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terça-feira, outubro 30, 2012
Pavilhão Cretácico: os dinossauros chegaram ao Pavilhão do Conhecimento!
Os dinossauros tinham interclavículas?
Evidence for presence of clavicles and interclavicles in sauropod dinosaurs and its implications on the furcula-clavicle homology
Clavicles and interclavicles are plesiomorphically present in Reptilia. However, several groups show reduction or even loss of these elements. Crocodylimorpha, e.g., lost the clavicles, whereas dinosaurs are generally interpreted to only preserve the clavicles, the theropod furcula representing an unique case of fused clavicles. In sauropods, reports of clavicles are relatively frequent in non-titanosauriforms. These elements are elongated, curved, and rather stout bones with a spatulate and a bifurcate end. However, they were always found as single bones, and differ from the relatively short and unbifurcated clavicles found articulated with the scapulae of basal sauropodomorphs.
Elements from the Howe Quarry (Late Jurassic; Wyoming, USA) shed new light on these interpretations. Besides the elongated, curved bones (herein named morphotype A), also pairs of symmetric, L-shaped bones were recovered (morphotype B), associated with diplodocid dorsal and cervical vertebrae. Elements resembling morphotype B - articulated between the scapulae - have recently been reported from a diplodocid found near Tensleep, Wyoming. Taphonomic evidence, as well as the fact that they were preserved in symmetrical pairs, therefore implies that morphotype B represents the true sauropod clavicles.
Contrary to earlier reports, morphotype A elements from the Howe Quarry, as well as of previously reported specimens show a symmetry plane following the long axis of the elements. It is thus possible that the morphotype A elements were single bones from the body midline. The only such element present in the pectoral girdle of tetrapods are the interclavicle and the furcula. Comparison with crocodilian and lacertiform interclavicles indicates that the bifurcate end of the sauropod elements might represent the reduced transverse processes of the anterior end, and the spatulate end would have covered the coracoids or sternal plates ventrally.
The presence of both clavicles and interclavicles in the pectoral girdle stiffens the anterior trunk, and enhances considerably its stability. Such an enforcement might have been needed in diplodocids due to the strong lateral forces induced to the fore-limbs by the posteriorly placed center of mass (due to shorter fore- than hind-limbs), as well as lateral movements of the enormously elongated necks and tails. The absence of clavicles and interclavicles in titanosauriforms coincides with the development of wide-gauge locomotion style.
The presence of interclavicles in sauropods supports the recently proposed homology of the furcula with the interclavicle, instead of representing fused clavicles. Interclavicles were thus not lost, but may have remained cartilaginous or have yet to be found in basal dinosauriforms.
segunda-feira, outubro 29, 2012
Nova tartaruga do Cretácico de Angola
quarta-feira, outubro 24, 2012
Universidades portuguesas cada vez com menos financiamento
Como ser paleontólogo?
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| Escavação de dinossauros na Mongólia (Foto: O. Mateus) |
quinta-feira, outubro 11, 2012
Exposição "T.rex: quando as galinhas tinham dentes" no Pavilhão do Conhecimento
sexta-feira, setembro 28, 2012
Mestrado de Paleontologia (candidaturas até 30 de Setembro)
Candidaturas
domingo, julho 01, 2012
Novo Mestrado em Paleontologia
Pela primeira vez em Portugal irá haver um mestrado em Paleontologia. Inscreve-te!
Foi registado na DGES o novo Mestrado em Paleontologia para funcionar, a partir do ano lectivo 2012/13, em associação entre a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e a Universidade de Évora.
http://www.dct.fct.unl.pt/noticias/2012/06/mestrado-em-paleontologia
Mestrado em Paleontologia
terça-feira, fevereiro 28, 2012
Palestra sobre dinossauros no ISPA
Convidam-se todos os interessados para a palestra "Dinossauros de Portugal: os ossos (e ovos) do ofício" próximo dia 9 de Março, no Instituto Universitário do ISPA, em Lisboa, pelas 12:30.
sexta-feira, janeiro 20, 2012
Duas Bolsas de Investigação em Paleontologia, para licenciados
Duas Bolsas de Investigação em Paleontologia: Projecto DINOEGGS - Ovos e embriões de dinossauros de Portugal
1. Área Científica: Ciências da Vida; Ciências da Terra
- 1. (BI) Bolsa de Investigação (Lic.) B1: Estratigrafia, análise de isótopos, preparação laboratorial de fósseis, trabalho de campo de prospecção e recolha de fósseis, preparação de lâminas e análise de histologia de cascas de ovos.
- 1. (BI) Bolsa de Investigação (Lic.) B2: Análise de dados de tomografia e imagiologia, preparação laboratorial de fósseis, trabalho de campo de prospecção e recolha de fósseis, preparação de lâminas e análise de histologia de cascas de ovos
terça-feira, dezembro 27, 2011
O saurópode Supersaurus é o familiar mais próximo de Dinheirosaurus
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| Vértebras do saurópode Dinheirosaurus lourinhanensis Bonaparte & Mateus 1999, expostas no Museu da Lourinhã |
Resumo em Inglês:
Although diplodocoid sauropods from Africa and the Americas are well known, their European record remains largely neglected. Here we redescribe Dinheirosaurus lourinhanensis from the Late Jurassic of Portugal. The holotype comprises two posterior cervical vertebrae, the dorsal series and a caudal centrum. Redescription demonstrates its validity on the basis of three autapomorphies: (1) posteriorly restricted ventral keel on posterior cervical vertebrae; (2) three small subcircular fossae posterior to the lateral coel on posterior cervical neural spines; (3) accessory lamina linking the hyposphene with base of the posterior centrodiapophyseal lamina in middle-posterior dorsal vertebrae. Phylogenetic analysis places Dinheirosaurus as the sister taxon to Supersaurus, and this clade forms the sister taxon to other diplodocines. However, this position should be treated with caution as Dinheirosaurus displays several plesiomorphic features absent in other diplodocids (including unbifurcated presacral neural spines, and dorsolaterally projecting diapophyses on dorsal vertebrae) and only four additional steps are required to place Dinheirosaurus outside of Flagellicaudata. We identify Amazonsaurus as the basal-most rebbachisaurid and recover Zapalasaurus outside of the South American Limaysaurinae, suggesting the biogeographic history of rebbachisaurids is more complex than previously proposed. Review of the European diplodocoid record reveals evidence for the earliest known diplodocid, as well as additional diplodocid remains from the Late Jurassic of Spain. A Portuguese specimen, previously referred to Dinheirosaurus, displays strong similarities to Apatosaurus from the contemporaneous Morrison Formation of North America, indicating the presence of a second Late Jurassic Portuguese diplodocid taxon. Along with Dinheirosaurus, these Portuguese remains provide further evidence for a Late Jurassic palaeobiogeographic connection between Europe and North America. No dicraeosaurids are currently known from Europe, but rebbachisaurids are present in the Early Cretaceous, with weak evidence for the earliest known representative from the Late Jurassic of Spain; however, more complete material is required to recognize early members of this clade.
Referências:
- Mannion, P.D., Upchurch, P., Mateus, O., Barnes, R.N. & Jones, M.E.H. 2011. New information on the anatomy and systematic position of Dinheirosaurus lourinhanensis (Sauropoda: Diplodocoidea) from the Late Jurassic of Portugal, with a review of European diplodocoids, Journal of Systematic Palaeontology, DOI:10.1080/14772019.2011.595432 PDF
- Bonaparte, J.F. and Mateus, O. (1999). A new diplodocid, Dinheirosaurus lourinhanensis gen. et sp. nov., from the Late Jurassic beds of Portugal. Revista del Museo Argentino de Ciencias Naturales. 5(2): 13-29. PDF
Trilobites de Portugal
Portugal tem um registo formidável de trilobites. Com alguma surpresa encontrei à venda, em Munique, Alemanha, uma revista francesa com um número especial inteiramente dedicado às trilobites do Ordovícico de Portugal.
Fossiles, 2010, hors-série 1
Trilobites de l’Ordovicien du Portugal
escrito por Pierre-Marie Guy
Comunicações jurássicas no Encontro Nacional de Biologia Evolutiva
O VII Encontro Nacional de Biologia Evolutiva decorreu em Coimbra no passado dia 21 de Dezembro. Decorreram três comunicações paleontológicas:
sábado, dezembro 03, 2011
National Geographic premeia o Projecto PalNiassa!!! (por Ricardo Araújo)
A National Geographic Society's Committee for Research and Exploration premiou-nos com a Young Explorers grant em suporte do nosso projecto "Projecto PalNiassa: mammal ancestors from an unexplored basin from the end-Permian Mass Extinction event".
The National Geographic Society's Committee for Research and Exploration has awarded us a Young Explorers grant in support of your proposed project "Projecto PalNiassa: mammal ancestors from an unexplored basin from the end-Permian Mass Extinction event".
sexta-feira, outubro 28, 2011
A filosofia da Aventura, by Ricardo Araújo

Convido os leitores deste blog a lerem aquilo que julgo serem as ideias fundamentais que estão por detrás de uma aventura… Vejam aqui.
quarta-feira, outubro 12, 2011
Luís de Camões e o dinossauro Angolatitan adamastor
O dinossauro saurópode descoberto em Angola em 2005, foi este ano batizado Angolatitan adamastor. O nome de género significa "Titã de Angola" por se tratar de um animal de grande porte (cerca de 13 metros). O nome "adamastor" é uma alusão a mitologia portuguesa durante as navegações quinhentistas na costa africana (ou "Descobrimentos" numa perspectiva europeia), em que se acreditava existir um monstro antropomórfico que afundava os navios e caravelas portuguesas.
O poeta Luís Vaz de Camões (1524?-1580) escreve magistralmente no seus Lusíadas:
Chamei-me Adamastor [...]
Converte-se-me a carne em terra dura,
Em penedos os ossos se fizeram,
Estes membros que vês e esta figura
Por estas longas águas se estenderam;
Enfim, minha grandíssima estatura
Neste remoto cabo converteram
Me anda Thetis cercando destas águas.
