Mostrar mensagens com a etiqueta Palestra. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Palestra. Mostrar todas as mensagens

domingo, maio 16, 2010

Ciclo de Conferências da Biodiversidade


O BioCEL (Bio Conselho de Estudantes da Lusófona), está a organizar o Ciclo de Conferências da Biodiversidade. Estas conferências vêm no âmbito das celebrações do Ano Internacional da Biodiversidade.
Pretende-se assim organizar um ciclo de conferências onde fosse possível reunir uma grande diversidade de temas abrangendo assim vários temas da Biologia e áreas afins. O programa do Ciclo de Conferências da Biodiversidade é o seguinte:


Dia 18 de Maio—Auditório Agostinho da Silva

15H00 Biodiversidade ao longo do Tempo

Octávio Mateus (UNL/Museu da Lourinhã)

16H00 Possíveis explicações para a biodiversidade de peixes no Atlântico NE

Dr. Frederico Almada (ULHT)

Coffee Break

17H00 Acompanhamento de algumas espécies de peixes com diferentes histórias vitais na consta rochosa da Parede/S. Pedro do Estoril - Recrutamento de juvenis, abundância e crescimento

Joana Martins (ULHT)

Dia 24 de Maio—Auditório Victor de Sá

14H00 Avaliação para Portugal do Millenium Ecosystem Assessment: Os serviços dos ecossistemas em Portugal

Dra. Vânia Proença (FCUL)

15H00 Bolsas de Integração na Investigação: Análise funcional de genes de Bacillus subtilis

Joana Lopes (ULHT)

Coffee Break

16H00 Respiração e Biodiversidade

Dr. Stephane Besson (ULHT)

Dia 4 de Junho—Auditório Victor de Sá

14H00 Estudo da potencial relação da Aneuploidia com a condição fisiológica e o crescimento na Ameijoa-Boa (Ruditapes decussatus)

Joana Sousa (UNL/INRB I.P./L-IPIMAR. /ULHT)

15H00 Contributos da Falcoaria para a conservação das Aves de Rapina

Dr. Carlos Crespo (Falcoaria da Coudelaria de Alter - Fundação Alter Real)

Coffee Break

16H00 Adaptação e Biodiversidade

Dra. Teresa Avelar (ULHT)

Dia 9 de Junho—Auditório Victor de Sá

14H00 Cultivar...ou deixar arder? Dilemas da conservação da biodiversidade na região Mediterrânica

Dr. Francisco Moreira (ISA/ULHT)

15H00 Biodiversidade e taxas de extinção: ao longo da História da Terra e no presente

Dr. André Levy (ISPA)

Coffee Break

16H00 Diversidade e aplicações dos esporos bacterianos

Dr. Cláudia Serra (ITQB)

17H00 Biodiversidade: Ameaças e desafios à sobrevivência Humana

Dr. Nuno Oliveira (AmBioDiv)

Dia 16 de Junho—Auditório Agostinho da Silva

14H00 O que há de tão fantástico com a herpetofauna Ibérica?

Dr. Octávio S. Paulo (Computational Biology and Population Genomics Group/CBA/FCUL)

15H00 «Espécies» ou «Indivíduos»? - No que consiste realmente a conservação de primatas em cativeiro?

Dra. Augusta Gaspar (ISCTE)

Coffee Break

16H00 Amazónia e as Alterações Climáticas: Que implicações para a Biodiversidade

Raquel Lobo Vale (ISA)


terça-feira, maio 04, 2010

Aula Abertas de Biologia do Desenvolvimento e Evolução, no ISPA


O ISPA (Inst. Superior de Psicologia Aplicada) tem aulas abertas de Biologia do Desenvolvimento e Evolução. No dia 5 (quarta-feira) pelas 18:30 e dia 6 (quinta-feira) pelas 8:30 será a minha deixa com palestras sobre "Dinossauros do Jurássico Superior de Portugal".


Por serem "Aulas Abertas", estão todos convidados.

quarta-feira, abril 21, 2010

Palestras à noite em Coimbra (22 de Abril)


Organização integrada no Dia Internacional da Terra, 22 de Abril, 21h 30m, na Feira do Livro de Coimbra (Praça da República):

Tertúlia "Como Foi a Vida na Terra"

- Vanda Faria dos Santos (Museu Nacional de História Natural, Lisboa),"Pegadas de Dinossauros em Portugal"

Explica-se como se formam os icnofósseis em geral e as pegadas de dinossauros, em particular. Apresentar uma retrospectiva das jazidas com pegadas e trilhos de dinossauros no Jurássico e Cretácico de Portugal; sua importância patrimonial.

- Octávio Mateus (Universidade Nova de Lisboa & Museu da Lourinhã), "Dinossauros de Portugal"

Explica-se em que condições se formaram jazidas com esqueletos e ninhadas de ovos de dinossauros. Apresenta-se uma retrospectiva das principais jazidas e novas descobertas de dinossauros em rochas do Jurássico e Cretácico de Portugal.

- Pedro Miguel Callapez (Museu Mineralógico e Geológico da Universidade de Coimbra, Coimbra, "Fósseis da região de Coimbra"

Mostram-se aspectos da evolução do espaço geográfico de Coimbra ao longo dos tempos geológicos. Apresenta-se uma retrospectiva sucinta dos principais fósseis e jazidas da região de Coimbra e Baixo Mondego.

- Eugénia Cunha (Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra), "Como nos tornámos humanos"

Apresenta-se a história do homem na Terra como vem contada no livro com esse título que a autora acaba de publicar na Imprensa da Universidade de Coimbra.

Entrada livre. Haverá participação da audiência.

Moderador:
Carlos Fiolhais

Organizadores: Carlos Fiolhais e Pedro Callapez
Apoios: Câmara Municipal de Coimbra, Centro de Ciências da Terra da Universidade de Coimbra e Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho.



Próximas palestras por Octávio Mateus:
22 de Abril: Coimbra;
5 e 6 de Maio: ISPA, Lisboa;
18 de Maio, 15h, Universidade Lusófona, Lisboa
19 Maio, Sta. Iria da Azóia;
25 Maio, Caldas da Rainha

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Mini-simpósios de Paleontologia


O Museu da Lourinhã vai organizar dois Mini-simpósios de Paleontologia nos próximos sábados 16 e 23 de Janeiro de 2010. A entrava é livre e aberta a todos!



8th Mini-Symposium on Paleontology
January 16th, 2010, Saturday
Museu da Lourinhã

10:50 Octávio Mateus - Welcome
11:00 Christophe Hendrickx
– A short introduction on evolution (part I) [60 min.]
12: 00 Emanuel TschoppStegosaurs from Big Horn Basin, Wyoming, USA [40 min]

Lunch Break

14:30 Octávio Mateus – The Cretaceous skeleton coast of Angola [60 min]
13:30 Ricardo AraujoCranial musclature reconstruction in reptiles and biomechanical inferences in plesiosaurs [60 min]
16: 30 Eliza Jarl Estrup – Relation between blood and metabolism [15 min]

Break

17: 00 Christophe Hendrickx – A short introduction on evolution (part II) [60 min]
18:00 Bruno Pereira – Paleontology of equinoderms and new data from Portugal [40 min]





9th Mini-Symposium on Paleontology
January 23rd, 2010, Saturday
Museu da Lourinhã

14:30 Nuno Ferrand de Almeida – Recent evolution of Iberian herpetofauna

15:30 Octávio Mateus – Two paleontological projects: Portugal and Angola
16:30 Christophe Hendrickx – Diversity and disparity of sauropod dinosaurs
16:45 Emanuel Tschopp – The feet of a Camarasaurus (Dinosauria: Sauropoda)

sábado, novembro 07, 2009

Regresse ao tempo dos Dinossauros!

Artigo na revista "Expresso":

Ócio: Regresse ao tempo dos Dinossauros!

Tenha um sábado jurássico e emocionante no Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva. E saiba como é viver no limite...


Ócio: Regresse ao tempo dos Dinossauros!

Sabia que existiam dinossauros com penas e bicos de pato? E que as galinhas são primas afastadas destes animais? Que razão terá levado à extinção destes gigantes no Cretácico, há 65 milhões de anos?

Se é curioso(a) e o mundo jurássico é um tema que o (a) faz arregalar os olhos, então isto é feito a pensar em si. E, claro, nos seus filhos. Os oradores que vão debater e responder a estas e outras perguntas serão Henrique Pereira, do Centro de Biologia Ambiental da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e Octávio Mateus, do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa. Uma conversa que vai arrancar este sábado, às 16h30, com entrada gratuita.

Aliás, eles partirão de uma pergunta principal que definirá a rota deste colóquio "jurássico" (e que dá início ao ciclo Expedições Extremas): Quem tramou os dinossauros? A pensar nos mais pequenos, o tempo geológico no Pavilhão do Conhecimento vai ser acelerado: entre as 11h30 e as 13h vão poder construir um fóssil em poucos minutos, contrariando a lógica dos verdadeiros, que demoram milhares ou milhões de anos para se formar.

Das 15h às 17h o desafio é vestir a pele de um paleontólogo e participar numa escavação onde podem encontrar dinossauros. Antes ou depois destas actividades, não deixem de visitar a exposição "Extremos - Viver no limite" e descubram como mesmo nos locais mais inóspitos do planeta há seres vivos que subsistem em condições de calor intenso, frio gélido, falta de água, escassez de oxigénio ou escuridão permanente. Desafios extremos à existência de vida.

quinta-feira, novembro 05, 2009

Quem tramou os dinossauros? (Palestra 7 Nov., Lisboa)

A partir de Novembro, o Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva dá início ao ciclo de colóquios Expedições Extremas, que tem por base a exposição interactiva EXTREMOS Viver no Limite. Os colóquios têm lugar uma vez por mês, aos sábados, a partir das 16h30, no auditório do Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva. A entrada é gratuita.

7 de Novembro
Quem tramou os dinossauros?
Adaptações e extinções ao longo dos tempos

Sabia que existiram dinossauros com penas e bicos de pato? E que as galinhas são primas distantes destes animais? Que razão terá levado à extinção destes gigantes no Cretácico, há 65 milhões de anos? A vida na Terra está repleta de histórias de espécies que se adaptaram e extinguiram ao longo dos tempos e até aos dias de hoje. Venha conhecê-las neste colóquio.

Octávio Mateus - Museu da Lourinhã e Universidade Nova de Lisboa
Henrique Pereira - Centro de Biologia Ambiental, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

ACTIVIDADES PARA CRIANÇAS:

Vem fazer o teu próprio fóssil!

Os fósseis de verdade levam milhares ou milhões de anos para se formar. Mas hoje podes usar gesso para fazer um fóssil em poucos minutos. Descobre como!

Das 11.30 às 13h, Espaço Exterior

Vem escavar um dinossauro!

Vem experimentar ser paleontólogo por uma tarde e participa numa escavação onde poderás encontrar dinossauros! Estás preparado?

Das 15h às 17h, Espaço Exterior

http://www.pavconhecimento.pt/destaques/index.asp?accao=shownot&id_noticia=448

domingo, agosto 16, 2009

7º Mini Simpósio de Paleontologia no Museu da Lourinhã

Na segunda-feira temos uma séria de palestras de paleontologia, no Museu da Lourinhã, organizados num mini-simpósio, informal e aberto ao público... apareçam!


7º Mini Simpósio de Paleontologia
Segunda-feira, 17 de Agosto de 2009, pelas 14:30

Local: Museu da Lourinhã
Palestras:
Plesiosaurs, Mesozoic marine monsters
Adam Smith, National Museum, Ireland

Spinosaurids, fish eating dinosaurs
Christophe Hendrickx, Bristol University, United Kingdom

Dinosaur tracks from Portugal
Octávio Mateus,Universidade Nova de Lisboa e Museu da Lourinhã, Portugal

Sauropod feeding biomechanics
Matt Larvan, Think Thank Science Museum, United Kingdom

Fossil vertebrates from Mozambique
Rui Castanhinha e Ricardo Araújo, Universidade Nova de Lisboa e Museu da Lourinhã, Portugal

Portuguese Miocene Echinoderms
Bruno Pereira, Museu da Lourinhã e Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Portugal

Preparação de fósseis no Museu da Lourinhã
Alexandra Tomás, Museu da Lourinhã, Portugal



Museu da Lourinhã, www.museulourinha.org

O Museu está fechado na Segunda-feira, pelo que a entrada é pela porta lateral, na Rua Prof. Miguel Telles Antunes.

terça-feira, maio 12, 2009

Conferência sobre Evolução (Hoje, 14h, na Univ. Lusófona)


Vai decorrer hoje, quarta-feira, dia 13 de Maio, pelas 14 horas no Auditório Pessoa Vaz da Universidade Lusófona de Humanidades e Técnologias, a conferência:

Evolução em Debate: De Darwin à actualidade

Vamos contar com presença de 3 oradores, Doutor Frederico Almada, Doutor Octávio Mateus e Doutor André Levy, no que será um debate entre os 3 e o público, sobre a Evolução na perspectiva de 3 mentes diferentes, desde Richard Owen e Charles Darwin, até aos dias de hoje e aos Evolucionistas modernos.

A conferência terá uma duração de apróximadamente 2 horas, com um ligeiro coffee brake pelo meio.




sábado, abril 25, 2009

Palestra "Origem e Evolução de Dinossauros Saurópodes"


Divulgação de Palestra sobre Dinossauros saurópodes

Palestra "Origem e Evolução de Dinossauros Saurópodes", por Paul Upchurch (Univ. College of London, Inglaterra), no Museu da Lourinhã, 28 de Abril de 2009, terça-feira, às 18:30.
Precedida de uma curta (15 min.) palestra por Phil Mannion sobre "Diversidade de Dinossauros saurópodes ao longo do tempo"


Próximos eventos (ver Calendário Google):
27 Abril Palestra “Evolução na perspectiva da Paleontologia” por O. Mateus, na Universidade Lusófona (link)
28 Abril (18:30) Palestra “Evolution of Sauropods” Paul Upchurch, no Museu da Lourinhã
30 Abril Colóquio "Darwin, Animals and God", na Universidade do Porto com palestra “Evolution and Creationism: - a Portuguese perspective” por O. Mateus (link)
5-6 Junho Conferência sobre Geocolecções "Colecções e museus de Geociências", Coimbra (link)
8-9 Junho Simpósio sobre Estegossauros, Aathal, Suíça (link)
30 Julho Jornadas que sobre Patrimonio Paleontológico, Enciso, La Rioja, Spain,
com palestra “Pegadas de Dinossauros em Portugal”, O. Mateus, La Rioja, Espanha (link)

Resumo os interesses científicos de Paul Upchurch de acordo com o seu site:
Research Interests
Dinosaur Systematics, Evolution and Biogeography. Research aims Investigation of the palaeobiology and evolution of dinosaurs, with an emphasis on the gigantic long-necked sauropods (Upchurch, 1995, 1998, 1999). Development and application of new phylogenetic techniques (Wilkinson et al., 1998). The use of palaeontological data in studies of macroevolutionary patterns and processes.



Transmissão directa online ainda está por confirmar. Esteja atento a www.museulourinha.org.





quarta-feira, abril 22, 2009

A Evolução e a Paleontologia: o Caso dos Dinossauros e Outros Vertebrados

"A Evolução e a Paleontologia: o Caso dos Dinossauros e Outros Vertebrados" é o tema da minha palestra amanhã (23 de Maio de 2009), no Museu da Ciência em Coimbra, e também depoletou a seguinte entrevista para a Ciência Hoje, que aqui incluo na íntegra: 


Revelação sobre a evolução dos «lagartos terríveis»

Paleontólogo Octávio Mateus no Museu da Ciência da UC

:: 2009-04-20

Octávio Mateus desdobra-se para dar nome aos dinossauros

Do Lourinhanosaurus ao Miragaia, passando pelo Dinheirosauros, o paleontólogo Octávio Mateus tem-se desdobrado para dar nome aos dinossauros que descobre. Mas que segredos guarda a evolução dos "lagartos terríveis"? 

Na quinta-feira, às 15h, o cientista português vai estar no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (UC) para revelar algumas das suas descobertas sobre a evolução dos dinossauros e explicar por que se considera um "grande fã" de Darwin.


A conferência "A Evolução e a Paleontologia: o Caso dos Dinossauros e Outros Vertebrados" é a segunda do ciclo de conferências «Darwin e a Evoluçã»", que até ao fim do ano vai trazer a Coimbra alguns dos mais reputados cientistas evolutivos da actualidade em Portugal. O evento está integrado nas comemorações do bicentenário do nascimento de Charles Darwin e dos 150 anos da publicação da sua obra mais famosa, «A Origem das Espécies». A entrada é gratuita. 

"Como paleontólogo, sou obviamente um grande adepto e fã de Darwin. Os dinossauros são um óptimo testemunho da evolução. Por exemplo, tenho descoberto novas espécies de dinossauros que permitem compreender, um pouco mais além, a evolução destes animais", avança o paleontólogo Octávio Mateus. 

Portugal tem, de resto, um papel de grande importância a desempenhar no conhecimento da evolução das espécies, defende o investigador da Universidade Nova de Lisboa. "Portugal tem um registo fóssil riquíssimo, um dos melhores do mundo", garante. 

Até porque, para o investigador, a Paleontologia (a ciência que estuda os fósseis) é, das várias disciplinas científicas, uma das que melhor ilustra a teoria de Charles Darwin. "A vida actual, ou seja, não-extinta, estudada pelos 'neo-biológos' é uma minúscula fracção da perspectiva da evolução da vida. A Paleontologia tem oferecido exemplos de inúmeros estádios intermédios da evolução dos animais e plantas que são dos mais evidentes testemunhos da evolução darwiniana", sublinha. 

Perguntas sem resposta 

No Museu da Ciência da UC, Octávio Mateus vai mostrar como este ramo tem confirmado as ideias de Darwin. Em análise vão estar sete exemplos da evolução: a origem das aves a partir de dinossauros terópodes e ainda a origem dos peixes assimétricos, dos cetáceos, dos mamíferos, dos cavalos, dos tetrápodes (animais que apoiam os quatro membros no solo) e do próprio Homem. 

Ainda que para a maioria dos cientistas a existência da evolução darwiniana seja indiscutível, certo é que são muitas as perguntas que permanecem ainda sem resposta, reconhece Octávio Mateus. 

O paleontólogo elenca algumas delas: "Qual é a unidade sobre a qual a evolução actua: o gene, o organismo, a espécie ou o grupo? Como e porquê os humanos evoluíram um cérebro tão desenvolvido? Qual o papel da selecção sexual na evolução? Como apareceu a Vida? A evolução ocorre essencialmente por saltos (equilíbrio pontuado) ou de forma gradual? Qual é o ancestral de cada grupo de animais e plantas? Qual o papel dos vírus na evolução dos animais e humanos? Qual o papel da transferência de ADN entre grupos distintos? Como é a árvore da Vida?" 

Primeiro dinossauro em Angola 

Licenciado em Biologia pela Universidade de Évora e doutorado em Paleontologia pela Universidade Nova de Lisboa, Octávio Mateus é investigador no Museu da Lourinhã, instituição que possui uma importante colecção de dinossauros. 

Especialista no estudo destes animais, tem publicado vários artigos científicos em Portugal e no estrangeiro, incluindo na prestigiada revista Nature. O seu interesse por dinossauros já o levou a países tão longínquos como os Estados Unidos e a Mongólia. Foi, de resto, o responsável pela descoberta do primeiro dinossauro em Angola. 

Depois da conferência com Octávio Mateus, o colóquio «Darwin e a Evolução» prossegue a 14 de Maio com a bióloga do desenvolvimento Patrícia Beldade, do Instituto Gulbenkian de Ciência, que explicará o que é a «Evo-devo», uma nova disciplina científica que pode revelar-se fulcral para a compreensão da evolução.


domingo, março 29, 2009

"O ateísmo é o flagelo do género humano"

Decorreu, de forma muito interessante, o debate “ Darwin: o impacto da herança de Darwin na Ciência e na Sociedade, o papel e o lugar do Homem na Natureza, as relações entre Ciência, Ética e Religião” que teve lugar na Sertã no passado dia 26 de Março de 2009. O balanço foi muito positivo e saúdo a organização (Instituto Vaz Serra).

Teve como participantes/oradores o Professor Daniel Serrão, o Professor Paulo Gama da Mota, Padre Manuel da Costa Freitas e eu próprio (Octávio Mateus).

As intervenções foram muito interessantes, mas houve uma que me chamou a atenção pela falta de sintonia com as restantes.

O Padre Manuel da Costa Freitas,  membro da Ordem Franciscana, docente da Universidade Católica Portuguesa e o coordenador da edição portuguesa da “Enciclopédia Interdisciplinar de Ciência e Fé” (Ed. Verbo) proferiu frases que eu não podia discordar mais.

Entre elas: “O ateísmo é irracional, prejudicial ao homem, prejudicial à sociedade, o flagelo do género humano”, “faz das pessoas animais ferozes”, até “canibais” e ainda “Duvidar é uma demência”. 

Apesar destas provocações carregadas de ódio pelos ateus, ninguém no debate (excepto eu) pediu explicações. Isto mostra a postura da nossa sociedade relativamente ao meio clerical em que podemos criticar todos excepto os clérigos.

Todos criticariam se fosse um político a dizer isto da oposição, um cientista a dizer de um colega, ou qualquer outra pessoa que proferisse tais palavras. Mas não se critica por ser um padre a tratar de religião. Porquê? Ninguém está acima da crítica, seja ele cientista, político, ou claro, clérigo. Mostra quão real é o cartoon que foi motivo de post no dia anterior.

No debate comentou ainda que Voltaire (1694 –1778) criticava Charles Darwin (1809—1882) e que havia estudos científicos que punham em causa a evolução darwiniana.

Acabei por fazer-lhe 4 perguntas: 1) Como é que Voltaire tinha criticado Darwin se viveu um século antes?; 2) Que enunciasse um estudo científico que  punha em causa a evolução darwiniana; 3) que justificasse a frase “duvidar é uma demência”; e 4) que enunciasse as provas de existência de deus (referidas na entrevista no Jornal Voz da Verdade). A sua resposta cingiu-se a um mero “É preciso termos mais tolerância”. Ainda bem que é o coordenador da edição portuguesa da “Enciclopédia Interdisciplinar de Ciência e Fé” ...

terça-feira, março 24, 2009

Podcast da palestra "Dinossauros e outros fósseis como testemunhos de evolução"

Palestra "Dinossauros e outros fósseis como testemunhos de evolução" por Octávio Mateus  (DCT, FCT-UNL; Museu da Lourinhã) tem transmissão em Podcast a partir da página Darwin 2009 do site da Faculdades de Ciências e Tecnologia da UNL

Transmissão em podcast:  
(http://elearning.fct.unl.pt/eventos.html)

segunda-feira, março 23, 2009

Ciclo de Conferências na Lusófona



Nos dias 27 de Abril, 5 e 19 de Maio irá comemorar-se os 200 anos de Charles Darwin e os 150 anos da publicação de "A origem das espécies" com um ciclo de conferências na Universidade Lusófona (Auditórios Agostinho da Silva e Victor de Sá).

No dia 27 de Abril o painel vai contar com os seguintes conferencistas cada um a falar acerca da sua experiência como investigadores:
Teresa Avelar
Octávio Mateus
Carlos Bettencourt

RESUMOS:
Octávio Mateus

Museu da Lourinhã/Universidade Nova de Lisboa

http://www.museulourinha.org/ 


RESUMO: "A Evolução na perspectiva da paleontologia"

     Os fósseis são um dos melhores testemunhos da evolução pois frequentemente mostram exemplos de organismos já extintos que foram uma etapa no processo de transformação lenta e gradual, cumulativa e adaptativa, não aleatória, a que chamamos evolução.

     Excelentes exemplos são dados pelos vertebrados fósseis e pelos dinossauros. A evolução gradual destes animais de corpo reptiliano e sangue frio até às aves de sangue quente que hoje dominam tantos habitats terrestres é exemplificada por milhares de fósseis. É hoje claro que os dinossauros carnívoros terópodes deram origem às aves o que é patenteado por vários fósseis de dinossauros com penas. A origem de outros grupos de vertebrados como os cetáceos, os anfíbios e até os humanos está hoje bem suportada pelo registo fóssil.

 

Carlos Manuel Varela Bettencourt

 Licenciado em Medicina Veterinária pela Escola Superior de Medicina Veterinária de Lisboa, Mestre em Fisiologia da Reprodução pela Universidade do Utah, Logan, EUA e Doutor em Fisiologia da Reprodução pela Universidade do Missouri, Columbia, Mo., EUA. É, entre outros, Responsável pela Gestão do Centro de Experimentação do Baixo Alentejo, Técnico Superior da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo, Professor convidado de Fisiologia Animal e de Reprodução, Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina Veterinária da ULHT e Professor Auxiliar (30%) do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar – Medicina Veterinária (Teriogenologia). Está envolvido em diversos projectos de melhoramento e conservação genética (ex situ e in situ) de raças autóctones das espécies bovinas, ovinas, suínos e caprinos e autor de numerosas publicações na área da produção e fisiologia da reprodução de raças autóctones de espécies pecuárias. 

RESUMO: O que Darwin não sabia sobre as espécies pecuárias portuguesas

     "One species does change into another"- Darwin, 1837

“It is a truly wonderful fact... that all animals and all plants throughout all time and space should be related to each other.... I can see no explanation of this great fact in the classification of all organic beings; but to the best of my judgment, it is explained through inheritance and the complex action of natural selection." - Darwin, 1859

     “I soon perceived that selection was the keystone of man's success in making useful races of animals and plants. But how selection could be applied to organisms living in a state of nature remained for some time a mystery to me.”- Darwin, 1887

     Quando Charles Darwin em 1859 publicou pela primeira vez “On the Origin of Species”, assumiu que este trabalho era só o início: "In the distant future I see open fields for far more important researches,". O tempo veio a provar que estava certo e que, embora passados 150 anos, o conteúdo científico da sua obra se mantém relevante. Se atendermos ao facto que o termo “genética” só surge em 1905, 23 anos depois da sua morte, compreendemos a importância do “evolucionismo” na interpretação da biodiversidade fenotípica que caracterizava, à data, as populações animais existentes. Portugal, em termos de animais domésticos, mantém uma diversidade genética considerável, representada por 15 raças de ovinos, 5 de caprinos, 15 de bovinos, 3 de suínos, 4 de equinos, e 3 de galináceos. Estas raças constituem um património único desenvolvido ao longo de séculos. No entanto, e segundo os critérios da FAO, mais de metade das raças nacionais encontra-se actualmente em risco de extinção. À luz do “Darwinismo” a evolução destas espécies seria previsível se não houvesse intervenção do homem: “Man thus closely imitates Natural Selection”. A selecção “humana”, em muitos casos, sobrepõe-se á natural conduzindo ao “abismo” muitos recursos naturais. Inúmeros exemplos se aplicam à realidade portuguesa. Exemplos da responsabilidade do homem na quase extinção de raças bovinas autóctones tais como a Cachena, a Algarvia ou a Garvoneza, ou ovinas como a Campaniça e Merina Preta, ou a da suína Bísara e Malhado de Alcobaça ou das caprinas Algarvia e Serpentina são ilustrativos da teoria preconizada há 150 anos por Charles Darwin.

      “Analogy would lead me one step further, namely, to the belief that all animals and plants have descended from someone prototype. But analogy may be a deceitful guide. Nevertheless all living things have much in common” Darwin, 1839. 

     “That methodical selection has done wonders within a recent period in modifying our cattle, no one doubts”. Darwin, 1868.

     As semelhanças fenotípicas que se verificam entre algumas espécies pecuárias da América Latina e da Península Ibérica têm levado a comunidade científica a questionar-se sobre a sua origem. Curiosamente, raças sul americanas tais como a cabra Moxotó, o bovino Caracu, e o porco Nilo, embora apresentem características morfológicas comuns a congéneres ibéricas, esta proximidade, quando medida por com marcadores genéticos, até nem é muito grande. As diferenças poderão ser enquadradas numa teoria “evolucionista”? Terão resultado de um processo de selecção natural e/ou artificial durante 500 anos? Será que a selecção natural/artificial as foi afastando do material de origem? Terá sido um processo de deriva genética, em que uma pequena amostra levada originalmente já não estará representada hoje em dia? As novas biotecnologias actuais permitem responder a algumas das questões deixadas em aberto por Darwin em 1839 na “Voyage of the Beagle”. Muitas no entanto ficam ainda por responder! 

 

Teresa Avelar

     Teresa Avelar (n. 1957) obteve em 1979 a Licenciatura em Biologia na Universidade de Norwich, Reino Unido, mas, por não lhe ter sido concedida equivalência em Portugal, tornou a licenciar-se em 1983 na Universidade de Lisboa. Em 1991 obteve o Doutoramento em Biologia na Universidade de Lisboa. Desde então leccionou no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (Lisboa) e na Universidade Lusófona. As suas publicações incluem os livros Ecologia das populações e comunidades (1996, Edições Gulbenkian, em colaboração com M.T. Rocha Pité), Quem tem medo de Charles Darwin (2004, Relógio d’Água, em colaboração com M. Matos e C. Rego) e Evolução e Criacionismo – uma relação impossível (2007, Quasi Edições, em colaboração com A. Gaspar, O. Mateus e F. Almada), eEvolução a duas vozes: Darwin e a Evolução, (2009,  Bertrand Editora). Ao nível de investigação, colaborou com Margarida Matos em aspectos teóricos relacionados com a adaptação ao laboratório emDrosophila. Os seus interesses são principalmente na área da Evolução e História da Biologia Evolutiva.  

RESUMO: Selecção natural e microevolução

     Quando Darwin publicou A Origem das Espécies e propôs a selecção natural como principal mecanismo evolutivo, não havia dados empíricos demonstrando directamente a acção da selecção na Natureza. Hoje os exemplos são inúmeros – não só nos casos microorganismos que nós seleccionámos inadvertidamente para maior resistência a antibióticos, como em animais e plantas na Natureza. Iremos detalhar apenas alguns exemplos, escolhidos de modo a ilustrar a importância das contingências na selecção e a diversidade de espécies em que podemos demonstrar a sua acção. 
 


 



Outras actividades:

Ciclo de Conferências na Lusófona sobre Charles Darwin

via Bio Conselho de Estudantes da Lusófona by BioCEL - Bio Conselho de alunos da Lusófona 


Nos dias 27 de Abril, 5 e 19 de Maio irá comemorar-se os 200 anos de Charles Darwin e os 150 anos da publicação de "A origem das espécies" com um ciclo de conferências.

No dia 27 de Abril o painel vai contar com os seguintes conferencistas cada um a falar acerca da sua experiência como investigadores:
Teresa Avelar

Octávio Mateus

Carlos Bettencourt

Augusta Gaspar


As conferências serão nos Auditórios Agostinho da Silva e Victor de Sá, sendo a entrada livre.

Debate na Sertã: Herança de Darwin na Ciência e na Sociedade

No próximo dia 26 de Março, na Casa da Cultura da Sertã, pelas 17h45, vai haver um debate sobre a herança de Darwin na Ciência e na Sociedade, o papel e o lugar do Homem na Natureza e as relações entre Ciência, Ética e Religião.

São os participantes:
Daniel Serrão, Professor Catedrático jubilado na área das Ciências Médicas
Paulo Gama Mota, Professor Associado da Universidade de Coimbra
Octávio Mateus, Paleontólogo do Museu da Lourinhã e Universidade Nova de Lisboa (CICEGe)
Padre Manuel Costa Freitas, membro da Ordem Franciscana, docente da Universidade Católica Portuguesa


Reproduzo as notícias da Rádio Contestável e Pinhal Digital sobre este assunto:

CERNACHE DO BONJARDIM - “O mundo depois de Darwin – uma reflexão sobre Ciência, Ética e Religião” PDF Imprimir e-mail
22-Mar-2009

É este o tema de uma mesa redonda que o Instituto Vaz Serra vai levar a efeito, no próximo dia 26 de Março, na Casa da Cultura da Sertã, pelas 17h45.
Esta iniciativa visa assinalar o bicentenário do nascimento de Charles Darwin, pretendendo-se discutir algumas das questões e controvérsias associadas à obra do cientista, como sendo o impacto da herança de Darwin na Ciência e na Sociedade, o papel e o lugar do Homem na Natureza e as relações entre Ciência, Ética e Religião.
Esta mesa redonda insere-se na Semana Cultural do Instituto Vaz Serra e terá como participantes Daniel Serrão, Professor Catedrático jubilado na área das Ciências Médicas, membro de organismos nacionais e internacionais ligados à Bioética, Paulo Gama Mota, Professor Associado da Universidade de Coimbra, nas áreas da Evolução e da Etologia, e director do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, Octávio Mateus, responsável pela Paleontologia do Museu da Lourinhã e especialista em Dinossauros e Padre Manuel Costa Freitas, membro da Ordem Franciscana, docente da Universidade Católica Portuguesa, colaborador, desde a sua fundação, da Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura e da Enciclopédia Verbo Século XXI.
Numa região afastada dos centros académicos e dos grandes fóruns de discussão, a Direcção do Instituto Vaz Serra considera assim “fundamental a organização de encontros deste tipo, como forma de aproximar a comunidade, e os jovens, em particular, da cultura científica e da reflexão sobre os grandes temas da actualidade”.
A sessão será aberta toda a população interessada.