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sexta-feira, maio 15, 2020

Jurassic ornithopods track back: insights from the ichnological record of the Lusitanian Basin

In the precedent post we presented evidence that suggested that ornithopod dinosaurs in Portugal during the Late Jurassic were more diverse than we previosly thought.  We also some found some intriguing evidence that some specimens were resembling Early Cretaceous species more than their coeval Jurassic relatives.

 Another line of evidence supporting this interpretation comes from the rich ichnological record  of the Lusitanian Basin. Alongside with body fossils, tracks are a pretty common findings in the Upper Jurassic exposures of the Lusitanian Basin. 
Tracks do not just give an idea about which kind of animals roamed Portugal 150 millions of year ago, but also give information about their behaviour and iteractions. 

Castenera and colleagues (2020) examined several  footprints housed in the collections of Sociedade de Historia Natural (SHN), proceeding from the upper Kimmeridgian and lower Tithonian outcrops around the areas of  Torres Vedras and Lourinhã municipalities. They found out a rich assemblage of footprints, representing small sized ornithopod/neornithischians and larger iguanodontians. Among the others, they recovered a morphotype (Iguanodontipodidae) which was previously unknown in the Jurassic but it becomes suddenly common in the Cretaceous. Iguanodontipodidae is a morphotype relatable with large sized iguanodontians which were roaming Europe in the Early Cretaceous. Although it is not possible to link these new findings directly to the body fossil evidence collected so far, this is another piece of the puzzle which help to clarify the radiation of Iguanodontia.



Tracks of Iguanodontipodidae, from Castanera et al., 2020


References 



terça-feira, dezembro 31, 2019

Pegada de dinossauro na imagen institucional da Lourinhã


O Município da Lourinhã escolheu, entre outros símbolos, pegadas tridáctilas de dinossauro para representar o concelho na sua nova imagem institucional anunciada ontem (30 de dezembro de 2019).



Replicamos aqui a notícia da Lusa disponível no sítio da RTP, mas veja também o sítio do próprio município.


Município da Lourinhã renova imagem institucional para atrair turistas
por Lusa, 30 Dezembro 2019
   
A Câmara da Lourinhã, no distrito de Lisboa, apresenta hoje a sua nova imagem institucional, cerca de 20 anos após a última alteração, para ajudar a captar turistas para o concelho.

"Tornou-se premente a atualização da imagem institucional de forma adequar a estratégia municipal de turismo à forma como comunicamos institucionalmente", justificou o presidente da câmara, João Duarte Carvalho, à agência Lusa.

Para o autarca, a renovação da imagem institucional "permite afirmar o território da Lourinhã como uma marca, com posicionamento estratégico nos mais variados campos e voltada essencialmente para a captação de turismo e investimento".

A nova imagem gráfica institucional inscreve pegadas de dinossauros para assinalar a presença de achados paleontológicos no concelho, o sol e mar, o canhão em alusão à Batalha do Vimeiro de 1808, durante as invasões francesas, e um coração, alusivo ao mito de Pedro e Inês de Castro, associado à localidade do Moledo, enquanto definidores da identidade concelhia.

Os dinossauros vão continuar a ter uma forte presente no logótipo, mas "o objetivo será dar a conhecer aos visitantes e turistas as outras histórias e estórias da Lourinhã", sublinhou João Duarte Carvalho.

Os elementos constantes no logótipo do município vão ao encontro dos cinco eixos estratégicos de desenvolvimento do concelho, previstos na Estratégia para o turismo da Lourinhã 2019-2027, que foi também apresentada.

Além da atração de turistas, é objetivo da estratégia gerar uma consequente resposta por parte dos investidores e operadores do concelho na criação de projetos que contribuam para esse desenvolvimento.

Os eixos de desenvolvimento passam por potenciar o turismo paleontológico, o turismo militar, o mar e a gastronomia a ele associada, os produtos da terra e o mito Pedro e Inês de Castro, de acordo com a estratégia, a que a Lusa teve acesso.

Para a implementação estratégica, é definido um programa de ações, como melhoria dos postos de turismo, formação dos agentes turísticos e de guias, instalação de uma sinalética homogénea nas rotas e espaços de interesse turístico, incentivo à criação de artesanato temático, criação de áudio guias e de rotas alusivos à aguardente, à produção de abóbora, ao mito de Pedro e Inês de Castro e pelas azenhas existentes no concelho.

São propostos encontros, festivais e outras atividades culturais temáticas que ajudem a diversificar a oferta de animação, a organização de provas desportivas, encontros literários, o reforço das marcas "Batalha do Vimeiro 1808 e "Lourinhã, capital da Abóbora", e a criação de um Centro Interpretativo da Aguardente da Lourinhã.

O município pretende tirar partido da proximidade a Lisboa e ao aeroporto da capital para atrair turistas.

A estratégica para a próxima década traça como objetivos aumentar em 4,2% a média de dormidas, em 7% as receitas geradas no concelho, duplicar o nível de habilitações dos agentes turísticos e conseguir ter turistas todo o ano, reduzindo em 4% a sazonalidade.

O município pretende ainda que 90% das empresas turísticas adotem medidas de utilização eficiente de energia e da água e desenvolvam ações de gestão eficiente dos resíduos.

No concelho existem oito unidades de alojamento, das quais apenas duas são hotéis, com uma capacidade total inferior a 400 hóspedes.
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terça-feira, dezembro 10, 2019

Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros celebra 40 anos

O Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC) celebra 40 anos e reúne paleontólogos e biólogos. É uma área muito rica em fósseis com destaque às pegadas de dinossauros e mamíferos pleistocénicos. Dia 13 de dezembro de 2019, sexta-feira, daremos uma palestra com a síntese dos vertebrados fósseis no PNSAC, com destaque a novos achados e jazidas.

Informação do programa no sítio da Município de Alcanena:
Terá lugar, no próximo dia 13 de dezembro de 2019, sexta-feira, no Centro de Exposições de Mira de Aire (antiga Igreja Matriz) o encerramento das Comemorações do 40º Aniversário do PNSAC – Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, cujo programa é subordinado ao tema “175 Milhões de Anos Depois”.
 

Exemplos dos vertebrados fósseis do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros

O programa terá início às 9:00h, com a receção aos participantes, seguindo-se, às 9:30h, a Sessão de Abertura.

Às 9:45h terá início a Sessão de Palestras “175 milhões de anos depois”, com moderação de Maria de Jesus Fernandes, Diretora Regional da Conservação da Natureza e da Biodiversidade – Lisboa e Vale do Tejo, e contará com as intervenções dos seguintes palestrantes:
- Octávio Mateus (Departamento de Ciências da Terra, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa);
- Carlos Neto de Carvalho (Geopark Naturtejo Meseta Meridional – UNESCO Global Geopark);
- Bruno Pereira (GeoBioTec, Departamento de Ciências da Terra, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa);
- Ana Rainho (Centre for Ecology, Evolution and Environmental Change – Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa);
- Miguel Porto (CIBIO – InBIO, Universidade de Évora);
- Ana Sofia Reboleira (University of Copenhagen Natural History Museum of Denmak Zoological Museum).





Após o almoço, os trabalhos reiniciam às 14:30h, com a Mesa Redonda sobre a Gestão de Áreas Protegidas “Os 40 Anos do PNSAC”, com moderação de João Nazário, Diretor do Jornal de Leiria, e que contará com a participação de Fernanda Asseiceira, Presidente da Câmara Municipal de Alcanena, Jorge Vala, Presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, Ricardo Gonçalves, Presidente da Câmara Municipal de Santarém, Maria João Botelho, antiga Diretora do PNSAC, e Sofia CastelBranco da Silveira, antiga Diretora do DGAC-LLO).

Às 16:30h, terá lugar a sessão de encerramento.

Segue-se, às 17:30h, a Apresentação do Livro Comemorativo do 40º Aniversário, que reúne depoimentos de alguns dos intervenientes neste percurso, com Porto de Honra e momento musical.

Às 18:30h, será apresentada a peça de teatro “O Parque”, do Grupo Olaré, Teatro de Serro Ventoso (reportando-se ao ano de 1986 e à instalação da equipa do Parque Natural).

Leopard.png
Crânio de leopardo. Exemplo de vertebrado fóssil do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (Cardoso, J. L., & Regala, F. T. (2006). O Leopardo, Panthera pardus (L., 1758), do Algar da Manga Larga (Planalto de Santo António, Porto de Mós). Comunicações Geológicas, 93, 119–144.)

sábado, julho 27, 2019

Pegadas de dinossauros carnívoros gigantes e dispersão entre África e Europa

As pegadas de dinossauros carnívoros mostra que existiam dois gigantes e dispersão entre África e Europa durante o Jurássico Superior


Trilhos e pegadas de dinossauro terópodes do jurássico superior são muito comuns no Norte da África e na Europa. Dois icnotaxa recentemente descritos, Megalosauripus transjuranicus e Jurabrontes curtedulensis, do Kimmeridgiano da Suíça mostram a coexistência de dois predadores no mesmo paleoambiente e pegadas semelhantes podem ser encontradas na Península Ibérica e do Marrocos.

No artigo Late Jurassic globetrotters compared: A closer look at large and giant theropod tracks of North Africa and Europe publicado no Journal of African Earth Sciences foram exploradas ainda mais as semelhanças entre os ichnotaxa suíços e as outros trilhos da Alemanha (Kimmeridgiano), Espanha (Titoniano-Berriasiano), Marrocos (Kimmeridgiano) e Portugal (Oxfordiano-Titoniano) através de novas comparações de dados tridimensionais. Este artigo liderado por Matteo Belvedere e que contou com a participação de paleontólogos da Suíça, Espanha e Portugal: Diego Castanera, Christian A.Meyer, Daniel Marty, Octávio Mateus, Bruno Camilo Silva, Vanda F. Santos, e Alberto Cobos. A icnologia digital permitiu a comparação 3D de trilhos de diferentes caminhos e paleoambientes e as revisões icnotaxonómicas beneficiam com a icnologia digital. Os espécimes foram agrupados em dois morfotipos: 1) grande e grácil (30 <Comprimento do Pé <50cm) e 2) gigante e robusto (FL> 50cm).

