terça-feira, fevereiro 02, 2010

Fóssil de antepassado comum a todos os mamíferos descoberto em Moçambique

Notícia do Jornal Público:

Fóssil de antepassado comum a todos os mamíferos descoberto em Moçambique

Expedição de dois cientistas portugueses à zona do lago Niassa

29.01.2010 - 08:53 Por Teresa Firmino


Ricardo Araújo e Rui Castanhinha partiram numa aventura a Moçambique, no Verão passado, com uma ideia fixa: encontrar o primeiro dinossauro daquele país. Saiu-lhes na rifa algo ainda mais antigo e raro, que agora revelaram: o fóssil de um antepassado comum a todos os mamíferos, com 250 milhões de anos, quando ainda faltavam 30 milhões de anos para aparecerem os primeiros dinossauros.

O fóssil, agora nos EUA, voltará ao país de origem, ao Museu Nacional de GeologiaO fóssil, agora nos EUA, voltará ao país de origem, ao Museu Nacional de Geologia (DR)

Tanto Ricardo Araújo (24 anos) como Rui Castanhinha (27 anos) estavam prestes a entrar numa nova fase da vida. O primeiro ia começar o mestrado em paleontologia na Universidade Metodista do Sul, no Texas (Estados Unidos); o segundo, o doutoramento no Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras. Estavam ambos a colaborar, tal como agora, com o paleontólogo Octávio Mateus, do Museu da Lourinhã, e antes da nova fase nada melhor do que uma expedição científica em África. “Eu e o Rui tínhamos decidido cometermos a loucura de partir para Moçambique para descobrir o primeiro dinossauro do país”, conta Ricardo Araújo.

Tal significava ir em prospecção num local com fósseis com mais de 65 milhões de anos, a altura em que os dinossauros se extinguiram. “Até agora, existe apenas um local em Moçambique com fósseis de vertebrados com mais de 65 milhões de anos: esse local é naquilo a que os geólogos chamam o Graben de Metangula [bacia que resultou da actividade tectónica], mesmo ao lado do lago Niassa.”

Rui Castanhinha teve de voltar a Portugal, mas o amigo continuou a viagem, só com um motorista e um guia local. “Tínhamos uma semana pela frente e os resultados até à data não eram animadores. Não tínhamos descoberto mais do que uns troncos [de árvores] fossilizados. Os dias foram-se passando e a minha frustração ia-se tornando mais palpável. Tinha de garantir o sucesso mínimo da expedição, nem que fosse um fragmento de osso convincente.”

E eis que os seus desejos se concretizaram. “Praticamente no último dia, depois de quase toda a região batida a pé, encontro finalmente no chão uma série de concreções [nódulos] calcárias, daquelas em que sabia que há fósseis”, lembra Ricardo Araújo. “Lá estava ele: um crânio completo de um ancestral comum a todos os mamíferos. Olhei primeiro para uma característica do crânio, sem me aperceber que tinha um esqueleto praticamente completo nas mãos.”

Ontem, a edição portuguesa da revista “National Geographic” assinalou a descoberta numa pequena notícia.

É um réptil mamaliano, com uns meros 15 centímetros de comprimento, que se encontrava enrolado sobre ele próprio e encarcerado na rocha esférica. “O esqueleto estar quase completo é relativamente único. Não há assim tantos fósseis de répteis mamalianos”, frisa Octávio Mateus. “Quando comparados com os dinossauros, os fósseis de répteis mamalianos são raros”, diz também Rui Castanhinha.

Tal como outros répteis mamalianos, este tem uma mistura de características anatómicas de réptil e mamífero. Deles surgiriam os mamíferos, que, até à extinção dos dinossauros, não passavam de animais do tamanho de ratinhos. Com o fim dos dinossauros, os mamíferos começaram a assumir uma variedade de formas e tamanhos.

Sem uma análise mais profunda do fóssil de Moçambique, ainda a ser limpo dos sedimentos nos EUA, a equipa apenas pode dizer pertence aos sinapsídeos, grupo de vertebrados terrestres de que fazem parte, entre outros, os mamíferos. Não quer dizer que o fóssil de Moçambique, em concreto, tenha dado origem aos mamíferos.

Mas o facto de ter sido encontrado o crânio com o resto do esqueleto pode ajudar a desvendar um pouco mais a história evolutiva dos mamíferos. “Ainda não sabemos se será uma espécie nova, será certamente um espécime importante”, diz Ricardo Araújo, que destaca ainda o seu tamanho diminuto: “O que poderá indicar que ou era uma espécie muito pequena, ou era um jovem sinapsídeo passeando pelo Niassa há 250 milhões de anos.”

V Jornadas Internacionales de Paleontología de Dinosaurios y su Entorno, 2010

via TIERRA DE DINOSAURIOS by El CAS y Silvia Mielgo Gallego on 1/11/10

El Colectivo Arqueológico y Paleontológico Salense, C.A.S. y el Museo de Dinosaurios de Salas de los Infantes anuncian la próxima celebración de las V Jornadas Internacionales sobre Paleontología de Dinosaurios y su Entorno, que se celebrarán en Salas de los Infantes (Burgos) del 16 al 18 de septiembre de 2010 con la colaboración de la Universidad de Salamanca, de la Universidad de Zaragoza y de la Fundación para el Estudio de los Dinosaurios en Castilla y León.

El principal objetivo de las jornadas es la presentación y discusión de los avances más recientes sobre Paleontología de dinosaurios y todo lo relacionado con los ecosistemas mesozoicos en los que habitaron. Durante las Jornadas se impartirán ocho ponencias por parte de especialistas nacionales e internacionales de reconocido prestigio. Además habrá sesiones científicas y comunicaciones orales y en póster.

Si queréis ver la primera circular de las jornadas podéis visitar el blog del evento y descargarla en la sección "Documentos".

(Por curiosidade, este é o primeiro post em castelhano no Lusodinos, por ter sido "roubado" do blog TIERRA DE DINOSAURIOS)

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Congresso Nacional de Geologia e Ibérico de Paleontologia em Julho



Este Julho será animado por dois importantes congressos em Portugal:

VIII
Congresso Nacional de Geologia
http://www.dct.uminho.pt/cng2010/
UM, Braga, 9-16 de Julho de 2010


III Congresso Ibérico de Paleontologia
FCT, Lisboa, 7 a 10 de Julho de 2010

É pena serem concomitantes em parte do tempo.







quinta-feira, janeiro 28, 2010

Cores nas penas dos dinossauros

Identificadas cores de penas de dinossauros pela primeira vez

2010-01-28


(Ilustração: Jim Robins/Universidade de Bristol)" align="left" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; border-style: initial; border-color: initial; border-style: initial; border-color: initial; ">
Sinosauropteryx
(Ilustração: Jim Robins/Universidade de Bristol)

O conhecimento científico sobre dinossauros é muito vasto, mas até agora nada se sabia sobre as suas cores, uma vez que peles e pigmentos não se preservam ao longo de milhões de anos. Contudo, um grupo de investigadores chineses, irlandeses e britânicos conseguiu identificar pela primeira vez as cores de penas de dinossauros e de algumas das primeiras aves, descrevendo os resultados desta investigação na revistaNature.

Verificaram assim que o dinossauro terópode Sinosauropteryx, que viveu há cem milhões de anos, tinha uma plumagem que alternava entre o laranja e o branco e que o Confuciusornis, uma das primeiras aves, possuía uma panóplia de cores que variavam entre o branco, preto, laranja e castanho. Além disso constataram que as penas surgiram antes das asas, pelo que inicialmente não funcionavam como estruturas de voo.



Foram analisados dois tipos de melanossomas, pequenos órgãos que contêm melanina e dão cor às penas, comuns aos dois animais supracitados e que foram descobertos em fósseis encontrados em Jehol, na China. O estudo refere que o Sinosauropteryx tinha apenas a cauda e o topo do dorso cobertos por penas que se assemelhavam a pelos rijos e não às dos pássaros modernos.

De acordo com os autores, esta descoberta pode abrir portas a novas questões acerca da história evolutiva das penas e da sua base genética. "A nossa investigação fornece novas pistas sobre as origens das penas", explicou Mike Benton, paleontólogo da Universidade de Bristol e um dos cientistas da equipa.

Segundo Mike Benton, os dados obtidos "contribuem para solucionar um antigo debate sobre a função original das penas, que se pensava poderem ser a do voo ou a protecção térmica", sabendo-se agora que não surgiram com esses propósitos.

Os investigadores acreditam assim que as penas surgiram como agentes coloridos para exibição e que só posteriormente tornaram-se úteis para o voo e protecção térmica.


Retirado do artigo de Ciência Hoje.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Mini-simpósios de Paleontologia


O Museu da Lourinhã vai organizar dois Mini-simpósios de Paleontologia nos próximos sábados 16 e 23 de Janeiro de 2010. A entrava é livre e aberta a todos!



