terça-feira, outubro 30, 2012

Pavilhão Cretácico: os dinossauros chegaram ao Pavilhão do Conhecimento!




Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva 


Pavilhão Cretácico: os dinossauros chegaram ao Pavilhão do Conhecimento!





O T. rex foi um dos maiores carnívoros terrestres de todos os tempos. Mas o que sabemos realmente sobre ele? Terá vivido em Portugal? Era caçador ou necrófago? Teria escamas ou penas? Como era o mundo na altura em que viveram os dinossauros e o que causou a sua extinção? Será que desapareceram todos, ou ainda haverá dinossauros por aí?

Recue até ao final do Cretácico, qualquer coisa como 66 milhões de anos, com a nova exposição temporária do Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva. T.rex: quando as galinhas tinham dentes é uma exposição concebida pelo Museu de História Natural de Londres, cuja adaptação para o Pavilhão do Conhecimento contou com o apoio científico do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, do Museu Geológico e do Museu da Lourinhã.

Tal como os verdadeiros paleontólogos, os visitantes observam fósseis, analisam dados e comparam modelos de várias espécies de dinossauros. Prepare-se para olhar nos olhos de um Tyrannosaurus rex em tamanho real, com mais de cinco metros de comprimento, e assista a cenas de enorme realismo com animais robotizados, tais como um T. rex a alimentar-se de um Triceratops ou um Ankylosaurus a defender-se com a sua impressionante cauda.

Toque num fóssil de pegada de saurópode, sinta como era a sua pele e conheça um dos maiores e mais antigos ninhos de dinossauro do mundo, que pertenceu à espécie portuguesa Lourinhanosaurus. Acredite que vai sentir-se pequenino ao lado destes gigantes!

Embarque nesta aventura e visite a exposição até Agosto de 2013. Esteja atento à programação em torno de T.rex: quando as galinhas tinham dentes, que nos próximos meses transformará o Pavilhão do Conhecimento num verdadeiro Parque Cretácico. Depois desta exposição, provavelmente não irá olhar para os dinossauros da mesma maneira.
E já agora, quando foi a última vez que comeu um dinossauro ao almoço?

Mais informações em www.pavconhecimento.pt


Os dinossauros tinham interclavículas?


Evidence for presence of clavicles and interclavicles in sauropod dinosaurs and its implications on the furcula-clavicle homology



Clavicles and interclavicles are plesiomorphically present in Reptilia. However, several groups show reduction or even loss of these elements. Crocodylimorpha, e.g., lost the clavicles, whereas dinosaurs are generally interpreted to only preserve the clavicles, the theropod furcula representing an unique case of fused clavicles. In sauropods, reports of clavicles are relatively frequent in non-titanosauriforms. These elements are elongated, curved, and rather stout bones with a spatulate and a bifurcate end. However, they were always found as single bones, and differ from the relatively short and unbifurcated clavicles found articulated with the scapulae of basal sauropodomorphs.
Elements from the Howe Quarry (Late Jurassic; Wyoming, USA) shed new light on these interpretations. Besides the elongated, curved bones (herein named morphotype A), also pairs of symmetric, L-shaped bones were recovered (morphotype B), associated with diplodocid dorsal and cervical vertebrae. Elements resembling morphotype B - articulated between the scapulae - have recently been reported from a diplodocid found near Tensleep, Wyoming. Taphonomic evidence, as well as the fact that they were preserved in symmetrical pairs, therefore implies that morphotype B represents the true sauropod clavicles.
Contrary to earlier reports, morphotype A elements from the Howe Quarry, as well as of previously reported specimens show a symmetry plane following the long axis of the elements. It is thus possible that the morphotype A elements were single bones from the body midline. The only such element present in the pectoral girdle of tetrapods are the interclavicle and the furcula. Comparison with crocodilian and lacertiform interclavicles indicates that the bifurcate end of the sauropod elements might represent the reduced transverse processes of the anterior end, and the spatulate end would have covered the coracoids or sternal plates ventrally.
The presence of both clavicles and interclavicles in the pectoral girdle stiffens the anterior trunk, and enhances considerably its stability. Such an enforcement might have been needed in diplodocids due to the strong lateral forces induced to the fore-limbs by the posteriorly placed center of mass (due to shorter fore- than hind-limbs), as well as lateral movements of the enormously elongated necks and tails. The absence of clavicles and interclavicles in titanosauriforms coincides with the development of wide-gauge locomotion style.
The presence of interclavicles in sauropods supports the recently proposed homology of the furcula with the interclavicle, instead of representing fused clavicles. Interclavicles were thus not lost, but may have remained cartilaginous or have yet to be found in basal dinosauriforms.






