sexta-feira, setembro 12, 2008

Dinossauros nos balcãs

As sempre-curtas férias de verão deste ano foram passadas nos Balcãs, onde percorri a Croácia, Eslovénia, um bocadinho da Itália, Bósnia e Herzegovina e Montenegro. Toda a região é belíssima e vale a pena ser visitada. Como não poderia deixar de ser aproveitei para visitar os locais paleontológicos e museus com paleontologia que estavam a caminho, pelo que este post é dedicado à paleontologia dos Balcãs.


Pegadas no Parque de Campismo de Solaris, em Istria, Croácia.

No que concerne dinossauros a região [mapa], não é especialmente produtiva mas há óptimas excepções, nomeadamente a costa ocidental da península de Istria, na Croácia, sobretudo rica em pegadas.

 

Pegadas

Uma pequena área mas com trilhos bem visíveis encontra-se nos terrenos doParque de Campismo Naturista de Solaris (UTM 33 389 200 E; 5 015 800 N; 25 mASL), perto de Porec. Tem, pelo menos, dois trilhos de saurópodes e umas quantas pegadas de terópodes. A parte divertida desta jazida é que está numparque de campismo de naturismo/nudismo; portanto, ao visitar as pegadas deparamo-nos com simpáticos transeuntes totalmente desnudos.

 

O pequeno, quase minúsculo, ilhéu de Fenoliga é um dos que tem pegadas de dinossauros carnívoros e saurópodes. Vários trilhos cruzam-se. A poucos quilómetros, em Grakalovac, podemos ver umas quantas pegadas tridáctilas de dinossauros bípedes, possivelmente de terópodes. Há ainda pegadas no Cabo de Pogledalo, Ploce, Kamnik, Costa de Karigator, perto de do campismo de Ladin Gaj entre Novgrad e Umag, e na Lovrecica, a norte de Karigator

Pegada em Grakalovac, Istria, Croácia.





Vistas a Museus

O Museu de História Natural de Zagreb (Croácia) está em remodelação, mas ainda assim o visitante pode ver alguns vertebrados fósseis, nomeadamente o holótipo da tartaruga Tryonyx stadleri var.croatica, sirénios, cetáceous (entro os quais uma espécie dePhyseter) e alguns modelos de seláceos em particular o famoso tubarão gigante Carcharocles megalodon, que infelizmente estava mal construído porque tinha todos os dentes ao contrário, ou seja com a face lingual virada para fora.

O Museu de História Natural da Eslovénia, em Liubliana, é mais rico do e composto do que o croata. Nele podemos ver esqueletos de urso-das-cavernasUrsus spelaeus, leão-das-cavernas Felis spelaea, carapaça de tartaruga Testudosp., e um fabuloso esqueleto plistocénico de mamute Mammuthus primigenius de Nevlje, perto de Kamink. A exposição de osteologia e do anfíbio trogloditaProteus também valem a pena serem vistas. Os únicos vestígios de dinossauros em exposição eram dois fragmentos de ossos etiquetados como de dinossauro, possivelmente anquilossauro do Cretácico Superior de Stranice e uma pegada tridáctila de dinossauro do Cretácico de Fenoliga (Croácia).

 

Sugestão de bibliografia:

Dalla Vecchia, F.M., Tarlao A. & Tunis G. (1993) Theropod (Reptilia, Dinosauria) footprints in the Albian (Lower Cretaceous) of the Quieto/Mirna river mouth (NW Istria, Croatia) and dinosaur population of the Istrian region during the Cretaceous. Mem. Sci. Geol. Padova, 45:139-148, Padua.

Dalla Vecchia, F.M. (1994) , I dinosauri dell' Istria. In: Ligabue G. (Ed.), Il tempo dei Dinosauri, Quaderni de "Le Scienze", 76:82-86, Milan.

Dalla Vecchia, F. M., Tunis, G., Venturini, S., and Tarlao, A. (2001) Dinosaur track sites in the Upper Cenomanian (Late Cretaceous) of Istria Peninsula (Croatia): Bollettino della Societa Paleontologica Italiana, v. 40, n. 1, p. 25-53.

Dalla Vecchia, F. M. (2001) A vertebra of a large sauropod dinosaur from the Lower Cretaceous of Istria (Croatia): Natura Nascosta, n. 22, p. 14-33.

Dalla Vecchia, F. M. (2001) An odd dinosaur bone from the Lower Cretaceous of Istria (Croatia): Natura Nascosta, n. 22, p. 34-35.

