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quinta-feira, maio 29, 2014

Osteologia de Lourinhasaurus e Ceratosaurus


Foram recentemente publicados dois novos artigos sobre dinossauros em Portugal, sobre o saurópode Lourinhasaurus alenquerensis com a redescrição anatómica e sobre o terópode Ceratosaurus.


Phylogenetic reassessment of Lourinhasaurus alenquerensis, a basal Macronaria (Sauropoda) from the Upper Jurassic of Portugal
P Mocho, R Royo‐Torres, F Ortega - Zoological Journal of the Linnean Society, 2014

Abstract:
Lourinhasaurus alenquerensis is a Portuguese Upper Jurassic dinosaur whose lectotype is one of the most complete sauropod specimens from the Portuguese fossil record and from the Upper Jurassic of Europe. It was recovered from sediments of the Sobral Formation (upper Kimmeridgian to lower Tithonian) at Moinho do Carmo (Alenquer, Portugal). The lectotype of Lourinhasaurus was first related to Apatosaurus and then tentatively related to Camarasaurus. Finally, it was established as a new taxon, Lourinhasaurus, including the Moinho do Carmo specimen. At the time of writing, Lourinhasaurus had a poor diagnosis and an unstable phylogenetic position. Revision of the Moinho do Carmo specimen has led to a detailed description and a new and more complete codification for several morphological characters. The phylogenetic analyses proposed herein considered Lourinhasaurus as a Camarasauromorpha Macronaria. This study also recovered a Camarasauridae clade incorporating LourinhasaurusCamarasaurusand, putatively, Tehuelchesaurus and that implies the presence of Camarasauridae in the European Upper Jurassic. Besides the strong similarity to CamarasaurusLourinhasaurus alenquerensis is here considered a valid taxon with 13 putative autapomorphies such as a sagittal keel on the dorsal margin of sacral neural spines, circular and deep spinoprezygapophyseal fossa on proximal caudal vertebrae, marked crest and groove bordering the lateral margin of the acetabulum in the ischium, and a marked deflection of the entire femoral shaft without lateral bulge. The apparently high number of taxa among the sauropod fauna from the Iberian Peninsula during the Late Jurassic is similar to the palaeobiodiversity recorded in formations of the same age, i.e. Morrison and Tendaguru, and does not support the hypothesis of a connection between the North America and Iberian Peninsula faunas during the later part of the Late Jurassic reflected by other faunal and floral groups.

New evidence of Ceratosaurus (Dinosauria: Theropoda) from the Late Jurassic of the Lusitanian Basin, Portugal
E Malafaia, F Ortega, F Escaso, B Silva - Historical Biology, 2014

Abstract:
A theropod assigned to Ceratosaurus was previously reported from the Portuguese Lusitanian Basin based on a limited number of elements of a single individual. Here, we describe newly discovered elements that likely pertain to same, earlier described, specimen. The new elements provide additional evidence that the range of Ceratosaurus spanned from what is now North America into Europe. Previously, some differences were noted between the Portuguese specimens and the North American Ceratosaurus. We consider these differences to be trivial and attribute them to individual variation and/or ontogeny. The following set of features (lesser trochanter positioned low on the femur; crista tibiofibularis obliquely oriented with respect to the axis of the femoral shaft; infrapopliteal ridge present posteriorly on the femur; large cnemial crest; and medial condyle of the tibia continuous with proximal end) indicate that the Portuguese specimen is assignable to Ceratosaurus. This record constitutes one of the scarce evidence of basal ceratosaurian theropods in the Late Jurassic of Europe. Despite the abundance, diversity and wide geographical distribution of ceratosaurs during the Late Cretaceous, its early evolutionary history remains poorly understood. The Portuguese specimens constitute an important evidence for the knowledge of the paleobiogeographic evolution of the clade during the Late Jurassic.

Ceratosaurus fémur e tíbia (Mateus et al., 2006)

terça-feira, abril 29, 2014

Os dentes dos dinossauros carnívoros megalossauros

Hendrickx, C., Mateus O. & Araújo R. (2014). The dentition of megalosaurid theropods. Acta Palaeontologica Polonica. in press,
Dente de dinossauro terópode e dentículos (Hendrickx et al., 2014)

Resumo:
Dentes de terópodes são particularmente abundantes no registro fóssil e frequentemente mencionados na literatura. No entanto, a dentição de muitos terópodes não foi descrita de forma abrangente, sendo frequentemente omitindos os detalhes sobre a forma dos dentículos, ornamentação da coroa e textura do esmalte, etc. Esta escassez de informações tem sido particularmente notável em clados basais dos dinossauros terópodes, tornando a identificação dos dentes isolados difícil, e as atribuições taxonómicas incertas. Aqui fornecemos uma descrição detalhada da dentição dos Megalosauridae e uma comparação de dentes superficialmente semelhantes de todos os principais clados de terópodes .
Os dentes de dinossauros megalossaurídeos são caracterizados por uma carina mesial projectada mesiolabialmente em dentes mais mesiais nos dentes laterais, carina mesial terminando acima do cervix, e sulcos interdenticular curtos a bem desenvolvidos entre dentículos distais. A análise discriminada realizada numa base de dados numéricos de dentes de 62 taxa de terópode revela que os dentes de megalosaurídeos são dificilmente distinguíveis de outros clados de terópodes com dentição zifodonte. Este estudo destaca a importância de detalhar descrições anatómicas e fornecendo dados morfométricos adicionais sobre os dentes, com a finalidade de ajudar a identificar os dentes terópodes isolados.

