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sexta-feira, fevereiro 26, 2016

Evolução dos golfinhos e baleias em palestra a 3 de Março

A evolução dos cetáceos, a partir de mamíferos de hábitos anfíbios pequenos e quadrúpedes até às baleias gigantes de hoje, é das histórias naturais mais fascinantes. Esse será o tema da palestra pelo paleontólogo Olivier Lambert na próxima quinta-feira, 3 de Março, pelas 15:00, na FCT-UNL (Auditório da Biblioteca).



Olivier Lambert
Olivier Lambert é paleontólogo do Instituto Real Belga de Ciências Naturais tendo trabalhado na evolução dos mamíferos marinhos, suas adaptações à vida aquática, diversidade e disparidade, e suas interações com organismos marinhos. A sua pesquisa foca-se em diferentes clados de odontocetes (baleias de dentes) do Oligocénico ao Pliocénico, nomeadamente ao lidar com a sistemática, filogenia, anatomia funcional, paleoecologia, e histologia óssea. Trabalha sobre baleias-de-bico (Ziphiidae), cachalotes (Physeteridae), golfinhos longirostros (Eurhinodelphinidae e Platanistoidea) semelhantes aos do rio Amazonas golfinho e La Plata, delfinóides arcaicos, e taxa extintos parentes da beluga e narval (Monodontidae). Também colabora com colegas para o estudo das baleias de barbas e sirénios (parentes do dugongo moderno e peixe-boi).

Baptizou três géneros de cetáceos fósseis de Portugal TagicetusImocetus, e Globicetus.

Fontes:
https://naturalsciences-be.academia.edu/OlivierLambert
https://www.naturalsciences.be/en/science/do/545/staff/member/328





sexta-feira, fevereiro 19, 2016

João Pais (1949-2016)

Faleceu esta manhã, dia 19 de Fevereiro de 2016, aos 66 anos, o Prof. João Pais, após complicações renais e cardíacas. A academia portuguesa perdeu uma das suas estrelas mais brilhantes, um excelente paleontólogo e exímio estratígrafo. Além das inquestionáveis qualidades profissionais, era uma pessoa com elevadas qualidades humanas: afável, prestável e sensível.
João José Cardoso Pais (1949-2016) OM

O paleontólogo e estratígrafo, Prof. João José Cardoso Pais nasceu em Cabeção, no concelho de Mora a 14 de Outubro de 1949. Era professor catedrático aposentado no Departamento de Ciências da Terra da FCT- Universidade Nova de Lisboa. 

 Prestou provas de Doutoramento primeiro sobre a orientação do Professor Carlos Teixeira e após a entrada para a UNL, sob a orientação do Professor Miguel Telles Antunes, terminando em 1982 com distinção e louvor.

1972 - Licenciatura (Geologia), Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa
1982 - Doutoramento (Estratigrafia e Paleobiologia), Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa, com a tese "Contribuição para o conhecimento da Vegetação Miocénica da Parte Ocidental da Bacia do Tejo".
1991 - Agregação (Estratigrafia e Paleontologia), Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa

Segundo o seu CV no Degóis:
João Pais, Miguel Ramalho, Moitinho de Almeida
e António Ribeiro.
Foto por O.M. 2007
 "João José Cardoso Pais, aposentado desde Maio de 2013. Foi Professor da Universidade Nova de Lisboa. Concluiu a Agregação em 1991. Publicou 100 artigos em revistas especializadas e 60 trabalhos em actas de eventos, possui 16 capítulos de livros e 10 livros publicados. Possui 481 itens de produção técnica. Participou em 46 eventos no estrangeiro e 48 em Portugal. Orientou 4 teses de doutoramento, orientou 3 dissertações de mestrado e co-orientou 2 nas áreas de Ciências da Terra e do Ambiente e História e Arqueologia. Recebeu 3 prémios e/ou homenagens. Entre 2000 e 2015 participou em 4 projectos de investigação, sendo que coordenou 2 destes. Actua na área de Ciências Naturais com ênfase em Ciências da Terra e do Ambiente. Nas suas actividades profissionais interagiu com 376 colaboradores em co-autorias de trabalhos científicos. No seu curriculum DeGóis os termos mais frequentes na contextualização da produção científica, tecnológica e artístico-cultural são: Geologia, Estratigrafia, Cartografia geológica, Engenharia Geológica, Paleoambientes, Paleobotânica, Ecologia, Paleontologia, Arqueobotânica e Arqueozoologia."

Descreveu as seguintes espécies de plantas fósseis:
Annonxylon teixeirae sp. nov.
Brachyphyllum lusitanicum n. sp.
Frenelopsis teixeirae sp. nov. (colaboração K. L. Alvin)
Ischyosporites teixeirae n. sp. (colaboração Y. Reyre)
Pinus fluvimajoricus n. sp.
Pterophyllum mondeguensis n. sp.
Todites falciformis n. sp.
Erdtmanispermum juncalense n. sp. (colaboração M. Mendes & E. Friis)
Raunsgaardispermum lusitanicum n. gen. n. sp. (colaboração M. Mendes & E. Friis)
Erdtmanitheca portucalensis n. sp. (colaboração com M. Mendes, E. Friis & R. Pedersen)

E foram-lhe dedicadas duas espécies:
Xestoleberis paisi Nascimento, 1989 - Ostracodo do Aquitaniano da Bacia do Baixo Tejo
Microparamys paisi Estravís, 1994 - Roedor, Ischyromyidae do Eocénico de Silveirinha

À data de hoje, conta com 1600 citações nos seus 100 trabalhos.

Selecção de obras:
2013
Mendes, M. M., Dinis, J., Pais, J., & Friis, E. M. (2013). Vegetational composition of the Early Cretaceous Chicalhão flora (Lusitanian Basin, western Portugal) based on palynological and mesofossil assemblages. Review of Palaeobotany and Palynology.
2012
Pais, J. (ed., autor), Cunha, P.P., Pereira, D., Legoinha, P., Dias, R., Moura, D., Silveira, A.B., Kullberg, J.C. & González-Delgado, J.A. (2012) - The Paleogene and Neogene of Western Iberia (Portugal) A Cenozoic record in the European Atlantic domain. Springer. 158p. DOI: 10.1007/978-3-642-22401-0
Kullberg, J. C., Pais J., Almeida J. A., & Mateus O. (2012). Contributo do património geológico e geomorfológico na candidatura da Arrábida (Portugal) a Património Mundial Misto. 46º Cong. Brasileiro Geologia / 1º Cong. Geologia Países Língua Portuguesa. , Set-Oct 2012, Santos (Brazil)
2011
Mendes, M. M., Dinis, J., Pais, J.; Friis, E. M. (2011) - Early Cretaceous flora from Vale Painho (Lusitanian Basin, western Portugal): An integrated palynological and mesofossil study. Review of Palaeobotany and Palynology. doi: 10.1016/j.revpalbo.2011.04.003
Vieira, M., Poças, E., Pais, J., Pereira, P.(2011) - Pliocene flora from S. Pedro da Torre deposits (Minho, NW Portugal). Geodiversitas, 13(1): 71-85. DOI:10.5252/g2011n1a5
2010
Barrón, E., Rivas-Carballo, R., Postigo-Mijarra, J.M., Alcalde-Olivares, C., Vieira, M., Castro, L., PAIS, J., Valle-Hernández, M. (2010) – The Cenozoic vegetation of the Iberian Peninsula. A synthesis. Rev. Palaeob. Palynology, 162: 382-402 . doi: 10.1016/j.revpalbo.2009.11.007.
2009
Cunha, P. P.; PAIS, J.; Legoinha, P. (2009) - Evolução geológica de Portugal continental durante o Cenozóico – sedimentação aluvial e marinha numa margem continental passiva (Ibéria ocidental). Proc. 6th Symposium on the Atlantic Iberian Margin, December, 1-5, Univ. Oviedo, pp. xi- xx.
Dias, R. &; PAIS, J. (2009) – Homogeneização da cartografia geológica do Cenozóico da Área Metropolitana de Lisboa. Com. Geol., Lisboa, 96: 39-50. ISSN 1647-581X
2008
Manuppella, G.; Zbyszewski, G.; Choffat, P.; Almeida, F.M. (levantamentos). Rey, J.; Dias, R.P.; Rebelo, L.; PAIS, J.; Ornelas, F.; Moniz, C.; Cabral, J. (novos levantamentos). Ramalho, M.; Dinis, J.; Ribeiro, L.; Clavijo, E.; Cunha, T. A. & Caldeira, R. (colaboração). Moniz, C.; Dias, R. P. & PAIS, J. (adaptação e revisões). Baptista, R.; Moniz, C. (corte geológico). Baptista, R. (interpretação sísmica). Moniz, C. (colunas litostratigráficas). PAIS, J & Dinis, J. (revisão coluna litostratigráfica) (2008) – Carta geológica de Portugal na escala 1:50 000. Folha 34-B Loures. 3ª edição. INETI, Departamento de Geologia.

Links:



Prestamos-lhe a devida homenagem.

Testemunho pessoal: O Prof. João Pais teve uma enorme influência em mim. Ele fez parte do júri do meu doutoramento; foi durante o seu cargo, como Presidente de Departamento de Ciências da Terra na FCT- NOVA que fui integrado neste departamento como professor; e partilhei, até hoje, o gabinete com este grande cientista.

Obrigado Prof. João Pais.

Condolências à família.

OM

quinta-feira, janeiro 14, 2016

Equinodermes do Mesozóico de Portugal em doutoramento por Bruno Pereira

Os equinodermes são um grupo fascinante, com enorme expressão actual e milhares de fósseis conhecidos. Actualmente incluem os ouriços-do-mar, estrelas-do-mar, ofiuróides, holotúrias e crinóides. Os equinodermes do Mesozóico de Portugal têm sido pouco abordados desde do trabalho de Perceval de Loriol no século XIX e precisamente por isso é que Bruno Pereira decidiu dedicar-se a eles.
Bruno Pereira segurando a sua tese de doutoramento
de 726 páginas.
Bruno Miguel Claro Pereira, de 31 anos, é licenciado em Geologia e tese de Mestrado sobre Ossículos de Equinodermes do Miocénico da Península de Setúbal (UL em 2010). É autor de uma dezena de títulos, tal como a diversidade de ouriços do mar na Bacia Lusitânica já abordados neste blog e têm trabalhado na defesa dos equinodermes do Cabeço da Ladeira. É voluntário do Museu da Lourinhã desde 2004, colaborador do centro de investigação GeoBioTec (FCT-UNL), participou numa das expedições científicas PaleoAngola ao Namibe.