Tschopp, E., & Mateus O. (2012). Evidence for presence of clavicles and interclavicles in sauropod dinosaurs and its implications on the furcula-clavicle homology. Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2012, 184. ISSN 1937-2809 . 184.

http://docentes.fct.unl.pt/omateus/files/tschopp__mateus_2012_interclavicles_clavicles_svp_2012_abstract.pdf

segunda-feira, outubro 29, 2012

Nova tartaruga do Cretácico de Angola

Vineyard, D., Mateus O., Jacobs L. L., Polcyn M. J., & Schulp A. (2012).  A new marine turtle from the Maastrichtian of Angola. Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2012, 189. ISSN 1937-2809.


Well preserved skull, jaw and associated postcranial material of a new marine turtle was recovered from the mid Maastrichtian (Late Cretaceous) Mucuio Formation, Bentiaba, Angola, during the 2010 Project PaleoAngola expedition. Preliminary analysis was performed showing that the new material represents a sister-taxon of Euclastes based on synapomorphies such as extensive secondary palate, shovel-like mandible, low tomial ridge, and broad skull, and places the new Angolan specimen as the most basal Euclastes. This new taxon, plus Angolachelys mbaxi, and at least two other distinct taxa show a diversity of marine turtles previously unknown in the Cretaceous of Africa.





quarta-feira, outubro 24, 2012

Universidades portuguesas cada vez com menos financiamento



Evolução da dotação OE para o Orçamento de Funcionamento das Universidades Públicas - 2005 a 2013



Gráfico divulgado hoje (24 de Outubro de 2012) pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP)

Como ser paleontólogo?


   Como não existe licenciatura em Paleontologia é frequente a pergunta "qual o curso que terei de seguir para enveredar por essa profissão? E depois, existe alguma especialização?"

   A paleontologia tem duas pernas: Biologia e Geologia. Será coxa sem uma delas. Isto porque a biologia providencia um melhor preparação sobre a evolução das espécies e da sua descrição, enquanto a Geologia dá um melhor enquadramento paleo-ambiental e noção de tempo.

Escavação de dinossauros na Mongólia (Foto: O. Mateus)
   Um estudante do ensino secundário que queira ser paleontólogo deverá seguir para Biologia ou Geologia (ou áreas similares). Há várias licenciaturas destas pelo país, devendo sempre complementar a sua educação com disciplinas adicionais (de Estratigrafia, por exemplo, caso tenha optado pelo curso de Biologia). Segue-se o mestrado, e o único específico em Paleontologia é o recentemente Mestrado em Paleontologia criado em associação entre a Universidade Nova de Lisboa e a Universidade de Évora. Existem outros, mas menos específicos. A seguir segue-se o Doutoramento.
O meu percurso pessoal foi a licenciatura em "Biologia" pela Universidade de Évora e o Doutoramento em "Geologia, especialidade em Estratigrafia e Paleontologia" pela Universidade Nova de Lisboa.

   Também encorajo os estudantes a não fazerem todo o percurso na mesma instituição de ensino. Ao fazerem níveis de ensino em  instituição diferentes dá-lhes uma maior perspectiva do mundo de trabalho. Nalgumas universidades estrangeiras isto é obrigatório e não aceitam candidatos de doutoramento que tenham feito todo o percurso naquela instituição.


Mestrado em Paleontologia:  www.dct.fct.unl.pt

quinta-feira, outubro 11, 2012

Exposição "T.rex: quando as galinhas tinham dentes" no Pavilhão do Conhecimento



15 de Outubro, às 18h00 é a inauguração da exposição T.rex: quando as galinhas tinham dentes, que terá lugar no Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva, Parque das Nações, Lisboa.