Abstract:
Theropod teeth are particularly abundant in the fossil record and frequently reported in the literature. Yet, the dentition of many theropods has not been described comprehensively, omitting details on the denticle shape, crown ornamentation and enamel texture. This paucity of information has been particularly striking in basal clades, thus making identification of isolated teeth difficult, and taxonomic assignments uncertain. We here provide a detailed description of the dentition of Megalosauridae, and a comparison to and distinction from superficially similar teeth of all major theropod clades.

Megalosaurid dinosaurs are characterized by a mesial carina facing mesiolabially in most mesial teeth, centrally positioned carinae on both most mesial and lateral crowns, a mesial carina terminating above the cervix, and short to well-developed interdenticular sulci between distal denticles. A discriminant analysis performed on a dataset of numerical data collected on the teeth of 62 theropod taxa reveals that megalosaurid teeth are hardly distinguishable from other theropod clades with ziphodont dentition. This study highlights the importance of detailing anatomical descriptions and providing additional morphometric data on teeth with the purpose of helping to identify isolated theropod teeth in the future.

quarta-feira, março 05, 2014

Nova espécie de dinossauro encontrado em Portugal é o maior predador terrestre da Europa



Uma nova espécie de dinossauro descoberta em Portugal é o maior dinossauro carnívoro do Jurássico e o maior predador terrestre descoberto na Europa. O estudo foi anunciado por paleontólogos da FCT-Universidade Nova de Lisboa e Museu da Lourinhã. Torvosaurus gurneyi, um primo distante do Tyrannosaurus rex, estava no auge da cadeia alimentar na Península Ibérica 150 milhões de anos.


Material pertencente a este dinossauro foi descoberto 70 km ao norte de Lisboa e pensado para ser Torvosaurus tanneri, uma espécie da América do Norte. Primeiro foi encontrado um osso da perna, posteriormente, noutro local, um maxilar superior, dentes, e uma vértebra da cauda por um amador e doado ao Museu da Lourinhã. O dinossauro foi estimado atingir 10 metros de comprimento e peso de 4 a 5 toneladas. "Este não é o maior dinossauro predador pois o Tyrannosaurus , Carcharodontosaurus e Giganotosaurus do Cretácico eram maiore" disse Christophe Hendrickx da Universidade Nova de Lisboa e Museu da Lourinhã e primeiro autor do estudo. "Com um crânio de 115 cm, Torvosaurus gurneyi foi, porém, o maior carnívoro terrestre nesta época, o Jurássico, e um predador ativo que caçavam outros grandes dinossauros como evidenciado pelos dentes forma de lâmina até 10 cm".
O novo dinossauro é a segunda espécie de Torvosaurus a ser conhecida e é o equivalente europeu de Torvosaurus tanneri da América do Norte. Ambas as espécies foram descobertos em rochas da mesma idade geológica e viviam em ambientes semelhantes dominados por dinossauros. "A fauna do que é hoje Portugal foi extremamente diversificada no final do Jurássico", disse Octávio Mateus , da Universidade Nova de Lisboa e Museu da Lourinhã , e co -autor do estudo . "Esta nova espécie de dinossauro carnívoro vem aumentar um pouco mais a diversidade de dinossauros de Portugal. E mostra que estava em prática um mecanismo de especiação que ocorreu durante o Jurássico, quando o Atlântico já estava bem formado e a Europa era um arquipélago" adianta Mateus.
O nome gurneyi homenageia os ilustradores de dinossauro, nomeadamente o artista James Gurney, criador e ilustrador da série de livros Dinotopia que fascinou Hendrickx : "Sempre admirei a reconstrução deste mundo utópico , onde dinossauros e humanos vivem juntos, ele também é um excelente artista e pedagogo".
Torvosaurus by Scott Hartman

Torvosaurus gurneyi pertence aos terópodes, um grupo de dinossauros bípedes que deram origem às aves. Embriões de dinossauros descritos recentemente de Portugal também são atribuídas às novas espécies de Torvosaurus.
A descrição detalhada, em que a espécie recebe o seu nome científico, foi publicada na revista PLoS ONE.

Torvosaurus gurneyi (arte por Sergey Krasovskiy http://atrox1.deviantart.com/gallery)



Hendrickx, C., Mateus, O. 2014 Torvosaurus gurneyi n. sp., the largest terrestrial predator from Europe, and a proposed terminology of the maxilla anatomy in nonavian theropods. PLOS One.
http://dx.plos.org/10.1371/journal.pone.0088905

terça-feira, outubro 29, 2013

Nascimento e morte do Allosaurus

Há novos estudos sobre o nascimento e morte do dinossauro carnívoro Allosaurus, com resultados que nós participamos e apresentamos no importante congresso Annual Meeting of the Society of Vertebrate Paleontology que está a decorrer Los Angeles de 30 de Outubro a 2 de Novembro de 2013


Allosaurus no SaurierMuseum Aathal (fonte)
Embriões e nascimento
Os embriões de dinossauros carnívoros são bem conhecidos no Jurássico de Portugal, mas até agora não havia embriões inequívocos no Jurássico dos Estados Unidos, apesar de alguns relatos admitirem a ocorrência. O estudo é liderado por Mattew Carrano e com a participação de Octávio Mateus, enquadrado no projecto Dinoeggs.