Mezga et al (2006), The first record of dinosaurs in the Dalmatian part (Croatia) of the Adriatic-Dinaric carbonate. Cretaceous Research, 2006

Mamute no Museu de História Natural da Eslovénia, em Liubliana.


 

sexta-feira, setembro 05, 2008

Crivagens no Museu da Lourinhã


Crivar é garimpar mas, neste caso, à procura de fósseis. Não seria exagero considerar a Lourinhã e localidades contíguas como o El Dourado dos fósseis, não só de
dinossauros mas também de tudo o resto que se mexia no
Jurássico superior.
Para se ter uma percepção mais realista do elenco faunístico da época há que não só procurar o que é grande, mas também o que é pequeno. Assim, este ano e pela primeira vez na história do GEAL - Museu da Lourinhã, procedeu-se a uma campanha de crivagens com os objectivos de aumentar o espólio do museu em micro-vertebrados e efectuar posteriormente o seu estudo.
As crivagens de sedimento colhido no Zimbral revelaram dentes de crocodilos, peixes, e dinossauros bem como mandíbulas de crocodilos, anfíbios e lagartos. Para mim é incrivelmente arrebatador o simples facto de saber que estou diante de um pequeno sapo de há 150 milhões de anos … de conseguir ver uma pequena mandíbula com pouco mais de meio milímetro e de saber que aquele sapo também coaxou como o fazem actualmente os do Rio Grande! É este, também, um pouco, o encanto da paleontologia: o reportar para o passado, de forma bizarra e com intervenientes bizarros - numa espécie de sonho – o que se passa actualmente… como o coaxar dos sapos.
Já noutras ocasiões se haviam feito crivagens mas não com este propósito. Durante as escavações do ninho de ovos de Paimogo (de 1994 a 1996) montou-se um laboratório de campo fazendo uso do charco que por lá existe e da boa vontade de vários voluntários, entre os quais Isabel Mateus e José Filipe. Na altura procuravam-se embriões que foram entretanto considerados de dinossauros carnívoros bípedes – os terópodes. Hoje, passada já mais de uma década sobre a escavação de Paimogo, procura-se com o mesmo entusiasmo descobrir como era o nosso mundo há uns quantos milhões de anos atrás.

Publicado também no Boletim nº 7 do Museu da Lourinhã.

quinta-feira, agosto 28, 2008

Pegadas na Praia dos Olhos de Água

Deixo uma sugestão de Verão: a jazida de pegadas, na praia de Olhos de Água,
a sul da Praia do Cortiço, no concelho de Óbidos é sempre uma boa visita,
aproveitando os últimos dias de Agosto, numa das mais bonitas praias da
região. Veja a localização no Google Maps aqui.




Foi descoberta inicialmente pelo Sr. António Miranda e publicada em 2003 por
mim e Prof. Miguel Telles Antunes. A referência é:

Mateus, O. & Antunes, M.T. (2003). A new dinosaur tracksite in the Lower
Cretaceous of Portugal. Ciências da Terra (UNL), 15: 253-262. (em PDF)

O resumo da publicação de 2003:

É descrita uma nova jazida de pistas de dinossauros no Cretácico inferior (Aptiano-Albiano) na praia de Olhos de Água, a primeira ocorrência de fósseis de vertebrados na Unidade estratigráfica em causa. Foram observadas 128 pegadas e 17 pistas numa superfície de ca. de 80 m2, permitindo reconhecer três morfotipos de pegadas tridáctilas: - Tipo 1 ("Iguanodontipus") – pistas D, F, K, J e P; - Tipo 2 (Terópode de grande porte), pegadas típicas de terópode, semelhantes a Grallator, i.e. pistas A, B, H e O; Tipo 3 (Terópode de porte médio), representadas só na pista M.
Além destas há algumas pistas mal conservadas, não identificadas. A pista B, de terópode, é sinuosa e foi produzida por um animal que coxeava. Outro caso interessante é o da pista M, dirigida de início para Este mas que muda drasticamente de direcção, para Oeste, ao mesmo tempo que o movimento se acelerou; o dinossauro decidiu virar-se e correr em sentido oposto.
Esta jazida evidencia pistas segundo três direcções principais: para Sul, para Este e para Oeste. Com a excepção da pista O, os grandes terópodes dirigiam-se para Sul (pistas A, B, G e H).
Perpendicularmente a estas, há pistas de ornitópodes, pequenos terópodes e dinossauros não identificados dirigidas para Este (5) e para Oeste (7). A repartição segregada em grupos de pistas e de direcções (com pistas de grandes terópodes dirigidas para Sul e de outros dinossauros para Oeste ou para Este pode significar que grandes terópodes vigiavam áreas de acesso a um recurso importante, muito provavelmente água, frequentemente procurada por ornitópodes e terópodes de menor porte. Não há indícios de comportamento social ou de gregarismo; a sobreposição de
pegadas mostra que os grandes terópodes que se dirigiam para Sul passaram em várias ocasiões. Foi possível caracterizar três sequências de pistas por ordem cronológica.

