jurassica.
Late Kimmeridgian (Lourinhã Formation, Amoreira-Porto Novo Member): Selenemys lusitanica, Plesiochelys sp., Cteniogenys reedi, Lusitanisuchus mitrocostatus, Rhamphorhynchus sp., Dracopelta zbyszewskii, Miragaia longicollum, Trimucrodon cuneatus, Camptosaurus aphanoecetes, Dinheirosaurus lourinhanensis, Turiasaurus sp., Ceratosaurus nasicornis, Torvosaurus aff. tanneri.
Around the Kimmeridgian/Tithonian boundary (Sobral Member): Selenemys lusitanica, Plesiochelys sp., Machimosaurus hugii, Rhamphorhynchus sp., Lourinhanosaurus antunesi, Lusotitan atalaiensis, Lourinhasaurus alenquerensis, Dryosaurus sp., cryptoclidid plesiosaur.
Early Tithonian (Sobral Member): Plesiochelys sp., Miragaia longicollum.
Upper early Tithonian (Bombarral Member): Plesiochelys sp., Allosaurus europaeus, Draconyx loureiroi, Stegosaurus sp.
Late Tithonian (Freixial Member): Plesiochelys sp., Theriosuchus sp. B, Ornithopoda sp. B. 
Despite the fragmentary occurrences of certain taxa, the chronology of some vertebrates seem to be age-restricted, and can thus be used for biostratigraphy. There is a peak of vertebrate fossil diversity and abundance near the Kimmeridgian/Tithonian boundary and a decline towards the end of the Tithonian. Is not yet understood if such trend represents true
diversity/abundance in the Jurassic or if it is caused by any geologic and taphonomic bias.



Ribeiro, V. Mateus O. (2012).  Chronology of the Late Jurassic dinosaur faunas, and other reptilian faunas, from Portugal. Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2012, p. 161 ISSN 1937-2809.
PDF


terça-feira, outubro 30, 2012

Pavilhão Cretácico: os dinossauros chegaram ao Pavilhão do Conhecimento!




Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva 


Pavilhão Cretácico: os dinossauros chegaram ao Pavilhão do Conhecimento!





O T. rex foi um dos maiores carnívoros terrestres de todos os tempos. Mas o que sabemos realmente sobre ele? Terá vivido em Portugal? Era caçador ou necrófago? Teria escamas ou penas? Como era o mundo na altura em que viveram os dinossauros e o que causou a sua extinção? Será que desapareceram todos, ou ainda haverá dinossauros por aí?

Recue até ao final do Cretácico, qualquer coisa como 66 milhões de anos, com a nova exposição temporária do Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva. T.rex: quando as galinhas tinham dentes é uma exposição concebida pelo Museu de História Natural de Londres, cuja adaptação para o Pavilhão do Conhecimento contou com o apoio científico do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, do Museu Geológico e do Museu da Lourinhã.

Tal como os verdadeiros paleontólogos, os visitantes observam fósseis, analisam dados e comparam modelos de várias espécies de dinossauros. Prepare-se para olhar nos olhos de um Tyrannosaurus rex em tamanho real, com mais de cinco metros de comprimento, e assista a cenas de enorme realismo com animais robotizados, tais como um T. rex a alimentar-se de um Triceratops ou um Ankylosaurus a defender-se com a sua impressionante cauda.

Toque num fóssil de pegada de saurópode, sinta como era a sua pele e conheça um dos maiores e mais antigos ninhos de dinossauro do mundo, que pertenceu à espécie portuguesa Lourinhanosaurus. Acredite que vai sentir-se pequenino ao lado destes gigantes!

Embarque nesta aventura e visite a exposição até Agosto de 2013. Esteja atento à programação em torno de T.rex: quando as galinhas tinham dentes, que nos próximos meses transformará o Pavilhão do Conhecimento num verdadeiro Parque Cretácico. Depois desta exposição, provavelmente não irá olhar para os dinossauros da mesma maneira.
E já agora, quando foi a última vez que comeu um dinossauro ao almoço?

Mais informações em www.pavconhecimento.pt


Os dinossauros tinham interclavículas?


Evidence for presence of clavicles and interclavicles in sauropod dinosaurs and its implications on the furcula-clavicle homology



Clavicles and interclavicles are plesiomorphically present in Reptilia. However, several groups show reduction or even loss of these elements. Crocodylimorpha, e.g., lost the clavicles, whereas dinosaurs are generally interpreted to only preserve the clavicles, the theropod furcula representing an unique case of fused clavicles. In sauropods, reports of clavicles are relatively frequent in non-titanosauriforms. These elements are elongated, curved, and rather stout bones with a spatulate and a bifurcate end. However, they were always found as single bones, and differ from the relatively short and unbifurcated clavicles found articulated with the scapulae of basal sauropodomorphs.
Elements from the Howe Quarry (Late Jurassic; Wyoming, USA) shed new light on these interpretations. Besides the elongated, curved bones (herein named morphotype A), also pairs of symmetric, L-shaped bones were recovered (morphotype B), associated with diplodocid dorsal and cervical vertebrae. Elements resembling morphotype B - articulated between the scapulae - have recently been reported from a diplodocid found near Tensleep, Wyoming. Taphonomic evidence, as well as the fact that they were preserved in symmetrical pairs, therefore implies that morphotype B represents the true sauropod clavicles.
Contrary to earlier reports, morphotype A elements from the Howe Quarry, as well as of previously reported specimens show a symmetry plane following the long axis of the elements. It is thus possible that the morphotype A elements were single bones from the body midline. The only such element present in the pectoral girdle of tetrapods are the interclavicle and the furcula. Comparison with crocodilian and lacertiform interclavicles indicates that the bifurcate end of the sauropod elements might represent the reduced transverse processes of the anterior end, and the spatulate end would have covered the coracoids or sternal plates ventrally.
The presence of both clavicles and interclavicles in the pectoral girdle stiffens the anterior trunk, and enhances considerably its stability. Such an enforcement might have been needed in diplodocids due to the strong lateral forces induced to the fore-limbs by the posteriorly placed center of mass (due to shorter fore- than hind-limbs), as well as lateral movements of the enormously elongated necks and tails. The absence of clavicles and interclavicles in titanosauriforms coincides with the development of wide-gauge locomotion style.
The presence of interclavicles in sauropods supports the recently proposed homology of the furcula with the interclavicle, instead of representing fused clavicles. Interclavicles were thus not lost, but may have remained cartilaginous or have yet to be found in basal dinosauriforms.






Tschopp, E., & Mateus O. (2012). Evidence for presence of clavicles and interclavicles in sauropod dinosaurs and its implications on the furcula-clavicle homology. Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2012, 184. ISSN 1937-2809 . 184.

http://docentes.fct.unl.pt/omateus/files/tschopp__mateus_2012_interclavicles_clavicles_svp_2012_abstract.pdf

segunda-feira, outubro 29, 2012

Nova tartaruga do Cretácico de Angola

Vineyard, D., Mateus O., Jacobs L. L., Polcyn M. J., & Schulp A. (2012).  A new marine turtle from the Maastrichtian of Angola. Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2012, 189. ISSN 1937-2809.


Well preserved skull, jaw and associated postcranial material of a new marine turtle was recovered from the mid Maastrichtian (Late Cretaceous) Mucuio Formation, Bentiaba, Angola, during the 2010 Project PaleoAngola expedition. Preliminary analysis was performed showing that the new material represents a sister-taxon of Euclastes based on synapomorphies such as extensive secondary palate, shovel-like mandible, low tomial ridge, and broad skull, and places the new Angolan specimen as the most basal Euclastes. This new taxon, plus Angolachelys mbaxi, and at least two other distinct taxa show a diversity of marine turtles previously unknown in the Cretaceous of Africa.





quarta-feira, outubro 24, 2012

Universidades portuguesas cada vez com menos financiamento



Evolução da dotação OE para o Orçamento de Funcionamento das Universidades Públicas - 2005 a 2013



Gráfico divulgado hoje (24 de Outubro de 2012) pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP)

Como ser paleontólogo?


   Como não existe licenciatura em Paleontologia é frequente a pergunta "qual o curso que terei de seguir para enveredar por essa profissão? E depois, existe alguma especialização?"

   A paleontologia tem duas pernas: Biologia e Geologia. Será coxa sem uma delas. Isto porque a biologia providencia um melhor preparação sobre a evolução das espécies e da sua descrição, enquanto a Geologia dá um melhor enquadramento paleo-ambiental e noção de tempo.