Resumo:
Apesar de mais de um século de recolhas, resultando num dos mais estudados registos fósseis de vertebrados em qualquer lugar do mundo, a Formação de Morrison do Jurássico Superior produziu surpreendentemente poucos exemplos de ovos de dinossauro associados com restos embrionários . Ainda mais intrigante, nenhum deles parece pertencer ao terópode Allosaurus, um dos táxones mais comum e melhor compreendido de dinossauro daquela formação. Apresentamos um ninho de dinossauro de Fox Mesa, Wyoming, que produziu abundantes cascas Prismatoolithidae e ossos embrionários (ou perinatos) de Allosaurus. Isto representa a primeira descoberta deste tipo para terópodes no Jurássico da América do Norte. O ninho contém alguns conjuntos de casca de ovo elipsóide que sugerem um tamanho de ovo de cerca de 8 x 6,5 cm. Estudo da morfologia da casca do ovo e da microestrutura confirma que um único tipo de ovo que é indistinguível da Prismatoolithus coloradensis.
Todos os materiais embrionários identificáveis ​​pertencem a terópodes, e dois espécimes de premaxila mostram a cinco alvéolos, diagnóstico para Allosaurus entre os terópodes de Morrison. Isto confirma a origem teropodiana de ovos Prismatoolithus e implica Allosaurus como o táxon que produziu estes ovos. Como resultado, agora é possível atribuir várias descobertas anteriores de ovos de dinossauro e potenciais ninhos para Allosaurus , incluindo o ovo isolado de Cleveland -Lloyd . Esta descoberta
põe também em causa as atribuições anteriores de ovos Prismatoolithus para ornitópodes. Ovos de  Prismatoolithus também estão associados ao terópode Lourinhanosaurus do Jurássico Superior de Portugal, juntamente com embriões maiores e que exibem quatro alvéolos pré-maxilar .

Referência:
Carrano, M., Mateus O., & Mitchell J. (2013). First definitive association between embryonic Allosaurus bones and prismatoolithus eggs in the Morrison Formation (Upper Jurassic, Wyoming, Usa). Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2013. 101. ISSN: 1937-2809   PDF



Patologias e morte

Trabalho liderado por Serjoscha Evers com a participação de Octávio Mateus.

Adultos terópodes de grande porte são frequentemente encontrados com inúmeras patologias. Um grande, quase completo, adulto de Allosaurus (Sauriermuseum Aathal [ SMA ] 0005 ) de Howe Quary, Wyoming, da Formação Morrison (Kimmeridgian inferior-Tithoniano superior) mostra uma série de patologias. Ossos patológicos incluem a escápula esquerda , várias costelas dorsais esquerdas, o ísquio direito , e uma falange pedal esquerda.

Uma fractura completa, transversal , ocorre na parte proximal da escápula esquerda. O fragmento distal é deslocado e distorcidas em relação ao fragmento proximal . A


O ísquio direito sofreu uma fratura completa, oblíqua . Tecido ósseo áspero abrange a fratura de um lado completamente , enquanto o outro não mostra nenhum sinal de crescimento reativa.

A falange pedal tem uma hiperostose nos lados dorsal e lateral da sua extremidade proximal , formando um calo ovóide , ao contrário dos grandes exostoses irregulares em falanges de outros espécimes de Allosaurus, incluindo o espécime MOR 693 (Museum of the Rockies). A superfície óssea é áspera e não tem lesões indicativas de infecções. Isto indica a reabsorção óssea num estádio avançado da cicatrização de ferimentos.

Todas as patologias mostram sinais de cicatrização, o que sugere que nenhum deles causados ​​directamente a morte do indivíduo. Este espécime volta a mostrar que os terópodes de grande porte têm lesões traumáticas frequentes durante a vida, o que é uma indicação de um estilo de vida ativo como um predador.

Evers, S., Foth C., Rauhut O., Pabst B., & Mateus O. (2013). Traumatic pathologies in the postcranium of an adult Allosaurus specimen from the Morrison Formation of the Howe Quarry, Wyoming, U.S.A. . Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2013. 124. ISSN: 1937-2809    PDF


terça-feira, setembro 03, 2013

Novo fóssil de dinossauro carnívoro descoberto na Lourinhã


Museu da Lourinhã descobre novo fóssil de dinossauro carnívoro e termina agosto com uma mão cheia de novos achados de dinossauros.

Terminou na semana passada mais uma campanha de verão do GEAL – Grupo de Etnologia e Arqueologia da Lourinhã – que tradicionalmente concentra as suas escavações nesta altura do ano, nos afloramentos do Jurássico Superior da Lourinhã, com cerca de 150 milhões de anos.
Este ano, os resultados incluíram pegadas e ossos, com destaque para um dinossauro carnívoro de pequeno porte, com menos de dois metros de comprimento. Este esqueleto de dinossauro não está completo, mas está muito bem conservado e articulado (com os ossos na posição anatómica, tal como em vida), o que é muito raro. A análise preliminar indica que poderá tratar-se de um representante de um grupo de dinossauros carnívoros raros em Portugal, os celurossauros.
A campanha, que contou com escavação, prospeção, e trabalho de laboratório, foi coordenada pelo paleontólogo Octávio Mateus, do Museu da Lourinhã e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, e reuniu cerca de uma dezena de voluntários que colaboram regularmente com o GEAL – Museu da Lourinhã.
Foram recolhidas pegadas de dinossauros saurópodes, ornitópodes e de pterossauros. Uma das pegadas de saurópode, com 120 cm de comprimento, é uma das maiores que se conhecem. Também se descobriram pequenos fósseis, dos quais se destaca a mandíbula de um mamífero, o que é igualmente raro.
O material recolhido está agora no laboratório de paleontologia do Museu da Lourinhã e vai necessitar de preparação e estudo até se compreender exatamente as espécies a que pertencem os fósseis agora recolhidos e a importância dos mesmos. O GEAL recebe voluntários que queiram ajudar na preparação laboratorial de fósseis.







sexta-feira, maio 31, 2013

Ovos de embriões de Torvosaurus na Lourinhã

Ovos de embriões de Torvosaurus na Lourinhã

Maxila de embrião de Torvosaurus (desenho de Simão Mateus)
Na Formação da Lourinhã foram descobertos ossos de embriões numa postura de ovos esmagados, numa primeira ocorrência de ovos e embriões de um grupo de dinossauros conhecido como megalossaurídeos, provenientes do Jurássico Superior.
Uma equipa de paleontólogos, como o artigo liderado por Ricardo Araújo, descreveu um elevado número de  cascas de ovos, ossos e dentes de embrião, atribuíveis ao grande terópode Torvosaurus, que poderão agora ser observados (em laboratório) no Museu da Lourinhã, fundado e mantido pelo GEAL – Grupo de Etnologia e Arqueologia da Lourinhã, que possuía já outros fósseis de Torvossauro.
A publicação deste artigo científico na revista Scientific Reports, da prestigiada editora Nature, vem dar reconhecimento à mais importante descoberta, na área da Paleontologia de vertebrados, feita em Portugal na última década (pelo menos desde a publicação do ninho de Paimogo, igualmente originária de investigadores que colaboram com o GEAL – Museu da Lourinhã).
Simultaneamente o Museu da Lourinhã torna-se pioneiro na utilização de tecnologias de ponta no estudo dos seus dinossauros. Foram utilizadas pela primeira vez diversas técnicas inovadoras para o estudo das cascas de ovos de dinossauro (nomeadamente: PIXE – proton-induced X-ray emission; microtomografia computorizada por feixe de sincrotrão; e XRD – difração de raios-X).
(Texto adaptado do site do Museu da Lourinhã)


Embrião de Torvosaurus (Araújo et al., 2013)

Cascas de ovo de Torvosaurus (Araújo et al., 2013)

Cascas de ovo de Torvosaurus (Araújo et al., 2013)

Ovos e embriões de Torvosaurus e outros dinossauros(Araújo et al., 2013)

Terópode megalossaurídeo cuidando do seu ninho (c) Vladimir Bondar e Museu da Lourinhã


http://www.nature.com/srep/2013/130530/srep01924/full/srep01924.html

Araújo, R., Castanhinha R., Martins R. M. S., Mateus O., Hendrickx C., Beckmann F., Schell N., & Alves L. C. (2013).  Filling the gaps of dinosaur eggshell phylogeny: Late Jurassic Theropod clutch with embryos from Portugal. Scientific Reports. 3(1924)

quarta-feira, novembro 07, 2012

Um osso quadrado... uma problemática bicuda!

É um osso curioso, o quadrado! Apesar do nome... não é quadrado! Nos répteis é o osso do crânio que faz a articulação com a mandíbula e por isso tem uma série de funcionalidades motoras às quais acumula funções na audição. Nos mamíferos, o quadrado transformou-se num dos ossículos de ouvido.

O estudante de doutoramento Christophe Hendrickx está a estudar a evolução do aparelho bocal do dinossauros carnívoros e dedicou muito tempo a observar o osso quadrado.
Divulga-se aqui dois resumos apresentados em congressos internacionais:
Referências
Hendrickx, C., Araújo, R. & Mateus O. (2012). The nonavian theropod quadrate: systematics usefulness, major trends and phylogenetic morphometrics analysis. : Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2012, p.110. ISSN 1937-2809 PDF

Hendrickx, C., & Mateus O. (2012). Ontogenetical changes in the quadrate of basal tetanurans.. 10 th Annual Meeting of the European Association of Vertebrate Paleontologist ¡Fundamental! . 20, 101-104. PDF


Abstract:
The quadrate in nonavian theropods is incredibly diverse morphologically; however this morphological disparity has been underestimated for taxonomic purposes. The quadrate topological homologies and anatomy, as well as the terminology, among nonavian theropod clades are reviewed. In order to evaluate the phylogenetic potential and investigate the evolutionary transformations of the quadrate, we conducted a Catalano-Goloboff phylogenetic morphometric analysis using 3 morphometric characters, a total
of 28 landmarks coded for 23 taxa, as well as a cladistic analysis using 115 discrete quadrate-related characters coded for 43 taxa. The cladistic analysis provides a fully resolved tree mirroring the current classification of nonavian theropods. The quadrate morphology by its own provides a wealth of data with strong phylogenetic signal. Several unambiguous synapomorphies support nonavian theropod relationships and the resulting consensus tree allows inference of major trends in the evolution of this bone. Important
synapomorphies include: for Abelisauridae, a lateral ramus extending to the ectocondyle; for Tetanurae, the absence of the lateral process; for Spinosauridae, a medial curvature of the ventral part of the pterygoid ramus occurring just above the mandibular articulation; for Neotetanurae, an anterior margin of the pterygoid flange formed by a roughly parabolic margin; and for Tyrannosauroidea, a semi-oval pterygoid flange shape in medial view. The Catalano-Goloboff phylogenetic morphometric analysis reveals two main morphotypes of the mandibular articulation of the quadrate linked to function. The first morphotype, characterized by an anteroposteriorly broad mandibular articulation with two ovoid/ subcircular condyles roughly subequal in size, is found in Ceratosauria, Tyrannosauroidea and Oviraptorosauria. This morphotype allows a very weak displacement of the mandible laterally. The second morphotype is characterized by an elongate and anteroposteriorly narrow mandibular articulation and a long and parabolic/sigmoid ectocondyle. Present in Megalosauroidea, Carcharodontosauridae and Dromaeosauridae, this morphotype permits the lower jaw rami to be displaced laterally when the mouth opened.