A sua investigação levou-o a fazer o doutoramento pela Universidade de Bristol sob orientação principal de Michael Benton co-orientado por Andrew Smith, Marcello Ruta e Octávio Mateus, com o título Portuguese Mesozoic echinoderms: systematics, stratigraphy, palaeoecology and palaeobiogeography numa enorme tese de mais de 726 páginas onde trata as 249 espécies de equinodermes no Mesozóico de Portugal.


O Bruno fez as suas provas de Doutoramento em Bristol, dia 14 de Janeiro de 2016, pelo que está de parabéns!

Links:
Página Bruno Pereira na Univ- Bristol.
Bruno Pereira no ResearchGate.

Algumas publicações:
Equinodermes do Cabeço da Ladeira: um caso de preservação do património geológico
B. Pereira · S. Machado · J. M. F. Carvalho · L. Mergulhão · P. Pereira · M. Duarte · J. Anacleto
Comunicações Geológicas 05/2015; 101 (2014)(Especial III):1339-1343.

Mesozoic echinoid diversity in Portugal: Investigating fossil record quality and environmental constraints on a regional scale
Bruno Claro Pereira · Michael J. Benton · Marcello Ruta · Octávio Mateus
Palaeogeography Palaeoclimatology Palaeoecology 02/2015; 424

A new echinoderm Lagerstätten in Portugal: preliminary results
Bruno Claro Pereira · Pedro Pereira · Susana Machado · Jorge Carvalho · Lia Mergulhão
4th International Palaeontological Congress, Mendoza, Argentina; 09/2014

Estrela do Mar no Mesozóico de Portugal.
Cretaceous amniotes from Angola: dinosaurs, pterosaurs, mosasaurs, plesiosaurs, and turtles
Octavio Mateus · Michael J. Polcyn · L. L. Jacobs · Ricardo Araújo · A. S. Schulp · João Marinheiro · Bruno Claro Pereira · D. Vineyard

Exceptional Tortonian Echinoderm Palaeodiversity at Lagoa de Albufeira (Setúbal Peninsula, Portugal).
Bruno Pereira · Pedro Pereira · Mário Cachão
7th European Conference on Echinoderms, Göttingen; 10/2010






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segunda-feira, dezembro 14, 2015

John McIntosh (1923-2015)

A Paleontologia de dinossauros perdeu um dos seus dóceis gigantes: John "Jack" McIntosh (1923-2015). A notícia é-nos dada por Dan Chure:

John McIntosh e Diplodocus no Denver Museum of Natural History 2004  (foto: O. Mateus 2004)
Daniel Chure
PASSING OF JACK McINTOSH. It is with deep regret that I report that John S. McIntosh passed away this morning. He was 92 years old at the time of his death. Funeral arrangements have not been announced, He was well known, respected, and loved by many and over the years he helped innumerable paleontologists around the world.
Better known as "Jack", he was a theoretical physicist at Weslyan University (CT) and also for many, many decades the authority on sauropod dinosaurs. As Jack often told the tale, this was the result of, as a senior at Yale University and torn between dinosaur paleontology and physics, he went to Richard S. Lull, the then Yale dinosaur expert. Lull told him there was no future in dinosaur paleontology so he went into physics!

 Sempre alegre e sorridente, foi uma inspiração para todos nós ao dar-nos o exemplo de como ser um excelente cientista e uma pessoa generosa.
Educado em Yale, professor na Weslyan University,  Jack era uma sumidade e um apaixonados em saurópodes sendo um dos autores de um dos livros mais influentes no estudo dos dinossauros: "The Dinosauria". Os seus estudos tiveram implicações em Portugal ao considerar o Apatosaurus alenquerensis como dentro do género Camarasaurus, embora tenha sido considerado Lourinhasaurus alenquerensis mais tarde. Ele financiou os nossos estudos sobre o Europasaurus.
Várias espécies foram-lhe dedicadas,  entre as quais Brontomerus mcintoshi.

Ralph Molnar e John McIntosh a rir em primeiro plano. Octávio Mateus e Robert Bakker em segundo plano (SVP Denver em 2004).


Leia a entrevista cheia de histórias aqui, deste homem que lutou na Segunda Guerra mundial, e que era físico de profissão porque lhe disseram que a paleontologia não tinha futuro (e como estavam errados!).

Selecção das publicações mais relevantes:
  • Berman, D.S. and McIntosh, J.S., 1978. Skull and relationships of the Upper Jurassic sauropod Apatosaurus (Reptilia, Saurischia).
  • Carpenter, K. and McIntosh, J.S., 1994. Upper Jurassic sauropod babies from the Morrison Formation. Dinosaur eggs and babies,265, p.278.
  • McIntosh, J.S., 1990. Sauropoda. The Dinosauria1, pp.345-401.
  • McIntosh, J.S., 2005. The genus Barosaurus Marsh (Sauropoda, Diplodocidae). Thunder Lizards: the Sauropodomorph Dinosaurs. Indiana University Press, Bloomington, Indiana, pp.38-77.
  • Dodson, P., Behrensmeyer, A.K., Bakker, R.T. and McIntosh, J.S., 1980. Taphonomy and paleoecology of the dinosaur beds of the Jurassic Morrison Formation. Paleobiology, pp.208-232.
  • McIntosh, J.S. and Berman, D.S., 1975. Description of the palate and lower jaw of the sauropod dinosaur Diplodocus (Reptilia: Saurischia) with remarks on the nature of the skull of Apatosaurus. Journal of Paleontology, pp.187-199.


