sexta-feira, novembro 22, 2013

segunda-feira, novembro 04, 2013

Ilustrações de dinossauro Kaatedocus vencem prestigiado prémio

O dinossauro Kaatedocus siberi que descrevemos em Dezembro de 2012 foi objecto do magnífico trabalho de ilustração pelo artista italiano Davide Bonadonna e agora reconhecido com o prémio Lazendorf PaleoArt Prize da prestigiada Society of Vertebrate Paleontology, em duas categorias: duas dimensões e ilustração científica. Foi a primeira vez que o mesmo artista ganha duas categorias em simultâneo. Parabéns Davide!

Ilustração do crânio de Kaatedocus siberi, ilustrado por Davide Bonadonna, vencedor do prémio Lazendorf Science Illustration Award.

Jazida de Kaatedocus siberi, ilustrado por Davide Bonadonna, vencedor do prémio Lazendorf 2D PaleoArt Award.

Além disso, este dinossauro começa a ser tema por outros artistas, como Nabu Tamura.
Kaatedocus siberi interpretado por Nabu Tamura (http://spinops.blogspot.pt/2012/12/kaatedocus-sileri.html)



terça-feira, outubro 29, 2013

Nascimento e morte do Allosaurus

Há novos estudos sobre o nascimento e morte do dinossauro carnívoro Allosaurus, com resultados que nós participamos e apresentamos no importante congresso Annual Meeting of the Society of Vertebrate Paleontology que está a decorrer Los Angeles de 30 de Outubro a 2 de Novembro de 2013


Allosaurus no SaurierMuseum Aathal (fonte)
Embriões e nascimento
Os embriões de dinossauros carnívoros são bem conhecidos no Jurássico de Portugal, mas até agora não havia embriões inequívocos no Jurássico dos Estados Unidos, apesar de alguns relatos admitirem a ocorrência. O estudo é liderado por Mattew Carrano e com a participação de Octávio Mateus, enquadrado no projecto Dinoeggs.

Resumo:
Apesar de mais de um século de recolhas, resultando num dos mais estudados registos fósseis de vertebrados em qualquer lugar do mundo, a Formação de Morrison do Jurássico Superior produziu surpreendentemente poucos exemplos de ovos de dinossauro associados com restos embrionários . Ainda mais intrigante, nenhum deles parece pertencer ao terópode Allosaurus, um dos táxones mais comum e melhor compreendido de dinossauro daquela formação. Apresentamos um ninho de dinossauro de Fox Mesa, Wyoming, que produziu abundantes cascas Prismatoolithidae e ossos embrionários (ou perinatos) de Allosaurus. Isto representa a primeira descoberta deste tipo para terópodes no Jurássico da América do Norte. O ninho contém alguns conjuntos de casca de ovo elipsóide que sugerem um tamanho de ovo de cerca de 8 x 6,5 cm. Estudo da morfologia da casca do ovo e da microestrutura confirma que um único tipo de ovo que é indistinguível da Prismatoolithus coloradensis.
Todos os materiais embrionários identificáveis ​​pertencem a terópodes, e dois espécimes de premaxila mostram a cinco alvéolos, diagnóstico para Allosaurus entre os terópodes de Morrison. Isto confirma a origem teropodiana de ovos Prismatoolithus e implica Allosaurus como o táxon que produziu estes ovos. Como resultado, agora é possível atribuir várias descobertas anteriores de ovos de dinossauro e potenciais ninhos para Allosaurus , incluindo o ovo isolado de Cleveland -Lloyd . Esta descoberta
põe também em causa as atribuições anteriores de ovos Prismatoolithus para ornitópodes. Ovos de  Prismatoolithus também estão associados ao terópode Lourinhanosaurus do Jurássico Superior de Portugal, juntamente com embriões maiores e que exibem quatro alvéolos pré-maxilar .

Referência:
Carrano, M., Mateus O., & Mitchell J. (2013). First definitive association between embryonic Allosaurus bones and prismatoolithus eggs in the Morrison Formation (Upper Jurassic, Wyoming, Usa). Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2013. 101. ISSN: 1937-2809   PDF



Patologias e morte

Trabalho liderado por Serjoscha Evers com a participação de Octávio Mateus.

Adultos terópodes de grande porte são frequentemente encontrados com inúmeras patologias. Um grande, quase completo, adulto de Allosaurus (Sauriermuseum Aathal [ SMA ] 0005 ) de Howe Quary, Wyoming, da Formação Morrison (Kimmeridgian inferior-Tithoniano superior) mostra uma série de patologias. Ossos patológicos incluem a escápula esquerda , várias costelas dorsais esquerdas, o ísquio direito , e uma falange pedal esquerda.