Escavação de dinossauros na Mongólia (Foto: O. Mateus)
   Um estudante do ensino secundário que queira ser paleontólogo deverá seguir para Biologia ou Geologia (ou áreas similares). Há várias licenciaturas destas pelo país, devendo sempre complementar a sua educação com disciplinas adicionais (de Estratigrafia, por exemplo, caso tenha optado pelo curso de Biologia). Segue-se o mestrado, e o único específico em Paleontologia é o recentemente Mestrado em Paleontologia criado em associação entre a Universidade Nova de Lisboa e a Universidade de Évora. Existem outros, mas menos específicos. A seguir segue-se o Doutoramento.
O meu percurso pessoal foi a licenciatura em "Biologia" pela Universidade de Évora e o Doutoramento em "Geologia, especialidade em Estratigrafia e Paleontologia" pela Universidade Nova de Lisboa.

   Também encorajo os estudantes a não fazerem todo o percurso na mesma instituição de ensino. Ao fazerem níveis de ensino em  instituição diferentes dá-lhes uma maior perspectiva do mundo de trabalho. Nalgumas universidades estrangeiras isto é obrigatório e não aceitam candidatos de doutoramento que tenham feito todo o percurso naquela instituição.


Mestrado em Paleontologia:  www.dct.fct.unl.pt

quinta-feira, outubro 11, 2012

Exposição "T.rex: quando as galinhas tinham dentes" no Pavilhão do Conhecimento



15 de Outubro, às 18h00 é a inauguração da exposição T.rex: quando as galinhas tinham dentes, que terá lugar no Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva, Parque das Nações, Lisboa.

Com a chancela do Museu de História Natural de Londres, esta exposição foi adaptada ao contexto nacional pelo Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva, com a colaboração do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, do Museu da Lourinhã e do Museu Geológico.








sexta-feira, setembro 28, 2012

Mestrado de Paleontologia (candidaturas até 30 de Setembro)




Mestrado em Paleontologia (em associação entre a FCT-UNL e UÉ) ainda tem vagas abertas e as inscrições são até 30 de Setembro.

Candidaturas

domingo, julho 01, 2012

Novo Mestrado em Paleontologia

Pela primeira vez em Portugal irá haver um mestrado em Paleontologia. Inscreve-te!


Foi registado na DGES o novo Mestrado em Paleontologia para funcionar, a partir do ano lectivo 2012/13, em associação entre a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e a Universidade de Évora.


http://www.dct.fct.unl.pt/noticias/2012/06/mestrado-em-paleontologia


Mestrado em Paleontologia









O plano de estudos do Mestrado em Paleontologia conta com uma dissertação de 60 ECTS, 8  unidades curriculares obrigatórias com 48 ECTS, e 2 unidades curriculares optativas com 12 ECTS. O aluno necessita de 120 ECTS (incluindo a tese), para que lhe seja atribuído o grau de Mestre.
Metade das unidades curriculares será leccionada pela Universidade de Évora e a outra metade pela Universidade Nova de Lisboa, tendo sido distribuídas de forma o mais agregada possível por semestres de forma a utilizar os recursos laboratoriais, humanos e experimentais das duas instituições envolvidas. A dissertação desenvolve-se no segundo ano, podendo o aluno escolher em que Instituição a fará.
São objectivos específicos do Mestrado em Paleontologia:
1. Aprofundar a formação na área da Paleontologia, a fim de adquirir bases sustentáveis para transmissão de conhecimentos relacionados com esta área científica.
2. Adquirir formação científica e técnica no domínio da Paleontologia, permitindo compreender e resolver novos paradigmas em contextos multidisciplinares, nomeadamente para um melhor e mais consciente desempenho de actividades técnicas de classificação e gestão do meio natural, particularmente do Paleontológico, da responsabilidade de entidades públicas (Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, e autarquias). 
3. Desenvolver capacidades de integração de conhecimentos em situações complexas de âmbito geológico.
4. Desenvolver uma visão crítica sobre o registo fóssil e sua importância para a compreensão dos processos evolutivos.
5. Analisar e discutir os aspectos biológicos dos organismos do passado.
6. Discutir e aplicar teorias, paradigmas e conceitos a fim de obter uma visão global e adequada da História da Terra e da Vida.
7. Adquirir competências e autonomia para a formulação de propostas de projectos científicos a submeter, especialmente, a programas nacionais da responsabilidade da administração central e regional, num país com uma riqueza paleontológica ainda por explorar. 
8. Ganhar competências que permitam continuar a desenvolver e a adquirir formação ao longo da vida nas áreas disciplinares e afins da Paleontologia, com elevado grau de autonomia, nomeadamente a progressão para um 3º ciclo ciclo de estudos.

terça-feira, fevereiro 28, 2012

Palestra sobre dinossauros no ISPA

Convidam-se todos os interessados para a palestra "Dinossauros de Portugal: os ossos (e ovos) do ofício"  próximo dia 9 de Março, no Instituto Universitário do ISPA, em Lisboa, pelas 12:30.



