domingo, março 31, 2013

Azulejos com répteis mesozóicos no Campo Grande, Lisboa

Quem gosta da temática dos dinossauros na arte e cultura pode observar no viaduto que percorre o Campo Grande, em Lisboa,  os pilares com azulejos deveras interessantes, assinados por Eduardo Nery (1936-2013) em 1998. Três dos painéis têm motivos mesozoicos, com mosassauros, plesiossauros e dinossauros (um anquilossauro).

Azulejos com temática mesozoica em Lisboa






segunda-feira, março 18, 2013

Bolsas de Investigação 2013





Duas Bolsas de Investigação para licenciados em Paleontologia: Projecto DINOEGGS - Ovos e embriões de dinossauros de Portugal

Encontra-se aberto concurso para a atribuição de duas Bolsas de Investigação para licenciados, no âmbito do projecto de I&D “DINOEGGS - Ovos e embriões de dinossauros de Portugal: implicações paleobiológicas e enquadramento paleoambiental” PTDC/BIA-EVF/113222/2009, financiado por fundos nacionais através da FCT/MEC (PIDDAC) nas seguintes condições:

Área Científica: Ciências da Vida; Ciências da Terra
Requisitos de admissão: Os candidatos devem possuir Licenciatura em Geologia, Biologia, Geoquímica, ou áreas afins ao plano de trabalhos citado abaixo. Dominar língua inglesa.
Plano de trabalhos: As tarefas estão relacionadas com a paleontologia de vertebrados, nomeadamente com o estudo de ovos e ossos de dinossauros, respectiva geoquímica, estratigrafia, morfologia, e sistemática. Em acréscimo, as tarefas das duas bolsas são, em parte, semelhantes, com uma especialização na geoquímica (B1) e imagiologia (B2) aplicadas à paleontologia.
  1. (BI) Bolsa de Investigação (Lic.) B1: Estratigrafia, análise de isótopos, preparação laboratorial de fósseis, trabalho de campo de prospecção e recolha de fósseis, preparação de lâminas e análise de histologia de cascas de ovos.
  2. (BI) Bolsa de Investigação (Lic.) B2: Análise de dados de tomografia e imagiologia, preparação laboratorial de fósseis, trabalho de campo de prospecção e recolha de fósseis, preparação de lâminas e análise de histologia de cascas de ovos
Legislação e regulamentação aplicável: Lei Nº. 40/2004, de 18 de Agosto com a redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei Nº 202/2012 de 27 de Agosto (Estatuto do Bolseiro de Investigação Científica); Regulamento de Bolsas de Investigação da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P. - 2012 e Regulamento de bolsas da Fundação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Local de trabalho: Os trabalhos serão desenvolvidos no Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e no Museu da Lourinhã sob a orientação científica do Doutor Octávio Mateus.

Duração das bolsas: As bolsas terão a duração de 6 meses, com início previsto em Abril de 2013. Os contratos de bolsa poderão ser eventualmente renovados dentro da vigência do projecto.

Valor do subsídio de manutenção mensal: O montante das bolsas corresponde a 745€, conforme tabela de valores das bolsas atribuídas directamente pela FCT, I.P. no País (http://alfa.fct.mctes.pt/apoios/bolsas/valores), sendo o pagamento efectuado mensalmente por transferência bancária.

Métodos de selecção: Os métodos de selecção a utilizar serão os seguintes: trabalhos de investigação anteriores na área (30%), classificação curricular (30%) e motivação (20% ). Serão seleccionados para eventual entrevista os candidatos que obtenham as melhores classificações na avaliação curricular. A fluência em língua inglesa (20%) será avaliada em entrevista.

Composição do Júri de Selecção: Doutor Octávio Mateus (Presidente), Doutor Rui Martins e Doutor José Carlos Kullberg (Vogais Efectivos), Prof. Doutor João Pais e Profª Doutora Ausenda Albino (Vogais Suplentes).

Forma de publicitação/notificação dos resultados: Os resultados finais da avaliação serão publicitados, através de lista ordenada por nota final obtida e afixados em local visível e público do Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, sendo os candidatos aprovados notificados através de e-mail.

Prazo de candidatura e forma de apresentação das candidaturas: O concurso encontra-se aberto no período de 29/03/2013 a 12/04/2013. As candidaturas devem ser formalizadas, obrigatoriamente, através do envio de carta de candidatura acompanhada dos seguintes documentos: Curriculum Vitae, Carta(s) de Recomendação(s), e outros documentos considerados relevantes. Poderá incluir PDF ou URL de trabalhos publicados (se aplicável). As candidaturas deverão ser enviadas por correio electrónico para Doutor Octávio Mateus (omateus@fct.unl.pt) com indicação do seguinte assunto: “Candidatura a Projecto Dinoeggs”.

quarta-feira, março 13, 2013

Mark Norell (AMNH) na FCT-UNL dia 21 de Março




Um dos mais destacados paleontólogos mundiais, Mark Norell, vai estar em Portugal e fará uma palestra na FCT-UNL, integrado no Mestrado em Paleontologia.

