quinta-feira, janeiro 06, 2011

Lourinhanosaurus antunesi é um dos novos dinossauros da Procon Collecta 2011

A Collecta lançou a nova colecção de bonecos comercializados a nível mundial. O dinossauro terópode Lourinhanosaurus antunesi, exposto no Museu da Lourinhã, é uma das novidades. Este ano também é o lançamento do Miragaia longicollum, pela Carnegie Collection, baseado num esqueleto também em exposição no museu lourinhanense.


Lourinhanosaurus
© Procon CollectA

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Estágio profissional no Museu da Lourinhã

O Museu da Lourinhã abriu uma vaga para o Programa ”Estágio Profissional para Licenciados”. Replico o comunicado que está no site do Museu da Lourinhã:


GEAL – Grupo de Etnologia e Arqueologia da Lourinhã 

Museu da Lourinhã 


Ao abrigo da Portaria nº681/2010, de 12 de Agosto, da Portaria nº 127/2010, de 1 de Março, da 
Resolução do Conselho de Ministros nº 5/2010, de 20 de Janeiro e da Portaria nº 127, de 1 de Março de 2010, em parceria com o Instituto do Emprego e Formação Profissional, o GEAL, entidade que tutela o Museu da Lourinhã, pretende realizar uma pré-selecção para uma vaga, a integrar no Programa ”Estágio Profissional para Licenciados”, com a duração de nove meses. 
Descrição da Função: 
- Serviços de recepção, visitas guiadas, vigilância, funcionamento da loja, actividades administrativas e apoio às actividades museológicas. 
Requisitos: 
- Habilitações literárias: Licenciatura nas áreas de actividade do Museu 
- Idade até 35 anos; 
- Desempregado(a) e inscrito(a) num Centro de Emprego (à data da candidatura); 
- Conhecimentos de informática na óptica do utilizador; 
- Conhecimento de línguas estrangeiras (preferencialmente duas, incluindo Inglês); 
- Capacidade de comunicação, de iniciativa e de trabalho em equipa. 
Método de selecção: 
- Análise curricular; 
- Análise de texto manuscrito (máximo 1 folha A4), relativo às motivações da candidatura; 
- Eventual entrevista. 
A candidatura deve ser apresentada através de  Europass curriculum vitae e  acompanhada do texto 
acima referido.
As candidaturas deverão ser entregues na sede do GEAL, ou enviadas por correio, para Rua João Luís de Moura, 95 – 2530-158 Lourinhã, até ao dia 28 de Dezembro de 2010.  
O Presidente da Direcção 
Hernâni Mergulhão 

"Dinossauros da Lourinhã e paleontologia para principiantes" em Livro

O Museu da Lourinhã lançou o livro "Dinossauros da Lourinhã e paleontologia para principiantes" de autoria de Simão Mateus.


A notícia do Jornal Alvorada:


Imprimir NotíciaSimão Mateus lançou livro que responde às interrogações da juventude: “Espero que aprendam um pouco mais sobre dinossauros”
“Dinossauros da Lourinhã e Paleontologia para Principiantes” é o nome do primeiro livro lançado pelo Grupo de Etnografia e Arqueologia da Lourinhã (GEAL) da autoria do lourinhanense Simão Mateus.


A sessão de lançamento teve lugar no passado dia 25 de Novembro, no Auditório Dr. Afonso Rodrigues Pereira, na Lourinhã, perante a presença de familiares, amigos, professores, crianças e jovens do concelho.

Editado pelo Museu da Lourinhã, os textos foram revistos por vários professores do ensino básico para adaptar os conteúdos aos currículos programáticos e teve revisão científica do irmão do autor, o paleontólogo Octávio Mateus. “É um livro que surgiu de muitas das questões que me são colocadas durante as visitas guiadas ao museu”, referiu na sessão Simão Mateus.

Ao escrever este livro, pensou nos alunos com quem está diariamente e que de vez em quando “precisam de uns auxiliares de memória com a informação condensada, simples e fácil de ler e, de preferência, que seja divertido”.

Além disso, a publicação condensa meio manual do programa escolar do 7º ano. “Tratam-se de histórias giras com desenhos que já tenho feito há algum tempo e decidi fazer uma espécie de caderno de campo”, referiu o jovem escritor. E deixou um apelo: “espero que aprendam um pouco mais sobre os dinossauros e a paleontologia de uma forma leve e simples”.