As análises mostram uma grande sobreposição morfológica entre estes dois morfotipos e os icnotaxa suíços (Megalosauripus transjuranicus e Jurabrontes curtedulensis, respectivamente), mesmo com diferenças no ambiente sedimentar e na idade. Ou seja, as análises mostram que havia dois tipos de predadores de topo nesses paleoambientes. Isto sugere uma ocorrência generalizada de icnotaxa semelhante ao longo da margem ocidental de Tétis durante o Jurássico Superior. Os novos dados suportam a hipótese de uma troca de fauna Gondwana-Laurásia durante o Jurássico Médio ou início do Jurássico, e a presença de rotas migratórias ao redor do Tétis. A dispersão de fauna entre o Gondwana e a Laurásia são prováveis, mas as rotas não são evidentes.

As pegadas Jurabrontes curtedulensis são possivelmente feitas pelo terópode Torvosaurus gurneyi.


quinta-feira, fevereiro 22, 2018

Dinossauros mudavam entre corrida e andar de forma mais sauve que os humanos

Sabemos que a locomoção dos primeiros dinossauros era bípede, caminhando e correndo sobre as patas traseiras. Actualmente há três grupos principais de vertebrados que caminham regularmente sobre as duas patas: humanos, aves e cangurus. Estes últimos saltam e as pegadas indicam que essa não era a forma de locomoção dos dinossauros. Seria a locomoção dos primeiros dinossauros mais parecida a dos humanos ou das aves?
Aprender como os dinossauros de terópodes extintos e não avianos se mexiam é importante porque esta é a linhagem de deu origem às aves. As pegadas fósseis fornecem a evidência mais direta para responder a essas perguntas. No estudo por Phillip J Bishop e colegas (2017) mediram a largura do passo em relação à velocidade nos trilhos de terópodes não avianos do Triásico. Os dados foram comparados com humanos e 11 espécies de aves corredoras.
Os testes de permutação da inclinação mostraram que a largura do passo diminuiu continuamente com o aumento da velocidade nos terópodes extintos e em cinco espécies de aves. Os seres humanos, em contrapartida, diminuem a largura do passo na transição de andamento. Nos bípedes modernos, esses padrões refletem o uso de um repertório locomotor descontínuo, caracterizado por marchas distintas (nos humanos), ou por um repertório locomotor contínuo, com uma transição suave entre correr e andar (nas aves).


Transição entre o andar e a corrida (Bishop et al, 2017) 
Os terópodes não-avianos tinham uma transição contínua e suave entre o andar e o correr. Assim, características que caracterizam a locomoção terrestre aviana começaram a evoluir no início da história dos terópodes.

Este estudo inclui o autor Luis Pardon Lamas, da Faculdade de Medicina Veterinária, em Lisboa.


Bishop, P.J., Clemente, C.J., Weems, R.E., Graham, D.F., Lamas, L.P., Hutchinson, J.R., Rubenson, J., Wilson, R.S., Hocknull, S.A., Barrett, R.S. and Lloyd, D.G., 2017. Using step width to compare locomotor biomechanics between extinct, non-avian theropod dinosaurs and modern obligate bipeds. Journal of The Royal Society Interface, 14(132), p.20170276.
http://rsif.royalsocietypublishing.org/content/14/132/20170276

quarta-feira, dezembro 06, 2017

Pegadas da Gronelândia mostram os mais antigos vestígios de saurópodes

A Formação de Fleming Fjord do Triásico Superior do centro-leste da Gronelândia preserva uma fauna fóssil diversificada, incluindo ossos e pegadas. Os trilhos de grandes arcossauros quadrúpedes da região, embora já tenham sido relatados em 1994 e mencionados em publicações subsequentes, são descritos e detalhados com base em dados fotogramétricos recolhidos durante o trabalho de campo da expedição dinamarquesa-alemã-portuguesa em 2012 e publicados agora pela primeira vez na Acta Paleontologica Polonica no artigo que tem Jans Lallensack como primeiro autor.
Dois trilhos podem ser identificados como do icnogénero Eosauropus, enquanto um terceiro pode ser de Evazoum, ambos considerados como representando trilhos de dinossauros sauropodomorfos. Tanto os trilhos de Evazoum como as de Eosauropus são claramente maiores do que era previamente conhecido.
Trilho de saurópodes do Triásico da Gronelândia (Lallensack et al, 2017)
A postura quadrúpede e a estrutura da pegada  de cinco dedos, semi-digitígrado, com ungueais que se projectam lateralmente indicam que se trata de um sauropodomorfo derivado, mais concretamente um saurópode. Embora a evidência inequívoca de ossos de dinossauros  saurópodes seja do Jurásico inferior, estes trilhos da Gronelândia apontam para uma origem triásica do grupo. Esta é a evidência dos mais antigos saurópodes conhecidos.


