quinta-feira, fevereiro 18, 2010

O fóssil mais antigo de uma tartaruga marinha de África é de Angola

Notícia do Jornal Público de Ontem:


O fóssil mais antigo de uma tartaruga marinha de África é de Angola

17.02.2010 - 10:17 Por Teresa Firmino

Aquele 25 de Maio foi em cheio para Octávio Mateus. Era o Dia de África, feriado em Angola, e com tudo fechado em Luanda o paleontólogo português não podia resolver as burocracias da expedição que estava a terminar. Por que não aproveitar o tempo livre para uma última prospecção de fósseis, antes do regresso a Portugal? Meteu-se no carro, disposto a viajar cinco horas até às arribas de uma praia a norte da capital angolana e a calcorrear o terreno durante três horas apenas. Olhos posto no chão, nessa caminhada iria recuar até ao tempo dos dinossauros.
Octávio Mateus com o fóssil no dia da descobertaOctávio Mateus com o fóssil no dia da descoberta (Octávio Mateus)

Percorria a arriba não muito alta, de um amarelo forte, praia de um lado, estepe a puxar para a savana com embondeiros e eufórbias do outro. Encontrava-se na zona do Ambriz, na província de Bengo.

A certa altura, qualquer coisa lhe chamou a atenção pela cor e pela forma. "Percebi logo que era o crânio de uma tartaruga. Fiquei radiante", recorda ao P2 Octávio Mateus, com 35 anos, do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa.

Sabia que o fóssil tinha cerca de 90 milhões de anos, pois essa é a idade dos sedimentos marinhos onde os ossos ficaram preservados. Era portanto uma tartaruga marinha contemporânea dos dinossauros, que desapareceram há 65 milhões de anos (excepto a linhagem que deu origem às aves), provavelmente devido a um cataclismo planetário provocado pela colisão de um meteorito.

Estava sozinho na arriba. O outro elemento desta expedição em 2005, o norte-americano Louis Jacobs, da Universidade Metodista do Sul, no Texas, já tinha regressado ao seu país. E não tinha um dos materiais essenciais numa escavação paleontológica - uma cola especial utilizada na consolidação dos fósseis, que evita a destruição dos fragmentos. Mesmo assim, avançou, deitando mão aos materiais que pôde: "A solução improvisada foi embrulhar o crânio, quase completo, em película de cozinha".

No regresso a Luanda, mostrou o resultado das suas andanças a colegas da Universidade Agostinho Neto, com quem foi estabelecer contactos para futuras expedições, e tratou das autorizações necessárias para retirar do país os ossos da tartaruga. Havia que os submeter a uma série de estudos em Portugal e nos Estados Unidos. "Vieram comigo, numa mala de mão."

Nem era preciso uma grande bagagem, uma vez que o crânio tem 20 centímetros de comprimento. Quanto ao animal completo, é difícil extrapolar o tamanho só a partir do crânio. "Na verdade, não sabemos. Mas não devia ter menos de um metro."

Passaram-se mais de quatro anos desde aquele dia na arriba angolana, o tempo que demorou a limpar os ossos, a extrair deles informações do passado longínquo e a publicá-las num artigo científico. Essa leitura das pistas encontradas nos ossos está na última edição da revista científica Acta Palaeontologica Polonica, num artigo de Mateus, Jacobs e outros paleontólogos de Portugal, Estados Unidos, Angola e Holanda.

Nascia o Atlântico Sul

Resultado dos estudos: a tartaruga de Angola pertence a um género e uma espécie novos para a ciência (chamaram-lhe Angolachelys mbaxi). Ao olhar para as relações de parentesco do novo fóssil, os investigadores também perceberam que fazia parte de um grupo distinto de tartarugas marinhas (chamaram-lhe Angolachelonia).

Neste grupo, a equipa inclui três outros elementos já conhecidos da comunidade científica, que podem considerar-se a partir de agora os primos mais próximos da tartaruga de Angola: a Sandownia harrisi (110 milhões de anos, de Inglaterra); a Glen Rose (nome da localidade no Texas onde foi descoberto o fóssil, com 120 milhões de anos); e a Solnhofia parsonsi (150 milhões de anos, da Alemanha). "Até este estudo, não eram reconhecidas como um grupo único, com uma origem comum", sublinha Octávio Mateus.

Todas habitavam o hemisfério Norte, com excepção da tartaruga de Angola. O facto de ela ser o primeiro elemento deste grupo descoberto no hemisfério Sul permite desvendar um pouco mais da história evolutiva das tartarugas marinhas e da sua relação com a geografia dos continentes naqueles tempos.

O Atlântico começava a nascer há 210 milhões de anos, entre o Norte de África e a parte ocidental da Península Ibérica. Há cerca de 160 milhões de anos estava em curso a abertura do Atlântico Norte e foi nessa altura que apareceram as tartarugas marinhas.

No entanto, o Atlântico Sul iniciou a sua formação mais tarde - há 110 milhões de anos, à medida que América do Sul e África se afastavam uma da outra, o que veio a permitir as migrações de animais. "As tartarugas começaram a poder atravessar o Atlântico de norte para sul. O mar que se abre é uma barreira para os animais terrestres, mas é um corredor para os animais marinhos", diz Octávio Mateus.

Com os seus 90 milhões de anos, a tartaruga de Angola deve ser descendente desses primeiros répteis marinhos a cruzarem o Atlântico de norte para sul, contribuindo para a compreensão das migrações da fauna marinha. "Muito provavelmente, nasceu e viveu em África, porque há ainda um intervalo de tempo grande entre ela e as outras tartarugas mais antigas."

Tanto quanto Octávio Mateus sabe, este é o fóssil mais antigo de uma tartaruga descoberto em África. Para Miguel Telles Antunes, também autor do artigo científico, o achado é muito interessante: "Quer pela qualidade do material encontrado, quer por se tratar de um animal muito mal conhecido na região", diz este paleontólogo da Academia de Ciências de Lisboa, citado num comunicado.

Uma pata de fora

Nas duas semanas anteriores à descoberta da tartaruga, Octávio Mateus e Louis Jacobs tinham seguido as pegadas deixadas há mais de 40 anos por Telles Antunes. Na década de 60, este paleontólogo esteve em Angola a identificar locais com fósseis de vertebrados para a sua tese de doutoramento, na qual veio a descrever uma nova espécie de réptil marinho. Era um mosassauro, um grande predador marinho contemporâneo dos dinossauros (a que Telles Antunes deu o nome de Angolasaurus bocagei).

A guerra interrompeu este tipo de trabalhos, além de os geólogos angolanos centrarem as atenções nos diamantes e no petróleo. Mas Octávio Mateus sempre se interessou por África, tal como Louis Jacobs, que é autor do livro Em Busca dos Dinossauros Africanos, de 1993. Encontraram-se num congresso e a ideia de procurar fósseis em Angola surgiu naturalmente.

Em 2005, cerca de três anos depois do fim da guerra em Angola, lá estavam eles. Nessa expedição, a primeira de várias, Mateus e Jacobs revisitaram os sítios estudados por Telles Antunes na província do Namibe e nas arribas do Ambriz.

Do passeio solitário de Octávio Mateus já tinha saído outra surpresa. Cerca de uma hora antes da tartaruga, Octávio Mateus cruzou-se com os ossos da pata dianteira de um saurópode, aquele grupo de dinossauros herbívoros quadrúpedes com os pescoços compridos. Era o primeiro dinossauro de Angola, igualmente com 90 milhões de anos, uma descoberta logo anunciada. "Fomos muito afortunados."

Não estava sequer nos planos da equipa encontrá-lo, uma vez que os terrenos que tinham palmilhado eram formados em ambientes marinhos, onde é raro haver esqueletos de dinossauro. Só que, embora os dinossauros tenham sido animais terrestres, também se encontram fósseis seus em ambientes marinhos. Parte dos esqueletos pode ter sido arrastada por um rio ou uma corrente de água e ter acabado depositada em sedimentos marinhos.

Octávio Mateus teve de deixar lá o braço do saurópode. "Não é coisa para pôr no bolso e levar para casa." Só nas expedições seguintes, em conjunto com paleontólogos norte-americanos e holandeses, acabaram a escavação e levaram uma parte dos ossos para o Museu Geológico da Universidade Agostinho Neto e outra para o Museu da Lourinhã. Quanto ao crânio da tartaruga, foi até aos Estados Unidos, com Louis Jacobs. Vão fazer-lhe uma tomografia axial computorizada (TAC), para ver os canais nos ossos associados aos ouvidos e ao cérebro, importantes na classificação do animal. Tudo regressará ao país de origem. "Faz parte do património angolano."

Desvendemos agora o nome da tartaruga. Angolachelys quer dizer "tartaruga de Angola", em grego clássico. E mbaxi, em kimbundo, língua do Norte de Angola, significa "tartaruga". "Queríamos também dar-lhe um nome local, para ter um cariz africano", explica Octávio Mateus. Traduzindo, esta foi a história da tartaruga-de-Angola-tartaruga.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

The circulatory system in a phylogenetic context for non-vertebrate deuterostomes

Tunicates (Urochordata) do not have a closed circulatory system, only craniates have the first epithelial ducts that transport oxygen to the locomotion and digestive system-related muscles. However, a small “heart” spreads via peristaltic movements oxygen dissolved in water that circulates through the body. The case in Cephalochordata is even more bizarre since there is no real organ that spreads oxygen through the body. By the contrary the isosmotic fluids run through the body and will eventually reach each cell. In craniates, both the evolutionary novelty of hemoglobin and the heart significantly increase the efficiency of gaseous transactions in the body, which is linked to the characteristic high mobility and levels of activity in craniates.

sábado, fevereiro 06, 2010

Diário de Notícias: Português descobre espécie de tartaruga

Diário de Notícias de hoje: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1488169&seccao=Biosfera


ANGOLA

Português descobre espécie de tartaruga

Hoje

Português descobre espécie de tartaruga

Descoberta de Octávio Mateus em 2005, quando integrou uma expedição a África, foi confirmada cientificamente ontem.

O paleontólogo Octávio Mateus garantiu ontem ter confirmado cientificamente a descoberta de um novo género e nova espécie de tartaruga, encontrada em 2005 ao integrar uma expedição de cientistas de vários países a Angola.

Denominada Angolachelys mbaxi, ou seja tartaruga-de-angola", "representa um novo género e uma nova espécie para a ciência", disse em declarações à agência Lusa Octávio Mateus, paleontólogo do Museu da Lourinhã e investigador da Universidade Nova de Lisboa.

Segundo o paleontólogo, pelas suas características anatómicas é possível concluir que a tartaruga pertence a um novo grupo até agora desconhecido para a ciência. "Há as tartarugas que encolhem o pescoço para dentro da carapaça (criptodira) e as que encolhem para o lado. Esta recolhe o pescoço para o interior da carapaça e é a mais antiga em África a pertencer a este grupo", explicou o paleontólogo.

Sendo a mais antiga tartaruga criptodira do continente africano, com 90 milhões de anos (Cretácico Superior), caracteriza-se por ser "uma grande tartaruga marinha de mais de um metro de comprimento e com um crânio de 20 centímetros". "É um dos primeiros répteis marinhos que cruzam o Atlântico de Norte para Sul", sublinhou o paleontólogo, comprovando assim que há 90 milhões de anos os continentes americano e africano já estavam separados pelo oceano.

Além disso, o que a diferencia em relação às outras tartarugas são as "narinas separadas". Em 2005, o paleontólogo, que participou numa expedição com paleontólogos e geólogos norte-americanos, angolanos, holandeses e o português Miguel Telles Antunes, descobriu o crânio, fragmentos da carapaça, vértebras e garras do animal. Octávio Mateus viu agora a sua descoberta ser reconhecida pela comunidade científica.

