Patologias e morte
Trabalho liderado por Serjoscha Evers com a participação de Octávio Mateus.
Adultos terópodes de grande porte são frequentemente encontrados com inúmeras patologias. Um grande, quase completo, adulto de Allosaurus (Sauriermuseum Aathal [ SMA ] 0005 ) de Howe Quary, Wyoming, da Formação Morrison (Kimmeridgian inferior-Tithoniano superior) mostra uma série de patologias. Ossos patológicos incluem a escápula esquerda , várias costelas dorsais esquerdas, o ísquio direito , e uma falange pedal esquerda.
Uma fractura completa, transversal , ocorre na parte proximal da escápula esquerda. O fragmento distal é deslocado e distorcidas em relação ao fragmento proximal . A
O ísquio direito sofreu uma fratura completa, oblíqua . Tecido ósseo áspero abrange a fratura de um lado completamente , enquanto o outro não mostra nenhum sinal de crescimento reativa.
A falange pedal tem uma hiperostose nos lados dorsal e lateral da sua extremidade proximal , formando um calo ovóide , ao contrário dos grandes exostoses irregulares em falanges de outros espécimes de Allosaurus, incluindo o espécime MOR 693 (Museum of the Rockies). A superfície óssea é áspera e não tem lesões indicativas de infecções. Isto indica a reabsorção óssea num estádio avançado da cicatrização de ferimentos.
Todas as patologias mostram sinais de cicatrização, o que sugere que nenhum deles causados directamente a morte do indivíduo. Este espécime volta a mostrar que os terópodes de grande porte têm lesões traumáticas frequentes durante a vida, o que é uma indicação de um estilo de vida ativo como um predador.
Evers, S., Foth C., Rauhut O., Pabst B., & Mateus O. (2013). Traumatic pathologies in the postcranium of an adult Allosaurus specimen from the Morrison Formation of the Howe Quarry, Wyoming, U.S.A. . Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2013. 124. ISSN: 1937-2809 PDF
segunda-feira, dezembro 23, 2013
sábado, dezembro 14, 2013
Walking with Dinosaurs 3D
Hoje estreou o filme a três dimensões Walking with Dinosaurs 3D, traduzida em Português para "O Tempo dos Dinossauros - O filme 3D". Este filme é uma sequência do enorme sucesso da série Walking with Dinosaurs, da qual resultaram séries, documentários, livros, exposições e até performances realistas. Parte de um dos documentários da série de 1999 e 2000 foi filmada em Portugal.
Este filme tem a espectacularidade dos filmes da BBC, sendo a personagem principal um pequeno Pachyrhinosaurus que cresce e se torna um macho dominante na manada, salvando-a. A estória que se passa no Alaska inclui igualmente os Gorgosaurus, Ankylosaurus, Alexornis, Alphadon entre outros, o que permite localizar temporalmente aos 70 Milhões de anos. O filme teve o conselho científico de Philip Currie, Tony Fiorillo, entre outros.
As personagem falam e têm emoções humanas. Inicialmente os produtores pretendiam mostrar apenas o desenrolar dos acontecimentos, sem os dinossauros a falarem, mas testes com audiência real parecem ter mostrado que a versão dos dinossauros falantes era comercialmente mais bem sucedida.
As imagens espectaculares e realistas das animações computorizadas são de excelente qualidade, o que contrasta com toda a estória que é um enorme lugar-comum, já visto em numerosos outros filmes do mesmo tipo.
Na versão portuguesa dobrada o texto era vulgar, frequentemente estava a mais, e tentava replicar a linguagem juvenil por vezes desajustada, apesar de enquadrada numa estória moralista "politicamente correcta".
Este filme tem a espectacularidade dos filmes da BBC, sendo a personagem principal um pequeno Pachyrhinosaurus que cresce e se torna um macho dominante na manada, salvando-a. A estória que se passa no Alaska inclui igualmente os Gorgosaurus, Ankylosaurus, Alexornis, Alphadon entre outros, o que permite localizar temporalmente aos 70 Milhões de anos. O filme teve o conselho científico de Philip Currie, Tony Fiorillo, entre outros.
As personagem falam e têm emoções humanas. Inicialmente os produtores pretendiam mostrar apenas o desenrolar dos acontecimentos, sem os dinossauros a falarem, mas testes com audiência real parecem ter mostrado que a versão dos dinossauros falantes era comercialmente mais bem sucedida.
As imagens espectaculares e realistas das animações computorizadas são de excelente qualidade, o que contrasta com toda a estória que é um enorme lugar-comum, já visto em numerosos outros filmes do mesmo tipo.
Na versão portuguesa dobrada o texto era vulgar, frequentemente estava a mais, e tentava replicar a linguagem juvenil por vezes desajustada, apesar de enquadrada numa estória moralista "politicamente correcta".
Quando a BBC filmou os dinossauros de Portugal- Walking with Dinosaurs: Ballad of Big Al
Estreou hoje o filme Walking with Dinosaurs - Film 3D mas em 2000 participámos no filme documentário da BBC "Walking with Dinosaurs", no episódio "Ballad of Big Al" devido à descoberta de ovos e embriões de Lourinhanosaurus em Paimogo, Lourinhã, que são comparados com o Allosaurus.
A série esteve classificada como um dos 100 Greatest British Television Programmes e agora, em 2013, aparece em filme 3D.
Este é o link do Youtube para o excerto: http://youtu.be/cubdagTiRHE
A série esteve classificada como um dos 100 Greatest British Television Programmes e agora, em 2013, aparece em filme 3D.
Este é o link do Youtube para o excerto: http://youtu.be/cubdagTiRHE
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quarta-feira, dezembro 04, 2013
Hwaseong Dinosaur Symposium
Começa hoje o Hwaseong International Dinosaur Expedition Symposium, na cidade Hwaseong, na Coreia do Sul, com a nossa participação em resultado da participação nas expedições na Mongólia.
