sábado, outubro 24, 2009

Maior concentração de pegadas de dinossauros descoberta em França

PUBLICO.PT - Maior concentração de pegadas de dinossauros descoberta em França


Na região de Jura

Maior concentração de pegadas de dinossauros descoberta em França

06.10.2009 - 16:57 Por PÚBLICO, com agências


A maior concentração de pegadas de dinossauros conhecida até hoje, correspondendo a animais pesando 30 ou 40 toneladas, foi descoberta na região de Jura, em França, por paleontólogos de Lyon, anunciou o Centro Nacional de Investigação Científica - CNRS.

Hubert Raguet/CNRS Photothèque

Algumas das pegadas descobertas em Plagne

Descobertas em Abril, em Plagne, por dois naturalistas amadores, as pegadas "são de um tamanho muito grande, podendo chegar a 1,20, 1,50 m de diâmetro", segundo o CNRS. As marcas foram conservadas numa camada calcária, com 150 milhões de anos, "período durante o qual a zona estava coberta por um mar quente e pouco profundo", segundo Jean-Pierre Mazin e Pierre Hantzpergue, do laboratório Paléoenvironnements e Paléobiosphères da Universidade de Lyon 1, que avaliaram o site.

“A descoberta destas pegadas mostra que os saurópodes (grandes dinossauros quadrúpedes e herbívoros) habitaram esta região durante uma fase de descida do nível do mar”, afirmam os especialistas. “Segundo a primeira avaliação dos investigadores, estes vestígios de dinossauro são os maiores conhecidos até hoje”, diz o CNRS. “Além disso, os trilhos formados por estas pegadas estendem-se sobre dezenas ou centenas de metros. As escavações mais importantes serão conduzidas nos próximos anos e poderão revelar o sítio de Plagne como um dos mais vastos e conhecidos do mundo", refere ainda o CNRS.

«Maravilhas» da geologia portuguesa em exposição

«Maravilhas» da geologia portuguesa em exposição

(fonte: Ciência Hoje, 2009-10-21)


De 27 de Outubro a 30 de Abril de 2010


de anos na actual zona de Chelas estará em exposição" align="right" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; border-style: initial; border-color: initial; border-style: initial; border-color: initial; ">
O crânio de um super-crocodilo que viveu há 12 milhões
de anos na actual zona de Chelas estará em exposição
As mais notáveis peças das colecções portuguesas de paleontologia, de arqueologia pré-histórica e de mineralogia vão estar expostas ao público no Museu Geológico de Portugal, em Lisboa, de 27 de Outubro a 30 de Abril de 2010.

Intitulada “As 27 primeiras maravilhas do Museu Geológico de Portugal”, esta exposição pretende dar a conhecer excepcionais testemunhos da história do território português e dos antepassados, animais e plantas que nele viveram ao longo de milhões de anos.

“Quando já tanto se falou das maravilhas do Mundo e de Portugal, julgamos oportuno trazer a público outro tipo de “maravilhas” cuja dificuldade esteve em escolher 27 por entre tantas”, sublinhou a organização da exposição.

Entre as relíquias expostas, os visitantes poderão admirar o Meteorito do Monte das Fortes (caído em Portugal em 1950), a Bacia de um Omosaurus lennieri (dinossauro herbívoro encontrado na zona de Lourinhã-Peniche-Caldas da Rainha) e o crânio de um super-crocodilo que viveu há 12 milhões de anos na actual zona de Chelas.

Estarão também patentes uma árvore com cinco milhões de anos, uma flor com 470 milhões de anos, o fóssil de cão que viveu há seis mil anos e objectos de há cinco mil anos a.C, descobertas que resultaram do trabalho de sucessivas gerações de investigadores e técnicos, que começou há mais de 150 anos.

sexta-feira, outubro 23, 2009

Tabela cronológica 2009


A nova escala temporal (ou cronoestratigráfica) das eras geológicas publicada regularmente pela Geological Society of America já saiu. É um instrumento útil a todos os geólogos.

Cá vai (2009 Geological Time Scale):


E aproveito também para deixar dois outros exemplos curiosos de esquemas cronológicos:


Infelizmente tinha as imagens no meu PC há já algum tempo e não registei a fonte nem autoria. Que me desculpem os autores.


quarta-feira, outubro 21, 2009

Os Eurodeputados que temos! Demita-se Sr. Mário David

Estou chocado com a posição do Eurodeputado do PSD, Mário David, em resposta aos comentários de José Saramago. Escreve Mário David no seu blog: "José Saramago, há uns anos, fez a ameaça de renunciar à cidadania portuguesa. Na altura, pensei quão ignóbil era esta atitude. Hoje, peço-lhe que a concretize... E depressa! Tenho vergonha de o ter como compatriota!"
Sr. Eurodeputado Mário David... tal afirmação mostra uma inaceitável intolerância vinda de alguém que tem responsabilidades de representar os Portugueses, e revela uma mentalidade controladora e pequena. Tenho vergonha de o ter como meu representante. Devia demitir-se... e depressa!

Mas eu até compreendo a perspectiva do Sr. Eurodeputado, porque diz a Bíblia: "Aquele que proferir blasfémias contra o nome do Senhor, será punido com a morte e toda a comunidade o apedrejará" (Bíblia, Levítico 25)
ou ainda
"Eu, o Senhor, teu deus, sou um deus zeloso, que castigo o pecado dos pais nos filhos até à terceira e à quarta geração, para aqueles que me odeiam" (Bília, Êxodo 20).

Segundo o "Livro Sagrado", deveremos todos apedrejar Saramago.
Mas não terá razão José Saramago no que diz sobre a Bíblia?
O deus do Antigo Testamento diz claramente: "Qualquer homem ou mulher que evocar os espíritos ou fizer adivinhações, será morto" (Bíblia, Levítico 20) ou "Quando um homem for surpreendido a dormir com uma mulher casada, ambos deverão morrer" (Bíblia, Deutrónimo 22). Estas frases em qualquer outro documento seriam consideradas execráveis. Mas estão na Bíblia que a maioria acha um manual de bons costumes. Sr. Eurodeputado, leia a bíblia e veja se é essa a moral que defende mesmo.


quinta-feira, outubro 15, 2009

Visitas guiadas do Museu da Lourinhã

Informação sobre as visitas guiadas organizadas pelo Museu da Lourinhã ao museu e ao campo, dedicadas às escolas (texto da responsabilidade do Museu da Lourinhã www.museulourinha.org)

Visitas de estudo
O Concelho da Lourinhã, o mais a norte do Distrito de Lisboa, é um local privilegiado para a compreensão e aquisição de conhecimentos sobre a história da Terra.
A era geológica dos terrenos em que se situa, a existência de praias com arribas, verdadeiras “janelas” para o passado, faz dele o concelho mais produtivo em fósseis do Jurássico Superior da Europa. No Museu da Lourinhã procuramos oferecer aos visitantes uma experiência mais rica, que não se limite à simples exposição de peças de interesse cultural, histórico e científico.
Para tal efectuamos pesquisa, investigação e preparação, partilhando com o público o conhecimento daí resultante e, em alguns casos, também o processo, de modo a revelar de uma forma clara e intuitiva o que está por detrás de cada objecto. O Museu possui o único laboratório
de preparação de fósseis que, em Portugal, se dedica a tempo inteiro a essa tarefa, e que pode ser visto em laboração. Com o mesmo objectivo de divulgação e compreensão, também promovemos visitas guiadas a locais seleccionados no campo para que os nossos visitantes se apercebam de como se chega ao conhecimento que se tem sobre os dinossauros ou outros fósseis.
A relevância deste “serviço educativo” tem vindo a consolidar-se ao longo dos últimos anos, verificando-se que durante o ano lectivo de 2008-2009 foram mais de uma centena as escolas que a ele recorreram, proporcionando a visita a um universo de alunos que ultrapassou os oito milhares.

Visita ao Museu da Lourinhã
O Museu da Lourinhã é a principal realização do GEAL – Grupo de Etnologia e Arqueologia da Lourinhã, uma associação sem fins lucrativos, cujos objectivos incluem três áreas temáticas principais: a Etnografia, a Arqueologia e a Paleontologia. O Museu proporciona visitas guiadas que vão ao encontro da temática da visita de estudo e se adaptam ao nível de conhecimento dos visitantes.
Arqueologia
Na secção de arqueologia mostram-se alguns dos instrumentos trabalhados pelo Homem, desde o paleolítico, e evidenciam-se as principais alterações que o Homem tem vindo a sofrer desde então.
Etnografia
A etnografia oferece a oportunidade de examinar ferramentas e métodos de trabalho de várias profissões, algumas já desaparecidas, permitindo assim reviver um passado recente, em diversas áreas da vida quotidiana.
Paleontologia
O pavilhão da paleontologia, onde se encontram os dinossauros, é um dos pontos preferidos dos visitantes. No conjunto dos seus dois pisos é, em Portugal, o local com maior número de dinossauros expostos, permitindo apercebermo-nos da grandeza e diversidade destes animais.

Visita ao Campo
A maior parte das jazidas de dinossauros situam-se na costa do Concelho da Lourinhã, nas arribas, nas falésias junto ao mar, por vezes inacessíveis por carro, e só facilmente visitáveis com boas condições climatéricas.
Por isso o Museu da Lourinhã selecciona os locais das visitas de estudo ao campo, preparando-as de modo a serem mais que uma visita aos locais de escavação dos dinossauros.
As visitas privilegiam as praias onde foram encontrados registos fósseis de dinossauros, com fácil acesso e estacionamento para automóveis e autocarros.
Entre estas contam-se as praias de Caniçal, Paimogo e Consolação.
Praias de Caniçal e Paimogo
Nestas praias há evidências de vários processos geológicos.
Por exemplo, uma arriba estratificada onde foram encontrados fósseis de dinossauro, agora
expostos no Museu. São visíveis fenómenos de formação do relevo, tais como dobras e pendor,
inclinação de camadas primitivamente horizontais, e ainda falhas de continuidade, designadamente, um dique magmático.
A norte de Paimogo foi descoberto, em 1993, um ninho de ovos de dinossauro, que é o maior ninho jurássico do mundo e o único da Europa que contém ossos de embrião.
Praia da Consolação
Na praia da Consolação, já no Concelho de Peniche, pode observar-se uma arriba com plataforma de abrasão, onde se encontram milhares de fósseis de invertebrados, predominando os bivalves e as colónias de corais.





Entrada (marcações):
Secretaria:
Fax:
261 414 003
261 413 995
261 423 887
www.museulourinha.org
geral@museulourinha.org
Horário
Manhã: 10:00 às 13:00
Tarde: 14:30 às 18:00
Última entrada 30 minutos antes de encerrar
Encerrado à segunda-feira para o público em geral e nos
feriados da época baixa (Outubro a Maio)
Preçário de Visitas Simples Guiada *
> 12 anos € 4,00 € 5,00
6 aos 12 anos e > 65
Grupos
€ 2,00 € 3,00
Cartão jovem
Cartão de estudante
€ 3,00 €4,00
<>
Professores e Jornalistas
Gratuito € 1,00

sexta-feira, setembro 18, 2009

Etimologia dos dinossauros portugueses

Etimologia (origem e significado do nome) dos dinossauros portugueses:



Allosaurus europaeus: Largarto diferente, europeu
Alocodon kuehnei: Dente com ranhuras; dedicado a Kühne
Apatosaurus: lagarto enganador
Archaeopteryx: Asa primitiva
Aviatyrannis jurassica: Do latim, Avia = avó; tyrannis forma do genitivo tyrannus, tirano; jurassica refere a idade
Ceratosaurus: Lagarto de cornos
Compsognathus: Mandíbula elegante
Dacentrurus armatus: Cauda de muitos espinhos, armada
Dinheirosaurus lourinhanensis: Lagarto de [Praia de Porto] Dinheiro, Lourinhã
Draconyx loureiroi: Dragão de garras; [dedicado a João de] Loureiro
Dracopelta zbyszewskii: Dragão com escudo; [dedicado a Georges] Zbyszewski
Euronychodon portucalensis: "Paronychodon" europeu, português
Hypsilophodon: Dente de Hypsilophus
Iguanodon: Dente de Iguana
Lourinhanosaurus antunesi: Lagarto da Lourinhã [antiga Lourinhan]; dedicado a [Miguel Telles] Antunes
Lourinhasaurus alenquerensis: Lagarto da Lourinhã, e de Alenquer
Lusitanosaurus liasicus: Lagarto lusitano, do Liásico [Jurássico Inferior]
Lusotitan atalaiensis: Titã lusitano, da Atalaia [Lourinhã]
Miragaia longicollum: Miragaia [aldeia do concelho da Lourinhã, onde foi descoberto], mas também significa "bela Gaia" [deusa da Terra], de pescoço longo.
Paronychodon: Dente quase em forma de garra
Phyllodon henkeli: Dente como folha; dedicado a [Siegfried] Henkel
Pleurocoelus: pleuro= lateral, costela + coelus = abertura, orifício, buraco
Stegosaurus: telhas + lagarto
Taveirosaurus costai: Lagarto de Taveiro; dedicado a [J. Carrington da] Costa
Torvosaurus tanneri: Lagarto selvagem, [dedicado a] Tanner.
Trimucrodon cuneatus: Dente de três pontas, triangular

quarta-feira, setembro 09, 2009

2009 Darwin Annus Mirabilis






2009 é um ano especial para os estudiosos da obra de Charles Darwin. Comemora-se o bicentenário do seu nascimento (12 de Fevereiro 1809) e os cento e cinquenta anos da publicação da sua obra seminal “A Origem das Espécies” (24 Novembro 1859). Contudo, antes de me debruçar sobre estas efemérides, gostaria de assinalar que 2009 também marca o bicentenário de outras figuras dignas de enaltecimento, como Alfred Tennyson, Abraham Lincoln (nascido, curiosamente, no mesmo dia de Darwin), Edgar Allan Poe, Louis Braille, William Gladstone, entre muitos outros. Em relação a Darwin, são de louvar as inúmeras iniciativas nacionais e internacionais de grande mérito destinadas a estimular a curiosidade científica e a celebrar o legado deste sagaz naturalista inglês, cuja inquietude intelectual ainda hoje atravessa as fronteiras dos domínios científicos. Este post pretende divulgar mais um desses eventos, organizado pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto/CETAPS, e que tem por objectivo facilitar um diálogo inter e multi disciplinar sobre o impacto Darwiniano e as suas repercussões, mais ou menos controversas. Decorrerá no Porto, entre 4 e 5 de Dezembro, e contará com participantes de renome nacional e internacional. Destaco aqui as contribuições dos seguintes convidados:

- Ana Leonor Pereira (UC): Historiadora e investigadora especializada na história das ideias, história e sociologia da cultura, história da cultura científica, história da medicina, da farmácia e das ciências da vida. Autora de diversos trabalhos científicos sobre o Darwinismo em Portugal, entre os quais Darwin em Portugal: Filosofia. História. Engenharia Social 1865-1914 (2001).
- David Amigoni (Keele, UK): Professor de Literatura Vitoriana com especial interesse na relação entre literatura e ciência, neo-Darwinismo e genética. Editor de Charles Darwin's Origin of Species: New Interdisciplinary Essays (1995) e mais recentemente Colonies, Cults and Evolution: Literature, Science and Culture in Nineteenth-Century Writing (2007).
- Filipe Furtado (FCSH-UNL): Especialista em estudos culturais ingleses, pensamento político, estético, filosófico e científico Vitoriano, ciência política e relações internacionais. Autor de inúmeros trabalhos científicos sobre Darwin.
- João Cabral (FCUP): Historiador e Botânico, especialista nas contribuições de Darwin na botânica do séc. XIX.
- John Van Wyhe (Cambridge, UK): Historiador da Ciência, fundador e director do site “The Complete Works of Charles Darwin Online”, o maior recurso sobre Darwin existente, com cerca de 78,000 páginas de texto de 188,000 imagens de todas as obras de Darwin publicadas. Membro da Sociedade Britânica para a História da Ciência. Recentemente, desafiou a ideia de que Darwin optou por adiar a publicação da Origem das Espécies por mais de 20 anos.
- Jorge Vieira (IBMC): Biólogo e investigador principal do grupo de Evolução Molecular no Instituto de Biologia Molecular e Celular, no Porto.
- Maria Teresa Malafaia (UL): Professora de Literatura Inglesa, especializada em estudos Vitorianos e Darwinismo Social. Autora de diversos trabalhos científicos sobre Darwin.
- Nuno Ferrand (CIBIO – UP): Biólogo, investigador e coordenador do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, no Porto.
- Octávio Mateus (FCT-UNL/Museu da Lourinhã): Biólogo e Paleontólogo, especialista em dinossauros. Autor de vários artigos científicos nas revistas nacionais e internacionais da especialidade, incluindo na prestigiada revista Nature.

A cfp pode ser acedida no seguinte link: http://sigarra.up.pt/flup/noticias_geral.ver_noticia?p_nr=2711 Todos os interessados são convidados a participar, com ou sem apresentação de comunicação. Aceitam-se propostas nos mais variados campos de investigação, desde ciências naturais, sociais, literatura, artes visuais, religião, filosofia, política, relações culturais, etc. O prazo para entrega de propostas é 15 de Outubro.

O texto acima é da nossa convidada especial Sara Silva, organizadora do encontro.



sexta-feira, setembro 04, 2009

PaleoAngola

O Projecto PaleoAngola na BBC!
Agora estou encarregado dos plesiossauros de Angola. Preparem-se!

domingo, agosto 16, 2009

7º Mini Simpósio de Paleontologia no Museu da Lourinhã

Na segunda-feira temos uma séria de palestras de paleontologia, no Museu da Lourinhã, organizados num mini-simpósio, informal e aberto ao público... apareçam!


7º Mini Simpósio de Paleontologia
Segunda-feira, 17 de Agosto de 2009, pelas 14:30

Local: Museu da Lourinhã
Palestras:
Plesiosaurs, Mesozoic marine monsters
Adam Smith, National Museum, Ireland

Spinosaurids, fish eating dinosaurs
Christophe Hendrickx, Bristol University, United Kingdom

Dinosaur tracks from Portugal
Octávio Mateus,Universidade Nova de Lisboa e Museu da Lourinhã, Portugal

Sauropod feeding biomechanics
Matt Larvan, Think Thank Science Museum, United Kingdom

Fossil vertebrates from Mozambique
Rui Castanhinha e Ricardo Araújo, Universidade Nova de Lisboa e Museu da Lourinhã, Portugal

Portuguese Miocene Echinoderms
Bruno Pereira, Museu da Lourinhã e Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Portugal

Preparação de fósseis no Museu da Lourinhã
Alexandra Tomás, Museu da Lourinhã, Portugal



Museu da Lourinhã, www.museulourinha.org

O Museu está fechado na Segunda-feira, pelo que a entrada é pela porta lateral, na Rua Prof. Miguel Telles Antunes.

terça-feira, agosto 04, 2009

Fotos Moçambique - Projecto PalNiassa 2009


Moçambique é uma "terra de boa gente", disse Vasco da Gama - tinha razão! Pessoas afáveis, generosas, humildes e alegres... o que é que podíamos querer mais. Só mesmo fósseis... e bom, só para "chatear" até encontrámos e não foi pouco. Quando se está num país em que é notícia comum nos jornais "hipopótmamos destroem machambas", a proximidade com a natureza não podia ser mais evidente... Desde calaus vermelhos até aos comuns babuínos, Moçambique pulsa de uma natureza farta. Saí de lá e já tenho vontade de regressar!

sábado, julho 25, 2009

Fotos de Angola II

Mais umas fotografias de Angola:


Bico-de-serra vermelho (Tockus erythrhynchus)


Colhereiro africano (Platalea alba)


Amonite cretácica (tal como foi descoberta)


Camião em chamas na estrada Sumbe-Luanda.


Garça-real (Ardea cinerea) na Praia da Caota

A linda Praia da Caota


Ambriz (antiga Câmara Municipal)

Fotos de Angola I

Ponho aqui algumas fotos (não paleontológicas) da expedição a Angola:


Bico-de-serra amarelo (Tockus flavirostris)


Embondeiro, uma árvore emblemática de África sub-sahariana


Crianças na aldeia de Iembe

Como procurar fósseis?

Uma das perguntas mais frequentes que me fazem é "como sabem onde procurar?" ou "como procurar fósseis?". A escolha do local prende-se com o conhecimento da geologia da região. Dependendo do que se procura, escolhe-se o tipo e idade das rochas. Por exemplo, se quisermos dinossauros, procuram-se rochas sedimentares do Mesozóico (Triásico, Jurássico ou Cretácico) formadas em ambientes continentais, mas se quisermos encontrar baleias fósseis procuramos terrenos marinhos do Cenozóico.
Uma vez localizada a área, é preciso prospectar, cobrindo vastas áreas à procura dos primeiros vestígios que justifiquem uma recolha ou escavação.

Este vídeo, feito por mim, mostra a imensidão dos afloramentos cretácicos durante a procura de fósseis em Angola:


Nova rotunda com dinossauros na Lourinhã

Réplica da notícia do Jornal Alvorada:


Nova obra resulta do entendimento de três entidades do concelho da Lourinhã: Rotunda assinala Capital dos Dinossauros

Última alteração dia
2009-07-25 às 00:00:00


Imprimir NotíciaNova obra resulta do entendimento de três entidades do concelho da Lourinhã: Rotunda assinala Capital dos Dinossauros

Esta rotunda surge porque há Museu na Lourinhã”, justificou publicamente o presidente da direcção do GEAL, Hernâni Mergulhão, na breve cerimónia de inauguração da Rotunda dos Dinossauros, localizada na entrada da sede do concelho e defronte do Centro Coordenador Rodoviário.


Foi a consonância dos interesses entre o GEAL e a Câmara Municipal, materializada pela empresa lourinhanense Louritex, que permitiu a construção da representação de um espaço público que contribui no reforço da Lourinhã como a “Capital dos Dinossauros”. No mesmo dia em que se assinalava o feriado municipal, o dirigente associativo destacou a riqueza paleontológica existente no concelho e enalteceu as “pessoas que são capazes de os descobrir (os dinossauros) e desenvolver conhecimento científico em torno disso”. Hernâni Mergulhão acredita que esta rotunda evitará que, quem passar pela Lourinhã, não se aperceba que “esta é a terra dos dinossauros”.