Trilho de saurópodes do Triásico da Gronelândia (Lallensack et al, 2017)


Lallensack, JN, Klein H, Milàn J, Wings O, Mateus O, Clemmensen LB.  2017.  Sauropodomorph dinosaur trackways from the Fleming Fjord Formation of East Greenland: Evidence for Late Triassic sauropods. Acta Palaeontologica Polonica. 62(4):833-843.  PDF

segunda-feira, fevereiro 27, 2017

Sobre uma panorâmica de um ecossistema do Cretácico Inferior de Espanha num novo artigo


Imagens do artigo por Gasca et al. (2017)
O estudo agora publicado na revista Palaeo3 por uma equipa de investigadores de Portugal, Espanha, Argentina e da Alemanha, da qual faz parte Miguel Moreno-Azanza, investigador da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT NOVA) e colaborador do Museu da Lourinhã, revela a preservação de diferentes tipos de dinossauros e outros restos fósseis de vertebrados (ossos, cascas de ovo e pegadas) do Barremiano (Cretácico Inferior) da Formação de Mirambel (Bacia do Maestrazgo, Cadeia Ibérica, NE de Espanha).
Só dentro desta unidade, na área de Ladruñán, na província de Teruel, foram reconhecidos 31 locais contendo fósseis de variados vertebrados e trilhos de dinossauros.

O registro de dinossauros identificado inclui ornitópodes, terópodes e saurópodes; os trilhos permitem concluir que estes frequentavam zonas costeiras de lagos, planícies aluviais e cursos fluviais. Os fragmentos de cascas de ovos são frequentes em toda a unidade, mas são claramente mais comuns em depósitos lacustres. 



O resumo, em inglês, é o seguinte:
The Barremian Mirambel Formation (Maestrazgo Basin, Iberian Chain, NE Spain) preserves different types of dinosaur and other vertebrate fossils (skeletal, eggshell and ichnological remains). A total of 31 vertebrate fossil sites and tracksites have been recognized within this unit in the Ladruñán area (Teruel province). Detailed stratigraphic, sedimentological and micropalaeontological analyses have also been performed in the unit. A vertical sedimentary trend from alluvial-dominated facies (meandering river and related overbank areas) to palustrine-lacustrine facies and back has been defined for the Mirambel Formation in this area. The depositional system was located close to the coastline, as indicated by sporadic marine input in the lower part of the unit.
Most fossil remains were recovered by surface collection as well as by the usual techniques used for macrovertebrate excavations. The dinosaur record identified comprises ornithopods, theropods and sauropods. Four distinct track-bearing horizons have been identified. The heterolithic nature and aggradation characteristic of the Mirambel Formation are favourable factors for track formation and preservation. The dinosaur tracks consist of convex hyporeliefs or concave epireliefs that record the trackmakers as they frequented lakeshores, alluvial floodplains and fluvial courses. Macrovertebrate bonebeds occur in alluvial settings (poorly-drained floodplains and “ponds”). Microvertebrate concentrations are located in shallow lacustrine deposits. Isolated skeletal elements can be found in a great variety of deposits. Attritional accumulation in a low-energy depositional context is the general pattern of origin for the bone-bearing fossil sites of the Mirambel Formation. As regards the genetic framework, the resulting skeletal assemblages are predominantly the result of physical factors, with sedimentology as a key factor, rather than biological phenomena. Eggshell fragments are frequent throughout the unit but are clearly more common in palustrine-lacustrine deposits. These can be taken to be parautochthonous bioclasts from nearby areas and might be indicative of the preferential affinity of the egg-layers for wetlands and lakeshores.


A referência completa do artigo é:
Gasca, J. M., Moreno-Azanza, M., Bádenas, B., Díaz-Martínez, I., Castanera, D. , Canudo, J. I., Aurell, M. 2017. Integrated overview of the vertebrate fossil record of the Ladruñán anticline (Spain): Evidence of a Barremian alluvial-lacustrine system in NE Iberia frequented by dinosaursPalaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology, Volume 472: 192-202 

quinta-feira, fevereiro 16, 2017

Pegadas de dinossauros e mamíferos em Angola


No artigo publicado na revista Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology são apresentadas pegadas de mamíferos, de crocodilomorfos e dinossauros saurópodes do Cretácico inferior de África. As pegadas provêem da mina de diamante da Catoca, na Lunda Sul, em Angola. Os trilhos de mamíferos têm uma morfologia única, atribuída a Catocapes angolanus ichnogen. et ichnosp. Nov. As pegadas com comprimento médio de 2,7 cm e largura de 3,2 cm são as maiores de mamíferos conhecidas do Cretácico Inferior, não existindo do mesmo tamanho no registro fóssil de ossos. As pistas de crocodilomorfos são atribuídas a Angolaichnus adamanticus ichnogen. et ichnosp. nov. Uma pista de dinossauro saurópode de tamanho médio preservou impressões de pele de um animal com uma passada de 1,6 m.



Este trabalho do Projecto PaleoAngola foi assinado por Octávio Mateus, Marco Marzola, Anne S. Schulp, Louis L. Jacobs, Michael J. Polcyn, Vladimir Pervov, António Olímpio Gonçalves, e Maria Luisa Morais.

Referência completa:

Mateus, O., Marzola, M., Schulp, A.S., Jacobs, L.L., Polcyn, M.J., Pervov, V., Gonçalves, A.O. and Morais, M.L., 2017. Angolan ichnosite in a diamond mine shows the presence of a large terrestrial mammaliamorph, a crocodylomorph, and sauropod dinosaurs in the Early Cretaceous of Africa. Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology.

domingo, novembro 06, 2016

Pegadas de pterossauros do Jurássico Português


Por serem de animais voadores e mais raros, as pegadas de pterossauros são relativamente pouco comuns quando comparadas com as de dinossauros, porventura também pela menor abundância, por produzirem menos pegadas durante o seu tempo de vida e pela dificuldade de serem reconhecidas.

Na Praia da Peralta, no Concelho da Lourinhã, foram recolhidas mais de 300 pegadas de pterossauro preservadas numa superfície com múltiplos trilhos em preenchimento natural, formando um molde de arenito. A jazida forneceu icnitos da mão e do pé, o que mostra claramente um caminhar quadrúpede, colocando uma pedras sobre a discussão de anos sobre se os pterossauros seriam bípedes. Além disso, esta pegadas mostram a existência de pterossauros Jurássicos muito maiores do que o que se conhece a partir de ossos.
Pegadas de pterossauro (ML1521) do Jurássico Superior, no Museu da Lourinhã
Simon Kongshøj Callesen

Pegadas de pterossauros (Pteraichnidae) do Jurássico Superior (Formação da Lourinhã, Kimmeridgiano/Titoniano) da Praia da Peralta foram o tema da tese de mestrado do agora Mestre Simon Kongshøj Callesen.

Simon nasceu na cidade de Esbjerg, Dinamarca, em 1989. No início de setembro de 2011, ingressou como estudante da Universidade do Sul da Dinamarca (University of Southern Denmark, Institute of Biology, The faculty of Nature Science) em Odense, Dinamarca. Lá ele obteve o grau de bacharel em Biologia em agosto de 2014 e agora o mestrado em Biologia em com a tese "New Pterosaur Tracks (Pteraichnidae) from the Late Jurassic of Praia da Peralta, Portugal", sob a nossa orientação e Prof. Dr. Donald Eugene Canfield.

A tese foi defendida dia 31 de Outubro em Odense e classificada com 12, a nota máxima no sistema dinamarquês.


domingo, janeiro 03, 2016

Notícias frescas... da Gronelândia

Três novos artigos científicos dão-nos notícias frescas sobre a paleontologia do Triásico da Gronelândia, resultado da expedição de 2012 e publicadas agora na Geological Society, Special Publications.

Lars Clemmensen e colegas fazem o sumário das descobertas de vertebrados e da geologia.

Resumo:
In Late Triassic (Norian–Rhaetian) times, the Jameson Land Basin lay at 40° N on the northern part of the supercontinent Pangaea. This position placed the basin in a transition zone between the relatively dry interior of the supercontinent and its more humid periphery. Sedimentation in the Jameson Land Basin took place in a lake–mudflat system and was controlled by orbitally forced variations in precipitation. Vertebrate fossils have consistently been found in these lake deposits (Fleming Fjord Formation), and include fishes, dinosaurs, amphibians, turtles, aetosaurs and pterosaurs. Furthermore, the fauna includes mammaliaform teeth and skeletal material. New vertebrate fossils were found during a joint vertebrate palaeontological and sedimentological expedition to Jameson Land in 2012. These new finds include phytosaurs, a second stem testudinatan specimen and new material of sauropodomorph dinosaurs, including osteologically immature individuals. Phytosaurs are a group of predators common in the Late Triassic, but previously unreported from Greenland. The finding includes well-preserved partial skeletons that show the occurrence of four individuals of three size classes. The new finds support a late Norian–early Rhaetian age for the Fleming Fjord Formation, and add new information on the palaeogeographical and palaeolatitudinal distribution of Late Triassic faunal provinces.

Jameson Land, na Gronelândia.

Malmos Klint na Gronbelândia (Clemmensen et al. 2015)

Geologia do Triásico da Gronbelândia (Clemmensen et al. 2015)

Pegadas de sauropodomorfos (Clemmensen et al. 2015)

Clemmensen, L.B., Milàn, J., Adolfssen, J.S., Estrup, E.J., Frobøse, N., Klein, N., Mateus, O. and Wings, O., 2015. The vertebrate-bearing Late Triassic Fleming Fjord Formation of central East Greenland revisited: stratigraphy, palaeoclimate and new palaeontological data. Geological Society, London, Special Publications434, pp.SP434-3. PDF


Bitten Hansen et al. (2015) abordam a descoberta de numerosos coprólitos de tubarão e outros animais do Triásico de Kap Stewart, nomeadamente a morfologia, classificação e alimentação.

