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sexta-feira, dezembro 19, 2008

Conferência Internacional sobre Colecções e museus de Geociências

Conferência Internacional sobre Colecções e museus de Geociências: missão e gestão de 5 e 6 de Junho de 2009 no Auditório do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra.


Conferência Internacional

 

Colecções e museus de Geociências:

missão e gestão

 

5 e 6 de Junho de 2009

 

Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência
Museu Mineralógico e Geológico da Universidade de Coimbra

Local: Auditório do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra.

 

As colecções geológicas são uma ferramenta essencial em investigação e divulgação do conhecimento em História da Terra e da Vida. Documentam os processos e fenómenos que decorrem na parte mais superficial do planeta e a evolução da vida e são parte integrante da herança cultural e científica da civilização contemporânea. Servem, também, como meio para um melhor conhecimento da infra-estrutura geológica e da base de recursos geológicos, tendo em vista a sua gestão sustentada. Todavia, muitas delas estão sujeitas a ameaças que decorrem tanto da falta de recursos para o seu estudo, conservação e valorização, como da menor vocação das instituições de tutela para a sua preservação.

Com esta conferência pretende-se caracterizar o “estado da arte” no que respeita à gestão deste tipo de colecções, identificar as suas principais oportunidades e ameaças, bem como criar um fórum permanente de discussão e troca de experiências entre os profissionais envolvidos, tendo em vista, a prazo, o estabelecimento de linhas orientadoras de políticas de gestão a nível nacional.

 

Formato

Palestras por especialistas convidados, comunicações pelos participantes, mesa-redonda final.

 

Temáticas

1 - Museus e colecções geológicas universitárias

2 - Colecções na esfera da Administração Central e Regional do Estado

3 – Museus e colecções de conteúdo geológico na Administração Local

4 – Documentação e conservação de materiais geológicos

5 – Museus, Centros de Ciência/Interpretação e divulgação das Geociências

6 – História das colecções

 

 

Línguas admitidas

Português, espanhol, francês, inglês

 

Apresentações

As comunicações poderão ser apresentadas oralmente ou sob a forma de poster (formato A0, vertical). Os textos, das intervenções, com um máximo de 10 p. A4, Times corpo 12, deverão ter palavras-chave e um resumo, em português e noutra língua oficial.

 

Submissão de resumos: até 30 de Março

 

Os resumos terão uma dimensão máxima de 1 página A4, a TNR 12, 1,5 espaços, sem imagens ou bibliografia.

Os textos aprovados pela Comissão Científica serão reunidos em edição especial.

 

As normas para a formatação dos documentos serão editadas na página electrónica da Conferência.

  

Inscrições

O valor da inscrição garante a participação nas sessões de trabalho, a documentação produzida e a participação em todos os actos sociais.

 

Inscrição:

Normal ……………………………………………..……..… … € 60,00

Membros das instituições apoiantes …….……....€ 50.00

Estudantes de licenciatura………………………….…. € 20.00

 

[Depois de 30 de Março a taxa de inscrição sofre um agravamento de 25%]

 

Os boletins de inscrição acompanhados por comprovativos por via electrónica para o endereço geocoleccoes@gmail.com, ou pelo correio para:

 

 

Conferência Internacional sobre Colecções Geológicas

a/c de Madalena Freire

Universidade de Évora – Colégio António Verney

Rua Romão Ramalho, 59
7002-554 Évora

 

Os pagamentos serão feitos por cheque ou transferência bancária à ordem da Universidade de Évora, para a conta a indicar.

 

Informações:  https://woc.uc.pt/dct

geocoleccoes@gmail.com

mvazfreire@hotmail.com

 

 

Comissão organizadora

José M. Brandão (CEHFC, Universidade de Évora)

Pedro Callapez (FCTUC / Museu Mineralógico da Universidade de Coimbra)

João Paulo Constância (Museu Carlos Machado – R. A. Açores)

Octávio Mateus (Museu da Lourinhã / FCT- Universidade Nova de Lisboa)

Paulo Castro (INETI - I.P.)

 

 

Comissão Científica

António Mouraz Miranda (IST / Museu Décio Thadeu) 
Artur Abreu Sá (UTAD / Projecto Geoparque de Arouca) 
Carlos Cooke (UTAD / Museu de Geologia da UTAD) 
Helder Chaminé (ISEP / Museu de Mineralogia e Geologia do ISEP) 
Helena Couto (F.C.U.P. / Museu Mineralógico e Geológico da U.P.) 
Isabel Rábano (Museo Geominero - IGME) 
João Carlos Brigola (Universidade de Évora / C.E.H.F.C.) 
José Bernardo Brilha (Universidade do Minho / ProGeo) 
Josep Mata-Perelló (Museu Valentí Masachts / U.P.C.) 
Manuel Francisco Pereira (Instituto Superior Técnico / Museu Bensaúde) 
Maria de Fátima Nunes (Univ. de Évora / C.E.H.F.C.) 
Octavio Puche Riart (Museu Histórico Minero Felipe de Borbón / E.T.S.I.M.M.) 
Paulo da Gama Mota (Museu de Ciência da Universidade de Coimbra) 
Pedro Casaleiro (Museu de Ciência da Universidade de Coimbra) 
Rui Dias (Univ. de Évora / C. C. Viva de Estremoz) 
Victor Hugo Forjaz (Univ. dos Açores / OVGA)     

Entidades colaboradoras 

ALT – Sociedade de História Natural

APOM – Assoc. Portuguesa de Museologia

APPBG – Assoc. Portuguesa de Professores de Biologia e Geologia

Centro de Geofísica da Univ. Coimbra

Comissão Portuguesa do ICOM

Departamento de Ciências da Terra da Univ. de Coimbra

FISDPGYM - Fed. Soc. Iberoamericanas de Defensa del Patrimonio Geológico y Minero