Morada: Rua do Jardim do Tabaco 34, 1100 Lisboa

sexta-feira, janeiro 20, 2012

Duas Bolsas de Investigação em Paleontologia, para licenciados

Duas Bolsas de Investigação em Paleontologia: Projecto DINOEGGS - Ovos e embriões de dinossauros de Portugal

Encontra-se aberto concurso para a atribuição de duas Bolsas de Investigação no âmbito do projecto de I&D “DINOEGGS - Ovos e embriões de dinossauros de Portugal: implicações paleobiológicas e enquadramento paleoambiental” PTDC/BIA-EVF/113222/2009, financiado por fundos nacionais através da FCT/MEC (PIDDAC) .

1.      Área Científica: Ciências da Vida; Ciências da Terra
2.      Requisitos de admissão: Os candidatos devem possuir Licenciatura em Geologia, Biologia, Geoquímica, ou áreas afins ao plano de trabalhos citado abaixo. Dominar língua inglesa.
3.      Plano de trabalhos: As tarefas estão relacionadas com a paleontologia de vertebrados, nomeadamente com o estudo de ovos e ossos de dinossauros, respectiva geoquímica, estratigrafia, morfologia, e sistemática. Em acréscimo, as tarefas das duas bolsas são, em parte, semelhantes, com uma especialização na geoquímica (B1) e imagiologia (B2) aplicadas à paleontologia.
  • 1.     (BI) Bolsa de Investigação (Lic.) B1: Estratigrafia, análise de isótopos, preparação laboratorial de fósseis, trabalho de campo de prospecção e recolha de fósseis, preparação de lâminas e análise de histologia de cascas de ovos.
  • 1.     (BI) Bolsa de Investigação (Lic.) B2: Análise de dados de tomografia e imagiologia, preparação laboratorial de fósseis, trabalho de campo de prospecção e recolha de fósseis, preparação de lâminas e análise de histologia de cascas de ovos

4.       Legislação e regulamentação aplicável: Lei Nº. 40/2004, de 18 de Agosto (Estatuto do Bolseiro de Investigação Científica); Regulamento da Formação Avançada e Qualificação de Recursos Humanos 2010 e Regulamento de Bolsas da Fundação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
5.      Local de trabalho: Os trabalhos serão desenvolvidos no Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e no Museu da Lourinhã sob a orientação científica do Doutor Octávio Mateus.
6.      Duração das bolsas: As bolsas terão a duração de 6 meses, com início previsto em Março de 2012. Os contratos de bolsa poderão ser eventualmente renovados dentro da vigência do projecto.
7.      Valor do subsídio de manutenção mensal: O montante das bolsas corresponde a 745€, conforme tabela de valores das bolsas atribuídas directamente pela FCT, I.P. no País (http://alfa.fct.mctes.pt/apoios/bolsas/valores), sendo o pagamento efectuado mensalmente por transferência bancária.
8.      Métodos de selecção: Os métodos de selecção a utilizar serão os seguintes: trabalhos de investigação anteriores na área (30%), classificação curricular (30%) e motivação (20% ). Serão seleccionados para eventual entrevista os candidatos que obtenham as melhores classificações na avaliação curricular. A fluência em língua inglesa (20%) será avaliada em entrevista.
9.      Composição do Júri de Selecção: Doutor Octávio Mateus (Presidente), Doutor Rui Martins e Doutor José Carlos Kullberg (Vogais Efectivos), Prof. Doutor João Pais e Profª Doutora Ausenda Balbino (Vogais Suplentes).
10.   Forma de publicitação/notificação dos resultados: Os resultados finais da avaliação serão publicitados, através de lista ordenada por nota final obtida e afixados em local visível e público do Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, sendo os candidatos aprovados notificados através de e-mail.
11.   Prazo de candidatura e forma de apresentação das candidaturas: O concurso encontra-se aberto no período de 30/01/2012 a 10/02/2012. As candidaturas devem ser formalizadas, obrigatoriamente, através do envio de carta de candidatura acompanhada dos seguintes documentos: Curriculum Vitae, Carta(s) de Recomendação(s), e outros documentos considerados relevantes. Poderá incluir PDF ou URL de trabalhos publicados (se aplicável). As candidaturas deverão ser enviadas por correio electrónico para Doutor Octávio Mateus (omateus@fct.unl.pt) com indicação do seguinte assunto: “Candidatura a Projecto Dinoeggs”.
(disponível em www.eracareers.pt a 19-01-12)