Também José Manuel Custódio destacou a colaboração com o GEAL, num dia em que assinalou o 25º aniversário do Museu da Lourinhã. “É sinal de que nos entendemos e sabemos o quão necessário é dar valor ao movimento associativo”, sublinhou o autarca, tendo destacado o trabalho desenvolvido pelo casal Mateus em defesa da actividade do GEAL.

Visivelmente orgulhoso por inaugurar a nova imagem da principal rotunda do concelho, o edil destacou o facto de ter sido uma empresa lourinhanense a responsável pela sua concretização, a Louritex, após a utilização dos desenhos técnicos da autoria do paleontólogo Octávio Mateus. “A Louritex é uma empresa familiar que tem suportado as crises e conseguido ser inovadora, e muito tem feito pela Lourinhã em termos da criação de emprego”, elogiou José Manuel Custódio. E prometeu que o processo que levará à construção do Parque Jurássico “não está adormecido mas bem vivo”.

Pelo reconhecimento internacional que o concelho tem merecido, e que muito deve ao trabalho desenvolvido pelo GEAL, o presidente do município elogiou publicamente o trabalho desenvolvido por Octávio Mateus ao longo dos anos. “Tem sido um elemento preponderante nisto tudo”, destacando o trabalho além fronteiras desenvolvido pelo jovem investigador e que, desta forma, leva o nome do concelho a muitos recantos do mundo. E prometeu continuar de “mãos dadas” com o GEAL. Ao acto inaugural da nova Rotunda dos Dinossauros, ocorrido no passado dia 24 de Junho, associou-se o secretário de Estado da Ciência, do Ensino Superior e da Tecnologia, que representou o ministro Mariano Gago, que neste dia estava nos Açores. Manuel Heitor sublinhou o reconhecimento público que o nosso concelho tem tido por parte das comunidades científicas e, concretamente, do turismo científico em torno da riqueza paleontológica do concelho. “Estamos aqui para demonstrar o apoio do Governo em fazer da Lourinhã um pólo de atracção de cientistas sobretudo daqueles que trabalham na paleontologia, assim como na divulgação da cultura científica”, frisou o representante governamental, numa alusão à construção quer do Parque Jurássico, quer do Museu da Ciência e da Tecnologia. Em nome do ministro Mariano Gago, elogiou igualmente o trabalho científico desenvolvido por Octávio Mateus.

Paleo Angola


De regresso a Portugal, vindo de Angola, cheio de aventuras paleontológicas para contar.

Mas para já, deixo apenas uma foto do espectacular Miradouro da Lua.

domingo, junho 28, 2009

Investigadores do Museu da Lourinhã em peso em África

Ricardo Araújo e Rui Castanhinha vão para Moçambique; Octávio Mateus para Angola... parece que aprendemos bem a lição de Louis Jacobs no seu livro "In the Quest for African Dinosaurs". De facto, a paleontologia africana é um mundo por descobrir e há mais de meio século que algumas formações não são olhadas com o olho "clínico" de paleontólogos. Alea jacta est! Aqui vamos nós!

sexta-feira, junho 26, 2009

O tamanho dos dinossauros


Saiu na comunicação social, vários os comentários sobre um estudo liderado por G. Packard "Allometric equations for predicting body mass of dinosaurs" publicado no Journal of Zoology, alegando que os cientistas se tinham enganado redondamente e exagerado o peso dos dinossauros.
Seguramente tem havido exageros na indicação da massa e comprimentos dos dinossauros, sobretudo na comunicação social. Contudo, o caso muda de figura se olharmos para os artigos científicos. Estes variam muito entre si mas alguns apontam valores que, nalguns casos, abrangem os apresentados por Packard et al (2009).

Replico aqui as respostas às perguntas feitas pelo jornalista Mário Gil, do Correio da Manhã, que deverão sair amanhã, sábado.
1- O modelo estatístico utilizado desde há 25 anos para calcular o peso dos dinossauros é agora considerado defeituoso. Concorda?

O modelo agora proposto é complexo e teria de o estudar em detalhe para o testar devidamente. Contudo, a estimativa do peso dos dinossauros sempre foi muito complexa e abordada de diferentes maneiras. Há trabalhos realizados nas últimas décadas nos quais os investigadores usam estimativas matemáticas, outros usam versões corporais em computador, outros ainda estimam o volume através de modelos plásticos à escala, e até digitalizações a laser dos esqueletos fósseis, o que resulta em valores muito díspares.
O dinossauro Apatosaurus já tinha sido estimado de 22 a 44 toneladas de peso, valor acima das 18 toneladas que este novo estudo indica, mas no caso do dinossauro Opisthocoelicaudia tinha sido sugerido num estudo de 1997 o peso de 10,5 toneladas, enquanto que este novo estudo sugere 13 toneladas. Como se vê, o modelo estatístico agora sugerido vem apresentar resultados médios inferiores aos habituais, mas não criticamente diferentes.
2 - Os cientistas têm consciência que exageraram no peso dos dinossauros?

A estimativa do peso dos animais fósseis a partir de ossos é difícil. Sobretudo nos maiores dinossauro, os saurópodes, que hoje sabemos que tinham as vértebras e o corpo recheado de sacos de ar que lhe reduziam o peso, mas mantinham o grande volume. Isso dificulta as estimativas de peso corporal.
Eu suspeito que, em alguns caso, as dimensões dos maiores dinossauros têm sido exageradas, sobretudo quando não temos os esqueletos completos, e talvez instigados pela comunicação social que procura sempre pelo maior e o mais pesado. Contudo, a maior parte dos estudos têm sido fidedignos.


3 - Um modelo corrigido vai ter importantes implicações na biologia dos dinossauros, como formas de locomoção ou necessidades alimentares?

Qualquer que seja a massa corporal dos dinossauros, isso terá implicações na sua biologia, pois altera o que pensamos ser a necessidade alimentar, metabolismo, mecânica da locomoção e até temperatura corporal.

quinta-feira, junho 25, 2009

Menções Honrosas de Ilustrações, CIID 2009






Este post vale pelas imagens, que são as vencedoras de Menções Honrosas do Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros (CIID) 2009.

Prémio de Ilustração de Dinossauros CIID 2009 vai para Itália

O 1º prémio do Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros (CIID), organizado pelo Museu da Lourinhã, vai para Itália.

Esta sexta edição do CIID foi a mais concorrida de todas: 140 obras de 71 artistas de 22 países.

O Júri era composto por:

Fernando Correia
Biólogo, ilustrador científico
José Projecto
Pintor
Miguel Telles Antunes
Paleontólogo
Nuno Farinha
Biólogo, ilustrador científico
Octávio Mateus
Paleontólogo, organização
Simão Mateus
Ilustrador, organização

E os vencedores foram:

1º prémio:
Fabio Pastori, Itália

2º prémio
Dino Pulerà, Canadá

3º Prémio:
Davide Bonadonna, Itália

Menções honrosas
Andrew Atuchin, Rússia
Manuel Morgado, Portugal
Ville Veikko Sinkkonen, Finlândia
Rodolfo Ribeiro, Brasil
Filipe Elias, Brasil

Os vencedores recebem 1000€, 500€ e 250 € para o 1º, 2º e 3º prémio, respectivamente.


segunda-feira, junho 22, 2009

Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros: resultados a dia 24 de Junho




No 25º aniversário do Museu da Lourinhã (quarta-feira, 24 de Junho de 2009), haverá a divulgação dos resultados e entrega dos prémios do 6º Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros, que este ano foi um sucesso: 140 Ilustrações recebidas de 71 autores de 22 países.
Uma boa maioria das imagens são de excelente qualidade, tal como demonstram os exemplos aqui apresentados.