O presidente da direcção do GEAL expressou na ocasião que se trata de “um assunto que nos interessa e que é importante para todos nós e que se fez livro”. Sendo esta a primeira edição publicada pelo GEAL, “esperemos que venham mais e que pelo menos tenham qualidade tão boa como esta”.

Também presente na sessão de apresentação, a professora de História, Élia Morais referiu que o livro é um conjunto de respostas a muitas questões que foram sendo colocadas por muitas crianças e jovens que, do país inteiro, partem para visitar o museu. “É interessante ver como o Simão Mateus sentiu esta necessidade de colocar por escrito num espaço muito agradável de divulgação respostas a essas perguntas”, referiu a docente. “Isto torna-se particularmente importante para as crianças e jovens do concelho porque todos sabemos que a Lourinhã é conhecida como Capital dos Dinossauros e esta designação suscita uma grande responsabilidade para quem nasceu ou vive aqui”.

A publicação é editada como um caderno de caligrafia e “é uma espécie de alfabetização paleontológica das crianças e dos jovens e conhecer a paleontologia da Lourinhã é deveras importante”, referiu Élia Morais. Este conhecimento proporciona “a construção de uma relação de pertença com o património”.

Por último, usou da palavra o vereador, José António Tomé, que referiu que o lançamento deste livro é, para a Lourinhã, “um motivo de orgulho porque foi feito por alguém que é de cá e que tem dedicado praticamente a sua vida a estas temáticas dos dinossauros”.

Por outro lado, sublinhou que a publicação “é um excelente recurso que permite às escolas do concelho a possibilidade de fazer um trabalho mais profundo com os alunos sobre a paleontologia”, vindo colmatar uma falha cultural.

Porque é que a Lourinhã é considerada a Capital dos Dinossauros ou porque foi dado o nome de “Lourinhanosaurus antunesi” a um dos dinossauros descobertos pelos paleontólogos do museu, são algumas das perguntas a que o livro dá resposta.

As explicações que se encontram nas 32 páginas, numa linguagem acessível, são acompanhadas por ilustrações infantis e científicas, dando aos leitores a imagem de cada um dos dinossauros descobertos no nosso concelho.

“Dinossauros da Lourinhã e Paleontologia para Principiantes” está à venda por cinco euros no Museu da Lourinhã.

sábado, novembro 06, 2010

A importância de uma biblioteca acessível: B-on

Não há domínio da ciência que não precise de uma biblioteca vasta, acessível e actualizada de artigos científicos, seja ela num formato tradicional com os documentos impressos em papel ou em formato digital em PDF. A verdade é que é (quase) impossível fazer ciência sem consultar os artigos científicos mais recentes.
Os investigadores debatem-se todos os dias com essa necessidade, sobretudo aqueles associados a pequenos centros de investigação e sem possibilidade de pagar a desmesuradamente dispendiosa assinatura de muitas revistas científicas.


Há algum tempo o Governo negociou uma das mais importantes medidas científicas em Portugal e agora a  B-on "reúne as principais editoras de revistas científicas internacionais de modo a oferecer um conjunto vasto de artigos científicos disponíveis on-line", acessíveis às instituições universitárias portuguesas.

Diz o site oficial:
Biblioteca do Conhecimento Online (b-on) disponibiliza o acesso ilimitado e permanente às instituições de investigação e do ensino superior aos textos integrais de mais de 22.000 periódicos científicos internacionais e 18.000 ebooks de 19 fornecedores de conteúdos, através de assinaturas negociadas a nível nacional.
Esta biblioteca começou a ser planeada em 1999, altura em que na programação do Quadro Comunitário de Apoio foi referida por "Biblioteca Nacional de C e T em Rede". Em 2000, o OCT – Observatório das Ciências e Tecnologias procedeu a um levantamento exaustivo das assinaturas de revistas científicas de todas as instituições portuguesas para preparar as negociações com as editoras, em 2001 foi disponibilizada a importante ferramenta de bibliografia científica Web of Knowledge , do Instituto de Informação Científica de Filadélfia, que permitiu o acesso a títulos, resumos e informação de citações e impactos de cerca de 8.500 revistas, incluindo registos desde 1945. Também em 2001 foi iniciada pelo OCT a negociação com as principais editoras.