terça-feira, dezembro 27, 2011

O saurópode Supersaurus é o familiar mais próximo de Dinheirosaurus

O saurópode gigante Supersaurus é o familiar mais próximo de Dinheirosaurus. Esta é uma das conclusões do estudo recentemente publicado no  Journal of Systematic Palaeontology, que redescreve o dinossauro português e o enquadra no contexto filogenético. O artigo também faz a revisão dos dinossauros diplodocídeos europeus.

Vértebras do saurópode Dinheirosaurus lourinhanensis Bonaparte & Mateus 1999, expostas no Museu da Lourinhã

Resumo em Inglês:

Although diplodocoid sauropods from Africa and the Americas are well known, their European record remains largely neglected. Here we redescribe Dinheirosaurus lourinhanensis from the Late Jurassic of Portugal. The holotype comprises two posterior cervical vertebrae, the dorsal series and a caudal centrum. Redescription demonstrates its validity on the basis of three autapomorphies: (1) posteriorly restricted ventral keel on posterior cervical vertebrae; (2) three small subcircular fossae posterior to the lateral coel on posterior cervical neural spines; (3) accessory lamina linking the hyposphene with base of the posterior centrodiapophyseal lamina in middle-posterior dorsal vertebrae. Phylogenetic analysis places Dinheirosaurus as the sister taxon to Supersaurus, and this clade forms the sister taxon to other diplodocines. However, this position should be treated with caution as Dinheirosaurus displays several plesiomorphic features absent in other diplodocids (including unbifurcated presacral neural spines, and dorsolaterally projecting diapophyses on dorsal vertebrae) and only four additional steps are required to place Dinheirosaurus outside of Flagellicaudata. We identify Amazonsaurus as the basal-most rebbachisaurid and recover Zapalasaurus outside of the South American Limaysaurinae, suggesting the biogeographic history of rebbachisaurids is more complex than previously proposed. Review of the European diplodocoid record reveals evidence for the earliest known diplodocid, as well as additional diplodocid remains from the Late Jurassic of Spain. A Portuguese specimen, previously referred to Dinheirosaurus, displays strong similarities to Apatosaurus from the contemporaneous Morrison Formation of North America, indicating the presence of a second Late Jurassic Portuguese diplodocid taxon. Along with Dinheirosaurus, these Portuguese remains provide further evidence for a Late Jurassic palaeobiogeographic connection between Europe and North America. No dicraeosaurids are currently known from Europe, but rebbachisaurids are present in the Early Cretaceous, with weak evidence for the earliest known representative from the Late Jurassic of Spain; however, more complete material is required to recognize early members of this clade.


Referências:

  • Mannion, P.D., Upchurch, P., Mateus, O., Barnes, R.N. & Jones, M.E.H. 2011. New information on the anatomy and systematic position of Dinheirosaurus lourinhanensis (Sauropoda: Diplodocoidea) from the Late Jurassic of Portugal, with a review of European diplodocoids, Journal of Systematic Palaeontology, DOI:10.1080/14772019.2011.595432 PDF
  • Bonaparte, J.F. and  Mateus, O. (1999). A new diplodocid, Dinheirosaurus lourinhanensis gen. et sp. nov., from the Late Jurassic beds of Portugal. Revista del Museo Argentino de Ciencias Naturales. 5(2): 13-29. PDF

Trilobites de Portugal

Portugal tem um registo formidável de trilobites. Com alguma surpresa encontrei à venda, em Munique, Alemanha, uma revista francesa com um número especial inteiramente dedicado às trilobites do Ordovícico de Portugal.


Fossiles, 2010, hors-série 1
Trilobites de l’Ordovicien du Portugal
escrito por Pierre-Marie Guy
90 páginas

Mais informações aqui.

Comunicações jurássicas no Encontro Nacional de Biologia Evolutiva

O VII Encontro Nacional de Biologia Evolutiva decorreu em Coimbra no passado dia 21 de Dezembro. Decorreram três comunicações paleontológicas:


Mateus, O. 2011. Evolutionary importance of the nest, eggs, and embryos of the theropod dinosaur Lourinhanosaurus. Resumo das Comunicações do VII Encontro Nacional de Biologia Evolutiva. Coimbra. p. 14. 