O programa é o seguinte:
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| Tarbosaurus and Tarchia |
O programa é o seguinte:
| Special Session Ⅰ : Dinosaurs and Musems | Grand Ballroom | |
| Dr. Yuong-Nam Lee(Introduction of the Hwaseong symposium and guests) | ||
| Dr. Richen Barsbold(On some genera of the Mongolian dinosaurs) | ||
| Prof. Philip Currie (Articulated tyrannosaurid (Dinosauria) skeletons from the Nemegt Formation of Mongolia) | ||
| Prof. Louis Jacobs (African dinosaurs and museums) | ||
| 15:00~15:10 | Coffee Break (Moderator: Prof. Yoshitugu Kobayashi) | 2F Foyer |
| 15:10~15:30 | Dr. Anthony Fiorillo (A paleontologist’s perspective on the new Perot Museum of Nature and Science, Dallas, Texas, U.S.A.: connecting research with exhibit development and design) | Grand Ballroom |
| 15:30~15:50 | Prof. Yoshitsugu Kobayashi (Japanese dinosaurs and Hokkaido University Museum) | |
| 15:50~16:10 | Prof. Junchang Lu (Recent advances on the study of pterosaurs from China) | |
| 16:10~16:20 | Coffee Break | 2F Foyer |
| 16:20~16:40 | Dr. Paulina Carabajal (Argentinian dinosaurs and “Carmen Funes” museum: a “brainy” point of view) | Grand Ballroom |
| 16:40~17:00 | Dr. Octavio Mateus (Crocodylomorphs from the Mesozoic of Portugal and a new skull of eusuchian from the Late Cretaceous) |
| 09:20~10:30 | Special Session Ⅱ : Mongolian Expedition (Moderator: Dr. Yuong-Nam Lee) | Grand Ballroom |
| 09:20~09:40 | Dr. Mike Norell(20 years of Ukhaa Tolgod) | |
| 09:40~10:00 | Dr. Shinobu Ishigaki (History and major discoveries of Hayashibara Museum of Natural Sciences-Mongolian Paleontological Center Joint Paleontological Expedition) | |
| 10:00~10:20 | YN Lee (Korea-Mongolia International Dinosaur Expedition) | |
| 10:20~10:30 | Coffee Break | 2F Foyer |
| 10:30~12:00 | Scientific SessionⅠ : Dinosaurs (Moderator: Dr. Michael Ryan) | Grand Ballroom |
| 10:30~10:45 | Dr. Khishigjaw Tsogtbaatar (New hadrosauroid from the Djadokhta Formation in Mongolia) | |
| 10:45~11:00 | Dr. Michael Ryan (New data on the “Dragon’s Tomb” Saurolophus bonebed, Nemegt Formation (Late Cretaceous), Mongolia) | |
| 11:00~11:15 | Dr. Derek Larson (Disparity of small theropod teeth through space and time in the Late retaceous of western North America) | |
| 11:15~11:30 | Dr. Victoria Arbour (A review of the ankylosaurid dinosaurs from the Late Cretaceous Djadokhta, Baruungoyot, and Nemegt formations of Mongolia) | |
| 11:30~11:45 | Dr. Hang-jae Lee (Theropod trackways occurred with ornithomimid skeletons from the Nemegt Formation (Maastrichtian) at Bugiin Tsav, Mongolia) | |
| 11:45~13:15 | Lunch | Blue Shppire |
| 13:15~14:45 | Scientific SessionⅡ : Paleoenvironment (Moderator: Prof. Namsoo Kim) | Grand Ballroom |
| 13:15~13:30 | Dr. David Eberth (Stratigraphy of the Baruungoyot-Nemegt succession (Upper Cretaceous) in the Nemegt Basin, southern Mongolia) | |
| 13:30~13:45 | Dr. Dale Winkler (An unusual vertebrate assemblage at Ulan Khushu, Nemegt Formation (Late Cretaceous), Mongolia) | |
| 13:45~14:00 | Dr. Eva Koppelhus (Palynomorphs from a footprint site in the Nemegt Formation (Maastrichtian) at Bugiin Tsav, Mongolia) | |
| 14:00~14:15 | Prof. Namsoo Kim (Sedimentary faceis associations of the Upper Cretaceous deposits in Gobi Desert, Mongolia) | |
| 14:15~14:30 | Dr. John Graf (Diagenetic history of Khermeen Tsav based on the isotopic record of dinosaur eggshell and pedogenic carbonates) | |
| 14:30~14:45 | Coffee Break | 2F Foyer |
| 14:45~18:00 | Scientific SessionⅢ : Dinosaurs and others (Moderator: Dr. Michael Polcyn) | Grand Ballroom |
| 14:45~15:00 | Prof. Thomas Adams (Small crocodyliforms from the Lower Cretaceous (Late Aptian-Early Albian) of north-central Texas and their phylogenetic relationships to the Late Cretaceous Asian Paralligatoridae) | |
| 15:00~15:15 | Prof. Martin Kundrat (X-ray synchrotron microtomography: applications in dinosaur paleobiology) | |
| 15:15~15:30 | Prof. Bonnie Jacobs (Flowering plant origins in Asia) | |
| 15:30~15:45 | Dr. Scott Persons (The evolution, function, and possible sexual dimorphism of oviraptorosaur tails) | |
| 15:45~16:00 | Coffee Break | |
| 16:00~16:15 | Dr. Robin Sissons (Hesperornithid tibiotarsus from Khermeen Tsav (Nemegt Formation), Mongolia) | |
| 16:15~16:30 | Dr. Phillip Bell (The smallest-known Tarbosaurus: implications for tyrannosaur ecology in the Nemegt Formation, Mongolia) | |
| 16:30~16:45 | Dr. Michael Polcyn (Taxon inclusion in phylogenetic analyses of Mongolian anguimorph squamates) |
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sexta-feira, novembro 22, 2013
segunda-feira, novembro 04, 2013
Ilustrações de dinossauro Kaatedocus vencem prestigiado prémio
O dinossauro Kaatedocus siberi que descrevemos em Dezembro de 2012 foi objecto do magnífico trabalho de ilustração pelo artista italiano Davide Bonadonna e agora reconhecido com o prémio Lazendorf PaleoArt Prize da prestigiada Society of Vertebrate Paleontology, em duas categorias: duas dimensões e ilustração científica. Foi a primeira vez que o mesmo artista ganha duas categorias em simultâneo. Parabéns Davide!