Entrevista Moçambique

- Podia contar, com pormenor, quando e como encontrou o crânio? O que viu naqueles instantes? O que pensou? Com quem estava? Quando foi?
Eu acho que não só o momento da descoberta mas também tudo o que aconteceu antes da descoberta foi memorável. Eu e o meu colega Rui tinhamos decidido uns meses antes cometermos a loucura de partir para Moçambique para descobrir o primeiro dinossauro do país.
Estávamos ambos prestes a iniciar uma nova etapa da nossa vida... por um lado o Rui ia comecar o doutoramento e eu o mestrado aqui nos Estados Unidos. O nosso colega e amigo Octávio Mateus tinha estado em Maputo uns anos antes e ja conhecia alguns dos principais geólogos do
país, esses contactos serviram posteriormente para facilitar todo o processo.

Existe apenas um local em Mocambique até agora com fósseis de vertebrados com mais de 65milhoes de anos: esse local é naquilo a que os geólogos chamam o graben de Metangula, mesmo ao lado do Lago Niassa. Passados todos os embroglios burocraticos quer em Maputo quer em Lichinga, o povo Mocambicano abriu-nos os bracos. Graças a Anastácio Tamele (Director do Gabinete de Estudos Estratégicos e Desenvilvimento do Niassa) toda a logistica da expedicao foi facilitada: foi-nos cedido um veiculo e um motorista exemplar (Angelo Madrugas).

O meu colega Rui teve entretanto de partir para Portugal e tive de ficar sozinho com o motorista e o nosso guia local (Sr. Luis Macuango). Tinha uma semana pela frente e os resultados ate `a data nao eram nada animadores... nao tinhamos descoberto mais do que alguns troncos fossilizados. Os dias foram passando um atras de outro e a minha furstracao ia-se tornando mais palpavel com o passar dos dias. Tinha que por um lado de motivar a equipa, assegurando-lhes que nao estava à procura de algo que nao existia; e por outro garantir o mínimo sucesso da expediçao... nem que fosse um fragmento de osso convincente... Praticamente no ultimo dia, depois de quase toda a região batida a pe e depois de esgotadas todas as desculpas possíveis
de que aquilo nao era loucura nenhuma, encontro finalmente no chão uma série de concreçoes calcárias, daquelas que sabia que havia fósseis.... e lá estava ele... um cranio completo de um ancestral comum a todos os mamíferos! Curiosamente olhei primeiro para uma característica peculiar do cranio sem me aperceber que tinha um esqueleto praticamente completo nas maos! Na noite anterior à volta da fogueira, em jeito de desespero, tinha pedido ao velho Luís
Macuango para que nos desejasse boa sorte, ele disse simplesmente disse as palavras mais enigmáticas e misteriosas da minha vida: "Amanhã, vamos andar bem".


- Como é o sítio onde estava o fóssil? É perto do lago Niassa?
O local onde me encontrava ficava a uns bons quilómetros do Lago Niassa, junto de um curso de agua seco que reune aguas durante a estacao das chuvas. Os afloramentos de rochas antigas em Africa sao raros porque a vegetacao e o capim alto cobre a maioria da rocha. É um vale lindíssimo sempre espreitado pelo Monte Chissindo, povoado por pessoas muito afaveis e hospitaleiras, preocupadas - entre outras coisas - com o sucesso do seu proprio cultivo nao poucas as vezes assaltados por babuínos... era rara a jornada em que durante a noite
não se ouviam os canticos dos rituais de iniciacao ou outros eventos tradicionais.

- Depois, estava lá o animal quase todo, não era?
Depois de recolhida a concrecao calcaria onde estava a preparadora da minha universidade (Deborah Nixon) desvendou cuidadosamente o resto do esqueleto encarcerado na rocha ha mais de 250 milhoes de anos.

- É uma espécie nova?

Ainda nao sabemos se sera uma espécie nova, sera certamente um espécime importante. Isto porque nestas camadas é geralmente raro encontrar o cranio e o resto do esqueleto associado. So completando o resto da preparacao do fóssil é que o estudo podera iniciar.

- É um fóssil que mistura características de réptil e fóssil? Exemplos dessas características?
Os ancestrais comuns dos repteis (chamados sinapsídeos) possuem caracteristicas reptilianas como os mais do que um osso na mandibula (nos humanos e todos os outros mamiferos so temos um osso na mandíbula) e a postura dos membros nao esta totalmente por baixo do tronco. Caracteristicas mamalianas incluem, por exemplo, o facto de terem costelas so ate meio do dorso e dentes mais ou menos diferenciados, isto é, estes organismos tinham “proto-incisivos”,
“proto-caninos”, e “proto-molares”; outra caracteristica importante é o modo de mastigação mais sofisticado que os seus ancestrais reptilianos mas não tão preciso como os mamíferos.

- O que tem este fóssil de especial?
Tudo o que é intrinseco a este fóssil ainda carece de uma analise aprofundada. Até agora o que acho mais importante é que foi descoberto o cranio em conjunto com o resto do esqueleto, e isto
permite identificar elementos esqueleticos isolados como vertebras com maior precisão. Além disso o especime é de tamanho diminuto - cabe na palma da minha mão - o que podera indicar que ou era uma especie muito pequena ou que era um jovem sinapsídeo passeando pelo Niassa ha 250 milhoes de anos atrás.


