sábado, abril 25, 2009
Palestra "Origem e Evolução de Dinossauros Saurópodes"
Bibliografia de seláceos (tubarões e raias) fósseis de Angola

Contribuição para a bibliografia sobre seláceos (tubarões e raias) fósseis de Angola:
Antunes, M., 1970. Paleontologia de Angola. In Curso de Geologia do Ultramar. Junta de Investigações do Ultramar, 2.
Antunes, M.T. & Cappetta, H., 2002 Sélaciens du Crétacé (Albién-Maastrichtien) d’Angola: Palaeontographica. Abtheilung A, 264, 85-146.
Antunes, M.T. & Sornay, J., 1969. Contributions a la connaissance du Crétacé Supérieur de Barra do Dande, Angola. Revista da Facudade de Ciências, Universidade de Lisboa. Ciências Naturais, 16, 65-103.
Antunes, M.T. 1970. Paleontologia de Angola. In Curso de Geologia do Ultramar.. Junta de Investigações do Ultramar. 2.
Antunes, M.T., 1961. Sur la faune de vertébrés du Crétacé de Iembe (Angola). Comptes rendus hebdomadaires des séances de l’Académie des sciences, 253(3), 513-514.
Antunes, M.T., 1964. Sur quelques requins de la faune Néogène de Farol das Lagostas (Luanda, Angola). Leurs relations avec les formes récentes. Memoire Institut Français dAfrique Noir, Melanges Ichthyology, 47-64.
Antunes, M.T., 1966. Contribuição para o conhecimento dos nautilóides fóssies de Angola. Conclusões estratigráficas sobre o Cretácico terminal da Bacia de Moçâmede, a propósito dos cefalópodes de S. Nicolau. Garcia de Orta (Lisboa), 14, 109-138.
Antunes, M.T., 1966. Sur la faune de vertèbres du Pleistocène de Leba, Humpata (Angola). Proc. 5th Pan Afr. Congr, 5, 127-128.
Antunes, M.T., 1967. Sur Lamna cattica ssp. totuserrata. Un cas de distribution antiéquatoriale. Revista da Faculdade de Ciências, 2. ser. A. 16 (1): 37-62.
Antunes, M.T., 2008. Faunes ichthyologiques du Néogène supérieur d’Angola, leur âge, remarques sur le Pliocène marin en Afrique australe.
Antunes, M.T., 1964 O Neocretácico eo Cenozóico do litoral de Angola; I-Estratigrafia. Repteis., Junta de Investigacôes do Ultramar, Lisboa (1964, 257 p).
Antunes, T.M., 1978. Faunes ichthyologiques du Neogene superieur d’Angola, leur age, remarques sur le Pliocene marin en Afrique australe. Cienc. Terra, Univ. Lisboa, 4, 59-90.
Antunes, M. & Cappetta, H., 2006. Angolabatis nom. nov., a replacement name for the Cretaceous genus Angolaia Antunes & Cappetta, 2002(Chondrichthyes: Rajiformes), a preoccupied name. Palaeovertebrata, 34(1-2), 27-28.
Antunes, M. T.; Maisey, J.G.; Marques, M.M.; Schaeffer, B. & Thomson, K.S 1990. Triassic Fishes from the Cassange depression (R.P. de Angola).. Ciências da Terra. , :1-64.
Balbino, A.C. & Antunes, M.T., 2007. Pathologic tooth deformities in fossil and modern sharks related to jaw injuries. Comptes rendus-Palevol, 6(3), 197-209.
Jacobs, L.L., O Mateus, M J Polcyn, A S Schulp, M T Antunes, M L Morais, T S Tavares, 2006. The occurrence and geological setting of Cretaceous dinosaurs, mosasaurs, plesiosaurs, and turtles from Angola. Journal-Paleontological Society Of Korea, 22(1), 91.
sexta-feira, abril 24, 2009
Ginkgo biloba, uma árvore jurássica?
É considerada um fóssil vivo por ser uma espécie relíquia que representa um grupo de plantas já extintas e outrora foram abundantes. Podemos dizer que o Ginkgo biloba é uma árvore jurássica? Bem… a espécie G. biloba é mais recente e ainda não tinha surgido no jurássico, mas o género Ginkgo é o mesmo, sob a forma de uma espécie distinta no Jurássico, o Ginkgo yimaensis, com folha multi-lobadas, e com cachos com mais, mas menores, frutos. Portanto podemos dizer que o Ginkgo é uma árvore jurássica, mas já não o podemos dizer da espécie actual G. biloba. O Ginkgo é tão único que tem o seu grupo próprio, as Ginkgophyta. O representante deste grupo do Jurássico superior de Portugal é Baiera viannae (ver Pais, 1998, sobre a vegetação do deste período em Portugal).