Resumo:
A large collection of vertebrate coprolites from black lacustrine shales in the Late Triassic (Rhaetian–Sinemurian) Kap Stewart Formation, East Greenland is examined with regard to internal and external morphology, prey inclusions, and possible relationships to the contemporary vertebrate fauna. A number of the coprolites were mineralogically examined by X-ray diffraction (XRD), showing the primary mineral composition to be apatite, clay minerals, carbonates and, occasionally, quartz in the form of secondary mineral grains. The coprolite assemblage shows multiple sizes and morphotypes of coprolites, and different types of prey inclusions, demonstrating that the coprolite assemblage originates from a variety of different producers.

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Localidade com coprólitos de tubarão na Gronelândia (Hansen et al., 2015)

Coprólitos de tubarão da Gronelândia (Hansen et al., 2015)

Coprólitos (Hansen et al., 2015)


Hansen, B.B., Milàn, J., Clemmensen, L.B., Adolfssen, J.S., Estrup, E.J., Klein, N., Mateus, O. and Wings, O., 2015. Coprolites from the Late Triassic Kap Stewart Formation, Jameson Land, East Greenland: morphology, classification and prey inclusions. Geological Society, London, Special Publications434, pp.SP434-12. PDF


Hendrik Klein e colegas anunciam a descoberta de pegadas de Brachychirotherium, normalmente atribuídas a arcossauros.

Resumo:
The Ørsted Dal Member of the Upper Triassic Fleming Fjord Formation in East Greenland is well known for its rich vertebrate fauna, represented by numerous specimens of both body and ichnofossils. In particular, the footprints of theropod dinosaurs have been described. Recently, an international expedition discovered several slabs with 100 small chirotheriid pes and manus imprints (pes length 4–4.5 cm) in siliciclastic deposits of this unit. They show strong similarities withBrachychirotherium, a characteristic Upper Triassic ichnogenus with a global distribution. A peculiar feature in the Fleming Fjord specimens is the lack of a fifth digit, even in more deeply impressed imprints. Therefore, the specimens are assigned here tentatively to cf. Brachychirotherium. Possibly, this characteristic is related to the extremely small size and early ontogenetic stage of the trackmaker. The record from Greenland is the first evidence of this morphotype from the Fleming Fjord Formation. Candidate trackmakers are crocodylian stem group archosaurs; however, a distinct correlation with known osteological taxa from this unit is not currently possible. While the occurrence of sauropodomorph plateosaurs in the bone record links the Greenland assemblage more closer to that from the Germanic Basin of central Europe, here the described footprints suggest a Pangaea-wide exchange.
Brachychirotherium (Klein et al. 2015) 

Brachychirotherium (Klein et al. 2015) 



Klein, H., Milàn, J., Clemmensen, L.B., Frobøse, N., Mateus, O., Klein, N., Adolfssen, J.S., Estrup, E.J. and Wings, O., 2015. Archosaur footprints (cf. Brachychirotherium) with unusual morphology from the Upper Triassic Fleming Fjord Formation (Norian–Rhaetian) of East Greenland. Geological Society, London, Special Publications434, pp.SP434-1. PDF


#Gronelândia

sábado, março 28, 2015

Tartaruga Tropidemys em Portugal e pegadas de dinossauros em Cascais


Saíram recentemente dois artigos no Journal of Iberian Geology que tratam de vertebrados fósseis de Portugal: 1) a presença da tartaruga Tropidemys e 2) pegadas de dinossauros em Cascais


A. Pérez-García. 2015. Revision of the British record of Tropidemys (Testudines, Plesiochelyidae) and recognition of its presence in the Late Jurassic of Portugal. Journal of Iberian Geology.

Abstract
The record of coastal marine turtles belonging to Plesiochelyidae is abundant in the Late Jurassic of Portugal. The material analyzed thus far has been attributed to two taxa: Plesiochelys and Craspedochelys. A specimen is presented here that allows extending the known diversity of Portuguese Jurassic turtles. It is attributed to Tropidemys. Although this taxon is relatively well known in the Kimmeridgian record of Switzerland and Germany, no specific allocation performed outside these countries can be, so far, confirmed. The detailed study of the poorly known British taxon “Pelobatochelys” blakii allows its specific validity to be confirmed here, being recognized as a member of Tropidemys. The revision of this species and the analysis of the new Portuguese specimen allow extending the knowledge regarding the genus Tropidemys.


V.F. Santos, P.M. Callapez, D. Castanera, F. Barroso-Barcenilla, N.P.C. Rodrigues, C.A. Cupeto
2015. Dinosaur tracks from the Early Cretaceous (Albian) of Parede (Cascais, Portugal): new contributions for the sauropod palaeobiology of the Iberian Peninsula. Journal of Iberian Geology.

Abstract 
A recently discovered Early Cretaceous (early late Albian) dinosaur tracksite at Parede beach (Cascais, Portugal) reveals evidence of dinoturbation and at least two sauropod trackways. One of these trackways can be classified as narrow-gauge, which represents unique evidence in the Albian of the Iberian Peninsula and provides for the improvement of knowledge of this kind of trackway and its probable trackmaker, in an age when the sauropod record is scarce. These dinosaur tracks are preserved on the upper surface of a marly limestone bed that belongs to the Galé Formation (Água Doce Member, middle to lower upper Albian). The study of thin-sections of the beds C22/24 and C26 in the Parede section has revealed a microfacies composed of foraminifers, radiolarians, ostracods, corals, bivalves, gastropods, and echinoids in a mainly wackestone texture with biomicritic matrix. These assemblages match with the lithofacies, marine molluscs, echinids, and ichnofossils sampled from the section and indicate a shallow marine, inner shelf palaeoenvironment with a shallowing-upward trend. The biofacies and the sequence analysis are compatible with the early late Albian age attributed to the tracksite. These tracks and the moderate dinoturbation index indicate sauropod activity in this palaeoenvironment. Titanosaurs can be dismissed as possible trackmakers on the basis of the narrow-gauge trackway, and probably by the kidney-shaped manus morphology and the pes-dominated configuration of the trackway. Narrow-gauge sauropod trackways have been positively associated with coastal palaeoenvironments, and the Parede tracksite supports this interpretation. In addition, this tracksite adds new data about the presence of sauropod pes-dominated trackways in cohesive substrates. As the Portuguese Cretaceous sauropod osteological remains are very scarce, the Parede tracksite yields new and relevant evidence of these dinosaurs. Furthermore, the Parede tracksite is the youngest evidence of sauropods in the Portuguese record and some of the rare evidence of sauropods in Europe during the Albian. This discovery enhances the palaeobiological data for the Early Cretaceous Sauropoda of the Iberian Peninsula, where the osteological remains of these dinosaurs are relatively scarce in this region of southwestern Europe. Therefore, this occurrence is also of overall interest due to its impact on Cretaceous Sauropoda palaeobiogeography

terça-feira, novembro 11, 2014

Pegadas de dinossauros e mamíferos em minas de diamantes em África

Replicamos aqui a notícia no DN sobre pegadas de dinossauros e mamíferos em minas de diamantes na Catoca, Angola, que teve um enorme impacto mediático (ver links abaixo):

Pegadas de dinossauros em mina de diamantes em Angola

por Filomena Naves06 novembro 2014
Um dos trilhos
Um dos trilhosFotografia © Octávio Mateus
Paleontólogo português Octávio Mateus identificou e recolheu as pegadas. O estudo foi apresentado ontem em Berlim.
Foi uma descoberta inesperada e, diz o paleontólogo Octávio Mateus, "é a primeira do género no mundo, que eu conheça". O achado, um conjunto de pegadas de dois dinossauros, de um mamífero e de um crocodilo, foi feito no fundo da mina de diamantes da Catoca, na Lunda, em Angola, e o seu anúncio ontem, em Berlim, no congresso da Sociedade Internacional de Paleontologia de Vertebrados, gerou "surpresa e interesse", como o investigador português já esperava.
"Esta é uma história científica fascinante", sublinha Octávio Mateus, professor e investigador da Universidade Nova de Lisboa e responsável do Museu da Lourinhã, que integrou a equipa que fez o estudo das pegadas e que esteve ontem na capital alemã a falar disso.
Desde logo, "é surpreendente o local para uma descoberta destas, porque uma mina de diamantes, sendo de origem vulcânica resulta de uma subida muito rápida da rocha incandescente à superfície, o que deveria inviabilizar a existência de marcas de animais", diz Octávio Mateus. "Não podem caminhar sobre lava quente", esclarece. Mas há uma explicação geológica para o mistério.



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Links nos media em português:


em inglês:

http://stateschronicle.com/fossilized-tracks-trio-found-angola-diamond-mine-8905.html



terça-feira, maio 06, 2014

Estranhas pegadas em 3D das patas de saurópodes

As pegadas são obviamente uma depressão no substrato causada pela compressão do solo devido ao peso de um animal. Portanto é normal que imaginemos pegadas de dinossauros como depressões mais ou menos côncavas na rocha. Contudo, nos terrenos de rochas de ambientes continentais do Jurássico Superior de Portugal nem sempre é assim. As pegadas de dinossauros mais comuns são conservadas como preenchimento arenítico da pegada formando um molde natural do icnito, ou um contra-molde do pé.

Os saurópodes foram os maiores animais que já caminharam sobre a terra, e evoluíram com várias especializações nos seus membros a fim de apoiarem a sua enorme massa corporal. Os membros de saurópodes derivados tornaram-se colunares e seus dedos dos membros anteriores (mãos) simplificaram-se reduzindo o número de falanges e encapsularam-se num tecido para formar um apoio único que suporte o peso.


No Jurássico Superior da Lourinhã, têm sido recolhidas preenchimento de pegadas das patas anteriores preservadas em três-dimensões (Milàn et al., 2005) num formato cilíndrico de arenito que assenta no substrato original que foi pisado: um argilito. Estas pegadas mostram não só a forma, mas também os movimentos reais da pata do saurópode ao fazer a pegada. Num dos caso, aqui figurado, o icnito tem 32 cm de profundidade, numa forma cilíndrica e sem quaisquer impressões de dedos individuais, com exceção do dígito I, o polegar. Vêm-se ainda estrias verticais bem preservadas de pele nas paredes laterais da pegada que mostram que a pata estava coberta de pele áspera, tuberculosa, constituída por escamas. A largura da pegada é consistente de cima a baixo, demonstrando que a pata desceu e subiu verticalmente sem sinais qualquer movimento horizontal. Isto implica que o membro superior teria de dobrar as suas articulações de forma eficiente.


Referência:
Milan, J, Christiansen P, Mateus O. 2005. A three-dimensionally preserved sauropod manus impression from the Upper Jurassic of Portugal: Implications for sauropod manus shape and locomotor mechanics. Kaupia. 14:47-52. PDF

Abstract: Sauropods were the largest animals ever to walk the earth, and evolved several specializations in their limbs in order to support their body mass. Their legs became columnar and their manual digits became reduced and encapsulated in tissue to form a single weight-bearing unit in the derived sauropods. A new three-dimensionally preserved cast of a sauropod manus, found in the Upper Jurassic Lourinhã Formation, Portugal, demonstrates not only the shape, but also the actual movements of the sauropod manus during the stride. The manus cast is 32 cm deep, and show the manus to be hoof-shaped and lacking any impressions of individual digits, except for digit I, the pollex. Well preserved striations from skin on the sides of the cast show that the manus was covered in rough, tubercular skin. The width of the manus cast is consistent from top to bottom, demonstrating that the manus was brought down and lifted vertically before any parasagittal movement of the upper limb took place.

sexta-feira, maio 02, 2014

Sítios para ver dinossauros em Portugal

Em Portugal existem vários sítios para visitar com ossos ou pegadas de dinossauros. Para facilitar o turismo científico, aqui seguem coordenadas geográficas das variadas localidades a visitar;


Jazidas de Pegadas visitáveis em Portugal, com coordenadas GPS

Pedra da Nau, Buarcos: 40.182861, -8.908111
Praia dos Olhos de Água:   39.416171, -9.252589
Serra de Mangues:   39.534409, -9.123377
Praia dos Salgados:   39.539376, -9.121534
Pedreira do Galinha: 39.570423, -8.588761
Vale de Meios: 39.457797, -8.821044
Serrada Pescaria: 39.545212, -9.088333
Serra de Bouro: 39.489556, -9.180975
Salir do Porto: 39.494186, -9.174887
Praia Grande: 38.809739, -9.479955
Cabo Espichel - Pedra da Mua: 38.421483, -9.216838
Lagosteiros: 38.427737, -9.216430
Pedreira do Avelino: 38.454010, -9.123312
Zambujal: 38.456125, -9.121623
Praia da Salema: 37.064332, -8.826848
Mapa de jazidas de dinossauros em Portugal (Antunes & Mateus, 2003)

Mapa de jazidas de dinossauros em Portugal (Lapparent & Zbyszewski, 1957)

Museus 

Museu Geológico, Lisboa
Rua Academia das Ciências 19, Lisboa, Portugal, 38.713215, -9.149867
Museu da Lourinhã
Rua João Luis de Moura 95. 2530-158 Lourinhã, museulourinha.org  39.242002, -9.313247
Museu Nacional de História Natural
Rua da Escola Politécnica 56, 1250-102 Lisboa ,  38.717649, -9.150850


Referências:
Antunes, M. T., & Mateus, O. (2003). Dinosaurs of Portugal. Comptes Rendus Palevol2(1), 77-95.

de Lapparent, A. F., & Zbyszewski, G. (1957). Les dinosauriens du Portugal(No. 2). Direction Générale des Mines et Services Géologiques.

terça-feira, fevereiro 25, 2014

Pegada gigante de dinossauro carnívoro

Durante o Jurássico Superior, há cerca de 150 milhões de anos, existiam dinossauros carnívoros gigantescos, o que é visível pelos ossos e por pegadas. Na costa da Lourinhã foi recolhida uma pegada com 96 cm de comprimento total, o que é quase da dimensão da pegadas equivalentes conhecidas de Tyranossaurus, mas neste caso devem ter sido feitas por Torvosaurus, pois este era o maior terópode do Jurássico.


Pegada de Torvosaurus, em exposição no Museu da Lourinhã




Ref: Mateus, O., & Milan J. (2010).  A diverse Upper Jurassic dinosaur ichnofauna from central-west Portugal. Lethaia. 43, 245–257. link

domingo, agosto 07, 2011

Época de escavações 2011

Estou em época de escavações, que este ano começou em Maio e se estende até meados de Agosto, procurando dinossauros e outros vertebrados por todo o Mesozóico Português  e também com quase um mês de trabalho de campo em Angola.
 Em Portugal, o trabalho é focado na Lourinhã, de onde recolhemos mais ovos de dinossauro carnívoro. Em Angola, recolhemos mosassauros, plesiossauros, pterossauros, crocodilos, baleias e... dinossauros, integrado no Projecto PaleoAngola.

Pegadas de dinossauro em Angola