Marinheiro, J. & Mateus, O. 2011. Thalassemys turtle in the Late Jurassic of Oker, Germany. Resumo das Comunicações do VII Encontro Nacional de Biologia Evolutiva. Coimbra. p.25. 

Martins, R.M.S., Beckmann, F., Castanhinha, R., Araújo, R., Mateus, O., Pranzas, P.K. 2011. Tomographic techniques for the study of exceptionally preserved dinosaur and crocodile fossils from the mesozoic of Portugal. Resumo das Comunicações do VII Encontro Nacional de Biologia Evolutiva. Coimbra. p.19


sábado, dezembro 03, 2011

National Geographic premeia o Projecto PalNiassa!!! (por Ricardo Araújo)

A National Geographic Society's Committee for Research and Exploration premiou-nos com a Young Explorers grant em suporte do nosso projecto "Projecto PalNiassa: mammal ancestors from an unexplored basin from the end-Permian Mass Extinction event".

The National Geographic Society's Committee for Research and Exploration has awarded us a Young Explorers grant in support of your proposed project "Projecto PalNiassa: mammal ancestors from an unexplored basin from the end-Permian Mass Extinction event".

sexta-feira, outubro 28, 2011

A filosofia da Aventura, by Ricardo Araújo


Convido os leitores deste blog a lerem aquilo que julgo serem as ideias fundamentais que estão por detrás de uma aventura… Vejam aqui.

quarta-feira, outubro 12, 2011

Luís de Camões e o dinossauro Angolatitan adamastor

O dinossauro saurópode descoberto em Angola em 2005, foi este ano batizado Angolatitan adamastor. O nome de género significa "Titã de Angola" por se tratar de um animal de grande porte (cerca de 13 metros). O nome "adamastor" é uma alusão a mitologia portuguesa durante as navegações quinhentistas na costa africana (ou "Descobrimentos" numa perspectiva europeia), em que se acreditava existir um monstro antropomórfico que afundava os navios e caravelas portuguesas.

O poeta Luís Vaz de Camões (1524?-1580) escreve magistralmente no seus Lusíadas:

Chamei-me Adamastor [...]

Converte-se-me a carne em terra dura,
Em penedos os ossos se fizeram,
Estes membros que vês e esta figura
Por estas longas águas se estenderam;
Enfim, minha grandíssima estatura
Neste remoto cabo converteram


Os Deuses, e por mais dobradas mágoas,
Me anda Thetis cercando destas águas.


Transformação de Adamastor no Cabo das Tormentas - Canto V dos
Lusíadas, estrofe 59.

Luís (ou Luiz) Vaz de Camões, poeta e herói português ( (?1524-1580)


Estas linhas parece que foram feitas para descrever o Angolatitan adamastor:

Converte-se-me a carne em terra dura, 
Em penedos os ossos se fizeram, => Ossos fossilizados /petrificados
Estes membros que vês e esta figura => Descobrimos apenas um membro anterior 
Por estas longas águas se estenderam; => O esqueleto foi arrastado pelas águas até ao mar
Enfim, minha grandíssima estatura => corpo estimado em 13 metros
Neste remoto cabo converteram => Descoberto na costa africana


Os Deuses, e por mais dobradas mágoas,
Me anda Thetis cercando destas águas.
=> Thetis é o nome de um antigo oceano (que banhava a Pangea)


Esta estrofe foi incluída no manuscrito original do artigo que descreve o Angolatitan adamastor (Mateus et al., 2011), mas a revista Anais da Academia Brasileira de Ciências não aceitou a sua inclusão e o artigo foi publicado sem ela.


Mateus, O., Jacobs, LL., Schulp, AS., Polcyn, MJ., Tavares, TS., Neto, AB., Morais, ML., Antunes, MT. (2011). Angolatitan adamastor, a new sauropod dinosaur and the first record from Angola. Anais da Acad. Brasileira de Ciências. 83(1): 1-13

sexta-feira, outubro 07, 2011

Artigo na Newsletter da Fundação Calouste Gulbenkian sobre o Projecto PalNiassa, by Ricardo Araújo e Rui Castanhinha



Saíu um artigo de divulgação sobre o Porjecto PalNiassa no número 127 da Newsletter da Fundação Calouste Gulbenkian. Dêem uma espreitadela...