As ilustrações estarão em exposição até dia 28 de Junho no Centro Cultural da Lourinhã.

Pelas 16h00 de quarta-feira, 24 de Junho de 2009, será a entrega dos prémios, e por volta das 18h00 haverá uma palestra sobre ilustração científica de dinossauros pelo vencedor do concurso. Os amantes da ilustração científica não podem perder esta palestra.



As ilustrações deste post foram objecto do concurso e são da autoria de:
Davide Bonadonna, Fabio Pastori e Filipe Elias, respectivamente.

Património Paleontológico do Museu da Lourinhã


Aproveito o 25º aniversário do Museu da Lourinhã para replicar o meu resumo apresentado na Conferência de Geocolecções, e publicado no Journal of Paleontological Techniques:

O Museu da Lourinhã, situado na Vila da Lourinhã (Portugal), é gerido por uma associação sem fins lucrativos de utilidade pública, o GEAL-Grupo de Etnologia e Arqueologia da Lourinhã. Possui uma rica colecção de paleontologia, sobretudo de dinossauros do Jurássico superior da Formação da Lourinhã (Kimmeridgiano-Titoniano). A colecção de paleontologia começou a formar-se em 1979-80, mesmo antes do início legal da associação GEAL. Destacam-se os seguintes espécimes: ML433, parte anterior de um esqueleto, incluindo parte do crânio, que corresponde ao holótipo do estegossauro Miragaia longicollum Mateus, Maidment e Christiansen 2009; ML370, esqueleto parcial (membros posteriores e vértebras) que corresponde ao holótipo do terópode Lourinhanosaurus antunesiMateus 1998; ML414, vértebras e costelas cervicais e dorsais do saurópode Dinheirosaurus lourinhanensis Bonaparte e Mateus 1999 (holótipo); ML357, (holótipo) dentes, vértebras, partes de membros anteriores e posteriores de ornitópode camptossaurídeo Draconyx loureiroi Mateus e Antunes 2003; ML415, crânio (holótipo) de Allosaurus europaeus Mateus, Antunes e Walen 2007; ML368, membro anterior de saurópode Turiasaurus riodevensis Royo-Torres, Cobos e Alcalá 2006; ML351, perónio, sacro e cauda de cf.Lourinhasaurus alenquerensis (Lapparent e Zbyszewski, 1957); ML565, ninho como ovos e embriões de Lourinhanosaurus; ML1100, maxilar esquerdo de terópode Torvosaurus tanneri; e ML1357, hemimandíbula (holótipo) mamífero Kuehneodon hahniAntunes, 1998.

A destacar, a colecção engloba ainda: i) um conjunto de pegadas de dinossauros terópodes, saurópodes, ornitópodes e estegossauros, ii) colecção de referência de bivalves e outros invertebrados; dentes e material ósseo de seláceos, osteiíctios, albanerptontídeos, anuros, crocodilomorfos, lagartos, plesiossauros, pterossauros e mamíferos do Jurássico Superior de Portugal, iii) fósseis de outras idades e proveniências.


Referência: Mateus, O. (2009). COLECÇÕES PALEONTOLÓGICAS DO MUSEU DA LOURINHÃ (PORTUGAL). Journal of Paleontological Techniques, 6: 18-19.

Museu da Lourinhã faz 25 anos


O Museu da Lourinhã comemora o seu 25º aniversário na próxima quarta-feira, dia 24 de Junho de 2009. Esta data é assinalável para um pequeno museu local, iniciado por um conjunto de amadores e aficionados pela cultura e ciência, e que agora é uma referência nacional no que respeita a paleontologia de dinossauros, com cerca de 20.000 visitantes por ano.

O Museu da Lourinhã compreende um espólio de paleontologia, etnografia e arquelogia de importância internacional, nacional e local, respectivamente. Na paleontologia destacam-se os ovos e embriões e os holótipos de estegossauro Miragaia longicollum, do terópode Lourinhanosaurus antunesi, do saurópode Dinheirosaurus lourinhanensis, do ornitópode camptossaurídeo Draconyx loureiroi , e do terópode Allosaurus europaeus.

Para celebrar o evento, haverá uma programa preenchido:

11h30

Inauguração de uma estátuta na rotunda mais movimentada da vila, alusiva aos dinossauros e de minha própria autoria.

15h30:

As individualidades históricas do Museu serão homenageadas.

Divulgação dos resultados e entrega dos prémios do 6º Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros 2009.

Será inaugurada um novo topónimo: Rua Professor Miguel Telles Antunes, na rua adjacente ao Museu da Lourinhã.

Palestra sobre ilustração de dinossauros pelo vencedor do concurso.


Parabéns Museu da Lourinhã

segunda-feira, junho 15, 2009

Fotografia Paleontológica: Introdução

Geralmente, é sempre preferível a ilustração científica à fotografia, mas, quando não se pode ilustrar (ou não se tem esse talento), há que dar o melhor uso possível à máquina fotográfica. Para tirar boas fotos o modo “Automático” não é suficiente… é necessário dominar alguns conceitos fundamentais da fotografia genérica e ter muita paciência. Alguns dos conceitos que têm de ser entendidos são: abertura do obturador, velocidade de exposição, exposição da fotografia, distância focal, sensibilidade do sensor, profundidade de campo, balanço de brancos... e pronto, acho que são esses os mais importantes! É verdade (!), a fotografia é uma tarefa complexa e cheia de variáveis que precisam de ser testadas, mas por isso mesmo representa um desafio interessante. Eu ainda sou um leigo na matéria, mas o pouco que sei pretendo, assim, transmitir a outros leigos. Antes de imergirmos nos conceitos fotográficos, há que pensar naquilo que pretendemos com a fotografia. Será uma fotografia para publicação? Será uma fotografia para rapidamente se fazer um levantamento fotográfico das colecções de um museu? Será uma fotografia que pretende ser artística? Será uma fotografia que irá registar o decurso de uma escavação ou da preparação de um espécime? Todas as fotografias têm os seus propósitos específicos, e, o tempo e qualidade dos materiais que despendemos nelas são directamente
proporcionais à qualidade final da fotografia. Ao longo de uma série de artigos focar-nos-emos principalmente na fotografia para publicação. É, talvez, a mais exigente mas também a que mais permite explorar as potencialidades infinitas de uma máquina fotográfica.Apesar da fotografia de fósseis ter especificidades aracterísticas não é, na sua essência, em nada diferente da fotografia dita genérica. Depende - como é claro - das dimensões dos fósseis; se são mandíbulas de
salamandras com dois milímetros de tamanho ou se são fémures de saurópodes com dois metros de comprimento. Em qualquer um dos casos podem ser usadas máquinas vulgares compactas ou máquinas que custam vários milhares de euros. A fotografia de fósseis é, graças à tecnologia actual, acessível a todos! O que falta é meter mãos à obra!

Publicado concomitantemente no Boletim do Museu da Lourinhã.