(Entrevista de Teresa Firmino)

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

The evolution of the nervous system in a phylogenetic context for non-vertebrate deuterostomes

The rudiments of a nervous system with the main functional divisions only came to existence in basal craniates (the most inclusive clade containing Myxiginiformes). A fundamental key unavoidably linked to the evolution of the nervous system is locomotion. An animal moving though the space needs to have a representation of what is surrounding it. In deuterostomes, such is the case in tunicate larvae. Before settling in a fixed spot the tunicate larvae are able to move around the 3-dimensional space with the help of a postanal tail. In order to have a clearer notion to where it is going the larvae have a cluster of photosentive cells in the foremost part of the anterior part of the body, which is then linked to a central command that regulates muscle action, this corresponds to the neural tube and notochord. Incredibly, once the tunicate larva settles it eats its own “brain” as energy supply since a “visual” representation of the surrounding environment is not necessary anymore to perform the basic tasks for survival; tunicates are filter-feeders. Nevertheless a ganglion and a subneural gland are maintained in some species and their function is poorly understood.
Amphioxus, and other cephalochordates, is more mobile (i.e. higher levels of activity) and expectadly retain their nervous system through all stages of ontogeny. Cephalochordates are essentially flat swimmers that bear lateral muscles that are controlled by a notochord and neural tube. By sending signals to the lateral mucles the amphioxus can control its turgidity while in locomotion. Again, a pigment spot in the foremost part of the body allows these creatures to acquire electromagnetic information about the surrounding world. Nevertheless, for the most part cephalochordates are passive filter feeders that live penetrated in the sand with the anterior portion of the body protruding to acquire small food items.
Craniates, again, associated to higher levels of activity, further expand their perception of the environment in a number of ways. Hagfish for example have an accurate sense of smell that enables them to search for carcasses to feed and tactile protuberant organ at the tip of the body. These animals are entirely mobile, and therefore, linked to the sensory organs they have a tripartite brain. Other evolutionary novelties were acquired, namely the neurogenic placodes and cranial nerves possibly increasing the efficiency of the nervous system. Importantly, neurogenic placodes are pockets of neurons that are linked to the ampullary organs and to the lateral line that is electrically sensible. In basal craniates gustatory, tactile, olfactory sense systems were already present. Also neural crest cells have a role on 1) the formation of the gill arch skeleton, 2) cranial motor neurons, 3) sensory neurons and 4) dentine and enamel formation.
Echinodermata developed a radial “nervous” system unparalleled in other deuterostomes, several “nerves” radiate from the mouth to the tip of the arms and are composed of interconnected neurons.
Enteropnests (Hemichordata) are essentially tactile animals and they have developed a subepidermal layer of neurons which are more densely concentrated either in the dorsal and ventral part of the body. These layers in conjunction with the stomochord served the base to postulate the origin of the neurogenic placodes and neural crests in craniates.

The evolution of the digestive system in a phylogenetic context for non-vertebrate deuterostomes

The “digestive” system, if we can call so, in hemichordate establishes the basic pattern that will be subsequently acquired by cephalochordates, urochordates and craniates. The tripartite composition of hemichordates (trunk, proboscis and collar) all interfere in the digestive system. Enteropneusts have a linear body where the proboscis either serves as a burrowing device but also to conduct food items to an aperture in the collar where water comes in, exceeding water is secreted away from the pharyngeal slits (paired in early ontogenesis and multiple in advanced ontogenesis), the food items pass through a duct and will eventually be secreted in anus at the posterior tip of the acorn worm. In pterobranchs the proboscis is composed of several cirrus which conduct food items to an aperture in the collar, in this animals the U-shaped digestive tract implies that the anus will be near the mouth.
In more derived pharyngotremates, such as the tunicates and cephalochordates an important feature called the endostyle further increases the food gathering efficiency. Now not only the pharyngeal slits are capable of sieving food items but also the mucous produced by the endostyle serves that function. In cephalochordates (e.g. amphioxus) the pathway of the food items is: enter the mouth by a complex network of oral cirri which conducte by the help of the wheel structure transport the food to the esophagous which is devided in the epipharingeal duct, further posteriorly the ileocolon ring may store nutrients in the cecum or send exceeding remains through the anus. Exceeding water also passes through the pharyngeal slits which then reach an atrium and are then expulsed through a more anterior aperture relative to the anus.
Echinoderms have a very simple digestive system also formed by a duct but complemented by the ambulacral system that also serves for gas exchange and even locomotion. There are no gills or slits in echinoderms.


Ricardo

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Fóssil de antepassado comum a todos os mamíferos descoberto em Moçambique

Notícia do Jornal Público:

Fóssil de antepassado comum a todos os mamíferos descoberto em Moçambique

Expedição de dois cientistas portugueses à zona do lago Niassa

29.01.2010 - 08:53 Por Teresa Firmino


Ricardo Araújo e Rui Castanhinha partiram numa aventura a Moçambique, no Verão passado, com uma ideia fixa: encontrar o primeiro dinossauro daquele país. Saiu-lhes na rifa algo ainda mais antigo e raro, que agora revelaram: o fóssil de um antepassado comum a todos os mamíferos, com 250 milhões de anos, quando ainda faltavam 30 milhões de anos para aparecerem os primeiros dinossauros.

O fóssil, agora nos EUA, voltará ao país de origem, ao Museu Nacional de GeologiaO fóssil, agora nos EUA, voltará ao país de origem, ao Museu Nacional de Geologia (DR)

Tanto Ricardo Araújo (24 anos) como Rui Castanhinha (27 anos) estavam prestes a entrar numa nova fase da vida. O primeiro ia começar o mestrado em paleontologia na Universidade Metodista do Sul, no Texas (Estados Unidos); o segundo, o doutoramento no Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras. Estavam ambos a colaborar, tal como agora, com o paleontólogo Octávio Mateus, do Museu da Lourinhã, e antes da nova fase nada melhor do que uma expedição científica em África. “Eu e o Rui tínhamos decidido cometermos a loucura de partir para Moçambique para descobrir o primeiro dinossauro do país”, conta Ricardo Araújo.

Tal significava ir em prospecção num local com fósseis com mais de 65 milhões de anos, a altura em que os dinossauros se extinguiram. “Até agora, existe apenas um local em Moçambique com fósseis de vertebrados com mais de 65 milhões de anos: esse local é naquilo a que os geólogos chamam o Graben de Metangula [bacia que resultou da actividade tectónica], mesmo ao lado do lago Niassa.”

Rui Castanhinha teve de voltar a Portugal, mas o amigo continuou a viagem, só com um motorista e um guia local. “Tínhamos uma semana pela frente e os resultados até à data não eram animadores. Não tínhamos descoberto mais do que uns troncos [de árvores] fossilizados. Os dias foram-se passando e a minha frustração ia-se tornando mais palpável. Tinha de garantir o sucesso mínimo da expedição, nem que fosse um fragmento de osso convincente.”

E eis que os seus desejos se concretizaram. “Praticamente no último dia, depois de quase toda a região batida a pé, encontro finalmente no chão uma série de concreções [nódulos] calcárias, daquelas em que sabia que há fósseis”, lembra Ricardo Araújo. “Lá estava ele: um crânio completo de um ancestral comum a todos os mamíferos. Olhei primeiro para uma característica do crânio, sem me aperceber que tinha um esqueleto praticamente completo nas mãos.”

Ontem, a edição portuguesa da revista “National Geographic” assinalou a descoberta numa pequena notícia.

É um réptil mamaliano, com uns meros 15 centímetros de comprimento, que se encontrava enrolado sobre ele próprio e encarcerado na rocha esférica. “O esqueleto estar quase completo é relativamente único. Não há assim tantos fósseis de répteis mamalianos”, frisa Octávio Mateus. “Quando comparados com os dinossauros, os fósseis de répteis mamalianos são raros”, diz também Rui Castanhinha.

Tal como outros répteis mamalianos, este tem uma mistura de características anatómicas de réptil e mamífero. Deles surgiriam os mamíferos, que, até à extinção dos dinossauros, não passavam de animais do tamanho de ratinhos. Com o fim dos dinossauros, os mamíferos começaram a assumir uma variedade de formas e tamanhos.

Sem uma análise mais profunda do fóssil de Moçambique, ainda a ser limpo dos sedimentos nos EUA, a equipa apenas pode dizer pertence aos sinapsídeos, grupo de vertebrados terrestres de que fazem parte, entre outros, os mamíferos. Não quer dizer que o fóssil de Moçambique, em concreto, tenha dado origem aos mamíferos.

Mas o facto de ter sido encontrado o crânio com o resto do esqueleto pode ajudar a desvendar um pouco mais a história evolutiva dos mamíferos. “Ainda não sabemos se será uma espécie nova, será certamente um espécime importante”, diz Ricardo Araújo, que destaca ainda o seu tamanho diminuto: “O que poderá indicar que ou era uma espécie muito pequena, ou era um jovem sinapsídeo passeando pelo Niassa há 250 milhões de anos.”

V Jornadas Internacionales de Paleontología de Dinosaurios y su Entorno, 2010

via TIERRA DE DINOSAURIOS by El CAS y Silvia Mielgo Gallego on 1/11/10

El Colectivo Arqueológico y Paleontológico Salense, C.A.S. y el Museo de Dinosaurios de Salas de los Infantes anuncian la próxima celebración de las V Jornadas Internacionales sobre Paleontología de Dinosaurios y su Entorno, que se celebrarán en Salas de los Infantes (Burgos) del 16 al 18 de septiembre de 2010 con la colaboración de la Universidad de Salamanca, de la Universidad de Zaragoza y de la Fundación para el Estudio de los Dinosaurios en Castilla y León.

El principal objetivo de las jornadas es la presentación y discusión de los avances más recientes sobre Paleontología de dinosaurios y todo lo relacionado con los ecosistemas mesozoicos en los que habitaron. Durante las Jornadas se impartirán ocho ponencias por parte de especialistas nacionales e internacionales de reconocido prestigio. Además habrá sesiones científicas y comunicaciones orales y en póster.

Si queréis ver la primera circular de las jornadas podéis visitar el blog del evento y descargarla en la sección "Documentos".

(Por curiosidade, este é o primeiro post em castelhano no Lusodinos, por ter sido "roubado" do blog TIERRA DE DINOSAURIOS)

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Congresso Nacional de Geologia e Ibérico de Paleontologia em Julho



Este Julho será animado por dois importantes congressos em Portugal:

VIII
Congresso Nacional de Geologia
http://www.dct.uminho.pt/cng2010/
UM, Braga, 9-16 de Julho de 2010


III Congresso Ibérico de Paleontologia
FCT, Lisboa, 7 a 10 de Julho de 2010

É pena serem concomitantes em parte do tempo.







quinta-feira, janeiro 28, 2010

Cores nas penas dos dinossauros

Identificadas cores de penas de dinossauros pela primeira vez

2010-01-28


(Ilustração: Jim Robins/Universidade de Bristol)" align="left" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; border-style: initial; border-color: initial; border-style: initial; border-color: initial; ">
Sinosauropteryx
(Ilustração: Jim Robins/Universidade de Bristol)

O conhecimento científico sobre dinossauros é muito vasto, mas até agora nada se sabia sobre as suas cores, uma vez que peles e pigmentos não se preservam ao longo de milhões de anos. Contudo, um grupo de investigadores chineses, irlandeses e britânicos conseguiu identificar pela primeira vez as cores de penas de dinossauros e de algumas das primeiras aves, descrevendo os resultados desta investigação na revistaNature.

Verificaram assim que o dinossauro terópode Sinosauropteryx, que viveu há cem milhões de anos, tinha uma plumagem que alternava entre o laranja e o branco e que o Confuciusornis, uma das primeiras aves, possuía uma panóplia de cores que variavam entre o branco, preto, laranja e castanho. Além disso constataram que as penas surgiram antes das asas, pelo que inicialmente não funcionavam como estruturas de voo.



Foram analisados dois tipos de melanossomas, pequenos órgãos que contêm melanina e dão cor às penas, comuns aos dois animais supracitados e que foram descobertos em fósseis encontrados em Jehol, na China. O estudo refere que o Sinosauropteryx tinha apenas a cauda e o topo do dorso cobertos por penas que se assemelhavam a pelos rijos e não às dos pássaros modernos.

De acordo com os autores, esta descoberta pode abrir portas a novas questões acerca da história evolutiva das penas e da sua base genética. "A nossa investigação fornece novas pistas sobre as origens das penas", explicou Mike Benton, paleontólogo da Universidade de Bristol e um dos cientistas da equipa.

Segundo Mike Benton, os dados obtidos "contribuem para solucionar um antigo debate sobre a função original das penas, que se pensava poderem ser a do voo ou a protecção térmica", sabendo-se agora que não surgiram com esses propósitos.

Os investigadores acreditam assim que as penas surgiram como agentes coloridos para exibição e que só posteriormente tornaram-se úteis para o voo e protecção térmica.


Retirado do artigo de Ciência Hoje.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Mini-simpósios de Paleontologia


O Museu da Lourinhã vai organizar dois Mini-simpósios de Paleontologia nos próximos sábados 16 e 23 de Janeiro de 2010. A entrava é livre e aberta a todos!



8th Mini-Symposium on Paleontology
January 16th, 2010, Saturday
Museu da Lourinhã

10:50 Octávio Mateus - Welcome
11:00 Christophe Hendrickx
– A short introduction on evolution (part I) [60 min.]
12: 00 Emanuel TschoppStegosaurs from Big Horn Basin, Wyoming, USA [40 min]

Lunch Break

14:30 Octávio Mateus – The Cretaceous skeleton coast of Angola [60 min]
13:30 Ricardo AraujoCranial musclature reconstruction in reptiles and biomechanical inferences in plesiosaurs [60 min]
16: 30 Eliza Jarl Estrup – Relation between blood and metabolism [15 min]

Break

17: 00 Christophe Hendrickx – A short introduction on evolution (part II) [60 min]
18:00 Bruno Pereira – Paleontology of equinoderms and new data from Portugal [40 min]





9th Mini-Symposium on Paleontology
January 23rd, 2010, Saturday
Museu da Lourinhã

14:30 Nuno Ferrand de Almeida – Recent evolution of Iberian herpetofauna

15:30 Octávio Mateus – Two paleontological projects: Portugal and Angola
16:30 Christophe Hendrickx – Diversity and disparity of sauropod dinosaurs
16:45 Emanuel Tschopp – The feet of a Camarasaurus (Dinosauria: Sauropoda)

terça-feira, janeiro 05, 2010

Repositório Científico da Universidade Nova de Lisboa


A Universidade Nova de Lisboa abriu um Repositório que pretende recolher, armazenar, gerir, preservar e permitir o acesso à produção intelectual da UNL,
incluindo PDF de artigos, teses e afins.

Basta aceder aqui http://run.unl.pt/ e... boa busca!




domingo, janeiro 03, 2010

Dinossauro Miragaia longicollum entre as 10 principais descobertas de 2009


O Diário de Notícias elegeu as "Dez descobertas científicas de 2009 com selo português" entre as quais a descoberta do dinossauro estegossauro Miragaia longicollum, descrito em Fevereiro passado, e as trilobites gigantes de Arouca.


Diz o artigo:
"Investigadores portugueses, dentro ou fora de portas, marcaram pontos em 2009. Alguns estiveram mesmo na base de descobertas de grande impacto internacional. A detecção de ADN com uma vulgar impressora, a descodificação do genoma do cancro da mama ou a descoberta de novos planetas são alguns dos avanços envolvendo cientistas nacionais que marcaram o ano que terminou.
(...)
1. Descodificador do genoma do cancro da mama, em português
2. Sensor de ADN barato e amigo do ambiente
3. Portugal tem o maior conjunto de fósseis de trilobites do mundo
O País entrou, em 2009, no mapa da paleontologia com o maior e mais completo conjunto de fósseis de trilobites do mundo. Foi descoberto na região de Arouca, perto de Aveiro, por uma equipa de paleontólogos espanhóis e portugueses. Entre os fósseis encontrados estão também os maiores exemplares conhecidos. Isto porque até agora, os restos destes seres pré-históricos, que dominaram os mares até há 250 milhões de anos, não ultrapassavam os 10 centímetros de comprimento, mas os de Arouca chegam aos 30. Alguns restos mostram que os exemplares podiam atingir mesmo os 90 centímetros. A descoberta foi publicada na revista Geology.

4. .. e baptizou nova espécie de dinossauro

Mas no das descobertas pré-históricas, o País foi mais além, baptizando um novo dinossauro o Miragaia longicollum. A nova espécie foi descoberta na Lourinhã pela equipa do paleontólogo Octávio Mateus, do museu daquela localidade e da Universidade Nova de Lisboa. Este é um novo estegossauro que os seus descobridores baptizaram de Miragaia longicollum, um nome cheio de significados. Entre eles, o de pescoço comprido, uma das imagens de marca da espécie. O artigo descrevendo o novo dinossauro, que viveu no Jurássico Superior (há 150 milhões de anos), publicado na Proceedings of the Royal Society, pela equipa liderada por Octávio Mateus, culminou um trabalho de dez anos.

5. 32 novos planetas com a marca de um português

6. Trabalham em Portugal os melhores em cardiotocografia

7. Descoberta nova espécie...

8. Ajudar a controlar as células imunitárias

9. Novo tratamento para o Alzheimer e Parkinson

10. Telhas 'bonitas' e que alimentam o resto da casa



domingo, dezembro 13, 2009

Paleontologo orgulhoso (?)

Sento-me, a horas improvaveis, numa cadeira desconfortavel do Shuler Museum e reparo no que tenho em volta. Para alem dos fosseis empilhados em armarios de metal, para alem dos cranios impressionantes de fitossauros, para alem dos esqueletos articulados de criaturas bizarras... vejo discussoes inflamadas sobre os detalhes da Evolucao, vejo ideias e resolucoes interessantes baseadas nos mesmos fosseis bizarros, vejo horas que escoam num domimgo lamacento no topo de uma arriba, vejo os olhos que brilham quando alguem diz no campo "Vejam so o que encontrei!", oico o martelo percurssor do laborioso preparador... e, penso... Caracas, por mais que quisesse nunca conseguiria encontrar uma profissao como esta porra...

Todas as horas que dispendi a tirar fotocopias de artigos obscuros e que nao serviam para nada, que dispendi a encharcar as botas de lama e voltar a casa com meia duzia de pedras no bolso, que dispendi a fritar os olhos a frente do computador aguardando que ele me desse resultados desoladores... todas essas horas, nao as dou a ninguem.

'As vezes ate me custa mesmo perceber como e' que alguem pode gostar de outra coisa senao paleontologia... quem e' que gosta de metalurgia, bolas? De contabilidade? Tenho de me contorcer para compreender isso, sim, eu sei, gostos nao se discutem...

terça-feira, dezembro 01, 2009

V Congresso dos Jovens Geocientistas


Decorrerá, nos dias 25 e 26 de Fevereiro de 2010, o V Congresso dos Jovens Geocientistas, organizado pelo Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

Este Congresso destina-se aos alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, numa parceria entre professores do Ensino Superior, professores do Ensino Básico e Secundário e alunos.

segunda-feira, novembro 23, 2009

Musculos trigeminais nos repteis: quem se mexe? Musculos ou ossos

E um bocado estranho estar a escrever sobre um topico tao esoterico (ainda por cima sem acentos), mas sinto-me no dever de partilhar com outros aquilo que aprendi. Quando cheguei aqui a SMU (Southern Methodist University) no inicio do semestre o Mike Polcyn (especialista em mosassauros) mostrou-me o holotipo do Libonectes morgani, um cranio perfeitamente intacto de um plesiossauro elasmossaurideo do Cretacico Superior do Texas. Os plesiossauros fazem lembrar as representacoes do monstro de Loch Ness da Escocia. Nao consegui deixar fazer cair o meu queixo... o cranio e simplesmente fantastico. Tendo sido inicialmente estudado por Samuel Welles em 1949(erigindo a especie Elasmosaurus morgani) que depois foi reinterpretado por Carpenter (1997), dando-lhe o presente nome.

Enfim, tirando estes factos e curioso que os plesiossauros tem geralmente uma grande fenestra supratemporal (uma abertura na parte superior do cranio). Os notossauros, 'plesiossauros primitivos', tem uma condicao extrema com a fenestra varias vezes maior que as orbitas. O que e que isto quer dizer?


Se entendermos o espaco criado pela fenestra supratemporal (geralmente designado como camara aductora) como o volume ocupado pelos musculos trigeminais (assim designados por serem enervados pelo nervo trigeminal), significa que os plesiossauros tinham poderosos musculos que fechavam a boca nas suas presas. Isto porque a seccao transversal de um musculo - logo, o seu volume - esta directamente relacionado como a forca que ele produz. Isto e, quanto mais grosso um musculo mais forte ele e.

Acontece que, as areas onde se inserem os musculos trigeminais nos plesiossauros sao em tudo semelhantes a outros repteis. E, os musculos sao essencialmente os mesmos. Sao eles:

- Musculus adductor mandibulae externus
- Musculus pseudotemporalis
- Musculus adductor mandibulae posterior
- Musculus pterygoideus (e o musculo responsavel pelas valentes dentadas dos crocodilos)


Isto e fascinante e reflecte bem um padrao curioso... muitas vezes nao sao os musculos que alteram a sua posicao relativa ao longo da evolucao no sentido de se ajustarem a diferentes funcoes relacionadas com modos especificos de vida (e.g. crocodilo do Nilo, come presas de grandes dimensoes, ou, o gavial que come peixes que se deslocam rapidamente). Mas sim os ossos onde os musculos se inserem que mudam de forma ao longo da evolucao! Isto nao e verdade para todos os musculos e ossos, mas e certamente verdade para os musculos trigeminais maioria dos repteis.

terça-feira, novembro 10, 2009

(Dis)Entangling Darwin


(Dis)Entangling Darwin:Cross-Disciplinary Reflections on the Man and his Legacy

University of Porto, Portugal, 4 - 5 December 2009

Laura Russell, 1869

REGISTRATION NOW OPEN.
For registration form and payment, please click here.


CALL FOR PAPERS

2009 marks the bicentenary of Charles Darwin's birth (12 February 1809) and the 150th anniversary of the publication of his groundbreaking On the Origin of Species (24 November 1859).
The University of Porto CETAPS (Centre for English, Translation and Anglo-Portuguese Studies) is holding a special conference to honour Charles Darwin's enduring legacy, and examine how his ideas remain central to contemporary research, within and beyond the biological sciences, echoing the global celebrations of his life and work, and his impact across the disciplines.

Keynote Speakers:

David Amigoni (Keele University, UK)
http://www.keele.ac.uk/depts/en/staff/d_amigoni.html

John Van Wyhe (Cambridge University, UK)
http://darwin-online.org.uk/people/van_wyhe.html


Special Guest Speakers:

Ana Leonor Pereira - Historian. History and Sociology of Science and Culture/Specialist in the History of Darwinism in Portugal (UC).

João Cabral - Historian and Botanist. Specialist in Darwin's contributions to nineteenth-century botanical studies (FCUP).

Jorge Vieira - Biologist/Molecular Evolution/IBMC (Institute for Molecular and Cell Biology).

Nuno Ferrand - Biologist. CIBIO coordinator (Research Center in Biodiversity and Genetic Resources - UP).

Octávio Mateus - Biologist and Paleontologist (specialist in Dinosaurs. FCT-UNL/Museum of Lourinhã).

Paulo Gama Mota - Biologist, specialist in behavioural ecology. Director of the Museum of Science (Coimbra) and Vice-President of the Portuguese Ethological Society. Responsible for various scientific projects, including collaborations with the National Geographic Society (FCT-UC/ IMAR/ CIBIO).


The conference title draws inspiration from the notable conclusion of Darwin's On the Origin of Species. In it he writes:

It is interesting to contemplate an entangled bank, clothed with many plants of many kinds, with birds singing on the bushes, with various insects flitting about, and with worms crawling through the damp earth, and to reflect that these elaborately constructed forms, so different from each other, and dependent on each other in so complex a manner, have all been produced by laws acting around us [...] There is grandeur in this view of life, with its several powers, having been originally breathed into a few forms or into one; and that, whilst this planet has gone cycling on according to the fixed law of gravity, from so simple a beginning endless forms most beautiful and most wonderful have been, and are being, evolved.

Darwin's descriptions rely on the formulation of incredibly complex and visual pictures, often portrayed in a series of "imaginary illustrations" which combine colourful arrangements of both facts and suppositions. The reader is constantly involved in a visual perceptual chaos of entanglements and webbed relationships, performances and theatricalities, exhibiting the way in which the human, animal and natural worlds are mutually imbricated. This conference wishes to contribute to the ongoing disentanglement of Darwin's legacy, which remains as controversial to twenty-first century critics as it was to Darwin's contemporaries. There are still many missing links and inherent contradictions that continue to attract growing, interdisciplinary attention from a wide range of specialisms. All in all, the re-drawing of physical and psychological frontiers demanded by evolutionary theory in an attempt to define what is meant by human nature is still very much in progress, validating at the same time extraordinary opportunities for further research.

We welcome 20-minute papers in English dealing with all aspects of Darwin's legacy, from science to literature and the social sciences, the visual arts, religion, philosophy, politics and cultural relations.

Please include the following information with your proposal: the full title of your paper; a 250-300 word abstract; your name, postal address and e-mail address; your institutional affiliation and position; any audiovisual requirements you may have.

The deadline for proposals is 31 October 2009. Participants will be notified of acceptance no later than 8 November 2009.

Inquiries and proposals should be sent to the following e-mail: darwinporto2009@letras.up.pt

Conference fee: 60,00 € (includes coffee breaks and Friday lunch). Attendance is free for UP students.

OPTIONAL - Conference Dinner (Friday): 20 €

Please check the Porto Faculty of Letters/Sigarra website for updates.

Additional Information
Porto http://www.travel-in-portugal.com/Porto/
Airport http://www.ana.pt/portal/page/portal/ANA/AEROPORTO_PORTO/

Organising Committee
Fátima Vieira
Jorge Bastos da Silva
Sara Graça da Silva

sábado, novembro 07, 2009

Regresse ao tempo dos Dinossauros!

Artigo na revista "Expresso":

Ócio: Regresse ao tempo dos Dinossauros!

Tenha um sábado jurássico e emocionante no Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva. E saiba como é viver no limite...


Ócio: Regresse ao tempo dos Dinossauros!

Sabia que existiam dinossauros com penas e bicos de pato? E que as galinhas são primas afastadas destes animais? Que razão terá levado à extinção destes gigantes no Cretácico, há 65 milhões de anos?

Se é curioso(a) e o mundo jurássico é um tema que o (a) faz arregalar os olhos, então isto é feito a pensar em si. E, claro, nos seus filhos. Os oradores que vão debater e responder a estas e outras perguntas serão Henrique Pereira, do Centro de Biologia Ambiental da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e Octávio Mateus, do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa. Uma conversa que vai arrancar este sábado, às 16h30, com entrada gratuita.

Aliás, eles partirão de uma pergunta principal que definirá a rota deste colóquio "jurássico" (e que dá início ao ciclo Expedições Extremas): Quem tramou os dinossauros? A pensar nos mais pequenos, o tempo geológico no Pavilhão do Conhecimento vai ser acelerado: entre as 11h30 e as 13h vão poder construir um fóssil em poucos minutos, contrariando a lógica dos verdadeiros, que demoram milhares ou milhões de anos para se formar.

Das 15h às 17h o desafio é vestir a pele de um paleontólogo e participar numa escavação onde podem encontrar dinossauros. Antes ou depois destas actividades, não deixem de visitar a exposição "Extremos - Viver no limite" e descubram como mesmo nos locais mais inóspitos do planeta há seres vivos que subsistem em condições de calor intenso, frio gélido, falta de água, escassez de oxigénio ou escuridão permanente. Desafios extremos à existência de vida.

quinta-feira, novembro 05, 2009

Quem tramou os dinossauros? (Palestra 7 Nov., Lisboa)

A partir de Novembro, o Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva dá início ao ciclo de colóquios Expedições Extremas, que tem por base a exposição interactiva EXTREMOS Viver no Limite. Os colóquios têm lugar uma vez por mês, aos sábados, a partir das 16h30, no auditório do Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva. A entrada é gratuita.

7 de Novembro
Quem tramou os dinossauros?
Adaptações e extinções ao longo dos tempos

Sabia que existiram dinossauros com penas e bicos de pato? E que as galinhas são primas distantes destes animais? Que razão terá levado à extinção destes gigantes no Cretácico, há 65 milhões de anos? A vida na Terra está repleta de histórias de espécies que se adaptaram e extinguiram ao longo dos tempos e até aos dias de hoje. Venha conhecê-las neste colóquio.

Octávio Mateus - Museu da Lourinhã e Universidade Nova de Lisboa
Henrique Pereira - Centro de Biologia Ambiental, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

ACTIVIDADES PARA CRIANÇAS:

Vem fazer o teu próprio fóssil!

Os fósseis de verdade levam milhares ou milhões de anos para se formar. Mas hoje podes usar gesso para fazer um fóssil em poucos minutos. Descobre como!

Das 11.30 às 13h, Espaço Exterior

Vem escavar um dinossauro!

Vem experimentar ser paleontólogo por uma tarde e participa numa escavação onde poderás encontrar dinossauros! Estás preparado?

Das 15h às 17h, Espaço Exterior

http://www.pavconhecimento.pt/destaques/index.asp?accao=shownot&id_noticia=448