sábado, abril 10, 2010
terça-feira, abril 06, 2010
Porque não faz sentido usarmos os escalões Lineanos de filo, classe, ordem, etc
Quando o ilustre sueco Carl von Linné (ou Carolous Linnaeus, em latim, tal como ele assinava, ou Carlos Lineu, em português) classificou os organismos vivos, agrupou-as em ‘rankings’ ou escalões, que tendo sido ulteriormente adicionados ficaram com a clássica sequência Divisão, Reino, Filo, Classe, Ordem, Família, Género e Espécies. Esta partimentação agrupa os seres vivos do mais abrangente até a uma única espécie. Assim, a Divisão pode ter vários Reinos, que por sua abrange vários Filos, que contêm várias Classes e assim por diante. É um sistema prático e de alguma forma inspirado na hierarquia militar. Neste sistema, todas as espécies são arrumadas de forma que nenhuma esteja de fora da sequência Divisão, Reino, Filo, Classe, etc. Dito de outra forma, todas as espécies pertencem a um género, que está enquadrado numa família, que não pode deixar de estar numa ordem, até que todos os escalões estão preenchidos. É, sem dúvida, um sistema fácil e prático, como se coordenadas de um endereço se tratasse. Era como se arrumássemos as espécies em gavetas, que estão contidas em estantes, que por sua vez estão em armários, em salas, casa, ruas, bairros, etc. Prático e simples… contudo a Natureza não funciona assim, sendo a realidade bem mais complexa. Linné usou esta classificação pois não conhecia a evolução das espécies (conceito que foi avançado após a sua morte por Lammarck e outros, e melhor compreendido e explicado por C. Darwin). Se Linné compreendesse a evolução, decerto que saberia que não podemos agrupar os organismos em secções discretas, como se de objectos físicos se tratassem devidamente arrumadas no sistema de gavetas, prateleiras, armários, etc. As espécies são contínuas, e todos os organismos actuais fazem parte de uma corrente reprodutiva de pais para filhos, desde há 3.600 milhões de anos, sempre com pequenas alterações graduais e contínuas. Se reconstruirmos a linhagem de todas as espécies, vamos ter algo mais parecido a uma árvore, em que cada espécie é uma folha ou uma célula, do que a um armário (usando a analogia das gavetas). Ao tentar estabelecer as relações de parentesco das espécies os biólogos constroem árvores filogenéticas comparáveis às árvores genealógicas que mostram o parentesco dos nossos familiares. Numa árvore ou arbusto, as folhas encontram-se em galhos, raminhos, ramos, pernadas, troncos secundários e troncos principais, mas se tentarmos agrupar cada folha de um arbusto num ‘ranking’ Lineano, veremos que estamos perante uma tarefa hercúlea, difícil de alcançar. Vejamos num exemplo concreto: os vertebrados. A classificação clássica (não evolutiva) agrupa-os em cinco classes: os peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Contudo sabemos agora que as aves são descendentes dos dinossauros, que por sua vez são répteis (ou seja, pertencem ao grupo Reptilia), logo, as aves são répteis. Algo que faz sentido se agruparmos os animais numa árvore, na qual o "ramo" das aves é agrupado no "tronco" dos répteis, e esquecemos as categorias filo, classe, ordem, etc. De outra forma, temos uma 'classe' (Aves) dentro de outra 'classe' (Reptilia), que usando a analogia atrás, seria arrumar uma gaveta dentro de outra gaveta. É algo que não existe.
segunda-feira, abril 05, 2010
terça-feira, março 30, 2010
quarta-feira, março 24, 2010
Histologia e saurópodes

sábado, março 20, 2010
Expo Darwin 2
Mais um trabalho feito por Luís Soares e Susana Ferrador.
Na altura esperávamos ter 100 visitantes... foram mais de 160 mil!
Post publicado em simultâneo no Conjurado
Obrigado ao Luís pelo link
quinta-feira, março 18, 2010
Expo Darwin
Só recentemente tive conhecimento deste blog...
Fica o Podcast do trabalho executado pelo Luís Soares e Susana Ferrador para o Mestrado em Jornalismo da Escola Superior de Comunicação Social.
http://mestresemjornalismocientifico.blogspot.com/2009/06/balanco-exposicao-evolucao-de-darwin.html
Post publicado em simultâneo no Conjurado
Obrigado ao Luís pelo link
terça-feira, março 16, 2010
domingo, março 14, 2010
Foto do Dia: Micropholis

E' um pequeno anfibio temnospondilo do Triassico Inferior da Africa do Sul. Para quem nao esta familiarizado com a filogenia dos anfibios, e' de notar que a classe "Amphibia" e' parafiletica. A nomenclatura actual designa este e os restantes anfibios como Lissamphibia, incluindo taxa extintos e actuais. Uma das sinapomorfias dos anfibios e' a presenca de so quatro digitos ao contrario dos restantes tetrapodes.
quinta-feira, março 11, 2010
Carta Aberta
Caros Deputados Portugueses:
Venho por este meio manifestar o meu apoio ao protesto que decorrerá hoje por volta das 17:30 em frente à Assembleia da República Portuguesa.
É realmente preocupante a falta de sensibilidade deste governo para poder apostar nos bolseiros de investigação no nosso país.
Aqueles que serão os sábios do futuro não recebem os apoios devidos e não vêm as suas bolsas aumentadas há quase uma década. A caricata situação de termos que assinar um contracto de exclusividade sem termos nenhum emprego efectivo, torna tudo ainda mais grave. Urge mudar a situação.
É da mais elementar justiça que a oposição actual não se demita das suas funções e force uma mudança neste cenário. Que não se oiçam desculpas por estarmos em crise, é precisamente em tempos de crise que a justiça não deve ser esquecida.
Um bolseiro de Doutoramento,
Rui Castanhinha


