Darwin, Sexo e Dinossauros


Sendo 2009 o ano Darwin muito já se tem dito sobre o que o próprio escreveu acerca de imensa coisa, mas sobre dinossauros é muito escaço o material existente.
Aqui vos deixamos uma passagem do livro The Descent of Man, and Selection in Relation to Sex publicado em 1971. Esta obra teve felizmente uma novissima edição em Português que foi traduzida pela nossa colega Susana Varela. É um excelente livro histórico que vale a pena conhecer. Foi precisamente em 1971 que Darwin apresentou uma outra ideia absolutamente revolucionária: a Selecção Sexual. Pensar-se que as escolhas sexuais dos seres vivos poderiam desempenhar um papel fulcral na evolução de estruturas complexas ou extremamente bizarras era, sem sombra de dúvidas, algum de novo e mais uma vez foi um um choque tremendo. Lembem-se que o sexo foi (quase) sempre um tema tabu nas nossas sociedades ocidentais. A Inglaterra victoriana não era excepção, e vir dizer que quem tem o papel mais importante na escolha sexual é a fêmea... era, no mínimo, complicado. Charles Darwin sempre foi um homem do seu tempo nos costumes, mas quanto às suas ideias ciêntíficas esteve quase sempre à frente de todos os outros, é o melhor exemplo que conhecemos para provar que não é necessário ser-se excêntrico para se ser genial. E como qualquer cientista do seu tempo tambem se interessou por dinossauros, reparem então no que ele escreveu:

« Sabe-se que existiram, ou que ainda existem, grupos de animais que servem para ligar, com maior ou menor intensidade, várias das grandes classes de vertebrados. Vimos, por exemplo, que o ornitorrinco passa gradualmente para o lado dos répteis; e o Professor Huxley descobriu que os dinossauros estão, em muitas características importantes, numa posição intermédia entre certos répteis e certas aves – facto que foi confirmado pelo Sr. Cope e outros –, as quais pertencem à tribo das avestruzes (que evidentemente também são o último vestígio amplamente difundido de um grupo outrora mais vasto) e ao arqueoptérix, estranha ave secundária, com uma longa cauda semelhante à de um lagarto. Além disso, e de acordo com o Professor Owen, os ictiossauros – grandes répteis marinhos providos de barbatanas – apresentavam várias afinidades com os peixes, ou melhor, segundo Huxley, com os anfíbios; que são uma classe que, por incluir na sua divisão mais avançada as rãs e os sapos, é manifestamente aparentada com os peixes ganóides. Estes últimos abundavam durante os primeiros períodos geológicos, e eram formados segundo aquilo a que chamamos modelo generalizado, isto é, apresentavam diversas afinidades com outros grupos de organismos. O Lepidosiren, por exemplo, está tão intimamente ligado aos anfíbios e aos peixes que os naturalistas debateram longamente para decidir em qual destas classes o colocar; tanto ele como alguns peixes ganóides foram preservados de uma completa extinção por habitarem em rios que funcionam como pequenos portos de refúgio, visto que estão ligados às grandes águas dos oceanos da mesma maneira que as ilhas estão ligadas aos continentes. » Citação do livro "A Origem do Homem e a Selecção Sexual" de Charles Darwin, cap. 6, página 182.



É reconhecido todo o mérito aos paleontólogos Richard Owen e Edward D. Cope o facto de já se considerar a hipótese de que as aves e os dinossauros estavam mais realicionados do que à primeira vista se poderia pensar. A ideia não era de Darwin, mas é de facto muito engraçado pensarmos que tamanha beleza e complexidade nas formas possa ser tão semelhante na sua origem.

Charles Darwin aborda pouco a temática dos dinossauros, mas certamente estava consciente das descobertas feitas na paleontologia, sobretudo porque algumas eram realizadas por amigos, como Thomas Huxley, ou por colegas contemporâneos como Richard Owen, Othniel Marsh ou Edward Cope.

Em 1809, ano de nascimento de Charles Darwin, não havia sido descrita nenhuma espécie de dinossauro, mas esse cenário mudou bastante durante a sua vida. No ano da publicação da Origem das Espécies, 1859, já se conheciam 91 espécies, e em 1882, ano da morte de Darwin, já se tinham dado nome a 360 dinossauros!

Apesar de Darwin nunca ter lidado directamente com dinossauros, ele estava no local e ambiente certo para o fazer e certamente que tinha acesso às últimas notícias sobre o assunto



Obrigado à Susana Varela por nos ter alertado para esta passagem.

Rui Castanhinha e Octávio Mateus

segunda-feira, junho 08, 2009

Cadernos do subterrâneo


Não, este artigo não é sobre um dos livros obscuros do Dostoiévski, é sobre uma das mais fantásticas grutas de Portugal. A Gruta do Frade encerra em si uma das mais fantásticas associações de espeleotemas – uma estalactite é um espeleotema, por exemplo. No entanto, uma estalactite é em geral um espeleotema banal. No que a Gruta do Frade é especialista é em surpreender-nos em cada canto recôndito, com formas que lembram vagamente cogumelos, fósforos, cotonetes... mas em calcite. A calcite (carbonato de cálcio) é o principal componente dos calcários que, quando cristalizado secundariamente tende a tomar formas diversas, quando as condições assim o proporcionam. O contexto geológico/estrutural da Gruta do Frade, inserido na cadeia da Arrábida, permitiu que ao longo de 340m se estendesse uma gruta em ambiente controlado – as temperaturas no interior da gruta não oscilam muito além dos 19ºC e a humidade ronda os 97%. Um dos factores que certamente permitiu uma diversidade e concentração de espeleotemas foi a influência da água do mar e das marés, carreando iões usualmente raros em grutas típicas. O processo mais comum de formação das grutas consiste na dissolução dos calcários por águas meteóricas acídicas (i.e. águas da chuva que se combinam com o dióxido de carbono atmosférico), contudo, aliado a este processo, a influência marinha e das marés definem a singularidade da gruta, materializado pelos seus espeleotemas únicos.
Estas grutas têm vindo a ser estudadas, topografadas e inventariadas por vários elementos do NECA (Núcleo de Espeleologia da Costa Azul), que a descobriram em 1996 ao longo da costa de Sesimbra. Agora, pretendemos sumarizar o conhecimento actual e publicá-lo sob o formato de artigo científico, de modo a dar a conhecer este património espeleológico à comunidade científica. Já anteriormente os aracnídeos haviam sido estudados e também foi publicado um livro que a deu pela primeira vez a conhecer.
Na região da Lourinhã também existem grutas importantes na qual o GEAL participou na sua exploração e recolha de espólio espeleológico. Quer as rochas que compõem a Gruta da Feteira quer as da Gruta do Frade são, geologicamente falando, síncronas (i.e. formaram-se ao mesmo tempo)
Explorar a gruta do Frade é entrar numa paisagem surreal, não tanto ao jeito de Dostoiévski talvez, que era demasiado realista…

Ricardo Araújo & Francisco Rasteiro

Fotos de: Francisco Rasteiro

domingo, junho 07, 2009

Conferência Geocolecções: o desfecho de um sucesso!


Sem dúvida que sim, foi um sucesso! Mais de cem participantes, muitas comunicações, houve até quem atravessasse o Atlântico para vir até cá, foram estreitadas colaborações científicas, conferências históricas (nomeadamente a de Miguel Telles Antunes e de Ferreira Soares), o Museu da Lourinhã em peso, um livro de resumos (online e impresso), um apoio e diligência incondicionais dos anfitriões... enfim, não serão precisas mais palavras para substanciar a conclusão! A organização está de parabéns e que venham mais assim. Sem dúvida que ficar-me-ao para sempre na memória as pungentes palavras de Ferreira Soares sobre a história da geologia portuguesa em jeito de inaltecimento dos seus grandes protagonistas; mas também o olhar profundo (e com conhecimento de causa) sobre a pesquisa de paleontologia de vertebrados do Cenozóico português pelo Professor Telles Antunes, um dos muitos resultados de uma vida dedicada à Paleontologia. Mas também não me esquecerei tão cedo de muitas outras boas palestras proferidas num ambiente tão honorífico, que contém o peso de um legado tão importante onde, por exemplo, António Domingos Vandelli deu as suas aulas no século XVIII.

sábado, maio 30, 2009

Nova Publicação: Técnicas de preparação de fósseis de vertebrados



Uma nova publicação no Journal of Preparation Techniques acabou de sair neste mês. Esta publicação revela os bastidores que estão por detrás de um artigo descritivo de uma nova espécie, por exemplo. Desde a recolha e escavação dos fósseis até à sua descrição anatómica existe um grande número de passos que têm de ser dados, e, infelizmente essas metodologias são raramente alvo do escrutínio nos artigos. Não obstante, a importância que estas técnicas têm é de tal modo grande que sem elas os próprios fósseis não podem ser estudados convenientemente. Demoram imenso tempo! São horas e horas de trabalho intenso com pequenos instrumentos pneumáticos ou com rebarbadores. A rocha tem de ser desgastada progressivamente sem que haja o mínimo de risco para os ossos que vêm finalmente a luz do dia ao fim de mais de 150 milhões de anos. Já tudo passou por eles: a Segunda Guerra Mundial, o Homo neanderthalensis, as Glaciações, a Megafauna de Mamíferos Cenozóica, a abertura dos continentes por força da tectónica de placas, a grande extinção no final do Mesozóico provocada por um meteorito...

Neste artigo exploramos novas aproximações e técnicas usadas pela primeira vez no Museu da Lourinhã. Fizémos recurso das mais desenvolvidas tecnologias de ponta: scanning 3D, por exemplo. Com essa tecnologia conseguimos visualizar a três dimensões ossos que, numa ilustração estariam inevitavelmente a duas dimensões. É uma maneira de se poder trocar informação anatómica entre especialistas sem se ter de estar fisicamente diante dos espécimes.

Descarreguem o artigo daqui!

Imagem da esquerda - vértebra cervical do Miragaia digitalizada usando tecnologia 3D scanning. Imagem por Blizzard.

Fotografia da direita - Montagem do esqueleto do Miragaia em posição de vida. As réplicas e modelos compreendem também uma série de técnicas e materiais específicos. Foto Octávio Mateus.

domingo, maio 17, 2009

Entrevista a Phil Mannion, PhD Student

RA: How can we assess diversity from 65M.y old creatures?

PM: We can do simple things like counting the number of genera or species through time. This gives us a rough idea of fluctuations in diversity. However, this can be affected by various processes in the geological record, so, we need to consider where the amount of terrestrial rock varies through time, for instance. Maybe if we have an increase of rock exposure and an increase in diversity, so that increase cannot be genuine. So we can plot diversity against rock record and various proxies like that. We can also correct phylogenies. We know phylogenies are hypothesis of relationships, so we can use those lineages against time and we get another view and explore taxic diversity.

RA: OK, but that has an underlying assumption which is valid. How can this affect your work?

PM: Yes, a phylogeny is only a hypothesis and there is space for mistake in there. We hope that most of the space is small, so it won’t make much difference. Perhaps if a group is in a completely wrong place we will get very long ghost-lineages and the reason why we haven’t look at any taxon there is not because there is a ghost-lineage, but that we just got things wrong. However if you do things like phylogenetic diversity estimate and you do it to various proxies, such as the rock record, than hopefully you can compare them all and you start seeing certain points where you get the same results again and again.

RA: What are the next steps on your research?

PM: The real next step is to finish my thesis! [laughs] I should finish it in the next four to five months.

RA: No… but I mean in scientific terms?...

PM: Well, yeah… Carry on the diversity work. Trying to resolve where the taxic diversity is genuine or logically predicted from the fluctuations of the rock record. And that is sort of near an end. But I also want to go on broader macroevolutionary questions, look at what happened at the K-T boundary. And also use the methodologies I have used for my PhD to other groups like lissamphibians and sharks.

RA: This is a broad question that I have also made to Paul. What is lacking in the Vertebrate Paleontology community?

PM: mmmhh.. We need sauropods to be feathered! [laughs] I think it is getting better, people are applying better methodologies and using things like statistics… more and more people are getting more rigorous with their analysis. Nevertheless, I think people shoud be more rigorous in terms of ages of formations, there are lots of problems in places in China for example. But I think there is still a lot of scope for many avenues in paleontology…

RA: What is a typical day for you as a paleontologist?

PM: A typical day will, at the moment, largely involves me processing large amounts of data through my database of sauropod occurrences and testing it from various criteria to do things like environmental associations, and gradually – somewhat groovenly – writing up my thesis. When I am not doing something directly related with my thesis I am writing descriptive papers, or sometimes coming to Museums like Lourinhã to study specimens.

sexta-feira, maio 15, 2009

Entrevistas aos bochechos: 10ª pergunta ao Paul Upchurch

RA: A random question now, but I think it is interesting to think about this sort of things, can vertebrate paleontology be a profitable science?

PU: I think you can argue it already is in some ways. It is quite clear that the general public are interested in dinosaurs in particular, but paleontology in general. So I think there are a number of roots through which paleontology can be economically viable. There is obviously museum work, educational work, work with the media, or, manufacturing casts for museums. In the States, for example, people actually pay in order to dig dinosaurs. There are a number of ways in which the subject canearn money… and I’ve just mentioned a few of them, there are things like writing books and so on. But I think it is absolutely crucial that governments continue to fund paleontology because it is a fragile science. It is one that we do out of interest, rather than something that is going to cure cancer. It has two important contributions that mean the government should want to fund it: the first one is educational, particularly if we can attract children to science… they don’t have to become paleontologist, they can become doctors or engineers. But, if we can inspire them to be interested in science in first place, I think that paleontology and particularly dinosaurs are good ambassadors.

Entrevistas aos bochechos: 8ª pergunta ao Paul Upchurch

RA: Now, just a general broad question: what would you change in the Vertebrate Paleontology community? What do we need? What is still lacking in our community?

PU: Across the community as a whole we’re pursuing very interesting lines of research, but my personal view is that there are two or three things that we could change a little bit. One is there is still a tendency to think that the final goal of a publication is to produce a cladogram, and I think that is a good starting point… but you have to use it to investigate macroevolutionary issues. The second thing is that we need to become more quantitative in our approaches, we still tend to be viewed by non-paleontologists – perhaps quite unfairly – as a hand-waiving area…one that has a lot of speculation and not does not rely very much on facts or analysis. We actually have the ability to analyze data in a quantitive/statistical fashion, we need more of that… and some of our invertebrate paleontology colleagues are leading the way. The final thing that I think we need to change, which is much closer to my particular interests, is that nearly all the papers that discuss biogeography are essentially speculative. They look at the fossil record, they see the various organisms at various places and various points in time, and they build a story around them. This is not adequate testing of the hypothesis. My view is that we need move from, what is called in philosophical terms, the narrative/story-telling phase. What we need to move into is a more analytical phase, where we actually reject hypothesis or verify them by getting large amounts of data and analyze it quantitatively. The same reasoning holds true for all aspects of paleobiology: we need to become more quantitative in diversity, evolution and things like that.

quarta-feira, maio 13, 2009

Entrevistas aos bochechos: 7ª pergunta ao Paul Upchurch

RA: Going back a little bit on the sequence of questions, I think that your work on area cladograms and biogeography gives very interesting support where to look for dinosaurs and pursue new taxa. First of all, do you agree with this? And second, if you would have to use this data, where would you work for new taxa?