GeoMin – Secção de Minas da Assoc. Portuguesa Património Industrial

Museo Histórico Minero D. Felipe de Borbón y Grecia (Univ. Politécnica de Madrid)

Museo Valentí Masachts (Univ. Politécnica da Catalunha)

Museu Alfredo Bensaúde (IST)

Museu Carlos Machado

Museu da Lourinhã (GEAL)

Museu de Ciência da Univ. de Coimbra

Museu de Geologia da Univ. de Trás-os-Montes e Alto Douro

Museu de Geologia Prof. Décio Thadeu (IST)

Museu de Mineralogia e Geologia do ISEP

Museu de Mineralogia Alfredo Bensaúde (IST)

Museu Mineiro do Lousal

Museu Mineralógico e Geológico da Univ. do Porto

OVGA – Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores

Parque Paleozóico de Valongo

ProGeo - Portugal

Sociedad Española para la Defensa del Patrimonio Geológico y Minero

  

 

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Pegadas da Lourinhã sugerem maior flexibilidade de dinossauros saurópodes

O estudo hoje apresentado por mim e pelo colega Jesper Milàn da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, sugere, a partir de pegadas de dinossauros saurópodes da Lourinhã, que estes dinossauros tinham maior flexibilidade dos membros anteriores (braços) do que se pensava.

Os resultados são apresentados no congresso 52th Paleontological Association Annual Meeting que decorre de 18 a 21 de Dezembro de 2008 em Glasgow, Escócia.


Título: Sauropod forelimb flexibility deduced from deep manus tracks
Resumo em inglês:
  Sauropods are often considered to have very limited mobility and reduced limb flexibility, mainly due to their giant size and consequent weight. 
        In Lourinhã Formation, in central west Portugal, deep vertical natural cast of manus tracks are often preserved as the infills of the original track (see an example in Milàn et al., 2005). This manus tracks are vertical walled, with marks of the striations of the skin scales, showing that the movement of the sauropod manus into the mud is totally vertical with no horizontal component of the stride movement. Some track are up to 66 cm deep, which is equivalent to the height of whole manus, and means that sauropods could lift the anterior feet in a complete vertical manner. Such movement is only possible if there is a mobility at elbow and shoulder articulations in a higher degree that previously thought for sauropods. Our vision of sauropod limbs as inflexible columns has to be updated to more dynamic limbs and body.


quarta-feira, dezembro 03, 2008

Debate sobre Ciência e Religião




Informação recebida da Associação de Estudantes de Ciências do Porto:

A Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (AEFCUP), vem por este meio convidar-vos para assistir, e se possível divulgar, o Debate: "Ciência e Religião: Uma Relação (Im)possível?".

Este Debate irá decorrer no dia 03 de Dezembro de 2008 pelas 21h nas instalações da Faculdade de Ciências da U.Porto (Anfiteatro 0.40, Departamento de Biologia).

Será moderado pela Jornalista Sandra Inês Cruz (Apresentadora do Programa do 4 x Ciência - RTP) e irá contar com a presença dos seguintes Oradores:

- Alexandre Quintanilha
Professor Catedrático no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar
Director do IBMC (Instituto de Biologia Molecular e Celular)

- Alfredo Dinis
Professor Associado e Director da Faculdade de Filosofia da U.Católica
Sacerdote Jesuíta

- António Amorim
Professor Catedrático na Faculdade de Ciências da U.Porto
Vice-Presidente do IPATIMUP (Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da U.Porto)
- António Sarmento
Professor Associado na Faculdade de Medicina da U.Porto
Vice-Presidente da Associação de Médicos Católicos Portugueses (Direcção Diocesana do Porto)

Mais Informações em: http://www.fc.up.pt/fcup/news/?page=0&op=view&id=1907
Como chegar: http://www.fc.up.pt/fcup/campus/

terça-feira, dezembro 02, 2008

I Iberian symposium on geometric morphometrics


A ferramenta criada por Darcy-Thomson agora aqui na Ibéria disponível a todos. Quem quer lá estar? Eu quero!

terça-feira, novembro 11, 2008

Dinossauros e outros vertebrados mesozóicos de Portugal

Dinossauros e outros vertebrados mesozóicos de Portugal

Integrada na comunicação “O Museu da Lourinhã, os dinossauros e o novo Museu do Jurássico” por Octávio Mateus e Hernâni Mergulhão, proferida no V Seminário do Património do Oeste a 25 de Outubro de 2008

Por Octávio MATEUS
Museu da Lourinhã e Univ. Nova de Lisboa
omateus@museulourinha.org

 

 A riqueza de dinossauros em Portugal

Tendo em consideração a sua dimensão, Portugal é um dos países mais ricos em vertebrados fósseis mesozóicos.

 Se olharmos para o número de géneros de dinossauros, com 25 dinossauros, Portugal aparece em sétimo lugar no ranking mundial, apenas precedido dos Estados Unidos (com 140 géneros), China (131), Argentina (64), Mongólia (62), Canadá (44) e Reino Unido (40) e seguido por França (23), Brasil (18) e África do Sul (16). Contudo, para a área do país, Portugal é destacadamente o mais rico destes países no que respeita a dinossauros.
Os dinossauros e outros vertebrados ocorrem na chamada Bacia Lusitânica e na Bacia Algarvia, sendo a maioria do Jurássico superior da região Oeste, sobretudo do Concelho da Lourinhã e Mina da Guimarota. Na Lourinhã, as recolhas têm sido feitas, essencialmente ao longo da costa devido à disponibilidade de afloramentos.

Os dinossauros viveram durante a era Mesozóica (de há 65 até 220 milhões de anos), que se divide em Triásico, Jurássico e Cretácico. Alguns dos dinossauros mais famosos são do Cretácico, mas em Portugal o Jurássico superior (de há 159 a 144 milhões de anos) é, de longe, o período mais rico. Deste período são 21 das 25 espécies de dinossauros do nosso país, que representam os principais grupos de dinossauros: os terópodes (que significa pés de besta) são carnívoros bípedes, os saurópodes (pés de réptil) são gigantes de pescoço comprido, os ornitópodes (pés de ave) são herbívoros bípedes e os tireóforos (portadores de placas) são quadrúpedes couraçados.

Por serem do Jurássico Superior (com aproximadamente 150 milhões de anos) os dinossauros como o Lourinhanosaurus, Draconyx ou Lusotitan são 85 milhões de anos mais antigos que alguns dos famosos dinossauros do Cretácico terminal (65 M.a.) como o Tyrannosaurus rex. Ou seja, quando o T. rex apareceu já estes dinossauros eram fósseis há cerca de 85 milhões de anos.

O mundo do Jurássico Superior

Mas nem só dinossauros povoaram a Bacia Lusitânica durante o Jurássico superior e ocorrem vestígios de outro vertebrados como os anfíbios, tartarugas, lagartos, plesiossauros, coristodiras, crocodilomorfos e pterossauros.

O mundo jurássico também era muito diferente do que conhecemos hoje: a Índia, Austrália e Antártica estavam juntas num único continente no pólo sul. Os continentes de África e América do Sul estava junto e não havia Atlântico Sul. A Europa era um arquipélago, do qual fazia parte uma ilha, o “bloco Ibérico”, que hoje corresponde a Portugal e Espanha. Como o Atlântico Norte tinha sido formado há pouco tempo, a América do Norte não estava muito afastada da Ibéria, o que explica a presença dos mesmos géneros de dinossauros nas duas áreas. Além disso a linha de costa de Portugal era igualmente distinta da de hoje pois um mar interior entrava no que é hoje a área de Setúbal a Lisboa e percorria até Aveiro, bordeado por uma cordilheira a oeste, do qual as Berlengas são o último vestígio visível. Ou seja, na Região Oeste, a área da Lourinhã tinha o plano de costa invertido relativamente ao actual: mar a leste e montanhas a oeste.


Os dinossauros de Portugal

Não cabe aqui abordar exaustivamente todas as espécies de dinossauros de Portugal, pelo que se chama a atenção a algumas mais emblemáticas e com maior importância regional.

Dacentrurus armatus é um dinossauro herbívoro quadrúpede semelhante ao Stegosaurus. Embora esta espécie ocorra também em Inglaterra, França e Espanha, em Miragaia, perto da Lourinhã, foi recolhido o mais completo exemplar que compreende a metade anterior do animal, incluindo parte do crânio, o primeiro na Europa para este grupo de animais. Os crânios são muito raros e difíceis de encontrar pois desagregam-se com facilidade e não fossilizam tão facilmente. A reconstituição do esqueleto completo está em exposição no Museu da Lourinhã.

Draconyx loureiroi é um dinossauro herbívoro bípede apenas conhecido em Portugal. Quando foi descrito, em 2003, reconheceu-se que era uma nova espécie para a Ciência, pelo que pode receber um novo nome: Draco significa dragão, e onyx significa garra, porque as garras deste dinossauro foram dos primeiros ossos a serem recolhidos; loureiroi honra o primeiro paleontólogo, João de Loureiro. Como o fóssil do Museu da Lourinhã foi o primeiro a ser reconhecido desta espécie ele é um exemplar de referência, a que os paleontólogos apelidam de holótipo. Os holótipos são de grande importância entre os cientistas pois são os exemplares de referência mundial para esta espécie.

Dinheirosaurus lourinhanensis é um saurópode descoberto na Praia de Porto Dinheiro, na Lourinhã, o que lhe deu o nome. Trata-se do dinossauro português mais comprido e estima-se que teria 25 metros. Tal como todos os outros dinossauros de Portugal, não se conhece o esqueleto completo, mas uma série de vértebras e costelas do pescoço e dorso. Também este é uma espécie única no mundo e o holótipo está exposto no museu lourinhanense.

Lusotitan atalaiensis deve o seu nome por ser o titã lusitano, vindo de Atalaia, uma aldeia costeira do concelho da Lourinhã. Foi descoberto na década de 1940 e julgava-se ser um dinossauro muito semelhante chamado Brachiosaurus, mas estudos ulteriores confirmaram tratar-se de um novo género. Apesar de não ser o mais longo, este devia ser o mais alto e mais pesado dinossauro de Portugal. Tinha, possivelmente, 12 metros de altura e cerca de 20 de comprimento.

Torvosaurus tanneri foi o maior predador terrestre do Jurássico tendo sido descoberto nos Estados Unidos e Portugal. O exemplar português inclui parte do crânio, com quase um metro e meio de comprimento, e dentes de 15 cm semelhantes a facas. O crânio deste carnívoro é a mais recente incorporação na exposição permanente do Museu da Lourinhã.

Lourinhanosaurus antunesi é, possivelmente, o dinossauro mais emblemático da Lourinhã. É um dinossauro carnívoro de médio porte, isto é, cerca de 4,5 metros de comprimento, que recebeu o nome em dedicação à vila da Lourinhã e ao paleontólogo português [Miguel Telles] Antunes, colaborador do Museu da Lourinhã, onde se encontra o exemplar de referência, o holótipo. Além do esqueleto ser o mais completo dinossauro carnívoro de Portugal, também se encontraram ovos e embriões o que é uma descoberta de importância global. São os segundos mais antigos embriões de dinossauro conhecidos e permitiram aos paleontólogos conhecer mais sobre a reprodução, crescimento e nidificação dos dinossauros carnívoros.

 

Pegadas

Além dos ossos fósseis, Portugal é muito rico em pegadas de dinossauros, com mais de de uma trintena de jazidas, o que permite conhecer outras vertentes destes animais, tal como partes do seu comportamento e velocidade de deslocação. Além disso as pegadas dão a ocorrência da presença de dinossauros em áreas e idades geológicas nas quais não se conhecem ossos.

sexta-feira, outubro 31, 2008

Sociedade de Paleontologia de Vertebrados


A Sociedade de Paleontologia de Vertebrados (SVP, no acrónimo inglês), da qual eu sou membro, é a maior e mais importante sociedade científica para os paleontólogos. 
Durante o congresso anual que terminou há uns dias lançaram um óptimo vídeo que divulga a evolução, a paleontologia e a própria SVP, integrando entrevistas a muitos paleontólogos. Este vídeo, em formato de documentário, foi organizado pelos ilustres amigos Louis Jacobs, Louis Taylor e Steven Cohen.

Neste vídeo há imagens da expedição paleontológica em Angola feita pelo Museu da Lourinhã e Universidade Nova de Lisboa, patrocinada pela National Geographic.

Link para vídeo, "We are SVP"http://www.vertpaleo.org/video/WeAreSVP/index.cfm


quinta-feira, outubro 23, 2008

V Seminário do Património do Oeste

O Mosteiro de Alcobaça  recebe o V Seminário do Património do Oeste, uma organização conjunta dos Municípios de Alcobaça, Arruda dos Vinhos, Caldas da Rainha e da Associação Leader Oeste.


A diversidade e riqueza do Património da Região Oeste enquanto factor de desenvolvimento da região é o tema em destaque deste Seminário. Serão desenvolvidos cinco painéis temáticos: "Património - Factor de Desenvolvimento";"Os Centros Históricos e o Património Arquitectónico","Estratégias de Valorização do Património: Conceitos e Tipologias - apresentação de casos"; "O Património aliado do Turismo Cultural" e "O Património Natural na Região da Diversidade".
 
A urgência de promover o debate de ideias sobre a identidade patrimonial do Oeste constitui um desafio numa região que tem sido palco de constantes transformações. Neste contexto, o primeiro debate aconteceu em 1995 no Município do Bombarral (contou com a organização do Centro Europeu de Informação e Desenvolvimento da Região Oeste (CEIDRO)). Passados dois anos, Janeiro de 1997, foi a vez do Município de Sobral de Monte Agraço acolher, em parceria com a CEIDRO e outras entidades da região, a iniciativa.
Em 2004, o Seminário do Património do Oeste teve lugar no Cadaval, e em 2006 o local escolhido foi o Município de Arruda dos Vinhos, com uma organização conjunta do Município do Cadaval, da Leader Oeste e do Fórum do Património do Oeste.

Seja bem-vindo à 5.ª edição do Seminário do Património do Oeste.

Marcamos presença com a comunicação: "Museu da Lourinhã, os dinossauros e o novo Museu do Jurássico" proferida por mim e Dr. Hernâni Mergulhão, Presidente da Direcção do Museu da Lourinhã, pelas 11:00 de Sábado, dia 25 de Outubro de 2008.


 
Site do encontro: http://www.patrimoniodooeste.net/2008/

segunda-feira, outubro 20, 2008

Conferência Internacional


Decorreu nos passados dias 13 e 14 de Outubro a "Conferência Internacional - As Geociências no Desenvolvimento das Comunidades Lusófonas" no qual participámos presencialmente. Esta conferência realizou-se na Universidade de Coimbra.

segunda-feira, outubro 13, 2008

X Congresso Luso-Espanhol de Herpetologia


A nossa equipa (Octávio Mateus, Carlos Natário, Ricardo Araújo e Rui Castanhinha) vai participar no próximo congresso Luso-Espanhol de Herpetologia. Temos novidades interessantes para a paleontologia de vertebrados de Portugal, por isso é só dar um pulinho até Coimbra nos próximos dias 15 a 18 de Outubro (a nossa comunicação oral será no sábado). Aqui vai o link para mais informações.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Resultado: omoletes com dentes & ovos estufados com mandíbulas

As duas comunicações por poster que a nossa equipa apresentou no último congresso na Argentina consistiram em:

1) Evolution of the mandibles and teeth in ornithopod dinosaurs - Consiste numa aproximação filogenética, com base na anatomia, à evolução dos dentes e mandíbulas de um grupo particular de dinossauros: os ornitópodes. Eles foram, analogamente, os antílopes das nossas savanas actuais e desenvolveram processos de mastigação extremamente especializados à condição de se ser herbívoro. Foi isso que apresentámos! Existe uma série de implicações interessantes, corolários da nossa aproximação a estes resultados, por exemplo: (i) serão os dentes diagnósticos? I.e., consigo indentificar uma dada espécie com base nos seus dentes?; (ii) Existiram alguns padrões - ao nível morfológico - relativos à especialização destes dinossauros à condição de comer plantas? I.e. como é que a forma das mandíbulas e dentes evoluiu ao longo da história deste grupo de dinossauros?; (iii) Existirão características anatómicas nos dentes e mandíbulas que não sejam definidores de uma dada espécie? I.e., será que vale a pena ter em conta aspectos da anatomia que estejam relacionados com o crescimento ou com a posição de um dado dente na boca?



2) Reptile eggs from Lourinhã Formation, Portugal - Esta comunicação foi o primeiro resultado derivado da bolsa da Jurassic Foundation que obtivemos. Neste estudo caracterizámos as diferentes jazidas que contêm ovos e embriões de dinossauros, e descrevemos a morfologia das cascas de ovo. Cada grupo de dinossauros tem, no geral, características específicas nas cascas de ovo que vistas ao microscópio óptico ou electrónico se revelam. Contudo, existem também características externas como a ornamentação das cascas ou até mesmo a forma e orientação dos poros (sim, porque as cascas de ovo têm poros!).

quarta-feira, setembro 17, 2008

III Congresso Latinoamericano de Paleontologia de Vertebrados


Decorre, de 22 a 25 de Setembro, o III Congresso Latinoamericano de Paleontologia de Vertebrados.

Estas são algumas das conferências e simpósios:
Las faunas de reptiles marinos de los fosfatos del Cretácico tardío-Paleógeno de Marruecos. Disertante: Dra. Nathalie Bardet (Francia).


Terópodos celurosaurios del Cretácico de Gondwana. Disertante: Dr. Fernando Novas (Argentina).

Radiación post-mesozoica del crown-group de los cocodrilos en la región Gondwánica
Disertante: Dr. Christopher Brochu (USA)

La sorprendente abundancia y diversidad de los crocodiliformes shartegosúquidos.
Disertante: Dr. James Clark (USA)

Un modelo de desarrollo regional fundamentado en recursos paleontológicos
(Dinópolis-Teruel, España).
Disertante: Dr. Luis Alcalá (España)


Mamíferos mesozóicos de Sudamérica: evolución y biogeografía.
Disertante: Dr. Guillermo Rougier (USA)

Los peces fósiles del Cretácico Sudamericano y su importancia sistemática y paleobiogeográfica. Disertante: Dr. Paulo Brito (Brasil)

El origen de las serpientes y como ellas perdieron sus miembros. Disertante: Dr. Michael Caldwell (Canadá)

La punta del iceberg: fragmentos de la historia evolutiva de los lepidosaurios sudamericanos. Disertante: Dr. Sebastián Apesteguía (Argentina).

Simposios Se realizarán una serie de simposios que revisten especial interés dentro de la Paleontología de vertebrados de Latinoamérica, los cuales están listados a continuación. Para mas información remitimos a los interesados a la página web del congreso, en la sección Simposios.

Vertebrados marinos mesozoicos de América Latina. Coordinadoras: Marta Fernández y Zulma Gasparini

Dinosaurios terópodos no avianos cretácicos de los continentes australes: anatomía, filogenia y evolución. Coordinadores: Fernando Novas y Oliver Rauhut


Avances en el estudio de los saurópods titanosauriformes de Gondwana. Coordinadores: Jorge Calvo y Bernardo González Riga

Evolución de Crocodyliformes: diversidad y relaciones filogenéticas. Coordinadores: Diego Pol y Lucas Fiorelli

Serpientes, tortugas y batracios: estudios claves para resolver problemas sobre filogenia y origen. Coordinador: Michael Caldwell

Morfología y adaptación en aves: nuevas herramientas y conceptos. Coordinadoras: Claudia Tambussi y Karen Moreno

Evolución de los Metaterios sudamericanos cenozoicos. Coordinador: Francisco Goin

Gran Intercambio Biótico Americano: aspectos sistemáticos, evolutivos, paleobiogeográficos y paleobiogeográficos.Coordinadores: Alfredo Carlini y Eduardo Tonni

As minhas comunicações orais serão:
A NEW SPECIMEN OF DACENTRURUS ARMATUS (DINOSAURIA, STEGOSAURIDAE) FROM THE LATE JURASSIC OF PORTUGAL
e
DINOSAUR AND TURTLES FROM THE TURONIAN OF IEMBE, ANGOLA

Argentina, aí vamos!

segunda-feira, julho 14, 2008

Mestrados em Geociências - UC


CURSO DE MESTRADO EM GEOCIÊNCIAS

(DE ACORDO COM O MODELO DE BOLONHA, QUE VISA A ACREDITAÇÃO DE COMPETÊNCIAS NO ESPAÇO COMUM EUROPEU)



O 2.º Ciclo em Geociências forma mestres em temas essenciais das Ciências da Terra. Pretende-se fornecer uma formação teórica e prática sólida em áreas de grande relevância para a ciência e para o desenvolvimento económico e social do país. As três áreas de especialização propostas reflectem a diversidade de recursos humanos existentes no Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, os seus interesses científicos e a sua interacção com a comunidade científica internacional e a comunidade empresarial.

PERFIL GENÉRICO DE FORMAÇÃO EM GEOCIÊNCIAS

O Mestre em Geociências será um profissional capaz de realizar autonomamente:
  • Trabalhos de cartografia geológica, geral e temática;
  • Trabalhos de prospecção geológica e de recursos naturais;
  • Colaborar em estudos e trabalhos nas áreas do ambiente, planeamento e ordenamento do território;
  • Trabalhos de investigação em áreas específicas das Geociências e de recolher,
  • analisar, interpretar e comunicar eficientemente a informação geológica, não só para especialistas mas também para outros públicos.

ÁREA CIENTÍFICA DO CURSO: Ciências da Terra
NÚMERO DE VAGAS: 30
DURAÇÃO DO CURSO: 4 semestres
NÚMERO DE CRÉDITOS PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE MESTRE: 120 ECTS
PRAZOS DE CANDIDATURA - ANO LECTIVO 2008-2009
  • 1ª Fase: 30 de Abril a 18 de Maio
  • 2ª Fase: 2 a 20 de Julho
  • 3ª Fase: 22 a 30 de Setembro
Candidaturas através do site: http://www.blogger.com/www.fct.uc.pt


ÁREA DE ESPECIALIZAÇÃO EM GEOLOGIA OPERACIONAL

O Mestre em Geociências, na área de especialização em Geologia Operacional, será um profissional especializado nas aplicações da Geologia à prospecção e aproveitamento de recursos geológicos, à Geologia de Engenharia e na cartografia geológica.

PLANO CURRICULAR

1º ANO 1º Semestre
  • Detecção Remota e SIG
  • Avaliação e Gestão de Recursos Geológicos
  • Hidrogeologia Operacional
  • Geofísica Aplicada
  • ou Seminário de Aquisição e Interpretação de Dados
  • Avaliação de Impactes e Requalificação Ambiental
1º ANO 2º Semestre
  • Cartografia Temática
  • Tectónica Complementar
  • Geotecnia
  • Prospecção Geoquímica
  • ou Recursos Hídricos
  • Prospecção e Sondagens
2º ANO
  • Dissertação em Geologia Operacional

ÁREA DE ESPECIALIZAÇÃO EM AMBIENTE E ORDENAMENTO

O Mestre em Geociências, na área de especialização em Ambiente e Ordenamento, será um profissional especializado nas aplicações da Geologia aos estudos de avaliação de impactes, monitorização e gestão ambientais e ao ordenamento do território.

PLANO CURRICULAR

1º ANO 1º Semestre
  • Detecção Remota e SIG
  • Avaliação de Impactes e Requalificação Ambiental
  • Mudanças Globais
  • Seminário de Geologia Ambiental ou Geofísica Aplicada
  • Análise e Gestão de Recursos Naturais
1º ANO 2º Semestre
  • Cartografia Temática
  • Recursos Hídricos
  • Geoquímica Ambiental
  • Seminário de Geologia e Ordenamento
  • ou Geoconservação
  • Bacias Fluviais e Sistemas Costeiros
2º ANO
  • Dissertação em Ambiente e Ordenamento

ÁREA DE ESPECIALIZAÇÃO EM GEOLOGIA DO PETRÓLEO

O Mestre em Geociências, na área de especialização em Geologia do Petróleo, será um profissional especializado nas aplicações da Geologia à prospecção e acompanhamento da prospecção de hidrocarbonetos.

PLANO CURRICULAR

1º ANO 1º Semestre
  • Detecção Remota e SIG
  • Análise de Bacias Sedimentares
  • Seminário de Geologia de Bacias Atlânticas I
  • Seminário de Aquisição e Interpretação de Dados
  • ou Geofísica Aplicada
  • Avaliação de Impactes e Requalificação Ambiental
1º ANO 2º Semestre
  • Cartografia Temática
  • Petrologia e Análise de Diagénese
  • Estruturas Geológicas e Interpretação Geofísica
  • Micropaleontologia
  • ou Seminário de Geologia de Bacias Atlânticas II
  • Organização e Comunicação Institucional
2º ANO
  • Dissertação em Geologia do Petróleo

sexta-feira, junho 13, 2008

Seminário "Paisagens Geológicas"


Hoje assisti a excelentes palestras na Nazaré integradas no Seminário Paisagens Geológicas, organizado pela Câmara Municipal da Nazaré e pelo Museu Mineralógico e Geológico da Universidade de Coimbra 12 a 14 de Junho de 2008.

João Duarte (Inst. Hidrog.) “As cabeceiras do Canhão Submarino da Nazaré”
João Vitorino (IH), “Uma porta para o oceano profundo - o Canhão Submarino da
Nazaré”
Catarina Guerreiro (IH), “Nanoplâncton calcário: traçador da (paleo)ecologia e da dinâmica sedimentar do Canhão da Nazaré“
Luís Vítor Duarte (Univ. Coimbra) “Importância do Jurássico Inferior da Zona Costeira Ocidental Portuguesa”
Paulo Caetano (Univ. Nova de Lisboa), “Paisagens jurássicas na Bacia Lusitaniana”

A minha palestra foi:
Octávio Mateus (UNL e Museu Lourinhã), “Fauna de vertebrados do Jurássico Superior de Portugal”

Quem puder ir ao Cine-Teatro da Nazaré, aproveite.
Dia 12 e 13: Palestras; dia 14 saída de Campo.
Mais informações aqui.

segunda-feira, abril 28, 2008

Jurassic Symposium: Washington DC

Acabou hoje (27 de Abril de 2008) no Smithsonian National Museum of Natural History, Washington DC, Estado Unidos, um simpósio espectacular sobre o Jurássico para o qual eu tive a honra e o prazer de ter sido convidado a participar. Um interessante grupo de pessoas apaixonadas pelo Jurássico.


THE BREAKUP OF PANGAEA AND THE ORIGIN OF MODERN TERRESTRIAL VERTEBRATE FAUNAS
April 25-27, National Museum of Natural History, Washington, DC

Organized by James Clark, Hans-Dieter Sues, and Matthew Carrano

Nick Fraser, National Museums of Scotland,
“Heterogeneity of Late Triassic floras (and faunas)”

Paul Olsen, Columbia University,
”Tetrapod diversity, disparity, and provincialism following the end-Triassic mass-extinction”

Hans-Dieter Sues, National Museum of Natural History,
”Early Jurassic continental tetrapod faunas and paleobiogeography”

Paul Upchurch, University College London,
”Pangaean fragmentation and the biogeographic history of Middle and Late Jurassic dinosaurs”

Susan Evans, University College London,
”The British Middle Jurassic faunas and their global context”

John Flynn and Sterling Nesbitt (w/Andre Wyss), American Museum of Natural
History,
”Mid-Mesozoic (?Late Triassic to Middle Jurassic) vertebrate faunas of Madagascar”

Jim Clark, um dos organizadores do evento.


James Clark, George Washington University,
”The fauna of the Middle-Upper Jurassic Shishugou Fm., Xinjiang”


Thomas Martin, Rheinische Friedrich-Wilhelms-Universität Bonn,
”Paleobiogeography and Middle to Late Jurassic vertebrate faunas (particularly
mammals) from western Central Asia.”

Guillermo Rougier, Louisville University,
”Jurassic and Cretaceous mammals from South America: Paleogeography and diversity”

Oliver Rauhut, Bayerische Staatsammlung für Naturkunde,
”Jurassic dinosaurs from Gondwana and the Jurassic evolution of the Dinosauria”

Octávio Mateus, Museu da Lourinhã e Universidade Nova de Lisboa,
“The Jurassic vertebrates of Portugal: comparisons and paleogeography”


Paul Barrett, The Natural History Museum, London,
”Changes in dinosaur diversity across the Middle-Upper Jurassic boundary”

Matthew Carrano, National Museum of Natural History,
"The Morrison Formation as window, anchor, and attractor in studies of Jurassic dinosaur evolution, diversity, and biogeography”

Catherine Forster, George Washington University,
”Chinese Middle-Upper Jurassic Ornithischians”

Walter Joyce, Yale University,
”The response of turtles, distant cousins of T. rex, to the breakup of Pangaea”

sexta-feira, março 24, 2006

6º Mini-Simpósio no Museu da Lourinhã: Geologia

6º Mini-Simpósio no Museu da Lourinhã: Geologia

10 de Março de 2006 (Sexta-feira), 18:00

Museu da Lourinhã

Paleoclimate Information from Ancient Groundwater: Examples from the Cretaceous of the North and South Poles
Kurt Ferguson (Southern Methodist University, USA)

Comments on the Geological Occurrence of Jurassic Dinosaurs in Africa
Louis L. Jacobs (Southern Methodist University, USA)

Paleosols of the Late Jurassic of Portugal
Scott Myers (Southern Methodist University, USA)

Terrestrial Proxies of Paleoclimate
Neil Tabor (Southern Methodist University, USA)

Dinosaurs in the Lusitanian Basin
Octávio Mateus (Museu da Lourinhã & Universidade Nova de Lisboa)


O Museu da Lourinhã vai realizar um mini-simpósio sobre geologia do Jurássico e Cretácico. Este é o sexto mini-simpósio do Museu da Lourinhã e enquadra-se na parceria científica entre o Museu da Lourinhã e a Universidade Metodista do Sul do Texas, EUA e na estratégia de criação de uma forte rede de cooperação internacional que tem vindo a ser promovida por Octávio Mateus do Museu da Lourinhã. Nesse sentido, geólogos e paleontólogos desta reputada universidade norte-americana deslocam-se a Portugal para colaborar em estudos sobre o Jurássico Superior de Portugal. Um dos objectivos é fazer uma análise detalhada e sequencial dos isótopos de carbono e oxigénio das arribas da Lourinhã de forma a compreender o clima durante o Jurássico superior. A geologia e a fauna das camadas que contém dinossauros do Jurássico superior de Portugal são muito semelhantes à Formação de Morrison, nos Estados Unidos, que deu os fósseis de dinossauros famosos como o Stegosaurus, Diplodocus ou Allosaurus. O professor Louis Jacobs, autor dos livros “Quest for African Dinosaurs” e “Lone Star Dinosaurs”, considera que a geologia das arribas da área da Lourinhã tem uma das melhores sequências para estudar o Jurássico e pode mesmo ajudar a compreender o clima no mundo de há 150 milhões de anos.

quarta-feira, junho 29, 2005

4º Mini-Simpósio de Paleontologia no Museu da Lourinhã: Mosassauros

O Museu da Lourinhã organiza o 4º Mini-Simpósio de Paleontologia, dedicado aos Mosassauros, répteis marinhos do tempo dos dinossauros.



Este é o quarto Mini-Simpósio realizado no Museu da Lourinhã, com cientistas estrangeiros visitantes no Museu da Lourinhã, e desta feita conta com a participação dos paleontólogos Mike Polcyn da Universidade Metodista do Sul (Estados Unidos), Anne Schulp do Museu de Maastricht (Holanda) e Octávio Mateus do Museu da Lourinhã e Universidade Nova de Lisboa.
Os dois primeiros oradores são paleontólogos reconhecidos e especialistas em mosassauros, répteis marinhos que colonizaram os mares durante o tempo dos dinossauros.
O mote para este simpósio é dado pela presença dos paleontólogos em Portugal e pela descoberta recente de novos vestígios de mosassauros em Angola pelo paleontólogo Octávio Mateus do Museu da Lourinhã.

Não é a primeira vez que estes paleontólogos se encontram em Portugal. Em Janeiro, tiveram a oportunidade de participar no 3º Mini-Simpósio de Paleontologia no Museu da Lourinhã, dessa feita sobre Vertebrados Fósseis Africanos, e que precedeu a viagem de Octávio Mateus e do norte-americano Louis Jacobs a Angola em Maio passado. Juntamente com os paleontólogos da Universidade Nova de Lisboa, os convidados vão agora participar no estudo dos fósseis de mosassauros que foram recolhidos recentemente em Angola.

Mike Polcyn irá abordar a origem, evolução e a distribuição dos mosassauros. Completamente adaptados à vida marinha, os mosassauros foram répteis carnívoros que dominaram os mares há, pelo menos, 65 milhões de anos, enquanto os dinossauros dominavam a terra firme. Embora sejam semelhantes aos lagartos e às cobras, os mosassauros fazem lembrar uma mistura entre um lagarto, um crocodilo e um golfinho, embora não estejam relacionados com estes dois últimos.

Anne Schulp falará sobre os mosassauros de Maastricht, onde foi descoberto o primeiro mosassauro, sendo um fóssil de especial interesse histórico porque é considerado o primeiro fóssil reconhecido como tal, isto é, como sendo um antigo animal extinto em tempos passados. A posse deste exemplar histórico é hoje uma fonte de discórdia entre dois países, pois o fóssil é reclamado pela Holanda depois de ter sido levado para França durante as evasões napoleónicas, onde se encontra desde aí.

O paleontólogo do Museu da Lourinhã irá contra a sua experiência em Angola, país que visitou recentemente e onde encontrou muitos vestígios de mosassauros e outros animais pré-históricos, tal como um braço de um dinossauros saurópode, o primeiro dinossauro alguma vez descoberto em Angola. Em Portugal não são conhecidos vestígios de mosassauros.


o PROGRAMA é o seguinte:
4º Mini-Simpósio de Paleontologia no Museu da Lourinhã: Mosassauros
11 Julho 2005; 17h30 na Sala de Paleontologia do Museu da Lourinhã


Mike Polcyn
Early evolution and biogeography of mosasaurs

Anne Schulp
Mosasaurs from Maastricht, Monsters from the Late Cretaceous seas

Octávio Mateus
Mosassauros e outros fósseis de Angola

A entrada é gratuita.

SUMÁRIOS DAS PALESTRAS E PERFIL DOS ORADORES
EARLY EVOLUTION AND BIOGEOGRAPHY OF MOSASAURS
por MIKE POLCYN

Mike Polcyn is Sr. Vice-President of Research and Development and Chief Technology Officer for Intervoice Inc., a Dallas based telecommunications company and Research Associate at Southern Methodist University. His current research interests include the early evolution of Mosasauroidea and adaptations in secondarily aquatic tetrapods. Research also includes application of technology to problems in paleontology

MOSASAURS FORM MAASTRICHT, MONSTERS FROM THE LATE CRETACEOUS SEAS, por ANNE SCHULP
Summary:
New discoveries of mosasaur fossils from the Maastricht area (in the south of the Netherlands) yielded fascinating insights in the behaviour, diet, and diseases of these giant extinct marine reptiles. Why did the giant Prognathodon saturator have such strange jaws? And what's its relationship with North American mosasaurs?Ongoing research provided some preliminary answers to this and other questions. What, for example, did the mysterious mosasaur Carinodens eat? Experiments above the kitchen sink yielded some explanation - and a tasty gumbo.
How about cannibalism in the Maastricht seas? Many mosasaurs seem to have practised a rather rough lifestyle. Broken bones as well as massive abscesses abound in the fossil record, and tell us painful stories about the life of a mosasaur. Research with the Amsterdam Free University may tell us a bit more about the diet of mosasaurs and the climate of the Maastricht seas. But in order to acquire the data, a mosasaur tooth has to be sacrificed first.
This and more will be discussed during Anne Schulp's lecture. If time permits, the joys and benefits of a forked tongue will be discussed, and maybe there is some disappointing news from the Milan fashion district to be revealed, too.

Anne Schulp:
Drs. Anne S. Schulp (1974) is curator of vertebrate palaeontology at the Maastricht Natural History Museum, in Maastricht, The Netherlands. Apart from care for the vertebrate palaeontological collections, he is also involved in exhibition development and educational work at the museum.
Next to the museum duties, he is affiliated with the Faculty of Earth and Life Sciences of the Vrije Universiteit Amsterdam, where he is a guest researcher in the PhD-programme.
He is a regular contributor on the field of paleontology, geology, and natural sciences in general for popular scientific magazines and a nationwide daily newspaper in The Netherlands.
Anne Schulp's main field of interest is in mosasaurs. His research interests in marine Maastrichtian paleontology took him in the past few years to New Zealand, Mozambique, the USA, Croatia, the Sultanate of Oman, Jordan and Israel.

MOSASSAUROS E OUTROS FÓSSEIS DE ANGOLA
por OCTÁVIO MATEUS

Sumário:
A orla costeira de Angola é rica do ponto de vista de fósseis de vertebrados mesozóicos e cenozóicos, embora muito trabalho esteja ainda por fazer. O paleontólogo Miguel Telles Antunes, da Universidade Nova de Lisboa, tem feito investigação sistemática e contínua sobre os vertebrados fósseis de Angola, com base nas recolhas realizadas durante os anos 60. Nos seus trabalhos reportou novos achados e descreveu novas espécies em que se destacam o mosassauro Angolasaurus bocagei, recolhido perto de Iembe, província de Bengo. Tubarões, plesiossauros, tartarugas e outros vertebrados foram identificados por Miguel Telles Antunes,
Desde a presença de Antunes nos anos 60, que não se procederam recolhas sistemáticas de vertebrados fósseis em Angola devido à guerra e instabilidade que assolou o país nas últimas décadas. Uma viagem realizada recentemente (Maio 2005), permitiu revisitar as localidades já apontadas por Miguel Telles Antunes e descobrir uma extraordinária elevada variedade e qualidade de fósseis de vertebrados, especialmente na província do Namibe e de Bengo. Foram recolhidos vestígios de mosassauros, plesiossauros, tubarões, peixes ósseos, tartarugas, amonites, e dinossauros. O vestígio de dinossauro é o primeiro que se encontra em Angola.

Octávio Mateus:
O paleontólogo do Museu da Lourinhã, Octávio Mateus, encontra-se a terminar o doutoramento em paleontologia dos dinossauros do Jurássico Superior de Portugal pela Universidade Nova de Lisboa. Tem estudado os dinossauros da Lourinhã, e não só, com destaque para os ovos e embriões e para a descrição de novos géneros, tais como o Lourinhanosaurus, Draconyx, Dinheirosaurus, Tangvayosaurus e Lusotitan. Sob a orientação científica de Miguel Telles Antunes, Octávio tem coordenado as escavações de dinossauros na Lourinhã, de onde tem recolhido muitos novos exemplares. O seu interesse por dinossauros fizeram-no viajar pelos Estados Unidos, Brasil, Laos, Tunísia, Moçambique, Marrocos, África do Sul e Angola.




Anteriores "Mini-Simpósios de Paleontologia no Museu da Lourinhã"
1º Mini-Simpósio (2004): Jesper Milan (pegadas de dinossauros), Cristiano dal Sasso (dinossauros de Itália),
2º Mini-Simpósio (2004): Remmert Schouten (Thecodontosaurus), Jesper Milan (pegadas de dinossauros), Ricardo Araújo (preparação de fósseis), Octávio Mateus (terópodes de Portugal).
3º Mini-Simpósio (Janeiro 2005) Vertebrados Fósseis Africanos: Louis Jacobs (Dinosaurs of Africa), Anne Schulp (Fossil Vertebrates in Oman), Mike Polcyn (Fossils of 'Ein Yabrud, Israel), Aart Walen (Expeditions in Tanzania, South Africa and Ziwbabwe).

Próximos "Mini-Simpósios de Paleontologia no Museu da Lourinhã": 22 de Agosto e 5 de Setembro com programa a anunciar brevemente.