O facto de ser dióica faz com que exista separação sexual por indivíduos, ou seja, há árvores masculinas e árvores femininas. À porta do Departamento de Paleontologia do
Foi também um Ginkgo biloba que os paleontólogos
Pais, J. 1998. Jurassic plant macroremains from
Mateus, O. 2008 Fósseis de transição, elos perdidos, fósseis vivos e espécies estáveis In: Evolução: História e Argumentos Edited by:Levy et al.. 77-96 Lisboa: Esfera do Caos, ISBN: 978-989-8025-55-5.
Zheng and Z. Zhou,
Evolução do “fóssil vivo” Ginkgo: embora apenas a nível específico ocorre evolução do género Ginkgo desde o Jurássico (de Mateus, 2008, modificado, com permissão, a partir de Zhou & Zheng, 2004).
As folhas de Ginkgo biloba no Outono adquirem uma cor amarela antes de caírem.
quinta-feira, abril 23, 2009
Book Review em Palaeontologia Electronica

Uma book review é um instrumento ao dispor da Ciência que visa criticar a literatura recente. A palavra crítica encerra em si não só o apontar dos defeitos, mas também o enaltecimento das qualidades. Em Ciência, felizmente, tudo é discutido no vácuo e nada pode ser encarado pessoalmente, já desde o Iluminismo se reconhecia esta propriedade da retórica. Isto faz com que o debate científico se torne mais rico e da dialética nascem visões cada vez mais esclarecidas. Lembro-me, por exemplo que agora em Março um artigo publicado por Emily Rayfield e co-autores criticava abertamente os Faunachrons de Lucas e co-autores. A bem da ciência que haja debate!
Uma book review aqui.
quarta-feira, abril 22, 2009
Onde estão os fósseis de Alfred Leeds?

Findava o século XIX e, certamente, um dos mais acesos tópicos de discussão no meio científico era a Paleontologia, essa nova ciência. Nesta altura ainda estava muita coisa por descobrir na paleontologia dos vertebrados: já se conheciam vários espécimes de Archaeopteryx (o ‘elo perdido’ entre as aves e os répteis). Já então se conhecia o Megalosaurus (o primeiro dinossauro, que foi assim chamado antes de o termo Dinosauria ter sido cunhado por Owen). Foi precisamente em Novembro de 1892, que Alfred Leeds, um reputado coleccionador privado de fósseis vende uma parte da sua colecção ao National Museum of Ireland – Natural History. Esta compra compreendia plesiossauros, ictiossauros e crocodilomorfos da 'Oxford Clay’ Jurássico Médio), que custaram ao Museu setenta libras. Relembro que uns anos antes se dera a venda do ‘London specimen’ (o primeiro Archaeopteryx a ser descoberto em Solhofen, Alemanha) que foi vendido por setecentas libras ao, então, British Museum of Natural History, batendo valores recordes para a venda de um pedaço de rocha ... ou, se calhar, um pouco mais do que isso. Alfred Leeds explorava, à altura, um barreiro em Peterborough, Inglaterra, mas acontece que nesse barreiro também abundavam os fósseis. Durante os vinte anos em que o barreiro foi explorado, foram concomitantemente retirados imensos fósseis, que vão desde o Leedsichthys aos tais plesiossauros da colecção por todo o mundo e, hoje em dia, apesar de os melhores espécimes estarem no Natural History Museum, London, e uma boa parte da colecção no Hunterian Museum, o resto encontra-se… não se sabe muito bem onde … EUA, Suécia, Alemanha … e crocodilomorfos de que falei. Infelizmente esta venda ao National Museum of Ireland foi o derradeiro evento que levaria à completa dispersão da colecção por todo o mundo e, hoje em dia, apesar de os melhores espécimes estarem no Natural History Museum, London, e uma boa parte da colecção no Hunterian Museum, o resto encontra-se… não se sabe muito bem onde … EUA, Suécia, Alemanha …
Publicado também no Boletim do Museu da Lourinhã.
A Evolução e a Paleontologia: o Caso dos Dinossauros e Outros Vertebrados
"A Evolução e a Paleontologia: o Caso dos Dinossauros e Outros Vertebrados" é o tema da minha palestra amanhã (23 de Maio de 2009), no Museu da Ciência em Coimbra, e também depoletou a seguinte entrevista para a Ciência Hoje, que aqui incluo na íntegra:
Revelação sobre a evolução dos «lagartos terríveis»Paleontólogo Octávio Mateus no Museu da Ciência da UC:: 2009-04-20
Na quinta-feira, às 15h, o cientista português vai estar no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (UC) para revelar algumas das suas descobertas sobre a evolução dos dinossauros e explicar por que se considera um "grande fã" de Darwin. |
A conferência "A Evolução e a Paleontologia: o Caso dos Dinossauros e Outros Vertebrados" é a segunda do ciclo de conferências «Darwin e a Evoluçã»", que até ao fim do ano vai trazer a Coimbra alguns dos mais reputados cientistas evolutivos da actualidade em Portugal. O evento está integrado nas comemorações do bicentenário do nascimento de Charles Darwin e dos 150 anos da publicação da sua obra mais famosa, «A Origem das Espécies». A entrada é gratuita.
"Como paleontólogo, sou obviamente um grande adepto e fã de Darwin. Os dinossauros são um óptimo testemunho da evolução. Por exemplo, tenho descoberto novas espécies de dinossauros que permitem compreender, um pouco mais além, a evolução destes animais", avança o paleontólogo Octávio Mateus.
Portugal tem, de resto, um papel de grande importância a desempenhar no conhecimento da evolução das espécies, defende o investigador da Universidade Nova de Lisboa. "Portugal tem um registo fóssil riquíssimo, um dos melhores do mundo", garante.
Até porque, para o investigador, a Paleontologia (a ciência que estuda os fósseis) é, das várias disciplinas científicas, uma das que melhor ilustra a teoria de Charles Darwin. "A vida actual, ou seja, não-extinta, estudada pelos 'neo-biológos' é uma minúscula fracção da perspectiva da evolução da vida. A Paleontologia tem oferecido exemplos de inúmeros estádios intermédios da evolução dos animais e plantas que são dos mais evidentes testemunhos da evolução darwiniana", sublinha.
Perguntas sem resposta
No Museu da Ciência da UC, Octávio Mateus vai mostrar como este ramo tem confirmado as ideias de Darwin. Em análise vão estar sete exemplos da evolução: a origem das aves a partir de dinossauros terópodes e ainda a origem dos peixes assimétricos, dos cetáceos, dos mamíferos, dos cavalos, dos tetrápodes (animais que apoiam os quatro membros no solo) e do próprio Homem.
Ainda que para a maioria dos cientistas a existência da evolução darwiniana seja indiscutível, certo é que são muitas as perguntas que permanecem ainda sem resposta, reconhece Octávio Mateus.
O paleontólogo elenca algumas delas: "Qual é a unidade sobre a qual a evolução actua: o gene, o organismo, a espécie ou o grupo? Como e porquê os humanos evoluíram um cérebro tão desenvolvido? Qual o papel da selecção sexual na evolução? Como apareceu a Vida? A evolução ocorre essencialmente por saltos (equilíbrio pontuado) ou de forma gradual? Qual é o ancestral de cada grupo de animais e plantas? Qual o papel dos vírus na evolução dos animais e humanos? Qual o papel da transferência de ADN entre grupos distintos? Como é a árvore da Vida?"
Primeiro dinossauro em Angola
Licenciado em Biologia pela Universidade de Évora e doutorado em Paleontologia pela Universidade Nova de Lisboa, Octávio Mateus é investigador no Museu da Lourinhã, instituição que possui uma importante colecção de dinossauros.
Especialista no estudo destes animais, tem publicado vários artigos científicos em Portugal e no estrangeiro, incluindo na prestigiada revista Nature. O seu interesse por dinossauros já o levou a países tão longínquos como os Estados Unidos e a Mongólia. Foi, de resto, o responsável pela descoberta do primeiro dinossauro em Angola.
Depois da conferência com Octávio Mateus, o colóquio «Darwin e a Evolução» prossegue a 14 de Maio com a bióloga do desenvolvimento Patrícia Beldade, do Instituto Gulbenkian de Ciência, que explicará o que é a «Evo-devo», uma nova disciplina científica que pode revelar-se fulcral para a compreensão da evolução.
terça-feira, abril 21, 2009
Base de dados colecção Museu Geológico
Parabéns ao Museu Geológico por ter colocado online uma boa parte das suas colecções online! Bem-vindos à era do conhecimento livre e acessível a todos!
Ver o link aqui.
segunda-feira, abril 20, 2009
Voz e talento
Este post não é sobre dinossauros, nem sequer sobre ciência, mas não resisto em fazê-lo.
domingo, abril 19, 2009
Regras Básicas do pensamento crítico
Como o pensamento crítico nunca é demais, aqui vão os princípios essenciais:
Regras Básicas do pensamento crítico
Sempre que possível deve haver uma confirmação independente dos 'factos'
sábado, abril 18, 2009
Conferência internacional debate Darwin em Lisboa
Artigo no Expresso
Conferência internacional debate Darwin em Lisboa100 especialistas discutem a 23 e 24 de Abril o tema "Evolução hoje e amanhã" na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
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A actualidade do naturalista britânico Charles Darwin vai estar em foco na conferência internacional que o Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa organiza nos dias 23 e 24 de Abril na Faculdade de Ciências desta universidade. "Evolução hoje e amanhã, Darwin avaliado pelas ideias evolucionistas e filosóficas contemporâneas" é o tema do evento, que reúne especialistas nacionais e estrangeiros das áreas da biologia e da filosofia. Os oradores estrangeiros serão Anthony Dean, James Steele, Jan Sapp, John Wilkins, Nathalie Gontier e Sven Steinmo, e os oradores nacionais Teresa Avelar, Eugénia Cunha, António Bracinha Vieira, Olga Pombo, António Frias Martins, Margarida Matos, Élio Sucena, Francisco Carrapiço, Luísa Pereira, Luís Correia, Filipe Costa, André Levy, Hélder Coelho, Augusta Gaspar e Maria Manuel Jorge. Olga Pombo, coordenadora do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa , afirmou ao Expresso que os conferencistas "irão analisar a Teoria da Selecção Natural à luz das modernas teorias da Simbiogénese e do Equilíbrio Pontuado". Será também debatida "a aplicação actual do pensamento neodarwinista às ciências sociais e humanas, bem como as suas implicações filosóficas".
Em 2009 celebram-se não só os 200 anos do nascimento de Darwin e os 150 anos da publicação do seu livro "A Origem das Espécies através da Selecção Natural", como também os 100 anos da publicação do primeiro artigo sobre a Simbiogénese do biólogo russo Constatin Mereschkowsky. A Simbiogénese é uma teoria evolucionista onde indivíduos de diferentes espécies se unem para formar um novo indivíduo. Esta teoria dá mais importância às inter-relações entre indivíduos do que à sobrevivência e reprodução dos mais aptos. O Equilíbrio Pontuado é uma teoria evolutiva proposta pelos paleontólogos americanos Niles Eldredge e Stephen Jay Gould em 1972, que defende que a maior parte das populações de organismos de reprodução sexuada experimentam poucas mudanças ao longo do tempo geológico. Eldredge, director do Museu Americano de História Natural em Nova Iorque, deu a 13 de Fevereiro uma conferência na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, sobre o tema " Darwin : À Descoberta da Árvore da Vida". Darwin e a ilustração científica no Pavilhão do ConhecimentoO Centro de Filosofia das Ciências organiza também nos dias 21 e 22 de Abril em Lisboa, no Pavilhão do Conhecimento (Parque das Nações), o workshop e colóquio internacional sobre " Darwin e a Ilustração Científica", no âmbito do projecto "A Imagem na Ciência e na Arte", da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. E a 29 de Abril será a vez de uma conferência de Hernâni Maia na mesma faculdade sobre "A Vida na Terra. Origem Endógena vs Origem Exógena".
As iniciativas destinadas a assinalar o ano de Darwin desdobram-se, entretanto, em várias frentes. Assim, o Teatro A Barraca está a exibir na Fundação Gulbenkian a peça "O Professor de Darwin ", encenada por Hélder Costa. As próximas sessões terão lugar nos dias 18 de Abril e 9 de Maio. "O Professor de Darwin " apresenta ao público, com poesia, música e humor, o professor John Henslow, que teve uma importância decisiva na formação do naturalista britânico. Entretanto, o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra , está também a realizar um ciclo de conferências sobre "Darwin e a Evolução" no Laboratorio Chimico. Esta semana (16 de Abril) foi a vez da antropóloga Eugénia Cunha falar sobre o tema "Como nos tornámos humanos?". A 23 de Abril será Octávio Mateus, paleontólogo, a abordar "A evolução e a paleontologia: o caso dos dinossáurios e outros vertebrados". Seguem-se a bióloga do desenvolvimento Patrícia Beldade a 14 de Maio, com o tema "Evo-devo, uma nova disciplina que explica a diversificação evolutiva", e a bióloga Helena Freitas a 4 de Junho, que dissertará sobre "A evolução humana e o ambiente". A Universidade do Minho, por sua vez, no âmbito das Jornadas de Biologia Aplicada, realiza de 22 a 25 de Abril a exposição de cartoons "Darwin 2009: Odisseia da Evolução" no Campus de Gualtar (Braga). Marcada por uma perspectiva humorística, a iniciativa é feita em colaboração com a FecoPortugal - Associação de Cartoonistas, e envolve cartoonistas de todo o mundo. | |||||||||
quarta-feira, abril 01, 2009
Revista "Ciências da Terra"

A revista científica Ciências da Terra tem agora um domínio próprio em www.cienciasdaterra.com com dezenas de artigos científicos em PDF gratuitos que se debruçam sobre geologia estrutural, estratigrafia, paleontologia, etc.
domingo, março 29, 2009
"O ateísmo é o flagelo do género humano"
Decorreu, de forma muito interessante, o debate “ Darwin: o impacto da herança de Darwin na Ciência e na Sociedade,
Teve como participantes/oradores o Professor
O
Entre elas: “O ateísmo é irracional, prejudicial ao homem, prejudicial à sociedade, o flagelo do género humano”, “faz das pessoas animais ferozes”, até “canibais” e ainda “Duvidar é uma demência”.
Apesar destas provocações carregadas de ódio pelos ateus, ninguém no debate (excepto eu) pediu explicações. Isto mostra a postura da nossa sociedade relativamente ao meio clerical em que podemos criticar todos excepto os clérigos.
Todos criticariam se fosse um político a dizer isto da oposição, um cientista a dizer de um colega, ou qualquer outra pessoa que proferisse tais palavras. Mas não se critica por ser um padre a tratar de religião. Porquê? Ninguém está acima da crítica, seja ele cientista, político, ou claro, clérigo. Mostra quão real é o cartoon que foi motivo de post no dia anterior.
Acabei por fazer-lhe 4 perguntas: 1) Como é que Voltaire tinha criticado Darwin se viveu um século antes?; 2) Que enunciasse um estudo científico que punha em causa a evolução darwiniana; 3) que justificasse a frase “duvidar é uma demência”; e 4) que enunciasse as provas de existência de deus (referidas na entrevista no Jornal Voz da Verdade). A sua resposta cingiu-se a um mero “É preciso termos mais tolerância”. Ainda bem que é o coordenador da edição portuguesa da “Enciclopédia Interdisciplinar de Ciência e Fé” ...
quarta-feira, março 25, 2009
Cartoon ateu

Cartoon por Don Addis sobre a assimetria tão frequente na (des)conversa entre crentes e ateus.
Pervertosaurus
Uma sátira sobre a descoberta de um novo dinossauro na Argentina, o Pervertosaurus:
Paleontologists Discover Skeleton Of Nature’s First Sexual Predator
terça-feira, março 24, 2009
Podcast da palestra "Dinossauros e outros fósseis como testemunhos de evolução"
Palestra "Dinossauros e outros fósseis como testemunhos de evolução" por Octávio Mateus (DCT, FCT-UNL; Museu da Lourinhã) tem transmissão em Podcast a partir da página Darwin 2009 do site da Faculdades de Ciências e Tecnologia da UNL:
| Transmissão em podcast: | ||
| (http://elearning.fct.unl.pt/eventos.html) |
segunda-feira, março 23, 2009
Ciclo de Conferências na Lusófona
Nos dias 27 de Abril, 5 e 19 de Maio irá comemorar-se os 200 anos de Charles Darwin e os 150 anos da publicação de "A origem das espécies" com um ciclo de conferências na Universidade Lusófona (Auditórios Agostinho da Silva e Victor de Sá).
No dia 27 de Abril o painel vai contar com os seguintes conferencistas cada um a falar acerca da sua experiência como investigadores:
Teresa Avelar
Octávio Mateus
Carlos BettencourtRESUMOS:Octávio MateusMuseu da Lourinhã/Universidade Nova de Lisboa
RESUMO: "A Evolução na perspectiva da paleontologia"
Os fósseis são um dos melhores testemunhos da evolução pois frequentemente mostram exemplos de organismos já extintos que foram uma etapa no processo de transformação lenta e gradual, cumulativa e adaptativa, não aleatória, a que chamamos evolução.
Excelentes exemplos são dados pelos vertebrados fósseis e pelos dinossauros. A evolução gradual destes animais de corpo reptiliano e sangue frio até às aves de sangue quente que hoje dominam tantos habitats terrestres é exemplificada por milhares de fósseis. É hoje claro que os dinossauros carnívoros terópodes deram origem às aves o que é patenteado por vários fósseis de dinossauros com penas. A origem de outros grupos de vertebrados como os cetáceos, os anfíbios e até os humanos está hoje bem suportada pelo registo fóssil.
Carlos Manuel Varela Bettencourt
Licenciado em Medicina Veterinária pela Escola Superior de Medicina Veterinária de Lisboa, Mestre em Fisiologia da Reprodução pela Universidade do Utah, Logan, EUA e Doutor em Fisiologia da Reprodução pela Universidade do Missouri, Columbia, Mo., EUA. É, entre outros, Responsável pela Gestão do Centro de Experimentação do Baixo Alentejo, Técnico Superior da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo, Professor convidado de Fisiologia Animal e de Reprodução, Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina Veterinária da ULHT e Professor Auxiliar (30%) do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar – Medicina Veterinária (Teriogenologia). Está envolvido em diversos projectos de melhoramento e conservação genética (ex situ e in situ) de raças autóctones das espécies bovinas, ovinas, suínos e caprinos e autor de numerosas publicações na área da produção e fisiologia da reprodução de raças autóctones de espécies pecuárias.
RESUMO: O que Darwin não sabia sobre as espécies pecuárias portuguesas
"One species does change into another"- Darwin, 1837
“It is a truly wonderful fact... that all animals and all plants throughout all time and space should be related to each other.... I can see no explanation of this great fact in the classification of all organic beings; but to the best of my judgment, it is explained through inheritance and the complex action of natural selection." - Darwin, 1859
“I soon perceived that selection was the keystone of man's success in making useful races of animals and plants. But how selection could be applied to organisms living in a state of nature remained for some time a mystery to me.”- Darwin, 1887
Quando Charles Darwin em 1859 publicou pela primeira vez “On the Origin of Species”, assumiu que este trabalho era só o início: "In the distant future I see open fields for far more important researches,". O tempo veio a provar que estava certo e que, embora passados 150 anos, o conteúdo científico da sua obra se mantém relevante. Se atendermos ao facto que o termo “genética” só surge em 1905, 23 anos depois da sua morte, compreendemos a importância do “evolucionismo” na interpretação da biodiversidade fenotípica que caracterizava, à data, as populações animais existentes. Portugal, em termos de animais domésticos, mantém uma diversidade genética considerável, representada por 15 raças de ovinos, 5 de caprinos, 15 de bovinos, 3 de suínos, 4 de equinos, e 3 de galináceos. Estas raças constituem um património único desenvolvido ao longo de séculos. No entanto, e segundo os critérios da FAO, mais de metade das raças nacionais encontra-se actualmente em risco de extinção. À luz do “Darwinismo” a evolução destas espécies seria previsível se não houvesse intervenção do homem: “Man thus closely imitates Natural Selection”. A selecção “humana”, em muitos casos, sobrepõe-se á natural conduzindo ao “abismo” muitos recursos naturais. Inúmeros exemplos se aplicam à realidade portuguesa. Exemplos da responsabilidade do homem na quase extinção de raças bovinas autóctones tais como a Cachena, a Algarvia ou a Garvoneza, ou ovinas como a Campaniça e Merina Preta, ou a da suína Bísara e Malhado de Alcobaça ou das caprinas Algarvia e Serpentina são ilustrativos da teoria preconizada há 150 anos por Charles Darwin.
“Analogy would lead me one step further, namely, to the belief that all animals and plants have descended from someone prototype. But analogy may be a deceitful guide. Nevertheless all living things have much in common” Darwin, 1839.
“That methodical selection has done wonders within a recent period in modifying our cattle, no one doubts”. Darwin, 1868.
As semelhanças fenotípicas que se verificam entre algumas espécies pecuárias da América Latina e da Península Ibérica têm levado a comunidade científica a questionar-se sobre a sua origem. Curiosamente, raças sul americanas tais como a cabra Moxotó, o bovino Caracu, e o porco Nilo, embora apresentem características morfológicas comuns a congéneres ibéricas, esta proximidade, quando medida por com marcadores genéticos, até nem é muito grande. As diferenças poderão ser enquadradas numa teoria “evolucionista”? Terão resultado de um processo de selecção natural e/ou artificial durante 500 anos? Será que a selecção natural/artificial as foi afastando do material de origem? Terá sido um processo de deriva genética, em que uma pequena amostra levada originalmente já não estará representada hoje em dia? As novas biotecnologias actuais permitem responder a algumas das questões deixadas em aberto por Darwin em 1839 na “Voyage of the Beagle”. Muitas no entanto ficam ainda por responder!
Teresa Avelar
Teresa Avelar (n. 1957) obteve em 1979 a Licenciatura em Biologia na Universidade de Norwich, Reino Unido, mas, por não lhe ter sido concedida equivalência em Portugal, tornou a licenciar-se em 1983 na Universidade de Lisboa. Em 1991 obteve o Doutoramento em Biologia na Universidade de Lisboa. Desde então leccionou no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (Lisboa) e na Universidade Lusófona. As suas publicações incluem os livros Ecologia das populações e comunidades (1996, Edições Gulbenkian, em colaboração com M.T. Rocha Pité), Quem tem medo de Charles Darwin (2004, Relógio d’Água, em colaboração com M. Matos e C. Rego) e Evolução e Criacionismo – uma relação impossível (2007, Quasi Edições, em colaboração com A. Gaspar, O. Mateus e F. Almada), eEvolução a duas vozes: Darwin e a Evolução, (2009, Bertrand Editora). Ao nível de investigação, colaborou com Margarida Matos em aspectos teóricos relacionados com a adaptação ao laboratório emDrosophila. Os seus interesses são principalmente na área da Evolução e História da Biologia Evolutiva.
RESUMO: Selecção natural e microevolução
Quando Darwin publicou A Origem das Espécies e propôs a selecção natural como principal mecanismo evolutivo, não havia dados empíricos demonstrando directamente a acção da selecção na Natureza. Hoje os exemplos são inúmeros – não só nos casos microorganismos que nós seleccionámos inadvertidamente para maior resistência a antibióticos, como em animais e plantas na Natureza. Iremos detalhar apenas alguns exemplos, escolhidos de modo a ilustrar a importância das contingências na selecção e a diversidade de espécies em que podemos demonstrar a sua acção.
Outras actividades:
Ciclo de Conferências na Lusófona sobre Charles Darwin
via Bio Conselho de Estudantes da Lusófona by BioCEL - Bio Conselho de alunos da Lusófona
Nos dias 27 de Abril, 5 e 19 de Maio irá comemorar-se os 200 anos de Charles Darwin e os 150 anos da publicação de "A origem das espécies" com um ciclo de conferências.
No dia 27 de Abril o painel vai contar com os seguintes conferencistas cada um a falar acerca da sua experiência como investigadores:
Teresa AvelarOctávio MateusCarlos BettencourtAugusta Gaspar
As conferências serão nos Auditórios Agostinho da Silva e Victor de Sá, sendo a entrada livre.
Debate na Sertã: Herança de Darwin na Ciência e na Sociedade
No próximo dia 26 de Março, na Casa da Cultura da Sertã, pelas 17h45, vai haver um debate sobre a herança de Darwin na Ciência e na Sociedade, o papel e o lugar do Homem na Natureza e as relações entre Ciência, Ética e Religião.
São os participantes:
Daniel Serrão, Professor Catedrático jubilado na área das Ciências Médicas
Paulo Gama Mota, Professor Associado da Universidade de Coimbra
Octávio Mateus, Paleontólogo do Museu da Lourinhã e Universidade Nova de Lisboa (CICEGe)
Padre Manuel Costa Freitas, membro da Ordem Franciscana, docente da Universidade Católica Portuguesa
Reproduzo as notícias da Rádio Contestável e Pinhal Digital sobre este assunto:
| CERNACHE DO BONJARDIM - “O mundo depois de Darwin – uma reflexão sobre Ciência, Ética e Religião” | | | |
| 22-Mar-2009 | |
| É este o tema de uma mesa redonda que o Instituto Vaz Serra vai levar a efeito, no próximo dia 26 de Março, na Casa da Cultura da Sertã, pelas 17h45. |
sexta-feira, março 20, 2009
Ode ao Morphbank

Há coisas transversais em toda a ciência, não é só o empirismo, a reproducibilidade, a universalidade e essas coisas... o cientista é também um ser territorial. Quem já não ouviu falar das disputas de autoria de certos teoremas matemáticos? Quem já não ouviu falar do espanto que Darwin sentiu quando recebeu a carta de Wallace, alegando que tinha tido uma ideia semelhante? Na paleontologia passa-se o mesmo... quem descreveu primeiro o espécime, quem teve primeiro uma dada ideia, tudo isso conta; e até certo ponto com uma certa razão de ser. No entanto, há alturas em que isto se torna absolutamente ridículo. Por exemplo, se formos às reservas do Natural History Museum em Londres e se fotografarmos os espécimes temos de previamente assinar uma declaração de forma e não usamos as fotografias para mais nada a não ser uso próprio para fins científicos... Ora, isto tem algum cabimento? Teria se os fósseis ainda não tivessem sido publicados, mas acontece que muitos deles não foram tocados desde quase do tempo de Darwin, ainda nem a Teoria da Relatividade tinha sido inventada, nem a bomba atómica, nem existia Internet, nem computadores sequer. O que acontece actualmente é que o acesso aos espécimes é actualmente extremamente difícil. E depois há outra questão, é que muitas vezes quando os paleontólogos não publicam (ou demoram a publicar - dizem eles) ficam como que detentores dos espécimes e não deixam que ninguém lhes toque... Existe um episódio
engraçado que nos foi contado pelo nosso colega Jesper Milàn: havia um qualquer paleontólogo na Dinamarca que tinha a seu cargo o estudo de uma colecção de peixes. Mas a colecção tardava a ser estudada e o tal senhor mantinha religiosamente guardados os seus peixinhos trancados num armário... ai de alguém que ousasse só pensar em olhar para o armário!! E bom, o tempo foi passando... e passando... até que o homem morreu e os peixinhos nunca viram a luz da ciência porque se mantiveram bem arrumadinhos e empacotadinhos no armário. Como é que isto é possível? Não sei até que ponto o direito ao estudo pode substituir o direito ao conhecimento universal!
Há solução para este problema? Claro que sim. Basta pensarmos um pouquinho para podermos encontrar várias soluções. E parece por demais óbvio, que não devia ser necessário fazer uma longa viagem à China com uma pessada máquina fotográfica e tripé às costas, para podermos ter acesso, a fotografias de qualidade de fósseis que estejam nos museus do Império do Meio. No século das novas tecnologias e da Internet todos nós partinhamos informação e imagens apenas através de um clique. São milhões e milhões os jovens que partilham imagens e textos sobre si mesmos descrevendo os mais ínfimos detalhes pessoais. Quem não conhece os Hi5, os Orkut e os Facebooks por aí fora...?