PU: The biogeographic approach I use, they provide some explanation why some types of dinosaur appear or do not appear in certain places and certain points in time. But of course, that can always be falsified by new discoveries. What I think that is more relevant to directly finding or targeting new localities is the work that my student and in conjunction with me is doing, we’ve built an almost comprehensive database of sauropod occurrences. So what that allows is an analysis like: do sauropod appears in certain types of sediments more often than others; are there areas of the earth that have produced poor quality sauropod material or good quality sauropod material? So I think large scale database are probably the future to a scientific approach to know where to go to collect new material.

terça-feira, maio 12, 2009

Conferência sobre Evolução (Hoje, 14h, na Univ. Lusófona)


Vai decorrer hoje, quarta-feira, dia 13 de Maio, pelas 14 horas no Auditório Pessoa Vaz da Universidade Lusófona de Humanidades e Técnologias, a conferência:

Evolução em Debate: De Darwin à actualidade

Vamos contar com presença de 3 oradores, Doutor Frederico Almada, Doutor Octávio Mateus e Doutor André Levy, no que será um debate entre os 3 e o público, sobre a Evolução na perspectiva de 3 mentes diferentes, desde Richard Owen e Charles Darwin, até aos dias de hoje e aos Evolucionistas modernos.

A conferência terá uma duração de apróximadamente 2 horas, com um ligeiro coffee brake pelo meio.




domingo, maio 10, 2009

Curso de verão de paleontologia em La Rioja (Espanha



Informação sobre curso de verão de paleontologia em La Rioja (Espanha):

Huellas de dinosaurios en los cursos de verano de la Universidad de la Rioja


En julio y agosto de 2009 tendrán lugar los cursos de verano de la Universidad de la Rioja. Bajo el nombre Huellas de Dinosaurio se celebrarán campos de trabajo, cursos y conferencias relacionadas con los yacimientos de huellas de dinosaurio y su conservación y restauración.

Los campos de trabajo se celebrarán en Igea, Enciso y Hornillos de Cameros (La Rioja) y Tabant (Marruecos), en julio y la primera quincena de agosto, mientras que el 30 de julio tendrá lugar en Enciso un ciclo de conferencias a cargo de un grupo de expertos.

Más información en:

http://fundacion.unirioja.es/cursosdeverano/campos_trabajo.shtml
http://www.icog.es/_portal/noticias/noticias.asp?bid=1101&ini=1

sábado, maio 09, 2009

Entrevistas aos bochechos: 6ª pergunta ao Paul Upchurch

RA: So, the other area of your research is to look specifically at the evolution of sauropods. Could you outline in broad terms the evolution of the group?

PU: Essentially, they appeared in the Late Triassic; at that stage we call them sauropodomorphs. They are generally small animals, 1-2meters long, they are bipedal… but they still show one or two key features of the sauropodomorphs: relatively long neck, a small head on that neck and some changes to the jaws and teeth, which is suggesting that they are changing from carnivores to omnivores or omnivores to herbivores. Then in the Jurassic, those small forms disappear and we see a trend towards a larger and larger body size, quadrupedality, elongation of the neck and further modifications of the skull. So we get a radiation of the true sauropods, which by the Jurassic have achieved gigantic body size (20-25m). We also see a radiation of many types of sauropods: diplodocoids, early titanosaurs, brachiosaurs, and so on… Then, at the Jurassic/Cretaceous boundary there seems to be a crisis, about 80% of the sauropods go extinct, mainly the ones with the very large spoon-shape teeth. In the Late Cretaceous, sauropod faunas are dominated by the titanosaurs. There are other types like the rebbachisaurs – that were unusual types of diplodocoids – but they radiate again, the also become very diverse. By the end of the Cretaceous there were about 50 or 60 titanosaur genera, which is about one third of sauropod diversity. At the K-T boundary all of those disappear.

sexta-feira, maio 08, 2009

Encontrada proteína em fóssil de dinossauro pela segunda vez

Replicação de uma notícia do Jornal Público: 

Encontrada proteína em fóssil de dinossauro pela segunda vez
2009-04-30 22:40:00 PÚBLICO

Confirma-se, é possível recolher proteínas conservadas de fósseis tão antigos como os dos dinossauros. Os resultados são publicados hoje na revista Science.

A primeira vez que isto aconteceu foi em 2007 a partir de um fóssil de T-rex com 68 milhões de anos. A comunidade científica na altura ficou desconfiada sobre estes resultados, por isso a equipa da investigadora Mary Schweitzer da Universidade Estatadual da Carolina do Norte, EUA, foi à procura de fósseis que estivessem em locais onde o ambiente daria as condições perfeitas para manter as proteínas conservadas.

A equipa procurou numa formação geológica em Montana e encontrou o fóssil de um fémur de uma espécie de hadrossauro com 80 milhões de anos, que tinha preservado colagénio - uma proteína importante para a coesão dos tecidos. Ao analisarem a molécula, viram ainda que estava mais próxima do colagénio das aves do que dos crocodilos.


Entrevistas aos bochechos: 5ª pergunta ao Paul Upchurch

RA: In which sense are dinosaurs the best clade to test this sort of tools?

PU: I don’t think they are the best clade, but they are one of the best clades. They are a good place to start because they have a relatively rich fossil record, they have a long fossil record – that spans several geographical events –, they have a virtually global distribution; so they can pick up episodes like the break-up of the continents, changes in sea level. And, of course, relative to other groups they are intensively studied; there are far more people working with dinosaurs in the Mesozoic than there are, say, on crocodiles or lizards. But, I think, the best way to analyze biogeographic history is to take multiple groups, ideally groups that have different groups that have different body sizes and different physiologies. If we show that flowering plants, insects, small mammals and dinosaurs are all showing the same patterns, that reinforces the evidence that, despite differences, in the way they live these groups are all affected to the same geographic events. So, I started with dinosaurs because that is my strength, that is my area of interest… but I am interested expanding the work to other groups as well, or, encourage my colleagues to apply the same methods.

quinta-feira, maio 07, 2009

Entrevistas aos bochechos: 4ª pergunta ao Paul Upchurch

RA: Yeah, one of the methodological tools that came out from this sort of ideas were area cladograms, wasn’t it?

PU: Area cladograms are an older idea, they go back to the original work done in the 1970’s. But, there is a fundamental problem with an area cladogram which is that by definition a cladogram shows branching structure. And that is fine when you are dealing with organisms that have a nice branching structure phylogeny. The problem is that an area cladogram isn’t describing the evolution of organisms, it is describing the relationships between geographic areas. And geographic areas do not have to obey a branching pattern. They can break up from each other, but they can also collide…they can reconnect. That means that the history of geographic areas is a complext network and not a simple branching pattern. So, the area cladogram by itself is a good idea, but not sufficient to describe biogeographic history. Where the time slicing idea comes in is that you continue to produce area cladograms, but each area cladogram is different for each point in time. By looking how each area cladograms change from each point in time, to the next, to the next, to the next…those changes tell you about the network-like history
Between the areas. So, to give you an example, in the Early Cretaceous we find that South America and Africa cluster together in the area cladogram, we’d say Australia would be more distant – as it was – and then in the Late Cretaceous we find actually that South America and Australia are clustering together with Africa being further away. What we see is a change in the area cladogram structure and, what that means is that between the Early Creataceous and Late Cretaceous that has been some change in biogeography, that cannot be expressed by one area cladogram but by two in sequence. And so, what we are really doing is trying to express this really complex network of area relationships as a series of area cladograms, rather than one area cladogram