segunda-feira, novembro 05, 2012

Embriões de dinossauro, de Paimogo, Lourinhã


O Mesozóico de Portugal tem mostrado uma diversidade de abundância de fósseis de dinossauros e outros vertebrados. Ossos, ovos, embriões, pegadas, pele, coprólitos, e gastrólitos são algumas das descobertas que enriquecem lista de achados na Bacia Lusitânica, sobretudo do Jurássico Superior da Formação da Lourinhã.
Várias espécies únicas sublinham a importância, que acompanhadas com a ocorrência de ovos, ninhos e embriões, como no caso do terópode Lourinhanosaurus antunesi, permitem compreender mais sobre a reprodução, comportamento, crescimento, metabolismo e evolução dos dinossauros.

Parte deste trabalho foi apresentado no congresso Society of Vertebrate Paleontology Meeting, e o resumo é o seguinte:



Referência:
Mateus, O., Carrano, M.T., Taquet P. (2012). Osteology of the embryonic theropods from the Late Jurassic of Paimogo, Portugal. Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2012, p.137. ISSN 1937-2809. 137.

Resumo / Abstract:
Osso de embrião
Among the more than one dozen dinosaur egg- and eggshell-bearing localities in the Upper Jurassic Lourinhã Formation of Portugal (upper Kimmeridgian–Tithonian), the nest from Paimogo was the first to be found and remains the largest and most significant. Located within the Amoreira-Porto Novo Member (uppermost Kimmeridgian), this nest has yielded about 300 embryonic bones and bone fragments identified as belonging to a theropod dinosaur.

The Paimogo nest comprised about 100 eggs (or eggshell concentrations that represented individual eggs), but much of the nest had been eroded, indicating that an even greater number of eggs would have been present originally. There is no clear nest structure, but eggs are more highly concentrated in the center, along with the majority of embryonic bones (suggesting a more advanced ontogenetic stage). All the eggs were crushed, but despite this compression, some eggs are complete and retain embryonic bones inside.
The embryonic anatomy is has been favorable compared to the holotype of Lourinhanosaurus antunesi Mateus 1998 from the same stratum and region. However, most Lourinhanosaurus autapomorphies are in the pelvis and vertebral laminae, rarely preserved in the embryos, making their positive identification more difficult. A single autapomorphy is present in both subadult and embryo: a medial condyle of the tibia that is half the transverse width of the fibular condyle. Other contemporary theropods differ from the embryos in specific details: the embryonic maxilla lacks an antorbital fenestra (present in Allosaurus), the ilium lacks a vertical ridge (present in Aviatyrannis), and the tibial cnemial crest is short (unlike Ceratosaurus). One other nest with embryo from Lourinhã area, in Porto das Barcas has been provisionally ascribed to Torvosaurus. This embryos specimen are much larger in size, and the eggshell structure is entirely different. If such ascription of Porto das Barcas embryos is correct, then Paimogo embryos cannot be Torvosaurus.
In general, the embryos are morphological miniatures of the adults, fully equipped for predation of small prey, and thus may have been precocial (i.e. relatively mature and mobile from the moment of birth or hatching). The teeth have large denticles on the distal carina only and bear some resemblance to those of more derived theropods, suggesting a role for pedomorphosis in theropod evolution.



terça-feira, outubro 30, 2012

Pavilhão Cretácico: os dinossauros chegaram ao Pavilhão do Conhecimento!




Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva 


Pavilhão Cretácico: os dinossauros chegaram ao Pavilhão do Conhecimento!





O T. rex foi um dos maiores carnívoros terrestres de todos os tempos. Mas o que sabemos realmente sobre ele? Terá vivido em Portugal? Era caçador ou necrófago? Teria escamas ou penas? Como era o mundo na altura em que viveram os dinossauros e o que causou a sua extinção? Será que desapareceram todos, ou ainda haverá dinossauros por aí?

Recue até ao final do Cretácico, qualquer coisa como 66 milhões de anos, com a nova exposição temporária do Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva. T.rex: quando as galinhas tinham dentes é uma exposição concebida pelo Museu de História Natural de Londres, cuja adaptação para o Pavilhão do Conhecimento contou com o apoio científico do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, do Museu Geológico e do Museu da Lourinhã.

Tal como os verdadeiros paleontólogos, os visitantes observam fósseis, analisam dados e comparam modelos de várias espécies de dinossauros. Prepare-se para olhar nos olhos de um Tyrannosaurus rex em tamanho real, com mais de cinco metros de comprimento, e assista a cenas de enorme realismo com animais robotizados, tais como um T. rex a alimentar-se de um Triceratops ou um Ankylosaurus a defender-se com a sua impressionante cauda.

Toque num fóssil de pegada de saurópode, sinta como era a sua pele e conheça um dos maiores e mais antigos ninhos de dinossauro do mundo, que pertenceu à espécie portuguesa Lourinhanosaurus. Acredite que vai sentir-se pequenino ao lado destes gigantes!

Embarque nesta aventura e visite a exposição até Agosto de 2013. Esteja atento à programação em torno de T.rex: quando as galinhas tinham dentes, que nos próximos meses transformará o Pavilhão do Conhecimento num verdadeiro Parque Cretácico. Depois desta exposição, provavelmente não irá olhar para os dinossauros da mesma maneira.
E já agora, quando foi a última vez que comeu um dinossauro ao almoço?

Mais informações em www.pavconhecimento.pt


sábado, junho 05, 2010

Lourinhanosaurus antunesi, visto por Sergey Krasovskiy

Nova ilustração do dinossauro terópode da Lourinhã, o Lourinhanosaurus antunesi, desenhado pelo artista Russo Sergey Krasovskiy.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Manada de ornitomimossauros apanhados numa armadilha de lama

A revista Acta Palaeontologica Polonica dá-nos conta de uma manada de cerca de 20 ornitomimossauros apanhados numa armadilha de lama na China.





Abstract: A unique dinosaur assemblage from the Cretaceous beds of western Inner Mongolia preserves geologic and paleontologic data that clearly delineate both the timing and mechanism of death. Over twenty individuals of the ornithomimid Sinornithomimus dongi perished while trapped in the mud of a drying lake or pond, the proximity and alignment of the mired skeletons indicating a catastrophic mass mortality of a social group. Histologic examination reveals the group to consist entirely of immature individuals between one and seven years of age, with no hatchlings or mature individuals.
The Sinornithomimus locality supports the interpretation of other, more taphonomically ambiguous assemblages of immature dinosaurs as reflective of juvenile sociality. Adults of various nonavian dinosaurs are known to have engaged in prolonged nesting and post hatching parental care, a life history strategy that implies juveniles spent considerable time away from reproductively active adults. Herding of juveniles, here documented in a Cretaceous ornithomimid, may have been a common life history strategy among nonavian dinosaurs reflecting their oviparity, extensive parental care, and multi−year maturation.


Parabéns aos autores. A descoberta,  sem dúvida espectacular, foi inicialmente identificada por Yoshitsugu Kobayashi e Jun-Chang Lü em 2003.  Neste novo artigo obviamente não foi publicada a curiosa história de bastidores que explica como é que os descobridores iniciais foram "ultrapassados" e não fazem parte deste artigo.

D. J. Varricchio, et al.  2008. Mud-trapped herd captures evidence of distinctive dinosaur sociality. 2008. Acta Palaeontologica Polonica 53 (4), 2008: 567-578. PDF
Yoshitsugu Kobayashi and Jun-Chang Lü 2003 A new ornithomimid dinosaur with gregarious habits from the Late Cretaceous of China. Acta Palaeontologica Polonica 48 (2), 2003: 235-259. 

. 

sábado, novembro 15, 2008

Dinossauros com penas e origem das aves

A origem das aves dá-se a partir dos dinossauros terópodes (grupo de bípedes e carnívoros ao qual pertence o Tyrannosaurus rex). Não se pode afirmar que ocorre a transição dos dinossauros para as aves, nem sequer dos répteis para as aves, pois do ponto de vista filogenético, as aves são dinossauros e répteis. Da mesma forma que nós humanos, sob o ponto de vista filogenético, somos osteícteos (animais ósseos) e sinapsídeos (répteis mamalianos). Ou, dito de forma mais elegante, partilhamos com os peixes ósseos e répteis mamalianos um ancestral comum.Legenda: os dinossauros, são testemunhos da origem teropodiana das aves, e uma excelente evidência da evolução: A,Sinosauropteryx (espécime NIGP 127586; GMV 2123 - Holótipo); B, Caudipteryx; C, Archaeopteryx lithographica (espécime de Berlim); D, Sinornithosaurus (espécime NGMC91); E, Sinosauropteryx prima(espécime NIGP 127587); F, Protoarchaeopteryx robusta, ilium, par de pubis e fémures (NGMC 2125, espécime holótipo); G, Yixianosaurus longimanus (V12638). Destas dinossauros, só o Archaeopteryx (C) é uma ave. Fotografias A, D, E e F por Carlos Natário e as restantes (B, C e G) pelo autor. Publicado em Mateus (2008).



Como comparação, procurar a transição entre os répteis e as aves é como procurar a transição entre os mamíferos e os primatas: não existe. Isto sob o ponto de vista taxonómico lineano, é claro. Uma “caixa” não cabe noutra “caixa” do mesmo tamanho. Desembrulhando esta metáfora, a caixa “répteis” é do mesmo tamanho que a caixa “aves”, ou seja, tem o mesmo nível hierárquico na classificação lineana. Mas o que acontece é que as aves são répteis. No caso das aves, conhecem-se, pelo menos, 142 géneros de dinossauros celurossauros não-neornites, ou seja, os dinossauros terópodes precursores das aves actuais. Estes valores só contabilizam os géneros, mas o número aumenta drasticamente (para a ordem de milhares) se contarmos todos os achados e ocorrências e incluirmos todas as espécies de cada género. Alguns exemplos de dinossauros com penas (ou com características partilhadas) são o Sinosauropteryx, Beipiaosaurus, Caudipteryx, Pelicanimimus, Protoarchaeopteryx, Alvarezsaurus, Sinornothosaurus, Archaeopteryx, Microraptor, Rahoniavis, Confuciusornis, Iberomesornis, e Liaoningornis.

Mas claro que os criacionistas continuam a dizer que não é suficiente. Podíamos apresentar milhares de "fósseis de transição" que eles continuariam a dizer que não era suficiente. 

Referência: 
MATEUS, O. 2008. Fósseis de transição, elos perdidos, fósseis vivos e espécies estáveis, pp. 77-96, in Levy et al. (eds.), Evolução: História e Argumentos. ISBN: 978-989-8025-55-5.

segunda-feira, outubro 13, 2008

X Congresso Luso-Espanhol de Herpetologia


A nossa equipa (Octávio Mateus, Carlos Natário, Ricardo Araújo e Rui Castanhinha) vai participar no próximo congresso Luso-Espanhol de Herpetologia. Temos novidades interessantes para a paleontologia de vertebrados de Portugal, por isso é só dar um pulinho até Coimbra nos próximos dias 15 a 18 de Outubro (a nossa comunicação oral será no sábado). Aqui vai o link para mais informações.

quinta-feira, agosto 28, 2008

Pegadas na Praia dos Olhos de Água

Deixo uma sugestão de Verão: a jazida de pegadas, na praia de Olhos de Água,
a sul da Praia do Cortiço, no concelho de Óbidos é sempre uma boa visita,
aproveitando os últimos dias de Agosto, numa das mais bonitas praias da
região. Veja a localização no Google Maps aqui.




Foi descoberta inicialmente pelo Sr. António Miranda e publicada em 2003 por
mim e Prof. Miguel Telles Antunes. A referência é:

Mateus, O. & Antunes, M.T. (2003). A new dinosaur tracksite in the Lower
Cretaceous of Portugal. Ciências da Terra (UNL), 15: 253-262. (em PDF)

O resumo da publicação de 2003:

É descrita uma nova jazida de pistas de dinossauros no Cretácico inferior (Aptiano-Albiano) na praia de Olhos de Água, a primeira ocorrência de fósseis de vertebrados na Unidade estratigráfica em causa. Foram observadas 128 pegadas e 17 pistas numa superfície de ca. de 80 m2, permitindo reconhecer três morfotipos de pegadas tridáctilas: - Tipo 1 ("Iguanodontipus") – pistas D, F, K, J e P; - Tipo 2 (Terópode de grande porte), pegadas típicas de terópode, semelhantes a Grallator, i.e. pistas A, B, H e O; Tipo 3 (Terópode de porte médio), representadas só na pista M.
Além destas há algumas pistas mal conservadas, não identificadas. A pista B, de terópode, é sinuosa e foi produzida por um animal que coxeava. Outro caso interessante é o da pista M, dirigida de início para Este mas que muda drasticamente de direcção, para Oeste, ao mesmo tempo que o movimento se acelerou; o dinossauro decidiu virar-se e correr em sentido oposto.
Esta jazida evidencia pistas segundo três direcções principais: para Sul, para Este e para Oeste. Com a excepção da pista O, os grandes terópodes dirigiam-se para Sul (pistas A, B, G e H).
Perpendicularmente a estas, há pistas de ornitópodes, pequenos terópodes e dinossauros não identificados dirigidas para Este (5) e para Oeste (7). A repartição segregada em grupos de pistas e de direcções (com pistas de grandes terópodes dirigidas para Sul e de outros dinossauros para Oeste ou para Este pode significar que grandes terópodes vigiavam áreas de acesso a um recurso importante, muito provavelmente água, frequentemente procurada por ornitópodes e terópodes de menor porte. Não há indícios de comportamento social ou de gregarismo; a sobreposição de
pegadas mostra que os grandes terópodes que se dirigiam para Sul passaram em várias ocasiões. Foi possível caracterizar três sequências de pistas por ordem cronológica.

quinta-feira, julho 31, 2008

Apresentação do maior dinossauro carnívoro do Jurássico em Portugal


O Museu da Lourinhã, convida todos os associados e população em geral a comparecer à apresentação do maior dinossauro carnívoro do Jurássico em Portugal que decorrerá na sequência do acto público abaixo, no próximo sábado, dia 2 de Agosto, pelas 15h,no Auditório Municipal da Lourinhã.

Com a participação de:
Prof. Doutor Miguel Telles Antunes da Academia das Ciências de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa e Museu da Lourinhã, o Doutor Octávio Mateus do Museu da Lourinhã e Universidade Nova de Lisboa.

Dentre os dinossauros, Torvosaurus – "lagarto selvagem", 150 milhões de anos, aproximadamente – é o maior carnívoro do Jurássico. Com efeito, os maiores carnívoros são mais recentes. São exemplos o Spinosaurus – "lagarto com espinhos" que data de há cerca de 95 milhões de anos – e o famoso Tyrannosaurus – "lagarto tirano" de há cerca de 66 Ma; ambos datam do Período Cretácico.


Torvosaurus, descoberto em 1972 no Colorado, Estados Unidos, e descrito por Peter Galton e James Jensen, em 1979, era o maior dinossauro carnívoro do Jurássico até então conhecido.