8th Mini-Symposium on Paleontology
January 16th, 2010, Saturday
Museu da Lourinhã

10:50 Octávio Mateus - Welcome
11:00 Christophe Hendrickx
– A short introduction on evolution (part I) [60 min.]
12: 00 Emanuel TschoppStegosaurs from Big Horn Basin, Wyoming, USA [40 min]

Lunch Break

14:30 Octávio Mateus – The Cretaceous skeleton coast of Angola [60 min]
13:30 Ricardo AraujoCranial musclature reconstruction in reptiles and biomechanical inferences in plesiosaurs [60 min]
16: 30 Eliza Jarl Estrup – Relation between blood and metabolism [15 min]

Break

17: 00 Christophe Hendrickx – A short introduction on evolution (part II) [60 min]
18:00 Bruno Pereira – Paleontology of equinoderms and new data from Portugal [40 min]





9th Mini-Symposium on Paleontology
January 23rd, 2010, Saturday
Museu da Lourinhã

14:30 Nuno Ferrand de Almeida – Recent evolution of Iberian herpetofauna

15:30 Octávio Mateus – Two paleontological projects: Portugal and Angola
16:30 Christophe Hendrickx – Diversity and disparity of sauropod dinosaurs
16:45 Emanuel Tschopp – The feet of a Camarasaurus (Dinosauria: Sauropoda)

terça-feira, janeiro 05, 2010

Repositório Científico da Universidade Nova de Lisboa


A Universidade Nova de Lisboa abriu um Repositório que pretende recolher, armazenar, gerir, preservar e permitir o acesso à produção intelectual da UNL,
incluindo PDF de artigos, teses e afins.

Basta aceder aqui http://run.unl.pt/ e... boa busca!




domingo, janeiro 03, 2010

Dinossauro Miragaia longicollum entre as 10 principais descobertas de 2009


O Diário de Notícias elegeu as "Dez descobertas científicas de 2009 com selo português" entre as quais a descoberta do dinossauro estegossauro Miragaia longicollum, descrito em Fevereiro passado, e as trilobites gigantes de Arouca.


Diz o artigo:
"Investigadores portugueses, dentro ou fora de portas, marcaram pontos em 2009. Alguns estiveram mesmo na base de descobertas de grande impacto internacional. A detecção de ADN com uma vulgar impressora, a descodificação do genoma do cancro da mama ou a descoberta de novos planetas são alguns dos avanços envolvendo cientistas nacionais que marcaram o ano que terminou.
(...)
1. Descodificador do genoma do cancro da mama, em português
2. Sensor de ADN barato e amigo do ambiente
3. Portugal tem o maior conjunto de fósseis de trilobites do mundo
O País entrou, em 2009, no mapa da paleontologia com o maior e mais completo conjunto de fósseis de trilobites do mundo. Foi descoberto na região de Arouca, perto de Aveiro, por uma equipa de paleontólogos espanhóis e portugueses. Entre os fósseis encontrados estão também os maiores exemplares conhecidos. Isto porque até agora, os restos destes seres pré-históricos, que dominaram os mares até há 250 milhões de anos, não ultrapassavam os 10 centímetros de comprimento, mas os de Arouca chegam aos 30. Alguns restos mostram que os exemplares podiam atingir mesmo os 90 centímetros. A descoberta foi publicada na revista Geology.

4. .. e baptizou nova espécie de dinossauro

Mas no das descobertas pré-históricas, o País foi mais além, baptizando um novo dinossauro o Miragaia longicollum. A nova espécie foi descoberta na Lourinhã pela equipa do paleontólogo Octávio Mateus, do museu daquela localidade e da Universidade Nova de Lisboa. Este é um novo estegossauro que os seus descobridores baptizaram de Miragaia longicollum, um nome cheio de significados. Entre eles, o de pescoço comprido, uma das imagens de marca da espécie. O artigo descrevendo o novo dinossauro, que viveu no Jurássico Superior (há 150 milhões de anos), publicado na Proceedings of the Royal Society, pela equipa liderada por Octávio Mateus, culminou um trabalho de dez anos.

5. 32 novos planetas com a marca de um português

6. Trabalham em Portugal os melhores em cardiotocografia

7. Descoberta nova espécie...

8. Ajudar a controlar as células imunitárias

9. Novo tratamento para o Alzheimer e Parkinson

10. Telhas 'bonitas' e que alimentam o resto da casa



domingo, dezembro 13, 2009

Paleontologo orgulhoso (?)

Sento-me, a horas improvaveis, numa cadeira desconfortavel do Shuler Museum e reparo no que tenho em volta. Para alem dos fosseis empilhados em armarios de metal, para alem dos cranios impressionantes de fitossauros, para alem dos esqueletos articulados de criaturas bizarras... vejo discussoes inflamadas sobre os detalhes da Evolucao, vejo ideias e resolucoes interessantes baseadas nos mesmos fosseis bizarros, vejo horas que escoam num domimgo lamacento no topo de uma arriba, vejo os olhos que brilham quando alguem diz no campo "Vejam so o que encontrei!", oico o martelo percurssor do laborioso preparador... e, penso... Caracas, por mais que quisesse nunca conseguiria encontrar uma profissao como esta porra...

Todas as horas que dispendi a tirar fotocopias de artigos obscuros e que nao serviam para nada, que dispendi a encharcar as botas de lama e voltar a casa com meia duzia de pedras no bolso, que dispendi a fritar os olhos a frente do computador aguardando que ele me desse resultados desoladores... todas essas horas, nao as dou a ninguem.

'As vezes ate me custa mesmo perceber como e' que alguem pode gostar de outra coisa senao paleontologia... quem e' que gosta de metalurgia, bolas? De contabilidade? Tenho de me contorcer para compreender isso, sim, eu sei, gostos nao se discutem...

terça-feira, dezembro 01, 2009

V Congresso dos Jovens Geocientistas


Decorrerá, nos dias 25 e 26 de Fevereiro de 2010, o V Congresso dos Jovens Geocientistas, organizado pelo Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

Este Congresso destina-se aos alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, numa parceria entre professores do Ensino Superior, professores do Ensino Básico e Secundário e alunos.

segunda-feira, novembro 23, 2009

Musculos trigeminais nos repteis: quem se mexe? Musculos ou ossos

E um bocado estranho estar a escrever sobre um topico tao esoterico (ainda por cima sem acentos), mas sinto-me no dever de partilhar com outros aquilo que aprendi. Quando cheguei aqui a SMU (Southern Methodist University) no inicio do semestre o Mike Polcyn (especialista em mosassauros) mostrou-me o holotipo do Libonectes morgani, um cranio perfeitamente intacto de um plesiossauro elasmossaurideo do Cretacico Superior do Texas. Os plesiossauros fazem lembrar as representacoes do monstro de Loch Ness da Escocia. Nao consegui deixar fazer cair o meu queixo... o cranio e simplesmente fantastico. Tendo sido inicialmente estudado por Samuel Welles em 1949(erigindo a especie Elasmosaurus morgani) que depois foi reinterpretado por Carpenter (1997), dando-lhe o presente nome.

Enfim, tirando estes factos e curioso que os plesiossauros tem geralmente uma grande fenestra supratemporal (uma abertura na parte superior do cranio). Os notossauros, 'plesiossauros primitivos', tem uma condicao extrema com a fenestra varias vezes maior que as orbitas. O que e que isto quer dizer?


Se entendermos o espaco criado pela fenestra supratemporal (geralmente designado como camara aductora) como o volume ocupado pelos musculos trigeminais (assim designados por serem enervados pelo nervo trigeminal), significa que os plesiossauros tinham poderosos musculos que fechavam a boca nas suas presas. Isto porque a seccao transversal de um musculo - logo, o seu volume - esta directamente relacionado como a forca que ele produz. Isto e, quanto mais grosso um musculo mais forte ele e.

Acontece que, as areas onde se inserem os musculos trigeminais nos plesiossauros sao em tudo semelhantes a outros repteis. E, os musculos sao essencialmente os mesmos. Sao eles:

- Musculus adductor mandibulae externus
- Musculus pseudotemporalis
- Musculus adductor mandibulae posterior
- Musculus pterygoideus (e o musculo responsavel pelas valentes dentadas dos crocodilos)


Isto e fascinante e reflecte bem um padrao curioso... muitas vezes nao sao os musculos que alteram a sua posicao relativa ao longo da evolucao no sentido de se ajustarem a diferentes funcoes relacionadas com modos especificos de vida (e.g. crocodilo do Nilo, come presas de grandes dimensoes, ou, o gavial que come peixes que se deslocam rapidamente). Mas sim os ossos onde os musculos se inserem que mudam de forma ao longo da evolucao! Isto nao e verdade para todos os musculos e ossos, mas e certamente verdade para os musculos trigeminais maioria dos repteis.

terça-feira, novembro 10, 2009

(Dis)Entangling Darwin


(Dis)Entangling Darwin:Cross-Disciplinary Reflections on the Man and his Legacy

University of Porto, Portugal, 4 - 5 December 2009

Laura Russell, 1869

REGISTRATION NOW OPEN.
For registration form and payment, please click here.


CALL FOR PAPERS

2009 marks the bicentenary of Charles Darwin's birth (12 February 1809) and the 150th anniversary of the publication of his groundbreaking On the Origin of Species (24 November 1859).
The University of Porto CETAPS (Centre for English, Translation and Anglo-Portuguese Studies) is holding a special conference to honour Charles Darwin's enduring legacy, and examine how his ideas remain central to contemporary research, within and beyond the biological sciences, echoing the global celebrations of his life and work, and his impact across the disciplines.

Keynote Speakers:

David Amigoni (Keele University, UK)
http://www.keele.ac.uk/depts/en/staff/d_amigoni.html

John Van Wyhe (Cambridge University, UK)
http://darwin-online.org.uk/people/van_wyhe.html


Special Guest Speakers:

Ana Leonor Pereira - Historian. History and Sociology of Science and Culture/Specialist in the History of Darwinism in Portugal (UC).

João Cabral - Historian and Botanist. Specialist in Darwin's contributions to nineteenth-century botanical studies (FCUP).

Jorge Vieira - Biologist/Molecular Evolution/IBMC (Institute for Molecular and Cell Biology).

Nuno Ferrand - Biologist. CIBIO coordinator (Research Center in Biodiversity and Genetic Resources - UP).

Octávio Mateus - Biologist and Paleontologist (specialist in Dinosaurs. FCT-UNL/Museum of Lourinhã).

Paulo Gama Mota - Biologist, specialist in behavioural ecology. Director of the Museum of Science (Coimbra) and Vice-President of the Portuguese Ethological Society. Responsible for various scientific projects, including collaborations with the National Geographic Society (FCT-UC/ IMAR/ CIBIO).


The conference title draws inspiration from the notable conclusion of Darwin's On the Origin of Species. In it he writes:

It is interesting to contemplate an entangled bank, clothed with many plants of many kinds, with birds singing on the bushes, with various insects flitting about, and with worms crawling through the damp earth, and to reflect that these elaborately constructed forms, so different from each other, and dependent on each other in so complex a manner, have all been produced by laws acting around us [...] There is grandeur in this view of life, with its several powers, having been originally breathed into a few forms or into one; and that, whilst this planet has gone cycling on according to the fixed law of gravity, from so simple a beginning endless forms most beautiful and most wonderful have been, and are being, evolved.

Darwin's descriptions rely on the formulation of incredibly complex and visual pictures, often portrayed in a series of "imaginary illustrations" which combine colourful arrangements of both facts and suppositions. The reader is constantly involved in a visual perceptual chaos of entanglements and webbed relationships, performances and theatricalities, exhibiting the way in which the human, animal and natural worlds are mutually imbricated. This conference wishes to contribute to the ongoing disentanglement of Darwin's legacy, which remains as controversial to twenty-first century critics as it was to Darwin's contemporaries. There are still many missing links and inherent contradictions that continue to attract growing, interdisciplinary attention from a wide range of specialisms. All in all, the re-drawing of physical and psychological frontiers demanded by evolutionary theory in an attempt to define what is meant by human nature is still very much in progress, validating at the same time extraordinary opportunities for further research.

We welcome 20-minute papers in English dealing with all aspects of Darwin's legacy, from science to literature and the social sciences, the visual arts, religion, philosophy, politics and cultural relations.

Please include the following information with your proposal: the full title of your paper; a 250-300 word abstract; your name, postal address and e-mail address; your institutional affiliation and position; any audiovisual requirements you may have.

The deadline for proposals is 31 October 2009. Participants will be notified of acceptance no later than 8 November 2009.

Inquiries and proposals should be sent to the following e-mail: darwinporto2009@letras.up.pt

Conference fee: 60,00 € (includes coffee breaks and Friday lunch). Attendance is free for UP students.

OPTIONAL - Conference Dinner (Friday): 20 €

Please check the Porto Faculty of Letters/Sigarra website for updates.

Additional Information
Porto http://www.travel-in-portugal.com/Porto/
Airport http://www.ana.pt/portal/page/portal/ANA/AEROPORTO_PORTO/

Organising Committee
Fátima Vieira
Jorge Bastos da Silva
Sara Graça da Silva

sábado, novembro 07, 2009

Regresse ao tempo dos Dinossauros!

Artigo na revista "Expresso":

Ócio: Regresse ao tempo dos Dinossauros!

Tenha um sábado jurássico e emocionante no Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva. E saiba como é viver no limite...


Ócio: Regresse ao tempo dos Dinossauros!

Sabia que existiam dinossauros com penas e bicos de pato? E que as galinhas são primas afastadas destes animais? Que razão terá levado à extinção destes gigantes no Cretácico, há 65 milhões de anos?

Se é curioso(a) e o mundo jurássico é um tema que o (a) faz arregalar os olhos, então isto é feito a pensar em si. E, claro, nos seus filhos. Os oradores que vão debater e responder a estas e outras perguntas serão Henrique Pereira, do Centro de Biologia Ambiental da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e Octávio Mateus, do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa. Uma conversa que vai arrancar este sábado, às 16h30, com entrada gratuita.

Aliás, eles partirão de uma pergunta principal que definirá a rota deste colóquio "jurássico" (e que dá início ao ciclo Expedições Extremas): Quem tramou os dinossauros? A pensar nos mais pequenos, o tempo geológico no Pavilhão do Conhecimento vai ser acelerado: entre as 11h30 e as 13h vão poder construir um fóssil em poucos minutos, contrariando a lógica dos verdadeiros, que demoram milhares ou milhões de anos para se formar.

Das 15h às 17h o desafio é vestir a pele de um paleontólogo e participar numa escavação onde podem encontrar dinossauros. Antes ou depois destas actividades, não deixem de visitar a exposição "Extremos - Viver no limite" e descubram como mesmo nos locais mais inóspitos do planeta há seres vivos que subsistem em condições de calor intenso, frio gélido, falta de água, escassez de oxigénio ou escuridão permanente. Desafios extremos à existência de vida.

quinta-feira, novembro 05, 2009

Quem tramou os dinossauros? (Palestra 7 Nov., Lisboa)

A partir de Novembro, o Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva dá início ao ciclo de colóquios Expedições Extremas, que tem por base a exposição interactiva EXTREMOS Viver no Limite. Os colóquios têm lugar uma vez por mês, aos sábados, a partir das 16h30, no auditório do Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva. A entrada é gratuita.

7 de Novembro
Quem tramou os dinossauros?
Adaptações e extinções ao longo dos tempos

Sabia que existiram dinossauros com penas e bicos de pato? E que as galinhas são primas distantes destes animais? Que razão terá levado à extinção destes gigantes no Cretácico, há 65 milhões de anos? A vida na Terra está repleta de histórias de espécies que se adaptaram e extinguiram ao longo dos tempos e até aos dias de hoje. Venha conhecê-las neste colóquio.

Octávio Mateus - Museu da Lourinhã e Universidade Nova de Lisboa
Henrique Pereira - Centro de Biologia Ambiental, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

ACTIVIDADES PARA CRIANÇAS:

Vem fazer o teu próprio fóssil!

Os fósseis de verdade levam milhares ou milhões de anos para se formar. Mas hoje podes usar gesso para fazer um fóssil em poucos minutos. Descobre como!

Das 11.30 às 13h, Espaço Exterior

Vem escavar um dinossauro!

Vem experimentar ser paleontólogo por uma tarde e participa numa escavação onde poderás encontrar dinossauros! Estás preparado?

Das 15h às 17h, Espaço Exterior

http://www.pavconhecimento.pt/destaques/index.asp?accao=shownot&id_noticia=448

Dinossauro da Mongólia, Yamaceratops, com "nova" geologia

Durante a expedição ao deserto de Gobi, na Mongólia, em 1997 descobrimos numerosos ossos e novas jazidas. Um dos achados foram os dinossauros ceratopsianos Yamaceratops, o que nos levou a compreender melhor a geologia da região. A mistura de conceitos geológicos levou a muitas confusões na região de Shine Us Khudag, no Gobi oriental, e o artigo publicado este ano, liderado pelo geólogo David Eberth com a nossa participação ajuda a esclarecer o idade e formação exacta do Yamaceratops.

D. A. Eberth, Y. Kobayashi, Y.-N. Lee, O. Mateus, F. Therrien, D.K. Zelenitsky, M.A. Norell. 2009. Assignment of Yamaceratops dorngobiensis and Associated Redbeds at Shine Us Khudag (Eastern Gobi, Dorngobi Province, Mongolia) to the Redescribed Javkhlant Formation (Upper Cretaceous) . Journal of Vertebrate Paleontology 29(1):295–302, March 2009
http://www.bioone.org/doi/abs/10.1671/039.029.0105
Print ISSN: 0272-4634 PDF


Paleogeografia de Africa durante o Cretácico

A paleontologia de vertebrados pode dar bons contributos à paleogeografia. No artigo publicado no Buletim da Sociedade Geológica de França, usamos os nossos conhecimentos adquiridos no trabalho desenvolvido em Angola para melhor compreender o ambiente e geografia de África durante o Cretácico Superior.

A, Late Turonian (90 Ma) lowstand paleogeography of the South Atlantic region; B, Late Turonian upwelling in the South Atlantic region (blue areas = upwelling; size of blue dots represents volume of upwelling X persistence); C, Late Turonian rainfall and runoff pattern the South Atlantic region (green = land runoff; size of cyan squares represents average annual rainfall); D, Late Turonian salinity (red = more salty; blue = less salty; arrows = summer surface ocean currents). Blue dashed lines = lowstand; brown dashed lines = highstand [Scotese, 2008].
After Jacobs et al., 2009.

L L Jacobs, O Mateus, M J Polcyn, A S Schulp, C R Scotese, A Goswami, K M Ferguson (2009) Cretaceous paleogeography, paleoclimatology, and amniote biogeography of the low and mid-latitude SouthAtlantic Ocean Bull. Soc. géol. Fr. 180: 4. 333-341.


Key-words. – Paleobiogeography, Angola, South Atlantic, Cretaceous, Mosasaur, Angolasaurus, Turtles, Chelonians, Squamates.

Abstract. – The Cretaceous tropical Atlantic Ocean was the setting for an initial tectonically controlled late Aptian shallow water ( 300 m) connection between the northern and southern portions of the Atlantic, followed by a deep-water connection by the Turonian. Ocean currents changed with deepening of the South Atlantic and progressive widening of the Equatorial Atlantic Gateway. Aptian evaporite deposition came to a halt. The Albian-Turonian interval includes atrend toward increasing sea level and was characterized by globally warm sea surface temperatures. Productive areas of coastal upwelling led to the deposition of organic-rich sediments varying in position along the African coast with time, culminating in the Benguela Upwelling that commenced in the Miocene. The drift of Africa in the Late Cretaceous indicatesthat throughout most of this period, the coastal area around the fossil locality of Iembe, north of Luanda, Angola, lay in arid latitudes (15o S to 30o S), which are generally characterized by sparse vegetation. This presumption is consistent with the utter lack of macroscopic terrestrial plant debris washed into near shore sedimentary environments and indicates that organic rich marine shales have a minimal terrestrial carbon component. The connection of the North and South Atlantic oceans severed a direct terrestrial dispersal route between South America and Africa, but opened a north-south dispersal route for marine amniotes. This seaway was used by late Turonian mosasaurs and sea turtles as evidenced by Angolasaurus and a new turtle taxon close to Sandownia, both found at Iembe and derived from northern clades. The presence of a sauropod in late Turonian sediments, also from Iembe, suggests that this animal was tolerant of warm, arid conditions as the desert elephants of Namibia are today. Further, it suggests that the waning terrestrial dispersal route between South America and Africa was situated in a region where high temperature, low rainfall, and sparse vegetation would be expected to restrict the movement of more mesic and ecologically sensitive species..

Diversidade de pegadas do Jurássico Superior de Portugal

Portugal tem uma incrível diversidade de pegadas de dinossauro. Neste artigo publicado na revista Lethaia, divulgamos mais umas pegadas, que incluem várias de saurópode, terópode, estegossauro. Algumas têm marcas da pele ou mesmo da inserção da garra no dedo.
A de terópode é enorme, sendo uma das maiores pegadas de um dinossauro carnívoro do Jurássico.

O Mateus, J Milàn (2009) A diverse Upper Jurassic dinosaur ichnofauna from central-west Portugal Lethaia 10.1111/j.1502-3931.2009.00190.x:
Abstract: A newly discovered dinosaur track-assemblage from the Upper Jurassic Lourinhã Formation (Lusitanian Basin, central-west Portugal), comprises medium- to large-sized sauropod tracks with well-preserved impressions of soft tissue anatomy, stegosaur tracks and tracks from medium- to large-sized theropods. The 400-m-thick Lourinhã Formation consists of mostly aluvial sediments, deposited during the early rifting of the Atlantic Ocean in the Kimmeridgian and Tithonian. The stratigraphic succession shows several shifts between flood-plain mud and fluvial sands that favour preservation and fossilization of tracks. The studied track-assemblage is found preserved as natural casts on the underside of a thin bivalve-rich carbonate bed near the Tithonian–Kimmeridgian boundary. The diversity of the tracks from the new track assemblage is compared with similar faunas from the Upper Jurassic of Asturias, Spain and the Middle Jurassic Yorkshire Coast of England. The Portuguese record of Upper Jurassic dinosaur body fossils show close similarity to the track fauna from the Lourinhã Formation.


quarta-feira, novembro 04, 2009

Extinção

Documentário espectacular: HOME

O documentário intitulado "Home" é seguramente o documentário com a melhor fotografia que eu já vi. Tem fantásticas imagens de geologia . Conta-nos sobre a nossa casa, o planeta Terra, mostrando bem o nosso papel no globo.

É um filme a não perder e está integralmente disponível no Youtube em: http://www.youtube.com/watch?v=jqxENMKaeCU (cerca de 1h30min.)

O trailer, de apenas de 2:27 min., dá um resumo:




terça-feira, novembro 03, 2009

Teia de aranha do Cretáceo chegou aos nossos dias

Teia de aranha do Cretáceo chegou aos nossos dias


Cientistas da Universidade de Oxford publicam artigo no «Journal of the Geological Society»

2009-11-02

Fios da teia de aranha do Cretáceo
Fios da teia de aranha do Cretáceo
Foi identificada a teia de aranha mais antiga até agora encontrada. Cientistas da Universidade de Oxford tiveram a sorte de lhes ir cair nas mãos esta preciosidade encontrada por um grupo de «caçadores de fósseis».

Na zona de Sussex, muito propícia a revelar vestígios de dinossauros, o grupo deparou-se com um estranho âmbar que entregou ao investigador Martin Brasier. Do início do Cretáceo, este raro âmbar continha, além dos fios da teia, excrementos de insectos, micróbios e matéria vegetal. O estudo foi agora publicado «Journal of the Geological Society».

No Cretáceo inferior o planeta era um lugar muito mais quente do que hoje e os dinossauros ainda dominavam. No entanto, assegura Brasier, as aranhas desta época são familiares directas das actuais e comuns aranhas de jardim: “Distinguem-se por deixarem poucas gotas de cola ao longo dos fios da teia para poderem capturar as suas presas”.

A teia chegou até aos nossos dias porque ficou presa em resina de árvores. Provavelmente devido a danos causados por um incêndio. O âmbar acabou por se ir afundar num grande lago e só agora, depois de muitos anos de erosão e de elevação do terreno, regressou à superfície.

Até ao momento, apenas uma parte do depósito foi analisado. Os cientistas de Oxford acreditam que ainda podem encontrar elementos muito interessantes, até porque estão a utilizar novas técnicas de imagem utilizadas na paleontologia.

Artigo: First report of amber with spider webs and microbial inclusions from the earliest Cretaceous (c. 140 Ma) of Hastings, Sussex

Fonte: Ciência Hoje

sábado, outubro 24, 2009

Maior concentração de pegadas de dinossauros descoberta em França

PUBLICO.PT - Maior concentração de pegadas de dinossauros descoberta em França


Na região de Jura

Maior concentração de pegadas de dinossauros descoberta em França

06.10.2009 - 16:57 Por PÚBLICO, com agências


A maior concentração de pegadas de dinossauros conhecida até hoje, correspondendo a animais pesando 30 ou 40 toneladas, foi descoberta na região de Jura, em França, por paleontólogos de Lyon, anunciou o Centro Nacional de Investigação Científica - CNRS.

Hubert Raguet/CNRS Photothèque

Algumas das pegadas descobertas em Plagne

Descobertas em Abril, em Plagne, por dois naturalistas amadores, as pegadas "são de um tamanho muito grande, podendo chegar a 1,20, 1,50 m de diâmetro", segundo o CNRS. As marcas foram conservadas numa camada calcária, com 150 milhões de anos, "período durante o qual a zona estava coberta por um mar quente e pouco profundo", segundo Jean-Pierre Mazin e Pierre Hantzpergue, do laboratório Paléoenvironnements e Paléobiosphères da Universidade de Lyon 1, que avaliaram o site.

“A descoberta destas pegadas mostra que os saurópodes (grandes dinossauros quadrúpedes e herbívoros) habitaram esta região durante uma fase de descida do nível do mar”, afirmam os especialistas. “Segundo a primeira avaliação dos investigadores, estes vestígios de dinossauro são os maiores conhecidos até hoje”, diz o CNRS. “Além disso, os trilhos formados por estas pegadas estendem-se sobre dezenas ou centenas de metros. As escavações mais importantes serão conduzidas nos próximos anos e poderão revelar o sítio de Plagne como um dos mais vastos e conhecidos do mundo", refere ainda o CNRS.

«Maravilhas» da geologia portuguesa em exposição

«Maravilhas» da geologia portuguesa em exposição

(fonte: Ciência Hoje, 2009-10-21)


De 27 de Outubro a 30 de Abril de 2010


de anos na actual zona de Chelas estará em exposição" align="right" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; border-style: initial; border-color: initial; border-style: initial; border-color: initial; ">
O crânio de um super-crocodilo que viveu há 12 milhões
de anos na actual zona de Chelas estará em exposição
As mais notáveis peças das colecções portuguesas de paleontologia, de arqueologia pré-histórica e de mineralogia vão estar expostas ao público no Museu Geológico de Portugal, em Lisboa, de 27 de Outubro a 30 de Abril de 2010.

Intitulada “As 27 primeiras maravilhas do Museu Geológico de Portugal”, esta exposição pretende dar a conhecer excepcionais testemunhos da história do território português e dos antepassados, animais e plantas que nele viveram ao longo de milhões de anos.

“Quando já tanto se falou das maravilhas do Mundo e de Portugal, julgamos oportuno trazer a público outro tipo de “maravilhas” cuja dificuldade esteve em escolher 27 por entre tantas”, sublinhou a organização da exposição.

Entre as relíquias expostas, os visitantes poderão admirar o Meteorito do Monte das Fortes (caído em Portugal em 1950), a Bacia de um Omosaurus lennieri (dinossauro herbívoro encontrado na zona de Lourinhã-Peniche-Caldas da Rainha) e o crânio de um super-crocodilo que viveu há 12 milhões de anos na actual zona de Chelas.

Estarão também patentes uma árvore com cinco milhões de anos, uma flor com 470 milhões de anos, o fóssil de cão que viveu há seis mil anos e objectos de há cinco mil anos a.C, descobertas que resultaram do trabalho de sucessivas gerações de investigadores e técnicos, que começou há mais de 150 anos.