Como reacção, há uma petição pública a favor da manutenção da B-on: http://www.peticaopublica.com/?pi=BibOn. Já assinei e exorto a fazerem o mesmo.

Precisamos de acesso ao conhecimento científico!







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Plesiossauro histórico de Portugal é objecto de estudo

Embora discretos e quase desconhecidos no registo fóssil de Portugal, os plesiossauros foram um dos grupos mais bem sucedidos de répteis marinhos do Mesozóico (e não são dinossauros).

Um dos primeiros registo deste fósseis é-nos apresentado por Henri-Émile Sauvage em 1898, a partir de uma colheita feita em Alhadas, perto de Coimbra. Trata-se de um fóssil do Toarciano (183-175 milhões de anos), logo um dos mais antigos vertebrados fósseis de Portugal.

Este espécime, em exposição no Museu Geológico de Lisboa, não era objecto de estudo desde o século XIX e agora é resultado de uma reavaliação assinada por Adam Smith, Ricardo Araújo e Octávio Mateus e apresentada na Society of Vertebrate Paleontology.



Smith, A., Araújo, R., Mateus, O. (2010) A plesiosauroid skull from the Toarcian (Lower Jurassic) of Alhadas, Portugal. Journal of Vertebrate Paleontology, 30(suppl. to 3) 


terça-feira, novembro 02, 2010

Dinossauros e a paleontologia na música

Os dinossauros e a paleontologia podem ser um bom motivo musical, tal como a música pode ser um excelente meio para cativar os mais novos para a Ciência. Esta mistura dinossauros-música pode ver e ouvir com as divertidas músicas "I am a paleontologist" por Sean McBride, com o video-clip disponível aqui,


ou a "Dinosaur Song"

sábado, outubro 23, 2010

Crocodilo Terminonaris do Cretácico afinal apareceu antes do que se pensava e na América do Norte

O género de crocodilo Terminonaris do Cretácico, que se pensava originário da Europa, afinal apareceu antes do que se pensava na América do Norte.

O crocodilo da família Pholidosauridae, denominado Terminonaris robusta, faz parte de uma linhagem cuja origem é controversa. A maioria dos exemplares são da América do Norte (com 83 a 93 Milhões de anos) e um exemplar descoberto na Alemanha, um pouco mais antigo, sugeria uma origem europeia deste género.

Contudo, uma nova descoberta agora anunciada em resultado de uma investigação realizada em parceria entre a Universidade Nova de Lisboa / Museu da Lourinhã e a Southern Methodist University mostra a ocorrência deste crocodilo aos 96 milhões de anos (Cenomaniano médio) no Texas, pelo que se trata da ocorrência mais antiga e mais meridional deste crocodilo. Isto vem mostrar que a sua origem evolutiva  não é na Europa, mas na América do Norte, pelo menos 3 milhões de anos antes, e que a distribuição do género é mais abrangente do que se pensava.

Esta investigação, liderada por Thomas Adams, foi apresentada na 70th Society of Vertebrate Paleontology Meeting, que ocorreu em Pittsburgh no início de Outubro.

Referência:
Adams, T.L., Polcyn, M.J., Mateus, O., Winkler, D.A. & Jacobs, L.L. 2010. New occurrence of the long-snouted crocodyliform, Terminonaris cf. T. robusta, from Woodine Formation (Cenomanian) ot Texas. Journal of Vertebrate Paleontology, 30, 52A.
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segunda-feira, outubro 04, 2010

Dinossauro Miragaia em boneco a partir de 2011

Miragaia longicollum, protótipo acabado

O dinossauro estegossauro Miragaia longicollum é uma das vedetas da Carnegie Collection, famosa pela sua colecção de miniatura e bonecos, comercializados por todo o mundo. O modelo a uma escala de 1/30 será ser lançado em 2011, foi feito sob a estampa do prestigiado Carnegie Museum esculpido por Forest Rogers, sob a orientação de Matthew Lammana e de mim.  É a primeira vez, mas não a última, que uma espécie portuguesa é representada e comercializada a nível mundial.
Aqui estão algumas fotografia dos protótipos que deram origem ao modelo final.



Miragaia longicollum, tal como é comercializado
Miragaia longicollum, protótipo em fase final
O holótipo deste dinossauro está exposto no Museu da Lourinhã.