Nils Knotschke, John McIntosh e Octávio Mateus (Denver, 2004) ao lado do poster sobre o Europasaurus.

terça-feira, dezembro 01, 2015

Vasco Ribeiro, de paleontólogo a candidato a astronauta

Vasco Ribeiro começou cedo na paleontologia de dinossauros. Com tenra idade descobriu um esqueleto de crocodilomorfo, na periferia da vila da Lourinhã, onde vivia. Juntou-se ao GEAL - Museu da Lourinhã e o seu talento para descobrir fósseis depressa se apurou e revelou. Entre outros achados, destaca-se um estegossauro em Vale Pombas, uma cauda de saurópode em Porto das Barcas, um ceratossauro no Valmitão, e pegadas em Porto das Barcas.
Fez investigação científica em ovos de dinossauro, escavou o ninho de Paimogo, estudou a geologia da Formação da Lourinhã, e foi bolseiro de investigação no Projecto Dinoeggs.
Mas a vida dá muitas volta e a sua formação de Engenharia Geológica pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNL deu-lhe a garantia de emprego a fazer sondagens geológicas, prospecção geotécnica, acompanhamento de obras, sobretudo na construção de túneis. A fazer precisamente isso, está agora a viver em São Paulo.
Vasco Ribeiro em fato de treino de vôos espaciais.
O espírito engenhoca e inventivo que traz de família com o gosto pela engenharia e pela ciência fizeram-no gostar de mecânica, astronomia e simulador de vôos. Por desenhar modelos de simulador de voo foi convidado para o Projecto Possum, que trabalha em conjunto com a NASA, a desenvolver um simulador para treinar a realização de procedimentos de registos das nuvens.
O Engenheiro Geólogo Vasco Ribeiro, de 44 anos, candidata-se agora a ser o primeiro astronauta português, com as suas raízes são bem mais terrenas, na paleontologia. Felicitamos e desejamos a melhores das sorte e talentos ao Vasco.

O Jornal Público, entre outros, dedicou-lhe recentemente uma notícia "Engenheiro português concorre a vaga de astronauta de programa parceiro da NASA".


Bibliografia paleontológica publicada:

Mateus, I., Mateus, H., Antunes, M. T., Mateus, O., Taquet, P., Ribeiro, V., & Manuppella, G. (1997). Couvée, oeufs et embryons d'un dinosaure théropode du Jurassique supérieur de Lourinhã (Portugal). Comptes Rendus de l'Académie des Sciences-Series IIA-Earth and Planetary Science325(1), 71-78.

Mateus, I., Mateus, H., Antunes, M. T., Mateus, O. , Taquet, P., Ribeiro, V., & Manuppella, G. (1998). Upper Jurassic theropod dinosaur embryos from Lourinhã (Portugal). Upper Jurassic paleoenvironments in Portugal, Mem. Acad. Ciências de Lisboa37.

Antunes, M. T., Taquet, P., & Ribeiro, V. (1998). Upper Jurassic dinosaur and crocodile eggs from Paimogo nesting site (Lourinha-Portugal). Mem. Acad. Ciênc. Lisb37, 83-100.
Femke Holwerda e Vasco Ribeiro junto ao seu poster científico no congresso.

Ribeiro, V., & Mateus, O. (2012, September). Chronology of the Late Jurassic dinosaur faunas, and other reptilian faunas, from Portugal. Journal of Vertebrate Paleontology32, pp. 161.

Mateus, O., Taquet, P., Antunes, M. T., Mateus, H., & Ribeiro, V. (1998). Theropod dinosaur nest from Lourinhã, Portugal. Journal of Vertebrate Paleontology18.

Ribeiro, V., Mateus, O., Holwerda, F., Araújo, R., & Castanhinha, R. (2014). Two new theropod egg sites from the Late Jurassic Lourinhã Formation, Portugal. Historical Biology.

Perfil no Google Scholar.

terça-feira, abril 29, 2014

Doutorando Christophe Hendrickx a estudar terópodes

Christophe Hendrickx (FCT-UNL)
Um dos temas de investigação em paleontologia em Portugal tem sido os dinossauros terópodes. Em particular a evolução de dentes e ossos cranianos com dentes tem sido o tema de tese de Christophe Hendrickx. Nascido na Bélgica aos 4 de Maio de 1983, tem uma paixão por dinossauros e paleontologia de vertebrados desde criança. Para realizar seu sonho de se tornar um paleontólogo, ele fez uma licença de geologia da Universidade de Liège (Bélgica) durante 5 anos e mestrado em Paleobiologia da Universidade de Bristol (Inglaterra), antes de encontrar um projeto de pesquisa de doutorado sobre dinossauros na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, em Portugal. Seu projeto de pesquisa consiste em compreender a evolução dos dentes e alguns ossos do crânio em dinossauros carnívoros (terópodes), o que o tem feito viajar para Argentina, Estados Unidos e Europa para visitar coleções. Ele participou de várias temporadas de escavação na França, Rússia e Portugal. É o autor do dinossauro Torvosaurus gurneyi.