21 de Março | 14:30h

Auditório da Biblioteca da FCT/UNL
Entrada Livre 
Palestra: The assembly of birds new clues from the fossil record

Orador: Mark Norell

Moderador: Professor Octávio Mateus


Siga a palestra através de vídeo-difusão em: http://elearning.fct.unl.pt/webcast-assembly-of-birds.html



Morada:
Auditório da Biblioteca da FCT/UNL
Faculdade de Ciências e Tecnologia / UNL
Campus de Caparica
2829-516 Caparica
Coordenadas GPS 38º 39' 36'' N/ 9º 12' 11'' W
Mais info: Blogue da Biblioteca FCT/UNL

Paleontólogo Mark Norell (AMNH)


Mark A. Norellnascido a 1957, é um paleontólogo norte-americano de renome mundial.
Investigador associado do Museu Americano de História Natural (AMNH), Nova York, onde dirige a divisão de paleontologia.
É Doutor em ciências pela Yale University (1988), prémio John Spanger Nichols para a melhor tese.
Mark Norell (Créditos das imagemaqui)

De entre os paleontólogos vivos, é reconhecidamente um dos mais citados no que respeita a vertebrados.

É conhecido por ter descoberto o primeiro embrião de terópode, no deserto de Gobi, Mongólia, e pela descrição de dinossauros com penas.
Publica regularmente nas principais revistas científicas da especialidade (com honras de capa na “Science" "Nature”).
Na categoria “histórias de ciência”, consta do top-10 da revista Time, nos anos de 1994 e 1996, e do top-50 da revista Discovery, nos anos 1993, 1994, 1996, 1998 e 2001.
Está evidenciado nas listas: "Who's Who in Science and Engineering" (desde 1993), "Who's Who in America" (desde 1995) e "American Men and Women of Science" (desde 1995).
Dos prémios que recebeu, destacam-se: Orbis Pictus (2000), New York City Leader of the Year (1998), Scientific American's Young Readers Book of the Year (1995).

É membro do Explorer's Club e da Willi Hennig Society e já apelidado pelo Wall Street Journal como "the coolest dude alive".

Mark Norell vem a Portugal dia 21 de Março (14:30) dar uma palestra na FCT-UNL

Mais informações:
Página de Mark Norell na Wikipédia.

Artigos de Mark Norell mais citados:
  • A nesting dinosaur. Nature
  • Important features of the dromaeosaurid skeleton. American Museum Novitates
  • Two feathered dinosaurs from northeastern China. Nature
  • Taxic origin and temporal diversity: the effect of phylogeny
De acordo com o Google Citation, Mark Norell tem um índice h: 50; 7326 citações, e 232 publicações (em Março 2013).
Imagem: daqui

terça-feira, março 12, 2013

Próximas palestras sobre dinossauros (Março e Abril 2013)


Temos uma série de eventos que incluem palestras e actividades sob alçada de diferentes organizações, a começar já amanhã:


13 de Março - Ossos e ovos do ofício
14:30 - Palestra por Octávio Mateus (FCT-UNL), na Universidade de Évora (Sala de Conferências da Mitra)

16 de Março - Mexe nos fósseis 
15:00 - Workshop para jovens 10-13 anos integrado no dia da evolução. Lisboa (Pavilhão do Conhecimento)
Mais informação neste link

21 de Março - Evolução e origem das aves
14:30 - Palestra por Mark Norell (AMNH), na Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNL, Caparica (Biblioteca)

2 de Abril
II Alumni meeting de Biologia da Universidade de Évora (UE)

15 de Abril 
14:00: Escola Ciência Viva, Pavilhão do Conhecimento, Lisboa

20 de Abril
16:00 - Conversa "dinossauros portugueses" por Octávio Mateus, no Museu da Lourinhã associado à exposição "T.rex, quando as galinhas tinham dentes".

As entradas são livres.



segunda-feira, fevereiro 25, 2013

Candidatura da Arrábida a Património Mundial

Contributo do património geológico e geomorfológico na candidatura da Arrábida (Portugal) a Património Mundial Misto


Geologia da Arrábida (fonte: Powerpoint da apresentação por Kullberg et al 2012)
Por Kullberg et al. (2012):
Adaptando os conceitos originais de Paul Choffat - geólogo - e Orlando Ribeiro - geógrafo -a Arrábida pode ser definida como uma pequena cordilheira situado na parte meridional da Península de Setúbal (uma faixa de 6 km com 35 km de extensão), em Portugal, onde afloram em continuidade rochas predominantemente carbonatadas de praticamente todo o Mesozóico. É também local de extrema relevância relativamente à flora e a ecossistemas únicos no Planeta. Para além dos valores naturais, os culturais testemunham uma ocupação desde o Paleolítico Inferior até aos primórdios da nacionalidade, no conturbado início do 2º milénio d.C. com as reconquistas aos muçulmanos. A História e a ocupação do território estão indissociável e harmoniosamente associadas com o meio natural, através das tradições no uso e ocupação das terras e dos próprios credos, lendas e poesia. A Geologia - rochas e processos - e as formas que ela condicionou, estão também na origem de muitos destes valores culturais. Por esta diversidade e quantidade de valores excepcionais, únicos a nível mundial, a Arrábida encontra-se actualmente em processo de pré-candidatura à UNESCO a Património Mundial (Misto) da Humanidade, com base nos critérios culturais (4, 6) e naturais (7, 8, 9 e 10), reunidos através de um suporte de SIG's. A Arrábida está localizada na área mais meridional da Bacia Lusitaniana, a única bacia do Atlântico Norte que expõe à superfície toda a sequência de rifting anterior à oceanização e consequente separação entre as placas da América do Norte a da Eurásia. Mas é na Arrábida que se encontra praticamente toda a sucessão mesozóica em contínuo, devido à inversão tectónica resultante da colisão entre a África e a sub-placa ibérica durante o Cenozóico de que resultou a própria cordilheira actual. Por isso apresenta uma variedade notável de estruturas e litologias únicas ou extremamente raras resultantes dum conjunto de processos geológicos que testemunham, sucessivamente: 
1º) a evolução, desde o Triásico até ao Cretácico inferior, do rift intracontinental relacionado com as primeiras fases de fragmentação da Pangeia; 
2º) vulcanismo em margem passiva, durante o Cretácico terminal; 
3º) diapirismo associado àquele vulcanismo; 
4º) inversão tectónica relacionada com a proximidade do limite convergente entre as placas Africana e Euroasiática, principalmente durante o Cenozóico; 
5º) a consequente formação de relevos na Meseta Ibérica e estruturação de grandes redes de drenagem intracontinentais; 
6º) o modelado recente das formas do terreno, em parte controlado por movimentos de neo-tectónica, e também por variações eustáticas quaternárias, pelo menos nas regiões litorais da MOI. 

Através de ocorrências únicas de que se realçam apenas três, a Geologia está intimamente relacionada com aspectos culturais da região, nomeadamente: 
1- o conjunto de pegadas de dinossauros de Pedra da Mua com a lenda de Nª Senhora do Cabo Espichel; 
2- a Brecha da Arrábida com um dos desenvolvimentos do estilo Manuelino e 
3- a cordilheira da Arrábida no seu todo, mas em particular a Serra do Risco, "a onda da Arrábida" eternizada pela poesia de Sebastião da Gama.



Kullberg, J. C., Pais J., Almeida J. A., & Mateus O. (2012).  Contributo do património geológico e geomorfológico na candidatura da Arrábida (Portugal) a Património Mundial Misto. 46º Cong. Brasileiro Geologia / 1º Cong. Geologia Países Língua Portuguesa. , Set-Oct 2012, Santos (Brasil)

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

O caso da misteriosa Baleia-franca-pigméia


A única espécie viva da família de baleias Neobalaenidae é a Baleia-franca-pigméia (Caperea marginata) e também os fósseis são raríssimos. A sua origem continua envolta em mistério.


Caperea marginata (source: Wikipedia)

Através do trabalho de campo em  Angola, sob os auspícios do Projecto PaleoAngola, recolheram-se cetáceos fósseis em depósitos do Miocénico, oferecendo novos perspectivas sobre a diversificação inicial dos cetáceos ao longo da costa oeste africana.
Entres eles, dois novos taxa de baleias misticetes (baleias de barba): um dos exemplares (PA 165) compreende um crânio incompleto e vértebras, enquanto que o outro exemplar (PA 166) compreende um crânio parcial articulado incluindo a região posterior e incluindo as nasais. 
Ambos os espécimes foram recuperados a partir de aquilo que parece ser a formação Luanda, um arenito calcário de idade Miocénico. A análise filogenética indica que estes fósseis representam dois novos taxa aninhados com Caperea marginata, a baleia-franca pigméia, na família Neobalaenidae, uma família restrita a uma espécie actual que habita águas frias temperaturas do hemisfério sul. 
Neobalaenidae é um grupo irmão Eschrichtiidae e Alaenopteridae. Estes novos taxa são os únicos representantes conhecidos fósseis da família, que triplica a diversidade conhecida, e alarga a cronologia para o Miocénico de Benguela.


Fonte:
  • Graf J, Jacobs L, Polcyn M, Mateus O, Schulp A (2011) New fossil whales from Angola. J Vert Paleontol Abstracts 2011:119  LINK
Ver também:
  • Fordyce, R. E., & Marx, F. G. (2013). The pygmy right whale Caperea marginata: the last of the cetotheres. Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, 280(1753).
  • Marx, F. G., Buono, M. R., Fordyce, R. E., & Boessenecker, R. W. (2013). Juvenile morphology: A clue to the origins of the most mysterious of mysticetes?. Die Naturwissenschaften.

quinta-feira, fevereiro 07, 2013

Empregos em Paleontologia

O site Geological Curator's Group tem um excelente portal de emprego para a área da conservação em paleontologia, e existem alguns empregos interessantes:


National Museum, Cardiff
Geology Facilitator, Clore Discovery CentreSalary: £22,448.26 - £28,911.21 per annum (pro rata)Contract up to December 2013 (maternity cover) - 30 hours per weekSource: Leicester Museum Studies Jobsdesk