Além disso, este dinossauro começa a ser tema por outros artistas, como Nabu Tamura.
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| Ilustração do crânio de Kaatedocus siberi, ilustrado por Davide Bonadonna, vencedor do prémio Lazendorf Science Illustration Award. |
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| Jazida de Kaatedocus siberi, ilustrado por Davide Bonadonna, vencedor do prémio Lazendorf 2D PaleoArt Award. |
Além disso, este dinossauro começa a ser tema por outros artistas, como Nabu Tamura.
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| Kaatedocus siberi interpretado por Nabu Tamura (http://spinops.blogspot.pt/2012/12/kaatedocus-sileri.html) |
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terça-feira, outubro 29, 2013
Nascimento e morte do Allosaurus
Há novos estudos sobre o nascimento e morte do dinossauro carnívoro Allosaurus, com resultados que nós participamos e apresentamos no importante congresso Annual Meeting of the Society of Vertebrate Paleontology que está a decorrer Los Angeles de 30 de Outubro a 2 de Novembro de 2013
Embriões e nascimento
Os embriões de dinossauros carnívoros são bem conhecidos no Jurássico de Portugal, mas até agora não havia embriões inequívocos no Jurássico dos Estados Unidos, apesar de alguns relatos admitirem a ocorrência. O estudo é liderado por Mattew Carrano e com a participação de Octávio Mateus, enquadrado no projecto Dinoeggs.
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| Allosaurus no SaurierMuseum Aathal (fonte) |
Os embriões de dinossauros carnívoros são bem conhecidos no Jurássico de Portugal, mas até agora não havia embriões inequívocos no Jurássico dos Estados Unidos, apesar de alguns relatos admitirem a ocorrência. O estudo é liderado por Mattew Carrano e com a participação de Octávio Mateus, enquadrado no projecto Dinoeggs.
Resumo:
Apesar de mais de um século de recolhas, resultando num dos mais estudados registos fósseis de vertebrados em qualquer lugar do mundo, a Formação de Morrison do Jurássico Superior produziu surpreendentemente poucos exemplos de ovos de dinossauro associados com restos embrionários . Ainda mais intrigante, nenhum deles parece pertencer ao terópode Allosaurus, um dos táxones mais comum e melhor compreendido de dinossauro daquela formação. Apresentamos um ninho de dinossauro de Fox Mesa, Wyoming, que produziu abundantes cascas Prismatoolithidae e ossos embrionários (ou perinatos) de Allosaurus. Isto representa a primeira descoberta deste tipo para terópodes no Jurássico da América do Norte. O ninho contém alguns conjuntos de casca de ovo elipsóide que sugerem um tamanho de ovo de cerca de 8 x 6,5 cm. Estudo da morfologia da casca do ovo e da microestrutura confirma que um único tipo de ovo que é indistinguível da Prismatoolithus coloradensis.
Referência:
Carrano, M., Mateus O., & Mitchell J. (2013). First definitive association between embryonic Allosaurus bones and prismatoolithus eggs in the Morrison Formation (Upper Jurassic, Wyoming, Usa). Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2013. 101. ISSN: 1937-2809 PDF
Apesar de mais de um século de recolhas, resultando num dos mais estudados registos fósseis de vertebrados em qualquer lugar do mundo, a Formação de Morrison do Jurássico Superior produziu surpreendentemente poucos exemplos de ovos de dinossauro associados com restos embrionários . Ainda mais intrigante, nenhum deles parece pertencer ao terópode Allosaurus, um dos táxones mais comum e melhor compreendido de dinossauro daquela formação. Apresentamos um ninho de dinossauro de Fox Mesa, Wyoming, que produziu abundantes cascas Prismatoolithidae e ossos embrionários (ou perinatos) de Allosaurus. Isto representa a primeira descoberta deste tipo para terópodes no Jurássico da América do Norte. O ninho contém alguns conjuntos de casca de ovo elipsóide que sugerem um tamanho de ovo de cerca de 8 x 6,5 cm. Estudo da morfologia da casca do ovo e da microestrutura confirma que um único tipo de ovo que é indistinguível da Prismatoolithus coloradensis.
Todos os materiais embrionários identificáveis pertencem a terópodes, e dois espécimes de premaxila mostram a cinco alvéolos, diagnóstico para Allosaurus entre os terópodes de Morrison. Isto confirma a origem teropodiana de ovos Prismatoolithus e implica Allosaurus como o táxon que produziu estes ovos. Como resultado, agora é possível atribuir várias descobertas anteriores de ovos de dinossauro e potenciais ninhos para Allosaurus , incluindo o ovo isolado de Cleveland -Lloyd . Esta descoberta
põe também em causa as atribuições anteriores de ovos Prismatoolithus para ornitópodes. Ovos de Prismatoolithus também estão associados ao terópode Lourinhanosaurus do Jurássico Superior de Portugal, juntamente com embriões maiores e que exibem quatro alvéolos pré-maxilar .
