domingo, maio 16, 2010

Ciclo de Conferências da Biodiversidade


O BioCEL (Bio Conselho de Estudantes da Lusófona), está a organizar o Ciclo de Conferências da Biodiversidade. Estas conferências vêm no âmbito das celebrações do Ano Internacional da Biodiversidade.
Pretende-se assim organizar um ciclo de conferências onde fosse possível reunir uma grande diversidade de temas abrangendo assim vários temas da Biologia e áreas afins. O programa do Ciclo de Conferências da Biodiversidade é o seguinte:


Dia 18 de Maio—Auditório Agostinho da Silva

15H00 Biodiversidade ao longo do Tempo

Octávio Mateus (UNL/Museu da Lourinhã)

16H00 Possíveis explicações para a biodiversidade de peixes no Atlântico NE

Dr. Frederico Almada (ULHT)

Coffee Break

17H00 Acompanhamento de algumas espécies de peixes com diferentes histórias vitais na consta rochosa da Parede/S. Pedro do Estoril - Recrutamento de juvenis, abundância e crescimento

Joana Martins (ULHT)

Dia 24 de Maio—Auditório Victor de Sá

14H00 Avaliação para Portugal do Millenium Ecosystem Assessment: Os serviços dos ecossistemas em Portugal

Dra. Vânia Proença (FCUL)

15H00 Bolsas de Integração na Investigação: Análise funcional de genes de Bacillus subtilis

Joana Lopes (ULHT)

Coffee Break

16H00 Respiração e Biodiversidade

Dr. Stephane Besson (ULHT)

Dia 4 de Junho—Auditório Victor de Sá

14H00 Estudo da potencial relação da Aneuploidia com a condição fisiológica e o crescimento na Ameijoa-Boa (Ruditapes decussatus)

Joana Sousa (UNL/INRB I.P./L-IPIMAR. /ULHT)

15H00 Contributos da Falcoaria para a conservação das Aves de Rapina

Dr. Carlos Crespo (Falcoaria da Coudelaria de Alter - Fundação Alter Real)

Coffee Break

16H00 Adaptação e Biodiversidade

Dra. Teresa Avelar (ULHT)

Dia 9 de Junho—Auditório Victor de Sá

14H00 Cultivar...ou deixar arder? Dilemas da conservação da biodiversidade na região Mediterrânica

Dr. Francisco Moreira (ISA/ULHT)

15H00 Biodiversidade e taxas de extinção: ao longo da História da Terra e no presente

Dr. André Levy (ISPA)

Coffee Break

16H00 Diversidade e aplicações dos esporos bacterianos

Dr. Cláudia Serra (ITQB)

17H00 Biodiversidade: Ameaças e desafios à sobrevivência Humana

Dr. Nuno Oliveira (AmBioDiv)

Dia 16 de Junho—Auditório Agostinho da Silva

14H00 O que há de tão fantástico com a herpetofauna Ibérica?

Dr. Octávio S. Paulo (Computational Biology and Population Genomics Group/CBA/FCUL)

15H00 «Espécies» ou «Indivíduos»? - No que consiste realmente a conservação de primatas em cativeiro?

Dra. Augusta Gaspar (ISCTE)

Coffee Break

16H00 Amazónia e as Alterações Climáticas: Que implicações para a Biodiversidade

Raquel Lobo Vale (ISA)


sábado, maio 15, 2010

Espectáculo "Walking with Dinosaurs"

Durante este fim de semana, está patente o espectáculo "Walking with dinosaurs" no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.

Os movimentos estão muito realistas e bem conseguidos. Vale a pena ver.


O Museu da Lourinhã é parceiro deste espectáculo.

quarta-feira, maio 12, 2010

Estatística europeia de recursos humanos na Ciência


Mais estatística do desempenho de Portugal e de outros países (sobretudo europeus) na Ciência, nomeadamente a percentagem dos resursos humanos em Ciência (gráfico de cima) e estudantes de doutoramento (gráfico de baixo).


Human resources in science and technology as a share of labour force - Total - (%)
Short Description: Human resources in science and technology (HRST) as a share of the economically active population in the age group 25-64. This indicator gives the percentage of the total labour force in the age group 25-64, that is classified as HRST, i.e. having either successfully completed an education at the third level in an S&T field of study or is employed in an occupation where such an education is normally required. HRST are measured mainly using the concepts and definitions laid down in the Canberra Manual, OECD, Paris, 1995.


