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segunda-feira, outubro 29, 2012

Nova tartaruga do Cretácico de Angola

Vineyard, D., Mateus O., Jacobs L. L., Polcyn M. J., & Schulp A. (2012).  A new marine turtle from the Maastrichtian of Angola. Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2012, 189. ISSN 1937-2809.


Well preserved skull, jaw and associated postcranial material of a new marine turtle was recovered from the mid Maastrichtian (Late Cretaceous) Mucuio Formation, Bentiaba, Angola, during the 2010 Project PaleoAngola expedition. Preliminary analysis was performed showing that the new material represents a sister-taxon of Euclastes based on synapomorphies such as extensive secondary palate, shovel-like mandible, low tomial ridge, and broad skull, and places the new Angolan specimen as the most basal Euclastes. This new taxon, plus Angolachelys mbaxi, and at least two other distinct taxa show a diversity of marine turtles previously unknown in the Cretaceous of Africa.





sexta-feira, agosto 19, 2011

PaleoAngola, Passo a Passo

PaleoAngola, Passo a Passo, é o novo livro para crianças lançado domingo passado, dia 14 de Agosto em Luanda, que conta a história do dinossauro Angolatitan adamastor. É desenhado por Simão Mateus, e o desenvolvimento desta história é da autoria do Simão, minha e de Kalunga Lima.

Mateus, S., Mateus, O. & Lima, K. 2011. PaleoAngola, Passo a Passo. Ed. LS Filmes., ISBN: 978-989-20-2262-8.

terça-feira, abril 12, 2011

Movendo monólitos com raros plesiossauros de Angola





Ontem, um bloco recolhido em 2010 em Angola com mais de uma tonelada foi transportado para os laboratórios da Southern Methodist University (Texas) para ser preparado. Este bloco contem um esqueleto praticamente completo incluindo o crânio de um plesiossauro. Em breve mais novidades sobre o avanço deste incrível achado serão dadas. Todos os fósseis recolhidos no âmbito do Projecto PaleoAngola serão devolvidos a Angola.

Ricardo Araujo

terça-feira, março 01, 2011

Plesiossauros de Angola




A mitologia Angolana inclui bestas marinhas como o Kianda, um monstro que comia pessoas. No entanto, há muitos milhões de anos atrás (aproximadamente 69 milhões de anos) inúmeros répteis marinhos gigantescos cruzaram o mar ao largo da costa de Angola.

Entre os quais se contavam os plesiossauros: os Kianda que existiram mesmo. Nesta altura, porém, não existiam humanos e este tipo de animais alimentava-se somente de peixe e cefalópodes. Alguns plesiossauros tinham longos pescoços, outros pescoços curtos mas cabeças extremamente robustas. Os plesiossauros têm uma história evolutiva extremamente interessante pois são os répteis marinhos mais diversos em número de espécies bem como em termos de longevidade. Existem mais de duas centenas de espécies conhecidas de plesiossauros, e duraram enquanto grupo durante quase todo o Mesozóico. Mais de cento e cinquenta milhões de anos de história evolutiva... Existiram plesiossauros com inúmeros pequenos dentes aguçadíssimos que para se alimentarem de pequenos crustáceos e peixes, existiram plesiossauros com um crânio robusto e dentes poderosos capazes de dilacerar grandes presas. A disparidade morfológica é radicalmente diferente de grupo para grupo. Alguns plesiossauros engoliam pedras, chamados gastrólitos, para servir de lastro e para que o seu corpo adquirisse flutuabilidade neutra... outros tinham adaptações especiais nos ossos do corpo tornando os ossos extremamente densos e, portanto, produzindo o mesmo efeito de flutuabilidade neutra.


Angolan mythology includes stories of a beast named Kianda, a sea monster who ate people. In reality, millions of years ago (~69 ma) numerous giant marine reptiles lived in the sea off the coast of Angola. Among them were animals called plesiosaurs: a sea monster that really did exist. At this point, however, there were no humans and plesiosaurs only fed on fish and cephalopods. Some plesiosaurs had long necks and relatively small heads while others had short necks and extremely robust heads. Plesiosaurs have a long and interesting evolutionary history and are are the most diverse marine reptiles in species number and in terms of longevity. There are over two hundred known species of plesiosaurs, and the group lasted for almost the entire Mesozoic; more than one hundred and fifty million years of evolutionary history ... There were plesiosaurs with numerous small teeth that enabled it to feed on small crustaceans and fish, there were plesiosaurs with a robust skull and powerful teeth that can tear apart very large prey. The morphological disparity is radically different from group to group. Some plesiosaurs swallowed stones, called gastroliths to serve as ballast to acquire neutral buoyancy ... others had special adaptations in the bones of the body making the bones very dense and therefore producing the same effect of neutral buoyancy.



Angola é central para compreender a história evolutiva deste grupo de animais. Neste momento temo-nos concentrado nos últimos capítulos da sua história, mas, felizmente, Angola tem rochas que representam várias idades e que, portanto, permitem aceder a vários outros capítulos da história fascinante destes animais. Até agora já foi descoberto por exemplo o Tuarangisaurus que é um táxone extremamente interessante uma vez que, a confirmar-se a sua natureza ontogenética, apresenta traços claramente que corresponderiam a indivíduos de plesiossauros juvenis. Também numa perspectiva biogeográfica este taxóne parece ser interessante, ocorrendo em três continentes distintos: América do Sul (Argentina), Oceânia (Nova Zelândia) e agora África (Angola; ver resumo em Araújo et al. 2010).

Angola is central to understanding the evolutionary history of this group of animals. Currenty we are concentrating on the final chapters of their history, but fortunately, Angola has older rocks too, and therefore allows access to several other chapters in the history of these fascinating animals. We have thus far discovered a number of forms, including one called Tuarangisaurus. This taxon is very interesting because it appears to conserve morphology that corresponds to juvenile plesiosaurs of other taxa. Also, from a biogeographic perspective, this taxon appears to be restricted to the southern hemisphere, but is widespread, occurring in three different continents: South America (Argentina), Oceania (New Zealand) and now Africa (Angola, see summary in Araújo et al. 2010).

Ver:http://www.paleolabs.org/paleoangola/the-fossils/54-the-fossils/129-plesiossauros

sábado, julho 25, 2009

Como procurar fósseis?

Uma das perguntas mais frequentes que me fazem é "como sabem onde procurar?" ou "como procurar fósseis?". A escolha do local prende-se com o conhecimento da geologia da região. Dependendo do que se procura, escolhe-se o tipo e idade das rochas. Por exemplo, se quisermos dinossauros, procuram-se rochas sedimentares do Mesozóico (Triásico, Jurássico ou Cretácico) formadas em ambientes continentais, mas se quisermos encontrar baleias fósseis procuramos terrenos marinhos do Cenozóico.
Uma vez localizada a área, é preciso prospectar, cobrindo vastas áreas à procura dos primeiros vestígios que justifiquem uma recolha ou escavação.

Este vídeo, feito por mim, mostra a imensidão dos afloramentos cretácicos durante a procura de fósseis em Angola: