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quarta-feira, março 08, 2017

Ovos fósseis de Portugal mostram uma evolução muito lenta dos ovos de crocodilo desde o Jurássico


Uma nova pesquisa com ovos fósseis de Portugal com 152 milhões de anos mostrou que se tratam de parentes próximos dos crocodilos e que seu tipo de ovo mudou muito pouco desde então. Os ovos foram encontrados nas rochas do Jurássico Superior nas arribas costeiras do oeste de Portugal.

Os ovos agora descritos foram encontrados em rochas cerca de 152 milhões de anos de idade tornando-os os mais antigos ovos fósseis de crocodilomorfos conhecidos até agora. Os crocodilomorfos são o grupo do antepassado comum a todos os crocodilos. O ovo mais antigo deste tipo que se conhecia até então era do Texas e tinha cerca de 112 milhões de anos. Assim, a nova descoberta de Portugal alarga o conhecimento deste tipo de ovos em cerca de 40 milhões de anos.
Postura de ovos de crocodilomorfo.


Um dos aspectos mais notáveis ​​destes ovos é como são semelhante aos de crocodilos modernos, indicando que a evolução da morfologia do ovo foi muito lenta e que mudou muito pouco nos últimos 152 milhões de anos de história dos crocodilos e dos seus antepassados. Obviamente, há um certo grau de variação entre ovos diferentes, por exemplo, no tamanho do ovo ou mudanças microscópicas na casca do ovo, mas as características morfológicas fundamentais são as mesmas. Os ovos foram considerados ligeiramente diferentes de quaisquer outros ovos previamente descritos, portanto, foram consideradas duas novas oospécies, que são equivalentes a novas espécies, mas apenas aplicadas aos ovos.



De facto, o registo fóssil diz-nos que os crocodilos e seus parentes (formando o grupo maior dos crocodilomorfos) eram muito mais diversos no passado, com diferentes hábitos alimentares, distribuição de nicho ecológico ou morfologia. "Este estudo mostra que os ovos permaneceram praticamente inalterados ao longo da evolução do grupo durante pelo menos os últimos 150 milhões de anos" diz João Russo, o primeiro autor do estudo, que resulta da tese de Mestrado em Paleontologia.

Suchoolithus portucalensis, oogen. and oosp. nov.

A tese, que foi orientada por Octávio Mateus da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã, e co-autor do estudo publicado na revista PLOS ONE, mostrou através de uma análise microscópica detalhada que algumas destas cascas de ovos são quase idênticas aos crocodilos modernos, como o aligator. Além disso, um dos espécimes descritos é um dos melhores exemplos de uma postura não eclodidas e também uma das mais pequenas pois cada ovo é do tamanho de um polegar. Alguns ovos tinham restos de embriões, mas demasiados pequenos e fragmentados para serem identificados com mais detalhe.

A colecção de fósseis do Museu da Lourinhã, em Portugal, já é conhecida pelo extenso e único registo de ossos e ovos de dinossauros do Jurássico Superior, incluindo a presença de ninhos e embriões, mas os ovos de crocodilomorfos do Jurássico eram praticamente desconhecidos até agora.

Referência: Russo, Mateus, Marzola and Balbino. 2017 Two new ootaxa from the Late Jurassic: the oldest record of crocodylomorph eggs, from the Lourinhã Formation, Portugal. PLOSONE.

terça-feira, dezembro 20, 2016

Tartarugas Jurássicas, em tese de mestrado por Rita Vilas Boas


No dia 19 de Dezembro de 2016, a nossa paleontóloga Rita Vilas Boas defendeu a sua dissertação intitulada “Tartarugas do Jurássico Superior de Portugal” na Faculdade de Ciências e Tecnologia de Universidade Nova de Lisboa (FCT-UNL), Caparica, obtendo uma aprovação por unanimidade por 18 valores. A dissertação resulta da tese do Mestrado de Paleontologia em associação entre a FCT-UNL e a Universidade de Évora, orientada por Octávio Mateus e com grande enfoque nas tartarugas fósseis do Museu da Lourinhã.

Rita Vilas Boas na defesa da sua tese de mestrado aos 19 de Dezembro de 2016
Paulo Legoinha, Octávio Mateus, Rita Vilas Boas e Luís Ceríaco

A defesa desta tese atraiu um público interessado, sobretudo de estudantes de paleontologia, família e amigos

Parabéns Rita Vilas Boas!


