O conhecimento científico sobre dinossauros é muito vasto, mas até agora nada se sabia sobre as suas cores, uma vez que peles e pigmentos não se preservam ao longo de milhões de anos. Contudo, um grupo de investigadores chineses, irlandeses e britânicos conseguiu identificar pela primeira vez as cores de penas de dinossauros e de algumas das primeiras aves, descrevendo os resultados desta investigação na revistaNature. Foram analisados dois tipos de melanossomas, pequenos órgãos que contêm melanina e dão cor às penas, comuns aos dois animais supracitados e que foram descobertos em fósseis encontrados em Jehol, na China. O estudo refere que o Sinosauropteryx tinha apenas a cauda e o topo do dorso cobertos por penas que se assemelhavam a pelos rijos e não às dos pássaros modernos. Retirado do artigo de Ciência Hoje.Identificadas cores de penas de dinossauros pela primeira vez
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(Ilustração: Jim Robins/Universidade de Bristol)
Verificaram assim que o dinossauro terópode Sinosauropteryx, que viveu há cem milhões de anos, tinha uma plumagem que alternava entre o laranja e o branco e que o Confuciusornis, uma das primeiras aves, possuía uma panóplia de cores que variavam entre o branco, preto, laranja e castanho. Além disso constataram que as penas surgiram antes das asas, pelo que inicialmente não funcionavam como estruturas de voo.
De acordo com os autores, esta descoberta pode abrir portas a novas questões acerca da história evolutiva das penas e da sua base genética. "A nossa investigação fornece novas pistas sobre as origens das penas", explicou Mike Benton, paleontólogo da Universidade de Bristol e um dos cientistas da equipa.
Segundo Mike Benton, os dados obtidos "contribuem para solucionar um antigo debate sobre a função original das penas, que se pensava poderem ser a do voo ou a protecção térmica", sabendo-se agora que não surgiram com esses propósitos.
Os investigadores acreditam assim que as penas surgiram como agentes coloridos para exibição e que só posteriormente tornaram-se úteis para o voo e protecção térmica.
Descobertas em Abril, em Plagne, por dois naturalistas amadores, as pegadas "são de um tamanho muito grande, podendo chegar a 1,20, 1,50 m de diâmetro", segundo o CNRS. As marcas foram conservadas numa camada calcária, com 150 milhões de anos, "período durante o qual a zona estava coberta por um mar quente e pouco profundo", segundo Jean-Pierre Mazin e Pierre Hantzpergue, do laboratório Paléoenvironnements e Paléobiosphères da Universidade de Lyon 1, que avaliaram o site.
“A descoberta destas pegadas mostra que os saurópodes (grandes dinossauros quadrúpedes e herbívoros) habitaram esta região durante uma fase de descida do nível do mar”, afirmam os especialistas. “Segundo a primeira avaliação dos investigadores, estes vestígios de dinossauro são os maiores conhecidos até hoje”, diz o CNRS. “Além disso, os trilhos formados por estas pegadas estendem-se sobre dezenas ou centenas de metros. As escavações mais importantes serão conduzidas nos próximos anos e poderão revelar o sítio de Plagne como um dos mais vastos e conhecidos do mundo", refere ainda o CNRS.