Mateus, O., S Maidment, N Christiansen. 2009.  A new long-necked 'sauropod-mimic' stegosaur and the evolution of the plated dinosaurs.   Proceedings of the Royal Society of London B. 276: 1815-1821 doi:10.1098/rspb.2008.1909    PDF (Main paper + Suppl. data) 

domingo, outubro 03, 2010

Museu da Lourinhã analisado em mestrado

O Museu da Lourinhã, conhecido pelos seus dinossauros, foi alvo de uma tese de mestrado, por Simão Mateus, que visou retratar a situação a actual do museu e lançar sugestões de futuro.

O Museu tem as áreas de Paleontologia, Etnografia e Arqueologia, focando sobretudo o património local. É tutelado por uma associação sem fins lucrativos, o GEAL, a qual todos se podem associar.



E como nem todos os museus incluem a sua estatística de visitantes, deixo aqui a do museu lourinhanense, que em 2009 atingiu um número recorde com quase 25.000 visitantes:


Fonte:
Mateus, Simão (2010). Discurso expositivo do Museu da Lourinhã. Tese de mestrado em Museologia ISCTE-IUL, Instituto Universitário de Lisboa. 88pp.

quinta-feira, setembro 30, 2010

Fósseis de Angola permitem compreender os mosassauros


Um novo esqueleto de um mosassauro, um réptil marinho aparentado aos lagartos monitores, descoberto em Angola permite compreender melhor a anatomia e evolução de um grupo de mosassauros, os globidensinos, adaptado a uma dieta durófoga (à base de animais de carapaça ou concha dura, como moluscos e crustáceos).
Este tipo de mosassauros têm os dentes arrendondados (justificando o nome Globidens) e muito fortes para poderem esmagar as suas presas.

A espécie em causa, Globidens phosphaticus, era conhecida a partir de dentes isolados do Cretácico superior de Marrocos, mas esta descoberta pela equipa PaleoAngola, que inclui elementos da Universidade Nova de Lisboa e Museu da Lourinhã, vem dar a conhecer muito melhor a sua anatomia pois trata-se do esqueleto mais completo da espécie. O estudo foi liderado por Michael Polcyn (SMU).




Polcyn, M., Jacobs, L., Schulp, A.S., Mateus, O. 2010. The North African Mosasaur Globidens phosphaticus from the Maastrichtian of Angola. Historical Biology. 22 (1 – 3): 175–185 DOI: 10.1080/08912961003754978 PDF

Abstract: New mosasaur fossils from Maastrichtian beds at Bentiaba, Angola, representing elements of the skull and postcranial axial skeleton from two individuals of the durophagous genus Globidens, are reported. Based on dental morphology, specifically the inflated posterior surface and vertical sulci, the Bentiaba specimens are identified as Globidens phosphaticus, a species defined by characters of a composite dentition from the Maastrichtian of Morocco. Comparisons indicate that G. phosphaticus is most closely related to G. schurmanni, from the late Campanian of South Dakota, the youngest north American Globidens species at about 72.5 Ma. The morphology of the premaxilla and its relationship with the maxillae is unique among mosasaurs, and supports the taxonomic validity of G. phosphaticus. In contrast with earlier species of the genus, G. phosphaticus is currently known from north and west Africa, the Middle East and the central eastern margin of South America, suggesting it may have been restricted to the Maastrichtian tropical zone as previously hypothesised.

Pegadas de pterossauro em Portugal




É conhecido que Portugal é rico em pegadas e ossos de dinossauros. Contudo, de répteis voadores, os pterossauros, apenas se conhecem alguns ossos e dentes isolados em Portugal e até há pouco tempo não se conheciam pegadas.

Um novo artigo científico, assinado por Octávio Mateus e Jesper Milàn, dão a conhecer pegadas de pterossauro do Jurássico Superior de Portugal, nomeadamente da Lourinhã e Zambujal de Baixo, Sesimbra (Cabo Espichel). Esta segunda jazida já era conhecida por ter pegadas de dinossauro.

O artigo está disponível aqui.
Mateus, O & J Milàn (2010) First records of crocodyle and pterosaur tracks in the Upper Jurassic of Portugal. New Mexico Museum of Natural History and Science Bulletin 51: 83-87.

quinta-feira, setembro 23, 2010

Universidade Nova de Lisboa considerada a melhor de Portugal



O site http://www.topuniversities.com classificou a 500 melhores universidades do mundo. As melhores são a University of Cambridge (Inglaterra), Harvard University (Estados Unidos), Yale University (Estados Unidos), UCL (Inglaterra), e MIT (Estados Unidos).

Em Portugal, a melhor cotada é a Universidade Nova de Lisboa (384 no lugar mundial) seguida da Universidade de Coimbra (em 396º lugar), Universidade do Porto (451-500) e Universidade Católica (501-550).


segunda-feira, setembro 20, 2010

Pele de estegossauro do Jurássico





Saiu um interessante artigo sobre preservação de pele num estegossauro Hesperasaurus mjosi dos Estados Unidos, assinado por Nicolai Christiansen e Emanuel Tschopp.
O primeiro foi preparador de fósseis no Museu da Lourinhã e mais tarde foi meu orientando de mestrado pela Universidade Marie et Pierre et Marie Currie (Paris VI). O segundo é actual estudante de doutoramento sob minha orientação na Universidade Nova de Lisboa.



Abstract

Dinosaur skin impressions are rare in the Upper Jurassic Morrison Formation, but different sites on the Howe Ranch in Wyoming (USA), comprising specimens from diplodocid, camarasaurid, allosaurid and stegosaurian dinosaurs, have proven to be a treasure-trove for these soft-tissue remains. Here we describe stegosaurian skin impressions from North America for the first time, as well as the first case of preservation of an impression of the integument that covered the dorsal plates of stegosaurian dinosaurs in life. Both have been found closely associated with bones of a specimen of the stegosaurianHesperosaurus mjosi Carpenter, Miles and Cloward 2001. The scales of the skin impression of H. mjosi are very similar in shape and arrangement to those of Gigantspinosaurus sichuanensis Ouyang 1992, the only other stegosaurian dinosaur from which skin impressions have been described. Both taxa show a ground pattern of small polygonal scales, which in some places is interrupted by larger oval tubercles surrounded by the small scales, resulting in rosette-like structures. The respective phylogenetic positions of G.sichuanensis as a basal stegosaurian and H. mjosi as a derived form suggest that most stegosaurians had very similar skin structures, which also match the most common textures known in dinosaurs. The integumentary impression from the dorsal plate brings new data to the long-lasting debate concerning the function of dorsal plates in stegosaurian dinosaurs. Unlike usual dinosaur skin impressions, the integument covering the dorsal plates does not show any scale-like texture. It is smooth with long and parallel, shallow grooves, a structure that is interpreted as representing a keratinous covering of the plates. The presence of such a keratinous covering has affects on all the existing theories concerning the function of stegosaurian plates, including defense, thermoregulation, and display, but does not permit to rule out any of them.

Christiansen, N., & Tschopp, E. (2010). Exceptional stegosaur integument impressions from the Upper Jurassic Morrison Formation of Wyoming Swiss Journal of Geosciences DOI: 10.1007/s00015-010-0026-0

segunda-feira, julho 19, 2010

PaleoArt Teaching in Lourinhã - 2010

The Museum of Lourinhã anounces the workshop PaleoArt Teaching - 2010







Overview


The Italian painter Fabio Pastori, winner of the 6ª CIID - International Contest of Dinosaur Illustration - (amongst 71 artists, of 22 countries) and professor Sante Mazzei, specialized in computer aided drawing techniques, will host, under the sponsorship of GEAL - Museu da Lourinhã, a brand new summer class which they have named as PaleoArt Teaching - The Complete Lost World Journey.



During the course of nine days, students will have the opportunity to know the Museum, do field prospecting for fossils, learn and live with renowned artists, and those who search scientific illustration and painting know-how.



Fabio Pastori: www.fabiopastori.it

Santino Mazzei: http://www.jurassicparkitalia.it/


Posted by: Rui Castanhinha

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Ilustração científica de dinossauros na Lourinhã

Em Agosto próximo decorrerá na Lourinhã um curso de ilustração científica de dinossauros.
A instituição promotora é o Museu da Lourinhã e já estão abertas as inscrições.
Não percam! Inscrevam-se.



Transcrevo o texto de apresentação:

O pintor italiano Fabio Pastori, vencedor da 6ª edição do Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros (entre 71 artistas, de 22 países) e o professor Sante Mazzei, especializado em técnicas de desenho apoiado por computador, vão proporcionar sob os auspícios do GEAL - Museu da Lourinhã, um inédito curso de verão que designaram por PaleoArt Teaching - The Complete Lost World Journey.

Ao longo de nove dias, haverá tempo para conhecer o Museu, prospectar jazidas próximas, aprender e conviver, com artistas consagrados e com os que buscam os saberes da ilustração científica e da pintura.

Postado por:
Rui Castanhinha


Mais informações aqui




domingo, junho 27, 2010

Curso de PaleoArte no Museu da Lourinhã


PaleoArt Teaching 2010 - The Complete Lost World Journey

The Museum of Lourinhã

anounces the workshop

PaleoArt Teaching - 2010

The Italian painter Fabio Pastori, winner of the 6ª CIID - International Contest of Dinosaur Illustration - (amongst 71 artists, of 22 countries) and professor Jordan Nenna, illustrator and cartoonist, specialized in computer aided drawing techniques, will host, under the sponsorship of GEAL - Museu da Lourinhã, a brand new summer class which they have named as PaleoArt Teaching - The Complete Lost World Journey.



During the course of nine days, students will have the opportunity to know the Museum, do field prospecting for fossils, learn and live with renowned artists, and those who search scientific illustration and painting know-how.



Fabio Pastori: www.fabiopastori.it

Jordan Nenna: jordannennaart.deviantart.com



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More info at Museu da Lourinhã


http://www.jurassicparkitalia.it/paleoart-teaching/home.html

terça-feira, junho 15, 2010

Following in heroes' footsteps


“The unhappy officer, the revered winner of Chaimite, the celebrated captor of Gungunhana, has just commited suicide” [translated from Portuguese: “O desditoso oficial, o chorado vencedor de Chaimite, o celebrado captor de Gungunhana, tinha acabado de se suicidar”] (Jornal O Século, 1902). It is a condemnation that the history of heroes is tragic: Joaquim Mouzinho de Almeida was an intrepid explorer of Mozambique that captured one of the most redoubtable tribal leaders that fought against Portuguese colonial forces. It will not be like Mouzinho de Almeida that we are going to Mozambique this year, but it is with the exact same spirit of mission and curiosity to understand something else about our own life by capturing a picture of what happened 250 million years ago.



I am Portuguese. My hero is not Livingstone that explored the region of the Great African Lakes; it is Serpa Pinto who honored the Lisbon Administration by going far East away from the Angolan Coast. Without him the Portuguese Overseas African Territory would be small, and, what is nowadays Angola would be only a thin strip of land along the coast. In my language we do not say Lake Malawi; Lake Niassa it is how it is called.

It is interesting that with such legacy the Portuguese people are irredeemably pessimistic and we do not value our national conquests. In the same way Mouzinho de Almeida has fallen into disgrace, what was once called the Portuguese Empire it is now reduced to a 10-million country in the Iberian Peninsula. That is not necessarily bad, it is just not inspiring. To know and value our History it is a good excuse to make good (great!) things as well.

The PaleoAngola project does not have behind the heroes that will write the pages of the History textbooks, but it certainly holds the dream of discovery, the passion of exploration, the fierceness of those who can envision beyond a cloudy sky. Initially a group of four people, that still form the hardcore of the group, acknowledged the great potential for Vertebrate Paleontology along the Angolan coast. They are Louis Jacobs and Mike Polcyn from SMU, Octávio Mateus from Museu da Lourinhã (Portugal) and Anne Schulp from Natuurhistorisch Museum Maastricht (The Netherlands). The omnipresent figure of Paleontology in Portugal, Miguel Telles Antunes, back in the 1960’s had done his PhD on vertebrate material collected from Cabinda (the northernmost Angolan Province) to Cunene (the southernmost river that limits the border with Namibia). Angola at that time was still part of the Portuguese Overseas Territory, whereas most African colonies were already independent. Antunes studies revealed, most importantly, new species of mosasaurs, a type of large marine lizards. However, for nearly half a century, nearly no new work was published. In fact, most of Antunes material was collected during the pioneering geological recognition campaigns in Angola. Thus, excepting in 1961 and 1962 Antunes trips to the coast of Angola, virtually no other vertebrate paleontologists had stepped that country’s soil.

In 2005 what was initially aimed to be a diplomatic trip, Louis Jacobs and Octávio Mateus, travelled to Luanda and decided to visit one of the outcrops just out of curiosity… They just found the first dinosaur from Angola, a new species of turtle and a complete skull of one of Antunes’ species. Not bad for a first try! Evidently giving this success there was subsequent trips in 2006 and 2007. In 2007 more than one ton of fossils were shipped.
Mike, Louis, Octávio, and Anne did not fought against any tenacious tribal leader as Mouzinho de Almeida, but with the same tenacity have just unearthed, pacifically, how life looked like more than 65 million years ago in the South Atlantic... when Africa west coast and South America east coast were much closer, when dinosaurs could not even guess how much a meteorite could harm. Would Caesar ever think that his troops could not hold the Roman Empire together? Would the King D. João V during the construction of the megalomaniac Convento de Mafra in Portugal could ever anticipate the country’s economical collapse? Life oscillates on Earth as did the Great Empires; mosasaurs and dinosaurs are now entombed.

The weight on my shoulders is heavy. The mission that has been appointed to me is to find, excavate and study the remains of marine creatures called plesiosaurs. Plesiosaurs resemble the mythological animal that patrols a lake in Scotland: the Loch Ness Monster.

The intentions of the Portuguese were hampered by the powerful British Empire. Once the Portuguese wished to link coast to coast in Africa (Mozambique to Angola), but those intents were readily frustrated given the British interests in the area. The “Pink Map”, how it was called, was then no more than a mirage. This year on my trip to Africa I will make the Pink Map come true, flying from Luanda to Maputo, linking them by the same paleontological endeavor. In 2009, Rui Castanhinha and I, two just-graduates from Portuguese universities have decided with our own pocket money and savings (and some support from Museu da Lourinhã) revisit a long-lost Mozambican fossil locality in the remote region of Niassa, right along Lake Malawi. After a lot of hand-shaking work and promises of a successful trip we got the administrative support from the Museu Nacional de Geologia de Moçambique and Universidade Eduardo Mondlane. However, that was not enough, the money of our savings together was not even enough to rent a car for one day in Mozambique. On a desperate attempt we decided to call the Ministry of Transports who gave us a contact from an administrative agency from the Niassa Province who could probably support us logistically. We went to Niassa without any prospect that we could actually get to see the geological exposures… But, the Mozambican people demonstrated all their generosity when we came and our trip was a success. We found more than 10 localities with abundant fossil material to be salvaged and a nearly complete skeleton of a minute synapsid (mammal common ancestors). Niassa was shown to us in all its mystery and splendor. Our local guide, Luís Macuango, fought against the colonial Portuguese to conquer the independence and right for self-determination of Mozambique; and our driver, Ângelo Madrugas, has fought on the Mozambican Civil War that opposed the communist party Frelimo and the pro-colonialists Renamo when he was still a child. They formed two generations of warriors, after being themselves heroes, honored us with their help exploring the banks of the Lunho River in Niassa. Luís Macuango is the brother of the highly influential and witch Queen of Muchenga. One night after many frustrated days of slim findings I asked him to pray for us, he just said: “Amanhã vamos andar bem”, which means “Tomorrow we will walk good”. In the next day we hit the jackpot.

Pode tambem ver em Student Adventures.

domingo, junho 06, 2010

Lançamento de livro sobre Museus de Geologia


Convidamos todos os interessados para o lançamento do livro "Colecções e museus de Geologia: missão e gestão" no dia 23 de Junho de 2010, pelas 18:00, na Academia de Ciências de Lisboa.