The Natural History MuseumHead of Department, Department of Earth SciencesVacancy reference: NHM/HES/GSPermanent positionSalary: £50,776 to £84,735 plus £10,000 HoD allowance per annumSource: NHM Current Vacancies

Royal Tyrrell MuseumPreparation Lab and Field TechnicianSalary is based on experience and education applicable to each position.Seasonal: May 1 to August 31, 2013Source: Canadian Heritage Information Network

Glasgow LifeCurator (Geology)Salary: £24,909.23 - £29,328.94Full timePermanentRef: GLA001670Source: Personal communication

British Geological SurveyConservatorSalary: £19,540 - £23,150 paContract Type: Open-EndedFull time (37h per week)Reference number: IRC82411Source: GCG Jisc Mailing List

Royal Ontario MuseumMineralogistFull TimeSalary and years in rank are commensurate with experience, as stipulated in the Collective Agreement between the ROM and ROM Curatorial Association.Source: ROM Jobs

Natural History Museum of DenmarkCollections ManagerSalary and employment conditions are in accordance with the collective agreement between the Ministry of Finance and the Danish Academic Trade Union. It is possible to negotiate additional salary according to documented previous experience and special qualifications.Source: Global Museum Jobs

American Museum of Natural HistoryAssistant Curator of Invertebrate PalaeontologySource: Palaeonet jobs

Natural History Museum of Los Angeles CountyPreparatorFull timeSalary is commensurate with experienceSource: NHM jobs

San Diego Natural History MuseumReport Writer- Department of PaleoServicesSalary: annual salary range $45,000 to $53,000Source: San Diego Natural History Museum Employment

Denver Museum of Nature and ScienceVice President of Research and CollectionsJob reference: 309Full timeSource: SPNHC jobs

Harvard Mineralogical and Geological MuseumInternships Opportunities2 x part-time internship opportunitiesSource: Work@theMGMH

Florida Museum of Natural HistoryCuratorial Assistant [preliminary announcement]Full time (40 hours per week)Temporary: 2 year contractStarting May 1st / July 1st 2013
Source: Global Museum Jobs

Quando as galinhas tinham dentes e os porcos tiverem asas - Ciclo de Conversas


Vai decorrer uma série de palestras num Ciclo de Conversas associado à exposição "T.rex, quando as galinhas tinham penas" que está patente no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

Eu irei participar com uma conversa sobre "Dinossauro Portugueses", dia 20 de Abril | Museu da Lourinhã


Dinossauros portugueses 
com Octávio Mateus (FCT-UNL + Museu da Lourinhã)

Há 150 milhões de anos, a região que conhecemos hoje como Portugal era muito diferente. Os dinossauros dominavam. Lourinhanosaurus e Lusotitan de pescoços e caudas compridos e Miragaia com espigões assustadores são alguns exemplos de dinossauros encontrados na Região Oeste, para além de ovos e embriões únicos. A conversa será seguida de uma visita ao Museu da Lourinhã e aos seus laboratórios.

Mais informações: geral@museulourinha.org | 261 414 003




23 de Fevereiro | Museu Nacional de História Natural e da Ciência
Dinossáurios, expedições, museus: histórias contadas e por contar, com Bruno Ribeiro, Pedro Dantas e Vanda Santos (MNHNC)
23 de Março | Museu Geológico
Quem diz que as rochas não falam?, com Miguel Ramalho (Museu Geológico)
20 de Abril | Museu da Lourinhã
Dinossauros portugueses , com Octávio Mateus (FCT/UNL + Museu da Lourinhã)

25 de Maio | Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva 
O nosso património paleontológico, com Galopim de Carvalho e Sofia Castel-Branco da Silveira (ICNF)

22 de Junho | Núcleo Arqueológico do Castelo de S. Jorge
O futuro humano: sobrevivência ou convivência? com Alexandre Quintanilha (Univ. Porto), António Bracinha Vieira (CFCUL), Boaventura de Sousa Santos (CES), Isabel Allegro de Magalhães (FCSH-UNL), João Seixas (ICS-UL) e Teresa Pizarro Beleza (FD-UNL).

Programa completo [PDF]

domingo, dezembro 16, 2012

Kaatedocus: Nova espécie de dinossauro descrita por paleontólogos da Faculdade de Ciências e Tecnologia (UNL) e Museu da Lourinhã




Nova espécie de dinossauro descrita por paleontólogos da Faculdade de Ciências e Tecnologia (UNL) e Museu da Lourinhã


Chama-se Kaatedocus siberi e é o mais recente dinossauro descrito pelos paleontólogos da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã. Este dinossauro jurássico foi escavado por uma equipa suíça, em 1991, liderada por Hans-Jakob "Kirby" Siber , no Wyoming, nos Estados Unidos, mas estudado por dois paleontólogos destas instituições portuguesas: o suíço Emanuel Tschopp e o português Octávio Mateus. Ambos os paleontólogos colaboram há vários anos com  o Sauriermuseum Aathal, Suíça, pelo que foram escolhidos para estudar os dinossauros saurópodes.

Semelhante ao famoso dinossauro Diplodocus, esta nova espécie é mais  antiga e mais pequena, o que justifica o nome Kaatedocus, que alude ao um pequeno Diplodocus, já que Kaate é um diminutivo na língua dos nativos americanos Crow. O nome foi escolhido em homenagem aos habitantes daquela região do Wyoming.
Os saurópodes diplodocídeos estão entre os dinossauros mais emblemáticos. Com seus pescoços e caudas muito alongados, apresentam a forma de corpo típico de saurópodes. Além dos populares e bem conhecidos Diplodocus e Apatosaurus, são já conhecidos outros géneros. Atualmente, há 12 a 15 espécies diferentes consideradas válidas, incluindo a espécie portuguesa Dinheirosaurus  lourinhanensis, descoberta na Lourinhã nos anos 80. O Dinheirosaurus tinha cerca de 25 metros de comprimento e o Kaatedocus tinha entre 12 e 14.
A grande maioria das espécies de diplodocídeos é oriunda do Jurássico da Formação de Morrison, Oeste dos EUA. O Kaatedocus, porém, foi encontrado mais a Norte e é ligeiramente mais antigo do que os restantes, sendo, por isso, um elemento importante para compreender a evolução desta família.
Deste dinossauro foram recolhidos o pescoço e o crânio, em excelente estado de conservação, que estão agora em exposição no Museu de Dinossauros de Aathal, na Suíça.
A descrição da nova espécie, que constituiu um avanço significativo na compreensão da família dos diplodocídeos, consta de um artigo publicado na ultima edição online do reputado Journal of Systematic Palaeontology.
Kaatedocus siberi, por Davide Bonadonna
O paleontólogo Octávio Mateus já descreveu várias novas espécies e géneros de dinossauros, incluindo saurópodes em quatro continentes como o LusotitanDinheirosaurus ou Europasaurus, na Europa, Angolatitan em África, Tangvayosaurus na Ásia e agora o Kaatedocus na América do Norte. É o orientador de doutoramento de Emanuel Tschopp, na Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.


sábado, dezembro 15, 2012

Kaatedocus... um nova espécie de dinossauro




Tschopp, E., & Mateus O. (2012).  The skull and neck of a new flagellicaudatan sauropod from the Morrison Formation and its implication for the evolution and ontogeny of diplodocid dinosaurs. Journal of Systematic Palaeontology

quinta-feira, novembro 22, 2012

Projecto PalNiassa: Nelson Nhamutole no Museu da Lourinhã e Salimo Murrula na Universidade do Minho (by Ricardo Araújo)

O novo estagiário Moçambicano chegou a Portugal no início do mês de Novembro e iniciará agora a sua formação como preparador de fósseis durante um ano no Museu da Lourinhã. Salimo Murrula, por sua vez, tendo terminado a sua formação como preparador, ingressou na Licenciatura de Geologia na Universidade do Minho. Ricardo Araújo

sexta-feira, novembro 09, 2012

Foto do dia: afloramentos jurássicos

Afloramentos jurássicos em Vale Pombas, a norte da Lourinhã

quinta-feira, novembro 08, 2012

Palestra "Dinossauros da Lourinhã na Amadora" - 17 de Novembro




No âmbito da exposição "Dinossauros da Lourinhã na Amadora" que decorre no Núcleo Museográfico do Casal da Falagueira"realizar-se-á no próximo dia 17 de novembro (sábado), com a colaboração do Museu da Lourinhã, uma palestra subordinada ao tema da exposição e será proferida pelo Paleontólogo Octávio Mateus. Esta decorrerá no auditório da Biblioteca Piteira Santos e terá início às 12.00h.
A exposição está patente até dia 15 de dezembro.




Mais informações:
Museu Municipal de Arqueologia - Núcleo Museográfico do Casal da Falagueira  museu.arqueologia@cm-amadora.pt ou para o nº 214 369 090
ou
Museu da Lourinhã www.museulourinha.org

quarta-feira, novembro 07, 2012

Um osso quadrado... uma problemática bicuda!

É um osso curioso, o quadrado! Apesar do nome... não é quadrado! Nos répteis é o osso do crânio que faz a articulação com a mandíbula e por isso tem uma série de funcionalidades motoras às quais acumula funções na audição. Nos mamíferos, o quadrado transformou-se num dos ossículos de ouvido.

O estudante de doutoramento Christophe Hendrickx está a estudar a evolução do aparelho bocal do dinossauros carnívoros e dedicou muito tempo a observar o osso quadrado.
Divulga-se aqui dois resumos apresentados em congressos internacionais:
Referências
Hendrickx, C., Araújo, R. & Mateus O. (2012). The nonavian theropod quadrate: systematics usefulness, major trends and phylogenetic morphometrics analysis. : Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2012, p.110. ISSN 1937-2809 PDF

Hendrickx, C., & Mateus O. (2012). Ontogenetical changes in the quadrate of basal tetanurans.. 10 th Annual Meeting of the European Association of Vertebrate Paleontologist ¡Fundamental! . 20, 101-104. PDF


Abstract:
The quadrate in nonavian theropods is incredibly diverse morphologically; however this morphological disparity has been underestimated for taxonomic purposes. The quadrate topological homologies and anatomy, as well as the terminology, among nonavian theropod clades are reviewed. In order to evaluate the phylogenetic potential and investigate the evolutionary transformations of the quadrate, we conducted a Catalano-Goloboff phylogenetic morphometric analysis using 3 morphometric characters, a total
of 28 landmarks coded for 23 taxa, as well as a cladistic analysis using 115 discrete quadrate-related characters coded for 43 taxa. The cladistic analysis provides a fully resolved tree mirroring the current classification of nonavian theropods. The quadrate morphology by its own provides a wealth of data with strong phylogenetic signal. Several unambiguous synapomorphies support nonavian theropod relationships and the resulting consensus tree allows inference of major trends in the evolution of this bone. Important
synapomorphies include: for Abelisauridae, a lateral ramus extending to the ectocondyle; for Tetanurae, the absence of the lateral process; for Spinosauridae, a medial curvature of the ventral part of the pterygoid ramus occurring just above the mandibular articulation; for Neotetanurae, an anterior margin of the pterygoid flange formed by a roughly parabolic margin; and for Tyrannosauroidea, a semi-oval pterygoid flange shape in medial view. The Catalano-Goloboff phylogenetic morphometric analysis reveals two main morphotypes of the mandibular articulation of the quadrate linked to function. The first morphotype, characterized by an anteroposteriorly broad mandibular articulation with two ovoid/ subcircular condyles roughly subequal in size, is found in Ceratosauria, Tyrannosauroidea and Oviraptorosauria. This morphotype allows a very weak displacement of the mandible laterally. The second morphotype is characterized by an elongate and anteroposteriorly narrow mandibular articulation and a long and parabolic/sigmoid ectocondyle. Present in Megalosauroidea, Carcharodontosauridae and Dromaeosauridae, this morphotype permits the lower jaw rami to be displaced laterally when the mouth opened.

segunda-feira, novembro 05, 2012

Embriões de dinossauro, de Paimogo, Lourinhã


O Mesozóico de Portugal tem mostrado uma diversidade de abundância de fósseis de dinossauros e outros vertebrados. Ossos, ovos, embriões, pegadas, pele, coprólitos, e gastrólitos são algumas das descobertas que enriquecem lista de achados na Bacia Lusitânica, sobretudo do Jurássico Superior da Formação da Lourinhã.
Várias espécies únicas sublinham a importância, que acompanhadas com a ocorrência de ovos, ninhos e embriões, como no caso do terópode Lourinhanosaurus antunesi, permitem compreender mais sobre a reprodução, comportamento, crescimento, metabolismo e evolução dos dinossauros.

Parte deste trabalho foi apresentado no congresso Society of Vertebrate Paleontology Meeting, e o resumo é o seguinte:



Referência:
Mateus, O., Carrano, M.T., Taquet P. (2012). Osteology of the embryonic theropods from the Late Jurassic of Paimogo, Portugal. Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2012, p.137. ISSN 1937-2809. 137.

Resumo / Abstract:
Osso de embrião
Among the more than one dozen dinosaur egg- and eggshell-bearing localities in the Upper Jurassic Lourinhã Formation of Portugal (upper Kimmeridgian–Tithonian), the nest from Paimogo was the first to be found and remains the largest and most significant. Located within the Amoreira-Porto Novo Member (uppermost Kimmeridgian), this nest has yielded about 300 embryonic bones and bone fragments identified as belonging to a theropod dinosaur.

The Paimogo nest comprised about 100 eggs (or eggshell concentrations that represented individual eggs), but much of the nest had been eroded, indicating that an even greater number of eggs would have been present originally. There is no clear nest structure, but eggs are more highly concentrated in the center, along with the majority of embryonic bones (suggesting a more advanced ontogenetic stage). All the eggs were crushed, but despite this compression, some eggs are complete and retain embryonic bones inside.
The embryonic anatomy is has been favorable compared to the holotype of Lourinhanosaurus antunesi Mateus 1998 from the same stratum and region. However, most Lourinhanosaurus autapomorphies are in the pelvis and vertebral laminae, rarely preserved in the embryos, making their positive identification more difficult. A single autapomorphy is present in both subadult and embryo: a medial condyle of the tibia that is half the transverse width of the fibular condyle. Other contemporary theropods differ from the embryos in specific details: the embryonic maxilla lacks an antorbital fenestra (present in Allosaurus), the ilium lacks a vertical ridge (present in Aviatyrannis), and the tibial cnemial crest is short (unlike Ceratosaurus). One other nest with embryo from Lourinhã area, in Porto das Barcas has been provisionally ascribed to Torvosaurus. This embryos specimen are much larger in size, and the eggshell structure is entirely different. If such ascription of Porto das Barcas embryos is correct, then Paimogo embryos cannot be Torvosaurus.
In general, the embryos are morphological miniatures of the adults, fully equipped for predation of small prey, and thus may have been precocial (i.e. relatively mature and mobile from the moment of birth or hatching). The teeth have large denticles on the distal carina only and bear some resemblance to those of more derived theropods, suggesting a role for pedomorphosis in theropod evolution.



sábado, novembro 03, 2012

Coprólitos da Gronelândia


A nossa expedição à Gronelândia em Julho passado descobriu uma grande quantidade de fósseis que agora aguardam estudo. Um dos artigos mais imediatos sobre as descobertas é relativo a excrementos fósseis (coprólitos). E sim, eu sei que podemos fazer muitas piadas sobre este tipo de investigação!


Artigo:
Milàn, J., Clemmensen L. B., Adolfssen J. S., Estrup E. J., Frobøse N., Klein N., Mateus O., & Wings O. (2012).  A preliminary report on coprolites from the Late Triassic part of the Kap Stewart Formation, Jameson Land, East Greenland. New Mexico Museum of Natural History and Science, Bulletin. 57, 203-205.


Abstract: The basal part of the Triassic-Jurassic (Rhaetian-Sinemurian) Kap Stewart Formation, exposed at Jameson Land, East Greenland, yields an extensive coprolite collection from black, parallel-laminated mudstone ("paper shale"), representing an open lacustrine system. Preliminary investigations show three different types of coprolites: elongated cylindrical masses, composed of irregularly wrapped layers; elongated cylindrical masses with constriction marks; and spirally-coiled specimens.








Idade dos dinossauros e outros vertebrados do Jurássico Superior de Portugal

O Jurássico Superior (163.5 a 145.0 Milhões de anos) é claramente o período de tempo sobre o qual temos mais vestígios de dinossauros em Portugal. Mas esta época representa 17.5 milhões de anos pelo é importante melhorar a resolução destas idades e compreender a correlação estratigráfica dos achados. Esse trabalho, desenvolvido por Vasco Ribeiro e por mim, foi apresentado no congresso Society of Vertebrate Paleontology Meeting.

Este é o resumo:

Chronology of the Late Jurassic dinosaur faunas, and other reptilian faunas, from Portugal

The chronostratigraphy of Late Jurassic vertebrates from Portugal, including those from the Lourinhã Formation, which is known for its rich vertebrate fauna, is poorly understood due to the continental nature of the sediments and the diachrony of the lithostratigraphic units. 
Recent results using Sr87/86 isotopes confirmed the position of the Kimmeridgian-Tithonian boundary (150.8 Ma) in the Lusitanian Basin central sector. This boundary, within a marly layer representative of the more southernly limestone Farta Pão Formation, lies within the siliciclastic Lourinhã Formation and is assumed to be the transgressive upper Kimmeridgian -lower Tithonian event. The most productive vertebrate-bearing Upper Jurassic formations in Portugal are: the Alcobaça Formation, Lourinhã Formation (divided into the Amoreira-Porto Novo, Sobral, Bombarral, and Freixial (pars) members), and the Porto da Calada Formation.
The chronological range (given by biostratigraphy, eustatic curves, general regional context, and calibrated by strontium isotope curves) for important Portuguese specimens of chelonians, pterosaurs, dinosaurs, crocodylomorphs, and other reptilians is as follows: 
Early (to late?) Kimmeridgian (Alcobaça Beds Formation): Theriosuchus guimarotae, Machimosaurus hugii, Goniopholis baryglyphaeus, Lusitanisuchus mitrocostatus, Phyllodon henkeli, Parviraptor estesi, Marmoretta sp., Aviatyrannis jurassica.
Late Kimmeridgian (Lourinhã Formation, Amoreira-Porto Novo Member): Selenemys lusitanica, Plesiochelys sp., Cteniogenys reedi, Lusitanisuchus mitrocostatus, Rhamphorhynchus sp., Dracopelta zbyszewskii, Miragaia longicollum, Trimucrodon cuneatus, Camptosaurus aphanoecetes, Dinheirosaurus lourinhanensis, Turiasaurus sp., Ceratosaurus nasicornis, Torvosaurus aff. tanneri.
Around the Kimmeridgian/Tithonian boundary (Sobral Member): Selenemys lusitanica, Plesiochelys sp., Machimosaurus hugii, Rhamphorhynchus sp., Lourinhanosaurus antunesi, Lusotitan atalaiensis, Lourinhasaurus alenquerensis, Dryosaurus sp., cryptoclidid plesiosaur.
Early Tithonian (Sobral Member): Plesiochelys sp., Miragaia longicollum.
Upper early Tithonian (Bombarral Member): Plesiochelys sp., Allosaurus europaeus, Draconyx loureiroi, Stegosaurus sp.
Late Tithonian (Freixial Member): Plesiochelys sp., Theriosuchus sp. B, Ornithopoda sp. B. 
Despite the fragmentary occurrences of certain taxa, the chronology of some vertebrates seem to be age-restricted, and can thus be used for biostratigraphy. There is a peak of vertebrate fossil diversity and abundance near the Kimmeridgian/Tithonian boundary and a decline towards the end of the Tithonian. Is not yet understood if such trend represents true
diversity/abundance in the Jurassic or if it is caused by any geologic and taphonomic bias.



Ribeiro, V. Mateus O. (2012).  Chronology of the Late Jurassic dinosaur faunas, and other reptilian faunas, from Portugal. Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2012, p. 161 ISSN 1937-2809.
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terça-feira, outubro 30, 2012

Pavilhão Cretácico: os dinossauros chegaram ao Pavilhão do Conhecimento!




Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva 


Pavilhão Cretácico: os dinossauros chegaram ao Pavilhão do Conhecimento!





O T. rex foi um dos maiores carnívoros terrestres de todos os tempos. Mas o que sabemos realmente sobre ele? Terá vivido em Portugal? Era caçador ou necrófago? Teria escamas ou penas? Como era o mundo na altura em que viveram os dinossauros e o que causou a sua extinção? Será que desapareceram todos, ou ainda haverá dinossauros por aí?

Recue até ao final do Cretácico, qualquer coisa como 66 milhões de anos, com a nova exposição temporária do Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva. T.rex: quando as galinhas tinham dentes é uma exposição concebida pelo Museu de História Natural de Londres, cuja adaptação para o Pavilhão do Conhecimento contou com o apoio científico do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, do Museu Geológico e do Museu da Lourinhã.

Tal como os verdadeiros paleontólogos, os visitantes observam fósseis, analisam dados e comparam modelos de várias espécies de dinossauros. Prepare-se para olhar nos olhos de um Tyrannosaurus rex em tamanho real, com mais de cinco metros de comprimento, e assista a cenas de enorme realismo com animais robotizados, tais como um T. rex a alimentar-se de um Triceratops ou um Ankylosaurus a defender-se com a sua impressionante cauda.

Toque num fóssil de pegada de saurópode, sinta como era a sua pele e conheça um dos maiores e mais antigos ninhos de dinossauro do mundo, que pertenceu à espécie portuguesa Lourinhanosaurus. Acredite que vai sentir-se pequenino ao lado destes gigantes!

Embarque nesta aventura e visite a exposição até Agosto de 2013. Esteja atento à programação em torno de T.rex: quando as galinhas tinham dentes, que nos próximos meses transformará o Pavilhão do Conhecimento num verdadeiro Parque Cretácico. Depois desta exposição, provavelmente não irá olhar para os dinossauros da mesma maneira.
E já agora, quando foi a última vez que comeu um dinossauro ao almoço?

Mais informações em www.pavconhecimento.pt


Os dinossauros tinham interclavículas?


Evidence for presence of clavicles and interclavicles in sauropod dinosaurs and its implications on the furcula-clavicle homology



Clavicles and interclavicles are plesiomorphically present in Reptilia. However, several groups show reduction or even loss of these elements. Crocodylimorpha, e.g., lost the clavicles, whereas dinosaurs are generally interpreted to only preserve the clavicles, the theropod furcula representing an unique case of fused clavicles. In sauropods, reports of clavicles are relatively frequent in non-titanosauriforms. These elements are elongated, curved, and rather stout bones with a spatulate and a bifurcate end. However, they were always found as single bones, and differ from the relatively short and unbifurcated clavicles found articulated with the scapulae of basal sauropodomorphs.
Elements from the Howe Quarry (Late Jurassic; Wyoming, USA) shed new light on these interpretations. Besides the elongated, curved bones (herein named morphotype A), also pairs of symmetric, L-shaped bones were recovered (morphotype B), associated with diplodocid dorsal and cervical vertebrae. Elements resembling morphotype B - articulated between the scapulae - have recently been reported from a diplodocid found near Tensleep, Wyoming. Taphonomic evidence, as well as the fact that they were preserved in symmetrical pairs, therefore implies that morphotype B represents the true sauropod clavicles.
Contrary to earlier reports, morphotype A elements from the Howe Quarry, as well as of previously reported specimens show a symmetry plane following the long axis of the elements. It is thus possible that the morphotype A elements were single bones from the body midline. The only such element present in the pectoral girdle of tetrapods are the interclavicle and the furcula. Comparison with crocodilian and lacertiform interclavicles indicates that the bifurcate end of the sauropod elements might represent the reduced transverse processes of the anterior end, and the spatulate end would have covered the coracoids or sternal plates ventrally.
The presence of both clavicles and interclavicles in the pectoral girdle stiffens the anterior trunk, and enhances considerably its stability. Such an enforcement might have been needed in diplodocids due to the strong lateral forces induced to the fore-limbs by the posteriorly placed center of mass (due to shorter fore- than hind-limbs), as well as lateral movements of the enormously elongated necks and tails. The absence of clavicles and interclavicles in titanosauriforms coincides with the development of wide-gauge locomotion style.
The presence of interclavicles in sauropods supports the recently proposed homology of the furcula with the interclavicle, instead of representing fused clavicles. Interclavicles were thus not lost, but may have remained cartilaginous or have yet to be found in basal dinosauriforms.






Tschopp, E., & Mateus O. (2012). Evidence for presence of clavicles and interclavicles in sauropod dinosaurs and its implications on the furcula-clavicle homology. Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2012, 184. ISSN 1937-2809 . 184.

http://docentes.fct.unl.pt/omateus/files/tschopp__mateus_2012_interclavicles_clavicles_svp_2012_abstract.pdf