Com a chancela do Museu de História Natural de Londres, esta exposição foi adaptada ao contexto nacional pelo Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva, com a colaboração do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, do Museu da Lourinhã e do Museu Geológico.








sexta-feira, setembro 28, 2012

Mestrado de Paleontologia (candidaturas até 30 de Setembro)




Mestrado em Paleontologia (em associação entre a FCT-UNL e UÉ) ainda tem vagas abertas e as inscrições são até 30 de Setembro.

Candidaturas

domingo, julho 01, 2012

Novo Mestrado em Paleontologia

Pela primeira vez em Portugal irá haver um mestrado em Paleontologia. Inscreve-te!


Foi registado na DGES o novo Mestrado em Paleontologia para funcionar, a partir do ano lectivo 2012/13, em associação entre a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e a Universidade de Évora.


http://www.dct.fct.unl.pt/noticias/2012/06/mestrado-em-paleontologia


Mestrado em Paleontologia









O plano de estudos do Mestrado em Paleontologia conta com uma dissertação de 60 ECTS, 8  unidades curriculares obrigatórias com 48 ECTS, e 2 unidades curriculares optativas com 12 ECTS. O aluno necessita de 120 ECTS (incluindo a tese), para que lhe seja atribuído o grau de Mestre.
Metade das unidades curriculares será leccionada pela Universidade de Évora e a outra metade pela Universidade Nova de Lisboa, tendo sido distribuídas de forma o mais agregada possível por semestres de forma a utilizar os recursos laboratoriais, humanos e experimentais das duas instituições envolvidas. A dissertação desenvolve-se no segundo ano, podendo o aluno escolher em que Instituição a fará.
São objectivos específicos do Mestrado em Paleontologia:
1. Aprofundar a formação na área da Paleontologia, a fim de adquirir bases sustentáveis para transmissão de conhecimentos relacionados com esta área científica.
2. Adquirir formação científica e técnica no domínio da Paleontologia, permitindo compreender e resolver novos paradigmas em contextos multidisciplinares, nomeadamente para um melhor e mais consciente desempenho de actividades técnicas de classificação e gestão do meio natural, particularmente do Paleontológico, da responsabilidade de entidades públicas (Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, e autarquias). 
3. Desenvolver capacidades de integração de conhecimentos em situações complexas de âmbito geológico.
4. Desenvolver uma visão crítica sobre o registo fóssil e sua importância para a compreensão dos processos evolutivos.
5. Analisar e discutir os aspectos biológicos dos organismos do passado.
6. Discutir e aplicar teorias, paradigmas e conceitos a fim de obter uma visão global e adequada da História da Terra e da Vida.
7. Adquirir competências e autonomia para a formulação de propostas de projectos científicos a submeter, especialmente, a programas nacionais da responsabilidade da administração central e regional, num país com uma riqueza paleontológica ainda por explorar. 
8. Ganhar competências que permitam continuar a desenvolver e a adquirir formação ao longo da vida nas áreas disciplinares e afins da Paleontologia, com elevado grau de autonomia, nomeadamente a progressão para um 3º ciclo ciclo de estudos.

terça-feira, fevereiro 28, 2012

Palestra sobre dinossauros no ISPA

Convidam-se todos os interessados para a palestra "Dinossauros de Portugal: os ossos (e ovos) do ofício"  próximo dia 9 de Março, no Instituto Universitário do ISPA, em Lisboa, pelas 12:30.



Morada: Rua do Jardim do Tabaco 34, 1100 Lisboa

sexta-feira, janeiro 20, 2012

Duas Bolsas de Investigação em Paleontologia, para licenciados

Duas Bolsas de Investigação em Paleontologia: Projecto DINOEGGS - Ovos e embriões de dinossauros de Portugal

Encontra-se aberto concurso para a atribuição de duas Bolsas de Investigação no âmbito do projecto de I&D “DINOEGGS - Ovos e embriões de dinossauros de Portugal: implicações paleobiológicas e enquadramento paleoambiental” PTDC/BIA-EVF/113222/2009, financiado por fundos nacionais através da FCT/MEC (PIDDAC) .

1.      Área Científica: Ciências da Vida; Ciências da Terra
2.      Requisitos de admissão: Os candidatos devem possuir Licenciatura em Geologia, Biologia, Geoquímica, ou áreas afins ao plano de trabalhos citado abaixo. Dominar língua inglesa.
3.      Plano de trabalhos: As tarefas estão relacionadas com a paleontologia de vertebrados, nomeadamente com o estudo de ovos e ossos de dinossauros, respectiva geoquímica, estratigrafia, morfologia, e sistemática. Em acréscimo, as tarefas das duas bolsas são, em parte, semelhantes, com uma especialização na geoquímica (B1) e imagiologia (B2) aplicadas à paleontologia.
  • 1.     (BI) Bolsa de Investigação (Lic.) B1: Estratigrafia, análise de isótopos, preparação laboratorial de fósseis, trabalho de campo de prospecção e recolha de fósseis, preparação de lâminas e análise de histologia de cascas de ovos.
  • 1.     (BI) Bolsa de Investigação (Lic.) B2: Análise de dados de tomografia e imagiologia, preparação laboratorial de fósseis, trabalho de campo de prospecção e recolha de fósseis, preparação de lâminas e análise de histologia de cascas de ovos

4.       Legislação e regulamentação aplicável: Lei Nº. 40/2004, de 18 de Agosto (Estatuto do Bolseiro de Investigação Científica); Regulamento da Formação Avançada e Qualificação de Recursos Humanos 2010 e Regulamento de Bolsas da Fundação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
5.      Local de trabalho: Os trabalhos serão desenvolvidos no Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e no Museu da Lourinhã sob a orientação científica do Doutor Octávio Mateus.
6.      Duração das bolsas: As bolsas terão a duração de 6 meses, com início previsto em Março de 2012. Os contratos de bolsa poderão ser eventualmente renovados dentro da vigência do projecto.
7.      Valor do subsídio de manutenção mensal: O montante das bolsas corresponde a 745€, conforme tabela de valores das bolsas atribuídas directamente pela FCT, I.P. no País (http://alfa.fct.mctes.pt/apoios/bolsas/valores), sendo o pagamento efectuado mensalmente por transferência bancária.
8.      Métodos de selecção: Os métodos de selecção a utilizar serão os seguintes: trabalhos de investigação anteriores na área (30%), classificação curricular (30%) e motivação (20% ). Serão seleccionados para eventual entrevista os candidatos que obtenham as melhores classificações na avaliação curricular. A fluência em língua inglesa (20%) será avaliada em entrevista.
9.      Composição do Júri de Selecção: Doutor Octávio Mateus (Presidente), Doutor Rui Martins e Doutor José Carlos Kullberg (Vogais Efectivos), Prof. Doutor João Pais e Profª Doutora Ausenda Balbino (Vogais Suplentes).
10.   Forma de publicitação/notificação dos resultados: Os resultados finais da avaliação serão publicitados, através de lista ordenada por nota final obtida e afixados em local visível e público do Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, sendo os candidatos aprovados notificados através de e-mail.
11.   Prazo de candidatura e forma de apresentação das candidaturas: O concurso encontra-se aberto no período de 30/01/2012 a 10/02/2012. As candidaturas devem ser formalizadas, obrigatoriamente, através do envio de carta de candidatura acompanhada dos seguintes documentos: Curriculum Vitae, Carta(s) de Recomendação(s), e outros documentos considerados relevantes. Poderá incluir PDF ou URL de trabalhos publicados (se aplicável). As candidaturas deverão ser enviadas por correio electrónico para Doutor Octávio Mateus (omateus@fct.unl.pt) com indicação do seguinte assunto: “Candidatura a Projecto Dinoeggs”.
(disponível em www.eracareers.pt a 19-01-12)

terça-feira, dezembro 27, 2011

O saurópode Supersaurus é o familiar mais próximo de Dinheirosaurus

O saurópode gigante Supersaurus é o familiar mais próximo de Dinheirosaurus. Esta é uma das conclusões do estudo recentemente publicado no  Journal of Systematic Palaeontology, que redescreve o dinossauro português e o enquadra no contexto filogenético. O artigo também faz a revisão dos dinossauros diplodocídeos europeus.

Vértebras do saurópode Dinheirosaurus lourinhanensis Bonaparte & Mateus 1999, expostas no Museu da Lourinhã

Resumo em Inglês:

Although diplodocoid sauropods from Africa and the Americas are well known, their European record remains largely neglected. Here we redescribe Dinheirosaurus lourinhanensis from the Late Jurassic of Portugal. The holotype comprises two posterior cervical vertebrae, the dorsal series and a caudal centrum. Redescription demonstrates its validity on the basis of three autapomorphies: (1) posteriorly restricted ventral keel on posterior cervical vertebrae; (2) three small subcircular fossae posterior to the lateral coel on posterior cervical neural spines; (3) accessory lamina linking the hyposphene with base of the posterior centrodiapophyseal lamina in middle-posterior dorsal vertebrae. Phylogenetic analysis places Dinheirosaurus as the sister taxon to Supersaurus, and this clade forms the sister taxon to other diplodocines. However, this position should be treated with caution as Dinheirosaurus displays several plesiomorphic features absent in other diplodocids (including unbifurcated presacral neural spines, and dorsolaterally projecting diapophyses on dorsal vertebrae) and only four additional steps are required to place Dinheirosaurus outside of Flagellicaudata. We identify Amazonsaurus as the basal-most rebbachisaurid and recover Zapalasaurus outside of the South American Limaysaurinae, suggesting the biogeographic history of rebbachisaurids is more complex than previously proposed. Review of the European diplodocoid record reveals evidence for the earliest known diplodocid, as well as additional diplodocid remains from the Late Jurassic of Spain. A Portuguese specimen, previously referred to Dinheirosaurus, displays strong similarities to Apatosaurus from the contemporaneous Morrison Formation of North America, indicating the presence of a second Late Jurassic Portuguese diplodocid taxon. Along with Dinheirosaurus, these Portuguese remains provide further evidence for a Late Jurassic palaeobiogeographic connection between Europe and North America. No dicraeosaurids are currently known from Europe, but rebbachisaurids are present in the Early Cretaceous, with weak evidence for the earliest known representative from the Late Jurassic of Spain; however, more complete material is required to recognize early members of this clade.


Referências:

  • Mannion, P.D., Upchurch, P., Mateus, O., Barnes, R.N. & Jones, M.E.H. 2011. New information on the anatomy and systematic position of Dinheirosaurus lourinhanensis (Sauropoda: Diplodocoidea) from the Late Jurassic of Portugal, with a review of European diplodocoids, Journal of Systematic Palaeontology, DOI:10.1080/14772019.2011.595432 PDF
  • Bonaparte, J.F. and  Mateus, O. (1999). A new diplodocid, Dinheirosaurus lourinhanensis gen. et sp. nov., from the Late Jurassic beds of Portugal. Revista del Museo Argentino de Ciencias Naturales. 5(2): 13-29. PDF

Trilobites de Portugal

Portugal tem um registo formidável de trilobites. Com alguma surpresa encontrei à venda, em Munique, Alemanha, uma revista francesa com um número especial inteiramente dedicado às trilobites do Ordovícico de Portugal.


Fossiles, 2010, hors-série 1
Trilobites de l’Ordovicien du Portugal
escrito por Pierre-Marie Guy
90 páginas

Mais informações aqui.

Comunicações jurássicas no Encontro Nacional de Biologia Evolutiva

O VII Encontro Nacional de Biologia Evolutiva decorreu em Coimbra no passado dia 21 de Dezembro. Decorreram três comunicações paleontológicas:


Mateus, O. 2011. Evolutionary importance of the nest, eggs, and embryos of the theropod dinosaur Lourinhanosaurus. Resumo das Comunicações do VII Encontro Nacional de Biologia Evolutiva. Coimbra. p. 14. 