segunda-feira, agosto 11, 2008

Gruta do Frade

Fantástica! Maravilhosa!.. não há palavras para descrever a Gruta do Frade, em Sesimbra. Este fim de semana fomos visitar a Gruta do Frade, que é seguramente a mais bela de Portugal e uma das melhores da Europa. O grupo era constituído por mim, o Ricardo Araújo e o pessoal do NECA, Núcleo de Espeleologia da Costa Azul: o Francisco Rasteiro, o Carzé, o Chico e a cadela Maggie.

Está tanto por compreender relativamente às estruturas e formações desta gruta que estamos a precisar de geólogos, sobretudo a estudarem mineralogia, que nos ajudem a explicar alguns dos fenómenos observados (os tipos de estalagites, as excêntricas, os "cotonetes", etc).

A postura do NECA em prol da preservação daquela gruta é absolutamente impecável. O acesso é muito restrito e a limpeza é crucial, por exemplo, todos nós tinhamos esponjas para ir limpando os pés para não sujar a calcite de gruta. As regras de etiqueta espeleológica são estritamente mantidas o que permite conservar aquela gruta.

Aqui vai uma pequena selecção fotográfica:

O acampamento à estrada da gruta.

A entrada da Gruta do Frade.

A "Torre de Pisa" e a chuva de estalagtites tubulares.

Um dos lagos.

Magnífico!

Sala das bolas.

Bandeiras

Os "cotonetes"

Mas como é que isto se forma???

O descobridor da Gruta do Frade e o principal animador do NECA, Francisco Rasteiro.

quarta-feira, agosto 06, 2008

O Google Earth dos mapas geológicos!

Já pensou em ter um Google Earth com camadas enquadrando mapas geológicos de Portugal?



Finalmente temos possibilidade de ter o mapa geológico mundial à distância de uns cliques e de o exportar para o Google Earth.

Essa possibilidade está disponível no Portal One Geology (http://portal.onegeology.org/) no qual pode visualizar muitos mapas geológicos, inclusive o mundial e europeu, e descarregar para diversos formatos digitais, inclusive o do Google Earth. O mapa geológico de Portugal só pode ser visto no enquadramento europeu (aqui vai um link do ficheiro) ou mundial e ainda temos de esperar para termos o nosso país em geologia digital gratuita neste formato com maior detalhe. E quando é que o LNEG disponibilizará gratuitamente os mapas geológicos de Portugal em formato digital e vectorial, tal como fazem nuestros hermanos espanhóis?

domingo, agosto 03, 2008

Evolução e Criacionismo - uma relação impossível»

Acabei por nunca fazer um post sobre um livro em que participei.
Aproveito parte do texto do site da Ciência Hoje e aqui vai:


Livro «Evolução e Criacionismo - uma relação impossível»

Editor: Quasi Edições
Colecção: dragões do éden
ISBN: 9789895523078
Ano de Edição/ Reimpressão: 2007
N.º de Páginas: 448
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 16 x 23,5 x 3,5 cm


Os autores do livro - Augusta Gaspar, Teresa Avelar, Octávio Mateus e Frederico Almada - explicam a sua razão de ser no seguinte texto: «Porquê, no início do século XXI, um livro em Portugal sobre a aceitação da evolução? Não é a Evolução já suficientemente conhecida, uma realidade que dá unidade às ciências biológicas? Sim, claro que sim! Há ainda realmente na nossa sociedade quem acredite que os organismos vivos foram criados em 6 dias como relata o livro do Génesis? A resposta é sim. Mas isso não seria um problema para a ciência e para a sociedade se os actuais movimentos de Criacionismo Científico, não estivessem empenhados em redefinir e subjugar a ciência a uma percepção da realidade baseada nas Escrituras, tendo tomado como principal alvo a derrubar - a evolução das espécies! Tentando fazer passar religião por ciência, usam como máscara teorias alegadamente científicas que oferecem como alternativas à teoria da evolução.


Comprometem a ciência, pois esta explica a realidade por processos naturais. Alguns dos seus patrocinadores nos EUA, já assumiram publicamente ser o seu fim último, promover uma sociedade, onde leis, ensino e ciência (!) se baseiam na Bíblia. Ou seja, reverter as conquistas da secularização. Socorrem-se de toda a espécie de recursos e meios de divulgação. Têm criado muitos problemas no ensino da Biologia nos EUA, invadiram a Europa há alguns anos e começam agora a movimentar-se em Portugal.


Neste livro relata-se a a história do Criacionismo Científico até à conclusão da escrita do livro em Junho de 2007. Descrevem-se os vários movimentos criacionistas e apresentam-se alguns dos seus principais proponentes, ideias e estratégias de divulgação. Por outro lado, apresenta-se uma síntese da evolução darwiniana, como é entendida actualmente, incluindo as modificações e debates mais recentes em biologia evolutiva.


Esclarecem-se as principais objecções levantadas publicamente pelos movimentos criacionistas contra a Teoria da evolução, repondo a realidade com factos e exemplos que ao mesmo tempo tornam a compreensão da evolução acessível a todos. Analisam-se deturpações comuns da evolução darwiniana usadas para justificar práticas moralmente condenáveis como a discriminação baseada na raça, no género ou na espécie. E, dado que para muitos, a resistência em aceitar a evolução, resulta sobretudo de um receio de perda das referências morais (que só poderiam ser ditadas pela religião), mostra-se como as ciências do comportamento e a Antropologia acumulam evidência de que os humanos têm disposições naturais para a moral, desenvolvidas durante a sua evolução biológica. E é em consequência disto que não é preciso ter medo da evolução».



Ver http://www.webboom.pt/ficha.asp?ID=165436

Pode obter um dos capítulos (GASPAR, A., AVELAR, T. & MATEUS, O. 2007. Criacionismo e Sociedade no Séc. XX. In pp.133-160, Evolução e Criacionismo: Uma Relação Impossível. Quasi ed.) em PDF, aqui.

quinta-feira, julho 31, 2008

Como identificar um dente de crocodilo?


Os dentes de crocodilo são, em geral, todos muito semelhantes independentemente da parte da boca onde estão implantados, ao contrário dos mamíferos que têm dentição diferenciada. A forma geral de um dente de crocodilo é cónica e recurvada, de secção circular.

Já existiram crocodilos na Lourinhã (há 150 milhões de anos atrás) e alguns deles possuíam estas características gerais, contudo alguns tipos peculiares de crocodilos como o Goniopholis e o Machimosaurus possuíam outros caracteres distintivos. O Goniopholis tinha aproximadamente 50 estrias longitudinais em cada dente e não excediam em geral mais de 0,5cm. Já o Machimosaurus era um crocodilo de maior porte cujos dentes atingiam cerca de 2 a 3cm, para além disso possuíam uma ornamentação mais detalhada que o Goniopholis pois, não só as estrias longitudinais eram muito mais densas, mas também mais finas e menos proeminentes; também o recurvamento dos seus dentes é menos acentuado.

Se nos pusessem à frente um dente de dinossauro (o Allosaurus por exemplo), seria facilmente diferenciável. Um dente de Allosaurus tem uma secção aproximadamente acicular e, visto lingualmente ou labialmente (designação anatómica para quando se vêem dentes lateralmente; do lado da língua ou do lado do lábio respectivamente). Para além disso os dentes de téropodes são quase todos zyphodontes, ou seja, têm uma serilha ao longo do ‘gume’ do dente (esta serilha é composta por dentículos, em que a sua densidade é diagnóstica, muitas vezes de espécie para espécie). Existe, apesar de tudo, um grupo de crocodilos que têm serilha – os Zyphosuchia – que apresentam a mesma condição, contudo, estes não existiram durante o Jurássico superior da Lourinhã.

O Machimosaurus pertencia a um grupo chamado Thalattosuchia (etimologicamente: crocodilos marinhos), e de facto possuía uma série de adaptações adequadas à vida aquática. Alguns crocodilos deste grupo tinham glândulas para secreção do sal e autopódios (termo anatómico para designar mãos ou pés) elongados funcionando como barbatanas. Já o Goniopholis – tendo em conta os sedimentos onde tem vindo a ser encontrado – parecia tolerar quer ambientes mais marinhos quer continentais.

Em Portugal para além destes dois géneros já foram descritos outros tipos de dentes de crocodilos do Jurássico superior como o Theriosuchus, Bernissartia ou o Lisboasaurus.


Doutoramentos em Geologia e Eng. Geológica (FCT-UNL, modelo de Bolonha)

Replico informação da Universidade Nova de Lisboa (DCT-FCT) originalmente transmitida por Paulo Legoinha para a Geopor:

Estão abertas vagas para Doutoramentos em Geologia ou em Engenharia
Geológica, segundo o modelo de Bolonha, no Departamento de Ciências da
Terra, da FCT-UNL. Os Doutoramentos estão registados na Direcção Geral do
Ensino Superior e os respectivos objectivos, planos de estudo e
regulamentos podem ser consultados nas seguintes páginas:


- Doutoramento em Geologia (10 vagas):

http://www.dct.fct.unl.pt/index.asp?menu=ensino&item=doutoramentos&ensino=8


- Doutoramento em Engenharia Geológica (10 vagas):

http://www.dct.fct.unl.pt/index.asp?menu=ensino&item=doutoramentos&ensino=9


Para esclarecimentos adicionais contactar o Presidente do Departamento,
Professor João Pais ( jjp @ fct.unl.pt ).


Agradece-se divulgação a eventuais interessados, nomeadamente:

i) Licenciados na área das Ciências da Terra (Geociências) ou das Ciências
de Engenharia afins, detentores de um currículo escolar ou científico
especialmente relevante, que seja reconhecido pelo Conselho Científico da
FCT-UNL como atestando capacidade para a realização deste ciclo de
estudos;

ii) Detentores de um currículo escolar, científico ou profissional na área
das Ciências da Terra (Geociências) ou das Ciências de Engenharia afins
que seja reconhecido pelo Conselho Científico da FCT-UNL sob proposta da
Comissão Científica do DCT, como atestando capacidade para a realização
deste ciclo de estudo.

iii) Detentores do grau de mestre (2º Ciclo) na área científica das
Ciências da Terra (Geociências) ou das Ciências de Engenharia afins.

Apresentação do maior dinossauro carnívoro do Jurássico em Portugal


O Museu da Lourinhã, convida todos os associados e população em geral a comparecer à apresentação do maior dinossauro carnívoro do Jurássico em Portugal que decorrerá na sequência do acto público abaixo, no próximo sábado, dia 2 de Agosto, pelas 15h,no Auditório Municipal da Lourinhã.

Com a participação de:
Prof. Doutor Miguel Telles Antunes da Academia das Ciências de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa e Museu da Lourinhã, o Doutor Octávio Mateus do Museu da Lourinhã e Universidade Nova de Lisboa.

Dentre os dinossauros, Torvosaurus – "lagarto selvagem", 150 milhões de anos, aproximadamente – é o maior carnívoro do Jurássico. Com efeito, os maiores carnívoros são mais recentes. São exemplos o Spinosaurus – "lagarto com espinhos" que data de há cerca de 95 milhões de anos – e o famoso Tyrannosaurus – "lagarto tirano" de há cerca de 66 Ma; ambos datam do Período Cretácico.


Torvosaurus, descoberto em 1972 no Colorado, Estados Unidos, e descrito por Peter Galton e James Jensen, em 1979, era o maior dinossauro carnívoro do Jurássico até então conhecido.

Em Portugal, o primeiro Torvosaurus foi identificado a partir de um osso da perna pelos paleontólogos do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa, Octávio Mateus e M. Telles Antunes. Estes anunciaram em 2006 a descoberta de parte de um crânio, incluindo o maxilar, que serviu de base para reconstituir o crânio – reconstituição que passa, agora, a integrar a exposição do Museu da Lourinhã.

O espécime foi encontrado em 27 de Julho de 2003 por um rapaz holandês, então com 10 anos, Jacob Walen, quando passeava com o pai, experiente colector de fósseis. Este, entregou o exemplar ao Museu da Lourinhã.

O espécime português tem dimensões que excedem ligeiramente as do norte-americano; é, por isso, o maior predador terrestre do Período Jurássico actualmente conhecido.

O crânio, com um metro e quarenta de comprimento, está munido de dentes cortantes, achatados lateralmente em forma de lâmina, com 13 cm. Estará exposto ao público a partir de sábado, 2 de Agosto.


In Museu da Lourinhã www.museulourinha.org


quinta-feira, julho 24, 2008

Dromaeosaurus

Como tenho estado em trabalho de campo, o post de hoje é apenas uma foto de um crânio de Dromaeosaurus, disparada no Museu do Jurássico das Astúrias.



Foto por Ricardo Araújo.


Boas férias para todos!

quinta-feira, julho 17, 2008

Livro sobre Pegadas de Dinossauros


Novo livro: 'Pegadas de Dinossáurios em Portugal', da paleontóloga Vanda Santos.

Felicitações à autora!