Uma fractura completa, transversal , ocorre na parte proximal da escápula esquerda. O fragmento distal é deslocado e distorcidas em relação ao fragmento proximal . A


O ísquio direito sofreu uma fratura completa, oblíqua . Tecido ósseo áspero abrange a fratura de um lado completamente , enquanto o outro não mostra nenhum sinal de crescimento reativa.

A falange pedal tem uma hiperostose nos lados dorsal e lateral da sua extremidade proximal , formando um calo ovóide , ao contrário dos grandes exostoses irregulares em falanges de outros espécimes de Allosaurus, incluindo o espécime MOR 693 (Museum of the Rockies). A superfície óssea é áspera e não tem lesões indicativas de infecções. Isto indica a reabsorção óssea num estádio avançado da cicatrização de ferimentos.

Todas as patologias mostram sinais de cicatrização, o que sugere que nenhum deles causados ​​directamente a morte do indivíduo. Este espécime volta a mostrar que os terópodes de grande porte têm lesões traumáticas frequentes durante a vida, o que é uma indicação de um estilo de vida ativo como um predador.

Evers, S., Foth C., Rauhut O., Pabst B., & Mateus O. (2013). Traumatic pathologies in the postcranium of an adult Allosaurus specimen from the Morrison Formation of the Howe Quarry, Wyoming, U.S.A. . Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2013. 124. ISSN: 1937-2809    PDF


quarta-feira, outubro 16, 2013

Evolução e dinossauros no Porto


Crânio de Triceratops na Universidade do Porto (Foto: Univ. Porto)

A Universidade do Porto tem, desde Maio, alguns dinossauros no âmbito da exposição “Terra em Transformação”. Em Novembro, o Edifício da Reitoria da Universidade do Porto vai também receber um ciclo de palestras sobre evolução com o nome "Histórias da Terra e da Vida: do Big Bang ao Homem".

Programa:

19 novembro – 21.30h
Big Bang - a origem do universo – Orfeu Bertolami
Sistema solar e planetas – Nuno Santos

23 novembro – 15.00h
Um olhar sobre a Terra – Frederico Borges
Evolução da Vida: dos estromatólitos às trilobites – Helena Couto

30 novembro – 15.00h
Evolução das plantas ao longo da história da Terra– João Pais
Evolução dos Dinossauros e outros vertebrados – Octávio Mateus

12 dezembro - 21.30h
Origem das espécies – António Amorim
A origem do homem do ponto de vista da Arqueologia– João Pedro Ribeiro

O geólogo Jorge Dinis


Jorge Dinis no Cabo Espichel (Agosto 2012)
O paleontólogo que honramos este mês na rúbrica Paleontólogos é o Prof. Jorge Dinis, da Universidade de Coimbra, que se encontra neste preciso momento a lutar pela vida após um acidente de viação que o deixou em coma profundo desde 30 de Setembro.

Jorge Manuel Leitão Dinis é Licenciado em Geologia (Ramo Científico) na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, em 1986, com 15 valores.
Frequentou em 1993 dois módulos do Mestrado em Geologia do Subsolo organizado pela Universidade Complutense de Madrid e pela Universidade Politécnica de Madrid:
Em Fevereiro de 2000 apresentou na Universidade de Coimbra a Tese de Doutoramento em Geologia, especialidade de Estratigrafia e Paleontologia, intitulada “Estratigrafia e sedimentologia da Formação de Figueira da Foz - Aptiano a Cenomaniano do sector norte da Bacia Lusitânica”, Aprovada por Unanimidade, com Distinção e Louvor.
Desde 13/12/84, e durante os anos lectivos de 1984/85 e 1985/86 exerceu, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, as funções de Monitor do grupo de Mineralogia e Geologia, lugar que ocupou até à altura em que passou a exercer as funções de Assistente Estagiário.
Em 4 de Dezembro de 1986 foi contratado como Assistente Estagiário, além do quadro, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
Tendo apresentado Provas de Aptidão Pedagógica e Capacidade Científica em 15 e 16 de Outubro de 1990, foi aprovado com a classificação de "Muito Bom", passando assim à categoria de Assistente.
Após a aprovação nas provas de Doutoramento, é Professor Auxiliar da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra desde Fevereiro de 2000.
Obteve Nomeação Definitiva na mesma categoria e mesma instituição em 28 de Setembro de 2005, com efeitos desde 18 de Fevereiro de 2006.

  1. É atualmente investigador no centro de investigação do IMAR-CMA Instituto do Mar. Apesar de o seu perfil ser mais ligado à geologia sedimentar, ele tem contribuído para a Paleontologia através de contribuições em estudos de paleobotânica, invertebrados e vertebrados.

    Os seus interesses incluem: Sedimentologia de sistemas clásticos: continentais, estuarinos e costeiros. Estratigrafia e ambientes deposicionais do Cretácico inferior. Jurássico Superior e Holocénico do centro oeste de Portugal. Gestão e ordenamento das áreas costeiras. Preservação e valorização do Património Geológico. Geomorfologia do Quaternário.
    Correlações estratigráficas, interpretação paleoambiental e cronostratigrafia do Cretácico inferior e do Jurássico Superior da Bacia Lusitânica.

    Eu (O. Mateus) e o Jorge Dinis temos dois trabalhos em conjunto: um sobre a Formação da Lourinhã, como resultado da visita de estudo do congresso Strati 2013 com o Prof. Pedro Proença e Cunha, e outro trabalho sobre a transição Jurássico/Cretácico em Portugal. Essa experiência permitiu-me ir para o campo várias vezes com ele e posso relatar que é um grande geólogo e amigo: erudito, trabalhador, inteligente e divertido. Desejamos ao nosso amigo e colega Jorge Dinis as rápidas melhoras e a nossa solidariedade à família.

    Jorge Dinis, à direita, numa explicação de campo a sul da Praia da Consolação (Junho 2013)



    Bibliografia seleccionada:

    • Heimhofer, U., Hochuli, P. A., Burla, S., Dinis, J. M. L., Weissert, H. (2005). Timing of Early Cretaceous angiosperm diversification and possible links to major paleoenvironmental change. Geology, 33(2), 141-144.

    • Dinis, J. L., Rey, J., Cunha, P. P., Callapez, P., & Pena dos Reis, R. (2008). Stratigraphy and allogenic controls of the western Portugal Cretaceous: an updated synthesis. Cretaceous Research, 29(5), 772-780.

    • Reis, R. P., Cunha, P. P., Dinis, J., & Trincao, P. R. (2000). Geological evolution of the Lusitanian Basin (Portugal) during the Late Jurassic.

    • Dinis, J. L., & Trincão, P. (1995). Recognition and stratigraphical significance of the Aptian unconformity in the Lusitanian Basin, Portugal. Cretaceous Research, 16(2-3), 171-186.

    • Rey, J., & Dinis, J. L. (2004). Shallow marine to fluvial interplay in the Lower Cretaceous of central Portugal: sedimentology, cycles and controls. In Cretaceous and Cenozoic events in West Iberia margins, 23rd IAS Meeting of Sedimentology Field Trip Guidebook (Vol. 2, pp. 5-35).

    • Salminen, J., Dinis, J., Mateus, O. 2013 Preliminary magnetostratigraphy for Jurassic/Cretaceous transition in Porto da Calada, Portugal.

    • Dinis, J. L., Henriques, V., Freitas, M. C., Andrade, C., Costa, P. (2006). Natural to anthropogenic forcing in the Holocene evolution of three coastal lagoons (Caldas da Rainha valley, western Portugal). Quaternary international,150(1), 41-51.

    • Pena dos Reis, R., Dinis, J. L., Proenca Cunha, P., & Trincão, P. (1996). Upper Jurassic sedimentary infill and tectonics of the Lusitanian Basin (Western Portugal). In GeoResearch Forum (Vol. 1, No. 2, pp. 377-386).



    Informação e partes dos textos deste post são proveniente das seguintes fontes:
    pt.linkedin.com/pub/jorge-dinis/24/4b2/805
    http://coimbra.academia.edu/JorgeDinis
    http://www1.ci.uc.pt/imar/unit/people/cvs/cv/j_m_l_dinis.php
    https://woc.uc.pt/dct/person/ppgeral.do?idpessoa=18



sexta-feira, outubro 11, 2013

O estranho mundo da Welwitschia mirabilis, a planta do tempo do dinossauros

Welwitschia mirabilis de dimensões enormes, em Angola
Uma das principais curiosidades do Deserto do Namibe, no sul de Angola e norte da Namíbia, é a ocorrência de uma estranha planta chamada Welwitschia mirabilis. Trata-se de uma espécie relíquia do tempo dos dinossauros, e é única do teu tipo. É uma planta gnetófita sem verdadeiras flores, mas com um sistema vascular semelhante ao das angiospérmicas.

As welwitschias são conhecidas no registo fóssil do Cretácico Inferior do Brasil, ou seja antes da separação entre a América do Sul e África (que se deu completamente apenas no Cretácico superior). A Welwitschia é por isso um excelente exemplo de uma espécie-relíquia e argumento a favor tectónica de placas. Isto também mostra quão antigo é o deserto do Namibe, pelo menos desde o Cretácico superior, qual como tem vindo a ser demostrado pela nossa investigação em Angola.

Welwitschia mirabilis em estádio de crescimento inicial, em Angola
Na mitologia de Angola estas plantas são por vezes retratadas como carnívoras, o que obviamente não é verdade. Isso não impediu que marca de água tónica e de sapatos que usem o nome comercial Welwitschia.

Cada Welwitschia tem apenas duas única folhas e podem atingir vários metros de diâmetro. São dioicas (indivíduos do sexo feminino ou masculino, separadamente) .

O nome da planta foi dado em honra do botânico austríaco Friedrich Welwitsch que trabalhava para Portugal.



 

Fotos: O. Mateus

quinta-feira, outubro 10, 2013

Filme Discovery sobre dinossauros da Lourinhã


Vídeo do filme Discovery sobre dinossauros da Lourinhã: Dinotasia: Rivals.
Disponível em YouTube.




quinta-feira, outubro 03, 2013

João Pais, paleobotânico

O paleontólogo do mês é o Prof. João Pais, que se aposentou recentemente e que publicou agora um artigo sobre a paleo-flora do Cretácico Inferior.

Lígia Castro, João Pais e Octávio Mateus. 2008.


Paleontólogo catedrático aposentado no Departamento de Ciências da Terra da FCT UNL, o Prof. João José Cardoso Pais nasceu no em Cabeção, Mora a 14 de Outubro de 1949. Prestou provas de Doutoramento primeiro sobre a orientação do Professor Carlos Teixeira e após a entrada para a UNL, sob a orientação do Professor Miguel Telles Antunes, terminando em 1982 com distinção e louvor.
1972 - Licenciatura (Geologia), Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa
1982 - Doutoramento (Estratigrafia e Paleobiologia), Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa
1991 - Agregação (Estratigrafia e Paleontologia), Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa

Segundo o seu CV no Degois:
João Pais, Miguel Ramalho, Moitinho de Almeida
e António Ribeiro. Foto por O.M. 2007
Publicou 96 artigos em revistas especializadas e 53 trabalhos em actas de eventos, possui 12 capítulos de livros e 9 livros publicados. Possui 478 itens de produção técnica. Participou em 45 eventos no estrangeiro e 46 em Portugal. Orientou 4 teses de doutoramento, orientou 3 dissertações de mestrado e co-orientou 2 nas áreas de Ciências da Terra e do Ambiente e História e Arqueologia. Recebeu 3 prémios e/ou homenagens. Actua na área de Ciências Naturais com ênfase em Ciências da Terra e do Ambiente. Nas suas actividades profissionais interagiu com 352 colaboradores em co-autorias de trabalhos científicos. No seu curriculum DeGóis os termos mais frequentes na contextualização da produção científica, tecnológica e artístico-cultural são: Geologia, Estratigrafia, Engenharia Geológica, Paleobotânica, Cartografia geológica, Paleoecologia, Paleontologia, Arqueobotânica, Arqueozoologia e Educação.

Descreveu as seguintes espécies de plantas fósseis:
Annonxylon teixeirae sp. nov.
Brachyphyllum lusitanicum n. sp.
Frenelopsis teixeirae sp. nov. (colaboração K. L. Alvin)
Ischyosporites teixeirae n. sp. (colaboração Y. Reyre)
Pinus fluvimajoricus n. sp.
Pterophyllum mondeguensis n. sp.
Todites falciformis n. sp.
Erdtmanispermum juncalense n. sp. (colaboração M. Mendes & E. Friis)
Raunsgaardispermum lusitanicum n. gen. n. sp. (colaboração M. Mendes & E. Friis)
Erdtmanitheca portucalensis n. sp. (colaboração com M. Mendes, E. Friis & R. Pedersen)


E foram-lhe dedicadas duas espécies:
Xestoleberis paisi Nascimento, 1989 - Ostracodo do Aquitaniano da Bacia do Baixo Tejo 
Microparamys paisi Estravís, 1994 - Roedor, Ischyromyidae do Eocénico de Silveirinha 

Selecção de obras:

2013
Mendes, M. M., Dinis, J., Pais, J., & Friis, E. M. (2013). Vegetational composition of the Early Cretaceous Chicalhão flora (Lusitanian Basin, western Portugal) based on palynological and mesofossil assemblages. Review of Palaeobotany and Palynology.
2012
Pais, J. (ed., autor), Cunha, P.P., Pereira, D., Legoinha, P., Dias, R., Moura, D., Silveira, A.B., Kullberg, J.C. & González-Delgado, J.A. (2012) - The Paleogene and Neogene of Western Iberia (Portugal) A Cenozoic record in the European Atlantic domain. Springer. 158p. DOI: 10.1007/978-3-642-22401-0
Kullberg, J. C., Pais J., Almeida J. A., & Mateus O. (2012). Contributo do património geológico e geomorfológico na candidatura da Arrábida (Portugal) a Património Mundial Misto. 46º Cong. Brasileiro Geologia / 1º Cong. Geologia Países Língua Portuguesa. , Set-Oct 2012, Santos (Brazil)
2011
Mendes, M. M., Dinis, J., Pais, J.; Friis, E. M. (2011) - Early Cretaceous flora from Vale Painho (Lusitanian Basin, western Portugal): An integrated palynological and mesofossil study. Review of Palaeobotany and Palynology. doi: 10.1016/j.revpalbo.2011.04.003

Vieira, M., Poças, E., Pais, J.,  Pereira, P.(2011) - Pliocene flora from S. Pedro da Torre deposits (Minho, NW Portugal). Geodiversitas, 13(1): 71-85. DOI:10.5252/g2011n1a5

2010
Barrón, E., Rivas-Carballo, R., Postigo-Mijarra, J.M., Alcalde-Olivares, C., Vieira, M., Castro, L., PAIS, J., Valle-Hernández, M. (2010) – The Cenozoic vegetation of the Iberian Peninsula. A synthesis. Rev. Palaeob. Palynology, 162: 382-402 . doi: 10.1016/j.revpalbo.2009.11.007.

2009
Cunha, P. P.; PAIS, J.; Legoinha, P. (2009) - Evolução geológica de Portugal continental durante o Cenozóico – sedimentação aluvial e marinha numa margem continental passiva (Ibéria ocidental). Proc. 6th Symposium on the Atlantic Iberian Margin, December, 1-5, Univ. Oviedo, pp. xi- xx.

Dias, R. &; PAIS, J. (2009) – Homogeneização da cartografia geológica do Cenozóico da Área Metropolitana de Lisboa. Com. Geol., Lisboa, 96: 39-50. ISSN 1647-581X

2008
Manuppella, G.; Zbyszewski, G.; Choffat, P.; Almeida, F.M. (levantamentos). Rey, J.; Dias, R.P.; Rebelo, L.; PAIS, J.; Ornelas, F.; Moniz, C.; Cabral, J. (novos levantamentos). Ramalho, M.; Dinis, J.; Ribeiro, L.; Clavijo, E.; Cunha, T. A. & Caldeira, R. (colaboração). Moniz, C.; Dias, R. P. & PAIS, J. (adaptação e revisões). Baptista, R.; Moniz, C. (corte geológico). Baptista, R. (interpretação sísmica). Moniz, C. (colunas litostratigráficas). PAIS, J & Dinis, J. (revisão coluna litostratigráfica) (2008) – Carta geológica de Portugal na escala 1:50 000. Folha 34-B Loures. 3ª edição. INETI, Departamento de Geologia.



Links:

Concreções... os falsos ovos


Com frequência, as concreções são confundidas com ovos de dinossauros, com ossos ou mesmo com plantas fósseis.

Uma concreção é uma rocha sedimentar formada pela precipitação de cimento mineral, normalmente calcário, dentro dos espaços entre os grãos de sedimentos. As concreções são frequentemente esféricas ou ovais embora também ocorrer formas irregulares, sobretudo como preenchimento de bioturbação.
Como a concreção é frequentemente mais dura que o sedimento em redor, a erosão diferencial faz com que, por vezes, resulte em esferas quase perfeitas que se destacam dos sedimentos.

Por vezes o processo que leva à concreção é induzido pela existência de uma matéria estranhas no seu centro, em ambientes com muito calcário disponível.
Devido à variedade de formas incomuns, tamanhos e composições, concreções foram erradamente interpretadas como ovos de dinossauro, animais e fósseis vegetais (chamados pseudofósseis ou falsos-fósseis). 
Se descobriu algo semelhante e quiser ter a certeza poderá deitar-lhe uma gotas de ácido clorídrico (também conhecido por ácido muriático e 'água forte', usado amiúde como produto de limpeza). Se reagir, isto é se produzir efervescência abundante, trata-se possivelmente de uma concreção.

Link wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Concretion


Reportagem Ciência Viva sobre o "Lisbon Evolution Day"

Reportagem Ciência Viva sobre o "Lisbon Evolution Day"

quarta-feira, outubro 02, 2013

TEDxFCTUNL disponível em Live Stream


Dia 4 de Outubro, sexta-feira,  realiza-se a 2.ª edição das TEDxFCTUNL.
As TEDxFCTUNL promovem a partilha de conhecimento e experiências inspiradores, de oradores de diferentes áreas profissionais e científicas.
Todos os que não podem assistir a este evento ao vivo, poderão acompanhá-lo por Live Stream com o apoio do Laboratório de E-Learning em: http://elearning.fct.unl.pt/webcast-tedxfctunl.html 
Acompanhe-nos em mais um dia memorável!


8:30 Receção aos Participantes
09:00 Abertura
09:10 José Alberto Carvalho
09:30 Octávio Mateus
09:50 Júlia Seixas
10:10 João Pedro Frias
10:30 Isabel Canha
10:50 Pausa para café e convívio
11:20 Miguel Fonseca
11:35 Filme
11:50 Esther Mucznik
12:10 Virginia Staab
12:30 Filme
12:50 Beto Betuk e Armindo Neves
13:10 Almoço e Convívio
14:30 Filme
14:45 Richard Zimler
15:05 António Moita Maçanita
15:25 Palmira Fontes da Costa
15:45 Rodrigo Rodrigues
15:55 Filme
16:10 Pausa para café e convívio
16:40 Nicolau Santos
17:10 Mónica Cid
17:30 Pedro Miguel Pedrosa
17:40 Filme
17:55 Adam Vucetic e Marcela Manso - Tango
18:10 Fecho
18:30 Aula de Tango | Grande Auditório




Veja aqui como chegar à FCT-UNL ou veja no Google Maps.




segunda-feira, setembro 30, 2013

Vertebrados Terrestres do Triásico de Portugal


O Triásico superior (cerca de 237-201.5 milhões de anos atrás) era um intervalo de transição na evolução dos ecossistemas terrestres, durante o qual os clados "modernos", como arcossauros e mamíferos foram irradiando enquanto os grupos "arcaicos", como os anfíbios temnospôndilos e sinapsídeos basais permaneceram abundantes. Pouco se sabe sobre os vertebrados terrestres (não marinhos) no Triásico da Península Ibérica. A Bacia do Algarve, no sul de Portugal, é uma bacia de rift formadoa durante a separação da Pangeia, que é preenchido com siliciclásticos marinhos, terrestres e lacustres da Formação de Grés de Silves, intercalados com basaltos CAMP que marcam a extinção final do Triásico (datado de ~ 198-201,5 Ma). Desde 2009, nosso projeto de campo no Algarve descobriu numerosos espécimes de vertebrados no Grés de Silves, incluindo uma camada de ossos monodominante contendo centenas de espécimes de metopossauros, um grupo peculiar de temnospôndilos que preencheu os nichos predatórias semelhantes ao dos crocodilos em ambientes lacustres e fluviais. Estas amostras parecem pertencer a uma nova espécie de Metoposaurus, semelhante ao M. diagnosticus e M. krasiejowensis da Europa central, mas possuindo várias autapomorfias no crânio e maxilar inferior.
Preparação laboratorial de Metoposaurus
Nós também descobrimos uma mandíbula de um fitossauro, o primeiro espécime desses arcossauriformes longirostro semi-aquáticos da Península Ibérica. Estes taxa são características de uma idade Carniano Noriano e indicam que aquela parte do Grés de Silves é Triássico Superior. Além disso fornece mais provas de que metoposaurídeos e fitossauros foram simpátricos em baixas palaeolatitudes durante este tempo.

Ref:
Brusatte, S. L., Butler R. J., Mateus O., Steyer J. S., & Whiteside J. H. (2013). Terrestrial vertebrates from the Late Triassic of Portugal: new records of temnospondyls and archosauriforms from a Pangaean rift sequence.61st Symposium on Vertebrate Palaeontology and Comparative Anatomy. 15-16., Edinburgh
PDF

quinta-feira, setembro 12, 2013

Estudante de paleontologia Emanuel Tschopp


A Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Univ. Nova, conta, desde há cerca de três anos, com um bolseiro de doutoramento a estudar dinossauros saurópodes, o suíço Emanuel Tschopp. Divulgamos assim o perfil de um estudante internacional de paleontologia radicado em Portugal e a viver na Lourinhã.

Emanuel Tschopp realizou o seu mestrado em paleontologia em 2008 na Universidade de Zurique, na Suíça. Em 2010, ele começou o seu doutoramento no Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, Portugal, sob a supervisão do Prof Octávio Mateus. Seus principais interesses investigação são a filogenia e evolução dos dinossauros saurópodes, em particular das faunas do Jurássico Superior  da Formação de Morrison nos EUA e da Lourinhã em Portugal, onde também participou de várias campanhas de escavação.
E. Tschopp e O. Mateus descreveram recentemente uma nova espécie de saurópode, Kaatedocus siberi, e postulam sobre a existência do osso interclavícula em saurópodes que previamente se pensava ser ausente em dinossauros.
Os projetos em curso são a análise filogenética dos saurópodes diplodocídeos baseada em espécimes, uma revisão de Camarasaurus, e uma análise morfométrica 3D da coluna vertebral de saurópodes.


Tema de tese: Evolução dos dinossauros saurópodes diplodocídeos com ênfase em amostras de Howe Ranch (Wyoming, EUA)


Obras publicadas:

Tschopp, E., & Dzemski, G. (2012). 3-dimensional reproduction techniques to preserve and spread paleontological material–a case study with a diplodocid sauropod neck. Journal of Paleontological Techniques, 10, 1-8.

Tschopp, E., & Mateus, O. (2012). The skull and neck of a new flagellicaudatan sauropod from the Morrison Formation and its implication for the evolution and ontogeny of diplodocid dinosaurs. Journal of Systematic Palaeontology, (ahead-of-print), 1-36.

Tschopp, E., & Mateus, O. (2012). A sternal plate of a large-sized sauropod dinosaur from the Late Jurassic of Portugal. Fundamental, 20, 263-266.

Christiansen, N. A., & Tschopp, E. (2010). Exceptional stegosaur integument impressions from the Upper Jurassic Morrison Formation of Wyoming. Swiss Journal of Geosciences, 103(2), 163-171.

Tschopp, E., & Mateus, O. (2013). Clavicles, interclavicles, gastralia, and sternal ribs in sauropod dinosaurs: new reports from Diplodocidae and their morphological, functional and evolutionary implications. Journal of anatomy.

Tschopp, E., Russo, J., & Dzemski, G. (2013). Retrodeformation as a test for the validity of phylogenetic characters: an example from diplodocid sauropod vertebrae. Palaeontologia Electronica, 1998, 16.


terça-feira, setembro 10, 2013

Mestrado em Paleontologia: 2ª fase de candidatura

Última oportunidade para inscrição no Mestrado de Paleontologia após a 1ª fase de candidatura bem sucedida.

Como é um mestrado partilhado entre a Faculdade de Ciências e Tecnologia da NOVA e a Universidade de Évora, as candidaturas podem ser feitas em dois locais:

No passado 5 de Setembro este mesmo mestrado foi mencionado no Portugal em Directo, na RTP,  http://www.rtp.pt/play/p47/e127786/portugal-em-direto (às 18:07, 1ª parte, e 18:48, na 2ª parte)

segunda-feira, setembro 09, 2013

Vídeo das escavações na Gronelândia

Em Julho de 2012 participámos numa expedição internacional à Gronelândia onde descobri um fitossauro do Triásico. Aqui vai um excerto to vídeo da escavação, filmado por Dr. O. Wings.

domingo, setembro 08, 2013

Dinossauros na TEDx na FCT-UNL

Dia 4 de Outubro os dinossauros também estarão na TEDx na FCT-UNL ! TED, Technology, Education and Design, reúne algumas das mais fascinantes palestras: inspiradoras, fascinantes e informativas. Valem a pena ver em www.ted.com.


Links úteis:
www.tedxfctunl.com
www.ted.com
www.fct.unl.pt

PaleoAngola na Geological Society of America

O nosso trabalho do Projecto PaleoAngola, que em Portugal envolve a Faculdade de Ciências e Tecnologia e o Museu da Lourinhã, está em força no congresso de geologia dos Estados Unidos, GSA, Geological Society of America - Annual Meeting, a decorrer de 20 a 27 de Outubro em Denver, Colorado. Apresentamos as seguintes três comunicações científicas sobre os vertebrados fósseis de Angola:

Vista panorâmica de Bentiaba.


A marine vertebrate assemblage from the Campanian-Maastrichtian boundary at Bentiaba, Angola
A single, geographically and temporally restricted horizon, Bench 19, at the Campanian-Maastrichtian boundary at Bentiaba, Angola, preserves a dense concentration of skeletons and isolated elements representing sharks, rays, bony fish, three species of turtles, two species of plesiosaurs, and at least seven species of mosasaurs. Nearly all of the amniote specimens show evidence of scavenging by sharks. 

Polcyn, M. J., Jacobs L. L., Mateus O., Schulp A. S., Strganac C., Araújo R., Graf J. F., Vineyard D., & Myers T. S. (2013).  A marine vertebrate assemblage from the Campanian-Maastrichtian boundary at Bentiaba, Angola. Geological Society of America Abstracts with Programs. Vol. 45, No. 7,


Cabinda revisited: age and environment of new Cenozoic vertebrate fossils from northern Angola
In the early 20th century, Belgian naturalists reported Paleocene and Eocene sharks, the bothremydid pleurodiran turtleTaphosphrys (formerly Bantuchelys), and a neosuchian and the dyrosaurid crocodyliform Congosaurus from coastal outcrops near Landana in the northern province of Cabinda, Angola. In 1935, rare and fragmentary mammals were reported from strata at Malembo Point, south of Landana, and originally considered to be Miocene in age. 

Jacobs, L. L., Myers T. S., Gonçalves A. O., Graf J. F., Jacobs B. F., Kappelman J. W., Mateus O., Polcyn M. J., Rasbury E. T., & Vineyard D. P.(2013).  Cabinda revisited: age and environment of new Cenozoic vertebrate fossils from northern Angola. Geological Society of America Abstracts with Programs. Vol. 45, No. 7.


Late Cretaceous marine reptiles and cooling at the South Atlantic coast inferred through stable oxygen isotopes of Inoceramus from the Namibe Basin, Angola

Strganac, C., Jacobs L. L., Ferguson K. M., Polcyn M. J., Mateus O., Schulp A. S., & Morais M. L. (2013).  Late Cretaceous marine reptiles and cooling at the South Atlantic coast inferred through stable oxygen isotopes of Inoceramus from the Namibe Basin, Angola. Geological Society of America Abstracts with Programs. Vol. 45, No. 7.

The opening of the South Atlantic Ocean enhanced global ocean circulation and contributed to the transition from warmer temperatures during the middle Cretaceous to cooler climates characterizing much of the Cenozoic. We present δ18O values derived from bivalve shells to elucidate nearshore temperature change in southern Angola during the Late Cretaceous development of the South Atlantic Ocean. Inoceramus and other bivalve shells were recovered from marine sediments at Bentiaba, Angola, that overlie non-marine redbeds deposited during the initial rifting of Africa and South America. The section is anchored by a radiometric age of 84.6 Ma on an intercalated basalt and the δ13C stratigraphy derived from shells is correlated to global carbon isotope events from the Late Cenomanian to Early Maastrichtian. The δ18O stratigraphy derived from shells indicate an overall increase from -4.5‰ in the Late Cenomanian to -1.2‰ in the Late Campanian, which is a similar trend observed in oxygen isotopes in foraminifera globally. Assuming a constant oceanic δ18O value, the change in oxygen isotopes reflects cooling of ~15° for the shallow marine environment at Bentiaba. Early to Late Campanian inoceramids yield the highest δ18O values, between -1‰ to -2‰, and are offset by about +1‰ from published records for benthic foraminifera and bathyal Inoceramus at Walvis Ridge. This offset in δ18O values indicate a temperature difference of ~5° between coastal and deeper water offshore Angola prior to the latest Campanian. The stratigraphic distribution of marine reptile fossils coincides with cooler temperatures at Bentiaba implied by more positive δ18O values derived from bivalves. A diverse marine reptile fauna has been recovered from Bench 19 that was deposited at the Campanian-Maastrichtian Boundary during a time of increased global ocean connectivity and circulation of cooler productive high latitudinal waters. This pattern aligns with the larger context of the mosasaur record, which indicates productivity driven evolution accompanied by an increase in size disparity, in diversity, and in niche differentiation.


O Projecto PaleoAngola envolve várias instituições científicas entre as quais:
  • Southern Methodist University, Dallas, EUA
  • Depart. de Ciências da Terra, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa,
  • Natuurhistorisch Museum Maastricht, Maastricht, Netherlands, 
  • Faculdade de Ciências, Universidade Agostinho Neto,Angola
  • Museu da Lourinhã

Estes e outros artigos sobre Angola estão disponíveis aqui.

sábado, setembro 07, 2013

Strati 2013- fotos da saída de campo

Decorreu em Lisboa em Julho passado, o Strati 2013, o 1º Congresso Internacional de Estratigrafia, e organizado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Nova. Teve a representação de mais de quatro dezenas de países que apresentação cerca de 300 comunicações científicas. Um sucesso!

O congresso tinha várias visitas de estudo (fieldtrips) e a mais orientada para os dinossauros era a "Upper Jurassic to Lowermost Cretaceous of the Lusitanian Basin, Portugal - landscapes where dinosaurs walked" organizada por Octávio Mateus (FCT-UNL), Jorge Dinis (FCT-UC) e Pedro Proença e Cunha (FCT-UC).

Referência bibliográfica:
Mateus, O., Dinis, J, & Cunha P. P. (2013). Upper Jurassic to Lowermost Cretaceous of the Lusitanian Basin, Portugal - landscapes where dinosaurs walked. Ciências da Terra. special no. VIII,


Fotografia de grupo










Imagens por O. Mateus, Valentina Mantsurova, e Hernitz-Kučenjak Morana.

sexta-feira, setembro 06, 2013

Reportagem SIC sobre terópode articulado

Vídeo da reportagem SIC de 5.9.2013 sobre terópode articulado descoberto no Jurássico Superior da Lourinhã


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quinta-feira, setembro 05, 2013

Fotos da campanha de verão... recolhendo uma pegada gigante

Estas são algumas imagens da campanha de paleontologia de Verão, na Lourinhã.


Recolhendo uma pegada gigante.