R. da Academia das Ciências, 19 - 1249-122 Lisboa
Tel: 213 219 730
http://www.acad-ciencias.pt/http://sites.google.com/site/geocoleccoes/


Brandão, J.M., Callapez, P.M., Mateus, O. & Castro, P. 2010. Colecções e museus de Geologia: missão e gestão. Universidade de Coimbra e Centro de Estudos e Filosofia da História da Ciência.

sábado, junho 05, 2010

Lourinhanosaurus antunesi, visto por Sergey Krasovskiy

Nova ilustração do dinossauro terópode da Lourinhã, o Lourinhanosaurus antunesi, desenhado pelo artista Russo Sergey Krasovskiy.

sexta-feira, junho 04, 2010

Interview: Ricardo Araújo on Journal of Paleontological Techniques

Interview: Ricardo Araújo on Journal of Paleontological Techniques

Post Mirrored from The Open Source Paleontologist

Fossil preparators are the unsung heroes of paleontology. For every paper on a spectacular Archaeopteryxskeleton, or an exquisite new ceratopsian skull, there is at least one talented preparator who freed the fossil from its rocky tomb. Despite the importance of preparators for paleontology, there are surprisingly few formal publications devoted to the trade (beyond the occasional symposium volume). Even rarer are open access publications on fossil preparation. Thus, it is a real pleasure to share this interview with Ricardo Araújo, the executive editor for Journal of Paleontological Techniques.

Tell us a little about Journal of Paleontological Techniques. How did the journal get started?
The Journal of Paleontological Techniques got started due to the difficulties that we felt in the Museu da Lourinha (in Portugal) to get access information relative to preparation. Unfortunately it is extremely hard for a peripheral country to have access to the know-how developed in the great centers of knowledge, namely central Europe and the US. So, we had to find an economical way without detriment of scientific rigor; publishing and editing articles using an open access philosophy seemed the right solution. Furthermore, the lack of a systematic compilation of paleontological techniques is evident in the literature.

What makes Journal of Paleontological Techniques unique?
There are a few things that make our journal unique:
  1. There is no other journal focused on the practical side of paleontology. Some typical paleontological journals publish sporadically on paleontological techniques, and there are a handful of printed publications. However, there is an immense quantity of knowledge acquired by generations of preparators that is hard to access if you cannot go to the main conferences or workshops.
  2. Also, preparation is practical in its essence. Thus, our papers can include videos and as many photos as necessary to make a technique easily perceptible. Most of the time it is difficult to express these techniques in words.
  3. Our publications are edited in volumes. Each article is published by itself as a volume, which decreases the total amount of time for publication. This flexibility allows us, for example, to publish annals of congresses or symposia.
  4. Our journal is totally open access and double-blind peer-reviewed. This doesn’t make our journal unique but certainly a “rare specimen.”

What advice would you give to authors who are interested in submitting their manuscripts to JPT?
Write! The preparation community is not used to writing about their findings, some of which are extremely important and can save thousands of euros for paleontological institutions. To spread paleontological techniques is to advance paleontology as a whole. Preparation is a science as well, in its most Popperian essence. To test and refute paleontological techniques is possible, and in fact, is done by all preparators everyday when we use different products, methods and tools, striving for the best way to do something efficiently.

What kind of difficulties, if any, have you encountered in editing JPT? How have these been solved?
When we embraced this project we quickly realized that the challenge was not to create the space to publish practical-paleontological ideas, but almost to change the status quo that preparators face nowadays. Institutions hire preparators to prepare fossils, not to write scientific articles. However, to my eyes, that is a rather limited view about the role of preparation. Preparation is the technical side of paleontology, and like any other science paleontology has its own methods—methods that are publishable. Actually, methods that are required to be published. Moreover, thinking strictly in an economic perspective, by spreading this sort of knowledge, preparator’s employers will quickly realize that they can save money by KNOWING and SHARING their knowledge.

In order to circumvent this problem, we are trying to present at as many events related to preparation as possible, not only to publicize the journal itself but also to spread the ideas behind it. We are part of mailing lists, groups of geosciences journals, and a gazillion things like that. For every preparation-related paleontological event that we know, we try to contact the organizers in order to publish the abstracts or edit a volume with selected papers. We are currently trying to organize an opinion paper that will be submitted in a mainstream paleontological journal, about the underestimation of the importance of preparation/paleontological techniques as a legitimate science. We recently got a wave of papers submitted, and hopefully it will be sustainable.

What has been the best part of editing a journal like JPT?
What I enjoy most about this project is actually the spirit of the journal and the challenge it represents. I believe the actual scenario is difficult, but not impossible to surpass. Ideally we would like to get help and cooperation from various areas of the preparation community, starting from the preparators themselves, up to the heads of departments, and paleontologists.

Image credit: courtesy Ricardo Araújo, originally published at Palaeontologia Electronica.