Em Portugal, o primeiro Torvosaurus foi identificado a partir de um osso da perna pelos paleontólogos do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa, Octávio Mateus e M. Telles Antunes. Estes anunciaram em 2006 a descoberta de parte de um crânio, incluindo o maxilar, que serviu de base para reconstituir o crânio – reconstituição que passa, agora, a integrar a exposição do Museu da Lourinhã.

O espécime foi encontrado em 27 de Julho de 2003 por um rapaz holandês, então com 10 anos, Jacob Walen, quando passeava com o pai, experiente colector de fósseis. Este, entregou o exemplar ao Museu da Lourinhã.

O espécime português tem dimensões que excedem ligeiramente as do norte-americano; é, por isso, o maior predador terrestre do Período Jurássico actualmente conhecido.

O crânio, com um metro e quarenta de comprimento, está munido de dentes cortantes, achatados lateralmente em forma de lâmina, com 13 cm. Estará exposto ao público a partir de sábado, 2 de Agosto.


In Museu da Lourinhã www.museulourinha.org


sábado, junho 21, 2008

5 dinossauros... 5 fotografias

O post de hoje é composto por 5 fotografia originais de dinossauros: Othnielia, Archaeornithomimus, Afrovenator, Bambiraptor e Byronosaurus.








Réplica do pé de Othnielia rex, um ornitópode.




Crânio original de Byronosaurus, um dinossauro terópode (carnívoro).








Réplica do esqueleto de um Archaeornithomimus, um dinossauro terópode ornitomimossauro.

Bambiraptor (réplica de esqueleto), dinossauro terópode.


Afrovenator, réplica do membro posterior (perna). Dinossauro terópode.

sexta-feira, maio 09, 2008

Foto do dia: Oviraptor

Durante os passados 7 dias, coloquei uma selecção de fotografias que fiz de dinossauros.

Hoje, a última, é de um Oviraptor, um terópode ovirraptorídeo:

Voltarei a fazer esta sessão de "fotos do dia" caso tenha pedidos dos leitores deste blog.

sábado, maio 03, 2008

Foto do dinossauro do dia: Albertosaurus

Durante uma semana, tentarei fazer o post de uma fotografia de um dinossauro por dia. Hoje começamos pelo Albertosaurus:




terça-feira, janeiro 11, 2005

INTERNATIONAL CONTEST OF DINOSAUR ILLUSTRATION 2005

REGULATIONS of the 5th Annual
INTERNATIONAL CONTEST OF DINOSAUR ILLUSTRATION
ICDI 2005

1. Theme: Dinosaurs and other Mesozoic reptiles. Drawings of bones or life-like representation of dinosaurs are accepted.

2. Identification: The illustrations must be accompanied by the identification of the author (name, age, Email, phone number, address and other contacts). Each illustration should be titled (the name of the dinosaur is preferred).

3. Participants: Any participant, national or foreign, over the age of 15 is accepted.

4. Size and techniques: no smaller than 148 x 210 mm. The frame is optional although encouraged. All illustration techniques and materials are accepted.

5. Illustration selection: The drawings will be selected by their scientific precision and technique quality. Drawings of Portuguese species are preferred as well as species in their natural environment in the case of life reconstitution.

6. Calendar: Participation deadline: 31st of July 2005;
Exposition and prize announcement: October 2005
Devolution of the art-works to authors: From November 2005

7. The prizes will be paid in Euro.
1st prize 1000 Euros
2nd prize 500 Euros
3rd prize 250 Euros
5 honourable mentions 50 Euros each
Two prizes will be for fossils illustrations.


8. Shipping and submissions: The illustrations can be sent by post mail or delivery to the Museum of Lourinhã.

Address: Museu da Lourinhã,
Rua João Luis de Moura,
2530-157 Lourinhã, PORTUGAL.

The Museum is not responsible for any damages or loss of the material in competition. The Museum of Lourinhã will not pay any customs fees or taxes. In order to avoid high fees and customs taxes, we advise US participants to declare the package as “no commercial value” and as a “gift” to the Museum. Participants are advised to provide good packing. In last ICDI editions some illustrations were damaged during posting. Email submissions are not valid.

9. Digital images should be printed in paper but a copy in CD-Rom must be also submitted with a minimum definition of 300 dpi, natural size, not compressed. Those will not be returned.

10. Artwork devolution costs above 50 Euros will be supported by the participant. Digital artwork will not be returned.

11. The Jury is composed by Miguel Telles Antunes (paleontologist), Fernando Correia (biologist e scientific illustrator), Nuno Farinha (biologist e scientific illustrator), Octávio Mateus (paleontologist, organization) e José Projecto (painter). The jury’s final decisions are incontestable and the jury has the right to not attribute any prize, if the lack of the quality justifies it. The competition will only take place if there are, at least, ten competitors.

12. Reproduction rights: The Museum of Lourinhã has all reproduction and divulgations rights of the illustrations, including for books, Internet, merchandizing, editions, publications and scientific studies. The name of the author will be always quoted.

13. Illustrations submitted to previous ICDI editions are not valid.


Museu da Lourinhã
Rua João Luis de Moura,
2530-157 Lourinhã, PORTUGAL
Any questions should be addressed to Octávio Mateus (omateus@dinocasts.com).
www.museulourinha.org
http://www.dinodata.net/lusodinos/contest/index.htm