Resumo:
Os sedimentos litorais do Jurássico Superior de Portugal, sobretudo do Kimmeridgiano e Titoniano, mostram um registo único e rico de tartarugas. Até ao momento, foram identificadas fósseis de Paracryptodira (Pleurosternidae), Eucryptodira basal (Plesiochelyidae e Hylaeochelys) e Pleurodira (Platychelyidae). Descrevem-se aqui quatro espécimes inéditos que compreendem carapaças e plastrão de tartarugas do Jurássico Superior da Bacia Lusitaniana do Membro da Praia Azul da Formação da Lourinhã. Os quatros espécimes do Museu da Lourinhã foram preparados, analisados e descritos, permitindo a sua identificação e classificação filogenética. O esqueleto craniano e apendicular continua raro e pouco conhecido. Estes espécimes são atribuídos a Pleurosternidae Selenemys lusitanica, a Plesiochelyidae Plesiochelys e Craspedocheys e a Eucriptodira basal Hylaeochelys kappa o que é coerente com o já previamente reportado para a Bacia Lusitaniana. O espécime Selenemys lusitanica ML1247 e o holótipo de Selenemys lusitanica são os únicos espécimes de Pleurosternidae identificados no registo europeu do Kimeridgiano superior. O espécime de Hylaeochelys kappa ML2033 tem caracteres distintos do holótipo de H. kappa, considerados aqui como variação interespecífica. Além disso, Hylaeochelys kappa ML2033 é a ocorrência de Hylaeochelys mais antiga conhecida, sugerindo que a origem do género poderá ser ibérica. Os espécimes Plesiochelys sp. ML425 e Craspedocheys sp. ML2164 não poderam ser identificados a nível específico devido à sua condição fragmentada. Plesiochelyidae ocorre sobretudo em níveis transgressivos e de influência marinha, ​o ​que sugere um habitat marinho costeiro ​e ​alguma colonização marinha das tartarugas no Jurássico Superior, em linhagens que não deram origem às tartarugas marinhas do Cretácico Superior nem actuais, que têm uma carapaça mais fenestrada e leve.


Provas de Mestrado em Paleontologia de Rita Isabel Rodrigues Vilas Boas
Dissertação: "Tartarugas do Jurássico Superior de Portugal"
Constituição do Júri: 
Presidente: Doutor Paulo Legoinha, FCT-UNL
Vogais: Doutor Luís Miguel Pires Ceríaco, Investigador Pós-Doutorado, Villanova University, PA, EUA, e  Doutor Octávio Mateus, Professor FCT-UNL.

domingo, junho 26, 2016

Mestrado em Paleontologia, inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para o Mestrado em Paleontologia numa iniciativa conjunta entre a FCT - Universidade NOVA de Lisboa e a Universidade de Évora.

Esta é a 5.ª edição deste mestrado que está a ter grande sucesso e que pretende treinar a nova geração de paleontólogos de Portugal e da Europa.

Aprender sobre paleontologia e fósseis é apaixonante e cativante! É uma disciplina multidisciplinar para uma carreira científica e Portugal é muito rico de fósseis o que oferece dezenas de oportunidades entusiasmantes pela frente. 

Informações e candidaturas (FCT-UNL):



sexta-feira, maio 20, 2016

Baleias-de-bico em nova tese em paleontologia por João Muchagata


A estrutura bizarra no crânio da baleia-de-bico extinta Globicetus hiberus levou à tese por João Muchagata integrado no Mestrado em Paleontologia da FCT-Universidade Nova de Lisboa + Universidade de Évora. Parabéns ao João Muchagata que agora é Mestre com uma classificação de 18 valores.



Data: 18 de Maio de 2016
Mestrado em Paleontologia
Dissertação: "Função, dimorfismo sexual e variação intraespecífica das estruturas rostrais bizarras na baleia-de-bico extinta Globicetus hiberus"
Júri: Doutores Carlos Ribeiro (UÉ), Mário Estevens (CM Almada) e Octávio Mateus (FCT-UNL, orientador).

Defesa de tese de João Muchagata: candidato, júri e orientadores.


Resumo: Zifídeos são odontocetes ecolocalizadores capazes de efetuar mergulhos de grande profundidade. O recentemente nomeado Globicetus hiberus do Plioceno, exibe uma peculiar e grande esfera óssea no rostro, o processo mesorostral da pré-maxila ou MPP. A origem e função do MPP é misterioso, mas algumas hipóteses são abordadas: 1. malformação, doença ou deformidade; 2. lastro; 3. luta intraespecífica; 4. reflexão e orientação do feixe de som; 5. aumento da velocidade das ondas sonoras; 6. barreira sonora; e 7. órgão sexual. Algumas hipóteses são rejeitadas (1, 2, 6), outros podem desempenhar um papel secundário (3, 4, 5) e sugerimos o órgão sexual secundário (7) como a melhor hipótese. O MPP varia de tamanho nos seis espécimes estudados. Durante a vida, o MPP cresce alométricamente nos machos, mas não nas fêmeas, o que sugere que é um caso de dimorfismo sexual. Estas baleias seriam capazes de detetar ossos como imagens ecóicas distintas, portanto, o MPP poderia funcionar como um órgão sexual secundário, a chamado hipótese das “hastes internas”.

sexta-feira, março 18, 2016

NOVApaleo - Simpósio de Paleontologia (FCT-Nova, 13 de Maio)

Vai decorrer o simpósio de paleontologia NOVA-Paleo, dia 13 de Maio na FCT-UNL. Este evento destina-se a promover e divulgar a paleontologia feita por estudantes e jovens investigadores estando aberto a todos os interessados.



No decurso da 4ª edição do Mestrado em Paleontologia (NOVA, UÉ), a Comissão de Curso, o Departamento de Ciências da Terra da FCT-NOVA e o Departamento de Geociências da ECT-Universidade de Évora, entenderam oportuno promover o Simpósio NOVApaleo 2016, a realizar nos dias 13 de maio de 2016, com o intuito de reunir jovens investigadores em Paleontologia, partilhar experiências e colocar em destaque a investigação científica que tem vindo a ser desenvolvida em Portugal neste domínio do saber. O evento incluirá duas Conferências por convite e um workshop.

O NOVApaleo 2016 é particularmente destinado à apresentação oral ou em poster de trabalhos resultantes de dissertações de doutoramento e de mestrado ou de trabalhos científicos no âmbito de projetos e bolsas de iniciação à investigação científica, em Paleontologia e áreas afins, incluindo o património paleontológico. Aceitam-se ainda trabalhos sobre paleontologia de estudantes do ensino secundário, devidamente enquadrados pelos seus professores, para apresentação em poster. As línguas de trabalho serão o Português, Espanhol e Inglês.

O dia 14 de Maio conta ainda com um dia de curso workshop sobre o Software R.




quarta-feira, novembro 25, 2015

Elefantes fósseis de Marrocos em tese de mestrado por João Marinheiro


Elefantes fósseis Elephas recki de Marrocos foram o tema da Tese de Mestrado defendida hoje, 25 de Novembro de 2015, por João Marinheiro integrado no Mestrado em Paleontologia da FCT-Universidade Nova de Lisboa + Universidade de Évora. Parabéns ao João Marinheiro que agora é Mestre com uma classificação de 18 valores aprovada por unanimidade.

Na dissertação é mostrada a mais recente ocorrência de Elephas recki em África numa pequena bacia sedimentar do plistocénica (500.000 a 200.000 anos) no Médio Atlas, em Marrocos, associado a material lítico de H. erectus; a existência de novos fósseis de pegadas e crocodilomorfos do Jurássico médio; e uma gruta com vestígios holocénicos.


João Marinheiro na escavação de duas presas de Elephas recki, em Marrocos.

Ficha Técnica:
Data: 25 de Novembro de 2015
Mestrado em Paleontologia
Provas de Mestrado de João André da Silva Marinheiro
Dissertação: "​Proboscideans and other vertebrates from Anchrif, Morocco"
Constituição do Júri: 
Doutor Paulo Alexandre Rodrigues Roque Legoinha, Professor Auxiliar da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa
Doutora Cleia Detry Cardoso e Cunha, Investigadora Pós-doc do Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa;
Doutor Octávio João Madeira Mateus, Professor Auxiliar da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
Orientador: Octávio Mateus (FCT-UNL); Co-orientador: Prof. Carlos Ribeiro (UÉ)


Bibliografia já publicada:
Marinheiro, J., Mateus O., Alaoui A., Amani F., Nami M., & Ribeiro C. (2014). Elephas and other vertebrate fossils near Taghrout, Morocco. Journal of Vertebrate Paleontology. Program and Abstracts, 2014,178.
Marinheiro, J, Mateus O, Alaoui A, Amani F, Nami M, Ribeiro C. 2014. New Quaternary fossil sites from the Middle Atlas of Morocco. Comunicações Geológicas. 101, Especial I:485-488.
Júri e Candidato: Paulo Legoinha, Octávio Mateus, João Marinheiro e Cleia Detry.

quinta-feira, setembro 10, 2015

Mestrado de Paleontologia: candidaturas até 15 de Setembro

As candidaturas para o Mestrado de Paleontologia (em associação entre a FCT-UNL e Universidade de Évora) estão abertas até 15 de Setembro.
Replica-se aqui a página oficial da FCT do Mestrado em Paleontologia:


ENSINO

Mestrado em Paleontologia

(em Associação com a Universidade de Évora)
Entrou em funcionamento no ano letivo de 2012/2013. O número mínimo de créditos para a obtenção do grau é de 120 (2 anos).
Este curso só funcionará se tiver 10 ou mais inscrições confirmadas, conforme decisão do Conselho Executivo da FCT/UNL

Objetivos

No sentido de aproveitar conhecimentos, valências e instalações laboratoriais, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT/UNL) e a Universidade de Évora juntaram-se para propor um 2º ciclo de Paleontologia.
Este 2º ciclo de estudos está concebido para ser aberto a um público com formação de base diversa, permitindo atrair estudantes de várias áreas do saber. Destacamos os que finalizarem o 1º ciclo de estudos nas áreas da, biologia, geologia, arqueologia e outras. Está também gizado para atrair docentes dos Ensinos Básico e Secundário que, tendo terminado a sua formação no sistema pré Bolonha, queiram agora actualizar os seus conhecimentos e aperfeiçoar competências na área da Paleontologia.
O objectivo geral do ciclo de estudos é formar alunos pós-graduados sobre as questões actuais da evolução da Terra e da Vida. O mestrado promoverá um conjunto de ensinamentos coeso,com valor de empregabilidade e que actue como protecção e valorização sócio-económica do património paleontológico. Este mestrado preenche uma lacuna, em termos de oferta nacional nesta área de formação.
São objectivos do curso de mestrado em Paleontologia: 
a) Aprofundar a formação na área da Paleontologia, a fim de adquirir bases sustentáveis para transmissão de conhecimentos relacionados com esta área científica.
b) Adquirir formação científica e técnica no domínio da Paleontologia, permitindo compreender e resolver novos paradigmas em contextos multidisciplinares, nomeadamente para um melhor e mais consciente desempenho de atividades técnicas de classificação e gestão do meio natural, particularmente do Paleontológico, da responsabilidade de entidades públicas (Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, e autarquias).
c) Desenvolver capacidades de integração de conhecimentos em situações complexas de âmbito geológico.
d) Desenvolver uma visão crítica sobre o registo fóssil e sua importância para a compreensão dos processos evolutivos.
e) Analisar e discutir os aspectos biológicos dos organismos do passado.
f) Discutir e aplicar teorias, paradigmas e conceitos a fim de obter uma visão global e adequada da História da Terra e da Vida.
g) Adquirir competências e autonomia para a formulação de propostas de projetos científicos a submeter, especialmente, a programas nacionais da responsabilidade da administração central e regional, num país com uma riqueza paleontológica ainda, em boa parte, por explorar.
h) Ganhar competências que permitam continuar a desenvolver e a adquirir formação ao longo da vida nas áreas disciplinares e afins da Paleontologia, com elevado grau de autonomia, nomeadamente a progressão para um 3º ciclo de estudos.

Saídas profissionais

  • Autarquias e Associações de Municípios 
  • Áreas Protegidas 
  • Geoparqes,
  • Departamentos governamentais 
  • Museus 
  • Investigação
  • Profissão liberal
  • Empresas do sector Energético (Petróleo, Gás Natural e Carvão) 
  • Mestrado reconhecido pelo Ministério da Educação para efeitos da aplicação do Artigo 54º do Estatuto da Carreira Docente (DL nº 270/2009 de 30 de Setembro), regulamentado pela portaria nº 344/2008 de 30 de Abril, aos grupos de recrutamento 230 e 520 do 2º ciclo e 3º ciclo de Ensino Básico.
CONHECIMENTOS, CAPACIDADES E COMPETÊNCIAS A ADQUIRIR PELOS ESTUDANTES
Na aprendizagem, a tónica é posta na elaboração e apresentação de relatórios técnico-científicos e na capacidade de discussão crítica com sólida argumentação. A consolidação de competências no âmbito da pesquisa bibliográfica, escrita cientifíca e o desenvolvimento da comunicação oral são também estimuladas. Há que fornecer competências e qualificações práticas, bem como formação mais aprofundada aos actuais licenciados em Biologia e em Geologia e a um leque alargado de interessados, bem como proporcionar aos docentes do ensino básico e secundário mais adequada preparação para o desempenho da sua actividade. 
O 2º ciclo de Paleontologia inclui 8 disciplinas obrigatórias e 2 disciplinas optativas (total de 60 ECTS), no primeiro ano lectivo. No segundo ano terá lugar a dissertação aplicando os conhecimentos adquiridos a um caso de estudo. Todas as unidades curriculares terão uma tónica aplicada. Parte das horas de contacto terá lugar no campo ou no laboratório, valorizando e desenvolvendo competências, previligiando a aprendizagem da autonomia como auto desenvolvimento. 

Horário de funcionamento:

Diurno. Prevê-se que um semestre funcione nas instalações da UE e o outro semestre seja leccionado nas instalações da FCT-UNL.

Propinas:

Estudantes nacionais: 1.063,47€
Estudantes internacionais: 1.063,47€

Prazo de candidatura:

15 maio a 15 setembro
CANDIDATURAS INTERNACIONAIS

quinta-feira, agosto 27, 2015

Escavações paleontológicas no Jurássico da Lourinhã

No final de Junho e início de Julho de 2015 decorreram as escavações paleontológicas no Jurássico Superior da Lourinhã, na clássica Campanha de Verão organizada pelo Museu da Lourinhã, com a participação de docentes do Departamento de Ciências da Terra da FCT- Universidade Nova de Lisboa e estudantes do Mestrado em Paleontologia da FCT+UÉ. As actividades decorreram no concelho lourinhanense, sobretudo na costa da Peralta.
Recolheram-se microfósseis, ossos de saurópode e numerosas pegadas, tanto de saurópodes, como de estegossauros e pterossauros.

Preparação de fósseis no Laboratório do Museu da Lourinhã (foto: F. Costa).

Escavação e recolha de pegadas (foto: F. Costa).
Parte da equipa de escavação.

E, como sempre, há muito trabalho a realizar no laboratório, pelo que apelamos à participação de voluntários.

quinta-feira, junho 04, 2015

Abertas Inscrições para Mestrado em Paleontologia


Abertas as inscrições para o MESTRADO EM PALEONTOLOGIA. Para candidatos estrangeiros, foi recentemente criado o estatuto de "ESTUDANTE INTERNACIONAL", ao abrigo do qual estudantes não portugueses poderão candidatar-se a mestrados em Portugal. Estão disponíveis 7 vagas no Mestrado em Paleontologia (FCT-UNL/UÉ). Candidaturas online: https://clip.unl.pt/candidatura/segundo_ciclo_internacional.

Veja mais informação aqui: http://www.fct.unl.pt/ensino/mestrados   e aqui http://www.studyinportugal.edu.pt/index.php/courses/2nd-cycle.

segunda-feira, abril 27, 2015

Universidade Nova de Lisboa (FCT) com aulas práticas no Jurássico da Lourinhã

Três turmas de alunos da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT-UNL) estiveram a aprender geologia e paleontologia este fim de semana com aulas práticas nas arribas do Jurássico da Formação da Lourinhã e Consolação. Além da visita ao Museu da Lourinhã, as atividades contaram com saídas ao campo a Paimogo, Porto Batel e Porto das Barcas. 
Estas turmas incluem alunos de licenciatura e mestrado, nomeadamente Licenciatura em Engenharia Geológica (disciplinas de Estratigrafia e Paleontologia), Mestrado em Paleontologia (disciplinas de Paleontologia e Vertebrados e Estratigrafia e Processos Sedimentares), e Mestrado em Educação (Complementos de Geologia para Ensino II). Todos os anos deslocam-se turmas da FCT-UNL e alguns estudantes de mestrado e doutoramento optaram mesmo por fixar residência na capital dos dinossauros.





segunda-feira, abril 13, 2015

Ovos de crocodilomorfos do Jurássico Superior de Portugal, em Tese de Mestrado de João Russo


Ovos de crocodilomorfos estiveram em destaque quando João Russo defendeu esta segunda feira, 13 de Abril de 2015, no Campus da FCT-UNL na Caparica a sua dissertação intitulada "Eggs and eggshells of Crocodylomorpha from the Upper Jurassic of Portugal" como prova final do Mestrado em Paleontologia em associação entre a Faculdade de Ciências e Tecnologia-UNL e Universidade de Évora, sob a orientação de Octávio Mateus e Ausenda Balbino.
Na tese focou-se registo de ovos de crocodilomorfos do Jurássico Superior de Portugal, presentes nas coleções do Museu da Lourinhã e da FCT-UNL. 

O desempenho mereceu a avaliação de 19 valores, por unanimidade do júri, pelo que o agora Mestre João Russo está de parabéns. O júri reconheceu que “a prova foi muito bem apresentada tendo o candidato demonstrado conhecimento profundo do tema tratado, um elevado grau de autonomia na realização do trabalho e muito boa qualidade dos resultados alcançados e descritos na dissertação. Os resultados estão parcialmente publicados pelo candidato como autor e co-autor em publicações científicas indexadas."

Publicações:
Marzola, M., Russo J., & Mateus O. (2015).  Identification and comparison of modern and fossil crocodilian eggs and eggshell structures. Historical Biology. 27(1), 115-133. PDF
Russo et al. (no prelo). Crocodylomorph eggs and eggshells from the Lourinhã Fm. (Upper Jurassic), Portugal. Comunicações Geológicas.

Resumos em congressos:
Marzola, M., Mateus O., Russo J., & Milàn J. (2014).  Comparison of modern and fossil Crocodylomorpha eggs and contribution to the oophylogeny of Amniota. XII Annual Meeting of the European Association of Vertebrate Palaeontologists. , p. 192, Regione Piemonte: European Association of Vertebrate Palaeontologists. Museo Regionale di Scienze
Russo, J., Mateus O., Marzola M., & Balbino A. (2014).  Eggs and eggshells of crocodylomorpha from the Late Jurassic of Portugal. Journal of Vertebrate Paleontology. Program and Abstracts, 2014,
José Carlos Brito (arguente), Paulo Legoinha (Presidente do Júri), João Russo (candidato), Octávio Mateus (orientador) e Ausenda Balbino (co-orientadora)

Ficha técnica:
Mestrado em Paleontologia (FCT-UNL + UÉ)
Provas de Mestrado de João Paulo Vasconcelos Mendes Russo
Dissertação: "Eggs and eggshells of Crocodylomorpha from the Upper Jurassic of Portugal"
Constituição do Júri: 
Presidente
•  Doutor Paulo Alexandre Rodrigues Roque Legoinha, Professor Auxiliar da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa
Vogais
•  Doutor José Carlos Alcobia Regado de Brito, Investigador Principal – CIBIO-InBIO da Universidade do Porto;
•  Doutor Octávio João Madeira Mateus, Professor Auxiliar  da Faculdade de Ciências de Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.


Sobre o Mestrado em Paleontologia: http://www.dct.fct.unl.pt/ensino/mestrado-em-paleontologia 

domingo, março 22, 2015

Master and PhD Programs in Paleontology

Do you want to study PALEONTOLOGY in Portugal? Master and PhD Programs available at Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
Master: www.dct.fct.unl.pt/en/msc-paleontology



For Vertebrate Paleontology, one may contact me directly [omateus(a)fct.unl.pt]. We are always looking for bright students!

segunda-feira, novembro 10, 2014

Zooarqueologia de época islâmica


Hoje foi defendida com sucesso a dissertação de mestrado de Diogo Mota sobre "Estudo zooarqueológico de restos faunísticos de época islâmica (séculos XII/XIII) de um silo do castelo de Aljezur" integrado no Mestrado em Paleontologia da FCT-Universidade Nova de Lisboa + Universidade de Évora.
Parabéns ao Diogo que agora é Mestre com uma classificação de 18 valores, por unanimidade, e ao seu orientador Prof. João Luis Cardoso por mais um estudante de sucesso.

Provas de Mestrado em Paleontologia de Diogo Mota

Mestrado em Paleontologia

Provas de Mestrado de Diogo Miguel Machado Mota
Dissertação: "Estudo zooarqueológico de restos faunísticos de época islâmica (séculos XII/XIII) de um silo do castelo de Aljezur"
Constituição do Júri: 
Presidente
•  Doutor Paulo Alexandre Rodrigues Roque Legoinha, Professor Auxiliar da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa
Vogais•  Doutora Cleia Detry Cardoso e Cunha, Investigadora Pós-doc do Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa;
•  Doutor João Luís Cardoso, Professor Catedrático da Universidade Aberta.

sábado, maio 24, 2014

Mestrado em Paleontologia: inscrições abertas 2014

As inscrições para o Mestrado em Paleontologia (FCT-UNL + UÉ) estão abertas desde dia 15 de Maio.


Inscrições aqui:



Outros Links:
Mestrado de Paleontologia no Site do Departamento de Ciências da Terra em português e inglês.
Mestrado de Paleontologia no site da Univ. de Évora

Pontes fortes apontados de forma independente e isenta pela A3ES (Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior ) na Acreditação do Mestrado em Paleontologia pela A3ES:

  • Corpo docente qualificado, maioritariamente em regime de dedicação plena, com experiência relevante.
  • Impacte potencial que as formações ministradas podem ter em Portugal e estrangeiro
  • Indiscutível interesse institucional em tirar partido da existência de infra-estruturas existentes em ambas das universidades (UNL e UÉ), assim como de equipas qualificadas em vários domínios do conhecimento (nomeadamente em Paleontologia e Estratigrafia e áreas de interface com grande potencial de crescimento). 
  • Bom inter-relacionamento entre os contributos de cada disciplina, concorrendo para os objectivos gerais do curso; tal é especialmente notório para o conjunto nuclear (obrigatório) de disciplinas. 
  • Balanço fidedigno entre os conteúdos programáticos enunciados e o tempo realmente disponível para a sua leccionação. 
  • Recurso comum a métodos promotores de e-learning. Corpo docente qualificado, largamente em regime de dedicação plena e exclusivamente constituído por doutores com experiência significativa nos vários domínios do conhecimento abarcados pelos percursos curriculares indicados para o curso. 
  • Diversidade e qualidade de infra-estruturas e recursos instrumentais/materiais necessários ao cumprimento dos objectivos. Forte dinâmica científica em algumas das áreas científicas abrangidas pelo curso, bem como em vários domínios de interface. 
  • Participação em redes internacionais de cooperação científica nos domínios abrangidos pelo curso. 
  • Experiência acumulada e relativamente bem-sucedida por parte das entidades promotoras do curso. 
  • Muito pequena sobreposição com algumas das formações de 2º ciclo oferecidas em Portugal. Visão moderna da Paleontologia (e suas aplicações), dando especial atenção a aspectos tecnológicos e interacções com diversos ramos do conhecimento.

  Página no Facebook Mestrado Paleontologia PT 

Posts sobre o Mestrado de Paleontologia no Blog Lusodinos


quinta-feira, fevereiro 13, 2014

NOVA entre as 50 melhores universidades do mundo com menos de 50 anos



A Universidade NOVA de Lisboa integra o grupo das 50 melhores universidades do mundo com menos de 50 anos, segundo avaliação  publicada pelo QS Top 50 Under 50 2013-14 (www.topuniversities.com), sendo a única universidade portuguesa a figurar nesta selecção. 
São quatro indicadores mais importantes: prestígio interpares, reputação junto das entidades empregadoras, número de citações obtidos pelas publicações científicas e, finalmente, internacionalização do corpo docente e dos estudantes.  


Mais uma razão para trabalharmos para ter um Mestrado em Paleontologia de qualidade!


Fontes: links op. cit.

terça-feira, setembro 10, 2013

Mestrado em Paleontologia: 2ª fase de candidatura

Última oportunidade para inscrição no Mestrado de Paleontologia após a 1ª fase de candidatura bem sucedida.

Como é um mestrado partilhado entre a Faculdade de Ciências e Tecnologia da NOVA e a Universidade de Évora, as candidaturas podem ser feitas em dois locais:

No passado 5 de Setembro este mesmo mestrado foi mencionado no Portugal em Directo, na RTP,  http://www.rtp.pt/play/p47/e127786/portugal-em-direto (às 18:07, 1ª parte, e 18:48, na 2ª parte)

segunda-feira, julho 22, 2013

Mestrado em Paleontologia: inscrições abertas

MESTRADO em PALEONTOLOGIA

Candidatura Candidaturas para a 1ª Fase 2013/2014, com ingresso no 1º semestre: de 1 de maio a 31 de agosto de 2013) 
FCT- Universidade Nova de Lisboa:  http://www.fct.unl.pt/candidato/mestrados/mestrado-em-paleontologia
Universidade Évora: http://www.mp.uevora.pt/

Candidatura on-line: https://clip.unl.pt/candidatura/segundo_ciclo (1ª fase: 1 de Maio a 31 de Agosto)

----------------------------------------Destinatários:
1. Candidatos titulares do grau de licenciado, ou equivalente legal de cursos de Biologia, Geologia, Ciências e Engenharia do Ambiente, Engenharia Geológica, Arqueologia, Geografia, Ensino de Biologia e Geologia ou outras áreas afins; 
2. Titulares de um grau académico superior estrangeiro conferido na sequência de um 1º ciclo de estudos organizado de acordo com os princípios do Processo de Bolonha por um Estado aderente a este Processo; 
3. Titulares de um grau académico superior estrangeiro que seja reconhecido como satisfazendo os objetivos do grau licenciado pelo Conselho Científico da Escola de Ciências e Tecnologia (ECT) da Universidade de Évora (UE) ou pelo Conselho Científico do Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT/UNL); 
4. Detentores de um currículo escolar, científico ou profissional, que seja reconhecido como atestando capacidade para realização deste ciclo de estudos pelo Conselho Científico da ECT da UE ou pelo Conselho Científico da FCT/UNL.
Objectivos:
a) Aprofundar a formação na área da Paleontologia, a fim de adquirir bases sustentáveis para transmissão de conhecimentos relacionados com esta área científica.
b) Adquirir formação científica e técnica no domínio da Paleontologia, permitindo compreender e resolver novos paradigmas em contextos multidisciplinares, nomeadamente para um melhor e mais consciente desempenho de atividades técnicas de classificação e gestão do meio natural, particularmente do Paleontológico, da responsabilidade de entidades públicas (Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, e autarquias).
c) Desenvolver capacidades de integração de conhecimentos em situações complexas de âmbito geológico.
d) Desenvolver uma visão crítica sobre o registo fóssil e sua importância para a compreensão dos processos evolutivos.
e) Analisar e discutir os aspectos biológicos dos organismos do passado.
f) Discutir e aplicar teorias, paradigmas e conceitos a fim de obter uma visão global e adequada da História da Terra e da Vida.
g) Adquirir competências e autonomia para a formulação de propostas de projetos científicos a submeter, especialmente, a programas nacionais da responsabilidade da administração central e regional, num país com uma riqueza paleontológica ainda, em boa parte, por explorar.
h) Ganhar competências que permitam continuar a desenvolver e a adquirir formação ao longo da vida nas áreas disciplinares e afins da Paleontologia, com elevado grau de autonomia, nomeadamente a progressão para um 3º ciclo de estudos. 
Saídas Profissionais
  • Empresas do sector Energético (Petróleo, Gás Natural e Carvão)
  • Autarquias e Associações de Municípios
  • Áreas Protegidas
  • Geoparqes
  • Departamentos governamentais
  • Museus
  • Investigação
  • Profissão liberal 
  • Mestrado reconhecido pelo Ministério da Educação para efeitos da aplicação do Artigo 54º do Estatuto da Carreira Docente (DL nº 270/2009 de 30 de Setembro), regulamentado pela portaria nº 344/2008 de 30 de Abril, aos grupos de recrutamento 230 e 520 do 2º ciclo e 3º ciclo de Ensino Básico.
ContactosProfª Ausenda Balbino (acaceres@uevora.pt
Prof. Paulo Legoinha (pal@fct.unl.pt)

terça-feira, junho 04, 2013

Aulas de Paleontologia de Vertebrados, na Nova

A semana passada foi a minha última aula da Unidade Curricular Paleontologia de Vertebrados deste semestre para o Mestrado em Paleontologia na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Aqui fica a foto de grupo para a posteridade.

Simão Mateus, João Russo, Margarida Pereira, João Marinheiro, Octávio Mateus (docente), Rúben Domingos, Diogo Mota. Aula de Paleontologia de Vertebrado 2013. Foto por Emanuel Tschopp.

quarta-feira, outubro 24, 2012

Como ser paleontólogo?


   Como não existe licenciatura em Paleontologia é frequente a pergunta "qual o curso que terei de seguir para enveredar por essa profissão? E depois, existe alguma especialização?"

   A paleontologia tem duas pernas: Biologia e Geologia. Será coxa sem uma delas. Isto porque a biologia providencia um melhor preparação sobre a evolução das espécies e da sua descrição, enquanto a Geologia dá um melhor enquadramento paleo-ambiental e noção de tempo.

Escavação de dinossauros na Mongólia (Foto: O. Mateus)
   Um estudante do ensino secundário que queira ser paleontólogo deverá seguir para Biologia ou Geologia (ou áreas similares). Há várias licenciaturas destas pelo país, devendo sempre complementar a sua educação com disciplinas adicionais (de Estratigrafia, por exemplo, caso tenha optado pelo curso de Biologia). Segue-se o mestrado, e o único específico em Paleontologia é o recentemente Mestrado em Paleontologia criado em associação entre a Universidade Nova de Lisboa e a Universidade de Évora. Existem outros, mas menos específicos. A seguir segue-se o Doutoramento.
O meu percurso pessoal foi a licenciatura em "Biologia" pela Universidade de Évora e o Doutoramento em "Geologia, especialidade em Estratigrafia e Paleontologia" pela Universidade Nova de Lisboa.

   Também encorajo os estudantes a não fazerem todo o percurso na mesma instituição de ensino. Ao fazerem níveis de ensino em  instituição diferentes dá-lhes uma maior perspectiva do mundo de trabalho. Nalgumas universidades estrangeiras isto é obrigatório e não aceitam candidatos de doutoramento que tenham feito todo o percurso naquela instituição.


Mestrado em Paleontologia:  www.dct.fct.unl.pt

sexta-feira, setembro 28, 2012

Mestrado de Paleontologia (candidaturas até 30 de Setembro)




Mestrado em Paleontologia (em associação entre a FCT-UNL e UÉ) ainda tem vagas abertas e as inscrições são até 30 de Setembro.

Candidaturas