PHD Topic: Evolution of teeth and feeding-related bones in non-avian theropods (started in 2010)

Website on Spinosauridae (in French): http://spinosauridae.fr.gd/




Hendrickx, C., Araújo, R. and Mateus, O. 2012. The nonavian theropod quadrate: systematic usefulness, major trends and phylogenetic morphometrics analysis. 72nd Annual Meeting Society of Vertebrate Paleontology, Raleigh, USA. (October 17-20, 2012), Program and Abstracts 110.
Christophe Hendrickx e Octávio Mateus (FCT-UNL)
Hendrickx, C. and Buffetaut, E. 2008. Functional interpretation of spinosaurid quadrates (Dinosauria: Theropoda) from the Mid-Cretaceous of Morocco. 56th Annual Symposium of Vertebrate Palaeontology and Comparative Anatomy. Dublin (September 2nd-6th 2008) 25–26.

quarta-feira, abril 09, 2014

É bom ter heróis...

Estes são alguns dos meus heróis...

Ilustres cientistas: gigantes da paleontologia e da evolução.

Desafio: ofereço um livro autografado a quem primeiro me indicar o nome destes ilustres cientistas da evolução e da paleontologia aqui representados. Octávio Mateus, 9.4.2014

quarta-feira, outubro 16, 2013

O geólogo Jorge Dinis


Jorge Dinis no Cabo Espichel (Agosto 2012)
O paleontólogo que honramos este mês na rúbrica Paleontólogos é o Prof. Jorge Dinis, da Universidade de Coimbra, que se encontra neste preciso momento a lutar pela vida após um acidente de viação que o deixou em coma profundo desde 30 de Setembro.

Jorge Manuel Leitão Dinis é Licenciado em Geologia (Ramo Científico) na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, em 1986, com 15 valores.
Frequentou em 1993 dois módulos do Mestrado em Geologia do Subsolo organizado pela Universidade Complutense de Madrid e pela Universidade Politécnica de Madrid:
Em Fevereiro de 2000 apresentou na Universidade de Coimbra a Tese de Doutoramento em Geologia, especialidade de Estratigrafia e Paleontologia, intitulada “Estratigrafia e sedimentologia da Formação de Figueira da Foz - Aptiano a Cenomaniano do sector norte da Bacia Lusitânica”, Aprovada por Unanimidade, com Distinção e Louvor.
Desde 13/12/84, e durante os anos lectivos de 1984/85 e 1985/86 exerceu, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, as funções de Monitor do grupo de Mineralogia e Geologia, lugar que ocupou até à altura em que passou a exercer as funções de Assistente Estagiário.
Em 4 de Dezembro de 1986 foi contratado como Assistente Estagiário, além do quadro, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
Tendo apresentado Provas de Aptidão Pedagógica e Capacidade Científica em 15 e 16 de Outubro de 1990, foi aprovado com a classificação de "Muito Bom", passando assim à categoria de Assistente.
Após a aprovação nas provas de Doutoramento, é Professor Auxiliar da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra desde Fevereiro de 2000.
Obteve Nomeação Definitiva na mesma categoria e mesma instituição em 28 de Setembro de 2005, com efeitos desde 18 de Fevereiro de 2006.

  1. É atualmente investigador no centro de investigação do IMAR-CMA Instituto do Mar. Apesar de o seu perfil ser mais ligado à geologia sedimentar, ele tem contribuído para a Paleontologia através de contribuições em estudos de paleobotânica, invertebrados e vertebrados.

    Os seus interesses incluem: Sedimentologia de sistemas clásticos: continentais, estuarinos e costeiros. Estratigrafia e ambientes deposicionais do Cretácico inferior. Jurássico Superior e Holocénico do centro oeste de Portugal. Gestão e ordenamento das áreas costeiras. Preservação e valorização do Património Geológico. Geomorfologia do Quaternário.
    Correlações estratigráficas, interpretação paleoambiental e cronostratigrafia do Cretácico inferior e do Jurássico Superior da Bacia Lusitânica.

    Eu (O. Mateus) e o Jorge Dinis temos dois trabalhos em conjunto: um sobre a Formação da Lourinhã, como resultado da visita de estudo do congresso Strati 2013 com o Prof. Pedro Proença e Cunha, e outro trabalho sobre a transição Jurássico/Cretácico em Portugal. Essa experiência permitiu-me ir para o campo várias vezes com ele e posso relatar que é um grande geólogo e amigo: erudito, trabalhador, inteligente e divertido. Desejamos ao nosso amigo e colega Jorge Dinis as rápidas melhoras e a nossa solidariedade à família.

    Jorge Dinis, à direita, numa explicação de campo a sul da Praia da Consolação (Junho 2013)



    Bibliografia seleccionada:

    • Heimhofer, U., Hochuli, P. A., Burla, S., Dinis, J. M. L., Weissert, H. (2005). Timing of Early Cretaceous angiosperm diversification and possible links to major paleoenvironmental change. Geology, 33(2), 141-144.

    • Dinis, J. L., Rey, J., Cunha, P. P., Callapez, P., & Pena dos Reis, R. (2008). Stratigraphy and allogenic controls of the western Portugal Cretaceous: an updated synthesis. Cretaceous Research, 29(5), 772-780.

    • Reis, R. P., Cunha, P. P., Dinis, J., & Trincao, P. R. (2000). Geological evolution of the Lusitanian Basin (Portugal) during the Late Jurassic.

    • Dinis, J. L., & Trincão, P. (1995). Recognition and stratigraphical significance of the Aptian unconformity in the Lusitanian Basin, Portugal. Cretaceous Research, 16(2-3), 171-186.

    • Rey, J., & Dinis, J. L. (2004). Shallow marine to fluvial interplay in the Lower Cretaceous of central Portugal: sedimentology, cycles and controls. In Cretaceous and Cenozoic events in West Iberia margins, 23rd IAS Meeting of Sedimentology Field Trip Guidebook (Vol. 2, pp. 5-35).

    • Salminen, J., Dinis, J., Mateus, O. 2013 Preliminary magnetostratigraphy for Jurassic/Cretaceous transition in Porto da Calada, Portugal.

    • Dinis, J. L., Henriques, V., Freitas, M. C., Andrade, C., Costa, P. (2006). Natural to anthropogenic forcing in the Holocene evolution of three coastal lagoons (Caldas da Rainha valley, western Portugal). Quaternary international,150(1), 41-51.

    • Pena dos Reis, R., Dinis, J. L., Proenca Cunha, P., & Trincão, P. (1996). Upper Jurassic sedimentary infill and tectonics of the Lusitanian Basin (Western Portugal). In GeoResearch Forum (Vol. 1, No. 2, pp. 377-386).



    Informação e partes dos textos deste post são proveniente das seguintes fontes:
    pt.linkedin.com/pub/jorge-dinis/24/4b2/805
    http://coimbra.academia.edu/JorgeDinis
    http://www1.ci.uc.pt/imar/unit/people/cvs/cv/j_m_l_dinis.php
    https://woc.uc.pt/dct/person/ppgeral.do?idpessoa=18



quinta-feira, outubro 03, 2013

João Pais, paleobotânico

O paleontólogo do mês é o Prof. João Pais, que se aposentou recentemente e que publicou agora um artigo sobre a paleo-flora do Cretácico Inferior.

Lígia Castro, João Pais e Octávio Mateus. 2008.


Paleontólogo catedrático aposentado no Departamento de Ciências da Terra da FCT UNL, o Prof. João José Cardoso Pais nasceu no em Cabeção, Mora a 14 de Outubro de 1949. Prestou provas de Doutoramento primeiro sobre a orientação do Professor Carlos Teixeira e após a entrada para a UNL, sob a orientação do Professor Miguel Telles Antunes, terminando em 1982 com distinção e louvor.
1972 - Licenciatura (Geologia), Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa
1982 - Doutoramento (Estratigrafia e Paleobiologia), Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa
1991 - Agregação (Estratigrafia e Paleontologia), Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa

Segundo o seu CV no Degois:
João Pais, Miguel Ramalho, Moitinho de Almeida
e António Ribeiro. Foto por O.M. 2007
Publicou 96 artigos em revistas especializadas e 53 trabalhos em actas de eventos, possui 12 capítulos de livros e 9 livros publicados. Possui 478 itens de produção técnica. Participou em 45 eventos no estrangeiro e 46 em Portugal. Orientou 4 teses de doutoramento, orientou 3 dissertações de mestrado e co-orientou 2 nas áreas de Ciências da Terra e do Ambiente e História e Arqueologia. Recebeu 3 prémios e/ou homenagens. Actua na área de Ciências Naturais com ênfase em Ciências da Terra e do Ambiente. Nas suas actividades profissionais interagiu com 352 colaboradores em co-autorias de trabalhos científicos. No seu curriculum DeGóis os termos mais frequentes na contextualização da produção científica, tecnológica e artístico-cultural são: Geologia, Estratigrafia, Engenharia Geológica, Paleobotânica, Cartografia geológica, Paleoecologia, Paleontologia, Arqueobotânica, Arqueozoologia e Educação.

Descreveu as seguintes espécies de plantas fósseis:
Annonxylon teixeirae sp. nov.
Brachyphyllum lusitanicum n. sp.
Frenelopsis teixeirae sp. nov. (colaboração K. L. Alvin)
Ischyosporites teixeirae n. sp. (colaboração Y. Reyre)
Pinus fluvimajoricus n. sp.
Pterophyllum mondeguensis n. sp.
Todites falciformis n. sp.
Erdtmanispermum juncalense n. sp. (colaboração M. Mendes & E. Friis)
Raunsgaardispermum lusitanicum n. gen. n. sp. (colaboração M. Mendes & E. Friis)
Erdtmanitheca portucalensis n. sp. (colaboração com M. Mendes, E. Friis & R. Pedersen)


E foram-lhe dedicadas duas espécies:
Xestoleberis paisi Nascimento, 1989 - Ostracodo do Aquitaniano da Bacia do Baixo Tejo 
Microparamys paisi Estravís, 1994 - Roedor, Ischyromyidae do Eocénico de Silveirinha 

Selecção de obras:

2013
Mendes, M. M., Dinis, J., Pais, J., & Friis, E. M. (2013). Vegetational composition of the Early Cretaceous Chicalhão flora (Lusitanian Basin, western Portugal) based on palynological and mesofossil assemblages. Review of Palaeobotany and Palynology.
2012
Pais, J. (ed., autor), Cunha, P.P., Pereira, D., Legoinha, P., Dias, R., Moura, D., Silveira, A.B., Kullberg, J.C. & González-Delgado, J.A. (2012) - The Paleogene and Neogene of Western Iberia (Portugal) A Cenozoic record in the European Atlantic domain. Springer. 158p. DOI: 10.1007/978-3-642-22401-0
Kullberg, J. C., Pais J., Almeida J. A., & Mateus O. (2012). Contributo do património geológico e geomorfológico na candidatura da Arrábida (Portugal) a Património Mundial Misto. 46º Cong. Brasileiro Geologia / 1º Cong. Geologia Países Língua Portuguesa. , Set-Oct 2012, Santos (Brazil)
2011
Mendes, M. M., Dinis, J., Pais, J.; Friis, E. M. (2011) - Early Cretaceous flora from Vale Painho (Lusitanian Basin, western Portugal): An integrated palynological and mesofossil study. Review of Palaeobotany and Palynology. doi: 10.1016/j.revpalbo.2011.04.003