Carrano, M., Mateus O., & Mitchell J. (2013). First definitive association between embryonic Allosaurus bones and prismatoolithus eggs in the Morrison Formation (Upper Jurassic, Wyoming, Usa). Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2013. 101. ISSN: 1937-2809 PDF
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Theropoda
quarta-feira, outubro 16, 2013
Evolução e dinossauros no Porto
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| Crânio de Triceratops na Universidade do Porto (Foto: Univ. Porto) |
A Universidade do Porto tem, desde Maio, alguns dinossauros no âmbito da exposição “Terra em Transformação”. Em Novembro, o Edifício da Reitoria da Universidade do Porto vai também receber um ciclo de palestras sobre evolução com o nome "Histórias da Terra e da Vida: do Big Bang ao Homem".
Programa:
19 novembro – 21.30h
Big Bang - a origem do universo – Orfeu Bertolami
Sistema solar e planetas – Nuno Santos
23 novembro – 15.00h
Um olhar sobre a Terra – Frederico Borges
Evolução da Vida: dos estromatólitos às trilobites – Helena Couto
30 novembro – 15.00h
Evolução das plantas ao longo da história da Terra– João Pais
Evolução dos Dinossauros e outros vertebrados – Octávio Mateus
12 dezembro - 21.30h
Origem das espécies – António Amorim
A origem do homem do ponto de vista da Arqueologia– João Pedro Ribeiro
O geólogo Jorge Dinis
| Jorge Dinis no Cabo Espichel (Agosto 2012) |
Jorge Manuel Leitão Dinis é Licenciado em Geologia (Ramo Científico) na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, em 1986, com 15 valores.
Frequentou em 1993 dois módulos do Mestrado em Geologia do Subsolo organizado pela Universidade Complutense de Madrid e pela Universidade Politécnica de Madrid:
Em Fevereiro de 2000 apresentou na Universidade de Coimbra a Tese de Doutoramento em Geologia, especialidade de Estratigrafia e Paleontologia, intitulada “Estratigrafia e sedimentologia da Formação de Figueira da Foz - Aptiano a Cenomaniano do sector norte da Bacia Lusitânica”, Aprovada por Unanimidade, com Distinção e Louvor.
Desde 13/12/84, e durante os anos lectivos de 1984/85 e 1985/86 exerceu, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, as funções de Monitor do grupo de Mineralogia e Geologia, lugar que ocupou até à altura em que passou a exercer as funções de Assistente Estagiário.
Em 4 de Dezembro de 1986 foi contratado como Assistente Estagiário, além do quadro, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
Tendo apresentado Provas de Aptidão Pedagógica e Capacidade Científica em 15 e 16 de Outubro de 1990, foi aprovado com a classificação de "Muito Bom", passando assim à categoria de Assistente.
Após a aprovação nas provas de Doutoramento, é Professor Auxiliar da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra desde Fevereiro de 2000.
Obteve Nomeação Definitiva na mesma categoria e mesma instituição em 28 de Setembro de 2005, com efeitos desde 18 de Fevereiro de 2006.
- É atualmente investigador no centro de investigação do IMAR-CMA Instituto do Mar. Apesar de o seu perfil ser mais ligado à geologia sedimentar, ele tem contribuído para a Paleontologia através de contribuições em estudos de paleobotânica, invertebrados e vertebrados.
Os seus interesses incluem: Sedimentologia de sistemas clásticos: continentais, estuarinos e costeiros. Estratigrafia e ambientes deposicionais do Cretácico inferior. Jurássico Superior e Holocénico do centro oeste de Portugal. Gestão e ordenamento das áreas costeiras. Preservação e valorização do Património Geológico. Geomorfologia do Quaternário.
Correlações estratigráficas, interpretação paleoambiental e cronostratigrafia do Cretácico inferior e do Jurássico Superior da Bacia Lusitânica.Eu (O. Mateus) e o Jorge Dinis temos dois trabalhos em conjunto: um sobre a Formação da Lourinhã, como resultado da visita de estudo do congresso Strati 2013 com o Prof. Pedro Proença e Cunha, e outro trabalho sobre a transição Jurássico/Cretácico em Portugal. Essa experiência permitiu-me ir para o campo várias vezes com ele e posso relatar que é um grande geólogo e amigo: erudito, trabalhador, inteligente e divertido. Desejamos ao nosso amigo e colega Jorge Dinis as rápidas melhoras e a nossa solidariedade à família.
Jorge Dinis, à direita, numa explicação de campo a sul da Praia da Consolação (Junho 2013)
Bibliografia seleccionada:
- Heimhofer, U., Hochuli, P. A., Burla, S., Dinis, J. M. L., Weissert, H. (2005). Timing of Early Cretaceous angiosperm diversification and possible links to major paleoenvironmental change. Geology, 33(2), 141-144.
- Dinis, J. L., Rey, J., Cunha, P. P., Callapez, P., & Pena dos Reis, R. (2008). Stratigraphy and allogenic controls of the western Portugal Cretaceous: an updated synthesis. Cretaceous Research, 29(5), 772-780.
- Reis, R. P., Cunha, P. P., Dinis, J., & Trincao, P. R. (2000). Geological evolution of the Lusitanian Basin (Portugal) during the Late Jurassic.
- Dinis, J. L., & Trincão, P. (1995). Recognition and stratigraphical significance of the Aptian unconformity in the Lusitanian Basin, Portugal. Cretaceous Research, 16(2-3), 171-186.
- Rey, J., & Dinis, J. L. (2004). Shallow marine to fluvial interplay in the Lower Cretaceous of central Portugal: sedimentology, cycles and controls. In Cretaceous and Cenozoic events in West Iberia margins, 23rd IAS Meeting of Sedimentology Field Trip Guidebook (Vol. 2, pp. 5-35).
- Salminen, J., Dinis, J., Mateus, O. 2013 Preliminary magnetostratigraphy for Jurassic/Cretaceous transition in Porto da Calada, Portugal.
- Dinis, J. L., Henriques, V., Freitas, M. C., Andrade, C., Costa, P. (2006). Natural to anthropogenic forcing in the Holocene evolution of three coastal lagoons (Caldas da Rainha valley, western Portugal). Quaternary international,150(1), 41-51.
- Pena dos Reis, R., Dinis, J. L., Proenca Cunha, P., & Trincão, P. (1996). Upper Jurassic sedimentary infill and tectonics of the Lusitanian Basin (Western Portugal). In GeoResearch Forum (Vol. 1, No. 2, pp. 377-386).
Informação e partes dos textos deste post são proveniente das seguintes fontes:
pt.linkedin.com/pub/jorge-dinis/24/4b2/805
http://coimbra.academia.edu/JorgeDinis
http://www1.ci.uc.pt/imar/unit/people/cvs/cv/j_m_l_dinis.php
https://woc.uc.pt/dct/person/ppgeral.do?idpessoa=18
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Paleontólogos
sexta-feira, outubro 11, 2013
O estranho mundo da Welwitschia mirabilis, a planta do tempo do dinossauros
| Welwitschia mirabilis de dimensões enormes, em Angola |
As welwitschias são conhecidas no registo fóssil do Cretácico Inferior do Brasil, ou seja antes da separação entre a América do Sul e África (que se deu completamente apenas no Cretácico superior). A Welwitschia é por isso um excelente exemplo de uma espécie-relíquia e argumento a favor tectónica de placas. Isto também mostra quão antigo é o deserto do Namibe, pelo menos desde o Cretácico superior, qual como tem vindo a ser demostrado pela nossa investigação em Angola.
| Welwitschia mirabilis em estádio de crescimento inicial, em Angola |
Cada Welwitschia tem apenas duas única folhas e podem atingir vários metros de diâmetro. São dioicas (indivíduos do sexo feminino ou masculino, separadamente) .
O nome da planta foi dado em honra do botânico austríaco Friedrich Welwitsch que trabalhava para Portugal.
Fotos: O. Mateus
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Angola,
Paleobotânica
quinta-feira, outubro 10, 2013
quinta-feira, outubro 03, 2013
João Pais, paleobotânico
O paleontólogo do mês é o Prof. João Pais, que se aposentou recentemente e que publicou agora um artigo sobre a paleo-flora do Cretácico Inferior.
Paleontólogo catedrático aposentado no Departamento de Ciências da Terra da FCT UNL, o Prof. João José Cardoso Pais nasceu no em Cabeção, Mora a 14 de Outubro de 1949. Prestou provas de Doutoramento primeiro sobre a orientação do Professor Carlos Teixeira e após a entrada para a UNL, sob a orientação do Professor Miguel Telles Antunes, terminando em 1982 com distinção e louvor.
1972 - Licenciatura (Geologia), Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa
1982 - Doutoramento (Estratigrafia e Paleobiologia), Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa
1991 - Agregação (Estratigrafia e Paleontologia), Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa
Segundo o seu CV no Degois:
Publicou 96 artigos em revistas especializadas e 53 trabalhos em actas de eventos, possui 12 capítulos de livros e 9 livros publicados. Possui 478 itens de produção técnica. Participou em 45 eventos no estrangeiro e 46 em Portugal. Orientou 4 teses de doutoramento, orientou 3 dissertações de mestrado e co-orientou 2 nas áreas de Ciências da Terra e do Ambiente e História e Arqueologia. Recebeu 3 prémios e/ou homenagens. Actua na área de Ciências Naturais com ênfase em Ciências da Terra e do Ambiente. Nas suas actividades profissionais interagiu com 352 colaboradores em co-autorias de trabalhos científicos. No seu curriculum DeGóis os termos mais frequentes na contextualização da produção científica, tecnológica e artístico-cultural são: Geologia, Estratigrafia, Engenharia Geológica, Paleobotânica, Cartografia geológica, Paleoecologia, Paleontologia, Arqueobotânica, Arqueozoologia e Educação.
Descreveu as seguintes espécies de plantas fósseis:
E foram-lhe dedicadas duas espécies:
Xestoleberis paisi Nascimento, 1989 - Ostracodo do Aquitaniano da Bacia do Baixo Tejo
Microparamys paisi Estravís, 1994 - Roedor, Ischyromyidae do Eocénico de Silveirinha
Selecção de obras:
2013
Mendes, M. M., Dinis, J., Pais, J., & Friis, E. M. (2013). Vegetational composition of the Early Cretaceous Chicalhão flora (Lusitanian Basin, western Portugal) based on palynological and mesofossil assemblages. Review of Palaeobotany and Palynology.
2012
Pais, J. (ed., autor), Cunha, P.P., Pereira, D., Legoinha, P., Dias, R., Moura, D., Silveira, A.B., Kullberg, J.C. & González-Delgado, J.A. (2012) - The Paleogene and Neogene of Western Iberia (Portugal) A Cenozoic record in the European Atlantic domain. Springer. 158p. DOI: 10.1007/978-3-642-22401-0
Kullberg, J. C., Pais J., Almeida J. A., & Mateus O. (2012). Contributo do património geológico e geomorfológico na candidatura da Arrábida (Portugal) a Património Mundial Misto. 46º Cong. Brasileiro Geologia / 1º Cong. Geologia Países Língua Portuguesa. , Set-Oct 2012, Santos (Brazil)
2011
Mendes, M. M., Dinis, J., Pais, J.; Friis, E. M. (2011) - Early Cretaceous flora from Vale Painho (Lusitanian Basin, western Portugal): An integrated palynological and mesofossil study. Review of Palaeobotany and Palynology. doi: 10.1016/j.revpalbo.2011.04.003
Vieira, M., Poças, E., Pais, J., Pereira, P.(2011) - Pliocene flora from S. Pedro da Torre deposits (Minho, NW Portugal). Geodiversitas, 13(1): 71-85. DOI:10.5252/g2011n1a5
2010
Barrón, E., Rivas-Carballo, R., Postigo-Mijarra, J.M., Alcalde-Olivares, C., Vieira, M., Castro, L., PAIS, J., Valle-Hernández, M. (2010) – The Cenozoic vegetation of the Iberian Peninsula. A synthesis. Rev. Palaeob. Palynology, 162: 382-402 . doi: 10.1016/j.revpalbo.2009.11.007.
2009
Cunha, P. P.; PAIS, J.; Legoinha, P. (2009) - Evolução geológica de Portugal continental durante o Cenozóico – sedimentação aluvial e marinha numa margem continental passiva (Ibéria ocidental). Proc. 6th Symposium on the Atlantic Iberian Margin, December, 1-5, Univ. Oviedo, pp. xi- xx.
Dias, R. &; PAIS, J. (2009) – Homogeneização da cartografia geológica do Cenozóico da Área Metropolitana de Lisboa. Com. Geol., Lisboa, 96: 39-50. ISSN 1647-581X
2008
Manuppella, G.; Zbyszewski, G.; Choffat, P.; Almeida, F.M. (levantamentos). Rey, J.; Dias, R.P.; Rebelo, L.; PAIS, J.; Ornelas, F.; Moniz, C.; Cabral, J. (novos levantamentos). Ramalho, M.; Dinis, J.; Ribeiro, L.; Clavijo, E.; Cunha, T. A. & Caldeira, R. (colaboração). Moniz, C.; Dias, R. P. & PAIS, J. (adaptação e revisões). Baptista, R.; Moniz, C. (corte geológico). Baptista, R. (interpretação sísmica). Moniz, C. (colunas litostratigráficas). PAIS, J & Dinis, J. (revisão coluna litostratigráfica) (2008) – Carta geológica de Portugal na escala 1:50 000. Folha 34-B Loures. 3ª edição. INETI, Departamento de Geologia.
| Lígia Castro, João Pais e Octávio Mateus. 2008. |
Paleontólogo catedrático aposentado no Departamento de Ciências da Terra da FCT UNL, o Prof. João José Cardoso Pais nasceu no em Cabeção, Mora a 14 de Outubro de 1949. Prestou provas de Doutoramento primeiro sobre a orientação do Professor Carlos Teixeira e após a entrada para a UNL, sob a orientação do Professor Miguel Telles Antunes, terminando em 1982 com distinção e louvor.
1972 - Licenciatura (Geologia), Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa
1982 - Doutoramento (Estratigrafia e Paleobiologia), Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa
1991 - Agregação (Estratigrafia e Paleontologia), Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa
Segundo o seu CV no Degois:
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| João Pais, Miguel Ramalho, Moitinho de Almeida e António Ribeiro. Foto por O.M. 2007 |
Descreveu as seguintes espécies de plantas fósseis:
Annonxylon teixeirae sp. nov.
Brachyphyllum lusitanicum n. sp.
Frenelopsis teixeirae sp. nov. (colaboração K. L. Alvin)
Ischyosporites teixeirae n. sp. (colaboração Y. Reyre)
Pinus fluvimajoricus n. sp.
Pterophyllum mondeguensis n. sp.
Todites falciformis n. sp.
Erdtmanispermum juncalense n. sp. (colaboração M. Mendes & E. Friis)
Raunsgaardispermum lusitanicum n. gen. n. sp. (colaboração M. Mendes & E. Friis)
Erdtmanitheca portucalensis n. sp. (colaboração com M. Mendes, E. Friis & R. Pedersen)
E foram-lhe dedicadas duas espécies:
Xestoleberis paisi Nascimento, 1989 - Ostracodo do Aquitaniano da Bacia do Baixo Tejo
Microparamys paisi Estravís, 1994 - Roedor, Ischyromyidae do Eocénico de Silveirinha
Selecção de obras:
2013
Mendes, M. M., Dinis, J., Pais, J., & Friis, E. M. (2013). Vegetational composition of the Early Cretaceous Chicalhão flora (Lusitanian Basin, western Portugal) based on palynological and mesofossil assemblages. Review of Palaeobotany and Palynology.
2012
Pais, J. (ed., autor), Cunha, P.P., Pereira, D., Legoinha, P., Dias, R., Moura, D., Silveira, A.B., Kullberg, J.C. & González-Delgado, J.A. (2012) - The Paleogene and Neogene of Western Iberia (Portugal) A Cenozoic record in the European Atlantic domain. Springer. 158p. DOI: 10.1007/978-3-642-22401-0
Kullberg, J. C., Pais J., Almeida J. A., & Mateus O. (2012). Contributo do património geológico e geomorfológico na candidatura da Arrábida (Portugal) a Património Mundial Misto. 46º Cong. Brasileiro Geologia / 1º Cong. Geologia Países Língua Portuguesa. , Set-Oct 2012, Santos (Brazil)
2011
Mendes, M. M., Dinis, J., Pais, J.; Friis, E. M. (2011) - Early Cretaceous flora from Vale Painho (Lusitanian Basin, western Portugal): An integrated palynological and mesofossil study. Review of Palaeobotany and Palynology. doi: 10.1016/j.revpalbo.2011.04.003
Vieira, M., Poças, E., Pais, J., Pereira, P.(2011) - Pliocene flora from S. Pedro da Torre deposits (Minho, NW Portugal). Geodiversitas, 13(1): 71-85. DOI:10.5252/g2011n1a5
2010
Barrón, E., Rivas-Carballo, R., Postigo-Mijarra, J.M., Alcalde-Olivares, C., Vieira, M., Castro, L., PAIS, J., Valle-Hernández, M. (2010) – The Cenozoic vegetation of the Iberian Peninsula. A synthesis. Rev. Palaeob. Palynology, 162: 382-402 . doi: 10.1016/j.revpalbo.2009.11.007.
2009
Cunha, P. P.; PAIS, J.; Legoinha, P. (2009) - Evolução geológica de Portugal continental durante o Cenozóico – sedimentação aluvial e marinha numa margem continental passiva (Ibéria ocidental). Proc. 6th Symposium on the Atlantic Iberian Margin, December, 1-5, Univ. Oviedo, pp. xi- xx.
Dias, R. &; PAIS, J. (2009) – Homogeneização da cartografia geológica do Cenozóico da Área Metropolitana de Lisboa. Com. Geol., Lisboa, 96: 39-50. ISSN 1647-581X
2008
Manuppella, G.; Zbyszewski, G.; Choffat, P.; Almeida, F.M. (levantamentos). Rey, J.; Dias, R.P.; Rebelo, L.; PAIS, J.; Ornelas, F.; Moniz, C.; Cabral, J. (novos levantamentos). Ramalho, M.; Dinis, J.; Ribeiro, L.; Clavijo, E.; Cunha, T. A. & Caldeira, R. (colaboração). Moniz, C.; Dias, R. P. & PAIS, J. (adaptação e revisões). Baptista, R.; Moniz, C. (corte geológico). Baptista, R. (interpretação sísmica). Moniz, C. (colunas litostratigráficas). PAIS, J & Dinis, J. (revisão coluna litostratigráfica) (2008) – Carta geológica de Portugal na escala 1:50 000. Folha 34-B Loures. 3ª edição. INETI, Departamento de Geologia.
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Concreções... os falsos ovos
Com frequência, as concreções são confundidas com ovos de dinossauros, com ossos ou mesmo com plantas fósseis.
Uma concreção é uma rocha sedimentar formada pela precipitação de cimento mineral, normalmente calcário, dentro dos espaços entre os grãos de sedimentos. As concreções são frequentemente esféricas ou ovais embora também ocorrer formas irregulares, sobretudo como preenchimento de bioturbação.
Como a concreção é frequentemente mais dura que o sedimento em redor, a erosão diferencial faz com que, por vezes, resulte em esferas quase perfeitas que se destacam dos sedimentos.
Devido à variedade de formas incomuns, tamanhos e composições, concreções foram erradamente interpretadas como ovos de dinossauro, animais e fósseis vegetais (chamados pseudofósseis ou falsos-fósseis).
Se descobriu algo semelhante e quiser ter a certeza poderá deitar-lhe uma gotas de ácido clorídrico (também conhecido por ácido muriático e 'água forte', usado amiúde como produto de limpeza). Se reagir, isto é se produzir efervescência abundante, trata-se possivelmente de uma concreção.
Link wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Concretion
Se descobriu algo semelhante e quiser ter a certeza poderá deitar-lhe uma gotas de ácido clorídrico (também conhecido por ácido muriático e 'água forte', usado amiúde como produto de limpeza). Se reagir, isto é se produzir efervescência abundante, trata-se possivelmente de uma concreção.
Link wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Concretion
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Pseudofósseis
Reportagem Ciência Viva sobre o "Lisbon Evolution Day"
Reportagem Ciência Viva sobre o "Lisbon Evolution Day"
quarta-feira, outubro 02, 2013
TEDxFCTUNL disponível em Live Stream
Dia 4 de Outubro, sexta-feira, realiza-se a 2.ª edição das TEDxFCTUNL.
As TEDxFCTUNL promovem a partilha de conhecimento e experiências inspiradores, de oradores de diferentes áreas profissionais e científicas.
Todos os que não podem assistir a este evento ao vivo, poderão acompanhá-lo por Live Stream com o apoio do Laboratório de E-Learning em: http://elearning.fct.unl.pt/webcast-tedxfctunl.html
Acompanhe-nos em mais um dia memorável!
8:30 Receção aos Participantes
09:00 Abertura
09:10 José Alberto Carvalho
09:30 Octávio Mateus
09:50 Júlia Seixas
10:10 João Pedro Frias
10:30 Isabel Canha
10:50 Pausa para café e convívio
11:20 Miguel Fonseca
11:35 Filme
11:50 Esther Mucznik
12:10 Virginia Staab
12:30 Filme
12:50 Beto Betuk e Armindo Neves
13:10 Almoço e Convívio
14:30 Filme
14:45 Richard Zimler
15:05 António Moita Maçanita
15:25 Palmira Fontes da Costa
15:45 Rodrigo Rodrigues
15:55 Filme
16:10 Pausa para café e convívio
16:40 Nicolau Santos
17:10 Mónica Cid
17:30 Pedro Miguel Pedrosa
17:40 Filme
17:55 Adam Vucetic e Marcela Manso - Tango
18:10 Fecho
18:30 Aula de Tango | Grande Auditório
Veja aqui como chegar à FCT-UNL ou veja no Google Maps.
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Palestra
segunda-feira, setembro 30, 2013
Vertebrados Terrestres do Triásico de Portugal
O Triásico superior (cerca de 237-201.5 milhões de anos atrás) era um intervalo de transição na evolução dos ecossistemas terrestres, durante o qual os clados "modernos", como arcossauros e mamíferos foram irradiando enquanto os grupos "arcaicos", como os anfíbios temnospôndilos e sinapsídeos basais permaneceram abundantes. Pouco se sabe sobre os vertebrados terrestres (não marinhos) no Triásico da Península Ibérica. A Bacia do Algarve, no sul de Portugal, é uma bacia de rift formadoa durante a separação da Pangeia, que é preenchido com siliciclásticos marinhos, terrestres e lacustres da Formação de Grés de Silves, intercalados com basaltos CAMP que marcam a extinção final do Triásico (datado de ~ 198-201,5 Ma). Desde 2009, nosso projeto de campo no Algarve descobriu numerosos espécimes de vertebrados no Grés de Silves, incluindo uma camada de ossos monodominante contendo centenas de espécimes de metopossauros, um grupo peculiar de temnospôndilos que preencheu os nichos predatórias semelhantes ao dos crocodilos em ambientes lacustres e fluviais. Estas amostras parecem pertencer a uma nova espécie de Metoposaurus, semelhante ao M. diagnosticus e M. krasiejowensis da Europa central, mas possuindo várias autapomorfias no crânio e maxilar inferior.
| Preparação laboratorial de Metoposaurus |
Nós também descobrimos uma mandíbula de um fitossauro, o primeiro espécime desses arcossauriformes longirostro semi-aquáticos da Península Ibérica. Estes taxa são características de uma idade Carniano Noriano e indicam que aquela parte do Grés de Silves é Triássico Superior. Além disso fornece mais provas de que metoposaurídeos e fitossauros foram simpátricos em baixas palaeolatitudes durante este tempo.
Ref:
Ref:
Brusatte, S. L., Butler R. J., Mateus O., Steyer J. S., & Whiteside J. H. (2013). Terrestrial vertebrates from the Late Triassic of Portugal: new records of temnospondyls and archosauriforms from a Pangaean rift sequence.61st Symposium on Vertebrate Palaeontology and Comparative Anatomy. 15-16., Edinburgh
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quinta-feira, setembro 12, 2013
Estudante de paleontologia Emanuel Tschopp
A Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Univ. Nova, conta, desde há cerca de três anos, com um bolseiro de doutoramento a estudar dinossauros saurópodes, o suíço Emanuel Tschopp. Divulgamos assim o perfil de um estudante internacional de paleontologia radicado em Portugal e a viver na Lourinhã.
E. Tschopp e O. Mateus descreveram recentemente uma nova espécie de saurópode, Kaatedocus siberi, e postulam sobre a existência do osso interclavícula em saurópodes que previamente se pensava ser ausente em dinossauros.
Os projetos em curso são a análise filogenética dos saurópodes diplodocídeos baseada em espécimes, uma revisão de Camarasaurus, e uma análise morfométrica 3D da coluna vertebral de saurópodes.
Tema de tese: Evolução dos dinossauros saurópodes diplodocídeos com ênfase em amostras de Howe Ranch (Wyoming, EUA)
Obras publicadas:
Tschopp, E., & Dzemski, G. (2012). 3-dimensional reproduction techniques to preserve and spread paleontological material–a case study with a diplodocid sauropod neck. Journal of Paleontological Techniques, 10, 1-8.
Tschopp, E., & Mateus, O. (2012). The skull and neck of a new flagellicaudatan sauropod from the Morrison Formation and its implication for the evolution and ontogeny of diplodocid dinosaurs. Journal of Systematic Palaeontology, (ahead-of-print), 1-36.
Tschopp, E., & Mateus, O. (2012). A sternal plate of a large-sized sauropod dinosaur from the Late Jurassic of Portugal. Fundamental, 20, 263-266.
Christiansen, N. A., & Tschopp, E. (2010). Exceptional stegosaur integument impressions from the Upper Jurassic Morrison Formation of Wyoming. Swiss Journal of Geosciences, 103(2), 163-171.
Tschopp, E., & Mateus, O. (2013). Clavicles, interclavicles, gastralia, and sternal ribs in sauropod dinosaurs: new reports from Diplodocidae and their morphological, functional and evolutionary implications. Journal of anatomy.
Tschopp, E., Russo, J., & Dzemski, G. (2013). Retrodeformation as a test for the validity of phylogenetic characters: an example from diplodocid sauropod vertebrae. Palaeontologia Electronica, 1998, 16.
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Filogenia e Cladismo,
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Paleontólogos
terça-feira, setembro 10, 2013
Mestrado em Paleontologia: 2ª fase de candidatura
Última oportunidade para inscrição no Mestrado de Paleontologia após a 1ª fase de candidatura bem sucedida.
Como é um mestrado partilhado entre a Faculdade de Ciências e Tecnologia da NOVA e a Universidade de Évora, as candidaturas podem ser feitas em dois locais:
- FCT-UNL: Candidatura on-line em https://clip.unl.pt/candidatura/segundo_ciclo na 2ª fase de candidatura até 13 de Setembro.
- U.Évora: Candidatura on-line em http://www.estudar.uevora.pt/
Oferta/mestrados/curso/( codigo)/440, 2ª fase de candidatura até 16 de Setembro. http://siiue.uevora.pt
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Mestrado Paleontologia
segunda-feira, setembro 09, 2013
Vídeo das escavações na Gronelândia
Em Julho de 2012 participámos numa expedição internacional à Gronelândia onde descobri um fitossauro do Triásico. Aqui vai um excerto to vídeo da escavação, filmado por Dr. O. Wings.
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Fitossauro,
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Triásico
domingo, setembro 08, 2013
Dinossauros na TEDx na FCT-UNL
Dia 4 de Outubro os dinossauros também estarão na TEDx na FCT-UNL ! TED, Technology, Education and Design, reúne algumas das mais fascinantes palestras: inspiradoras, fascinantes e informativas. Valem a pena ver em www.ted.com.
Links úteis:
www.tedxfctunl.com
www.ted.com
www.fct.unl.pt
Links úteis:
www.tedxfctunl.com
www.ted.com
www.fct.unl.pt
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