Lusíadas, estrofe 59.
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| Luís (ou Luiz) Vaz de Camões, poeta e herói português ( (?1524-1580) |
Em penedos os ossos se fizeram, => Ossos fossilizados /petrificados
Estes membros que vês e esta figura => Descobrimos apenas um membro anterior
Por estas longas águas se estenderam; => O esqueleto foi arrastado pelas águas até ao mar
Enfim, minha grandíssima estatura => corpo estimado em 13 metros
Neste remoto cabo converteram => Descoberto na costa africana
Me anda Thetis cercando destas águas. => Thetis é o nome de um antigo oceano (que banhava a Pangea)
Esta estrofe foi incluída no manuscrito original do artigo que descreve o Angolatitan adamastor (Mateus et al., 2011), mas a revista Anais da Academia Brasileira de Ciências não aceitou a sua inclusão e o artigo foi publicado sem ela.
Mateus, O., Jacobs, LL., Schulp, AS., Polcyn, MJ., Tavares, TS., Neto, AB., Morais, ML., Antunes, MT. (2011). Angolatitan adamastor, a new sauropod dinosaur and the first record from Angola. Anais da Acad. Brasileira de Ciências. 83(1): 1-13
sexta-feira, outubro 07, 2011
Artigo na Newsletter da Fundação Calouste Gulbenkian sobre o Projecto PalNiassa, by Ricardo Araújo e Rui Castanhinha


Saíu um artigo de divulgação sobre o Porjecto PalNiassa no número 127 da Newsletter da Fundação Calouste Gulbenkian. Dêem uma espreitadela...
terça-feira, setembro 27, 2011
Museu da Lourinhã atinge recorde de visitantes em Agosto
O Museu da Lourinhã tenta ser muito rigoroso com a sua estatística de visitantes, amiúde inflacionadas artificialmente noutros museus. O Alvorada On-Line * Jornal Lourinhã dá-nos a notícia de que o mês de Agosto foi um recorde de visitas:.
Museu da Lourinhã atingiu recorde de visitantes em Agosto 5.009 foi o número de visitantes que passaram pelo Museu da Lourinhã durante o mês de Agosto. Várias iniciativas de divulgação e da actividade científica que ali se realiza terão contribuído para que a afluência tivesse, pela primeira vez, ultrapassado os cinco milhares de visitantes num só mês. Aos turistas que nesta época do ano acorrem ao litoral oeste, ter-se-ão somado aqueles que aqui se deslocaram para visitar a exposição temporária “Fósseis de África”, dedicada à divulgação dos achados recolhidos em expedições científicas a Angola e a Moçambique, enquanto estão a ser preparados no Laboratório de Paleontologia do Museu, antes de serem devolvidos aos respectivos países. Como os dias menos ensolarados “recomendam a vista ao museu”, não será menos certo que a realização de várias exposições externas tenha aumentado a visibilidade e a atractividade do Museu da Lourinhã: três exposições temporárias durante Julho e Agosto (na Lourinhã, em Torres Vedras e na Praia da Areia Branca), com obras participantes nas várias edições do Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros e duas importantes “temporárias” sobre paleontologia, uma na Academia das Ciências de Lisboa, em Fevereiro, e outra na Universidade de Évora, em Março/Abril, as quais receberam, conjuntamente, mais de 6800 visitantes, ao longo de seis semanas. A já célebre “Rotunda dos Dinossauros” terá também ajudado, pois no ano de 2009, quando aquela estrutura assinalou o 25º Aniversário do Museu, pouco faltou para que o total anual alcançasse os vinte e cinco milhares. |
domingo, setembro 25, 2011
Mastigação nos plesiossauros, by Ricardo Araújo

Apresentei em conjunto com o meu colega Mike Polcyn um poster em Junho passado na "Sixth Triennial Conference on Secondary Adaptation of Tetrapods to Life in Water". Este estudo teve por base a aplicaçhttp://www.blogger.com/img/blank.gifão de técnicas de engenharia (a minha e a formação de base do Mike) à paleontologia. Este tipo de análise é amplamente aplicado na construção de aviões, na criação de modelos electrónicos, ou até na modelação de transferência de calor, chama-se: Análise de Elementos Finitos. Agora, este tipo de técnica foi aplicada a um crânio de um plesiossauro permitindo determinar a distribuição do stress (forças a uma escala muito pequena) enquanto este animal comia. Os resultados já foram entretanto submetidos a uma revista da especialidade e em breve haverá mais notícias...
Texto de: Ricardo Araújo
quinta-feira, setembro 22, 2011
Espectacular impressão de pele de dinossauro com 150 milhões de anos
Por vezes, as pegadas podem apresentar a impressão da pele. Em condições extraordinárias, fossilizações extraordinárias!
No novo artigo agora publicado (Mateus et al., 2011) mostra-se a existência de pegadas com pele do Jurássico Superior de Portugal.
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| Pele de dinossauro estegossauro impressa em pegada do Jurássico Superior da Lourinhã |