Vieira, M., Poças, E., Pais, J.,  Pereira, P.(2011) - Pliocene flora from S. Pedro da Torre deposits (Minho, NW Portugal). Geodiversitas, 13(1): 71-85. DOI:10.5252/g2011n1a5

2010
Barrón, E., Rivas-Carballo, R., Postigo-Mijarra, J.M., Alcalde-Olivares, C., Vieira, M., Castro, L., PAIS, J., Valle-Hernández, M. (2010) – The Cenozoic vegetation of the Iberian Peninsula. A synthesis. Rev. Palaeob. Palynology, 162: 382-402 . doi: 10.1016/j.revpalbo.2009.11.007.

2009
Cunha, P. P.; PAIS, J.; Legoinha, P. (2009) - Evolução geológica de Portugal continental durante o Cenozóico – sedimentação aluvial e marinha numa margem continental passiva (Ibéria ocidental). Proc. 6th Symposium on the Atlantic Iberian Margin, December, 1-5, Univ. Oviedo, pp. xi- xx.

Dias, R. &; PAIS, J. (2009) – Homogeneização da cartografia geológica do Cenozóico da Área Metropolitana de Lisboa. Com. Geol., Lisboa, 96: 39-50. ISSN 1647-581X

2008
Manuppella, G.; Zbyszewski, G.; Choffat, P.; Almeida, F.M. (levantamentos). Rey, J.; Dias, R.P.; Rebelo, L.; PAIS, J.; Ornelas, F.; Moniz, C.; Cabral, J. (novos levantamentos). Ramalho, M.; Dinis, J.; Ribeiro, L.; Clavijo, E.; Cunha, T. A. & Caldeira, R. (colaboração). Moniz, C.; Dias, R. P. & PAIS, J. (adaptação e revisões). Baptista, R.; Moniz, C. (corte geológico). Baptista, R. (interpretação sísmica). Moniz, C. (colunas litostratigráficas). PAIS, J & Dinis, J. (revisão coluna litostratigráfica) (2008) – Carta geológica de Portugal na escala 1:50 000. Folha 34-B Loures. 3ª edição. INETI, Departamento de Geologia.



Links:

quinta-feira, setembro 12, 2013

Estudante de paleontologia Emanuel Tschopp


A Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Univ. Nova, conta, desde há cerca de três anos, com um bolseiro de doutoramento a estudar dinossauros saurópodes, o suíço Emanuel Tschopp. Divulgamos assim o perfil de um estudante internacional de paleontologia radicado em Portugal e a viver na Lourinhã.

Emanuel Tschopp realizou o seu mestrado em paleontologia em 2008 na Universidade de Zurique, na Suíça. Em 2010, ele começou o seu doutoramento no Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, Portugal, sob a supervisão do Prof Octávio Mateus. Seus principais interesses investigação são a filogenia e evolução dos dinossauros saurópodes, em particular das faunas do Jurássico Superior  da Formação de Morrison nos EUA e da Lourinhã em Portugal, onde também participou de várias campanhas de escavação.
E. Tschopp e O. Mateus descreveram recentemente uma nova espécie de saurópode, Kaatedocus siberi, e postulam sobre a existência do osso interclavícula em saurópodes que previamente se pensava ser ausente em dinossauros.
Os projetos em curso são a análise filogenética dos saurópodes diplodocídeos baseada em espécimes, uma revisão de Camarasaurus, e uma análise morfométrica 3D da coluna vertebral de saurópodes.


Tema de tese: Evolução dos dinossauros saurópodes diplodocídeos com ênfase em amostras de Howe Ranch (Wyoming, EUA)


Obras publicadas:

Tschopp, E., & Dzemski, G. (2012). 3-dimensional reproduction techniques to preserve and spread paleontological material–a case study with a diplodocid sauropod neck. Journal of Paleontological Techniques, 10, 1-8.

Tschopp, E., & Mateus, O. (2012). The skull and neck of a new flagellicaudatan sauropod from the Morrison Formation and its implication for the evolution and ontogeny of diplodocid dinosaurs. Journal of Systematic Palaeontology, (ahead-of-print), 1-36.

Tschopp, E., & Mateus, O. (2012). A sternal plate of a large-sized sauropod dinosaur from the Late Jurassic of Portugal. Fundamental, 20, 263-266.

Christiansen, N. A., & Tschopp, E. (2010). Exceptional stegosaur integument impressions from the Upper Jurassic Morrison Formation of Wyoming. Swiss Journal of Geosciences, 103(2), 163-171.

Tschopp, E., & Mateus, O. (2013). Clavicles, interclavicles, gastralia, and sternal ribs in sauropod dinosaurs: new reports from Diplodocidae and their morphological, functional and evolutionary implications. Journal of anatomy.

Tschopp, E., Russo, J., & Dzemski, G. (2013). Retrodeformation as a test for the validity of phylogenetic characters: an example from diplodocid sauropod vertebrae. Palaeontologia Electronica, 1998, 16.


terça-feira, junho 25, 2013

Há 150 anos que se descobrem dinossauros na Lourinhã

Há 150 anos que se descobrem dinossauros na Lourinhã


No passado dia 20 de Junho fez 150 anos sobre a primeira descoberta de um dinossauro em Portugal. Um dente de um dinossauro carnívoro, possivelmente Torvosaurus, descoberto em Porto das Barcas, no concelho da Lourinhã pelo geólogo Carlos Ribeiro, em 1863.
Carlos Ribeiro (1813-1882) foi referido por Lapparent & Zbyszewski (1957: 18), que referem “Coupe du Vale do Portinheiro à Carrasqueira. Cette coupe, faite en 20/6/1863, se place sur la côte entre Praia das Carreiras et Porto de Barcos (Lourinhã). Elle comprend le [sic] succession suivante, observée par Carlos Ribeiro. [...] C.11- Argile micacée gris-verdâtre avec ossements et dents de Dinosauriens, Chéloniens, Poissons et Mollusques divers”. Analisando as figuras 6 e 17 da Estampa XII deparamos com dois dentes de terópode (classificados como Megalosaurus sp. e M. pombali) com a proveniência “Coupe du Vale do Portinheiro à Carrasqueira”, onde Ribeiro trabalhou em 1863. Estes dentes serão, possivelmente, os vestígios colhidos por Carlos Ribeiro e, por conseguinte, os primeiros fósseis de dinossauros reconhecidos em Portugal, em 1863.
Busto do geólogo Carlos Ribeiro (1813-82)  presente no Museu Geológico em Lisboa.
Em Portugal, há evidência de colheitas de fósseis, às vezes trabalhados pelo Homem, desde a Idade do Bronze, mas as primeiras relações documentadas entre o Homem e vestígios de dinossauros remontam à Idade Média. Na jazida da Pedra da Mua (Cabo Espichel) as pistas de dinossauros induziram a lenda da N. Srª da Pedra da Mua. Daí resultou a primeira ilustração de pegadas de dinossauro: na Capela da Memória (em 1410) devido à existência de supostas pegadas de uma mula (mua, em português antigo) um dos dez painéis de azulejos ilustra a Nossa Senhora da Pedra da Mua, em cima de uma mula, deixando um rasto de pegadas.
O primeiro artigo científco sobre fósseis publicado em Portugal deve-se ao Padre Jesuíta João de Loureiro (1717-1791) que tratou de caranguejos fósseis provenientes da Cochinchina (parte do actual Vietname). Loureiro refere os processos de fossilização e propriedades curativas.


Em jeito de provocação: dia 20 de Junho devia ser o Dia Nacional da Paleontologia! :)

Fonte:
Mateus, O.  2005.  Dinossauros do Jurássico Superior de Portugal, com destaque para os saurísquios. Dissertação de Doutoramento,  Universidade Nova de Lisboa. Lisboa. 375 pp.


Referências citadas:
A. F. d.e. Lapparent and G. Zbyszewski. 1957. Les dinosauriens du Portugal. Mémoires des Services Géologiques du Portugal, nouvelle série 2:1-63

quinta-feira, maio 23, 2013

Paleontólogo Michael Benton

O nosso paleontólogo do mês é o Prof. Michael Benton, que estará em breve em Portugal.

Michael J. Benton (n. Abril 1956) é um paleontólogo britânico, membro da Royal Society of Edinburgh, e professor de paleontologia de vertebrados do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Bristol. Tem trabalhado em macroevolução e paleobiologia, em que se destaca a evolução de répteis, eventos de extinção e mudanças de fauna no registro fóssil, diversificação de vida, qualidade do registro fóssil, formas de filogenias, extinções em massa, evolução do ecossistema, filogenia de diapsídeos e  arcossauros basais e origem dos dinossauros. 
Ele é o autor de vários livros de texto paleontologia (por exemplo, Paleontologia de Vertebrados) e livros infantis. Ele também é conselheiro  em muitas produções de média, incluindo da BBC Walking with Dinosaurs e foi consultor do programa para Paleoworld no Discovery Science. 
É autor de cerca de 50 livros e centenas de artigos científicos que totalizam cerca de 12.000 citações, e um índice H de 56, um dos maiores entre todos os paleontólogos de vertebrados.
Ele foi condecorado com a Medalha Lyell da Sociedade Geológica de Londres, em 2007, foi um Edward Baixo Distinguido Visiting Scholar na Universidade de Yale em 2009, e atualmente é presidente da  International Paleontological Association.
Prof. Michael Benton (foto daqui)
Exemplo de algumas obras:
Benton, M. J. (2009). Vertebrate palaeontology. Wiley-Blackwell.
Benton, M. J. (1995). Diversification and extinction in the history of life.Science(Washington)268(5207), 52-58.
Benton, M. J., & Donoghue, P. C. (2007). Paleontological evidence to date the tree of life. Molecular biology and evolution24(1), 26-53.

O Prof. Michael Benton visitou o Museu da Lourinhã em 1998. Actualmente, ele e Octávio Mateus co-orientam o paleontólogo português Bruno Pereira, na sua tese sobre Equinodermes do Mesozóico de Portugal, na Universidade de Bristol e Universidade Nova de Lisboa.

Fontes: