Lamento estar em Inglês, assim que fôr possível traduzirei para Português.
RA: As a first question I would like you to describe a little bit your work… Ongoing projects… and so on…
PU: My two main interests are essentially: the evolution of sauropods and the biogeography of particular dinosaurs, but also of other terrestrial animals in the Mesozoic. Of course, the two go together very nicely because by working in dinosaurs I gain data for other animals. The kinds of things I’ve been working on lately include coming to Portugal to collect data and that is part of a wide project. I’ve received some funds either from Banco Santander and also from the British Paleontological Association, and that money will allow myself and my students to go to Portugal, Spain, Germany and North America to collect data on sauropods, partially for taxonomic work but for my particular case to draw a very large phylogeny on sauropods, probably about 120 to 130 species, which is about two thirds of the current known diversity. That is the bigger picture, and once I have that evolutionary tree I will be using it to biogeography, diversity, issues to do with body size evolution…
sexta-feira, maio 01, 2009
Entrevistas aos bochechos: 1ª pergunta ao Paul Upchurch
quarta-feira, abril 29, 2009
Evolução dos Saurópodes: algumas ideias

Algumas ideias que derivaram da apresentação do Paul Upchurch no Museu da Lourinhã. A maior parte destas ideias já estão publicadas, pelo que não estou a dizer nada de novo, é simplesmente um resumo de ideias interessantes:
- Os saurópodes são animais mais diversos do que geralmente se tem pensado, principalmente quando se olha para características craniana (ex: comparar Shunosaurus com Nigerasaurus);
- A anatomia complexa da vértebras dos saurópodes pode significar que a evolução foi seleccionando indivíduos que tornassem as vértebras em entidades anatómicas progressivamente mais leves, mas mais resistentes sob o ponto de vista mecânico;
- Uma das maneiras para distinguir pegadas de titanossaurídeos e não-titanossaurídeos é pela postura dos seus membros em andamento. Os titanossauros têm uma postura mais ampla (que está associada a modificações importantes em determinadas características dos ossos como a expansão do processo olécrone no úmero), ao passo que a maioria de todos os outros saurópodes tendem a ter uma postura mais fechada (e logo a deixar pistas também menos amplas);
- Os saurópodes são essencialmente "bulk processors", enquanto que os ornitísquios por exemplo são essencialmente "mouth processors". O aparato mastigatório dos saurópodes é essencialmente construído de maneira a extrair folhas que são processadas depois no estômago.
- Um dos major trends existentes no aparato mastigatório dos saurópodes é a perda ou redução da preponderância dos músculos bucinadores, geralmente utilizados para a mastigação; isto tem evidência osteológica clara desde os prossaurópodes;
- Uma metodologia usada para aferir a congruência paleobiogeográfica e hipóteses filogenéticas é consistente com os modelos de tectónica de placas e pelo conhecimento geológico actual; a metodologia chama-se "area cladograms";
- Um evento maior de extinção nos saurópodes ocorreu efectivamente na transição do Jurássico superior para o Cretácico inferior. A par de uma diminuição abrupta do número de taxa do JS para o EK, a área de formações expostas aumenta do JS para o EK. O que elimina o possível enviesamento dos dados por motivos de erros metodológicos de preservação.
sábado, abril 25, 2009
Palestra "Origem e Evolução de Dinossauros Saurópodes"
Bibliografia de seláceos (tubarões e raias) fósseis de Angola

Contribuição para a bibliografia sobre seláceos (tubarões e raias) fósseis de Angola:
Antunes, M., 1970. Paleontologia de Angola. In Curso de Geologia do Ultramar. Junta de Investigações do Ultramar, 2.
Antunes, M.T. & Cappetta, H., 2002 Sélaciens du Crétacé (Albién-Maastrichtien) d’Angola: Palaeontographica. Abtheilung A, 264, 85-146.
Antunes, M.T. & Sornay, J., 1969. Contributions a la connaissance du Crétacé Supérieur de Barra do Dande, Angola. Revista da Facudade de Ciências, Universidade de Lisboa. Ciências Naturais, 16, 65-103.
Antunes, M.T. 1970. Paleontologia de Angola. In Curso de Geologia do Ultramar.. Junta de Investigações do Ultramar. 2.
Antunes, M.T., 1961. Sur la faune de vertébrés du Crétacé de Iembe (Angola). Comptes rendus hebdomadaires des séances de l’Académie des sciences, 253(3), 513-514.
Antunes, M.T., 1964. Sur quelques requins de la faune Néogène de Farol das Lagostas (Luanda, Angola). Leurs relations avec les formes récentes. Memoire Institut Français dAfrique Noir, Melanges Ichthyology, 47-64.
Antunes, M.T., 1966. Contribuição para o conhecimento dos nautilóides fóssies de Angola. Conclusões estratigráficas sobre o Cretácico terminal da Bacia de Moçâmede, a propósito dos cefalópodes de S. Nicolau. Garcia de Orta (Lisboa), 14, 109-138.
Antunes, M.T., 1966. Sur la faune de vertèbres du Pleistocène de Leba, Humpata (Angola). Proc. 5th Pan Afr. Congr, 5, 127-128.
Antunes, M.T., 1967. Sur Lamna cattica ssp. totuserrata. Un cas de distribution antiéquatoriale. Revista da Faculdade de Ciências, 2. ser. A. 16 (1): 37-62.
Antunes, M.T., 2008. Faunes ichthyologiques du Néogène supérieur d’Angola, leur âge, remarques sur le Pliocène marin en Afrique australe.
Antunes, M.T., 1964 O Neocretácico eo Cenozóico do litoral de Angola; I-Estratigrafia. Repteis., Junta de Investigacôes do Ultramar, Lisboa (1964, 257 p).
Antunes, T.M., 1978. Faunes ichthyologiques du Neogene superieur d’Angola, leur age, remarques sur le Pliocene marin en Afrique australe. Cienc. Terra, Univ. Lisboa, 4, 59-90.
Antunes, M. & Cappetta, H., 2006. Angolabatis nom. nov., a replacement name for the Cretaceous genus Angolaia Antunes & Cappetta, 2002(Chondrichthyes: Rajiformes), a preoccupied name. Palaeovertebrata, 34(1-2), 27-28.
Antunes, M. T.; Maisey, J.G.; Marques, M.M.; Schaeffer, B. & Thomson, K.S 1990. Triassic Fishes from the Cassange depression (R.P. de Angola).. Ciências da Terra. , :1-64.
Balbino, A.C. & Antunes, M.T., 2007. Pathologic tooth deformities in fossil and modern sharks related to jaw injuries. Comptes rendus-Palevol, 6(3), 197-209.
Jacobs, L.L., O Mateus, M J Polcyn, A S Schulp, M T Antunes, M L Morais, T S Tavares, 2006. The occurrence and geological setting of Cretaceous dinosaurs, mosasaurs, plesiosaurs, and turtles from Angola. Journal-Paleontological Society Of Korea, 22(1), 91.
sexta-feira, abril 24, 2009
Ginkgo biloba, uma árvore jurássica?
É considerada um fóssil vivo por ser uma espécie relíquia que representa um grupo de plantas já extintas e outrora foram abundantes. Podemos dizer que o Ginkgo biloba é uma árvore jurássica? Bem… a espécie G. biloba é mais recente e ainda não tinha surgido no jurássico, mas o género Ginkgo é o mesmo, sob a forma de uma espécie distinta no Jurássico, o Ginkgo yimaensis, com folha multi-lobadas, e com cachos com mais, mas menores, frutos. Portanto podemos dizer que o Ginkgo é uma árvore jurássica, mas já não o podemos dizer da espécie actual G. biloba. O Ginkgo é tão único que tem o seu grupo próprio, as Ginkgophyta. O representante deste grupo do Jurássico superior de Portugal é Baiera viannae (ver Pais, 1998, sobre a vegetação do deste período em Portugal).
O facto de ser dióica faz com que exista separação sexual por indivíduos, ou seja, há árvores masculinas e árvores femininas. À porta do Departamento de Paleontologia do
Foi também um Ginkgo biloba que os paleontólogos
Pais, J. 1998. Jurassic plant macroremains from
Mateus, O. 2008 Fósseis de transição, elos perdidos, fósseis vivos e espécies estáveis In: Evolução: História e Argumentos Edited by:Levy et al.. 77-96 Lisboa: Esfera do Caos, ISBN: 978-989-8025-55-5.
Zheng and Z. Zhou,
Evolução do “fóssil vivo” Ginkgo: embora apenas a nível específico ocorre evolução do género Ginkgo desde o Jurássico (de Mateus, 2008, modificado, com permissão, a partir de Zhou & Zheng, 2004).
As folhas de Ginkgo biloba no Outono adquirem uma cor amarela antes de caírem.
quinta-feira, abril 23, 2009
Book Review em Palaeontologia Electronica

Uma book review é um instrumento ao dispor da Ciência que visa criticar a literatura recente. A palavra crítica encerra em si não só o apontar dos defeitos, mas também o enaltecimento das qualidades. Em Ciência, felizmente, tudo é discutido no vácuo e nada pode ser encarado pessoalmente, já desde o Iluminismo se reconhecia esta propriedade da retórica. Isto faz com que o debate científico se torne mais rico e da dialética nascem visões cada vez mais esclarecidas. Lembro-me, por exemplo que agora em Março um artigo publicado por Emily Rayfield e co-autores criticava abertamente os Faunachrons de Lucas e co-autores. A bem da ciência que haja debate!
Uma book review aqui.
quarta-feira, abril 22, 2009
Onde estão os fósseis de Alfred Leeds?

Findava o século XIX e, certamente, um dos mais acesos tópicos de discussão no meio científico era a Paleontologia, essa nova ciência. Nesta altura ainda estava muita coisa por descobrir na paleontologia dos vertebrados: já se conheciam vários espécimes de Archaeopteryx (o ‘elo perdido’ entre as aves e os répteis). Já então se conhecia o Megalosaurus (o primeiro dinossauro, que foi assim chamado antes de o termo Dinosauria ter sido cunhado por Owen). Foi precisamente em Novembro de 1892, que Alfred Leeds, um reputado coleccionador privado de fósseis vende uma parte da sua colecção ao National Museum of Ireland – Natural History. Esta compra compreendia plesiossauros, ictiossauros e crocodilomorfos da 'Oxford Clay’ Jurássico Médio), que custaram ao Museu setenta libras. Relembro que uns anos antes se dera a venda do ‘London specimen’ (o primeiro Archaeopteryx a ser descoberto em Solhofen, Alemanha) que foi vendido por setecentas libras ao, então, British Museum of Natural History, batendo valores recordes para a venda de um pedaço de rocha ... ou, se calhar, um pouco mais do que isso. Alfred Leeds explorava, à altura, um barreiro em Peterborough, Inglaterra, mas acontece que nesse barreiro também abundavam os fósseis. Durante os vinte anos em que o barreiro foi explorado, foram concomitantemente retirados imensos fósseis, que vão desde o Leedsichthys aos tais plesiossauros da colecção por todo o mundo e, hoje em dia, apesar de os melhores espécimes estarem no Natural History Museum, London, e uma boa parte da colecção no Hunterian Museum, o resto encontra-se… não se sabe muito bem onde … EUA, Suécia, Alemanha … e crocodilomorfos de que falei. Infelizmente esta venda ao National Museum of Ireland foi o derradeiro evento que levaria à completa dispersão da colecção por todo o mundo e, hoje em dia, apesar de os melhores espécimes estarem no Natural History Museum, London, e uma boa parte da colecção no Hunterian Museum, o resto encontra-se… não se sabe muito bem onde … EUA, Suécia, Alemanha …
Publicado também no Boletim do Museu da Lourinhã.
A Evolução e a Paleontologia: o Caso dos Dinossauros e Outros Vertebrados
"A Evolução e a Paleontologia: o Caso dos Dinossauros e Outros Vertebrados" é o tema da minha palestra amanhã (23 de Maio de 2009), no Museu da Ciência em Coimbra, e também depoletou a seguinte entrevista para a Ciência Hoje, que aqui incluo na íntegra:
Revelação sobre a evolução dos «lagartos terríveis»Paleontólogo Octávio Mateus no Museu da Ciência da UC:: 2009-04-20
Na quinta-feira, às 15h, o cientista português vai estar no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (UC) para revelar algumas das suas descobertas sobre a evolução dos dinossauros e explicar por que se considera um "grande fã" de Darwin. |
A conferência "A Evolução e a Paleontologia: o Caso dos Dinossauros e Outros Vertebrados" é a segunda do ciclo de conferências «Darwin e a Evoluçã»", que até ao fim do ano vai trazer a Coimbra alguns dos mais reputados cientistas evolutivos da actualidade em Portugal. O evento está integrado nas comemorações do bicentenário do nascimento de Charles Darwin e dos 150 anos da publicação da sua obra mais famosa, «A Origem das Espécies». A entrada é gratuita.
"Como paleontólogo, sou obviamente um grande adepto e fã de Darwin. Os dinossauros são um óptimo testemunho da evolução. Por exemplo, tenho descoberto novas espécies de dinossauros que permitem compreender, um pouco mais além, a evolução destes animais", avança o paleontólogo Octávio Mateus.
Portugal tem, de resto, um papel de grande importância a desempenhar no conhecimento da evolução das espécies, defende o investigador da Universidade Nova de Lisboa. "Portugal tem um registo fóssil riquíssimo, um dos melhores do mundo", garante.
Até porque, para o investigador, a Paleontologia (a ciência que estuda os fósseis) é, das várias disciplinas científicas, uma das que melhor ilustra a teoria de Charles Darwin. "A vida actual, ou seja, não-extinta, estudada pelos 'neo-biológos' é uma minúscula fracção da perspectiva da evolução da vida. A Paleontologia tem oferecido exemplos de inúmeros estádios intermédios da evolução dos animais e plantas que são dos mais evidentes testemunhos da evolução darwiniana", sublinha.
Perguntas sem resposta
No Museu da Ciência da UC, Octávio Mateus vai mostrar como este ramo tem confirmado as ideias de Darwin. Em análise vão estar sete exemplos da evolução: a origem das aves a partir de dinossauros terópodes e ainda a origem dos peixes assimétricos, dos cetáceos, dos mamíferos, dos cavalos, dos tetrápodes (animais que apoiam os quatro membros no solo) e do próprio Homem.
Ainda que para a maioria dos cientistas a existência da evolução darwiniana seja indiscutível, certo é que são muitas as perguntas que permanecem ainda sem resposta, reconhece Octávio Mateus.
O paleontólogo elenca algumas delas: "Qual é a unidade sobre a qual a evolução actua: o gene, o organismo, a espécie ou o grupo? Como e porquê os humanos evoluíram um cérebro tão desenvolvido? Qual o papel da selecção sexual na evolução? Como apareceu a Vida? A evolução ocorre essencialmente por saltos (equilíbrio pontuado) ou de forma gradual? Qual é o ancestral de cada grupo de animais e plantas? Qual o papel dos vírus na evolução dos animais e humanos? Qual o papel da transferência de ADN entre grupos distintos? Como é a árvore da Vida?"
Primeiro dinossauro em Angola
Licenciado em Biologia pela Universidade de Évora e doutorado em Paleontologia pela Universidade Nova de Lisboa, Octávio Mateus é investigador no Museu da Lourinhã, instituição que possui uma importante colecção de dinossauros.
Especialista no estudo destes animais, tem publicado vários artigos científicos em Portugal e no estrangeiro, incluindo na prestigiada revista Nature. O seu interesse por dinossauros já o levou a países tão longínquos como os Estados Unidos e a Mongólia. Foi, de resto, o responsável pela descoberta do primeiro dinossauro em Angola.
Depois da conferência com Octávio Mateus, o colóquio «Darwin e a Evolução» prossegue a 14 de Maio com a bióloga do desenvolvimento Patrícia Beldade, do Instituto Gulbenkian de Ciência, que explicará o que é a «Evo-devo», uma nova disciplina científica que pode revelar-se fulcral para a compreensão da evolução.
terça-feira, abril 21, 2009
Base de dados colecção Museu Geológico
Parabéns ao Museu Geológico por ter colocado online uma boa parte das suas colecções online! Bem-vindos à era do conhecimento livre e acessível a todos!
Ver o link aqui.
segunda-feira, abril 20, 2009
Voz e talento
Este post não é sobre dinossauros, nem sequer sobre ciência, mas não resisto em fazê-lo.
domingo, abril 19, 2009
Regras Básicas do pensamento crítico
Como o pensamento crítico nunca é demais, aqui vão os princípios essenciais:
Regras Básicas do pensamento crítico
Sempre que possível deve haver uma confirmação independente dos 'factos'
sábado, abril 18, 2009
Conferência internacional debate Darwin em Lisboa
Artigo no Expresso
Conferência internacional debate Darwin em Lisboa100 especialistas discutem a 23 e 24 de Abril o tema "Evolução hoje e amanhã" na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
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A actualidade do naturalista britânico Charles Darwin vai estar em foco na conferência internacional que o Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa organiza nos dias 23 e 24 de Abril na Faculdade de Ciências desta universidade. "Evolução hoje e amanhã, Darwin avaliado pelas ideias evolucionistas e filosóficas contemporâneas" é o tema do evento, que reúne especialistas nacionais e estrangeiros das áreas da biologia e da filosofia. Os oradores estrangeiros serão Anthony Dean, James Steele, Jan Sapp, John Wilkins, Nathalie Gontier e Sven Steinmo, e os oradores nacionais Teresa Avelar, Eugénia Cunha, António Bracinha Vieira, Olga Pombo, António Frias Martins, Margarida Matos, Élio Sucena, Francisco Carrapiço, Luísa Pereira, Luís Correia, Filipe Costa, André Levy, Hélder Coelho, Augusta Gaspar e Maria Manuel Jorge. Olga Pombo, coordenadora do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa , afirmou ao Expresso que os conferencistas "irão analisar a Teoria da Selecção Natural à luz das modernas teorias da Simbiogénese e do Equilíbrio Pontuado". Será também debatida "a aplicação actual do pensamento neodarwinista às ciências sociais e humanas, bem como as suas implicações filosóficas".
Em 2009 celebram-se não só os 200 anos do nascimento de Darwin e os 150 anos da publicação do seu livro "A Origem das Espécies através da Selecção Natural", como também os 100 anos da publicação do primeiro artigo sobre a Simbiogénese do biólogo russo Constatin Mereschkowsky. A Simbiogénese é uma teoria evolucionista onde indivíduos de diferentes espécies se unem para formar um novo indivíduo. Esta teoria dá mais importância às inter-relações entre indivíduos do que à sobrevivência e reprodução dos mais aptos. O Equilíbrio Pontuado é uma teoria evolutiva proposta pelos paleontólogos americanos Niles Eldredge e Stephen Jay Gould em 1972, que defende que a maior parte das populações de organismos de reprodução sexuada experimentam poucas mudanças ao longo do tempo geológico. Eldredge, director do Museu Americano de História Natural em Nova Iorque, deu a 13 de Fevereiro uma conferência na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, sobre o tema " Darwin : À Descoberta da Árvore da Vida". Darwin e a ilustração científica no Pavilhão do ConhecimentoO Centro de Filosofia das Ciências organiza também nos dias 21 e 22 de Abril em Lisboa, no Pavilhão do Conhecimento (Parque das Nações), o workshop e colóquio internacional sobre " Darwin e a Ilustração Científica", no âmbito do projecto "A Imagem na Ciência e na Arte", da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. E a 29 de Abril será a vez de uma conferência de Hernâni Maia na mesma faculdade sobre "A Vida na Terra. Origem Endógena vs Origem Exógena".
As iniciativas destinadas a assinalar o ano de Darwin desdobram-se, entretanto, em várias frentes. Assim, o Teatro A Barraca está a exibir na Fundação Gulbenkian a peça "O Professor de Darwin ", encenada por Hélder Costa. As próximas sessões terão lugar nos dias 18 de Abril e 9 de Maio. "O Professor de Darwin " apresenta ao público, com poesia, música e humor, o professor John Henslow, que teve uma importância decisiva na formação do naturalista britânico. Entretanto, o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra , está também a realizar um ciclo de conferências sobre "Darwin e a Evolução" no Laboratorio Chimico. Esta semana (16 de Abril) foi a vez da antropóloga Eugénia Cunha falar sobre o tema "Como nos tornámos humanos?". A 23 de Abril será Octávio Mateus, paleontólogo, a abordar "A evolução e a paleontologia: o caso dos dinossáurios e outros vertebrados". Seguem-se a bióloga do desenvolvimento Patrícia Beldade a 14 de Maio, com o tema "Evo-devo, uma nova disciplina que explica a diversificação evolutiva", e a bióloga Helena Freitas a 4 de Junho, que dissertará sobre "A evolução humana e o ambiente". A Universidade do Minho, por sua vez, no âmbito das Jornadas de Biologia Aplicada, realiza de 22 a 25 de Abril a exposição de cartoons "Darwin 2009: Odisseia da Evolução" no Campus de Gualtar (Braga). Marcada por uma perspectiva humorística, a iniciativa é feita em colaboração com a FecoPortugal - Associação de Cartoonistas, e envolve cartoonistas de todo o mundo. | |||||||||
quarta-feira, abril 01, 2009
Revista "Ciências da Terra"

A revista científica Ciências da Terra tem agora um domínio próprio em www.cienciasdaterra.com com dezenas de artigos científicos em PDF gratuitos que se debruçam sobre geologia estrutural, estratigrafia, paleontologia, etc.
domingo, março 29, 2009
"O ateísmo é o flagelo do género humano"
Decorreu, de forma muito interessante, o debate “ Darwin: o impacto da herança de Darwin na Ciência e na Sociedade,
Teve como participantes/oradores o Professor
O
Entre elas: “O ateísmo é irracional, prejudicial ao homem, prejudicial à sociedade, o flagelo do género humano”, “faz das pessoas animais ferozes”, até “canibais” e ainda “Duvidar é uma demência”.
Apesar destas provocações carregadas de ódio pelos ateus, ninguém no debate (excepto eu) pediu explicações. Isto mostra a postura da nossa sociedade relativamente ao meio clerical em que podemos criticar todos excepto os clérigos.
Todos criticariam se fosse um político a dizer isto da oposição, um cientista a dizer de um colega, ou qualquer outra pessoa que proferisse tais palavras. Mas não se critica por ser um padre a tratar de religião. Porquê? Ninguém está acima da crítica, seja ele cientista, político, ou claro, clérigo. Mostra quão real é o cartoon que foi motivo de post no dia anterior.
Acabei por fazer-lhe 4 perguntas: 1) Como é que Voltaire tinha criticado Darwin se viveu um século antes?; 2) Que enunciasse um estudo científico que punha em causa a evolução darwiniana; 3) que justificasse a frase “duvidar é uma demência”; e 4) que enunciasse as provas de existência de deus (referidas na entrevista no Jornal Voz da Verdade). A sua resposta cingiu-se a um mero “É preciso termos mais tolerância”. Ainda bem que é o coordenador da edição portuguesa da “Enciclopédia Interdisciplinar de Ciência e Fé” ...
quarta-feira, março 25, 2009
Cartoon ateu

Cartoon por Don Addis sobre a assimetria tão frequente na (des)conversa entre crentes e ateus.
Pervertosaurus
Uma sátira sobre a descoberta de um novo dinossauro na Argentina, o Pervertosaurus:
Paleontologists Discover Skeleton Of Nature’s First Sexual Predator
terça-feira, março 24, 2009
Podcast da palestra "Dinossauros e outros fósseis como testemunhos de evolução"
Palestra "Dinossauros e outros fósseis como testemunhos de evolução" por Octávio Mateus (DCT, FCT-UNL; Museu da Lourinhã) tem transmissão em Podcast a partir da página Darwin 2009 do site da Faculdades de Ciências e Tecnologia da UNL:
| Transmissão em podcast: | ||
| (http://elearning.fct.unl.pt/eventos.html) |
segunda-feira, março 23, 2009
Ciclo de Conferências na Lusófona
Nos dias 27 de Abril, 5 e 19 de Maio irá comemorar-se os 200 anos de Charles Darwin e os 150 anos da publicação de "A origem das espécies" com um ciclo de conferências na Universidade Lusófona (Auditórios Agostinho da Silva e Victor de Sá).
No dia 27 de Abril o painel vai contar com os seguintes conferencistas cada um a falar acerca da sua experiência como investigadores:
Teresa Avelar
Octávio Mateus
Carlos BettencourtRESUMOS:Octávio MateusMuseu da Lourinhã/Universidade Nova de Lisboa
RESUMO: "A Evolução na perspectiva da paleontologia"
Os fósseis são um dos melhores testemunhos da evolução pois frequentemente mostram exemplos de organismos já extintos que foram uma etapa no processo de transformação lenta e gradual, cumulativa e adaptativa, não aleatória, a que chamamos evolução.
Excelentes exemplos são dados pelos vertebrados fósseis e pelos dinossauros. A evolução gradual destes animais de corpo reptiliano e sangue frio até às aves de sangue quente que hoje dominam tantos habitats terrestres é exemplificada por milhares de fósseis. É hoje claro que os dinossauros carnívoros terópodes deram origem às aves o que é patenteado por vários fósseis de dinossauros com penas. A origem de outros grupos de vertebrados como os cetáceos, os anfíbios e até os humanos está hoje bem suportada pelo registo fóssil.
Carlos Manuel Varela Bettencourt
Licenciado em Medicina Veterinária pela Escola Superior de Medicina Veterinária de Lisboa, Mestre em Fisiologia da Reprodução pela Universidade do Utah, Logan, EUA e Doutor em Fisiologia da Reprodução pela Universidade do Missouri, Columbia, Mo., EUA. É, entre outros, Responsável pela Gestão do Centro de Experimentação do Baixo Alentejo, Técnico Superior da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo, Professor convidado de Fisiologia Animal e de Reprodução, Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina Veterinária da ULHT e Professor Auxiliar (30%) do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar – Medicina Veterinária (Teriogenologia). Está envolvido em diversos projectos de melhoramento e conservação genética (ex situ e in situ) de raças autóctones das espécies bovinas, ovinas, suínos e caprinos e autor de numerosas publicações na área da produção e fisiologia da reprodução de raças autóctones de espécies pecuárias.
RESUMO: O que Darwin não sabia sobre as espécies pecuárias portuguesas
"One species does change into another"- Darwin, 1837
“It is a truly wonderful fact... that all animals and all plants throughout all time and space should be related to each other.... I can see no explanation of this great fact in the classification of all organic beings; but to the best of my judgment, it is explained through inheritance and the complex action of natural selection." - Darwin, 1859
“I soon perceived that selection was the keystone of man's success in making useful races of animals and plants. But how selection could be applied to organisms living in a state of nature remained for some time a mystery to me.”- Darwin, 1887
Quando Charles Darwin em 1859 publicou pela primeira vez “On the Origin of Species”, assumiu que este trabalho era só o início: "In the distant future I see open fields for far more important researches,". O tempo veio a provar que estava certo e que, embora passados 150 anos, o conteúdo científico da sua obra se mantém relevante. Se atendermos ao facto que o termo “genética” só surge em 1905, 23 anos depois da sua morte, compreendemos a importância do “evolucionismo” na interpretação da biodiversidade fenotípica que caracterizava, à data, as populações animais existentes. Portugal, em termos de animais domésticos, mantém uma diversidade genética considerável, representada por 15 raças de ovinos, 5 de caprinos, 15 de bovinos, 3 de suínos, 4 de equinos, e 3 de galináceos. Estas raças constituem um património único desenvolvido ao longo de séculos. No entanto, e segundo os critérios da FAO, mais de metade das raças nacionais encontra-se actualmente em risco de extinção. À luz do “Darwinismo” a evolução destas espécies seria previsível se não houvesse intervenção do homem: “Man thus closely imitates Natural Selection”. A selecção “humana”, em muitos casos, sobrepõe-se á natural conduzindo ao “abismo” muitos recursos naturais. Inúmeros exemplos se aplicam à realidade portuguesa. Exemplos da responsabilidade do homem na quase extinção de raças bovinas autóctones tais como a Cachena, a Algarvia ou a Garvoneza, ou ovinas como a Campaniça e Merina Preta, ou a da suína Bísara e Malhado de Alcobaça ou das caprinas Algarvia e Serpentina são ilustrativos da teoria preconizada há 150 anos por Charles Darwin.
“Analogy would lead me one step further, namely, to the belief that all animals and plants have descended from someone prototype. But analogy may be a deceitful guide. Nevertheless all living things have much in common” Darwin, 1839.
“That methodical selection has done wonders within a recent period in modifying our cattle, no one doubts”. Darwin, 1868.
As semelhanças fenotípicas que se verificam entre algumas espécies pecuárias da América Latina e da Península Ibérica têm levado a comunidade científica a questionar-se sobre a sua origem. Curiosamente, raças sul americanas tais como a cabra Moxotó, o bovino Caracu, e o porco Nilo, embora apresentem características morfológicas comuns a congéneres ibéricas, esta proximidade, quando medida por com marcadores genéticos, até nem é muito grande. As diferenças poderão ser enquadradas numa teoria “evolucionista”? Terão resultado de um processo de selecção natural e/ou artificial durante 500 anos? Será que a selecção natural/artificial as foi afastando do material de origem? Terá sido um processo de deriva genética, em que uma pequena amostra levada originalmente já não estará representada hoje em dia? As novas biotecnologias actuais permitem responder a algumas das questões deixadas em aberto por Darwin em 1839 na “Voyage of the Beagle”. Muitas no entanto ficam ainda por responder!
Teresa Avelar
Teresa Avelar (n. 1957) obteve em 1979 a Licenciatura em Biologia na Universidade de Norwich, Reino Unido, mas, por não lhe ter sido concedida equivalência em Portugal, tornou a licenciar-se em 1983 na Universidade de Lisboa. Em 1991 obteve o Doutoramento em Biologia na Universidade de Lisboa. Desde então leccionou no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (Lisboa) e na Universidade Lusófona. As suas publicações incluem os livros Ecologia das populações e comunidades (1996, Edições Gulbenkian, em colaboração com M.T. Rocha Pité), Quem tem medo de Charles Darwin (2004, Relógio d’Água, em colaboração com M. Matos e C. Rego) e Evolução e Criacionismo – uma relação impossível (2007, Quasi Edições, em colaboração com A. Gaspar, O. Mateus e F. Almada), eEvolução a duas vozes: Darwin e a Evolução, (2009, Bertrand Editora). Ao nível de investigação, colaborou com Margarida Matos em aspectos teóricos relacionados com a adaptação ao laboratório emDrosophila. Os seus interesses são principalmente na área da Evolução e História da Biologia Evolutiva.
RESUMO: Selecção natural e microevolução
Quando Darwin publicou A Origem das Espécies e propôs a selecção natural como principal mecanismo evolutivo, não havia dados empíricos demonstrando directamente a acção da selecção na Natureza. Hoje os exemplos são inúmeros – não só nos casos microorganismos que nós seleccionámos inadvertidamente para maior resistência a antibióticos, como em animais e plantas na Natureza. Iremos detalhar apenas alguns exemplos, escolhidos de modo a ilustrar a importância das contingências na selecção e a diversidade de espécies em que podemos demonstrar a sua acção.
Outras actividades:
Ciclo de Conferências na Lusófona sobre Charles Darwin
via Bio Conselho de Estudantes da Lusófona by BioCEL - Bio Conselho de alunos da Lusófona
Nos dias 27 de Abril, 5 e 19 de Maio irá comemorar-se os 200 anos de Charles Darwin e os 150 anos da publicação de "A origem das espécies" com um ciclo de conferências.
No dia 27 de Abril o painel vai contar com os seguintes conferencistas cada um a falar acerca da sua experiência como investigadores:
Teresa AvelarOctávio MateusCarlos BettencourtAugusta Gaspar
As conferências serão nos Auditórios Agostinho da Silva e Victor de Sá, sendo a entrada livre.
Debate na Sertã: Herança de Darwin na Ciência e na Sociedade
No próximo dia 26 de Março, na Casa da Cultura da Sertã, pelas 17h45, vai haver um debate sobre a herança de Darwin na Ciência e na Sociedade, o papel e o lugar do Homem na Natureza e as relações entre Ciência, Ética e Religião.
São os participantes:
Daniel Serrão, Professor Catedrático jubilado na área das Ciências Médicas
Paulo Gama Mota, Professor Associado da Universidade de Coimbra
Octávio Mateus, Paleontólogo do Museu da Lourinhã e Universidade Nova de Lisboa (CICEGe)
Padre Manuel Costa Freitas, membro da Ordem Franciscana, docente da Universidade Católica Portuguesa
Reproduzo as notícias da Rádio Contestável e Pinhal Digital sobre este assunto:
| CERNACHE DO BONJARDIM - “O mundo depois de Darwin – uma reflexão sobre Ciência, Ética e Religião” | | | |
| 22-Mar-2009 | |
| É este o tema de uma mesa redonda que o Instituto Vaz Serra vai levar a efeito, no próximo dia 26 de Março, na Casa da Cultura da Sertã, pelas 17h45. |