Doctorate students in science and technology fields - Total
(% of the population aged 20-29)Students participating in second stage of tertiary education in science and technology.

A estatística refere-se aos dados mais recentes disponíveis.
Fonte: Eurostat.
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terça-feira, maio 11, 2010

Artigo sobre estegossauro Miragaia

O artigo no Proceedings of Royal Society B foi destacado como um dos 10 artigos mais descarregados e citados em 2009, ficando agora disponível gratuitamente, numa selecção feita pela própria revista:



  • Octávio Mateus,
  • Susannah C.R. Maidment and
  • Nicolai A. Christiansen. 2009.
  • A new long-necked ‘sauropod-mimic’ stegosaur and the evolution of the plated dinosaurs. Proceedings of Royal Society B



    Miragaia longicollum, por Filipe Alves Elias, (CIID 2009, Museu da Lourinhã)

    terça-feira, maio 04, 2010

    Aula Abertas de Biologia do Desenvolvimento e Evolução, no ISPA


    O ISPA (Inst. Superior de Psicologia Aplicada) tem aulas abertas de Biologia do Desenvolvimento e Evolução. No dia 5 (quarta-feira) pelas 18:30 e dia 6 (quinta-feira) pelas 8:30 será a minha deixa com palestras sobre "Dinossauros do Jurássico Superior de Portugal".


    Por serem "Aulas Abertas", estão todos convidados.

    sexta-feira, abril 30, 2010

    Investimento na Ciência em Portugal


    Gráfico da percentagem da despesa dos países europeus (e outros) em Ciência e Tecnologia, em função do Produto Interno Bruto. Portugal está num desapontante 24º lugar (em 34 países) e bem abaixo da média europeia.

    Fonte: Eurostat.
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    quinta-feira, abril 29, 2010

    Tabela crono-estratigráfica portuguesa 2010


    A GeoPor acaba de anunciar o trabalho pelos paleontólogos João Pais e Rogério Rocha do CICEGe (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa) com o quadro de divisões estratigráficas(tabela crono) e tentativa de uniformização da nomenclatura cronoestratigráfica, usando terminologia portuguesa segundo as convenções internacionais e a cronologia mais recente (GTS 2009).

    Indispensável para qualquer paleontólogo!

    PDF.

    Filme "Sea Rex 3D"

    Mais um "trailer" de um filme a não perder: Sea Rex 3D. Com plesiossauros, mosassauros e outros aspectos dos mares mesozóicos.

    Creation

    "Creation" é o nome do filme que retrata a vida de Charles Darwin. Aqui vai o respectivo "trailer":

    quarta-feira, abril 28, 2010

    Rochedos extraordinários

    Fotografias de alguns dos mais extraordinários rochedos do mundo:




    Infelizmente não fui o autor destas fotos. Recebi-as via email, pelo que não consigo citar os créditos de quem fotografou.

    terça-feira, abril 27, 2010

    Corvus sapiens sapiens



    Este fantástico video acompanha o recente artigo "Complex cognition and behavioural innovation in New Caledonian crows" publicado na Proc. R. Soc. B, por uma equipa da Universidade de Auckland e também disponível aqui.

    sábado, abril 24, 2010

    O caçador de fósseis Kirby Siber recebe Honoris Causa


    O
    meu amigo Hans-Jacob Siber, mais conhecido por Kirby Siber, é um excelente caçador de fósseis de dinossauros e outros animais, de tal forma que criou um museu de paleontologia numa pequena vila (Aathal) nos arredores de Zurique.
    É precisamente a universidade desta cidade que lhe confere hoje o título de Doutor Honoris Causa.
    Diz o site
    http://idw-online.de/de/news365687: "
    A dignidade de um doutorado honorário concedido pela Faculdade de Matemática e Ciências Naturais é dada a Hans Jakob Siber em reconhecimento à sua contribuição para a investigação dos dinossauros. Ser apreciado tanto pelas significativas escavações científicas, bem como pelo museu de dinossauros em Aathal"

    O Kirby e sua equipa são responsáveis pela descoberta de dezenas de fósseis, incluindo da maior tartaruga do mundo, a Archelon, do dinossauro Allosaurus Big Al 1, e Big Al 2, e de fantásticos esqueletos quase completos como o de Camarasaurus (post), que estive estudando em Aathal em Março passado.

    Parabéns Kirby!


    quarta-feira, abril 21, 2010

    Palestras à noite em Coimbra (22 de Abril)


    Organização integrada no Dia Internacional da Terra, 22 de Abril, 21h 30m, na Feira do Livro de Coimbra (Praça da República):

    Tertúlia "Como Foi a Vida na Terra"

    - Vanda Faria dos Santos (Museu Nacional de História Natural, Lisboa),"Pegadas de Dinossauros em Portugal"

    Explica-se como se formam os icnofósseis em geral e as pegadas de dinossauros, em particular. Apresentar uma retrospectiva das jazidas com pegadas e trilhos de dinossauros no Jurássico e Cretácico de Portugal; sua importância patrimonial.

    - Octávio Mateus (Universidade Nova de Lisboa & Museu da Lourinhã), "Dinossauros de Portugal"

    Explica-se em que condições se formaram jazidas com esqueletos e ninhadas de ovos de dinossauros. Apresenta-se uma retrospectiva das principais jazidas e novas descobertas de dinossauros em rochas do Jurássico e Cretácico de Portugal.

    - Pedro Miguel Callapez (Museu Mineralógico e Geológico da Universidade de Coimbra, Coimbra, "Fósseis da região de Coimbra"

    Mostram-se aspectos da evolução do espaço geográfico de Coimbra ao longo dos tempos geológicos. Apresenta-se uma retrospectiva sucinta dos principais fósseis e jazidas da região de Coimbra e Baixo Mondego.

    - Eugénia Cunha (Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra), "Como nos tornámos humanos"

    Apresenta-se a história do homem na Terra como vem contada no livro com esse título que a autora acaba de publicar na Imprensa da Universidade de Coimbra.

    Entrada livre. Haverá participação da audiência.

    Moderador:
    Carlos Fiolhais

    Organizadores: Carlos Fiolhais e Pedro Callapez
    Apoios: Câmara Municipal de Coimbra, Centro de Ciências da Terra da Universidade de Coimbra e Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho.



    Próximas palestras por Octávio Mateus:
    22 de Abril: Coimbra;
    5 e 6 de Maio: ISPA, Lisboa;
    18 de Maio, 15h, Universidade Lusófona, Lisboa
    19 Maio, Sta. Iria da Azóia;
    25 Maio, Caldas da Rainha

    segunda-feira, abril 12, 2010

    Conway Morris, Gould e a historia do antes e depois


    Este semestre tive a possibilidade de assistir a uma palestra dada pelo uberpaleobiologo Simon Conway Morris. A palestra foi sobre evolucao convergente (tracos analogos em linhas evolutivas distintas) e apesar de ser dirigida a um publico abrangente tinha uma mensagem-bomba. Conway Morris nao se contentava com a ideia de que existem, de facto, adaptacoes equivalentes para as mesmas funcoes. Ja estamos todos fartos de saber que os golfinhos, os ictiossauros e os peixes tem um corpo fusiforme: exemplo de uma evolucao convergente... mas ele foi mais longe. Conway Morris argumenta que nao so existem realmente esses padroes como eles sao INEVITAVEIS. Isto pareceu-me uma ideia magnifica na altura, daquelas em que pensamos: raios, como e' que nunca pensei nisto antes... Para sermos francos vemos convergencia em todo o lado, ele aponto exemplos caricatos: o olho dos cefalopodes e o olho dos vertebrados, a forma de locomocao parassagital da barata e dos mamiferos, comportamento altruistico dos corvos e dos chimpanzes; coisas assim.

    'E como que se o olho da lula tivesse que ser inevitavelmente como o olho do carapau, por alguma razao que nao estava ao seu alcance. Acontece, porem, que o Conway Morris caiu numa falacia. A esta falacia chama-se enviesamento da confirmacao. O ser humano e' uma maquina prodigiosa de encontrar padroes em todo o lado. Agrupamos carros em limusines, jipes e camioes; vemos capicuas nas matriculas dos carros... teorizamos tudo, para que o caos que e' a realidade seja mais facil de compreender. Uma experiencia engracada foi feita a pessoas que teriam de escolher um conjunto de meias de uma amostra de meias muito semelhantes. As pessoas escolheram as meias e foi-lhes perguntado porque escolheram aquelas em particular. As pessoas teorizavam todo o tipo de argumentos possiveis, quando na verdade as meias eram todas iguais. Somos bons a arranjar padroes, mas tambem somos optimos a convencer-nos de que achamos padroes. Aposto que a partir do momento em que arranjava o meu grupo de meias tentaria confirmar que aquele grupo de meias era o melhor, tentando arranjar argumentos que sustentassem a minha tese inicial.

    Popper ha muito nos ensinou que nao e' por mais um cisne branco que encontremos, que faz com que todos os cisnes sejam brancos. Temos, isso sim, de tentar falsificar a hipotese "todos os cisnes sao brancos". Sao todos brancos ate encontrarmos um negro. Nao e' por encontrarmos mais uma convergencia entre a forma da barbatana do carapau e do golfinho que faz desse padrao INEVITAVEL. Ao acharmos que esse padrao e' inevitavel obliviamos todos os outros que nao o sao... e continuamos ad eternum a encontrar padroes inevitaveis e, ao mesmo tempo ignorando os que nao se adequam ao padrao. Se a forma da barbatana da sardinha e golfinho e' assim tao inevitavel porque 'e que a dos plesiossauros, tartarugas marinhas, leoes-marinhos, morsas e outras nao o sao? Bastou-me arranjar estes exemplos para FALSIFICAR a hipotese de inevitabilidade da convergencia. O canguru e do sapo saltam e isso nao faz com que seja um inevitavel padrao de locomocao terrestre.


    Gould foi extremamente perspicaz ao perceber que nao existe DIRECCIONALIDADE na evolucao. Pode-nos parecer ao vermos padroes em muitos sitios mas a triste e dura realidade e' que nao sabemos prever o dia de amanha e se o Simon Conway Morris conseguisse estivesse certo com certeza conseguiria adivinhar com base nos dados de hoje que padroes convergentes veria nas especies amanha. Tudo parece ter logica porque vemos depois, ou usando um termo mais pomposo vemos a historia com o poder do hindsight. Mas a verdade e' que a historia nao pode ser antecipada, ou neste caso, tudo parece fazer sentido depois de vermos como aconteceu. Na minha opiniao esta tendencia para reconstruir a historia so faz sentido para que possamos de forma mais eficaz relaciona-los, e deste modo apercebermo-nos mais facilmente uma sucessao de factos - mas isto nao atribui uma causalidade ou inevitabilidade a sua sucessao . Morris atribui causalidade aos factos porque tem o poder de ver como aconteceu... acontece que isso nao lhe da o poder de prever como vai acontecer. Por outro lado, Morris extingue por completo a aleatoridade como "causa" possivel. Isto vem opor-se radicalmente 'a doutrina ahistorica da evolucao proposta por Gould.

    Agora percebo porque e' que todos - credulos na sua tese - estavam a perguntar questoes como: "se e' assim, porque e' que existe biodiversidade?".

    terça-feira, abril 06, 2010

    Porque não faz sentido usarmos os escalões Lineanos de filo, classe, ordem, etc


    Quando o ilustre sueco Carl von Linné (ou Carolous Linnaeus, em latim, tal como ele assinava, ou Carlos Lineu, em português) classificou os organismos vivos, agrupou-as em ‘rankings’ ou escalões, que tendo sido ulteriormente adicionados ficaram com a clássica sequência Divisão, Reino, Filo, Classe, Ordem, Família, Género e Espécies.

    Esta partimentação agrupa os seres vivos do mais abrangente até a uma única espécie. Assim, a Divisão pode ter vários Reinos, que por sua abrange vários Filos, que contêm várias Classes e assim por diante.

    É um sistema prático e de alguma forma inspirado na hierarquia militar. Neste sistema, todas as espécies são arrumadas de forma que nenhuma esteja de fora da sequência Divisão, Reino, Filo, Classe, etc. Dito de outra forma, todas as espécies pertencem a um género, que está enquadrado numa família, que não pode deixar de estar numa ordem, até que todos os escalões estão preenchidos.

    É, sem dúvida, um sistema fácil e prático, como se coordenadas de um endereço se tratasse. Era como se arrumássemos as espécies em gavetas, que estão contidas em estantes, que por sua vez estão em armários, em salas, casa, ruas, bairros, etc. Prático e simples… contudo a Natureza não funciona assim, sendo a realidade bem mais complexa. Linné usou esta classificação pois não conhecia a evolução das espécies (conceito que foi avançado após a sua morte por Lammarck e outros, e melhor compreendido e explicado por C. Darwin). Se Linné compreendesse a evolução, decerto que saberia que não podemos agrupar os organismos em secções discretas, como se de objectos físicos se tratassem devidamente arrumadas no sistema de gavetas, prateleiras, armários, etc.

    As espécies são contínuas, e todos os organismos actuais fazem parte de uma corrente reprodutiva de pais para filhos, desde há 3.600 milhões de anos, sempre com pequenas alterações graduais e contínuas. Se reconstruirmos a linhagem de todas as espécies, vamos ter algo mais parecido a uma árvore, em que cada espécie é uma folha ou uma célula, do que a um armário (usando a analogia das gavetas).

    Ao tentar estabelecer as relações de parentesco das espécies os biólogos constroem árvores filogenéticas comparáveis às árvores genealógicas que mostram o parentesco dos nossos familiares. Numa árvore ou arbusto, as folhas encontram-se em galhos, raminhos, ramos, pernadas, troncos secundários e troncos principais, mas se tentarmos agrupar cada folha de um arbusto num ‘ranking’ Lineano, veremos que estamos perante uma tarefa hercúlea, difícil de alcançar.

    Vejamos num exemplo concreto: os vertebrados. A classificação clássica (não evolutiva) agrupa-os em cinco classes: os peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Contudo sabemos agora que as aves são descendentes dos dinossauros, que por sua vez são répteis (ou seja, pertencem ao grupo Reptilia), logo, as aves são répteis. Algo que faz sentido se agruparmos os animais numa árvore, na qual o "ramo" das aves é agrupado no "tronco" dos répteis, e esquecemos as categorias filo, classe, ordem, etc. De outra forma, temos uma 'classe' (Aves) dentro de outra 'classe' (Reptilia), que usando a analogia atrás, seria arrumar uma gaveta dentro de outra gaveta. É algo que não existe.

    segunda-feira, abril 05, 2010

    terça-feira, março 30, 2010

    Sistema Urinario do Gato




    quarta-feira, março 24, 2010

    Histologia e saurópodes


    Nestas duas últimas semanas andei pela Europa central, nomeadamente em Bona (Alemanha) e Aathal, perto de Zurique (Suíça), a ter formação em histologia e a estudar dinossauros saurópodes.

    Eramos três representantes do nosso Departamento de Ciências da Terra da Universidade Nova de Lisboa (eu e os dois estudantes de doutoramento Chirstophe Hendrickx e Emanuel Tschopp) no curso de histologia (tecidos) na Universidade de Bona, num curso de poucos dias feito pelo paleontólogo Martin Sander, daquela Universidade. Eu publiquei com este paleontólogo o dinossauro anão Europasaurus na revista Nature, e é considerado um dos melhores nesta área da histologia de dinossauros, neste caso tecidos ósseos. Soube tão bem voltar a ser aluno outra vez (se bem que era o único PhD a assistir) e foi um boa forma de consolidar o conhecimento.

    Foto: corte transversal do fémur de embrião de Lourinhanosaurus mostra que cresciam a grande velocidade, numa foto pelo "pai" da paleohistologia Armand de Ricqlès (Ricqlès et al, 2001).


    Foto de grupo nos laboratórios da Universidade de Bona.



    Depois fui para o SaurierMuseum Aathal, perto de Zurique, com o objectivo de estudar os saurópodes, nomeadamente os diplodocídeos e um esqueleto quase completo de Camarasaurus.
    É incrível quão pouco conhecemos um dos mais bem conhecidos saurópodes, o Camarasaurus e até mesmo com um esqueleto quase completo (apenas faltando parte da cauda) não era conhecida a espécie exacta. O SaurierMuseum Aathal tem uma colecção fantástica de fósseis de Wyoming, EUA, incluindo vários esqueletos de dinossauros, como o Othnielasaurus, Allosaurus fragilis, Diplodocus, Camarasaurus, e Apatosaurus.



    Foto do saurópode Camarasaurus, alcunhado "ET".





    Anatomia de Felis catus, nas aulas de anatomia comparada na SMU








    Nao quero que fiquem a pensar que tenho gostos morbidos... sao as aulas de anatomia comparada...