Naturalmente, surge uma questão, não podemos fazer a mesma coisa com espécimes de animais importantes? E a resposta é um rotundo sim! Não é preciso ser um génio para o fazer, mas a ideia é de facto genial e ao construirmos bancos de dados online com informação morfológica vamos poder trocar dados muito rapidamente e todos os especialistas terão a vida extremamente facilitada. Lembrem-se que quem faz anatomia comparada necessita de, como é óbvio... comparar! A ideia deve ter começado com o bancos de genes online. Ou seja quem mapeava uma parte do genoma de um organismo colocava essa informação (depois de devidamente publicada numa revista da especialidade) online, para todos saberem o que tinha sido descoberto e não perderem tempo a mapear as mesmas partes do genoma dos mesmos organismos... há outras vantagens como permitir que se estudem centenas de genes de centenas de organismos simultâneamente. Já pensaram no poder de análise que conseguimos se todos partinharem os seus resultados? É um pequeno passo para o homem... mas um enorme salto para a Ciência. Nasceu assim o genebank! Nunca, em toda a história do planeta, tivemos tantas mentes brilhantes a fazer ciência e simultâneamente! E ainda por cima com as melhores ferramentas informáticas e tecnológicas de sempre. O meios nunca foram tão poderosos e nunca tivemos tantos humanos a utilizar esses recursos para conhecermos o mundo.
Por isso, apoiamos com total firmeza iniciativas como o Morphbank ou o Morphobank (sic!). Explorem-nos, usem e abusem deles!
E que o conhecimento científico não permaneça arrumadinho em armários, mas sim livre a todos os que o queiram conhecer e estudar. Cresça floresça e caminhe esta nova ferramenta ao dispor dos sábios do nosso tão precioso mundo.
http://www.morphbank.net/
Autoria partilhada do post com: Rui Castanhinha
quinta-feira, março 19, 2009
Pseudofósseis: Dendrites

A fotografia acima mostra cristais de dendrites em calcário. Embora tenham o aspecto e sejam vulgarmente confundidas com plantas ou fungos, as dendrites não têm qualquer origem biológica e tratam-se de impregnação lenta de cristais de óxidos de manganêse ferro nos interstícios do calcário.
Há dendrites famosas e comuns em calcários litográficos como os de Solnhofen que preservaram famosos fósseis de Archaeopteryx, a primeira ave fóssil. Em Portugal ocorre vulgarmente em pedras de calcário do Jurássico médio.
quarta-feira, março 18, 2009
Freeware: Safe Taxonomic Reduction

Não sei até que ponto este post poderá ser útil aos leitores deste blog, mas gostava de partilhar um software que costumo usar para análises filogenéticas: é o TAXEQ3. Este pequeno programa permite retirar com segurança táxones de uma matriz caracteres versus taxa sem que a informação que estes encerram comprometam a resolução da árvore e, ao mesmo tempo, se possa estar a eliminar informação filogenética relevante. O programa pode ser descarregado daqui.
Imagem daqui.
sábado, março 14, 2009
Darwin na FCT/UNL: 2ª Conferência-debate 11 Março
Ciclo de Conferências-Debate
18 de Março: “A evolução de facto” (mais info)
Moderador: José Moura (DQ, FCT-UNL)
Conferências:
"Dinossauros e outros fósseis como testemunhos de evolução"
Octávio Mateus (DCT, FCT-UNL; Museu da Lourinhã)
"O sonho de Darwin: a árvore da vida"
Álvaro Fonseca (DCV, FCT-UNL)
"Evolução agora"
André Levy (Unidade de Investigação Eco-Etologia, ISPA)
| Transmissão em directo: | ||
| (http://elearning.fct.unl.pt/eventos.html) |
segunda-feira, março 09, 2009
À conversa com...
Vale a pena ver as declarações de um padre católico sobre a Evolução.
Num ano em que se discute tanto a teoria proposta por Darwin e Wallace em 1958, não poderia estar mais de acordo com todas as frase proferidas por este Jesuíta.
Uma lição de humildade e sabedoria comum à ciência e ao cristianismo.
Enormes são as críticas que se podem fazer, mas neste aspecto, somos usualmente muito ignorantes sobre a posição da Igreja. O resultado é, normalmente, colocar todos os religiosos no mesmo saco. Infelizmente somos assim...
Por favor, não percam o resto da entrevista que está disponível no youtube!
Publicado simultaneamente no Conjurado
domingo, março 08, 2009
Conferência Geocolecções
CALL FOR PAPERS
Data limite para entrega de resumos – 30 de Março
Destinatários:
Gestores de colecções de museus na esfera das Universidades e Administração Central, Regional e Local
Técnicos dos Centros de Ciência / Centros de Interpretação
Profissionais e estudantes de Geociências, Museologia e Comunicação de Ciência
Desafios:
Documentação e conservação de materiais geológicos
Novas formas de comunicar em Geociências
História das colecções e dos museus
Mais informações: http://sites.google.com/site/geocoleccoes