Marinheiro, J. & Mateus, O. 2011. Thalassemys turtle in the Late Jurassic of Oker, Germany. Resumo das Comunicações do VII Encontro Nacional de Biologia Evolutiva. Coimbra. p.25. 

Martins, R.M.S., Beckmann, F., Castanhinha, R., Araújo, R., Mateus, O., Pranzas, P.K. 2011. Tomographic techniques for the study of exceptionally preserved dinosaur and crocodile fossils from the mesozoic of Portugal. Resumo das Comunicações do VII Encontro Nacional de Biologia Evolutiva. Coimbra. p.19


sábado, dezembro 03, 2011

National Geographic premeia o Projecto PalNiassa!!! (por Ricardo Araújo)

A National Geographic Society's Committee for Research and Exploration premiou-nos com a Young Explorers grant em suporte do nosso projecto "Projecto PalNiassa: mammal ancestors from an unexplored basin from the end-Permian Mass Extinction event".

The National Geographic Society's Committee for Research and Exploration has awarded us a Young Explorers grant in support of your proposed project "Projecto PalNiassa: mammal ancestors from an unexplored basin from the end-Permian Mass Extinction event".

sexta-feira, outubro 28, 2011

A filosofia da Aventura, by Ricardo Araújo


Convido os leitores deste blog a lerem aquilo que julgo serem as ideias fundamentais que estão por detrás de uma aventura… Vejam aqui.

quarta-feira, outubro 12, 2011

Luís de Camões e o dinossauro Angolatitan adamastor

O dinossauro saurópode descoberto em Angola em 2005, foi este ano batizado Angolatitan adamastor. O nome de género significa "Titã de Angola" por se tratar de um animal de grande porte (cerca de 13 metros). O nome "adamastor" é uma alusão a mitologia portuguesa durante as navegações quinhentistas na costa africana (ou "Descobrimentos" numa perspectiva europeia), em que se acreditava existir um monstro antropomórfico que afundava os navios e caravelas portuguesas.

O poeta Luís Vaz de Camões (1524?-1580) escreve magistralmente no seus Lusíadas:

Chamei-me Adamastor [...]

Converte-se-me a carne em terra dura,
Em penedos os ossos se fizeram,
Estes membros que vês e esta figura
Por estas longas águas se estenderam;
Enfim, minha grandíssima estatura
Neste remoto cabo converteram


Os Deuses, e por mais dobradas mágoas,
Me anda Thetis cercando destas águas.


Transformação de Adamastor no Cabo das Tormentas - Canto V dos
Lusíadas, estrofe 59.

Luís (ou Luiz) Vaz de Camões, poeta e herói português ( (?1524-1580)


Estas linhas parece que foram feitas para descrever o Angolatitan adamastor:

Converte-se-me a carne em terra dura, 
Em penedos os ossos se fizeram, => Ossos fossilizados /petrificados
Estes membros que vês e esta figura => Descobrimos apenas um membro anterior 
Por estas longas águas se estenderam; => O esqueleto foi arrastado pelas águas até ao mar
Enfim, minha grandíssima estatura => corpo estimado em 13 metros
Neste remoto cabo converteram => Descoberto na costa africana


Os Deuses, e por mais dobradas mágoas,
Me anda Thetis cercando destas águas.
=> Thetis é o nome de um antigo oceano (que banhava a Pangea)


Esta estrofe foi incluída no manuscrito original do artigo que descreve o Angolatitan adamastor (Mateus et al., 2011), mas a revista Anais da Academia Brasileira de Ciências não aceitou a sua inclusão e o artigo foi publicado sem ela.


