terça-feira, novembro 11, 2008

Dinossauros e outros vertebrados mesozóicos de Portugal

Dinossauros e outros vertebrados mesozóicos de Portugal

Integrada na comunicação “O Museu da Lourinhã, os dinossauros e o novo Museu do Jurássico” por Octávio Mateus e Hernâni Mergulhão, proferida no V Seminário do Património do Oeste a 25 de Outubro de 2008

Por Octávio MATEUS
Museu da Lourinhã e Univ. Nova de Lisboa
omateus@museulourinha.org

 

 A riqueza de dinossauros em Portugal

Tendo em consideração a sua dimensão, Portugal é um dos países mais ricos em vertebrados fósseis mesozóicos.

 Se olharmos para o número de géneros de dinossauros, com 25 dinossauros, Portugal aparece em sétimo lugar no ranking mundial, apenas precedido dos Estados Unidos (com 140 géneros), China (131), Argentina (64), Mongólia (62), Canadá (44) e Reino Unido (40) e seguido por França (23), Brasil (18) e África do Sul (16). Contudo, para a área do país, Portugal é destacadamente o mais rico destes países no que respeita a dinossauros.
Os dinossauros e outros vertebrados ocorrem na chamada Bacia Lusitânica e na Bacia Algarvia, sendo a maioria do Jurássico superior da região Oeste, sobretudo do Concelho da Lourinhã e Mina da Guimarota. Na Lourinhã, as recolhas têm sido feitas, essencialmente ao longo da costa devido à disponibilidade de afloramentos.

Os dinossauros viveram durante a era Mesozóica (de há 65 até 220 milhões de anos), que se divide em Triásico, Jurássico e Cretácico. Alguns dos dinossauros mais famosos são do Cretácico, mas em Portugal o Jurássico superior (de há 159 a 144 milhões de anos) é, de longe, o período mais rico. Deste período são 21 das 25 espécies de dinossauros do nosso país, que representam os principais grupos de dinossauros: os terópodes (que significa pés de besta) são carnívoros bípedes, os saurópodes (pés de réptil) são gigantes de pescoço comprido, os ornitópodes (pés de ave) são herbívoros bípedes e os tireóforos (portadores de placas) são quadrúpedes couraçados.

Por serem do Jurássico Superior (com aproximadamente 150 milhões de anos) os dinossauros como o Lourinhanosaurus, Draconyx ou Lusotitan são 85 milhões de anos mais antigos que alguns dos famosos dinossauros do Cretácico terminal (65 M.a.) como o Tyrannosaurus rex. Ou seja, quando o T. rex apareceu já estes dinossauros eram fósseis há cerca de 85 milhões de anos.

O mundo do Jurássico Superior

Mas nem só dinossauros povoaram a Bacia Lusitânica durante o Jurássico superior e ocorrem vestígios de outro vertebrados como os anfíbios, tartarugas, lagartos, plesiossauros, coristodiras, crocodilomorfos e pterossauros.

O mundo jurássico também era muito diferente do que conhecemos hoje: a Índia, Austrália e Antártica estavam juntas num único continente no pólo sul. Os continentes de África e América do Sul estava junto e não havia Atlântico Sul. A Europa era um arquipélago, do qual fazia parte uma ilha, o “bloco Ibérico”, que hoje corresponde a Portugal e Espanha. Como o Atlântico Norte tinha sido formado há pouco tempo, a América do Norte não estava muito afastada da Ibéria, o que explica a presença dos mesmos géneros de dinossauros nas duas áreas. Além disso a linha de costa de Portugal era igualmente distinta da de hoje pois um mar interior entrava no que é hoje a área de Setúbal a Lisboa e percorria até Aveiro, bordeado por uma cordilheira a oeste, do qual as Berlengas são o último vestígio visível. Ou seja, na Região Oeste, a área da Lourinhã tinha o plano de costa invertido relativamente ao actual: mar a leste e montanhas a oeste.


Os dinossauros de Portugal

Não cabe aqui abordar exaustivamente todas as espécies de dinossauros de Portugal, pelo que se chama a atenção a algumas mais emblemáticas e com maior importância regional.

Dacentrurus armatus é um dinossauro herbívoro quadrúpede semelhante ao Stegosaurus. Embora esta espécie ocorra também em Inglaterra, França e Espanha, em Miragaia, perto da Lourinhã, foi recolhido o mais completo exemplar que compreende a metade anterior do animal, incluindo parte do crânio, o primeiro na Europa para este grupo de animais. Os crânios são muito raros e difíceis de encontrar pois desagregam-se com facilidade e não fossilizam tão facilmente. A reconstituição do esqueleto completo está em exposição no Museu da Lourinhã.

Draconyx loureiroi é um dinossauro herbívoro bípede apenas conhecido em Portugal. Quando foi descrito, em 2003, reconheceu-se que era uma nova espécie para a Ciência, pelo que pode receber um novo nome: Draco significa dragão, e onyx significa garra, porque as garras deste dinossauro foram dos primeiros ossos a serem recolhidos; loureiroi honra o primeiro paleontólogo, João de Loureiro. Como o fóssil do Museu da Lourinhã foi o primeiro a ser reconhecido desta espécie ele é um exemplar de referência, a que os paleontólogos apelidam de holótipo. Os holótipos são de grande importância entre os cientistas pois são os exemplares de referência mundial para esta espécie.

Dinheirosaurus lourinhanensis é um saurópode descoberto na Praia de Porto Dinheiro, na Lourinhã, o que lhe deu o nome. Trata-se do dinossauro português mais comprido e estima-se que teria 25 metros. Tal como todos os outros dinossauros de Portugal, não se conhece o esqueleto completo, mas uma série de vértebras e costelas do pescoço e dorso. Também este é uma espécie única no mundo e o holótipo está exposto no museu lourinhanense.

Lusotitan atalaiensis deve o seu nome por ser o titã lusitano, vindo de Atalaia, uma aldeia costeira do concelho da Lourinhã. Foi descoberto na década de 1940 e julgava-se ser um dinossauro muito semelhante chamado Brachiosaurus, mas estudos ulteriores confirmaram tratar-se de um novo género. Apesar de não ser o mais longo, este devia ser o mais alto e mais pesado dinossauro de Portugal. Tinha, possivelmente, 12 metros de altura e cerca de 20 de comprimento.

Torvosaurus tanneri foi o maior predador terrestre do Jurássico tendo sido descoberto nos Estados Unidos e Portugal. O exemplar português inclui parte do crânio, com quase um metro e meio de comprimento, e dentes de 15 cm semelhantes a facas. O crânio deste carnívoro é a mais recente incorporação na exposição permanente do Museu da Lourinhã.

Lourinhanosaurus antunesi é, possivelmente, o dinossauro mais emblemático da Lourinhã. É um dinossauro carnívoro de médio porte, isto é, cerca de 4,5 metros de comprimento, que recebeu o nome em dedicação à vila da Lourinhã e ao paleontólogo português [Miguel Telles] Antunes, colaborador do Museu da Lourinhã, onde se encontra o exemplar de referência, o holótipo. Além do esqueleto ser o mais completo dinossauro carnívoro de Portugal, também se encontraram ovos e embriões o que é uma descoberta de importância global. São os segundos mais antigos embriões de dinossauro conhecidos e permitiram aos paleontólogos conhecer mais sobre a reprodução, crescimento e nidificação dos dinossauros carnívoros.

 

Pegadas

Além dos ossos fósseis, Portugal é muito rico em pegadas de dinossauros, com mais de de uma trintena de jazidas, o que permite conhecer outras vertentes destes animais, tal como partes do seu comportamento e velocidade de deslocação. Além disso as pegadas dão a ocorrência da presença de dinossauros em áreas e idades geológicas nas quais não se conhecem ossos.

segunda-feira, novembro 10, 2008

Sistemática lineana vs. cladística

Diferença na classificação taxonómica linneana (A) e filogenética (B) (retirado de Mateus, 2008)
Os métodos de classificação dos animais mudaram radicalmente ao longo dos tempos. Devemos ao sueco Carolus Linnaeus (1707-1778) a sistematização das classificações taxonómicas e ao que ainda hoje denominado o método lineano, mas Willi Hennig (1913-1976) revolucionou a sistemática com a apresentação de uma ideia genialmente simples: a evolução e organização das espécies deverá obedecer a regras de parcimónia. 
Na figura vemos a classificação dos vertebrados numa perspectiva (A) lineana, desactualizada, e (B) filogenética, mais moderna. Antes da compreensão da evolução e da classificação filogenética, os paleontólogos tinham dificuldades em classificar animais como o Acanthostega, Cyclotosaurus, Dimetrodon e Archaeopteryx, que partilhavam características entre dois grupos de animais, sendo encarados como “fósseis de transição”. Actualmente estes têm o seu lugar bem definido na árvore filogenética e o atributo de “fóssil de transição” já não faz sentido. Repare-se que o grupo dos “peixes” já não é empregue por ser parafilético. A primeira metodologia de classificação foi proposta por Carolus Linnaeus e a segunda por Willi Hennig , nas imagens respectivamente.

A imagem acima foi publicada em:
MATEUS, O. 2008. Fósseis de transição, elos perdidos, fósseis vivos e espécies estáveis, pp. 77-96, in Levy et al. (eds.), Evolução: História e Argumentos. ISBN: 978-989-8025-55-5.  

domingo, novembro 09, 2008

Quatro grandes livros sobre evolução

No que respeita grandes livros sobre evolução, apresento aqui uma selecção de importantes e geniais obras que dão uma perspectiva que julgo abrangente da evolução. Essenciais para qualquer investigador ou estudante que estude a selecção natural.


 

1) Origem das Espécies, de Charles Darwin. Publicações Europa-América
 Além de ser um clássico e um marco histórico, está genialmente bem escrito e é seguramente um dos livros que mais influenciou a humanidade.



2) The Diversity of Life, de E.O. Wilson. (desconheço se há edição em português)
  Dá uma perspectiva da evolução e mostra que a diversidade é um subproduto da mesma. É o melhor livro para compreender a maravilha da biodiversidade.
Link Google Books


   
3) O Gene Egoísta, de Richard Dawkins. Gradiva.
Introduz a noção de que os genes são a unidade principal da evolução e mostra-a como uma luta constante que os genes têm para sobreviver.
Link Google Books




4) The Mating Mind, de Geoffrey Miller. (desconheço se há edição em português)
  Explica a evolução humana de forma quase desconcertante: o nosso cérebro evoluiu essencialmente como um carácter sexual secundário, ou seja, somos inteligentes para impressionar o(a) parceiro(a).
Link Google Books


Votos de boa leitura!

Berbicachos taxonómicos


Muitas vezes nomear novas espécies e géneros é mais uma arte que uma ciência, isto especiamente antes do advento da filogenia que facilita em larga escala o trabalho dos taxonomistas. No século XIX (e até mesmo uma durante parte do século XX) novas espécies e géneros eram erigidos em notas de rodapé ou em legendas de figuras e, claro, sem uma diagnose adequada. Geralmente só muito tempo depois é que este material era novamente revisto e estudado convenientemente de modo a aferir a validade destes novos taxa, muitos deles continham problemas... já num post anterior me referi ao "disparate" que era o género Steneosaurus (um crocodiliforme do clado Thalattosuchia), com mais de cinquenta espécies atribuídas a esse género. Mas especialmente no clado Dinosauria - que tem sido alvo de extensa análise nos últimos tempos - os berbicachos taxonómicos acumulam-se como nos seguintes géneros: Hadrosaurus, Titanosaurus, Triceratops... Pode ser realmente muito confuso rever a validade destes taxa, principalmente na paleontologia, com espécimes incompletos ou dispersos por vários museus e, com a agravante de que as regras do Código Internacional de Nomenclatura Zoológica não são nada fáceis. Na verdade, não é só a questão da sinonímia (espécies/géneros erigidos que afinal eram iguais a outras entretanto já erigidas também)... são também os nomen oblitum, os nomen dubium, os nomen vadum, nomen nudum, ou os nomes previamente ocupados. E ora porque nos devemos preocupar em saber se este ou aquele género baseado em determinado material está bem ou mal nomeado? É que as espécies e os géneros servem de base para estudos mais abrangentes... Como é que então se poderia fazer uma lista de todas as espécies de dinossauros, por exemplo, se na verdade uma boa percentagem de nomes dessa lista não são válidos? Como extrapolar sobre a biodiversidade de um dado grupo ou sobre as origens de um outro se não sabemos que espécies existiram realmente? Foi por isso que Mike Benton, um prestigiado paleontólogo da Universidade de Bristol, Inglaterra decidiu aferir... Em suma ele pretendia responder à seguinte pergunta: se eu quiser fazer uma lista de todos os dinossauros qual é o risco que corro de que essa lista esteja mal construída? Ele realmente chegou a conclusões interessantes, entre as quais: cerca de 50% dos nomes de dinossauros são sinónimos, uma boa porção dos taxa são baseados em material muito fragmentário (o que faz com que se possam nomear dois géneros diferentes com base em material diferente, um dente e um fémur, por exemplo... que pode na realidade pertencer a um mesmo género), a descoberta de novos taxa está geralmente associada à exploração de novas bacias. E uma série de outras cnclusões de elevada importância. O melhor mesmo é consultar o artigo, aqui fica a referência:

Benton, M. J. 2008 How to find a dinosaur, and the role of synonymy in biodiversity studies. Paleobiology 34(4): 516-533.

Se não tiverem acesso ao artigo eu posso, como é claro, disponibilizá-lo.

sábado, novembro 08, 2008

Brilhante

No céu brilhou mais uma estrela a 7 de Novembro de 1913.
E, se me tivesse lembrado de escrever isto ontem, teriam feito 95 anos desde então.

Sempre que falamos em Teoria da Evolução recordamos sempre um só nome e nem nos apercebemos que a publicação que fundou essa mesma teoria foi assinada a quatro mãos.

Sobre a Tendência das Espécies formarem Variedades; e sobre a Perpetuação de Variedades e Espécies por Meios de Selecção.

Foi apresentada à Linnean Society a 1 de Julho de 1858 e deu o pontapé de saída para uma mudança na forma de pensar o mundo natural. A biologia nunca mais foi a mesma.

Obrigado Wallace por tudo.




Aqui a página Alfred Russel Wallace.





Publicado simultâneamente no Conjurado

Os plesiossauros, os senhores dos mares mesozóicos

Os plesiossauros são um grupo de répteis marinhos que viveram no era Mesozóica, entre os 220 milhões de anos e os 65 milhões de anos atrás, tendo-se extinto ao mesmo tempo que os dinossauros. 
Plesiosaurus, por Xavier MacPherson (Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros do Museu da Lourinhã)

Apesar do nome também terminar em “ssauros” e de serem contemporâneos dos dinossauros, são apenas primos muitíssimo afastados destes últimos. Além disso, os plesiossauros dominaram os mares, enquanto que os dinossauros dominavam a terra durante o Mesozóico.
Com cauda curta, corpo largo e barbatanas poderosas, os plesiossauros manobravam as barbatanas de forma a nadarem com uma técnica algo semelhante à dos pinguins de hoje,
que parecem voar dentro de água.

Existiram dois grandes grupos de plesiossauros: os pliossauros, com o pescoço curto e cabeça
grande, e os plesiossauróides de pescoço comprido e uma cabeça pequena. A forma que a maioria
das pessoas mais facilmente associa a um plesiossauro é o mitológico monstro de Loch Ness.
É curioso que muitas vezes tenhamos de recorrer a uma figura mitológica de um animal que não existe e nunca existiu, como o deste lago escocês, para explicarmos o que é um plesiossauro, um animal que existiu, de facto, há milhões de anos. 

Os plesiossauróides eram piscívoros, isto é, o seu regime alimentar era essencialmente constituído por peixe. Para caçar o peixe percorriam os oceanos e perseguiam os peixes com o seu enorme pescoço flexível, capturando-os com a boca. Esta estava munida de dentes finos e
recurvados para trás, com fiadas de estrias verticais, de modo a segurar bem os fugidios peixes.

No Cretácico superior (no fim da era Mesozóica) os plesiossauros começaram a ter a companhia de outros gigantes dos oceanos mesozóicos, os mosassauros. Estes répteis eram aparentados aos lagartos monitores, dos quais o actual Dragão de Komodo é um magnífico exemplo.
Locomoviam-se de forma distinta pois usavam o ondular da sua enorme cauda achatada lateralmente para propulsar o corpo estreito, enquanto que as barbatanas eram pequenas e eram utilizadas essencialmente para mudar de direcção. 
Em Portugal há muito poucos vestígios de plesiossauros. 

Para saber mais sobre estes animais pode consultar o resumo sobre os répteis Mesozóicos marinhos (ictiossauros, plesiossauros e mosassauros) de Portugal: 
Short review on the marine reptiles of Portugal: ichthyosaurs, plesiosaurs and mosasaurs. Journal of Vertebrate Paleontology. Journal of Vertebrate Paleontology, 27(suppl. to 3): 57A. 
Também disponível em http://omateus.googlepages.com/JVP07_supplement_to_3.pdf

Homenagem a Choffat



Paul Choffat foi o verdadeiro pioneiro da Geologia de Portugal. Foi ele que esboçou os primeiros cortes geológicos, foi ele que interpretou as primeiras formações, foi ele que recolheu os primeiros fósseis e o seu legado é ainda hoje uma preciosa fonte de informação. É certo que outros antes dele também fizeram um trabalho meritório na Geologia de Portugal, mas é - sem margem para dúvidas - o seu trabalho o mais influente entre os pioneiros.

A FCT/UNL decidiu também homenagear o seu trabalho, clicar aqui.

Para saber mais sobre a sua biografia, clicar aqui.

Charles Darwin na Universidade de Coimbra


Isto não é propriamente um post sobre uma visita de Charles Darwin a Coimbra (que nunca ocorreu) nem sobre uma exposição sobre ele naquela bela cidade. É para aqueles que gostam da bela cidade de Coimbra e apreciam o espírito histórico e universitário daquelas ruas, praças e becos (como eu) e que são fãs de Charles Darwin (como eu).

Em plena praça de D. Dinis, no centro da Universidade de Coimbra, existe um painel escultórico de Darwin, em que se vê o mesmo segurando um crânio de hominídeo. No painel também se observa uma reconstituição e ossos de um cavado primitivo e repare-se que tem três dedos bem desenvolvidos e mais um atrofiado o que leva a pensar que se trata de um Euhippus
Gostei e não resisti em fazer um post com esta fotografia. A escultura está assinada por "Angélico 1960".


quinta-feira, novembro 06, 2008

Mosassauros, ictiossauros e plesiossauros

Dinossauros marinhos? Não! Na verdade estes répteis marinhos do mesozóico nem sequer são próximos dos dinossauros.

Plesiosaurus por Xavier MacPherson

Os plesiossauros (acima) são membros dos Sauropterygia viveram durante quase todo o Mesozóico. Usavam sobretudo as barbatana para locomoção.

Os mosassauros (abaixo) são aparentados com os lagartos monitores, dos quais o Varano de Komodo é o mais famoso. Viveram durante o Cretácico Superior. Oscilavam todo o corpo, com auxílio da comprida cauda para propulsão.

 Mosasaurus por Brian Choo

Mosasaur por Hans-Dieter Zeschke


Os ictiossauros (abaixo) viveram durante quase todo o Mesozóico, mas tiveram o seu máximo durante o Jurássico. Usavam a cauda em forma de barbatana para nadarem.

Platypterygius por Brian Choo

As imagens fazem parte do Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros organizado pelo Museu da Lourinhã.

Ver também este post: http://lusodinos.blogspot.com/search/label/Ictiossauros


Morreu Michael Crichton, o criador de "Parque Jurássico"

Hoje é um dia triste para todos nós, pois morreu o homem que escreveu o "Parque Jurássico". A ele devemos a criação de uma obra que influênciou muitos de nós a gostar e perseguir carreiras na área da paleontologia. Aqui fica a homenagem e um muito obrigado a este criador de fantásticas histórias!

Notícia (em inglês): http://ap.google.com/article/ALeqM5hwqg5YsJqDBamy8X_c4f2AdN1FkgD94904FG0



quarta-feira, novembro 05, 2008

Yes, we can!

Este post nada tem a haver com dinossauros, nem com paleontologia... mas não resisto:

Parabéns Obama! Parabéns povo americano! Hoje cumpriu-se o verdadeiro sonho americano.
Esperamos ver um novo fôlego na aposta na Ciência.

Foto daqui.

YES, WE CAN!

domingo, novembro 02, 2008

Fósseis da Lourinhã integram estudo sobre os ossos de defesa dos dinossauros couraçados

Dinossauros da Lourinhã integram estudo sobre os ossos de defesa dos estegossauros e anquilossauros

O estudo realizado por investigadores de instituições de quatro países, entre as quais o Museu da Lourinhã e Universidade Nova de Lisboa, analisou a microestrutura dos ossos de anquilossauros e estegossauros, que são do grupo dos dinossauros couraçados, os tireóforos. Estes animais tinham o corpo com placas e espinhos que serviam para sua protecção. Este estudo, liderado pelo japonês Shoji Hayashi da Universidade de Hokkaido, foi apresentado no congresso anual da Sociedade de Paleontologia de Vertebrados no final de Outubro e vem precisamente abordar a histologia (estudo dos tecidos) e estrutura destas placas e espinhos.

Esqueleto do dinossauro estegossauro que foi usado nas investigações.

 

Para tal, ossos do dinossauro Dacentrurus, em exposição no Museu da Lourinhã, foram analisados numa tomografia computorizada e feitos pequenos cortes nos ossos, para se estudar a estrutura interna através de lâminas delgadas dos ossos observadas a microscópio.

Os resultados indicam ainda que os anquilossauros e os estegossauros usaram diferentes estratégias evolutivas para desenvolver armas defensivas.

Os espinhos dérmicos dos anquilossauros e estegossauros são semelhantes na forma geral, mas as suas características estruturais e histológicos são diferentes por possuírem estruturas peculiares de fibras de colagénio nos anquilossauros e fortes espinhos compactos nos estegossauros, o que lhes fornecia suficiente resistência para usá-los como armas defensivas. O colagénio é uma proteína de importância fundamental na constituição dos tecidos, sendo responsável por grande parte de suas propriedades físicas.

 

Além das instituições portuguesas, contou com a participação da Universidade de Hokkaido, no Japão, Museu de História Natural de Denver, nos EUA, Laboratórios Hayashibara, no Japão, e Academia de Ciências da Mongólia.



Microestrutura dos ossos de anquilossauro. 

 

Referência:

Hayashi, S., K. Carpenter, M. Watabe, O. Mateus, and R. Barsbold. 2008. Defensive weapons of thyreophoran dinosaurs:    histological comparisons and structural differences in spikes and clubs of ankylosaurs and stegosaurs. Journal of Vertebrate Paleontology 28 (3, Supplement): 89A-09A. 

Resumo em PDF 

sexta-feira, outubro 31, 2008

Tectónica de placas... nos anos 30


De vez em quando quando procuro por artigos aparecem umas pérolas engraçadas. É interessante vermos que quando as coisas não batem certo na ciência, os factos têm que ser "forjados" a adaptar-se ao paradigma actual... Realmente o podia fazer Moodie na sua tese de doutoramento, quando a teoria tectónica de placas ainda não tinha sido postulada, quando ainda não se tinha sequer vasculhado o fundo dos oceanos e detectado a crista médio-Atlântica. Reparem que no mapa está hipotetizada uma grande mancha de terra ligando a América do Sul e África... pudera! Não havia explicação possível para a semelhança de faunas entre estes dois continentes senão...ligar os dois continentes, assumindo que os continentes não se "moviam" relativamente uns aos outros. O mesmo para a posição da Índia!

Sociedade de Paleontologia de Vertebrados


A Sociedade de Paleontologia de Vertebrados (SVP, no acrónimo inglês), da qual eu sou membro, é a maior e mais importante sociedade científica para os paleontólogos. 
Durante o congresso anual que terminou há uns dias lançaram um óptimo vídeo que divulga a evolução, a paleontologia e a própria SVP, integrando entrevistas a muitos paleontólogos. Este vídeo, em formato de documentário, foi organizado pelos ilustres amigos Louis Jacobs, Louis Taylor e Steven Cohen.

Neste vídeo há imagens da expedição paleontológica em Angola feita pelo Museu da Lourinhã e Universidade Nova de Lisboa, patrocinada pela National Geographic.

Link para vídeo, "We are SVP"http://www.vertpaleo.org/video/WeAreSVP/index.cfm


terça-feira, outubro 28, 2008

Lançamento livro "Evolução - História e Argumentos"

Terá lugar no próximo dia 5 de Novembro, às 18h, no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, o lançamento oficial do volume 1, intitulado Evolução - História e Argumentos, da Colecção Fundamentos e Desafios do Evolucionismo.

A apresentação do livro estará a cargo do Professor José Feijó.


O lançamento do livro está incluído nas iniciativas sobre Darwin que a Fundação Gulbenkian tem vindo a organizar.
Assim, a seguir ao lançamento, terá lugar a conferência da Dra. Patrícia Beldade (Univ. Leiden, IGC), "Evolução e Desenvolvimento: variações a dois tempos e muitas cores", integrada no ciclo de Conferências "No Caminho da Evolução".

Ver também este post.

domingo, outubro 26, 2008

Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros 2009

O Museu da Lourinhã vai lançar, em, 2009, mais um Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros.

Ilustração por Maurílio de Oliveira.


Aqui vai o regulamento.


Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros 2009

Regulamento 

1. Tema: Dinossauros e outros animais extintos. As ilustrações podem representar reconstituições de vida dos animais, eventualmente no seu meio ambiente, ou fósseis encontrados.

2. Identificação: As ilustrações devem ser acompanhadas de documento que identifique clara e inequivocamente o autor e onde constem o nome, idade, e-mail, telefone, morada e país. No título da obra devem constar os nomes das espécies ilustradas.

3. Participação: Todas as pessoas, de nacionalidade Portuguesa ou estrangeiras, com mais de 15 anos podem concorrer.

4. Dimensões e técnicas: A dimensão mínima é 148 x 210 mm (5.83 x 8,27 polegadas). Não há dimensão máxima. Preferem-se trabalhos emoldurados, embora a moldura seja opcional. Todas as técnicas de ilustração e materiais são aceites. Valoriza-se a entrega, junto com a obra, de CD com a digitalização da mesma.

5. Imagens digitais: As imagens digitais devem ter a definição mínima de 300 dpi, tamanho real, não comprimido. Além do CD-ROM deve ser enviada uma cópia impressa. Este material não será devolvido.

6. Critérios de selecção das obras: As obras são seleccionados pelo seu rigor científico e qualidade das técnicas utilizadas. Obras submetidas a anteriores edições do CIID não são admissíveis.

São critérios de preferência:

  • Ilustrações de espécies portuguesas
  • Animais em reconstituição de vida enquadrados no seu ambiente.

7. Calendário:

  • Entrega das obras a concurso: até 31 Maio de 2009.
  • Exposição e anúncio dos resultados: até 31 de Julho de 2009. 

8. Prémios: Os prémios são entregues em Euros.

1º prémio1000 €
2º prémio500 €
3º prémio250 €
5 menções honrosas50 € cada
Dois dos prémios são reservados a ilustrações de fósseis.

9. Envio das obras: As obras podem ser enviadas por correio, a expensas do autor, ou entregues por mão própria no Museu da Lourinhã. Não são aceites obras enviadas por e-mail.

Morada para envio:CIID 2009 - Museu da Lourinhã 
Rua João Luís de Moura, 95 
2530-158 Lourinhã 
PORTUGAL
 

Notas:

  1. O GEAL - Museu da Lourinhã não se responsabiliza por danos ou extravio do material enviado a concurso. Alertam-se os concorrentes para que devem providenciar um bom acondicionamento no caso de transporte por correio. Em edições anteriores do concurso foram recebidos muitas obras danificadas durante o transporte.
  2. De forma a evitar pesadas taxas alfandegárias aconselha-se a que as obras sejam declaradas "sem valor comercial" e como "doação" ou “empréstimo”. A organização não cobre taxas alfandegárias.

10. Devolução das obras: As obras serão devolvidas: a partir de Novembro de 2009 e poderão ser levantadas na morada de entrega ou devolvidas por correio. Não são cobertas despesas alfandegárias, seguros ou custos de devolução das obras superiores a €40,00 (Quarenta Euros).

11. Júri: O júri é composto por Miguel Telles Antunes (paleontólogo), Fernando Correia (biólogo e ilustrador científico), Nuno Farinha (biólogo e ilustrador científico), Octávio Mateus (paleontólogo e organização), José Projecto (pintor) e Simão Mateus (ilustrador). A decisão do júri é final e não admite recurso. O júri reserva-se ainda o direito de não atribuir um ou mais dos prémios se a qualidade dos trabalhos assim o justificar. O concurso só se realizará caso haja um mínimo de dez concorrentes com submissões válidas.

12. Direitos de reprodução: Ao apresentar uma obra a concurso o autor está implicitamente a aceitar o presente regulamento e a conferir ao GEAL - Museu da Lourinhã os direitos, não exclusivos, de reprodução da obra, e divulgação do concurso, incluindo, mas não exclusivamente, em livros, Internet, material promocional, edições, publicações apoio museológico e estudos científicos, comprometendo-se o GEAL a mencionar sempre o respectivo autor.  

Júri 

Fernando Correia Biólogo, ilustrador científico
José Projecto Pintor
Miguel Telles Antunes Paleontólogo
Nuno Farinha Biólogo, ilustrador científico
Octávio Mateus Paleontólogo, organização
Simão Mateus Ilustrador, organização
 

 

Organização

GEAL - Museu da Lourinhã 
Rua João Luís de Moura, 95 
2530-158 Lourinhã 
PORTUGAL 
Tel.: [+351] 261 413 995 
E-mail: geral@museulourinha.org

Nova publicação: guilhos e cimento expansivo


Como escavar dinossauros quando se têm várias toneladas de rochas por cima da camada fossilífera? É a esta pergunta que o mais recente artigo de Octávio Mateus e Ricardo Araújo pretende responder. Este artigo foi publicado no Journal of Paleontological Techniques, este é uma revista de rês nacional com peer-review e com ISSN. Queremos também apelar à colaboração de todos aqueles que tenham ideias ou técnicas que julguem relvantes o suficiente para dar a conhecer ao mundo da paleontologia.

Aqui fica o resumo do artigo que pode ser descarregado aqui:

Duas técnicas (guilhos e agentes demolidores) revelaram-se eficientes para remover grandes blocos em escavações paleontológicas difíceis. Em determinadas condições – em que factores de segurança, questões burocráticas, condições de terreno e propriedades da rocha são problemáticas – os métodos tradicionais para demolir grandes massas de rocha (e.g. retro-escavadoras ou explosivos) não podem ser aplicados. Após se perfurarem buracos equidistantes, os guilhos e os agentes demolidores expansivos não só são soluções baratas, rápidas e seguras, como também permite uma remoção precisa de blocos com, pelo menos, nove toneladas. O guilho é uma ferramenta constituída por três partes que quando incrustada linearmente e em orifícios equidistantes na rocha permite uma factura precisa.

sexta-feira, outubro 24, 2008

Cerimónia de Entrega de Diplomas e Imposição de Insígnias aos Novos Doutores, UNL

Imposição de Insígnias a Novos Doutores

Imposição de Insígnias a Novos Doutores

A Universidade Nova de Lisboa irá realizar, no dia 31 de Outubro, pelas 16:00, a Cerimónia Solene de Abertura do Ano Académico, Entrega de Diplomas e Imposição de Insígnias aos Novos Doutores, que terá lugar no Auditório da Reitoria, Campus de Campolide.

Desde a fundação da Universidade Nova de Lisboa, cerca de 1200 Doutores receberam as suas insígnias, enriquecendo assim o conhecimento científico da nossa Universidade.

Este ano serão entregues Diplomas aos Doutores que se doutoraram entre Outubro de 2004 e Julho de 2006.


O meu doutoramento teve o título "Dinossauros do Jurássico Superior de Portugal, com destaque para os saurísquios" e foi apresentado no dia 27 de Julho de 2005.

http://www.unl.pt/eventos/reitoria/imposicao-de-insignias-a-novos-doutores/

quinta-feira, outubro 23, 2008

V Seminário do Património do Oeste

O Mosteiro de Alcobaça  recebe o V Seminário do Património do Oeste, uma organização conjunta dos Municípios de Alcobaça, Arruda dos Vinhos, Caldas da Rainha e da Associação Leader Oeste.


A diversidade e riqueza do Património da Região Oeste enquanto factor de desenvolvimento da região é o tema em destaque deste Seminário. Serão desenvolvidos cinco painéis temáticos: "Património - Factor de Desenvolvimento";"Os Centros Históricos e o Património Arquitectónico","Estratégias de Valorização do Património: Conceitos e Tipologias - apresentação de casos"; "O Património aliado do Turismo Cultural" e "O Património Natural na Região da Diversidade".
 
A urgência de promover o debate de ideias sobre a identidade patrimonial do Oeste constitui um desafio numa região que tem sido palco de constantes transformações. Neste contexto, o primeiro debate aconteceu em 1995 no Município do Bombarral (contou com a organização do Centro Europeu de Informação e Desenvolvimento da Região Oeste (CEIDRO)). Passados dois anos, Janeiro de 1997, foi a vez do Município de Sobral de Monte Agraço acolher, em parceria com a CEIDRO e outras entidades da região, a iniciativa.
Em 2004, o Seminário do Património do Oeste teve lugar no Cadaval, e em 2006 o local escolhido foi o Município de Arruda dos Vinhos, com uma organização conjunta do Município do Cadaval, da Leader Oeste e do Fórum do Património do Oeste.

Seja bem-vindo à 5.ª edição do Seminário do Património do Oeste.

Marcamos presença com a comunicação: "Museu da Lourinhã, os dinossauros e o novo Museu do Jurássico" proferida por mim e Dr. Hernâni Mergulhão, Presidente da Direcção do Museu da Lourinhã, pelas 11:00 de Sábado, dia 25 de Outubro de 2008.


 
Site do encontro: http://www.patrimoniodooeste.net/2008/

quarta-feira, outubro 22, 2008

Fósseis de Angola na National Geographic

Quem ver a National Geographic Portugal deste mês (Outubro 2008) poderá ler um artigo "Predadores do Oceano Primitivo" sobre as nossas investigações de paleontologia em Angola, integradas no Projecto PaleoAngola que conta com financiamento da National Geographic Society e Petroleum Research Fund.


  

  

  

  

  

 

Estas fotos são de vários autores, incluíndo Carlos Natário, Octávio Mateus, Anne Schulp, Hillsman Jackson, Louis Jacobs e Kurt Fergunson.

segunda-feira, outubro 20, 2008

Conferência Internacional


Decorreu nos passados dias 13 e 14 de Outubro a "Conferência Internacional - As Geociências no Desenvolvimento das Comunidades Lusófonas" no qual participámos presencialmente. Esta conferência realizou-se na Universidade de Coimbra.

domingo, outubro 19, 2008

Um pouco da história da publicação Sauvage (1897-1898)


Paul Choffat, geólogo de profissão, suiço de origem e recrutado então pela Direcção de Trabalhos Geológicos de Portugal tinha por missão cartografar o Mesozóico português. No decorrer do seu trabalho de campo, Choffat encontrou ínumeros vestígios de vertebrados, desde peixes a ictiossauros, desde o Cabo Espichel a São Pedro do Sul. Aconteceu que, Choffat não estava minimamente preocupado esses achados, pois as suas atenções incidiam principalmente na cartografia e... o intresse bioestratigráfico dos vertebrados era então considerado limitado, pelo que datações relativas dificilmente se poderiam obter com base nesses vestígios. Foi assim que Choffat decidiu entregar os espécimes recolhidos ao preeminente paleontólogo francês da altura: Henri-Emile Sauvage. Este assim descreveu nas edições da Direcção dos Trabalhos Geológicos o material recolhido até então, e, esta publicação é ainda hoje - sem dúvida - um marco histórico na paleontologia de vertebrados de Portugal.
Para uma melhor contextualização da época dois pontos de vista têm de ser tidos em linha de conta, por um lado o furor ao virar do século XX que existia na Europa sobre a paleontologia no geral, e, por outro, a libertação de fundos pela maioria dos governos europeus para a investigação/cartografia dos recursos geológicos nacionais. O primeiro ponto tem que ver com o desabrochar da paleontologia enquanto ciência e, por motivos que ainda hoje estão para descobrir, o fascínio pelos fósseis que desde sempre moveram as pessoas. O segundo ponto é igualmente crucial, pois aliado ao facto de se perceber melhor o potencial dos recursos geológicos do país, vinham os fósseis; que, sem a mobilização dos recursos monetários suficientes nunca permitiriam que a publicação de Sauvage e de tantas outras na Europa fosse possível.


Este post foi inspirado numa conversa e conhecimentos de Carlos Natário, de modo que partilho a autoria com ele.

segunda-feira, outubro 13, 2008

X Congresso Luso-Espanhol de Herpetologia


A nossa equipa (Octávio Mateus, Carlos Natário, Ricardo Araújo e Rui Castanhinha) vai participar no próximo congresso Luso-Espanhol de Herpetologia. Temos novidades interessantes para a paleontologia de vertebrados de Portugal, por isso é só dar um pulinho até Coimbra nos próximos dias 15 a 18 de Outubro (a nossa comunicação oral será no sábado). Aqui vai o link para mais informações.

sábado, outubro 11, 2008

Imagens (sábado)

E termino com um crânio de crocodilo com os ossos todos separados. Uma pequena maravilha para qualquer anatomista!



















(clicar na foto para aumentar)




Publicado simultaneamente no Conjurado

sexta-feira, outubro 10, 2008

C. Darwin

Façam-me um favor e apareçam. Já fazia falta uma iniciativa assim...






A Fundação Calouste Gulbenkian vai assinalar os 200 anos do nascimento de Charles Darwin e, simultaneamente, a passagem de 150 anos sobre a publicação da obra “A Origem das Espécies” com uma exposição intitulada A Evolução de Darwin, a realizar entre 12 de Fevereiro e 24 de Maio de 2009.

Um ciclo de conferências - No Caminho da Evolução – vai anteceder esta mostra, estando a primeira sessão marcada já para o próximo dia 15 de Outubro, 4ª feira, às 18h, no Auditório 2 da Fundação. Na ocasião será lançado o livro “A Origem das Espécies de Darwin” de Janet Browne, professora de História da Ciência na Universidade de Harvard e biógrafa de referência de Charles Darwin.

Carlos Marques da Silva abrirá este ciclo de conferências com uma comunicação intitulada Entre o Céu e a Terra. Professor no Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e investigador no Centro de Geologia da mesma Universidade, Marques da Silva vai focar a importância da formação geológica de Darwin que lhe permitiu desenvolver um trabalho importante no domínio das Ciências da Terra.

A Teoria da Evolução por Selecção Natural pressupõe a existência de um tempo geológico muito extenso que permitiu as mudanças evolutivas que geraram a biodiversidade que actualmente conhecemos. Juntamente com a questão da “origem simiesca” da Humanidade, este tema suscitou reacções arrebatadas por parte da conservadora sociedade vitoriana inglesa da segunda metade do séc. XIX, alimentando variadas e calorosas polémicas.



Publicado simultaneamente no Conjurado

Retirado da Gulbenkian