Mateus, O., Jacobs, LL., Schulp, AS., Polcyn, MJ., Tavares, TS., Neto, AB., Morais, ML., Antunes, MT. (2011). Angolatitan adamastor, a new sauropod dinosaur and the first record from Angola. Anais da Acad. Brasileira de Ciências. 83(1): 1-13

sexta-feira, outubro 07, 2011

Artigo na Newsletter da Fundação Calouste Gulbenkian sobre o Projecto PalNiassa, by Ricardo Araújo e Rui Castanhinha



Saíu um artigo de divulgação sobre o Porjecto PalNiassa no número 127 da Newsletter da Fundação Calouste Gulbenkian. Dêem uma espreitadela...

terça-feira, setembro 27, 2011

Museu da Lourinhã atinge recorde de visitantes em Agosto

O Museu da Lourinhã tenta ser muito rigoroso com a sua estatística de visitantes, amiúde inflacionadas artificialmente noutros museus. O Alvorada On-Line * Jornal Lourinhã dá-nos a notícia de que o mês de Agosto foi um recorde de visitas:.



Museu da Lourinhã atingiu recorde de visitantes em Agosto




Imprimir NotíciaMuseu da Lourinhã atingiu recorde de visitantes em Agosto
5.009 foi o número de visitantes que passaram pelo Museu da Lourinhã durante o mês de Agosto. Várias iniciativas de divulgação e da actividade científica que ali se realiza terão contribuído para que a afluência tivesse, pela primeira vez, ultrapassado os cinco milhares de visitantes num só mês.


Aos turistas que nesta época do ano acorrem ao litoral oeste, ter-se-ão somado aqueles que aqui se deslocaram para visitar a exposição temporária “Fósseis de África”, dedicada à divulgação dos achados recolhidos em expedições científicas a Angola e a Moçambique, enquanto estão a ser preparados no Laboratório de Paleontologia do Museu, antes de serem devolvidos aos respectivos países.

Como os dias menos ensolarados “recomendam a vista ao museu”, não será menos certo que a realização de várias exposições externas tenha aumentado a visibilidade e a atractividade do Museu da Lourinhã: três exposições temporárias durante Julho e Agosto (na Lourinhã, em Torres Vedras e na Praia da Areia Branca), com obras participantes nas várias edições do Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros e duas importantes “temporárias” sobre paleontologia, uma na Academia das Ciências de Lisboa, em Fevereiro, e outra na Universidade de Évora, em Março/Abril, as quais receberam, conjuntamente, mais de 6800 visitantes, ao longo de seis semanas.

A já célebre “Rotunda dos Dinossauros” terá também ajudado, pois no ano de 2009, quando aquela estrutura assinalou o 25º Aniversário do Museu, pouco faltou para que o total anual alcançasse os vinte e cinco milhares.

domingo, setembro 25, 2011

Mastigação nos plesiossauros, by Ricardo Araújo



Apresentei em conjunto com o meu colega Mike Polcyn um poster em Junho passado na "Sixth Triennial Conference on Secondary Adaptation of Tetrapods to Life in Water". Este estudo teve por base a aplicaçhttp://www.blogger.com/img/blank.gifão de técnicas de engenharia (a minha e a formação de base do Mike) à paleontologia. Este tipo de análise é amplamente aplicado na construção de aviões, na criação de modelos electrónicos, ou até na modelação de transferência de calor, chama-se: Análise de Elementos Finitos. Agora, este tipo de técnica foi aplicada a um crânio de um plesiossauro permitindo determinar a distribuição do stress (forças a uma escala muito pequena) enquanto este animal comia. Os resultados já foram entretanto submetidos a uma revista da especialidade e em breve haverá mais notícias...



Texto de: Ricardo Araújo

quinta-feira, setembro 22, 2011

Espectacular impressão de pele de dinossauro com 150 milhões de anos

Por vezes, as pegadas podem apresentar a impressão da pele. Em condições extraordinárias, fossilizações extraordinárias!

No novo artigo agora publicado (Mateus et al., 2011) mostra-se a existência de pegadas com pele do Jurássico Superior de Portugal.

Pele de dinossauro estegossauro impressa em pegada do Jurássico Superior da Lourinhã


Mateus, O., Milàn, J., Romano, M., and Whyte, M.A. 2011. New finds of stegosaur tracks from the Upper Jurassic Lourinhã Formation, Portugal. Acta Palaeontologica Polonica 56(1): 651-658. doi: 10.4202/app.2009.0055

e disponível aqui: PDF